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	<title>Arquivos desigualdade - Mundo Negro</title>
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	<title>Arquivos desigualdade - Mundo Negro</title>
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		<title>Com maioria de mulheres negras, trabalho doméstico no Brasil enfrenta crescente de informalidade e baixos rendimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2025 08:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Empregada Doméstica]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços legislativos, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos para garantir condições dignas às trabalhadoras domésticas, composta majoritariamente por mulheres negras. Essa é a avaliação da auditora-fiscal do trabalho<strong> Carla Galvão de Souza</strong>, coordenadora nacional de fiscalização do trabalho doméstico e de cuidados da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em meio aos debates sobre o <strong>Dia da Empregada Doméstica</strong>, neste domingo (27), que incluem o baixo rendimento, em especial às mulheres negras, a crescente da informalidade após a pandemia e as longas jornadas de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta semana, ocorreu o lançamento da<strong> Campanha Nacional pelo Trabalho Doméstico Decente</strong>, em Recife (PE). O objetivo, segundo Souza, é promover o diálogo entre empregadores, representantes da categoria e a sociedade em geral, além de intensificar ações de fiscalização do cumprimento da Lei Complementar 150 e da Constituição Federal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nosso desafio é garantir que os direitos previstos na legislação saiam do papel. Ainda hoje há desigualdades que persistem para essas trabalhadoras”, afirma em entrevista à Agência Brasil. Para Souza, a disseminação de informações sobre os direitos da categoria tem sido essencial, inclusive no enfrentamento a situações de trabalho análogo à escravidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A auditora também destacou a nova Lei 12.009, sancionada em 1º de maio de 2024, que oficializa no Brasil normas da<strong> Organização Internacional do Trabalho (OIT) </strong>voltadas à valorização do serviço doméstico. O tratado reconhece o papel essencial dos trabalhadores domésticos na economia global e chama atenção para a desvalorização histórica da atividade, exigindo ações concretas por parte dos Estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados recentes da Pesquisa Nacional sobre Trabalho Doméstico e de Cuidados Remunerados, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo <strong>Ministério da Igualdade Racial (MIR)</strong>, 69,9% das pessoas que exercem esse tipo de trabalho são mulheres negras. O levantamento, com 1.196 participantes, mostra ainda que 93,9% dos respondentes são mulheres e apenas 6,1%, homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desigualdade no trabalho doméstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a auditora-fiscal Carla Galvão de Souza, em 2022, o rendimento médio mensal foi de R$ 1.018, abaixo do mínimo da época (R$ 1.212).<strong> Entre as trabalhadoras brancas, a média foi de R$ 1.145, enquanto negras receberam R$ 955.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da baixa remuneração, a categoria tem acesso limitado a direitos básicos, como o seguro-desemprego, restrito a três parcelas — os demais trabalhadores têm direito a cinco. Também são comuns jornadas excessivas sem controle de horário, inclusive em casos de profissionais que dormem no local de trabalho, o que impede o pagamento de horas extras e adicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A informalidade é um dos principais entraves. Cerca de 76% não têm registro formal, o que compromete o acesso a direitos como 13º salário e férias. De acordo com a auditora, muitos empregadores pagam por fora e não informam corretamente no e-Social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a pandemia de covid-19, houve queda no número de contratos formais e aumento de diaristas, tendência que ainda persiste. “Isso inviabiliza que trabalhadoras tenham o seu direito de horas extras, de adicional noturno, de folga nos feriados”, destaca Carla Galvão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela também critica a percepção de que o serviço doméstico não exige qualificação. “Essa falta de reconhecimento, de valorização do trabalho e do nível de profissionalização que é exigido, é o que mais me impressiona. É como se as pessoas trabalhadoras fossem vistas como substituíveis a qualquer tempo e como se esse saber fosse descartável.”</p>
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		<title>Sete gerações: Mulheres negras podem levar até 184 anos para comprar casa própria, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 16:12:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[habitação]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo inédito da <strong>ONG Habitat para a Humanidade Brasil </strong>revela que mulheres negras podem demorar até 184 anos — o equivalente a sete gerações — para conseguir comprar uma casa própria no país, mesmo em favelas. O dado integra a campanha <em>&#8220;Sem moradia digna, não há futuro&#8221;</em>, que denuncia como a falta de acesso à habitação adequada reforça desigualdades de gênero e raça, mantendo ciclos de pobreza e violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento <em>&#8220;Sem moradia digna, não há justiça de gênero&#8221;</em>, baseado em dados coletados ao longo de cinco anos, mostra que 62,6% dos lares em situação de déficit habitacional — que chega a 6,2 milhões de domicílios — são chefiados por mulheres. Outros 26,5 milhões enfrentam inadequações, como falta de infraestrutura ou insegurança fundiária, segundo a <strong>Fundação João Pinheiro</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com salários menores e jornadas sobrecarregadas por trabalhos mal remunerados e cuidados não pagos, as mulheres destinam, em média, 30% da renda ao aluguel. Em um cenário considerado &#8220;favorável&#8221; pelo estudo — sem imprevistos, lazer ou gastos extras —, uma mulher negra com renda média de R$ 2.745,76 (RAIS 2023) teria apenas R$ 31,62 mensais para economizar. Nesse ritmo, levaria 184 anos para adquirir um imóvel de R$ 69.828,57 (valor médio em favelas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com o auxílio do Bolsa Família (R$ 750), o tempo cairia para 28 anos — ainda uma realidade distante para mães solo, que representam grande parte dessa população. &#8220;Sem moradia digna, as mulheres pagam um preço alto: saúde, tempo de vida e a chance de sonhar&#8221;, afirma <strong>Raquel Ludermir</strong>, gerente de Incidência Política da Habitat Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Racismo estrutural e falta de saneamento</strong><br>O relatório destaca que a população negra é a mais afetada pela precariedade habitacional:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas negras sem banheiro em casa são <strong>5 vezes mais numerosas</strong> que as brancas;</li>



<li>Nas regiões Norte e Nordeste, a falta de água, esgoto e coleta de lixo atinge principalmente mulheres negras, maioria nessas áreas;</li>



<li>Apenas metade dos brasileiros com três ou mais banheiros em casa são negros.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O direito à moradia é historicamente negado à população negra, e as ocupações são fruto do racismo estrutural&#8221;, diz o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conexão com violência e saúde</strong><br>A pesquisa também relaciona a falta de moradia digna a riscos como violência doméstica, problemas de saúde mental e física — especialmente em crianças — e dificuldade de acesso a serviços básicos. A ONG alerta que propostas de corte de benefícios sociais agravam a feminização da pobreza e defende políticas públicas intersetoriais. &#8220;Ter o básico precisa ser um direito desta geração — não da oitava. Não há futuro sem dignidade no presente&#8221;, conclui Ludermir.</p>
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		<title>Xenia França lança música sobre apropriação cultural e a invisibilidade social negra</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/xenia-franca-lanca-musica-sobre-apropriacao-cultural-e-invisibilidade-social-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2017 18:33:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[apropriação cultural]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;N&#227;o fecha a conta, a cota &#233; pouca, o corte &#233; fundo. E quem estanca a chaga, o choque do 3&#186; mundo? De vez em quando um abre a boca, sem ser oriundo. Para tomar pra si o estandarte da beleza, a luta e o dom. Com um papo t&#227;o infundo&#8230;&#8221; &#8211; esses s&#227;o alguns [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Não fecha a conta, a cota é pouca, o corte é fundo. E quem estanca a chaga, o choque do 3º mundo? De vez em quando um abre a boca, sem ser oriundo. Para tomar pra si o estandarte da beleza, a luta e o dom. Com um papo tão infundo&#8230;”</strong> – esses são alguns dos versos que compõem a música “Pra que me chamas?”, interpretada por Xenia França e composta por ela e Lucas Cirillo.</p>
<p>A faixa foi escolhida como single do primeiro álbum de Xenia, que já tem data de estreia para plataformas digitais: dia 29 de setembro de 2017. O projeto foi selecionado pelo edital Natura Musical 2016 com apoio da Lei Rouanet.</p>
<p>Navegando entre os ritmos cubanos e baianos, ambos influenciados pela cultura yorubá, “Pra que me chamas?”, traz elementos eletrônicos somados à força de instrumentos como o Batá, tambor sagrado da Santeira Cubana, além do Rum, Rumpi e Lé, todos utilizados no Candomblé.</p>
<p>Xenia trata, em seu single, da invisibilidade social negra no país, além de  expor como elementos culturais afro-brasileiros são explorados e, por muitas vezes, desrespeitados. No refrão ela diz: &#8220;Porque tu me chamas se não me conhece?”  Esta frase é uma tradução para “Pa que tu me llamas si tu no me conoces?” &#8211; muito usada em Cuba e que faz referência ao orixá Eleguá, equivalente ao Exú no candomblé brasileiro.</p>
<p>Ouça a música “Pra que me chamas?”:</p>
<p>https://youtu.be/e_4UQ0vhl5g</p>
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