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	<title>Arquivos Etarismo - Mundo Negro</title>
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		<title>O tempo e o gênero: o etarismo feminino e a invulnerabilidade masculina</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-tempo-e-o-genero-o-etarismo-feminino-e-a-invulnerabilidade-masculina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2025 15:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Etarismo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Claudia Di Moura A passagem do tempo, por mais que seja um aspecto cientificamente mensur&#225;vel, tem efeitos bastante distintos na vida do homem e na da mulher. E nada disso est&#225; necessariamente ligado &#224;s nossas biologias.&#160; Existem alguns ditados na moda masculina que refor&#231;am a ideia de uma austeridade quase intr&#237;nseca &#224; sua natureza. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em><strong>Texto: <a href="https://mundonegro.inf.br/mulher-negra-latino-americana-em-primeiro-lugar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Claudia Di Moura</a></strong></em></p>



<p>A passagem do tempo, por mais que seja um aspecto cientificamente mensurável, tem efeitos bastante distintos na vida do homem e na da mulher. E nada disso está necessariamente ligado às nossas biologias.&nbsp;</p>



<p>Existem alguns ditados na moda masculina que reforçam a ideia de uma austeridade quase intrínseca à sua natureza. Um deles diz que o relógio é a joia do homem. Mas, numa análise mais polissêmica, tem algo mais por aí. O próprio tempo, do qual o relógio é avatar, parece estar agarrado ao pulso do homem, não como um adereço, e sim, como sua principal ferramenta de manutenção de hegemonia. Porque <strong>para homens e mulheres, o tempo passa diferente</strong> – não pelo que dizem os relógios, mas pelo que nos contam sobre os prazos de vida socialmente estabelecidos para os gêneros. </p>



<p>Historicamente, o homem detém a manivela do tempo na mão. A ele cabe decidir o que é velho e o que é novo, qual a maioridade penal, quantas semanas de gestação até um aborto ser considerado homicídio, quanto vale o tempo dedicado pela mulher ao lar e aos filhos, qual o preço de uma hora trabalhada no chão da fábrica e se uma menina de menos de quatorze anos está pronta para lhe servir sexualmente.<strong> O homem é senhor do tempo, e a mulher é vulnerável a ele, pois já nasce com prazo de validade</strong>, enquanto o homem &#8220;envelhece igual a vinho&#8221;. Por exemplo, uma gestação que acontece depois dos trinta e cinco anos de idade é chamada &#8220;gravidez idosa&#8221;. Ou tardia, que seja. O ponto é que, para o homem, nada nunca é tardio. </p>



<p>Com o decorrer do tempo, o homem tem enaltecido seu autoproclamado amadurecimento. Posa de sábio, distribui conselhos, ganha autoridade em seus cabelos brancos e uma virilidade celebrada. Já a mulher é ridicularizada, crê-se indesejável ou é fetichizada, tem suas emoções negligenciadas e diminuídas por um sistema que a invisibiliza. <strong>Se antes ela era criminalizada pelas mudanças de humor provocadas pelos ciclos hormonais, agora ela é lida como louca e amargurada por culpa da menopausa.</strong> E, ao contrário do que acontece com o gênero oposto, na tela do rosto feminino não cabem rugas ou sinais da passagem do tempo. Daí ela é obrigada a se submeter a procedimentos estéticos que reprimem a expressão facial das suas emoções básicas.</p>



<p>Isso porque, na revista da sociedade, <strong>o homem é o texto, e a mulher é a ilustração</strong>, muito bem impressa, revisada no Photoshop. A juventude eternamente registrada no retrato, enquanto, na vida real, o relógio dela gira mais rápido que a hélice de um liquidificador, moendo e destruindo sua dignidade. Medir a validade do corpo feminino a partir da funcionalidade do seu útero é mais um sinal de que, no dress code dos gêneros, a mulher é a bolsa do homem. Enquanto ele porta consigo as chaves, a carteira e o celular, ela precisa carregar a casa, a rotina das crianças, a integridade dos seus óvulos e o kit de maquiagem, indispensável para que seja socialmente apresentável. </p>



<p>Precisamos nos atentar para essas assimetrias e entender que <strong>o tempo é um construto ideológico fabricado, como todos os outros, pelas mãos hegemônicas do homem branco, heterossexual, cisgênero e capitalista.</strong> Lembrar que, para além de uma dimensão natural, o tempo é entortado em favor dessa classe, é fundamental e libertador, para que não caiamos em suas armadilhas e não nos permitamos a tatuagem, na testa, de um prazo de validade determinado por alguém que não nos criou.</p>



<p><em>*Claudia&nbsp;Di&nbsp;Moura&nbsp;é uma atriz afro-indigêna e ativista. Como atriz, busca levar para o mercado audiovisual e para o teatro as múltiplas lutas pelos direitos das mulheres, do povo negro e dos povos originários</em></p>
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		<title>Lideranças negras seniores: quantas você conhece?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/liderancas-negras-seniores-quantas-voce-conhece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Priscilla Arantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 11:03:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Etarismo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A participa&#231;&#227;o das mulheres no mercado de trabalho tem crescido significativamente nas &#250;ltimas d&#233;cadas, impulsionada por conquistas sociais e mudan&#231;as culturais. No entanto, a an&#225;lise desse avan&#231;o revela um cen&#225;rio complexo e desigual, marcado por interseccionalidades que impactam diretamente a trajet&#243;ria profissional de determinados grupos. Neste artigo vamos abordar quest&#245;es que impactam mulheres negras seniores. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A participação das mulheres no mercado de trabalho tem crescido significativamente nas últimas décadas, impulsionada por conquistas sociais e mudanças culturais. No entanto, a análise desse avanço revela um cenário complexo e desigual, marcado por interseccionalidades que impactam diretamente a trajetória profissional de determinados grupos. Neste artigo vamos abordar questões que impactam mulheres negras seniores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A interseccionalidade, conceito que se refere à interação entre diferentes formas de discriminação, evidencia como as mulheres negras seniores vivenciam uma sobreposição de desigualdades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exclusão de mulheres negras seniores do mercado de trabalho e, sobretudo, de posições de liderança, reflete as barreiras estruturais impostas pela interseção de racismo, sexismo e etarismo. Embora representem aproximadamente 28% da população brasileira – cerca de 60 milhões de pessoas –, essas mulheres permanecem amplamente sub-representadas em cargos estratégicos. A discrepância é evidente: enquanto elas compõem o maior grupo étnico do país, sua presença nos níveis mais altos de poder corporativo é praticamente inexistente.</span> <span style="font-weight: 400;">Gênero, raça e idade se entrelaçam, criando barreiras que dificultam o acesso e a permanência no mercado de trabalho, limitando oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no primeiro trimestre de 2023, a taxa de desemprego entre mulheres negras era de 16,9%, enquanto a média nacional era de 8,8%. Essa disparidade se acentua entre as mulheres negras seniores, que enfrentam maior dificuldade de recolocação após períodos de desemprego.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de 2023 revela que as mulheres negras estão concentradas em ocupações de menor remuneração e prestígio, como o trabalho doméstico e o setor de serviços. Essa realidade impacta diretamente a renda e a qualidade de vida dessas mulheres, especialmente na terceira idade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sub-representação em cargos de liderança e a ocupação de postos de trabalho de menor remuneração contribuem para a desigualdade salarial. Menos de 1% de homens brancos ganham mais do que 28% de mulheres negras, evidenciando a profunda assimetria na distribuição de renda e oportunidades no mercado de trabalho brasileiro.</span></p>
<p><b>Desafios específicos enfrentados:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mulheres negras seniores frequentemente enfrentam estereótipos e preconceitos relacionados à idade, raça e gênero, que afetam sua autoestima e suas oportunidades no mercado de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O racismo estrutural nas organizações continua sendo um dos maiores entraves. Políticas internas de contratação e promoção muitas vezes ignoram a importância da diversidade, resultando na exclusão de mulheres negras, especialmente as mais velhas, de cargos estratégicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, além das barreiras relacionadas à raça e ao gênero, o etarismo agrava ainda mais a situação. A discriminação por idade é marcada por estereótipos que desvalorizam a experiência e a competência das profissionais mais velhas, especialmente no que se refere à sua adaptabilidade às novas tecnologias e ao ritmo acelerado das mudanças organizacionais. No caso das mulheres negras seniores, essa desvalorização é ainda mais severa, resultando em um ciclo de exclusão e marginalização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de acesso à educação e à qualificação profissional ao longo da vida limita as possibilidades de ascensão e recolocação das mulheres negras seniores. E muitas vezes isso também está relacionado à dupla ou tripla jornada de trabalho,</span><span style="font-weight: 400;"> em que as </span><span style="font-weight: 400;">mulheres assumem responsabilidades familiares e domésticas, </span><span style="font-weight: 400;">como o cuidado de netos e parentes idosos, o que, aliado à falta de políticas de apoio como horários flexíveis, torna mais difícil sua permanência e progresso no mercado de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E por consequência, afetando não apenas a estabilidade financeira dessas mulheres, mas também sua saúde física e mental. Estudos indicam que o estresse crônico causado por um ambiente de trabalho hostil e excludente pode levar a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, além de agravar condições preexistentes, como hipertensão e diabetes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inclusão das mulheres negras seniores no mercado de trabalho é um desafio que exige ações conjuntas do Estado, das empresas e da sociedade. É preciso reconhecer e valorizar a contribuição dessas mulheres, garantindo que suas trajetórias profissionais sejam marcadas pela equidade e pelo respeito. A quebra do teto de vidro racial e a promoção da diversidade nos cargos de liderança são passos essenciais para a construção de um futuro mais justo e igualitário. A intencionalidade é a ação do futuro.</span></p>
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