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	<title>Arquivos Dona Ivone Lara - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Elza Soares ganha novo álbum &#8216;No Tempo da Intolerância&#8217;, no dia em que completaria 93 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2023 13:31:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Ivone Lara]]></category>
		<category><![CDATA[elza soares]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, 23 de junho, a inspiradora Elza Soares completaria 93 anos de idade. Em sua homenagem, foi lan&#231;ado o novo &#225;lbum &#8220;No tempo da intoler&#226;ncia&#8221; nesta quinta-feira, dispon&#237;vel nas plataformas digitais e de m&#250;sica. O &#225;lbum foi gravado em setembro de 2021, antes de falecer, e cont&#233;m samba in&#233;dito de Dona Ivone Lara, na voz [&#8230;]</p>
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<p>Hoje, 23 de junho, a inspiradora<strong><a href="https://mundonegro.inf.br/museu-memorias-da-musica-preta/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Elza Soares</a></strong> completaria 93 anos de idade. Em sua homenagem, foi lançado o novo álbum &#8220;<strong>No tempo da intolerância</strong>&#8221; nesta quinta-feira, disponível nas plataformas digitais e de música.</p>



<p>O álbum foi gravado em setembro de 2021, antes de falecer, e contém samba inédito de<strong> <a href="https://mundonegro.inf.br/dona-ivone-lara-a-primeira-mulher-a-integrar-uma-ala-de-compositores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dona Ivone Lara</a></strong>, na voz da Elza na faixa &#8220;No compasso da vida&#8221;, além de letras de <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/margareth-menezes-lamenta-a-morte-de-rita-lee-deixou-um-legado-para-a-musica-brasileira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rita Lee</a></strong> e <strong>Pitty</strong>. As músicas trazem muitas reflexões contra o governo <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/boulos-afirma-que-bolsonaro-decretou-sigilo-de-100-anos-em-documentos-sobre-o-assassinato-de-marielle/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bolsonaro </a></strong>e busca por justiça social. Este é considerado um dos álbuns mais políticos da artista. </p>



<p>Falecida em janeiro do ano passado, Elza deixou um recado importante logo na introdução do disco: “Eu nunca disse que a luta tinha acabado”, e a música &#8220;No tempo da intolerância&#8221;, traz citação de <a href="https://mundonegro.inf.br/martin-luther-king-jr-o-homem-obstinado-por-justica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Martin Luther King</strong>,</a> discurso contra o machismo e a lgbtfobia.</p>



<p>O álbum ficou parado por um ano desde a gravação, até que todos os envolvidos se sentissem confortáveis para finalizar a obra. Eles já tinham as vozes gravadas, as ideias de Elza para as músicas, os escritos em seus cadernos.</p>



<p>Em entrevista ao Fantástico no último domingo (18), a equipe de Elza Soares afirmou que usou inteligência artificial para retratar a cantora em diferentes épocas, para cada videoclipe. O material completo ainda não foi divulgado. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="Ti2k6F6_Sqc"><iframe title="No Tempo da Intolerância | Novo álbum de Elza Soares" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Ti2k6F6_Sqc?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Dona Ivone Lara, a primeira mulher a integrar uma ala de compositores</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/dona-ivone-lara-a-primeira-mulher-a-integrar-uma-ala-de-compositores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2023 14:31:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Ivone Lara]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Ricardo C&#244;rrea No que se refere ao carnaval, Dona Ivone Lara cravou seu nome na hist&#243;ria como a primeira mulher a integrar uma ala de compositores. A sambista carioca nasceu em 1921, e como bem sabemos a cultura machista era totalmente normalizada naqueles tempos, a maioria dos homens consideravam que &#8220;lugar de mulher era [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>Por: Ricardo Côrrea</em></strong></p>



<p>No que se refere ao carnaval, <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/fabiana-cozza-como-ivone-lara-renuncio-ao-sentir-no-corpo-a-dor-de-perder-a-cor-e-o-meu-lugar-de-existencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dona Ivone Lara</a></strong> cravou seu nome na história como a primeira mulher a integrar uma ala de compositores. A sambista carioca nasceu em 1921, e como bem sabemos a cultura machista era totalmente normalizada naqueles tempos, a maioria dos homens consideravam que &#8220;lugar de mulher era pilotando o fogão&#8221;. Também tinha o racismo seguindo a todo o vapor, pois a abolição da escravatura havia acontecido há um pouco mais de três décadas. Então, a relação entre o machismo e o racismo tornava os desafios das mulheres negras mais difíceis. Não que essa condição tenha mudado nos dias atuais, a tripla opressão (raça, gênero e classe) continua sendo determinante em suas vidas. E como Dona Ivone Lara estava consciente dessas questões, optou pela busca de estabilidade profissional/econômica, em vez de se dedicar de &#8220;corpo e alma&#8221; à música.</p>



<p>Depois do falecimento do pai, a mãe de Dona Ivone Lara a colocou em um  internato exclusivo para mulheres onde ficou até os dezessete anos; nesse período a sua mãe também veio a falecer. No internato estudou música erudita, e se destacou. Uma das suas professoras e admiradora foi Lucília Villa-Lobos, casada com  maestro e compositor Heitor Villa-Lobos. No entanto, em casa o clima era diferente, Dona Ivone Lara respirava samba com amigos, parentes, comunidade <em>&#8220;O samba estava muito presente na minha vida desde cedo, na casa dos meus tios, dos meus pais, e não era uma coisa malvista por eles, pelo contrário. Era apreciado, respeitado, e até incentivado.&#8221;</em> Certo dia, Dona Ivone Lara foi atrás do primo Fuleiro, também compositor, para que apresentasse as  suas músicas  nas rodas de samba, mas sem mencionar a sua autoria (não esqueçamos do machismo da época). Ela até ficava satisfeita vendo a receptividade do povo com relação às musicas, mesmo que ninguém soubesse que eram escritas por ela. A artista continuava determinada na busca da estabilidade <em>“Desde cedo aprendi que quem tinha que cuidar de mim era eu mesma.”</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="448" height="308" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/image-16.png" alt="" class="wp-image-61305" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/image-16.png 448w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/image-16-300x206.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/image-16-150x103.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/image-16-218x150.png 218w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/02/image-16-100x70.png 100w" sizes="(max-width: 448px) 100vw, 448px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Agência O Globo</figcaption></figure>



<p>Dona Ivone Lara entrou de cabeça na área de enfermagem, e depois de formada foi contratada na instituição psiquiátrica <em>Colônia Juliano Moreira</em>; tempos depois estudou para assistente social, e entrou no <em>Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II </em>onde se aposentou. Paralelo às atividades profissionais, tocava caquinho, cantava, envolvia-se no meio dos sambistas, nas&nbsp;atividades das escolas de samba, especificamente, a escola <em>Prazer da Serrinha</em>. Para participar do Carnaval, agendava as férias do trabalho nesse período.</p>



<p>O <em>Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano</em> foi fundado no dia 23 de março de 1947,&nbsp; nesse mesmo ano Dona Ivone Lara integrou oficialmente a ala de compositores. E, em 1965, assinou o samba enredo <em>&#8220;Os cinco bailes da história do Rio&#8221;</em> junto com os compositores Silas de Oliveira e Bacalhau. Um marco na história das escolas de samba. A escola de samba <em>Império Serrano</em> conquistou o vice-campeonato com o enredo, e dali em diante Dona Ivone Lara começou a ganhar notoriedade, entretanto, a dedicação integral no mundo da música aconteceu somente depois da aposentadoria, aos 56 anos. Após a belíssima carreira, faleceu em 2018.</p>



<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p>BURNS, Mila. <strong>Nasci pra sonhar e cantar</strong> – Dona Ivone Lara: a mulher no samba. Rio de Janeiro: Record, 2009.</p>
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		<title>Elisio Lopes Jr.: o cara que tem revolucionado a presença negra na cultura contemporânea nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2018 17:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[atores negros]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Ivone Lara]]></category>
		<category><![CDATA[elisio Lopes Jr]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da carga de pessimismo e descren&#231;a que paira o Brasil desde sempre, &#233; preciso reconhecer que para n&#243;s negros, as coisas t&#234;m melhorado sim. Avan&#231;amos rapidamente em alguma &#225;reas, mais lentamentos e outras, mas &#233; ineg&#225;vel que somos mais ouvidos.&#160; Mesmo com o desgaste da palavra empoderamento, seu significado traduz muito o que &#233; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Apesar da carga de pessimismo e descrença que paira o Brasil desde sempre, é preciso reconhecer que para nós negros, as coisas têm melhorado sim. Avançamos rapidamente em alguma áreas, mais lentamentos e outras, mas é inegável que somos mais ouvidos.  Mesmo com o desgaste da palavra empoderamento, seu significado traduz muito o que é ser negro hoje no Brasil. Nossas crianças não aceitam que toquem em seu cabelo, como os mais antigos aceitavam, já nasceram desfrutando da liberdade de forma plena e questionam a falta de representatividade (cadê minha boneca preta?).</p>



<p>Todo esse novo momento precisa de uma contrapartida que é a representação desse novo desse novo cenário na nossa cultura. Elísio Lopes, 42, roteirista, ator e produtor, está por trás das produções negras na TV,  e no Teatro que tiveram mais repercussão mediáticas nos últimos tempos.</p>



<p>Do precioso programa <strong>Espelho</strong>, no canal pago TV Brasil, ao mega criativo <strong>Lazinho com Você</strong>, chegando ao necessário <strong>Dona Ivone Lara: O Musical, </strong>Lopes traz autoestima, alegria e muito amor em suas produções falando sobre negritude para todo mundo, com trabalhos com carimbo de excelência negra. </p>



<p>Ele teve a generosidade conversar com a gente sobre trabalho e até como a paternidade mudou sua ótica de atuação profissional. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="1125" height="1104" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1.jpeg" alt="" class="wp-image-9691" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1.jpeg 1125w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1-150x147.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1-300x294.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1-768x754.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1-1024x1005.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1-696x683.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1-1068x1048.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-10-01-at-13.03.13-1-428x420.jpeg 428w" sizes="(max-width: 1125px) 100vw, 1125px" /><figcaption>Elisio e a equipe do programa Espelho (Foto Arquivo Pessoal)</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Mundo Negro (Silvia Nascimento) &#8211; Não tem como falar do audiovisual negro do Brasil, sem fazer um paralelo do que acontece nos EUA. Se aqui somos a maioria nas ruas e a minoria na TV, ao contrário da que acontece por lá, podemos culpar o racismo ou você acredita que há outras variantes?</strong></p>



<p>Elisio Lopes  Jr. : Eu acho que enquanto as nossas histórias forem contadas por autores e diretores brancos,  elas não vão atingir a sua potencia máxima.  O que os EUA vem nos ensinando e a gente vem percebendo nas produções há mais de 15 anos com fenômenos BET,  Shonda Rhimes e séries de sucesso é que a gente pode contar a falar sobre qualquer assunto e qualquer história, mas a ótica precisa ser diversa.<strong><em> Não adianta você contar a história de um personagem negro, escrito e dirigido por um autor ou diretor branco.</em> </strong>É preciso ter autoria das próprias histórias. A gente precisa contar as nossas próprias histórias. Faltam roteiristas e diretores negros, não bastam ter atores talentosos á frente da tele interpretando personagens enquanto eles forem escritos por que não conhece a história de verdade. Então eu acho que o grande problema que a gente tem hoje na televisão brasileira é a falta de pensadores negros presentes nos quadros das emissoras de TV pensando nessas histórias. Eu percebo muitas vezes quando você assiste uma produção de dramaturgia no Brasil e essa produção fala da questão racial, os erros são normalmente os mesmos. As falas que são ditas, são falas que um personagem negro normalmente não falaria.</p>



<p>O racismo no Brasil não é explicito, ele não é um racismo que você chega em diz “eu não gosto de você porque você é negro”, normalmente ele se expressa de uma maneira indireta, nos atos e nas ações, nos julgamentos e não na fala racista. E quando esses assuntos aparecem nas produções audiovisuais você vê essas falas acontecerem:  “sua negra” ou “seu negro”. Isso não funciona assim no Brasil. O racismo que nos fere a e mata é o racismo velado, é a aquele que a pessoa não assume e nem reconhece que é racista. Enquanto a gente não tiver autoria e puder falar desse assunto de forma honesta e verdadeira, seremos coadjuvantes na nossa própria história.</p>



<p><strong>De que forma você acha que as redes sociais têm contribuído para mostrar que nós negros existimos O caso do Dona Ivone Lara: O Musical, você sentiu a potência dessas vozes. Essa interação tem sido um estímulo ou bloqueio para o seu processo criativo como roteirista e produtor?</strong></p>



<p>As redes sociais mudaram a forma de ser e interagir do mundo todo. Eu acho que impossível pensar em qualquer questão hoje que envolva o convívio e interação social e ignorar as redes sociais. Nesse sentido eu sou muito atento a todas as ondas que as redes propõem pare gente, inclusive as bolhas que a gente se encontra e como furá-las para que a gente tenha acesso à opiniões diversas e não apenas a nossa própria plataforma de aprovação. </p>



<p>Tem uma coisa muito complicada nas redes sociais hoje, que é que onde a p<em>artir do momento que<strong> você tem a sua própria plataforma, sua página, seus seguidores, seu grupo, você quer ter razão</strong><strong>. Eu sinto uma síndrome, do “todos querem ter razão” e todos queremos fechar o assunto e ter a palavra final</strong> </em>em assuntos que não tem fechamento, porque são só provocações e ondas. Um bom exemplo disso é o que aconteceu com a Dona Ivone Lara: O Musical , na época que a Fabiana Cozza foi anunciada como protagonista e que gerou uma onda que furou todas as bolhas, onde brancos e negros, interessados em teatro, ou não, discutiram o colorismo como nunca havia se discutido antes. Então sou muito a favor disso. Quando mais transversal , mais a gente aprende.</p>



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https://www.instagram.com/p/BlvojLSFit-/?utm_source=ig_share_sheet&#038;igshid=1ldyp15wsqdd8
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<p>Eu gosto da Internet útil, a que te informa, que te aproxima de quem você não conhece e faz com que você possa trocar informações a aprender mais. Esse episódio da Fabiana Cozza foi um aprendizado para todos, foi muito útil. Eu reprovo a violência . Acho que quando você usa as plataformas para agredir pessoas, para propagar o ódio, acho que a rede perde sua potencia máxima. No episódio do musical a gente descambou para isso, para falta de respeito. A violência em algum nível é um reflexo de dor. Se eu estou sentido dor , eu vou agredir, mas isso atrapalha a reflexão sobre os assuntos.</p>



<p><strong>Qual tipo (assuntos preferidos) e onde você consome conteúdo? Você segue influenciadores digitais? Você tem algum preferido?</strong></p>



<p>Sim, sigo vários. Faço parte de vários grupos de discussão e procurando furar as bolhas e ouvir pessoas e histórias que a gente não conhece. Meu trabalho é feito de conseguir entrar em outros universos. </p>



<p>Ano passado dirigi o primeiro <em>stand up</em> de uma mulher negra falando sobre racismo que foi Tia Má com a Língua Solta. </p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube">
<div class="youtube-embed" data-video_id="HuPd4SJRD7I"><iframe title="Stand up - Tia Má com a Língua Solta" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/HuPd4SJRD7I?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</figure>



<p>Temos grupos de discussão e isso faz parte da minha vida, diariamente.  Também temos a literatura. Eu li muito Joelsito Araújo  e outros que criaram essa racionalização sobre o negro na mídia e na televisão. Então eu li muito sobre essa geração que veio antes da minha, para entender esse painel e ter minha opinião. Todos eles fazem parte da minha formação como artista e pensador.</p>



<p>Eu acho que a gente pode falar sobre qualquer assunto. Eu tenho um pouco de incômodo com a questão assim: roteirista negro tem que contar só coisas de negro. Eu acho que a gente tem a capacidade, inteligência e potência para contar qualquer tipo de história e também podemos ser escalados para contar e dirigir qualquer tipo de história.</p>



<p><strong>Você fez vários projetos com o Lázaro Ramos. Como é trabalhar com ele? A comunidade negra o vê quase como o único grande ídolo negro brasileiro, enquanto artista. É perceptível o peso dessa responsabilidade quando vocês estão criando algo juntos?</strong></p>



<p>Muito antes de ele ser essa figura emblemática que ultrapassou as linguagens artísticas, como televisão, cinema e teatro, ele é meu amigo pessoal e com quem aprendi fazer teatro desde do Bando De Teatro Olodum onde ele começou. Eu tenho um respeito pela trajetória que ele construiu e me s<em><strong>into um observador privilegiado desse crescimento e desse amadurecimento dele como ator, diretor e principalmente como pensador da cultura e da arte.</strong></em> Obviamente sabemos do peso e da influência que ele tem como voz ativa na mídia e artes e em tudo que se faz e pensa ele leva em conta esse papel que ele tem, o desejo e aspirações que outros artistas depositam nele como porta voz, como um espelho. E o programa Espelho nasceu assim, é para gente se ver, se identificar e discutir o Brasil. Eu tenho muita honra de ser roteirista desse programa há mais de 10 anos. O programa tem uma documentação do país nessa última década que é uma preciosidade. </p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/BoH9M61HTbS/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="13" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/BoH9M61HTbS/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;"> View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/BoH9M61HTbS/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Lázaro Ramos (@olazaroramos)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
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<p>Entrevistas com os negros mais relevantes de todas as áreas que estão discutindo o país e revendo a nossa nação. A cada temporada a gente pensa um recorte e vai fundo nos entrevistados para que o programa cumpra o papel que vem tendo nesses anos. Eu tenho muito orgulho em fazer parte dessa equipe. Esse ano a gente teve a direção da Juliana Vicente, que é uma diretora negra de São Paulo.</p>



<p><strong> A maioria dos seus projetos mais recentes são relacionados a questões negras. Isso foi uma opção sua ou a vida te levou para esse segmento?</strong></p>



<p>Depois que eu me tornei pai, eu tenho três filhas, uma de 7 anos, que se chama Bela e duas de 3 anos, Nina e Malu. Depois disso minha militância se tornou mais aguerrida, entraram outras questões que antes não faziam parte da minha plataforma de interesse, como a questão da mulher negra e do racismo na infância, a questão da minha descrença profunda e absoluta do que se chama de igualdade racial, Eu não acredito em igualdade, não acho algo possível e enquanto não aceitarmos que somos diferentes, mas temos os mesmos direitos, a gente não vai conseguir caminhar para frente. Nós não somos iguais , nossas histórias não são iguais, nossa demandas não são iguais. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="911" height="913" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image.jpeg" alt="" class="wp-image-9707" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image.jpeg 911w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-150x150.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-300x300.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-768x770.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-696x698.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-419x420.jpeg 419w" sizes="(max-width: 911px) 100vw, 911px" /><figcaption>Lázaro Ramos, Zebrinha e Elísio Lopes (Foto Arquivo Pessoal)</figcaption></figure>



<p>Não foi uma escolha profissional abordar esses assuntos no meu trabalho, mas eu tenho esse diferencial de ser um profissional de roteiro e direção de ter essa informação e viver essa história no dia a dia e como tem muito pouco autores e diretores negros atuando no mercado, infelizmente eu acho que é meu papel estar no meu lugar de dar a informação sobre o que é ser negro no Brasil. Não me limito a isso, mas cumpro esse papel com muito prazer. Faz parte dessa missão estar aqui e trazer outros comigo, porque sozinho a gente não avança. Precisamos de uma base sólida de profissionais competentes que irão ocupar esse mercado.</p>



<p><strong> O que você aconselha para atores, roteiristas e diretores negros que pensam em viver de audiovisual no Brasil?</strong></p>



<p>Viver de áudio visual é uma aventura para qualquer profissional, principalmente para os profissionais negros. O investimento na nossa formação é sempre o ponto de partida. Temos que pensar que qualquer espaço pode e deve ser nosso e partir para cima. Outra coisa, a história mais simples, da sua casa, da sua família de como você se formou como individuo é a história que ninguém conhece. Quanto mais na ótica do pessoal criativo a história é contada, mais original ela se transforma. Sempre vai valer a pela contar as nossas histórias e saber como contá-las. Para mim o segredo é esse.</p>



<p><strong> Quais os projetos que te deram mais orgulho. No que você está envolvido atualmente e quais projetos futuros que você pode revelar para gente?</strong></p>



<p>Eu aprendi muito cedo que a gente tem que fazer dobrado, né? Para se manter no mercado, temos que fazer duas vezes o que os outros profissionais fazem. Eu amo o que faço, faço com muito amor. O trabalho que eu destaco é  que estou fazendo agora, <em><strong>Dona Ivone Lara: O musical, que eu escrevi com muito empenho e queria muito fazer um espetáculo que fosse significativo para questão da mulher negra no Brasil.</strong></em></p>



<p>E a gente não conta só a história da Dona Ivone Lara, a gente também conta a história da Zaira de Oliveira que foi uma cantora lírica brasileira proibida de representar o Brasil no exterior por ser negra. Também contamos a história de Elisete Cardoso, de Rosinha de Valença, Tereza do Jongo. É um espetáculo que fala muito sobre as mulheres negras que fizeram parte da historia da Dona Ivone Lara. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1032" height="774" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1.jpeg" alt="" class="wp-image-9693" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1.jpeg 1032w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-150x113.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-300x225.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-768x576.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-1024x768.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-80x60.jpeg 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-265x198.jpeg 265w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-696x522.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2018/10/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-22.20.54-1-560x420.jpeg 560w" sizes="(max-width: 1032px) 100vw, 1032px" /><figcaption>Foto:Arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p>Eu também tenho muito orgulho do livro que lancei ano passado, <strong>A trilogia da Noite</strong>, da editora Giostri que tem três peças de teatro minhas: <strong>“Alta Noite”, “Antes que anoiteça em mim” e &#8220;Liberté&#8221;,</strong> que acontece no dia 14 de maio, um dia depois da suposta abolição dos escravos.</p>



<p>Em relação aos projetos futuros, eu estou na equipe do novo <strong>Lazinho com Você,</strong> na Globo, faço parte da equipe de colaboração do <strong>Ó Paí, Ó 2</strong>, o filme , o roteiro do longa metragem <strong>7 Conto, do Luis Miranda</strong> .  Também dirigi o show infantil “A caixa Mágica” que estreou em julho, em Salvador.</p>



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https://www.instagram.com/p/BdcrOmBB0bk/?taken-by=lazinhocomvoce
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<p>Ano que vem, tem o musical &#8220;<strong>Alcione, eu sou a Marrom&#8221;</strong>, que vai fechar essa trilogia do samba, que fez Cartola, Dona Ivone Lara e o próximo que já foi divulgado é a Alcione. Eu devo começar o trabalho de pesquisa e construção da dramaturgia desse novo projeto.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/elisio-lopes-jr-o-cara-que-tem-revolucionado-a-presenca-negra-na-cultura-contemporanea-nacional/">Elisio Lopes Jr.: o cara que tem revolucionado a presença negra na cultura contemporânea nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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