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	<title>Arquivos critica teatral - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Sun, 12 Jul 2026 21:13:58 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Taís Araujo reivindica a busca por pertencimento e identidade de mulheres negras na peça &#8220;Mudando de Pele&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/tais-araujo-mulheres-negras-mudando-pele/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 17:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crítica da peça "Mudando de Pele" e como Taís Araujo emociona ao debater o pertencimento de mulheres negras e as potentes trocas geracionais. Confira!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Muitas mulheres negras demoram para reconhecer a própria negritude, batalham para manter o contrato invisível de boa conduta em um “bom emprego” ou um “bom relacionamento”, e evitar conflitos. Porém, mais cedo ou mais tarde, é preciso reconhecer nossos limites, encarar as contradições e fazer um mergulho interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, a magnífica<strong> <a href="https://hubmundonegro.substack.com/p/mudando-de-pele-em-seu-primeiro-solo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Taís Araujo</a></strong> comove o público no solo coletivo<strong> “Mudando de Pele”</strong>. Mantendo o humor e a crítica na medida certa, a peça traz as angústias da sua personagem <strong>Mayah</strong>. Ela chega ao limite por ser a única pessoa negra em um ambiente corporativo tóxico, por conviver com um relacionamento desgastado e sem acolhimento, e por tentar corresponder às expectativas da família sobre como deveria ser aos quase quarenta anos. É nesse momento que ela recomeça a vida inteira do zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrita pela inglesa<strong> Amanda Wilkin</strong>, a montagem conta com a brilhante direção da premiada <strong>Yara de Novaes</strong>, que transforma temas urgentes das mulheres negras em uma comédia dramática essencial, além do trabalho excepcional de <strong>Nathalia Cruz</strong> no dramaturgismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com mais de 30 anos de carreira, cada trabalho de Taís Araujo se revela único, imperdível e surpreendente. Em cada diálogo, descrição e reação, é possível envolver-se e, muitas vezes, identificar-se com os sentimentos de Mayah.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período de transformação, ela conhece duas mulheres que darão novo sentido à sua vida: <strong>Mildred</strong>, uma senhora jamaicana de 90 anos com quem irá alugar um quarto, e <strong>Kemi</strong>, uma jovem expansiva que não se prende ao que os outros pensam e com quem irá trabalhar no novo emprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com Mildred, Mayah sente a necessidade de viver mais em comunidade, conhecer as histórias das pessoas que a cercam — especialmente as da colega de quarto, que lutou pelos direitos civis da população negra. Com Kemi, ela percebe a importância de se empoderar como mulher negra e de parar de diminuir-se para caber em algum lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diversos momentos, como mulher negra, me identifiquei com o desenvolvimento de Mayah na sua busca por pertencimento e identidade, me fazendo também refletir sobre como nos terreiros é ensinado a importância de ouvir os mais velhos, mas também os mais jovens. Essas trocas geracionais enriquecem a nossa trajetória, fazem com que a gente evolua e se conheça cada vez mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da jornada, Mayah vai parecendo mais leve conforme passa por transformações e pensa na própria identidade, que também se torna visível através dos próprios figurinos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto Taís envolve o público com o monólogo, as musicistas<strong> Dani Nega</strong> e <strong>Layla </strong>conduzem a trilha sonora do palco de forma excepcional, agindo quase como um novo personagem que dá mais vida à personagem. Layla ainda utiliza o kora, um instrumento africano que nos conecta diretamente na busca de Mayah por pertencimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho nos bastidores também conduz os elementos do palco de forma ágil e coerente com a trama: iluminação, adereços e a movimentação cênica compõem uma equipe em sincronia. À medida que todos se movimentam pelo palco e pelos bastidores, percebe-se um trabalho coletivo bem desenvolvido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com toda essa qualidade, “Mudando de Pele” recebeu, nesta semana, cinco indicações ao <strong>Prêmio Shell de Teatro</strong> nas categorias Atriz, Direção, Figurino, Iluminação e Música, posicionando-se como um dos fortes concorrentes desta edição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sucesso de público após temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, “Mudando de Pele&#8221; desembarca em Belo Horizonte nos dias 8 e 9 de agosto, com ingressos esgotados. Em seguida, a equipe retorna a capital paulista entre 13 de agosto e 6 de setembro, na FAAP; os ingressos ainda estão à venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assistir Taís Araujo é sempre um grande privilégio.&nbsp;</p>



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