<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos escravidão - Mundo Negro</title>
	<atom:link href="https://mundonegro.inf.br/tag/escravidao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mundonegro.inf.br/tag/escravidao/</link>
	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Dec 2025 14:05:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>‘Malês’, filme de Antonio Pitanga sobre o levante contra a escravidão no Brasil, estreia hoje nos cinemas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/males-filme-de-antonio-pitanga-sobre-o-levante-contra-a-escravidao-no-brasil-estreia-hoje-nos-cinemas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 09:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[antonio pitanga]]></category>
		<category><![CDATA[camila pitanga]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[cinema negro]]></category>
		<category><![CDATA[Edvana Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Indira Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Malês]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta dos Malês]]></category>
		<category><![CDATA[Rocco Pitanga]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo de Odé]]></category>
		<category><![CDATA[Samira Carvalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=93946</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com dire&#231;&#227;o e atua&#231;&#227;o de Antonio Pitanga, o filme &#8216;Mal&#234;s&#8217;, estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas do Brasil. O longa transporta o p&#250;blico para a Salvador de 1835, palco da Revolta dos Mal&#234;s, quando africanos mu&#231;ulmanos organizaram o maior levante contra a escravid&#227;o no Brasil. De acordo com a sinopse, a produ&#231;&#227;o apresenta as dif&#237;ceis [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/males-filme-de-antonio-pitanga-sobre-o-levante-contra-a-escravidao-no-brasil-estreia-hoje-nos-cinemas/">‘Malês’, filme de Antonio Pitanga sobre o levante contra a escravidão no Brasil, estreia hoje nos cinemas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com direção e atuação de <strong>Antonio Pitanga</strong>, o filme <strong>&#8216;Malês&#8217;</strong>, estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas do Brasil. O longa transporta o público para a Salvador de 1835, palco da <a href="https://mundonegro.inf.br/cranio-de-lider-da-revolta-dos-males-exposto-em-museu-de-harvard-deve-ser-devolvido-ao-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Revolta dos Malês</strong>,</a> quando africanos muçulmanos organizaram o maior levante contra a escravidão no Brasil.</p>



<p>De acordo com a sinopse, a produção apresenta as difíceis condições de vida de homens e mulheres negros no século XIX. A revolta, que aconteceu no final do Ramadã, reuniu africanos escravizados e libertos em um levante histórico que, apesar da repressão violenta, permanece como símbolo da luta pela liberdade e pela dignidade da população negra.</p>



<p>A narrativa começa no Reino de Oyó, em 1830, quando <strong>Dassalu (Rocco Pitanga)</strong> e <strong>Abayome (Samira Carvalho)</strong> têm o casamento interrompido por uma invasão. Capturados e separados, os dois são levados ao Brasil pelo tráfico atlântico. Em Salvador, Dassalu é vendido para a cruel fazendeira <strong>Mamãe A (Patrícia Pillar) </strong>e encontra no líder <strong>Ahuna (Rodrigo de Odé)</strong> forças para resistir e tentar reencontrar sua noiva.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="tkJA-pN5eno"><iframe title="Malês | Trailer Oficial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/tkJA-pN5eno?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Antonio Pitanga interpreta <strong>Pacífico Licutan</strong>, liderança real do movimento que reforçava a união de diferentes tribos e religiões contra a escravidão. Outros personagens históricos também estão presentes, como <strong>Sabina (Camila Pitanga), Manoel Calafate (Bukassa Kabengele), Vitório Sule (Heraldo de Deus) e Luís Sanim (Thiago Justino)</strong>. O elenco traz ainda <strong>Wilson Rabelo, Edvana Carvalho e Indira Nascimento</strong> em papéis que revelam diferentes visões da resistência e da vida negra naquele período.</p>



<p>“Mostrar a crueldade e a violência da maneira que esses negros foram tratados é necessário. Não era uma violência gratuita, era parte do contexto e da narrativa que “Malês” está contando. A gente teve que ter cuidado, eu e a roteirista Manuela Dias, para mostrarmos a real situação dos anos do século XIX. São cenas necessárias de serem mostradas, não como um veículo de venda, de aproveitamento, de promoção. O filme é exatamente uma proposta narrativa de você descortinar e dar luz à escuridão, e revelar a realidade vivida no século XIX”, afirmou Antonio Pitanga.</p>



<p>Filmado em Salvador, Cachoeira (BA) e Maricá (RJ), o longa tem produção de Flávio Ramos Tambellini, fotografia de Pedro Farkas e produção associada de Cacá Diegues e Lázaro Ramos. A realização é da Tambellini Filmes, em parceria com Obá Cacauê Produções, Gangazumba Produções, RioFilme e Globo Filmes.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/males-filme-de-antonio-pitanga-sobre-o-levante-contra-a-escravidao-no-brasil-estreia-hoje-nos-cinemas/">‘Malês’, filme de Antonio Pitanga sobre o levante contra a escravidão no Brasil, estreia hoje nos cinemas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto de lei que proíbe homenagens a escravocratas e termos ligados à escravidão avança em Minas Gerais</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/projeto-de-lei-que-proibe-homenagens-a-escravocratas-e-termos-ligados-a-escravidao-avanca-em-minas-gerais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 18:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ALMG]]></category>
		<category><![CDATA[deputadas negras]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[escravocratas]]></category>
		<category><![CDATA[eugenistas]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[projeto de lei]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=93710</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovaram em 1&#186; turno o Projeto de Lei 2.129/20, que pro&#237;be homenagens a pessoas ligadas &#224; escravid&#227;o e ao movimento eugenista brasileiro, na semana passada. A proposta pro&#237;be que o poder p&#250;blico, empresas privadas e entidades sem fins lucrativos usem nomes, marcas, figuras ou s&#237;mbolos que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/projeto-de-lei-que-proibe-homenagens-a-escravocratas-e-termos-ligados-a-escravidao-avanca-em-minas-gerais/">Projeto de lei que proíbe homenagens a escravocratas e termos ligados à escravidão avança em Minas Gerais</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os deputados da <strong>Assembleia Legislativa de Minas Gerais </strong>(ALMG) aprovaram em 1º turno o <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/incendio-destroi-historica-mansao-da-escravidao-nos-estados-unidos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto de Lei 2.129/20</a></strong>, que proíbe homenagens a pessoas ligadas à escravidão e ao movimento eugenista brasileiro, na semana passada.</p>



<p>A proposta proíbe que o poder público, empresas privadas e entidades sem fins lucrativos usem nomes, marcas, figuras ou símbolos que façam referência à escravidão ou à eugenia. Termos como “senzala”, “sinhá”, “navio negreiro” e “mucama” não poderão ser usados em marcas registradas na Junta Comercial, por exemplo.</p>



<p>Além disso, prédios, ruas, monumentos e demais espaços públicos não poderão homenagear pessoas que tenham ligação com a escravidão, o tráfico de negros e indígenas, a defesa do movimento eugenista ou qualquer prática de discriminação racial e violação de direitos humanos.</p>



<p>O projeto é de autoria das deputadas estaduais <strong>Ana Paula Siqueira (Rede), Leninha e Andréia de Jesus (PT) </strong>e foi aprovado na versão sugerida pela Comissão de Direitos Humanos. Agora, segue para nova análise da comissão, desta vez em 2º turno, antes da votação final no plenário.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="614" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-1024x614.png" alt="" class="wp-image-93718" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-1024x614.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-300x180.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-150x90.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-768x460.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-701x420.png 701w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-696x417.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13-1068x640.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/09/image-13.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Deputadas Andréia de Jesus (PT), Leninha (PT) e Ana Paula Siqueira (Rede) &#8211; Crédito: Maitê Gugel Rosa/ALMG</figcaption></figure>



<p>O texto altera a <strong>Lei 13.408/1999</strong>, que regula a denominação de estabelecimentos e espaços públicos no estado. Para as autoras, essa é uma forma de revisar a memória coletiva e garantir que o espaço público não reverencie figuras que tenham colaborado para a opressão de pessoas negras e indígenas.</p>



<p>Na mesma reunião, os parlamentares também aprovaram em 1º turno o PL 2.803/24, de autoria da deputada Leninha, que prevê a criação da fototeca estadual de Minas Gerais. A ideia é que acervos e imagens históricas sejam preservados e disponibilizados em equipamentos culturais já existentes no estado, fortalecendo a memória e o patrimônio histórico mineiro.</p>



<p>Se sancionado, Minas Gerais será o primeiro estado brasileiro a proibir homenagens públicas a pessoas ligadas à escravidão. Em São Paulo, por exemplo, a então deputada estadual <strong>Erica Malunguinho</strong> (PSOL) protocolou o PL 404/2020 com o mesmo objetivo, incluindo a proposta de remoção de monumentos para museus estaduais. Já no município do Rio de Janeiro, a Câmara chegou a aprovar uma lei que proibia homenagens a escravocratas, eugenistas e violadores de direitos humanos, mas ela foi revogada em janeiro de 2025 pelo prefeito <strong>Eduardo Paes </strong>(PSD).</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/projeto-de-lei-que-proibe-homenagens-a-escravocratas-e-termos-ligados-a-escravidao-avanca-em-minas-gerais/">Projeto de lei que proíbe homenagens a escravocratas e termos ligados à escravidão avança em Minas Gerais</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novas evidências revelam mais detalhes sobre infância de Luiz Gama e a história de Luiza Mahin</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/novas-evidencias-revelam-mais-detalhes-sobre-infancia-de-luiz-gama-e-a-historia-de-luiza-mahin/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 13:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[abolição]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gama]]></category>
		<category><![CDATA[Luiza Mahin]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[UFBA]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=92271</guid>

					<description><![CDATA[<p>Documentos in&#233;ditos revelam novos detalhes sobre a inf&#226;ncia de Luiz Gama, s&#237;mbolo da luta contra a escravid&#227;o no Brasil, e a exist&#234;ncia de sua m&#227;e, Luiza Mahin. O intelectual negro nasceu livre em Salvador, em 21 de junho de 1831 &#8212; e n&#227;o em 1830, como se acreditava. Ele foi vendido como escravizado pelo pr&#243;prio [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/novas-evidencias-revelam-mais-detalhes-sobre-infancia-de-luiz-gama-e-a-historia-de-luiza-mahin/">Novas evidências revelam mais detalhes sobre infância de Luiz Gama e a história de Luiza Mahin</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Documentos inéditos revelam novos detalhes sobre a infância de<strong> <a href="https://mundonegro.inf.br/com-ajuda-da-inteligencia-artificial-exposicao-recria-retratos-de-africanos-libertos-por-luiz-gama-no-seculo-xix/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luiz Gama</a></strong>, símbolo da luta contra a escravidão no Brasil, e a existência de sua mãe, <strong>Luiza Mahin</strong>. O intelectual negro nasceu livre em Salvador, em 21 de junho de 1831 — e não em 1830, como se acreditava. Ele foi vendido como escravizado pelo próprio pai aos 9 anos de idade, enviado ao Rio de Janeiro e, depois, a São Paulo, onde se alfabetizou, conquistou sua liberdade e se tornou um dos maiores defensores de pessoas negras escravizadas.</p>



<p>Pela primeira vez, registros históricos confirmam trechos da biografia do abolicionista. Segundo informações reveladas pela Folha de São Paulo, a comprovação vem de documentos guardados no <strong>Arquivo Público do Estado da Bahia</strong>: escrituras, testamento e um registro de batismo encontrados pelas pesquisadoras <strong>Lisa Earl Castillo</strong>, doutora em letras, e <strong>Wlamyra Albuquerque</strong>, historiadora e professora da UFBA (Universidade Federal da Bahia). As descobertas estão reunidas em artigo que será publicado na revista Afro-Ásia, do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da UFBA.</p>



<p>Entre os achados está o testamento de <strong>Maria Rosa de Jesus</strong>, tia do pai de Luiz Gama, que confirma a origem do patrimônio familiar e aponta Luiza, descrita como nagô &#8211; grupo étnico da África Ocidental, como mãe de um menino chamado Luiz Gonzaga Pinto da Gama,<strong> “livre de toda a escravidão como se assim nascesse”</strong>. </p>



<p>O testamento também foi fundamental para que as pesquisadoras localizassem o registro de batismo de Luiz Gama, encontrado na freguesia de Santana, em Salvador. No documento, o pai, <strong>Antônio Agostinho Carlos Pinto da Gama</strong>, não aparece como genitor, mas como padrinho do menino — uma prática comum no período escravista. </p>



<p>No arquivo, o advogado também foi descrito como &#8220;pardo forro com três meses e meio de idade, filho de Luiza, escrava de Maria Rosa de Jesus&#8221;, contrariando a versão do abolicionista de que a sua mãe era uma africana livre, que havia sido presa por envolvimento em &#8220;planos de insurreições de escravos&#8221;, conforme ele relatou em carta ao também abolicionista Lúcio de Mendonça. </p>



<p>&#8220;Não existe nenhum indício de que ela tenha lutado na Revolta dos Malês ou na Sabinada. Tudo leva a crer que tenha sido vendida ou incluída em alguma transação feita pelo pai de Luiz Gama. E isso não diminui a importância histórica dela. Pelo contrário, isso a humaniza&#8221;, pontua Wlamyra Albuquerque&#8221;, disse Wlamyra Albuquerque à Folha de São Paulo.</p>



<p>Essa construção narrativa, segundo as pesquisadoras, pode ter sido uma forma de proteger a própria subjetividade diante do trauma. &#8220;Ele gera essa mulher, ele está criando essa narrativa. E a gente não quer dizer que a criação dessa narrativa é falsa. Tem a questão de serem lembranças de uma criança e tem a condição humana dele, que pode ter construído essa imagem para sobreviver emocionalmente&#8221;, completou Wlamyra.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Histórico do Genitor</strong></h3>



<p>As descobertas também ajudam a reconstituir a origem paterna de Luiz Gama. Seu pai, descrito por ele como fidalgo, que pertencia a &#8220;uma das principais famílias da Bahia de origem portuguesa&#8221;, e um “revolucionário em 1837”, pertencia a uma família com raízes em Santo Amaro, na Bahia. </p>



<p>Documentos mostram que, o pai de Ana Maria era desembargador, apesar de um certo prestígio e poder aquisitivo, Antônio Agostinho era um homem endividado, com histórico de jogos, conforme já havia relatado Luiz Gama, além de negociações de imóveis herdados. Em 1840, após perder quase todo o patrimônio, vendeu o próprio filho — um ato de traição tripla, segundo as autoras: como pai, como padrinho e como tutor legal da criança.</p>



<p>Para as pesquisadoras é urgente a importância de resgatar memórias apagadas pelo racismo. &#8220;A documentação apresentada constitui mais um passo na construção de um diálogo ponderado entre memória, mito e a pesquisa documental sobre as experiências do negro e suas lutas insurgentes no Brasil. E a pesquisa histórica tem papel central nessa dinâmica.&#8221;</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/novas-evidencias-revelam-mais-detalhes-sobre-infancia-de-luiz-gama-e-a-historia-de-luiza-mahin/">Novas evidências revelam mais detalhes sobre infância de Luiz Gama e a história de Luiza Mahin</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Empresa organizadora dos festivais Rock in Rio e The Town é incluída na &#8220;lista suja&#8221; por trabalho escravo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/empresa-organizadora-dos-festivais-rock-in-rio-e-the-town-e-incluida-na-lista-suja-por-trabalho-escravo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 16:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[lista suja]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Trabalho e Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[rock in rio]]></category>
		<category><![CDATA[Rock World]]></category>
		<category><![CDATA[The Town]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho análogo à escravidão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=91009</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Rock World, empresa respons&#225;vel pela organiza&#231;&#227;o dos festivais Rock in Rio e The Town, foi inclu&#237;da na &#8220;lista suja&#8221; do Minist&#233;rio do Trabalho e Emprego, que re&#250;ne empregadores responsabilizados por submeterem trabalhadores a condi&#231;&#245;es an&#225;logas &#224; escravid&#227;o. A inclus&#227;o ocorre ap&#243;s a conclus&#227;o de processo administrativo aberto a partir de uma opera&#231;&#227;o realizada em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/empresa-organizadora-dos-festivais-rock-in-rio-e-the-town-e-incluida-na-lista-suja-por-trabalho-escravo/">Empresa organizadora dos festivais Rock in Rio e The Town é incluída na &#8220;lista suja&#8221; por trabalho escravo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>Rock World,</strong> empresa responsável pela organização dos festivais <strong>Rock in Rio</strong> e <strong>The Town</strong>, foi incluída na &#8220;lista suja&#8221; do <strong>Ministério do Trabalho e Emprego</strong>, que reúne empregadores responsabilizados por submeterem trabalhadores a <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/apos-denuncia-de-trabalho-analogo-a-escravidao-lollapalooza-brasil-encerra-contrato-com-a-time-for-fun/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">condições análogas à escravidão</a></strong>.</p>



<p>A inclusão ocorre após a conclusão de processo administrativo aberto a partir de uma operação realizada em setembro de 2023 por auditores da Superintendência Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público do Trabalho. Na ocasião,<strong> 14 pessoas foram resgatadas em condições degradantes durante a montagem do Rock in Rio.</strong></p>



<p>Segundo os fiscais, os trabalhadores — contratados por meio da empresa terceirizada <strong>FBC Backstage Eventos</strong> — eram submetidos a jornadas exaustivas,<strong> chegando a trabalhar 21 horas seguidas e dormir apenas três</strong>. Dormiam no chão, sobre papelões, usavam mochilas como travesseiros e tinham acesso precário a banheiros e alimentação. Parte das mulheres tomava banho com caneca no banheiro feminino, sem porta com maçaneta, para impedir a entrada de homens.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="768" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7.png" alt="" class="wp-image-91011" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7-300x225.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7-150x113.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7-560x420.png 560w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7-80x60.png 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7-696x522.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/05/image-7-265x198.png 265w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: MTE</figcaption></figure>
</div>


<p>Os resgatados atuavam na carga e descarga de equipamentos, montagem de estruturas e limpeza. Receberiam diárias entre R$ 90 e R$ 150, mas parte dos valores não foi paga.</p>



<p>Auditores lavraram 21 autos de infração contra a FBC Backstage e 11 contra a Rock World, que foi responsabilizada por não fiscalizar adequadamente as condições oferecidas pela contratada, como exige a legislação trabalhista.</p>



<p>A chamada “lista suja” não prevê punições diretas, mas é usada por bancos e empresas para avaliação de risco. Por isso, é considerada referência internacional no combate ao trabalho escravo contemporâneo pelas Nações Unidas.</p>



<p>Em nota enviada ao UOL, a Rock World afirmou repudiar &#8220;as acusações de trabalho análogo à escravidão e qualquer forma de trabalho que desrespeite a dignidade do trabalhador e a legislação vigente&#8221;. Alega ainda que os problemas foram causados exclusivamente pela terceirizada, já incluída na lista em abril, e que teria tomado providências assim que soube do caso.</p>



<p>A empresa também afirmou colaborar com as autoridades e reforçou que, em mais de 40 anos de atuação, sempre zelou por padrões rigorosos de contratação, gerando “impacto positivo na economia” e cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos.</p>



<p>Essa não é a primeira ocorrência de trabalho análogo ao escravo em festivais organizados pela Rock World. Em 2013, 93 trabalhadores foram resgatados no Rock in Rio em ação envolvendo o Bob’s, que usava mão de obra terceirizada em condições precárias para vender bebidas. Dois anos depois, 17 pessoas que vendiam batatas fritas também foram resgatadas em situação semelhante, com dívidas superiores ao que recebiam.</p>



<p>Na época, a organização do Rock in Rio afirmou que a contratação de funcionários era de responsabilidade dos operadores de alimentos e que tomava providências ao ser notificada.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/empresa-organizadora-dos-festivais-rock-in-rio-e-the-town-e-incluida-na-lista-suja-por-trabalho-escravo/">Empresa organizadora dos festivais Rock in Rio e The Town é incluída na &#8220;lista suja&#8221; por trabalho escravo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Operação &#8216;Memória Resgatada&#8217; apreende documentos públicos da escravidão comercializados ilegalmente por irmãos no RS</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/operacao-memoria-resgatada-apreende-documentos-publicos-da-escravidao-comercializados-ilegalmente-por-irmaos-no-rs/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 14:48:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Resgatada]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
		<category><![CDATA[Operação]]></category>
		<category><![CDATA[rio grande do sul]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=89799</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Grupo de Atua&#231;&#227;o Especial de Combate ao Crime Organizado do Minist&#233;rio P&#250;blico do Rio Grande do Sul (Gaeco/MPRS) cumpriu nesta sexta-feira (25) mandados de busca e apreens&#227;o em Cap&#227;o da Canoa (RS) para resgatar documentos hist&#243;ricos do per&#237;odo da escravid&#227;o que deveriam estar sob guarda do poder p&#250;blico. Os registros, datados das d&#233;cadas de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/operacao-memoria-resgatada-apreende-documentos-publicos-da-escravidao-comercializados-ilegalmente-por-irmaos-no-rs/">Operação &#8216;Memória Resgatada&#8217; apreende documentos públicos da escravidão comercializados ilegalmente por irmãos no RS</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Su</strong>l (Gaeco/MPRS) cumpriu nesta sexta-feira (25) mandados de busca e apreensão em Capão da Canoa (RS) para resgatar documentos históricos do período da escravidão que deveriam estar sob guarda do poder público. Os registros, datados das décadas de 1850 a 1870, estavam em posse de dois irmãos, <strong>Eduardo Helbert Urban</strong> e <strong>Daniel Heldt Urban</strong>, investigados por comercializar livros raros na internet. Entre outros crimes, eles devem responder na justiça por destruição ou ocultação de documentos públicos.</p>



<p>Durante a operação, batizada de &#8220;Memória Resgatada&#8221;, foram apreendidos: Dois registros públicos da antiga província de Rio Grande, um com detalhes de óbitos de escravos e outro com penas e castigos aplicados a eles; Três volumes adicionais de documentos do século XIX, encontrados em um sebo em Porto Alegre, incluindo um livro de emancipação de escravizados e registros de exportação do porto de Rio Grande. Preliminarmente, o Gaeco apurou que um documento foi furtado do Museu de Arroio Grande em 2012, outro foi retirado ilegalmente de um cartório em Rio Grande e dois registros já haviam sido vendidos para compradores em Minas Gerais. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="682" data-id="89803" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_24.jpeg" alt="" class="wp-image-89803" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_24.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_24-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_24-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_24-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_24-631x420.jpeg 631w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_24-696x464.jpeg 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" data-id="89804" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_10.jpeg" alt="" class="wp-image-89804" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_10.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_10-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_10-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_10-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_10-631x420.jpeg 631w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/04/docantigos2504_10-696x464.jpeg 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Vídeos nas redes mostraram um dos investigados, <strong>Eduardo Helbert Urban</strong>, manuseando os papéis sem luvas, o que pode acelerar a deterioração. Não há informações sobre as condições de armazenamento. Técnicos já confirmaram a autenticidade dos materiais, que passarão por análise para definir sua origem institucional. A investigação começou em 14 de abril, quando os irmãos postaram no Instagram que possuíam os registros — alegando tê-los &#8220;resgatado de um incêndio em cartório&#8221;. Dois dias depois, o Arquivo Público do RS identificou indícios de que os documentos eram de origem pública. A promotora <strong>Camile Balzano de Mattos</strong>, da 1ª Promotoria Cível de Rio Grande, verificou que um dos irmãos oferecia os papéis por R$ 10 mil. Com risco de venda, o Gaeco obteve os mandados judiciais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Crimes e próximos passos</strong></h3>



<p>Os investigados devem responder por destruição ou ocultação de documentos públicos, crime previsto no artigo 305 do Código Penal, violação da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e descumprimento da Lei de Arquivos Públicos (8.159/1991). Os materiais serão encaminhados ao Arquivo Público do RS para conservação e restauro. O Gaeco apura se há mais envolvidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Relembre o caso</strong></h3>



<p>Os irmãos, que mantêm um canal no YouTube sobre livros raros, afirmaram nas redes que &#8220;salvaram&#8221; os documentos de descarte. Críticos argumentam que os registros são patrimônio público e deveriam estar em museus.</p>



<p>Um dos investigados, <strong>Eduardo Helbert Urban</strong>, defendeu-se em stories: &#8220;Se não fosse por mim, estariam queimados&#8221;. Disse ainda que tentou vender os documentos para órgãos públicos, sem resposta.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/operacao-memoria-resgatada-apreende-documentos-publicos-da-escravidao-comercializados-ilegalmente-por-irmaos-no-rs/">Operação &#8216;Memória Resgatada&#8217; apreende documentos públicos da escravidão comercializados ilegalmente por irmãos no RS</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crânio de líder da Revolta dos Malês exposto em museu de Harvard deve ser devolvido ao Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/cranio-de-lider-da-revolta-dos-males-exposto-em-museu-de-harvard-deve-ser-devolvido-ao-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2025 16:50:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[harvard]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[líder]]></category>
		<category><![CDATA[Repatriação]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta dos Malês]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=88823</guid>

					<description><![CDATA[<p>O cr&#226;nio de um dos l&#237;deres da Revolta dos Mal&#234;s, levado ilegalmente para os Estados Unidos h&#225; 190 anos, pode ser repatriado ao Brasil ainda em 2025. O objeto, que integra a cole&#231;&#227;o do Museu Peabody, da Universidade de Harvard, &#233; alvo de negocia&#231;&#245;es entre o governo brasileiro, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/cranio-de-lider-da-revolta-dos-males-exposto-em-museu-de-harvard-deve-ser-devolvido-ao-brasil/">Crânio de líder da Revolta dos Malês exposto em museu de Harvard deve ser devolvido ao Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O crânio de um dos líderes da <strong>Revolta dos Malês</strong>, levado ilegalmente para os Estados Unidos há 190 anos, pode ser repatriado ao Brasil ainda em 2025. O objeto, que integra a coleção do<em> Museu Peabody</em>, da Universidade de Harvard, é alvo de negociações entre o governo brasileiro, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Centro Cultural Islâmico da Bahia (CCIB). A devolução do crânio, considerado um patrimônio histórico e simbólico da luta negra e islâmica no país, ocorreria durante as celebrações dos 190 anos da revolta, um dos maiores levantes de pessoas escravizadas nas Américas.</p>



<p>A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador (BA) nos dias 24 e 25 de janeiro de 1835, foi um movimento organizado majoritariamente por negros muçulmanos, muitos deles alfabetizados em árabe. O termo &#8220;malê&#8221; deriva da palavra iorubá &#8220;imalê&#8221;, que significa &#8220;muçulmano&#8221;. A revolta, inspirada na Revolução Haitiana, buscava a libertação do povo negro e a independência do jugo colonial. Apesar de reprimida violentamente, o levante deixou um legado de resistência e luta pela liberdade que ecoa até os dias atuais.</p>



<p>O crânio em questão pertenceu a um dos líderes da revolta, cuja identidade ainda não foi totalmente esclarecida. Ele foi roubado do Brasil por <strong>Gideon Theodore Snow</strong>, um diplomata americano que atuou como vice-cônsul em Alagoas e cônsul em Pernambuco na década de 1840. Snow entregou o crânio ao Museu Peabody, onde permanece exposto como parte de uma coleção que inclui restos mortais de cerca de 19 indivíduos escravizados no Brasil e no Caribe, além de milhares de nativos americanos, que foram utilizados como &#8216;objeto de pesquisa&#8217;  de eugenistas. </p>



<p>A existência do crânio foi revelada em 2022, após a publicação do livro <em>Masters of the Health: Racial Science and Slavery in U.S. Medical Schools</em>, do historiador Christopher Willoughby. A descoberta mobilizou pesquisadores e lideranças religiosas, que passaram a exigir a repatriação do objeto. Em novembro de 2023, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) formalizou um grupo de trabalho, batizado de GT Arakunrin — termo iorubá que significa &#8220;irmão&#8221; ou &#8220;companheiro&#8221; —, para acelerar as negociações com Harvard.</p>



<p><strong>Próximos passos</strong><br>Quando o crânio retornar ao Brasil, ele será submetido a estudos para determinar a idade aproximada do líder e realizar um teste de DNA, que pode revelar mais sobre a origem étnica dos participantes da revolta. Um escaneamento 3D também está planejado para reconstituir o rosto do Arakunrin, como é chamado o líder pelos membros do GT. Após os estudos, o crânio será enterrado de acordo com os rituais fúnebres islâmicos.</p>



<p>A repatriação do crânio se soma a outros recentes esforços do Brasil para resgatar seu patrimônio histórico, como a devolução do Manto Tupinambá, em 2023, após mais de 300 anos no Museu Nacional da Dinamarca, e do fóssil do dinossauro <em>Ubirajara jubatus</em>, restituído pela Alemanha no mesmo ano.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/cranio-de-lider-da-revolta-dos-males-exposto-em-museu-de-harvard-deve-ser-devolvido-ao-brasil/">Crânio de líder da Revolta dos Malês exposto em museu de Harvard deve ser devolvido ao Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>União africana reconhece escravidão como genocídio e avança em reivindicações por reparações</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/uniao-africana-reconhece-escravidao-como-genocidio-e-avanca-em-reivindicacoes-por-reparacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 16:13:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[áfrica]]></category>
		<category><![CDATA[africanos]]></category>
		<category><![CDATA[Colonização]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>
		<category><![CDATA[união africana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=88685</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um movimento hist&#243;rico, l&#237;deres de pa&#237;ses africanos reunidos na Uni&#227;o Africana (UA) classificaram a escravid&#227;o, a deporta&#231;&#227;o for&#231;ada e a coloniza&#231;&#227;o como crimes contra a humanidade e atos de genoc&#237;dio contra os povos da &#193;frica. A decis&#227;o, tomada durante uma c&#250;pula em fevereiro em Adis Abeba, capital da Eti&#243;pia, representa um avan&#231;o significativo nas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/uniao-africana-reconhece-escravidao-como-genocidio-e-avanca-em-reivindicacoes-por-reparacoes/">União africana reconhece escravidão como genocídio e avança em reivindicações por reparações</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um movimento histórico, líderes de países africanos reunidos na União Africana (UA) classificaram a escravidão, a deportação forçada e a colonização como crimes contra a humanidade e atos de genocídio contra os povos da África. A decisão, tomada durante uma cúpula em fevereiro em Adis Abeba, capital da Etiópia, representa um avanço significativo nas reivindicações por reparações históricas e justiça para as vítimas desses crimes.</p>



<p>A resolução, articulada após complexas negociações, foi impulsionada pelo Togo e aprovada pelos 55 países membros da UA. O ministro das Relações Exteriores do Togo, <strong>Robert Dussey</strong>, descreveu a medida como &#8220;um passo crucial, uma vitória para a África em sua busca por autodeterminação e controle sobre seu próprio destino&#8221;. A classificação visa não apenas reconhecer o sofrimento infligido, mas também estabelecer um arcabouço legal para futuras reivindicações por reparações.</p>



<p>O Tribunal Penal Internacional (TPI) define crimes contra a humanidade como atos como assassinato, escravidão, deportação e tortura, cometidos como parte de um ataque sistemático contra uma população civil. No entanto, não há mecanismos legais internacionais que permitam reparações retroativas pelos crimes cometidos durante a escravidão e a colonização. Ainda assim, a resolução da UA pode encorajar iniciativas perante instituições como a Corte Internacional de Justiça (CIJ).</p>



<p>Entre os séculos 15 e 19, estima-se que 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e transportados à força por navios europeus para serem vendidos como escravos nas Américas. Algumas fontes sugerem que o número real pode chegar a 20 ou 30 milhões. Aqueles que sobreviveram às viagens brutais foram submetidos a condições desumanas de trabalho, especialmente no Brasil e no Caribe, gerando lucros exorbitantes para seus proprietários.</p>



<p>O Reino Unido, por exemplo, foi um dos principais agentes do tráfico negreiro, transportando cerca de 3,4 milhões de africanos. Já Portugal, que recentemente admitiu sua responsabilidade na escravização de africanos e indígenas, traficou quase 6 milhões de pessoas. No entanto, ambos os países têm resistido a discussões sobre reparações financeiras, com o primeiro-ministro britânico, <strong>Keir Starmer</strong>, afirmando preferir &#8220;olhar para frente&#8221; em vez de revisitar o passado.</p>



<p><strong>Avanço simbólico e político</strong><br>Além de possíveis implicações legais, a resolução tem um forte caráter simbólico. Houenoude acredita que ela redefinirá o ensino da história nas escolas africanas, destacando os crimes cometidos contra o continente. &#8220;Isso ajudará a moldar a identidade e a consciência histórica dos africanos&#8221;, disse. Ele também espera que a medida facilite a restituição de artefatos culturais saqueados durante a colonização, muitos dos quais permanecem em museus europeus.</p>



<p>A iniciativa da UA responde a apelos persistentes da sociedade civil africana e da diáspora, que há décadas buscam o reconhecimento oficial do sofrimento infligido durante a escravidão e a colonização. Embora a resolução seja amplamente simbólica, seus efeitos concretos dependerão das ações diplomáticas e legais que os Estados africanos decidirem adotar.</p>



<p>Enquanto alguns líderes europeus resistem ao debate, a decisão da UA marca um passo importante na busca da África por justiça reparatória. Seu impacto futuro dependerá da capacidade dos Estados africanos de transformar esse avanço simbólico em ações concretas, tanto no cenário internacional quanto no doméstico.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/uniao-africana-reconhece-escravidao-como-genocidio-e-avanca-em-reivindicacoes-por-reparacoes/">União africana reconhece escravidão como genocídio e avança em reivindicações por reparações</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ambev e Prefeitura de Salvador são responsabilizadas por trabalho análogo à escravidão durante Carnaval</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ambev-e-prefeitura-de-salvador-sao-responsabilizadas-por-trabalho-analogo-a-escravidao-durante-carnaval/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 09:53:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Ambev]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=88534</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Carnaval na capital mais negra fora da &#193;frica e que injetou R$ 7 bilh&#245;es na economia da cidade, segundo a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), foi marcado por den&#250;ncias de trabalho an&#225;logo &#224; escravid&#227;o. O Minist&#233;rio do Trabalho e Emprego (MTE) responsabilizou a Ambev e a Prefeitura de Salvador pela explora&#231;&#227;o de 303 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/ambev-e-prefeitura-de-salvador-sao-responsabilizadas-por-trabalho-analogo-a-escravidao-durante-carnaval/">Ambev e Prefeitura de Salvador são responsabilizadas por trabalho análogo à escravidão durante Carnaval</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Carnaval na capital mais negra fora da África e que injetou R$ 7 bilhões na economia da cidade, segundo a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), foi marcado por denúncias de trabalho análogo à escravidão. O <strong>Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)</strong> responsabilizou a <strong>Ambev</strong> e a <strong>Prefeitura de Salvador</strong> pela exploração de 303 vendedores ambulantes de bebidas durante o Carnaval de 2025 na capital baiana. As duas entidades foram notificadas na última quarta-feira (12) após uma fiscalização que revelou violações graves aos direitos humanos.</p>



<p>De acordo com informações publicadas pelos jornalistas <strong>Leonardo Sakamoto</strong> e <strong>Diego Junqueira</strong>, no <a href="https://12ft.io/proxy?q=https%3A%2F%2Freporterbrasil.org.br%2F2025%2F03%2Fambev-salvador-escravidao-carnaval%2F">Repórter Brasil</a>, os trabalhadores enfrentaram jornadas exaustivas de 14 a 20 horas diárias, sem intervalos para descanso ou alimentação adequada, além de condições degradantes, como falta de infraestrutura para higiene e descanso.  A fiscalização, realizada entre os dias 19 de fevereiro e 4 de março no circuito Barra-Ondina, constatou que os vendedores foram submetidos a condições que violam os princípios da dignidade humana. Muitos dormiam ao relento, em pedaços de papelão ou colchões encharcados pela chuva, sem acesso a banheiros ou água potável. Além disso, enfrentavam violência urbana, intempéries e privação de sono.</p>



<p>O relatório do MTE aponta que os trabalhadores não tinham autonomia para escolher as marcas de bebidas que vendiam, já que a Ambev detém o monopólio da comercialização nos circuitos do Carnaval por meio de um contrato de exclusividade com a Prefeitura. Essa relação, segundo o ministério, colocava os ambulantes em &#8220;situação de total subordinação&#8221;, configurando a empresa como empregadora indireta.</p>



<p>A Prefeitura de Salvador, por sua vez, foi corresponsabilizada por firmar o contrato com a Ambev e por gerenciar a seleção e fiscalização dos vendedores, sem garantir condições dignas de trabalho. A gestão municipal, comandada pelo prefeito <strong>Bruno Reis</strong> (União Brasil), afirmou que não foi autuada pelo MTE e que tem adotado medidas para melhorar as condições dos ambulantes, como a isenção de taxas e a oferta de cursos de capacitação.</p>



<p>A Ambev, em nota, negou qualquer relação empregatícia com os vendedores, afirmando que a comercialização foi realizada por ambulantes independentes credenciados pela Prefeitura. A empresa disse que prestou esclarecimentos ao MTE e reforçou seu compromisso com os direitos humanos.</p>



<p>O caso ocorreu em um Carnaval que bateu recordes de turismo e movimentação econômica na Bahia. Segundo a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), 3,5 milhões de turistas visitaram o estado durante a festa, injetando R$ 7 bilhões na economia. No entanto, os números contrastam com a realidade dos trabalhadores que, segundo um dos ambulantes ouvidos pela fiscalização, &#8220;fazem o Carnaval acontecer e são escravizados&#8221;.</p>



<p>O MTE avalia que o número de vendedores submetidos a condições análogas à escravidão pode ser maior do que os 303 identificados, já que a fiscalização cobriu apenas parte dos pontos de venda. O relatório final do ministério deve ser concluído nas próximas semanas, com possíveis penalidades para as partes envolvidas.</p>



<p><em><strong>Confira na íntegra as notas enviadas pela AMBEV e pela prefeitura de Salvador para o Repórter Brasil:</strong></em></p>



<p><strong><em>Ambev</em></strong></p>



<p><em>Em 2025, a Ambev foi patrocinadora do carnaval organizado pela Prefeitura de Salvador. Toda a comercialização de produtos durante o Carnaval na cidade é realizada por ambulantes independentes credenciados diretamente pela Prefeitura, obedecendo às regras condicionais no edital de patrocínio, e sem qualquer relação de trabalho ou prestação de serviços com a Ambev.</em></p>



<p><em>Assim que tomamos conhecimento da notificação, prestamos imediatamente esclarecimentos ao MTE, fornecendo toda a documentação solicitada. Seguimos à disposição para colaborar com qualquer informação necessária. Nosso compromisso com os direitos humanos e fundamentais é inegociável e não aceitamos qualquer prática correspondente a isso.</em></p>



<p><strong><em>Prefeitura de Salvador</em></strong></p>



<p><em>A Prefeitura de Salvador informa que tem adotado ao longo dos últimos anos diversas medidas para melhorar as condições de trabalho dos ambulantes durante as festas populares da cidade, incluindo o Carnaval. A gestão municipal comunica ainda que não foi autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em relação a esse assunto.</em></p>



<p><em>Entre as ações relativas aos trabalhadores ambulantes realizadas pela gestão municipal no Carnaval, estão isentas de todas as taxas cobradas anteriormente e o cadastro 100% on-line, que acabou com as filas e trouxe mais transparência ao processo e conforto para os trabalhadores.</em></p>



<p><em>Também houve cursos de capacitação para os ambulantes, entrega de cestas básicas e kits de higiene, instalação de banheiros equipados com chuveiros e pontos para carregamento de celular e máquina de cobrança. Além disso, a Prefeitura acolhe durante o período do Carnaval os filhos de ambulantes cadastrados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para trabalhar na festa. O programa Salvador Acolhe tem capacidade para atender até 600 crianças e adolescentes e foi conhecido este ano pela ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo.</em></p>



<p><em>Os avanços no comércio ambulante também foram ordenados pela população soteropolitana. Uma pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em parceria com a Ouvidoria Municipal, aponta que 96% das pessoas aprovam as ações da Prefeitura nessa área. O levantamento reuniu 5.892 pessoas.</em></p>



<p><em>Por entender o Carnaval como um período em que os trabalhadores ambulantes têm uma oportunidade para incrementar a renda ou até mesmo garantir seu sustento nos meses seguintes, a Prefeitura tem atuado continuamente para garantir a cada ano melhores condições para esta categoria. Mais de 4,3 mil ambulantes foram licenciados para o Carnaval, movimentando um contingente de mais de 20 mil pessoas envolvidas na comercialização de produtos nos circuitos.</em></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/ambev-e-prefeitura-de-salvador-sao-responsabilizadas-por-trabalho-analogo-a-escravidao-durante-carnaval/">Ambev e Prefeitura de Salvador são responsabilizadas por trabalho análogo à escravidão durante Carnaval</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mulheres negras são 70% das resgatadas de trabalho escravo no Brasil, aponta levantamento</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mulheres-negras-sao-70-das-resgatadas-de-trabalho-escravo-no-brasil-aponta-levantamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 18:33:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=88445</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mulheres negras representam 70% das 2.730 trabalhadoras resgatadas em condi&#231;&#245;es an&#225;logas &#224; escravid&#227;o no Brasil entre 2003 e 2023, segundo dados in&#233;ditos do Projeto Perfil Resgatado, da Rep&#243;rter Brasil, publicados pelo jornalista Leonardo Sakamoto em sua coluna no Uol. O levantamento, que cruza informa&#231;&#245;es de sistemas oficiais do governo federal, revela que a interseccionalidade entre [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/mulheres-negras-sao-70-das-resgatadas-de-trabalho-escravo-no-brasil-aponta-levantamento/">Mulheres negras são 70% das resgatadas de trabalho escravo no Brasil, aponta levantamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mulheres negras representam 70% das 2.730 trabalhadoras resgatadas em condições análogas à escravidão no Brasil entre 2003 e 2023, segundo dados inéditos do Projeto Perfil Resgatado, da Repórter Brasil, publicados pelo jornalista <strong>Leonardo Sakamoto</strong> em sua coluna no <a href="https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2025/03/08/mais-de-27-mil-mulheres-foram-libertadas-do-trabalho-escravo-desde-2003.htm">Uol</a>. O levantamento, que cruza informações de sistemas oficiais do governo federal, revela que a interseccionalidade entre gênero e raça é um fator determinante na perpetuação do trabalho escravo contemporâneo no país.</p>



<p>Do total de mulheres resgatadas, 66% estudaram apenas até o ensino fundamental, e 16% eram analfabetas. A maioria (dois terços) atuava como trabalhadora rural, especialmente na pecuária e no cultivo de café, enquanto 8% estavam ocupadas no setor têxtil. Minas Gerais lidera o ranking de resgates, com 510 casos, seguido por Pará (419) e São Paulo (229).</p>



<p>A invisibilidade das atividades desempenhadas por mulheres, como serviços de cozinha, limpeza e cuidado, contribui para a subnotificação de casos. <strong>Natália Suzuki</strong>, gerente de Educação e Políticas Públicas da Repórter Brasil, explica que muitas mulheres nem sequer eram consideradas resgatadas e não eram vistas como vítimas do trabalho escravo. Além disso, mulheres grávidas ou com filhos pequenos enfrentam violências específicas. A falta de protocolos específicos para atender mulheres vítimas de trabalho escravo, especialmente aquelas que sofrem abusos sexuais ou violência de gênero, é outro desafio apontado por especialistas.</p>



<p>O setor cafeeiro, que concentra grande parte das vítimas, tem sido alvo de fiscalizações nos últimos anos. Em 2023, foram 316 resgates no setor, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Grandes marcas globais, como Starbucks e Nespresso, já foram vinculadas a casos de exploração em fazendas fornecedoras. &#8220;Nas lavouras de café, há uma preferência por mulheres em etapas como a seleção dos grãos, sob a justificativa de que são mais cuidadosas&#8221;, explica Suzuki.</p>



<p><strong>Desafios no combate ao trabalho escravo</strong><br>Desde 1995, o Brasil já resgatou mais de 65 mil pessoas em condições análogas à escravidão. No entanto, a luta contra o crime ainda enfrenta obstáculos, como a falta de políticas públicas que considerem as particularidades de gênero e raça. Tatiana Bivar, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), destaca a necessidade de incluir mulheres nas equipes de fiscalização, especialmente em casos que envolvem exploração sexual ou trabalho doméstico.</p>



<p>O caso emblemático de <strong>Madalena Gordiano</strong>, escravizada por uma família em Patos de Minas (MG) e libertada em 2020, trouxe visibilidade ao tema, mas a sociedade ainda enfrenta resistências. &#8220;Muita gente vê o trabalho doméstico como uma ajuda, uma caridade, e não como exploração&#8221;, afirma<strong> Jamile Virgínio</strong>, auditora fiscal do MTE.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/mulheres-negras-sao-70-das-resgatadas-de-trabalho-escravo-no-brasil-aponta-levantamento/">Mulheres negras são 70% das resgatadas de trabalho escravo no Brasil, aponta levantamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Seguimos também batalhando por reparação&#8221;, diz Anielle sobre desculpas à escravidão do Governo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/seguimos-tambem-batalhando-por-reparacao-diz-anielle-sobre-desculpas-a-escravidao-do-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariel Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 18:59:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério dos Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=85748</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um gesto hist&#243;rico, o Governo Federal pediu desculpas p&#250;blicas &#224; popula&#231;&#227;o negra brasileira no dia 21 de novembro de 2024. A declara&#231;&#227;o oficial reconhece a escraviza&#231;&#227;o e suas consequ&#234;ncias, al&#233;m de reafirmar um compromisso com repara&#231;&#227;o e igualdade. O momento, carregado de simbolismo, representa um marco, mas tamb&#233;m refor&#231;a a urg&#234;ncia de pol&#237;ticas p&#250;blicas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/seguimos-tambem-batalhando-por-reparacao-diz-anielle-sobre-desculpas-a-escravidao-do-governo/">&#8220;Seguimos também batalhando por reparação&#8221;, diz Anielle sobre desculpas à escravidão do Governo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um gesto histórico, o Governo Federal pediu desculpas públicas à população negra brasileira no dia 21 de novembro de 2024. A declaração oficial reconhece a escravização e suas consequências, além de reafirmar um compromisso com reparação e igualdade. O momento, carregado de simbolismo, representa um marco, mas também reforça a urgência de políticas públicas concretas que enfrentem o racismo estrutural no Brasil. <br><br>No centro dessas iniciativas está o <strong>Ministério da Igualdade Racial</strong>, liderado pela ministra <strong>Anielle Franco</strong>. Desde o início de sua gestão, a pasta tem trabalhado em ações robustas para promover a equidade racial. Um dos destaques é o <strong>Programa Federal de Ações Afirmativas</strong>, que garante a reserva de pelo menos 30% das vagas em cargos de comissão e funções de confiança para pessoas negras. Esse esforço é um passo importante para ampliar a presença de grupos sub-representados nos espaços de poder, ou seja, na posição de quem decide. <br><br>Outra ação significativa é o programa <strong>&#8220;Aquilomba Brasil&#8221;</strong>, que leva suporte às comunidades quilombolas por meio de projetos integrados. A iniciativa engloba desde a regularização fundiária até investimentos culturais e socioeconômicos, buscando reparar injustiças históricas sofridas por essas populações. &#8220;Toda vez que a gente fala sobre a criação de qualquer coisa, seja uma política pública, seja um fundo, seja qualquer atitude que você venha a tomar. Estando nesses espaços do governo federal, não podemos fazer de forma irresponsável. Mais do que um simples pedido de desculpas, acho que a gente tem que ter um compromisso, né?&#8221;, destaca Anielle durante o evento que o Governo Federal pediu desculpas à população negra brasileira.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DCrRAU_us7P/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DCrRAU_us7P/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg)"></div></div><div style="margin-left: auto;"> <div style=" width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div></div></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div></div></a><p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DCrRAU_us7P/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Macaé Evaristo (@macaeevaristo)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em>Durante cerimônia, a ministra Anielle Franco e Macé Evaristo ressaltaram a importância de continuar batalhando por reparação. </em></figcaption></figure>



<p><br>Paralelamente, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, comandado pela ministra Macaé Evaristo, também tem assumido protagonismo no combate ao racismo. No Dia da Consciência Negra, a pasta reafirmou a importância da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), destacando ações para enfrentar as barreiras raciais no acesso à saúde. Além disso, iniciativas como o<strong> Plano Juventude Negra Viva </strong>têm se mostrado essenciais para reduzir a violência contra jovens negros, com um investimento robusto de <strong>R$ 665 milhões</strong>.</p>



<p>&#8220;Garantir direitos significa ter um serviço público forte na área de educação, na área de saúde, na área de desenvolvimento social e desenvolvimento econômico. Então, a gente tem que construir as prioridades orçamentárias olhando para a população negra”, apontou Macaé Evaristo durante a cerimônia.</p>



<p>Também durante o evento, foi lançada a Plataforma JurisRacial, um espaço digital dedicado a reunir e disponibilizar documentos jurídicos relacionados à temática racial. A iniciativa busca não apenas ampliar o acesso à informação, mas também fortalecer a luta contra o racismo, oferecendo subsídios para enfrentar suas diversas manifestações e desafios.</p>



<p>Ainda assim, especialistas e movimentos sociais apontam que o caminho para mudanças reais exige mais do que boas intenções. Garantir recursos, monitorar as políticas públicas e institucionalizar programas como esses são desafios que precisam de atenção. O pedido de desculpas é, sem dúvida, um avanço, mas a transformação estrutural dependerá da continuidade das ações e da pressão constante da sociedade civil. Movimentos negros, que há décadas lideram essa luta, permanecem vigilantes, cobrando o que promessas não podem substituir: justiça, representatividade e equidade nas estruturas sociais e políticas do Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/seguimos-tambem-batalhando-por-reparacao-diz-anielle-sobre-desculpas-a-escravidao-do-governo/">&#8220;Seguimos também batalhando por reparação&#8221;, diz Anielle sobre desculpas à escravidão do Governo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
