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	<title>Arquivos Comunidade Negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Oct 2025 17:00:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Cultne é reconhecida como manifestação da cultura brasileira pelo Senado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 13:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[acervo audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Benedita da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Cultne, maior acervo audiovisual sobre a cultura negra na Am&#233;rica Latina, foi reconhecida na ter&#231;a-feira (30) como manifesta&#231;&#227;o da cultura brasileira pela Comiss&#227;o de Educa&#231;&#227;o e Cultura do Senado. O projeto de lei segue agora para san&#231;&#227;o presidencial. Criada no Rio de Janeiro, a organiza&#231;&#227;o sem fins lucrativos, fundada por Dom Fil&#243;, &#233; dedicada [&#8230;]</p>
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<p>A <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/cultne-e-reconhecido-como-patrimonio-cultural-material-do-rj-acervo-representa-parte-da-nossa-historia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cultne</a></strong>, maior acervo audiovisual sobre a cultura negra na América Latina, foi reconhecida na terça-feira (30) como manifestação da cultura brasileira pela Comissão de Educação e Cultura do <strong>Senado</strong>. O projeto de lei segue agora para sanção presidencial.</p>



<p>Criada no Rio de Janeiro, a organização sem fins lucrativos, fundada por <strong>Dom Filó</strong>, é dedicada à memória e à história da população negra. Além de reunir um vasto acervo audiovisual, a instituição também disponibiliza conteúdos em uma plataforma de streaming, ampliando o acesso do público à produção cultural negra.</p>



<p>O projeto (PL 2.345/2023), de autoria da deputada federal <strong>Benedita da Silva </strong>(PT-RJ), já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável do senador <strong>Humberto Costa</strong> (PT-PE) na Comissão do Senado. O texto prevê apoio a programas e recursos que garantam a preservação, manutenção e difusão do acervo, fortalecendo o fomento à cultura negra e o acesso a diferentes camadas sociais.</p>



<p>Para Humberto Costa, a Cultne cumpre um papel estratégico na valorização da herança cultural afro-brasileira. “Essa atuação contribui para o combate a todas as formas racismo, à invisibilidade cultural e à desigualdade social”, afirmou.</p>



<p>Segundo ele, a instituição também fortalece políticas públicas, programas de inclusão social e iniciativas que ampliam a circulação de obras de artistas negros. “A Cultne não apenas preserva e celebra a riqueza da cultura afro-brasileira, mas também atua como instrumento de empoderamento social e afirmação da cidadania”, destacou.</p>



<p>Acesse aqui:<strong><a href="https://acervo.cultne.tv/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://acervo.cultne.tv/</a></strong></p>
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		<title>Exposição com fotografias de Gordon Parks destaca Malcolm X, cotidiano e infância da comunidade negra nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 17:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Retratos marcantes de Malcolm X, Martin Luther King e Muhammad Ali, al&#233;m de registros da vida cotidiana de pessoas negras em estados segregados dos EUA, est&#227;o na exposi&#231;&#227;o &#8216;Gordon Parks: a Am&#233;rica sou eu&#8217;, em cartaz a partir deste s&#225;bado (4), no IMS Paulista, com entrada gratuita. A mostra &#233; a primeira retrospectiva do fot&#243;grafo [&#8230;]</p>
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<p>Retratos marcantes de <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/filhas-de-malcolm-x-e-martin-luther-king-jr-desfilam-juntas-na-semana-de-moda-de-nova-york/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Malcolm X</a>, Martin Luther King </strong>e <strong>Muhammad Ali</strong>, além de registros da vida cotidiana de pessoas negras em estados segregados dos EUA, estão na exposição <strong>&#8216;Gordon Parks: a América sou eu&#8217;</strong>, em cartaz a partir deste sábado (4), no <strong>IMS Paulista</strong>, com entrada gratuita. A mostra é a primeira retrospectiva do fotógrafo no Brasil e a maior já realizada na América Latina, reunindo cerca de 200 imagens produzidas entre as décadas de 1940 e 1970, além de filmes, periódicos, depoimentos e publicações.</p>



<p>Com curadoria de<strong> Janaina Damaceno, Iliriana Fontoura Rodrigues </strong>e <strong>Maria Luiza Meneses,</strong> a exposição ocupa dois andares do centro cultural e apresenta um panorama da trajetória multifacetada de Parks (1912-2006), que foi também músico, cineasta e poeta. Entre as séries consagradas em exibição estão<strong> &#8216;De volta a Fort Scott&#8217;</strong> (1950) e <strong>&#8216;Histórias da segregação no sul&#8217; </strong>(1956).</p>



<p>Considerado um dos nomes centrais da fotografia mundial, Parks documentou com sensibilidade e contundência a experiência da população negra nos Estados Unidos, denunciando o racismo e a desigualdade em uma obra que uniu arte e ativismo. Foi o primeiro fotógrafo negro contratado pela revista <strong>Life</strong>, em 1948, e construiu uma carreira marcada por prestígio internacional e engajamento político. Além da fotografia, também se destacou no cinema com obras como<strong> &#8216;Shaft&#8217;</strong> (1971), clássico do movimento blaxploitation. </p>



<p>No sábado (4), às 11h, a equipe de curadoria participa de uma conversa com o público no cineteatro do IMS. A exposição é realizada em parceria com a Fundação Gordon Parks, responsável pela preservação de seu acervo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-1024x694.png" alt="" class="wp-image-93927" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-1024x694.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-300x203.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-150x102.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-768x520.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-1536x1041.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-620x420.png 620w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-696x472.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13-1068x724.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-13.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sem título, Harlem, 1963. Foto de Gordon Parks. Cortesia da Fundação Gordon Parks.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">&#8220;<strong>A&nbsp;América&nbsp;sou eu</strong>&#8221;&nbsp;</h3>



<p>O título da exposição&nbsp;—&nbsp;A&nbsp;América&nbsp;sou eu&nbsp;—&nbsp;foi tirado de um texto que Parks escreveu para a revista&nbsp;Life, em 1968, no qual aborda uma questão crucial para o movimento negro nos EUA: o fato da democracia americana ter se consolidado sob um regime de segregação racial, excluindo a população negra. O texto acompanhava uma série de fotografias nas quais Gordon registrava as condições precárias dos Fontenelle, família negra moradora do Harlem.<br><br>Com suas próprias palavras, mas também ressoando as da família Fontenelle, o fotógrafo afirma: “<em>Entre nós dois há algo que vai além do sangue ou do preto e branco. Trata-se da nossa busca compartilhada por uma vida melhor, um mundo melhor. O solo sobre o qual protesto é o mesmo que você no passado protestou. As coisas pelas quais luto são as mesmas que você. As necessidades dos meus filhos são as mesmas que as dos seus. Eu, também, sou a&nbsp;América. A&nbsp;América&nbsp;sou eu. Ela me concedeu a única vida que tenho, então devo compartilhá-la em sua luta. Olhe para mim. Escute-me. Tente entender a minha luta contra o seu racismo. Ainda há uma chance para que consigamos viver em paz sob esses céus tão intempestivos.</em>”</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="800" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-25.jpg" alt="" class="wp-image-93928" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-25.jpg 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-25-300x300.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-25-150x150.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-25-768x768.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-25-420x420.jpg 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-25-696x696.jpg 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sem título, Alabama, 1956. Foto de Gordon Parks. Cortesia da Fundação Gordon Parks.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Séries feitas no Harlem e no Sul segregado</strong>&nbsp;</h3>



<p>A retrospectiva no IMS inclui as principais séries fotográficas realizadas por Parks, destacando como a produção sequencial de imagens é um aspecto importante em sua obra, com o objetivo de mostrar a complexidade dos sujeitos, documentando-os em sua integralidade, em contraponto a uma imagem única e estereotipada.&nbsp;</p>



<p>Uma das primeiras séries apresentadas, logo na entrada da exposição, é a dedicada a&nbsp;<strong>Ella Watson</strong> (1942). Quando produziu as imagens, Parks estagiava na Farm Security Administration (FSA), agência do governo americano, com o aporte de uma bolsa de estudos para artistas negros.<br><br>Ao chegar em Washington, D.C., Parks circulou pela cidade e, mesmo não estando em um território sulista, foi expulso e impedido de entrar em restaurantes, cinemas e de fazer compras em lojas. Para poder transmitir essa experiência, o fotógrafo decidiu fazer um ensaio com Ella Watson, funcionária do departamento de limpeza da FSA.&nbsp;Parks documentou diversas facetas da vida de Watson, como a convivência com os netos e sua importância na Igreja que frequentava.<br><br>Em uma das imagens mais marcantes da série, conhecida como&nbsp;<em>American Gothic</em>, Watson segura uma vassoura de um lado, e do outro um esfregão. A bandeira americana aparece no fundo, enfatizando a exclusão vivenciada pela comunidade negra nos EUA. Sobre a concepção da imagem, Parks relata:&nbsp;<em>“Então, coloquei-a diante da bandeira americana com uma vassoura em uma mão e um esfregão na outra. E eu disse: &#8216;American Gothic&#8217;. Foi assim que me senti naquele momento. Não me importava com o que os outros sentiam. Era isso que eu sentia em relação aos Estados Unidos e à posição de Ella Watson dentro dos Estados Unidos”.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="819" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-93932" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-819x1024.jpg 819w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-240x300.jpg 240w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-120x150.jpg 120w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-768x960.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-336x420.jpg 336w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-150x188.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-300x375.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-696x870.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445-1068x1335.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/snapins-ai_3733437518990996445.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto de Gordon Parks no IMS (Crédito: Maria Clara Villas)</figcaption></figure>



<p>Em seguida, a retrospectiva apresenta as imagens que Parks produziu no bairro do Harlem, em Nova York, destino de milhares de pessoas que fugiam da segregação racial do Sul. Neste núcleo, são exibidas as séries <strong>Líder de uma gangue no Harlem (</strong>1948), que marca a estreia de Parks na revista Life, e <strong>Homem invisível </strong>(1952), uma parceria entre ele e o escritor Ralph Ellison, além do filme <strong>Shaft</strong> (1971), tido como uma das principais obras do blaxplotation, gênero cinematográfico que reivindica o protagonismo negro no cinema norte-americano.<br><br>Na série <strong>De volta a</strong> <strong>Fort Scott</strong> (1950), também presente na mostra, o fotógrafo empreende um retorno a sua terra natal, no Kansas, sob o regime de segregação, onde conversa com ex-colegas de classe e registra o que aconteceu com eles que, em sua maioria, assim como o próprio Parks, migraram para o Norte em busca de melhores condições de vida, mas sem se livrar totalmente da violência e da precariedade imposta pela estrutura racista.</p>



<p>Outro destaque da exposição, <strong>Histórias da segregação no sul</strong> (1956), foi uma série encomendada pela Life, na qual Parks documentou o Sul segregado. Para poder produzir as imagens, o próprio fotógrafo passou por diversas situações de violência, sendo inclusive perseguido por nacionalistas brancos. Em imagens coloridas, Parks mostra o cotidiano das pessoas negras nesses estados, perpassado por diversos símbolos de violência e segregação, como as placas que sinalizavam lugares permitidos apenas para brancos. As fotografias denunciavam a realidade e os sistemas de dominação e, por outro lado, mostravam a complexidade e potência das pessoas, retratadas em toda sua plenitude e beleza. </p>



<p>No próximo andar, a retrospectiva exibe trechos de <strong>Com o terror na alma </strong>(The Learning Tree,1969), primeiro filme dirigido por um cineasta negro em Hollywood. De caráter autobiográfico, o longa-metragem é inspirado na infância de Parks no Kansas. As crianças, por sinal, assim como a religiosidade, são temas frequentes na produção do artista, como pontua a curadoria: <em>“Com algumas de suas imagens, Gordon Parks devolve às crianças negras um lugar onde elas podem ser apenas crianças brincando com um besouro de estimação, saltando em poças d’água em bairros rurais ou nas periferias das cidades ou lendo com os seus pais.”</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="533" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-27.jpg" alt="" class="wp-image-93931" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-27.jpg 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-27-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-27-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-27-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-27-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/unnamed-27-696x464.jpg 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Rio de Janeiro, 1961. Foto de Gordon Parks. Cortesia da Fundação Gordon Parks</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Parks e a relação com o Brasil</strong></h3>



<p>Outro aspecto importante ressaltado na retrospectiva é a presença de Parks no Brasil. Em 1961, o fotógrafo veio ao país a pedido da&nbsp;Life, para documentar a vida nas favelas cariocas. Ele acompanhou durante algumas semanas o cotidiano da família Da Silva, que migrou do Nordeste para o Rio de Janeiro e, em especial, de seu filho Flávio, que sofria de bronquite crônica. Devido à reportagem, a família recebeu doações dos leitores da revista e comprou uma casa no subúrbio, e Flávio foi levado para os Estados Unidos para tratar de sua doença. O caso teve grande repercussão na imprensa brasileira, e a revista&nbsp;O Cruzeiro&nbsp;enviou o fotógrafo Henri Ballot para fazer uma reportagem sobre a pobreza no Harlem.&nbsp;</p>



<p>Além da matéria, Parks realizou também seu primeiro filme,&nbsp;Flavio&nbsp;(1964). Narrado em primeira pessoa, com a voz de um menino, o curta faz parte da história do cinema da diáspora negra, sendo um dos primeiros filmes dirigidos por um homem negro em solo brasileiro.<strong>&nbsp;Na exposição, são apresentadas ainda imagens inéditas de Parks no Brasil: crianças jogando bola na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, e um culto evangélico.</strong>&nbsp;</p>



<p>Em cartaz até 1 de março de 2026, a mostra contará com uma ampla programação, além de um catálogo com imagens e textos da exposição. Ao visitar a retrospectiva, o público poderá mergulhar na obra e trajetória de Parks, marcada pelo compromisso político e pela cumplicidade com os fotografados, como pontua a curadoria: “<em>A exposição é um reencontro com a história negra americana, mas também com um dos mais importantes fotógrafos do século XX, aquele que melhor documentou como a dignidade, o autocuidado e a beleza se tornaram formas de resistir a um sistema que desejava o aniquilamento de pessoas negras. Em sua obra, ele fala sobre subalternidade, sobre a estrutura racista americana, ao mesmo tempo que reforça narrativas de cumplicidade, de autoamor, de comunidade, de intimidade e confiança entre pessoas negras. Ele nos mostra nossas singularidades e a multiplicidade de nossas experiências como pessoas negras no mundo”</em>.&nbsp;</p>



<p><strong><u>SERVIÇO</u></strong></p>



<p><em><strong>Gordon Parks: a&nbsp;América&nbsp;sou eu</strong></em></p>



<p>De 4 de outubro de 2025 a 1 de março de 2026</p>



<p>Entrada gratuita</p>



<p>7<sup>o</sup>&nbsp;e 8<sup>o</sup>&nbsp;andar</p>



<p><strong>IMS Paulista</strong></p>



<p>Avenida Paulista, 2424. São Paulo</p>



<p>Tel.: 11 2842-9120</p>



<p>Horário de funcionamento: Terça a domingo e feriados (exceto segundas), das 10h às 20h.</p>



<p><br>&nbsp;</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comunidade negra rachada fortalece a branquitude (não caia nessa!)</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/comunidade-negra-rachada-fortalece-a-branquitude-nao-caia-nessa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Corrêa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 15:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
		<category><![CDATA[identidade racial]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[pardos]]></category>
		<category><![CDATA[Pretos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amo minha ra&#231;a, luto pela cor. &#8212; Racionais MC&#8217;S&#160; N&#227;o sei voc&#234;, mas cheguei num n&#237;vel de estafa com o rumo das discuss&#245;es nas redes sociais. O pior &#233; que hoje o ambiente virtual tornou-se um espa&#231;o importante, tanto para a busca de informa&#231;&#245;es no campo de estudos, profissional, pol&#237;tica, etc. N&#227;o tem como abandonar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Amo minha raça, luto pela cor.</em></p>



<p><strong>— Racionais MC’S </strong></p>



<p>Não sei você, mas cheguei num nível de estafa com o rumo das discussões nas redes sociais. O pior é que hoje o ambiente virtual tornou-se um espaço importante, tanto para a busca de informações no campo de estudos, profissional, política, etc. Não tem como abandonar definitivamente. Atualmente, a discussão está em torno de uma pauta que não soma em nada com as lutas e conquistas históricas na agenda política dos movimentos negros. Numa sociedade como a nossa, onde discursos reacionários se potencializaram na onda do governo Bolsonaro, a vigilância se tornou necessária em todos os aspectos.</p>



<p>De maneira irresponsável, surgiram pessoas negras defendendo e aplaudindo teses que, se olharmos criticamente, estão alinhadas com o sistema racista. Tenho certeza de que a <em>branquitude</em> está festejando! Como pode a ousadia dessas pessoas, que estão muito longe de ter legitimidade no campo do conhecimento, estimular as pessoas pardas a reivindicarem um campo político dissociado da categoria racial “negro”? </p>



<p>Sabemos que no Brasil os negros são considerados a junção de pretos e pardos, uma conquista histórica dos movimentos negros e inclusa em diferentes pesquisas sociais, desempenhando papel fundamental na elaboração de políticas públicas de combate ao racismo estrutural. No entanto, estão querendo esfacelar o consenso construído com muito custo. A armadilha “dividir para conquistar” é antiga, não podemos cair nisso. Nesse contexto, é como se as lições e informações produzidas pelos movimentos, intelectuais, políticos e ativistas negros não servissem de nada.&nbsp;</p>



<p>É um tamanho retrocesso darmos as costas para os valiosos ensinamentos de<strong> Lélia Gonzalez, Abdias Nascimento, Clóvis Moura, Beatriz Nascimento, Sueli Carneiro, Hélio Santos, Nilma Lino Gomes, Jurema Werneck, Solano Trindade</strong>, entre tantas outras pessoas comprometidas com a autonomia e emancipação do povo negro.</p>



<p>A militância irresponsável ignora os problemas concretos. Negros agonizando nas filas dos hospitais, morando em condições habitacionais precárias; educação sem qualidade, crianças negras sofrendo racismo nas escolas, negros desempregados e explorados, mulheres negras no topo das vítimas de feminicídio, letalidade policial ininterrupta. A lista de problemas é imensa.</p>



<p>Por outro lado, eu entendo que exista tratamento ligeiramente distinto entre pretos e pardos na sociedade. Não há dúvida. Mas, as questões para a sobrevivência da comunidade negra clamam por solução. Devemos nos conscientizar que a marginalização nos abraça independentemente da variação da tonalidade de nossa pele. Vamos acordar para isso, irmão, antes que seja tarde!</p>



<p>Encerro este texto com as palavras de <strong>Kabengele Munanga</strong>, importante intelectual congolês que muito contribui para a luta negra: “Conheço muitas pessoas pardas, homens e mulheres, que assumem a sua negritude, lutam como negro para transformar a sociedade. Embora tenham consciência que são geneticamente mestiços, mas politicamente elas assumem sua negritude na luta contra o inimigo comum.” E continua: “Nossa luta não vai ganhar com esse colorismo e essa divisão entre os pardos e os pretos (&#8230;)”. </p>



<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&nbsp;</strong></p>



<p>MUNANGA, Kabengele. <em>Rediscutindo racismo, negritude e mestiçagem.</em> Entrevista concedida a Nilma Lino Gomes et al. Teoria e Debate, São Paulo, 14 nov. 2023. Disponível em: https://teoriaedebate.org.br/2023/11/14/rediscutindo-racismo-negritude-e-mesticagem. Acesso em: 28 ago. 2025.</p>
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		<title>CEO da Target pede demissão após retirar programas de diversidade e sofrer boicote da comunidade negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 13:02:22 +0000</pubDate>
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<p>Após 11 anos no comando da varejista <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/eles-despertaram-um-gigante-adormecido-o-boicote-ao-target-e-a-forca-do-dolar-negro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Target</a></strong>, o <strong>CEO Brian Cornell</strong> pediu demissão e deixará o cargo em 1º de fevereiro de 2026. A decisão acontece em um momento de grande queda nas vendas e fortes reações à decisão da empresa de encerrar parte dos programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI).</p>



<p>Embora Cornell tenha revitalizado a companhia desde 2014, modernizando lojas e fortalecendo o e-commerce para competir com a Amazon, os últimos três anos foram marcados por dificuldades. Mas 2025, em especial, trouxe uma forte turbulência para os negócios.</p>



<p>O principal ponto de desgaste foi a decisão da empresa de reduzir seus programas de diversidade e inclusão, medida que surpreendeu e revoltou clientes, ativistas e até mesmo membros da família fundadora. <strong>Anne e Lucy Dayton</strong>, filhas de um dos cofundadores, classificaram a medida como “uma traição”. A própria empresa reconheceu que a decisão foi prejudicial às vendas. </p>



<p>“As pessoas reavaliaram a situação e começaram a dirigir quilômetros extras para ir a outros lugares. Sentimos que era uma traição gritante”, disse <strong>Jamal Bryant</strong>, reverendo que liderou um boicote contra a Target, à CNN. </p>



<p>O movimento começou como um “jejum de 40 dias”, batizado de #TargetFast. Em 2020, em meio aos protestos após a morte de <strong>George Floyd</strong>, a empresa havia prometido investir 2 bilhões de dólares em empreendedores negros. Para Bryant, o recuo da Target foi um desrespeito com uma comunidade que movimenta aproximadamente 12 milhões de dólares por dia nas lojas da rede. “Quando percebemos que nosso gasto diário tem esse peso, entendemos também o poder de escolha que temos”, disse na época ao The Guardian.</p>



<p>Embora outras corporações também tenham recuado em políticas de DEI, a Target foi especialmente cobrada por ter construído sua imagem em torno da valorização da diversidade. A reversão, somada a um cenário de tarifas elevadas e queda no consumo, ampliou a pressão sobre a marca.</p>



<p>Cornell será substituído por <strong>Michael Fiddelke</strong>, atual diretor de operações, que iniciou sua trajetória na Target como estagiário há duas décadas. A escolha, segundo a empresa, veio após avaliação de candidatos internos e externos. </p>
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		<title>Entre becos e tribunais: o que a liberdade de Poze revela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 12:28:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Luciano Ramos A como&#231;&#227;o popular em torno da pris&#227;o e posterior soltura de Poze do Rodo n&#227;o &#233; apenas sobre um artista, sua figura p&#250;blica ou sua inoc&#234;ncia ou culpa. &#201;, sobretudo, sobre o Brasil que se levanta quando a favela &#233; atacada, e sobre o outro Brasil &#8212; aquele das elites, das institui&#231;&#245;es, [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>Texto: Luciano Ramos</em></strong></p>



<p>A comoção popular em torno da prisão e posterior soltura de<strong> <a href="https://mundonegro.inf.br/viviane-noronha-esposa-de-mc-poze-do-rodo-critica-acao-policial-e-relata-humilhacao-com-as-criancas-em-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Poze do Rodo</a></strong> não é apenas sobre um artista, sua figura pública ou sua inocência ou culpa. É, sobretudo, sobre o Brasil que se levanta quando a favela é atacada, e sobre o outro Brasil — aquele das elites, das instituições, do olhar viciado — que insiste em não ver, não ouvir e não aprender com aquilo que a periferia tem sido capaz de produzir: cultura, resistência, identidade e potência.</p>



<p>A prisão de Poze ativou algo que não pode ser ignorado: a mobilização de uma comunidade que se reconhece nele. Um Brasil negro, jovem, pobre e periférico que se vê diariamente atravessado por abordagens policiais, decisões judiciais e manchetes que criminalizam seus corpos antes mesmo que qualquer julgamento aconteça. Não é novidade para quem vive a realidade da favela que a justiça tarda — e quando chega, muitas vezes pesa de forma desigual.</p>



<p>Mas o que Poze representa vai além do indivíduo. Sua trajetória é símbolo de uma geração que encontrou nas redes, na música, no funk, na rua, caminhos de afirmação e sobrevivência. A sua liberdade, celebrada com fervor nos becos e vielas, mostra que a favela tem voz, tem força, tem articulação. Mostra que ela se reconhece como sujeito coletivo, capaz de disputar narrativas e de exigir respeito.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DKctaQFR895/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DKctaQFR895/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<p>O que está em jogo, portanto, não é simplesmente a figura do artista, mas a cegueira persistente de um Brasil que há mais de 500 anos construiu muros — e não pontes — entre si. Um país que não se pergunta o suficiente sobre o que a sua desigualdade histórica gerou em termos de cultura, criatividade e resiliência.</p>



<p>A favela brasileira é, ao mesmo tempo, ferida e resposta. Lugar de violência e de sonho, de ausência do Estado e de abundância de solidariedade. É ali que nasce o novo Brasil, o Brasil que canta, dança, debate, cria soluções. Mas esse Brasil continua sendo visto apenas pela lente da criminalização, da excepcionalidade, do susto que a mídia sente quando milhares vão às ruas por um funkeiro.</p>



<p>Talvez o incômodo de alguns diante da mobilização pela liberdade de Poze seja, no fundo, medo do poder que a favela tem quando se reconhece e se organiza. Porque essa potência revela a falência de uma nação que insiste em não integrar, não investir, não dialogar.</p>



<p>É hora de perguntar: o que esse Brasil periférico tem a ensinar ao país que o ignora? O que ele mostra sobre os fracassos das políticas públicas, sobre a seletividade da justiça, sobre a urgência de uma escuta real e de um reconhecimento concreto?</p>



<p>Poze do Rodo, com todos os seus acertos e contradições, é também espelho. E o reflexo que ele devolve é o de um país que ainda não se decidiu se quer conviver com a favela ou continuar tentando apagá-la. Mas uma coisa é certa: a favela não será mais espectadora. Ela é autora. Ela é voz. Ela é Brasil.</p>
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		<title>De James Brown ao afrofuturismo: Documentário &#8220;We Want the Funk!&#8221; celebra o funk como voz da cultura negra</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/de-james-brown-ao-afrofuturismo-documentario-we-want-the-funk-celebra-o-funk-como-voz-da-cultura-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Apr 2025 16:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Funk]]></category>
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		<category><![CDATA[James Brown]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O que &#233; o funk?&#8221; Essa &#233; a provoca&#231;&#227;o central de &#8220;We Want the Funk!&#8221;, novo document&#225;rio da s&#233;rie Independent Lens, da PBS, dispon&#237;vel gratuitamente no site e no aplicativo da plataforma, em ingl&#234;s. Dirigido por Stanley Nelson (vencedor do Emmy e da Medalha Nacional de Humanidades) e Nicole London, o filme mergulha na hist&#243;ria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;<em>O que é o funk?</em>&#8221; Essa é a provocação central de <strong>&#8220;We Want the Funk!&#8221;</strong>, novo documentário da série <em>Independent Lens</em>, da PBS, disponível gratuitamente no site e no aplicativo da <a href="https://www.pbs.org/independentlens/documentaries/we-want-the-funk/">plataforma</a>, em inglês. Dirigido por <strong>Stanley Nelson</strong> (vencedor do Emmy e da Medalha Nacional de Humanidades) e <strong>Nicole London</strong>, o filme mergulha na história do gênero musical que mistura R&amp;B, jazz, gospel e blues, destacando seu papel como expressão de identidade e resistência negra.</p>



<p>O documentário traça a evolução do funk desde os anos 1950 e 1960, quando a música pop era dominada por artistas brancos e a Motown vendia um soul &#8220;palatável&#8221; ao público branco. E mostra como a ascensão do movimento <strong>Black Power</strong> e as lutas por direitos civis, colaboraram para que o gênero ganhasse força como voz de orgulho negro.</p>



<p>Um marco foi <strong>&#8220;Say It Loud, I&#8217;m Black and I&#8217;m Proud&#8221;</strong>, de <strong>James Brown</strong> (1968). No filme, o trombonista <strong>Fred Wesley</strong> relembra como Brown levou crianças ao estúdio para gritar o refrão, criando um hino atemporal. <em>&#8220;Até o dia da minha morte, será a música mais significativa para mim&#8221;</em>, diz o DJ <strong>Donnie Simpson</strong>. <em>&#8220;Ela me ensinou o orgulho negro&#8221;.</em></p>



<p>A dificuldade em definir o funk é um tema recorrente no documentário. Em depoimento, <strong>Todd Boyd</strong>, professor da Universidade do Sul da Califórnia, resume: <em>&#8220;É funky. Mas não sei descrever. Quando você ouve, sabe o que é — e, mais importante, sabe quando sente&#8221;.</em> <strong>George Clinton</strong>, líder do Parliament-Funkadelic e um dos grandes nomes do funk, concorda: <em>&#8220;É uma atitude. Funk é tudo o que precisa ser, no momento em que precisa ser.&#8221;</em> Seu hit de 1976, <em>&#8220;Give Up the Funk (Tear the Roof Off the Sucker)&#8221;</em>, inclusive, inspirou o título do filme.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Funk, rock e afrofuturismo</strong></h3>



<p>O filme também mostra como o funk influenciou — e foi influenciado — por outros gêneros. O guitarrista <strong>Carlos Alomar</strong> revela que os riffs de <em>&#8220;Fame&#8221;</em>, hit que compôs com <strong>David Bowie</strong>, foram inspirados no funk. Clinton, por sua vez, admite que <em>&#8220;Fame&#8221;</em> o levou a criar <em>&#8220;Give Up the Funk&#8221;</em>.</p>



<p>Além disso, o documentário explora a conexão do Parliament-Funkadelic com o <strong>afrofuturismo</strong> — uma estética que mistura ficção científica e cultura negra. Clinton brinca que, se um dia encontrar alienígenas, só quer ter certeza de uma coisa: <em>&#8220;Que eles saibam dançar.&#8221;</em></p>



<p>Para Nelson, o funk não é uma moda passageira, como a disco. <em>&#8220;Depois que você lança o funk, ele não volta mais. Não dá para guardá-lo de volta na caixa.&#8221;</em></p>



<p>Com depoimentos de <strong>Questlove (The Roots), David Byrne (Talking Heads), Marcus Miller</strong> e outros, <em>&#8220;We Want the Funk!&#8221;</em> é tanto uma celebração quanto uma reflexão sobre um gênero que, mesmo sem definição clara, continua vivo — e essencial.</p>



<p><strong>Assista</strong>: <em>Disponível no app da PBS e no YouTube (Independent Lens).</em></p>
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		<title>Nos EUA, moradores de cidade de maioria negra se armam para enfrentar neonazistas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/nos-eua-moradores-de-cidade-de-maioria-negra-se-armam-para-enfrentar-neonazistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 16:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[autodefesa]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Moradores de uma cidade majoritariamente negra nos Estados Unidos t&#234;m se armado para se protegerem de um grupo de neonazistas que tem amea&#231;ado a regi&#227;o desde o in&#237;cio de fevereiro. Mascarados e com rifles, o grupo lan&#231;ou insultos racistas, balan&#231;aram bandeiras com su&#225;sticas em uma rodovia e espalharam panfletos da Ku Klux Klan pelas ruas.&#160; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Moradores de uma cidade majoritariamente negra nos Estados Unidos têm se armado para se protegerem de um grupo de neonazistas que tem ameaçado a região desde o início de fevereiro. Mascarados e com rifles, o grupo lançou insultos racistas, balançaram bandeiras com suásticas em uma rodovia e espalharam panfletos da <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/informante-do-fbi-revela-plano-da-ku-klux-klan-para-assassinar-obama-antes-da-posse-em-2008/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ku Klux Klan</a></strong> pelas ruas. </p>



<p>Os homens têm vigiado as estradas que levam a <strong>Lincoln Heights</strong>, Ohio, abordando e questionando quem se aproxima da região, aproveitando a lei de porte aberto de armas no estado para iniciar um programa de vigilância armada.</p>



<p>Com um histórico de luta por direitos e resistência, a cidade surgiu como uma comunidade negra autônoma — a mais antiga ao norte da linha Mason-Dixon. Desde o início, a população local enfrentou negligência e falta de investimentos.&nbsp;</p>



<p>Mas os últimos acontecimentos deixaram o povo de Lincoln Heights preocupado com a falta de segurança e desconfiado dos policiais por não reprimir a marcha neonazista. O departamento de polícia local foi dissolvido em 2014, e a segurança ficou a cargo do gabinete da xerife do Condado de Hamilton. Nenhuma prisão foi feita, mesmo após denúncias de ameaças contra moradores.</p>



<p>“A maneira como descobri que os nazistas estavam no meu bairro foi por meio de crianças. Elas estavam com medo”, disse <strong>DeRonda Calhoun</strong>, 45, uma professora que mora em Lincoln Heights, em entrevista ao The Washington Post. </p>



<p>Segundo os relatos, no dia 7 de fevereiro, uma van levou um grupo com cerca de 12 de neonazistas para um viaduto perto da divisa da vila, usando armadura corporal, rifles AR-15 e agitando bandeiras com suásticas. Eles chegaram quando as crianças estavam saindo de uma escola local e marcharam a poucos quarteirões de distância. O grupo neonazista se retirou depois que os moradores apareceram protestando contra a presença deles.&nbsp;</p>



<p>Após críticas, a polícia divulgou imagens da câmera corporal de um policial que aparentava agir de forma cordial com os neonazistas. Após deixarem a área, o agente aconselhou um homem a trocar de camisa antes de acompanhá-lo de volta ao local do confronto, onde os moradores de Lincoln Heights ainda estavam, para recuperar um veículo pessoal.</p>



<p>Em resposta, a xerife do Condado de Hamilton, <strong>Charmaine McGuffey</strong>, classificou os neonazistas como “covardes” durante uma entrevista coletiva e garantiu que as patrulhas em Lincoln Heights serão reforçadas, além de uma investigação mais aprofundada sobre o caso. Porém, afirmou que os mesmos exerceram a liberdade de expressão, protegida por lei, e por esta razão, apenas ordenaram que eles saíssem para evitar a tensão.</p>



<p>Diante da falta de ação policial, muitos acreditam que armar-se é a única alternativa e formaram o <strong>Programa de Segurança e Vigilância de Lincoln Heights </strong>com cerca de 70 voluntários para patrulhar a cidade. “Um americano protegendo sua casa com uma arma — achei que essa fosse a coisa mais americana que poderíamos fazer”, diz<strong> Daronce Daniels</strong>, porta-voz do grupo.</p>



<p>A xerife classificou a autodefesa da comunidade negra como uma “milícia de bairro”, e que não apoiava esse programa. A porta-voz do gabinete da xerife, <strong>Kyla Woods</strong>, disse que o departamento recebeu ligações reclamando de moradores armados, mas apenas dois relatos documentados de confrontos.</p>



<p>“Não houve nenhuma acusação contra os moradores armados, que não estão infringindo nenhuma lei por porte aberto em Ohio. Não pretendemos investigar nenhuma pessoa armada, a menos que um crime seja cometido”, afirmou Woods.&nbsp;</p>



<p>“Eu passo por eles diariamente quando vou e volto. E é importante lembrar que eles surgiram de uma necessidade”, disse <strong>Julian Cook</strong>, pastor da Lincoln Heights Missionary Baptist Church, sobre o grupo armado que está protegendo a cidade. </p>



<p>Apoiados pela prefeita <strong>Ruby Kinsey</strong>, moradores pedem que a população e outros apoiadores boicotassem os negócios próximos da vila de Evendale até que a cidade conclua uma investigação sobre sua força policial e demita todos os policiais que ajudaram os neonazistas.</p>
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		<title>Devemos ignorar as atitudes erradas dentro da comunidade negra?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/devemos-ignorar-as-atitudes-erradas-dentro-da-comunidade-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 14:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Ricardo Corr&#234;a A vida era mais f&#225;cil quando eu sentia que podia confiar mais em uma pessoa negra do que em uma pessoa branca. Enfrentar a realidade de que isso simplesmente n&#227;o &#233; assim &#233; uma maneira muito mais dif&#237;cil de viver no mundo. &#160;&#160; &#8722; bell hooks N&#227;o importa qual o papel que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Texto: Ricardo Corrêa</em></p>



<p><em>A vida era mais fácil quando eu sentia que podia confiar mais em uma pessoa negra do que em uma pessoa branca. Enfrentar a realidade de que isso simplesmente não é assim é uma maneira muito mais difícil de viver no mundo.</em></p>



<p><em>   − bell hooks</em></p>



<p>Não importa qual o papel que a pessoa negra tenha na sociedade e o tamanho da sua influência no debate público, se teve comportamento problemático não podemos isentá-la de críticas. Essa deve ser a premissa para que consigamos evoluir como uma comunidade em permanente busca de coesão e radicalidade na luta por direitos interditados pelo racismo. Que se abra uma ampla discussão entre o povo negro em todos os lugares. Alguns ativistas e militantes dirão &#8220;mas as redes sociais não são o espaço certo para as críticas internas&#8221;. E eu respondo: qual é o lugar mais adequado já que somos uma enorme massa espalhada geograficamente? Ou devemos deixar “meia dúzia” de negros discutindo em algum clubinho aquilo que afeta a todos nós? Mesmo com todos os obstáculos existentes, as redes sociais são um espaço abundante de diferentes compreensões e possibilitam que possamos refletir e difundir as pautas em outros lugares. A partir das redes sociais, o debate pode ir parar no transporte público, no trabalho, nas escolas e universidades, nas organizações e movimentos sociais, na roda de amigos, e estimulam a produção de textos e reportagens, etc. </p>



<p>Basta de acharmos que por ser negro é preciso ponderação na crítica ou “deixa quieto”, ou que estamos nos afastando em vez de nos unirmos. Eu sou daqueles defensores de uma conversa dura, na mesma medida do problema colocado. E de nada servirá unirmos com quem não é compromissado e age de maneira que ajuda os brancos na manutenção dos privilégios. Como lutaremos seriamente contra o racismo se ignoramos comportamentos condenáveis? Principalmente quando se trata  de negros considerados influenciadores e representantes dos movimentos negros. Não podemos ser seletivos nas críticas. Isso contamina outros irmãos e irmãs que estão no processo de amadurecimento da própria consciência racial; precisamos de bons exemplos para que eles percebam a <em>&#8220;necessidade de juntar forças com seus irmãos em torno da causa de sua atuação – a negritude de sua pele – e de agir como um grupo, a fim de se libertarem das correntes que os prendem em uma servidão perpétua&#8221;</em> como escreveu o revolucionário sul-africano Steve Biko. Lembre-se que o racismo se fortalece utilizando estereótipos, atribuídos a todos os negros, como se fosse da nossa natureza certas atitudes negativas. Ou seja, as atitudes individuais refletem em todos nós; combater o racismo é desconstruir esse julgamento que nos coloca em um lugar comum. </p>



<p>E não é estranho ou motivo de surpresas que tenhamos tantos problemas, visto que o racismo atravessa cotidianamente a nossa sobrevivência e conforma a maneira com que vemos e agimos no mundo. Somos autênticos produtos da violência racial distribuída em distintas camadas na sociedade. Espero uma densa coalizão entre os diversos movimentos negros para enfrentarmos o inimigo comum, entretanto, nunca negligenciando aqueles que estão tumultuando e “queimando” a comunidade; do tipo, pessoas negras usando o debate do <em>colorismo </em>– não seriamente – só para nos fragmentar, outros defendendo <em>amor negro</em> e na prática agindo de maneira contraditória, negros defendendo orientações políticas que produzem miséria, fome, assassinatos e encarceramento do nosso povo, negros aliando-se aos brancos para nos atacarem, negros ocupando-se com atividades que visam lucrar e ganhar visibilidade em cima das nossas dores, entre outras situações. Diante disso, consideremos que errado é errado, não importa quem praticou a ação, como ensinou o revolucionário Malcolm X. No entanto, critiquemos de maneira construtiva sem buscar o &#8220;cancelamento&#8221;. Já bastam os julgamentos precipitados e irreflexivos que os racistas fazem todos os dias. E nunca reproduza o racismo para cima de quem vacilou, caso contrário, o criticado será você.</p>
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		<title>“Eu vivo em um mundo interracial e amo” Alfonso Ribeiro fala que se sente “rejeitado” na comunidade negra</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/eu-vivo-em-um-mundo-interracial-e-amo-alfonso-ribeiro-fala-que-se-sente-rejeitado-na-comunidade-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rakeche Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2021 00:54:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Alfonso Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista ao Atlanta Black Star, o ator Alfonso Ribeiro, mais conhecido pelo seu personagem em &#8220;Um maluco no peda&#231;o&#8221;, conversou sobre se sentir um &#8220;estranho&#8221; na comunidade negra por ter se casado com uma mulher branca, a esposa Angela Ribeiro e ter um hist&#243;rico de rela&#231;&#245;es apenas com mulheres brancas. &#8220;Estou em um relacionamento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em entrevista ao Atlanta Black Star, o ator Alfonso Ribeiro, mais conhecido pelo seu personagem em “Um maluco no pedaço”, conversou sobre se sentir um “estranho” na comunidade negra por ter se casado com uma mulher branca, a esposa Angela Ribeiro e ter um histórico de relações apenas com mulheres brancas.<br><br>“Estou em um relacionamento interracial e recebo coisas, como olhares e comentários constantemente”, constatou. O comentário foi em resposta à uma pergunta ao saber se ele já tinha ouvido se não era &#8220;negro o suficiente&#8221;, como seu personagem Carlton foi contado no oitavo episódio da quarta temporada depois que ele tentou fazer parte de uma fraternidade negra.<br><br>“Estou em meu próprio mundinho com o apoio de quase ninguém, apenas por estar apaixonado por alguém que me apaixonei. Como isso faz sentido ? Não importa. Todos nós queremos viver em um mundo onde todos sejam aceitos por serem quem são, amados e viverem da maneira que escolheram para viver. Apoiarei qualquer pessoa que queira viver em um mundo em que queira viver”, disse.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="420" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/o-atoe-alfonso-ribeiro-e-a-mulher-angela-unkrich-2012-1350246452562_300x420.jpg" alt="" data-id="38637" data-full-url="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/o-atoe-alfonso-ribeiro-e-a-mulher-angela-unkrich-2012-1350246452562_300x420.jpg" data-link="https://mundonegro.inf.br/?attachment_id=38637" class="wp-image-38637" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/o-atoe-alfonso-ribeiro-e-a-mulher-angela-unkrich-2012-1350246452562_300x420.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/o-atoe-alfonso-ribeiro-e-a-mulher-angela-unkrich-2012-1350246452562_300x420-214x300.jpg 214w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/o-atoe-alfonso-ribeiro-e-a-mulher-angela-unkrich-2012-1350246452562_300x420-107x150.jpg 107w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure></li></ul></figure>



<p>“Eu vivo em um mundo interracial e amo esse mundo. Eu vivo em um mundo negro e amo esse mundo. Eu sinto que todos deveriam ser apoiados. Eu lido com isso o tempo todo. Acho engraçado pelo fato de que sou um apresentador de televisão convencional, estou no jogo há muito tempo e poderia comprar ingressos para ir ao BET Awards”, finalizou o ator ao responder a questão.</p>
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		<title>Programa Tela Preta reúne personalidades negras para reflexões sobre 2020</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/programa-tela-preta-reune-personalidades-negras-para-reflexoes-sobre-2020/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 20:27:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Negra]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento social]]></category>
		<category><![CDATA[josyara]]></category>
		<category><![CDATA[midia ninja]]></category>
		<category><![CDATA[monique evelle]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Preta Gil]]></category>
		<category><![CDATA[tela preta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s a primeira temporada com 12 epis&#243;dios, em que passaram personalidades como a empres&#225;ria Monique Evelle e os cantores Hiran, Maya e Josyara, o programa Tela Preta vai para o 6&#186; epis&#243;dio de sua segunda temporada, em parceria com o M&#237;dia Ninja. O canal que conta com mais de 300 mil inscritos, recebe o programa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após a primeira temporada com 12 episódios, em que passaram personalidades como a empresária Monique Evelle e os cantores Hiran, Maya e Josyara, o programa Tela Preta vai para o 6º episódio de sua segunda temporada, em parceria com o Mídia Ninja. O canal que conta com mais de 300 mil inscritos, recebe o programa apresentado pelo soteropolitano Uran Rodrigues. O episódio para a Semana da Consciência Negra, conta com a participação da cantora Preta Gil, da ativista e pedagoga Janda Mawusi, o cantor e ator Jean Pedro e do bailarino Edu O. </p>



<p>&#8220;Quem é você?&#8221; convida Preta Gil à reflexão a partir do entendendimento de quem ela é, e de quais são seus privilégios, ao mesmo tempo que reconhece a importância da sua existência enquanto mulher, preta e gorda. Esta segunda temporada que surgiu em meio a pandemia, conta com muitas outras reflexões sobre as vivências reais em tempos de distanciamentos e isolamento social. A partir da produção de um material documental coeso e verdadeiro sobre as realidades pretas, o objetivo principal é o de seguir mantendo a comunidade negra conectada e engajadas. </p>



<p>Entre atores, pensadores, compositores, chefs, músicos, cantores, apresentadores de televisão, influenciadores digitais e modelos, o programa abre espaço para que pretos que ocupam espaços importantes nas artes e na vida. O intuito do programa é de atuar na valorização da cultura e promoção do cuidado entre pessoas pretas.&nbsp;</p>



<p>O programa tem direção de Oliveira Pedreira, trilha sonora original por Jaguar Andrade e edição Viny Brasil.</p>



<p>Confira o programa Tela Preta no Youtube:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="fD-9BsJwwPU"><iframe title="Tela Preta │Episódio 6:  Preta Gil, Edu O, Jean Pedro e Janda Mawusi  - Temp. 2" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/fD-9BsJwwPU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>
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