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	<title>Arquivos estética negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Por que as mulheres negras estão voltando a alisar os cabelos? Liberdade de escolha ou retrocesso estético?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidistone Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mulheres negras estão voltando a alisar os cabelos. Será liberdade de escolha ou retrocesso estético? Entenda o debate, os dados e o impacto na identidade.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Por: Nossa Pele Negra (Gleidistone Silva e Alessandra Silva) e Site Mundo Negro (Silvia Nascimento e Halitane Rocha)</em></strong></p>



<p>Você está rolando a tela e, aos poucos, começa a notar um movimento. Nos vídeos do TikTok e nos Reels do Instagram, o mesmo tipo de conteúdo se repete: mulheres crespas e cacheadas voltando a alisar o cabelo. Algumas interromperam a transição, outras já tinham passado por ela há anos, mas agora parecem compartilhar algo em comum: a preferência pelos fios lisos. O que parecia ter ficado no passado, após o movimento de transição capilar que ganhou força na última década, ressurge agora.</p>



<p>Os dados ajudam a ampliar essa percepção. No Google Trends, o interesse por termos como “alisamento de cabelo crespo” e “alisamento de cabelo cacheado” nunca desaparece, ele oscila. Esse cenário também dialoga com o retorno de estéticas dos anos 2000, com referências de cabelo liso voltando à cena.</p>



<p>Mas afinal, estamos diante de uma nova mudança estética ou de um ciclo que já conhecemos?</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-682x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-96133" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-682x1024.jpeg 682w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-768x1153.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-1023x1536.jpeg 1023w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-280x420.jpeg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-150x225.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-300x450.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17-696x1045.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-19.56.17.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption class="wp-element-caption">Influenciadora Preta Araujo (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Do &#8220;black is beautiful&#8221; à estética livre: uma breve linha do tempo</strong></h3>



<p>A relação entre a mulher negra e seu cabelo é atravessada por séculos de resistência e imposições. Para entender onde estamos, é preciso olhar para trás:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>1858 | </strong>O despertar do &#8220;black is beautiful&#8221;: Em Boston, o abolicionista americano John Swett Rock proferiu um dos primeiros discursos registrados exaltando as características físicas negras. Este marco é considerado a base intelectual para a expressão que, décadas depois, se tornaria um hino de orgulho racial.</li>



<li><strong>1870 – 1920 |</strong> A era do pente quente: O uso de técnicas de alisamento por calor, como o <em>hot comb</em> (pente quente), consolida-se como prática comum, sendo amplamente adotado por mulheres negras nos EUA durante o início do século XX como forma de conformação aos padrões vigentes.</li>



<li><strong>1930 – 1950 | </strong>O alisamento como padrão: O alisamento ganha força sistêmica nos Estados Unidos. Tanto por métodos térmicos quanto pela introdução de relaxantes químicos, a manipulação do cabelo crespo torna-se o padrão estético praticamente obrigatório em diversos contextos sociais.</li>



<li><strong>1930 |</strong> A resistência rastafári: Paralelamente às pressões de alisamento, surge o movimento Rastafári. Mais que um dogma religioso, o movimento utiliza a estética — especialmente as roupas coloridas e os <em>dreadlocks</em> — como símbolo de resistência ao colonialismo e rejeição direta aos padrões eurocêntricos, popularizados globalmente pela figura de Bob Marley.</li>



<li><strong>1960 – 1970 |</strong> Black Power e orgulho negro: Em 1966, durante a luta pelos direitos civis nos EUA, o movimento <em>Black Power</em> transforma o cabelo afro em símbolo central de identidade e resistência, com figuras icônicas como Angela Davis e Elaine Brown à frente. No Brasil, esse reflexo fortalece o surgimento dos &#8220;salões étnicos&#8221;, espaços dedicados a valorizar o crespo.</li>



<li><strong>1980 – 1990 |</strong> O reinado da química: O alisamento reafirma-se como a norma estética dominante, consolidando produtos químicos nas prateleiras e nos salões como o caminho para o &#8220;cabelo aceitável&#8221;.</li>



<li><strong>Anos 2000 |</strong> A conexão digital: O surgimento dos primeiros fóruns de internet permite que mulheres negras comecem a trocar informações sobre cuidados, quebrando o isolamento e iniciando discussões sobre a valorização do natural.</li>



<li><strong>2010 – 2015 | </strong>O <em>boom</em> da transição capilar: O movimento ganha escala global. A transição capilar deixa de ser uma escolha isolada para se tornar um fenômeno cultural de retorno à textura natural.</li>



<li><strong>2016 – 2019 | </strong>Identidade política e representatividade: O cabelo natural consolida-se como símbolo de identidade racial e autoestima. Práticas como o <em>Big Chop</em>, uso de tranças, <em>twists</em> e <em>dreads</em> ganham força, enquanto a cultura pop, com o filme <em>Pantera Negra</em>, projeta a estética afro globalmente, validando-a em espaços de prestígio.</li>



<li><strong>2023 – 2026 |</strong> A era da estética livre: Vivemos um momento onde as fronteiras entre o natural e o alisado se tornam fluidas. Embora a diversidade de estilos seja maior, o cenário é marcado por uma tensão constante entre a liberdade individual de escolha e a persistência de pressões sociais que ainda tentam ditar a estética da mulher negra.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="767" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-767x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-96131" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-767x1024.jpeg 767w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-112x150.jpeg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-768x1025.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-696x929.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52.jpeg 959w" sizes="(max-width: 767px) 100vw, 767px" /><figcaption class="wp-element-caption">Influenciadora Mannu Viana (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>A complexidade em torno do cabelo crespo e cacheado não é apenas uma percepção individual, mas um fenômeno mapeado por estudos recentes que expõem as tensões sociais vivenciadas pela mulher negra brasileira. Os dados confirmam essa percepção.&nbsp;</p>



<p>A marca Seda, em parceria com o Instituto Sumaúma e a agência Pretas, conduziu o estudo &#8220;Cabelos Sem Limites, Como Nós&#8221; para explorar o papel fundamental dos fios naturais na vida dessas mulheres. Os dados, coletados com 1.001 mulheres pretas e pardas de 18 a 50 anos nas capitais Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, revelam um cenário de dualidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Oito em cada dez mulheres entrevistadas consideram seus cabelos crespos e cacheados como uma ferramenta essencial de expressão pessoal.</strong></li>



<li><strong>Para 55% das participantes, os fios possuem uma importância extrema em relação à sua própria identidade.</strong></li>



<li><strong>Apesar desse protagonismo, o estudo destaca que quase 70% dessas mulheres ainda sentem uma forte pressão social para alisar os cabelos.</strong></li>
</ul>



<p>Esse contraponto entre o orgulho de se expressar e a imposição de padrões estéticos reforça que, para a mulher negra, o cabelo nunca é &#8220;apenas cabelo&#8221;. A busca por uma mudança na sociedade passa, justamente, por compreender que a escolha capilar é um terreno de resistência, onde a autoexpressão enfrenta, diariamente, desafios sociais persistentes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96134" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5149-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Influenciadora Preta Araujo (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>Para a influenciadora Preta Araujo, o movimento não é necessariamente uma &#8220;tendência&#8221; inovadora, mas um possível retrocesso. &#8220;Muitas mulheres negras voltarem a alisar permanentemente os cabelos esteja ligado a um conjunto de pressões estéticas que vêm ganhando força novamente, como o padrão de magreza e a estética &#8216;clean girl'&#8221;.&nbsp;</p>



<p>“Claro que, se uma mulher negra decide alisar o cabelo simplesmente por gosto estético, acho totalmente válido. Nosso cabelo é extremamente versátil, e mulheres negras devem ter liberdade para fazer o que quiserem com a própria aparência. Mas também entendo que, em muitos casos, essa escolha acaba atravessada por questões mais profundas do que apenas estética ou praticidade”, completa a criadora de conteúdo.&nbsp;</p>



<p>Para a também influenciadora Mannu Viana, a discussão sobre o alisamento transcende o aspecto meramente capilar, envolvendo uma jornada profunda de autoconhecimento e construção de identidade. Até os 16 anos, sua relação com o cabelo era pautada por uma tentativa de adequação ao que era socialmente aceito, marcada pelo esforço em reduzir o volume, que ela percebia como uma forma de evitar o racismo e buscar aceitação.</p>



<p>A mudança de perspectiva de Mannu veio após explorar seu cabelo natural em diversas formas: tranças, penteados, cores e texturas variadas, e se sentir linda em cada uma delas.&nbsp;</p>



<p>“Explorar essas possibilidades capilares foi o meu primeiro contato com a sensação de liberdade, de sustentar minhas escolhas e sem dúvidas, foi muito importante pra construção da minha autoestima, e hoje, minha decisão sobre alisar o cabelo é justamente sobre liberdade.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="767" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-767x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-96135" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-767x1024.jpeg 767w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-112x150.jpeg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-768x1025.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1-696x929.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-12-at-14.54.52-1.jpeg 959w" sizes="(max-width: 767px) 100vw, 767px" /><figcaption class="wp-element-caption">Influenciadora Mannu Viana (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>Para ela, a escolha de alisar o cabelo hoje é um ato de autonomia, pois ela ressignificou o processo e enxerga o alisamento apenas como uma das muitas possibilidades de estilo que pode adotar, sem que isso apague sua identidade: “A Mannu de 16 anos só via o liso como possibilidade, a de 25 entende que é o crespo quem sustenta isso tudo e vai voltar pra ele sempre que ela quiser e vai se enxergar linda, sabe? Eu decidi fazer como eu quero porque é isso que me importa. Voltar a alisar o cabelo é uma forma de dizer pra mim mesma que hoje eu tomo minhas decisões com base nas minhas próprias vontades e só, entendendo principalmente que elas podem ser momentâneas.”</p>



<p>Mannu critica a existência de uma “ditadura” que impõe o que é certo ou errado na estética negra, argumentando que isso enfraquece o debate e impede que o foco seja o fortalecimento da autoimagem da mulher negra. Ela enfatiza que a identidade não deve ser resumida apenas ao cabelo ou à aparência, questionando: &#8220;nossa identidade está somente no nosso cabelo? Continuamos sendo resumidas somente pela nossa aparência?&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Preta Araujo ainda reforça o impacto do processo de alisamento na autoestima das mulheres: “Acredito que isso pode impactar negativamente a autoestima de mulheres negras que ainda sentem que só são bonitas com os cabelos alisados. Sinceramente, eu imaginava que já tivéssemos avançado mais nesse debate, mas diante de tantos retrocessos sociais recentes, as mulheres negras também acabam sendo afetadas por esse e outros cenários&#8221;, conclui.</p>



<p>Por fim, Mannu reforça a importância da honestidade consigo mesma ao considerar qualquer mudança, aconselhando que a motivação venha de um desejo genuíno de explorar novas versões de si, em vez de pressões externas: “Toda vez que um debate se torna uma ditadura, ele perde força e a oportunidade de aprofundar coisas importantes. Nesse caso, estamos perdendo a oportunidade de debater sobre quais sãos os fatores que interferem que uma mulher negra reconheça a sua beleza e a de seus iguais, e a partir disso, trazer perspectivas positivas e maximizar possibilidades, era&nbsp; pra ser um fortalecimento, não um detrimento ou retrocesso”, conclui.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O alerta das especialistas: a saúde do fio em primeiro lugar</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-26.png" alt="" class="wp-image-96136" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-26.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-26-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-26-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-26-768x768.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-26-420x420.png 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-26-696x696.png 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lívia Rodrigues, coordenadora de Valorização Científica em Pesquisa e Inovação da L’Oréal Brasil (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>Independentemente da motivação, a saúde do cabelo não pode ser negligenciada. O cabelo crespo, por possuir uma estrutura elíptica e mais pontos de torção, é naturalmente mais propenso à quebra e ao ressecamento. Além disso, o uso de químicas exige cautela extrema. Especialistas reforçam o perigo das incompatibilidades, como a mistura de guanidina com tioglicolato, que pode resultar em corte químico.</p>



<p>Lívia Rodrigues, coordenadora de Valorização Científica em Pesquisa e Inovação da L’Oréal Brasil, alerta para o cuidado com a estrutura dos fios: “O cabelo crespo tem uma estrutura com formato elíptico e mais pontos de torção, o que o torna mais frágil e mais propenso à quebra. Por ser um cabelo que também têm maior tendência ao ressecamento, é essencial o uso de formulações que já tragam agentes condicionantes e hidratantes desde a primeira etapa, afirma Lívia Rodrigues. Segundo a especialista, o cuidado no pós também é essencial, para isso é importante utilizar produtos que ajudem a reparar a estrutura interna dos fios, garantindo mais força e vitalidade.&nbsp;</p>



<p>Já Francielen Rodrigues, Gerente de Estratégia da Salon Line, reforça como é fundamental intensificar os cuidados após o processos químicos: “Os cabelos crespos e cacheados possuem uma tendência natural maior ao ressecamento devido à sua estrutura em curvas, que dificulta a distribuição da oleosidade ao longo dos fios. Após processos químicos, como alisamentos e relaxamentos, essa necessidade de cuidado se intensifica, já que há uma alteração da fibra capilar, tornando-a mais suscetível à perda de hidratação e ao enfraquecimento”, explica. Especialistas da marca ainda orienta que o pós-química deve priorizar a reposição de água, nutrientes e proteínas por meio de produtos hidratantes. Já na etapa de reconstrução deve-se intensificar os tratamentos que atuam no processo de restauração extrema, devolvendo vida para os fios.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-683x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-96137" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-683x1024.jpeg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-768x1152.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-280x420.jpeg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-150x225.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-300x450.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line-696x1044.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Francielen-Salon-Line.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Francielen Rodrigues, Gerente de Estratégia da Salon Line (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>O debate sobre o alisamento entre mulheres negras revela que, embora 8 em cada 10 entrevistadas considerem seus cabelos uma ferramenta essencial de expressão pessoal , a decisão de alisar, ou não, ainda é um campo de batalha entre o desejo genuíno e o que a sociedade espera de nós.</p>



<p>A provocação que fica é: ao decidir mudar o visual, você está ouvindo sua própria voz ou atendendo a um eco externo que insiste em limitar sua beleza? A liberdade de escolha é um direito fundamental, mas ela só é plena quando exercida com a consciência de que a sua identidade é muito maior do que a forma que o seu cabelo toma. Antes de buscar a química, pergunte a si mesma: por que estou fazendo isso, e para quem estou me tornando essa versão?.</p>
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		<title>Raquel Cabaneco fala sobre estilo, dança e identidade: “Minha dança vem muito de como eu ando, como eu me visto”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 04:29:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MODA & Estilo]]></category>
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<p>Com uma trajetória marcada por originalidade e potência, Raquel Cabaneco une dança, estilo e identidade de forma autêntica e inegociável. Dançarina, coreógrafa, modelo e atual curadora do Red Bull Dance Your Style Brasil, ela já atuou com nomes como Urias, Majur, Anitta, Djonga, Glória Groove, Duda Beat, Iza, Rincon Sapiência, Léo Santana e Luísa Sonza.</p>



<p>Em conversa com o Mundo Negro, Raquel compartilha como a moda atravessa sua história como artista do movimento. Filha de pais africanos, ela carrega em seus figurinos referências diretas da ancestralidade. “Uso muito estampa africana, acessórios de cabeça, bonezinhos. Tenho dois irmãos modelos, aprendi muito com eles. A moda está comigo desde sempre”, conta.</p>



<p>Para além da estética, o vestuário tem uma função essencial: precisa ser funcional. “Sou bastante energética enquanto danço, então gosto de roupas que me permitam me movimentar bem. Meu figurino tem que acompanhar o ritmo”, afirma. Essa atenção não se limita à técnica. “A roupa tem o mesmo peso que o movimento ou o espaço cênico. Ela precisa conversar com a história que está sendo contada.”</p>



<p>Raquel também vê a moda como forma de comunicar posicionamento, identidade e presença. “Você pode estar com a roupa mais incrível do mundo, mas se não tiver conexão com o que está vestindo, não adianta. O que dá o tempero é a autenticidade”, diz. Ela destaca que a escolha do look depende do contexto e do tipo de apresentação. “Hoje estou aqui com o Mundo Negro, então vim como dançarina, mas também mais direta. Gosto de pensar o visual para cada situação.”</p>



<p>Ela cita três dançarinas como referências de estilo, dança e atitude. A brasileira Fran Manson é um exemplo pela versatilidade nos palcos e no lifestyle. “Ela representa muitos estilos, é ligada ao esporte e sempre está muito bem nos panos. É uma inspiração forte para mim.” De fora, Raquel menciona Marta Nabiui, artista de hip hop conhecida pelo uso de roupas largas e acessórios de cabeça. “Desde que conheci a Marta, cismei com roupa larga. Até hoje uso por causa dela.” A terceira referência é Queen Buck Hype, dançarina de crump que combina peças urbanas com sobretudo. “Ela aparece como uma poderosa chefona. Gosto dessa vibe.”</p>



<p>Com raízes na cultura hip hop, Raquel não se prende a fórmulas. Usa a moda como extensão de sua personalidade, misturando funcionalidade, ousadia e ancestralidade. “Às vezes estou no estilo urbano, mas coloco um salto. Ou uma lace diferente. Não tenho medo de ousar, mas sempre mantendo a minha essência.”</p>



<p>Com um olhar firme sobre o corpo, o estilo e a cena, Raquel encerra com o que para ela é o centro de tudo: autenticidade com propósito. “Eu ouso, mas sempre conversando com aquilo que é meu. Africano, urbano, dançante. Essa sou eu.”</p>



<p>A artista estará na final nacional do Red Bull Dance Your Style Brasil, marcada para o dia 12 de julho, em Belo Horizonte.</p>
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		<title>Conceição Evaristo reflete como a estética negra é uma ferramenta política: &#8220;nunca fomos considerados belos&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 17:07:28 +0000</pubDate>
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<p>“Estética não é desligada da política.” Aos 78 anos, a escritora e intelectual <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/poema-de-conceicao-evaristo-inspira-tema-da-36a-bienal-de-sao-paulo-sob-curadoria-do-camarones-bonaventure-ndikung/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conceição Evaristo</a></strong> refletiu através de memórias da sua juventude, o impacto negativo da ausência de produtos pensados para pessoas negras. “Quando a gente fala de política, está falando também dessa política que nos insere dentro de uma comunidade. Se há uma produção de produtos de beleza, ela vai interferir diretamente na estética das pessoas, naquilo que inclusive se considera como belo”, disse durante o evento de lançamento do <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/novo-codigo-de-defesa-do-consumidor-negro-mira-racismo-no-mercado-de-luxo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro&#8221;</a></strong>, realizado nesta segunda-feira (29) no Rio de Janeiro. </p>



<p>“A minha juventude todinha, mesmo parte da minha maturidade, a gente não tinha produto de beleza. Eu me lembro inclusive de meias, coisas básicas, a gente não tinha um tom de meia que combinasse com a nossa pele. Em 73, quando eu cheguei aqui no Rio de Janeiro, eu não tinha batom que me agradasse”, relembrou.</p>



<p>O relato de Conceição Evaristo reforça um Brasil que ainda lida com as consequências da exclusão racial no mercado de consumo. “A gente faz muito esse elogio da mestiçagem brasileira. Nós sabemos como povo negro que nós nunca fomos considerados como belos. O máximo que a gente foi considerado é exótico. Exótico também é uma classificação que nos colocava à margem da beleza brasileira, principalmente nós mulheres negras”, afirmou. </p>



<p>Para Conceição, “pensar sobre estética ou em em produtos que valorizam o meu tom de pele, o meu tom de cabelo, ultrapassa a um discurso ou uma potencialidade do mercado. Eu acho que isso está diretamente ligado à nossa identidade como brasileiros.”</p>



<p>Ao encerrar sua fala, ela celebrou a juventude negra que hoje se vê e se afirma com orgulho. “Eu fico muito feliz de hoje pensar que tem aí uma juventude que se insere na característica variável que forma a nação brasileira e que tenha essa possibilidade de se sentir belo, se sentir como sujeito constitutivo de uma nação a partir de uma identidade negra.”</p>



<p>Conceição Evaristo foi uma das convidadas do lançamento do &#8220;Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro&#8221;, documento resultado de uma parceria entre a<strong> L&#8217;Oréal Luxo</strong>, divisão do Grupo L&#8217;Oréal no Brasil, e o <strong>MOVER </strong>(Movimento pela Equidade Racial), desenvolvido em parceria com a<strong> Black Sisters in Law</strong> — rede global de advogadas negras —, que apresenta 10 normas sem validade jurídica, mas com &#8220;enorme efeito moral&#8221;.</p>
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