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	<title>Arquivos curadoria negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>banquete na encruzilhada ou quem tem medo da curadoria negra?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/banquete-na-encruzilhada-ou-quem-tem-medo-da-curadoria-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Abdias do Nascimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: osmar paulino &#8211; curador negro e, junto a Jo&#227;o Teodoro (na foto), fundou o Projeto GRO&#160; minha fia uma curadoria de arte &#233; sobretudo uma comunica&#231;&#227;o de mundo, pautada na experi&#234;ncia subjetiva e objetiva do sujeito que a exercita. com isso, temos a materializa&#231;&#227;o de ideologia ou vis&#245;es de mundo expressos em forma de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em><strong>Por: osmar paulino &#8211; curador negro e, junto a João Teodoro (na foto), fundou o Projeto GRO </strong></em></p>



<p>minha fia uma curadoria de arte é sobretudo uma comunicação de mundo, pautada na experiência subjetiva e objetiva do sujeito que a exercita. com isso, temos a materialização de ideologia ou visões de mundo expressos em forma de discurso nas exposição. portanto, toda vez que alguém entra em uma exposição de arte, ela esta sendo exposta a uma visão de mundo a qual o artista e o curador pertence. ou seja, ela esta tendo sua imaginação, sua subjetividade alimentada por ideias.&nbsp;</p>



<p>dito isto, é importante ressaltar que os museu e galeria de arte sempre foi negados a população negra no geral, por que eles foram espaço criados para sustentar a ideia de mundo da elite social e sua lógica liberal. e quem sempre trabalhou, de maneira escrava e precarizada, para criar este mundo liberal foi a população negra no brasil. vide que o <strong>dr. abdias do nascimento</strong> já apontou no livro <strong>“o genocídio do povo negro” </strong>que o papel do negro escravo foi decisivo para o começo da história econômica de um país fundado, como era o caso do brasil, sob o signo do parasitismo imperialista. </p>



<p>passado, mais de um século da conhecida abolição da escravidão o que vemo no brasil é um número nunca antes de artista visuais e curadores negro, mas eles não estão institucionalizado como aponta o mapeamento feito pela<strong> professora e curadora luciara ribeiro</strong> presente no site do projeto afro. ou seja, a elite brasileira que controla os museu do pais, continua contando a historia, a visão, e a perspectiva do herói branco, com isso alimentando a construção  tacanha do imaginário social brasileiro.        </p>



<p>mas o que uma exposição de arte com curadoria negra pode oferecer? um banquete na encruzilhada.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95990" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-768x1151.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato-696x1043.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Joao-Teodoro-Autoretrato.jpg 854w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<p>encruzilhada é um lugar de encontro de múltiplo caminhos, onde a coexistência e o co-habitar é a chave para o desenvolvimento do bem viver. não há apenas uma história a ser contada, mas a possibilidade de todas elas se cruzarem apontando para uma horizontalidade que permita a humanização dos seres sociais e por que não ambientais&nbsp; e animais que compõem um país. o nome disso é biointeração como apontou nosso mestre nego bispo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>no final do mês de maio e no início de junho a exposição <strong>“mãe preta erveira” </strong>que acontecia na <strong>câmara municipal de vereadores do rio de janeiro</strong>, com curadoria de <strong>marina alves</strong> e a exposição <strong>“funk: um grito de ousadia e liberdade”</strong> que acontecia no <strong>museu da língua portuguesa em são paulo </strong>com curadoria de <strong>renata prado</strong>, foram censurada. duas censura, interdição não só das exposição mas da possibilidades de existência, através da alimentação do imaginário positivo, de outros atores sociais, negros e indígenas, que não compõe em sua maioria a camada mais enriquecida no brasil que é ocupada por pessoas branca.   </p>



<p>ça moço, diante disso tudo, quem tem medo da curadoria negra? aqueles que quer manter tudo como está. que quer contar a história excluindo nós, os preto os indigena. por que o que nós está fazendo é alimentando a fome de um país inteiro que não se conhece direito. estamo por tradição fazendo dos museu e galeria um quintal-terreiro-encruzilhada e servindo um banquete. <br></p>
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