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	<title>Arquivos coronavírus - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>A Perseguição aos albinos e como tudo piorou com a Covid-19</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-perseguicao-aos-albinos-e-como-tudo-piorou-com-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kauan Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2021 05:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Viver com o diagnóstico de albinismo, requer uma serie de cuidados médicos, dos quais já mencionamos aqui anteriormente. Entretanto, essa não é a unica preocupação de pessoas no espectro albino. O pouco conhecimento da população a respeito do assunto, leva a preconceitos e como resultado, temos entre outras coisas, a exclusão e a perseguição. Essa, tem como base uma crença oriunda da região dos grandes lagos africanos que diz que poções feitas com partes dos corpos de pessoas albinas são capazes de transmitir poderes mágicos e prosperidade para quem as toma. Tal superstição, traz consequências tristes para os albinos que moram nesses lugares, como a violência, morte e até violação de seus túmulos.  Durante uma entrevista por telefone para a agência de notícias Reuters, o cantor zambiano John Chiti alertou sobre alguns casos que aconteceram em Lusaka, capital de seu país, desde o começo da pandemia. <em>&#8220;Mesmo enquanto tentamos sobreviver a esta Covid-19, pessoas com albinismo continuam a ser caçadas&#8221;&#8230;&#8221;&#8221;Isso é muito preocupante, estamos vivendo com medo.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">E se todos nós estamos passamos por períodos conturbados durante a pandemia de Covid-19, as pessoas no espectro albino enfrentam isso de um ponto de vista ainda mais delicado. De acordo com William Savanguene, diretor da Albimoz (Associação de Apoio a Albinos de Moçambique), o número de pedidos de ajuda alimentar aumentou muito desde começo da pandemia. Isso, por que a doença conseguiu amplificar um problema que já era grande: o desemprego da população albina, causado pela discriminação. Antes da pandemia, ainda existia algum tipo de renda, mas com as restrições sanitárias impostas em prol da contenção do vírus as coisas ganharam uma nova realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário onde não se tem o que comer, William chama a atenção para outro ponto importante: Nem todos conseguem ter acesso a Álcool em gel e outros produtos de higiene, o que os tornam ainda mais vulneráveis ao Coronavírus. Mas felizmente, algumas coisas têm sido feitas para suprir as necessidades das pessoas com albinismo durante esse período.  No Distrito de Buzi, parte das famílias com albinismo e/ou deficiência estão recebendo alimentos, mantas, redes mosqueteiras e produtos de higiene por parte da UNICEF, Light Of The World, e da Cooperação Austríaca Pelo Desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aqui no Brasil</strong>, foi liberado no fim de dezembro uma verba de R$7,1 milhões de reais para ampliação dos cuidados com pessoas albinas. O investimento foi anunciado no Diário Oficial da União em 18 de dezembro, e de acordo com o ministério da saúde, visa mapear a população brasileira que vive com a condição genética e adequar o SUS.  Ao todo 504 municípios foram beneficiados com o incentivo financeiro. </p>
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		<title>O futuro das periferias no pós-pandemia</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-futuro-das-periferias-no-pos-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2020 08:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[AGÊNCIA SOLANO TRINDADE]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[ÉDITODOS]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[periferias]]></category>
		<category><![CDATA[pós-pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>*Por Amanda Gomes, Alex Barcellos e Thiago Vinicius A crise do novo coronav&#237;rus afeta a humanidade em n&#237;vel global e demonstra a necessidade de criar empatia por nossos semelhantes. Mais do que nunca &#233; preciso tecer um olhar colaborativo, coletivo e de responsabilidade. Para sairmos fortalecidos da crise que se instalou na pandemia, o Brasil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>*Por Amanda Gomes, Alex Barcellos e Thiago Vinicius</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise do novo coronavírus afeta a humanidade em nível global e demonstra a necessidade de criar empatia por nossos semelhantes. Mais do que nunca é preciso tecer um olhar colaborativo, coletivo e de responsabilidade. Para sairmos fortalecidos da crise que se instalou na pandemia, o Brasil precisa assumir seu compromisso em diminuir a desigualdade social que reduz inúmeras pessoas a condições sub-humanas de existência. Devemos construir outro pacto social e assumir que não é mais possível ter uma sociedade baseada no lucro excessivo e na competição individual, essa falácia da meritocracia envelopada no discurso neoliberal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto sociedade só podemos assumir a responsabilidade do nosso problema quando nos emanciparmos da condição de subalternos perante o global, mas isso só é possível se olharmos para dentro. Nesse sentido, as periferias têm muito a dizer, mas essas regiões, identificadas por uma questão geográfica, possuem pouca ou nenhuma participação nas decisões políticas e econômicas do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desses territórios, a lógica de existência sempre foi pautada por necessidades, sejam elas sanitárias, de alimentação, de moradia, de educação, de cultura, mas, principalmente, de reconhecimento como seres humanos dignos de cidadania. O Brasil possui uma dívida histórica com seus cidadãos, que é a herança do tráfico internacional de mão de obra escravizada. O país foi o último no mundo a abolir a escravidão, essa nefasta herança econômica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falar de futuro é compreender o presente e seu passado. Por essa razão, nesse momento de pandemia, buscamos construir um advocacy negro de inteligência para garantir a sustentabilidade de redes que fazem parte de organizações negras, que nasceram para atender a uma necessidade local, que estava sendo negligenciada. A periferia quer viver, quer alimentação saudável, as mães querem a segurança de que seu filho vai chegar em casa com segurança, quer construir renda, fazer cultura, se manifestar e ocupar esse país racista e classista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de compreender na base que economia na periferia é emprestar a calça do mais velho para o mais novo, é socorrer a vizinha quando o gás acaba, é fazer um mutirão no dia de enchente é uma lógica genuinamente de coletividade, onde o equilíbrio só pode existir se garantirmos o bem estar social de todas as pessoas. Dados da ONU apontam que teremos problemas civilizatórios se continuarmos negligenciando a educação como um direito e a fome como uma meta a se erradicar no mundo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compreensão da economia como espinha dorsal das famílias populares é o que rege as nossas ações até hoje. A partir disso temos trabalhado com a pauta da cultura, da alimentação saudável, dos direitos humanos. Identificamos que desertos alimentares nas periferias vêm aumentando todos os anos com o avanço das redes de fast food, falta de pontos de venda de orgânicos e aumento de alimentos industrializados. Entendemos que é importante que o consumo e a compra sejam conscientes para fortalecer toda essa rede econômica de qualidade de vida saudável familiar e de responsabilidade ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São movimentos singulares de uma concepção de território que está para além de pensar as caixinhas da economia, pautada pelo mercado ou pelas políticas de Estado que muitas vezes não entende a necessidade real de seus cidadãos. São inúmeras as tecnologias sociais criadas pela lógica da criatividade, que entendemos como lógica de sobrevivência. Desta forma, nos organizamos, compreendendo nosso lugar de origem e fazendo o resgate de nossas narrativas para reforçá-las perante o mundo, assim não nos resignamos pela falta, mas potencializamos a nossa existência de maneira a atingir soluções para os problemas sociais que o nosso povo enfrenta. Milton Santos já dizia que <a href="https://www.brasildefato.com.br/2019/05/03/o-legado-de-milton-santos-um-novo-mundo-possivel-surgira-das-periferias" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um novo mundo possível surgirá das periferias.&nbsp;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Refletindo sobre esse mundo, precisamos confrontar a ideia de que a elite é vanguarda neste país. Por séculos fomos pautados pelo estigma social de sermos pobres, pretos, periféricos, favelados. As nossas tecnologias vêm de longe, bebemos nas fontes dos nossos ancestrais negros e indígenas, temos uma visão de cultura antropológica, não a da academia, mas a de sua essência, que procura compreender o saber do humano como um saber singular de povos, nascentes, florestas, árvores. Esses são os nossos territórios devastados por uma lógica de capital infrutífera.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como nossa tecnologia é agregadora, nos juntamos a outras organizações negras de impacto social (Afrobusiness, Afrolatinas, Pretahub, FA.VELA e Vale do Dendê) em uma coalizão e criamos a <a href="https://fundoeditodos.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ÉDITODOS</a>, com o objetivo de fomentar o empreendedorismo negro e periférico pela ótica de quem vive isso de verdade. Só podemos propor solução porque estamos nos becos, nas vielas, cotidianamente. Andando de rua em rua, atendendo com cesta básica ou auxílio financeiro, sabemos o que é necessário para que o nosso povo na periferia saia dessa crise: é mais que a garantia de não passar fome, é pertencer a uma de sociedade igualitária, que envolva seus cidadãos nas decisões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos realizado mudança na vida das pessoas, mas não podemos fazer isso sem que a sociedade compreenda essa luta como um fenômeno importante da transformação social contemporânea. É preciso olhar para empreendedorismo e renda no campo da cultura e em diversos outros campos sociais, é preciso pautar ações de emergência alimentar que sejam estruturantes e não apenas emergenciais. O Estado e os agentes da economia precisam se comprometer seriamente com a questão social do país. Precisamos de garantias para a união das favelas, para garantir o desenvolvimento local a partir dos territórios não só no pós pandemia, mas enquanto projeto de nação.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Amanda Gomes, Alex Barcellos e Thiago Vinicius estão à frente da </em><strong><em>Agência Solano Trindade uma das organizações fundadoras da ÉDITODOS</em></strong></p>
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