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	<title>Arquivos escritoras negras - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>“Cartas Para”: documentário leva vozes de Elisa Lucinda, Paulina Chiziane e Raquel Lima ao Festival do Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2025 08:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas Para]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[elisa lucinda]]></category>
		<category><![CDATA[escritoras negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O document&#225;rio &#8216;Cartas Para&#8217;, dirigido por V&#226;nia Lima, ser&#225; exibido na mostra &#8220;Premi&#232;re Brasil: Novos Rumos&#8221; do Festival do Rio. O filme acompanha as escritoras Elisa Lucinda (Brasil), Paulina Chiziane (Mo&#231;ambique) e Raquel Lima (Portugal) na troca de cartas que atravessam o Atl&#226;ntico e revisitam a hist&#243;ria colonial. A produ&#231;&#227;o revela desejos, dores e resist&#234;ncias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O documentário <strong>&#8216;Cartas Para&#8217;</strong>, dirigido por Vânia Lima, será exibido na mostra “Première Brasil: Novos Rumos” do<strong> Festival do Rio</strong>. O filme acompanha as escritoras<strong> <a href="https://mundonegro.inf.br/festa-literaria-idealizada-por-elisa-lucinda-homenageia-nego-bispo-e-recebe-grandes-nomes-da-literatura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Elisa Lucinda</a></strong> (Brasil), <strong>Paulina Chiziane </strong>(Moçambique) e <strong>Raquel Lima</strong> (Portugal) na troca de cartas que atravessam o Atlântico e revisitam a história colonial. A produção revela desejos, dores e resistências de escritoras negras em diferentes países da lusofonia, em uma narrativa que mistura som, espiritualidade e corpo para desafiar o racismo, o machismo e a xenofobia.</p>



<p>A première acontece no dia 5 de outubro, em sessão para convidados. O público poderá assistir ao filme no dia 6, às 16h15, no <strong>Estação Rio 5</strong>, com debate após a sessão, e no dia 7, às 18h, no <strong>CineCarioca José Wilker 1</strong>. Os ingressos estarão disponíveis no site <strong><a href="https://www.ingresso.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ingresso.com</a></strong> a partir do dia 30 de setembro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="540" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-1024x540.jpg" alt="" class="wp-image-93735" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-1024x540.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-300x158.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-150x79.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-768x405.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-1536x810.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-2048x1080.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-796x420.jpg 796w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-696x367.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-1068x563.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Paulina-Chiziane1-1920x1013.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Paulina Chiziane (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>“Todo poeta está escrevendo uma carta, um bilhete. Mesmo que seja para si mesmo. Mesmo que seja para o imaginário. Nunca é sem remetente”, afirmou a poetisa e atriz Elisa Lucinda, no filme. </p>



<p>“O poder de uma voz não conhece fronteiras e atravessa espaços e tempos. (…) Para ter voz, é preciso lutar por ela e conquistá-la”, escreveu Paulina Chiziane, a primeira mulher negra a publicar um romance em Moçambique e a primeira africana a receber o Prêmio Camões (2021), em carta para poetisa e ativista portuguesa Raquel Lima, revelada no filme. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="540" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-1024x540.jpg" alt="" class="wp-image-93736" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-1024x540.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-300x158.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-150x79.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-768x405.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-1536x810.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-2048x1080.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-796x420.jpg 796w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-696x367.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-1068x563.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/Raquel-Lima1-1920x1013.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Raquel Lima (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>Para Vânia Lima, a experiência foi transformadora: “Acho que contamos uma história juntas, um filme com elas e não sobre elas. Foi uma experiência que mudou a minha forma de dirigir e de pensar documentário. O filme me ensinou a aceitar a força das histórias que ganharam vida própria durante a sua realização. O Festival do Rio será um primeiro encontro com o público, estou ansiosa e grata pela seleção em um dos maiores e mais tradicionais festivais do Brasil.”</p>



<p>Com mais de 30 projetos no currículo e 25 anos de atuação com o <strong>Grupo Têm Dendê</strong>, a diretora é uma das vozes mais ativas do audiovisual brasileiro. O filme conta ainda com<strong> Keyti Souza</strong> e <strong>Taguay Tayussy </strong>na produção executiva, <strong>Bruno Ramos </strong>na direção de produção e <strong>Cláudio Antônio</strong> na direção de fotografia, reunindo equipes do Brasil, Moçambique e Portugal para celebrar narrativas negras e descentralizadas.</p>
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		<title>Conceição Evaristo debate literatura afro-brasileira em evento na Pequena África que celebra os 50 anos da Pallas Editora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 08:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Casa Porto, no Largo S&#227;o Francisco da Prainha, na regi&#227;o conhecida como Pequena &#193;frica, ser&#225; palco de uma celebra&#231;&#227;o liter&#225;ria no dia 31 de maio, com participa&#231;&#227;o de Concei&#231;&#227;o Evaristo, Yna&#234; Lopes dos Santos e o lan&#231;amento do romance &#8220;&#193;gua de mar&#233;&#8221;, vencedor do Pr&#234;mio Pallas de Literatura 2024. O evento integra as comemora&#231;&#245;es [&#8230;]</p>
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<p>A Casa Porto, no Largo São Francisco da Prainha, na região conhecida como <strong>Pequena África</strong>, será palco de uma celebração literária no dia 31 de maio, com participação de <strong>Conceição Evaristo</strong>, <strong>Ynaê Lopes dos Santos</strong> e o lançamento do romance &#8220;Água de maré&#8221;, vencedor do Prêmio Pallas de Literatura 2024. O evento integra as comemorações pelos 50 anos da Pallas Editora, especializada em cultura afro-brasileira.</p>



<p>A festa começa às 16h, com a autora<strong> tatiana nascimento </strong>(que grafa o nome em minúsculas), vencedora do <strong>Prêmio Pallas de Literatura 2024</strong>. A obra, que dialoga com a cultura dos orixás, será autografada pela autora. autografando seu 18º livro, &#8220;Água de maré&#8221;. Às 18h, <strong>Conceição Evaristo</strong> — autora de obras como &#8220;Becos da Memória&#8221; e &#8220;Olhos d’água&#8221; — conversa com a historiadora <strong>Ynaê Lopes dos Santos</strong>, conhecida pelo livro &#8220;História da África e do Brasil Afrodescendente&#8221; (2017). A mediação será de <strong>Cristina Fernandes Warth</strong>, uma das sócias da Pallas.</p>



<p>O local escolhido para o evento é simbólico: fica próximo ao Cais do Valongo, principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil, e da Casa de Escrevivência, espaço que abriga o acervo de Conceição. A Pallas republicou clássicos da escritora, como &#8220;Ponciá Vicêncio&#8221; (2003/2017) e &#8220;Becos da Memória&#8221; (2006/2016).</p>



<p><strong>Cardápio literário e meio século de resistência</strong><br>A partir de 3 de junho, a Casa Porto terá um cardápio especial em homenagem aos autores da Pallas. Entre os pratos, destaque para a &#8220;Lasanha à moda Nei Lopes&#8221; (com costela) e o &#8220;Camarão da Sonia Rosa&#8221; (arroz caldoso com quiabo e abobrinha), referência à autora de livros infantojuvenis.</p>



<p>Fundada em 1975 por <strong>Antonio Fernandes</strong>, a Pallas tornou-se referência na difusão da cultura afro-brasileira, com nomes como<strong> Helena Theodoro</strong>, <strong>Reginaldo Prandi</strong>,<strong> Cidinha da Silva </strong>e <strong>Eliana Alves Cruz</strong> em seu catálogo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-90871" style="width:419px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-1.jpg 800w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption"> <em>Cristina e Mariana Warth</em> &#8211; Foto: Monica Ramalho</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Cristina Warth</strong>, que assumiu a editora após a morte do pai em 2003, lembra que a trajetória da Pallas sempre esteve ligada à resistência: &#8220;Lidamos com a maior parcela de trabalhadores deste país, vilipendiados desde que aqui chegaram&#8221;. Sua filha, <strong>Mariana Warth</strong>, criou em 2013 o selo Pallas Míni, dedicado à literatura infantojuvenil.</p>



<p>As inscrições para a 2ª edição do Prêmio Pallas seguem abertas até 30 de junho no site www.premiopallas.com.br.</p>



<p><strong>Serviço</strong><br>O que: Lançamento de &#8220;Água de maré&#8221; e debate com Conceição Evaristo e Ynaê Lopes<br>Quando: Sábado, 31 de maio, das 16h às 22h<br>Onde: Casa Porto (Largo São Francisco da Prainha, Rio)<br>Programação: 16h: Sessão de autógrafos com tatiana nascimento e 18h: Debate com Conceição Evaristo e Ynaê Lopes<br>Entrada gratuita</p>
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		<title>“Minha filha lava a louça desde que alcança a pia”:  as lições que aprendi com Rachel Maia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 23:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>N&#227;o foi nosso primeiro encontro, mas foi a primeira vez que realmente a conheci. Rachel Maia &#233; para mim um colosso de representatividade que vai muito al&#233;m dos cargos incr&#237;veis que essa executiva ocupou ao longo dos anos. Os 30 anos da sua trajet&#243;ria profissional comp&#245;em boa parte do seu primeiro livro &#8220;Meu Caminho At&#233; [&#8230;]</p>
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<p>Não foi nosso primeiro encontro, mas foi a primeira vez que realmente a conheci. <strong>Rachel Maia</strong> é para mim um colosso de representatividade que vai muito além dos cargos incríveis que essa executiva ocupou ao longo dos anos. Os 30 anos da sua trajetória profissional compõem boa parte do seu primeiro livro <strong>“Meu Caminho Até a cadeira número 1” </strong>(Editora Globo). &nbsp;&nbsp;Cria da periferia de São Paulo, Rachel já foi CEO no Brasil da grife Lacoste e das joalherias Pandora e Tiffany &amp; Co. e atualmente faz parte dos conselhos do grupo Soma, CVC e Unicef Brasil.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-683x1024.png" alt="" class="wp-image-32334" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-683x1024.png 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-200x300.png 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-100x150.png 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-768x1152.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-1024x1536.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-1366x2048.png 1366w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-696x1044.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-1068x1601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1-280x420.png 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/CAPA-rachel-maia-260120214-1.png 1654w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure></div>



<p>Para mim, uma mulher negra madura que abriu caminho para alguns, mas carece de representatividade no mundo dos negócios, Rachel é uma mulher admirável por dentro e por fora. É aquela luz que guia a gente.</p>



<p>Em março, durante o mês das mulheres, tive a oportunidade de entrevistá-la. Rachel estava um com uma agenda corrida por conta da maratona de eventos relativos ao lançamento do seu livro. A obra de Rachel é realmente voltada para todo mundo, sendo uma leitura leve, mas nada superficial, onde a super executiva conta detalhes da sua trajetória profissional, mas também pessoal e isso faz com que toda mundo possa de identificar com pelo menos um capítulo do livro. “Eu recomendo que as pessoas leiam como convém, mas ler capítulos de forma aleatória, pode fazer com que algumas partes do livro, não façam muito sentido” recomenda a autora. &nbsp;</p>



<p>Rachel notou que eu estava usando um brinco da coleção da Pandora, que comprei durante a gestão dela e não por acaso, usei durante a entrevista como uma forma homenagem.</p>



<p>Dessa conversa de um pouco mais de uma hora, extrai alguns pontos principais: </p>



<p><strong>As conquistas pessoais sempre inspiram mais do que as materiais</strong></p>



<p>Viver sem referências para gente se inspirar gera um vazio. <strong>Oprah Winfrey, Barack Obama e Nelson Mandela,</strong> o que ela chamou em tom de brincadeira de “santíssima trindade”, são as grandes inspirações de Rachel, sem contar claro, sua própria mãe. Voltando aos ídolos estrangeiros, não é o lado de gestão que captou a atenção da executiva brasileira. “Olha no caso da Oprah, muitos pensam que gosto dela por causa da fortuna e da maneira que ela administra os negócios, mas não. Eu gosto da forma que ela viveu a vida, de como ela superou as dificuldades. Eu a vi a primeira vez assistindo ‘A cor púrpura’ e a figura dela, desde lá me chamou a atenção. Ela sofreu várias violências, foi estuprada e mesmo assim dedica a vida em prol do outro, inspirando as pessoas”.</p>



<p><strong>Luxo pode ser bom, mas se apegar a ele, não é importante</strong></p>



<p>&nbsp;A presença de Rachel é puro luxo. Ela é alta, anda e se porta como a autoridade que é, e sempre está impecavelmente vestida. Conversando com ela sobre luxo, vem a surpresa: ela  circula nesse mundo das grifes, marcas de luxo e prestígio de forma bem ponderada, pelo menos em uma perspectiva mais pessoal.</p>



<p>“Eu faço faxina na minha igreja. Minha relação com o luxo sempre foi tranquila. Uma vez durante um voo acabei perdendo joias que comprei durante todos os anos que trabalhei na Tiffany &amp; Co., algo irrecuperável, mas eu vou fazer o que? Eu compro as coisas das empresas que trabalho, como essa que estou vestindo (era uma camiseta da Lacoste), mas eu não vivo em função do luxo, na minha infância nunca nem imaginei fazer parte desse mundo”, detalha Rachel.</p>



<figure class="wp-block-image size-large td-caption-align-center td-img-style-shadow"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="847" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-1024x847.png" alt="" class="wp-image-32327" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-1024x847.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-300x248.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-150x124.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-768x636.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-1536x1271.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-2048x1695.png 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-696x576.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-1068x884.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/Crédito_Claudio-Gatti_011-508x420.png 508w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Foto: Claudio Gatti</figcaption></figure>



<p><strong>Servir a comunidade sim, mas sem pirar &nbsp;</strong></p>



<p>Rachel é bem humilde ao avaliar sua importância como o maior nome da comunidade negra dentro do mundo corporativo, “Estrela da comunidade é a Tais Araújo”, disse ela em tom de brincadeira.&nbsp; “Eu tenho muita gente que precisa da minha atenção, que esperam respostas minha, mas é complicado poder atender todo mundo. Isso até é algo que trabalho em terapia, mas é impossível poder ouvir todo mundo. Nossa comunidade tem muitas necessidades”.</p>



<p><strong>É difícil crescer sem rede de apoio</strong></p>



<p>Pela conversa ficou evidente que sem uma rede de apoio, Rachel não seria essa mulher que a gente conhece. Ela é Sarah Maria e de Pedro Antônio. “Sempre contei muito com o apoio da minha mãe e da minha família para cuidar das minhas coisas. Minha casa tem sempre gente circulando, pessoas que me ajudam com as crianças e que confio integralmente, que ensinam coisas para os meus filhos e não fico em cima”, explica a executiva. E ao contrário de muitas mulheres de uma geração educada de uma forma que a dupla jornada é fonte de culpa, Rachel não tem nenhuma relutância em delegar funções. “Não tenho nenhum complexo de culpa quando deixo meus filhos com pessoas que confio para poder trabalhar. Acho que nós mulheres temos que nos livrar disso em algum momento”. Em relação aos filhos, ela é mãe de um casal, a mãe Rachel estimula a independência dos filhos. “Minha filha já sabe lavar louça desde que alcança a pia. Aqui em casa incentivo a independência e não tem isso de ficar esperando tudo ser servido, de mão beijada”, detalha. &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large td-caption-align-center td-img-style-shadow"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-32329" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-768x513.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-696x465.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-1068x713.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n-629x420.jpg 629w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/161745650_2558283197809126_253419601792662822_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Rachel Maia e sua filha Sarah Maria  &#8211; Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>



<p><strong>Oportunidades para negros não podem ser esnobadas</strong></p>



<p>A geração de Rachel e a minha também nem sabia o que eram ações afirmativas e programas de inclusão de pessoas negras. O racismo era visto como parte da sociedade, mas raramente problematizado como uma questão estrutural. Só a militância e ativismo negro via o mercado de trabalho de forma racializada. Se hoje temos grandes empresas como Bayer, Avon e Magazine Luiza implementando programas históricos para o aumento de pessoas negras nessas empresas, temos que focar também nesses jovens negros para que eles não deixem a oportunidade passar. Rachel é bem enfática sobre isso. “Não dá para ter essa mentalidade de que ações afirmativas são favores e que, portanto, a gente não precisa. A gente precisa se oportunidades sim e coisas assim nunca aconteceram. Não importa se você acha que é favor, se inscreva, participe dessas oportunidades que a gente não sabe se acontecerão novamente. Tem que se inscrever sim, tentar, participar e aproveitar essas chances feitas especialmente para pessoas da comunidade negra. Não é sobre ser coitadinho e precisar de ajuda, é sobre ter chance de mudar a sua vida”.</p>



<p> <strong><em>Meu caminho até a cadeira número 1</em>&nbsp;</strong>tem uma versão impressa e digital. <a href="http://globolivros.globo.com/livros/meu-caminho-ate-a-cadeira-numero-1#:~:text=Conquistar%20um%20cargo%20de%20diretoria,casa%20com%20todas%20as%20irm%C3%A3s." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clique aqui para mais informações. </a></p>
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