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	<title>Arquivos colonialismo alemão e racismo - Mundo Negro</title>
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		<title>Vítimas negras do nazismo: a luta contra o apagamento na memória alemã</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/vitimas-negras-do-nazismo-a-luta-contra-o-apagamento-na-memoria-alema/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2025 08:55:02 +0000</pubDate>
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<p>Enquanto os crimes do regime nazista contra judeus, integrantes da etnia sinti, roma e outras minorias são amplamente documentados, a perseguição sofrida pela população negra na Alemanha entre os anos 1933 e 1945 ainda enfrenta dificuldades para ser reconhecida, conforme aponta reportagem do DW. Historiadores destacam a falta de pesquisas e a relutância da sociedade alemã em aceitar que negros fazem parte do país desde o século 19.</p>



<p>&#8220;Estamos falando de um período em que os próprios nazistas destruíram documentos, então é difícil encontrar informações. Muitos historiadores negligenciam esse ponto&#8221;, afirma <strong>Robbie Aitken</strong>, pesquisador da Universidade Sheffield Hallam (Inglaterra), que estuda comunidades negras na Alemanha há 20 anos. A presença negra no país remonta ao período colonial, quando o Império Alemão dominava territórios no continente africano, como Camarões, Togo, Tanzânia e Namíbia. Após a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha perdeu suas colônias, mas muitos africanos e afrodescendentes já viviam no país. Outro grupo surgiu da ocupação francesa na Renânia, onde soldados coloniais se relacionaram com mulheres alemãs.</p>



<p>Com a ascensão dos nazistas em 1933, a minoria negra – já marginalizada pela crise econômica de 1929 – passou a sofrer perseguição aberta. &#8220;Quem quisesse ser racista podia maltratar os outros física e verbalmente. Eles tinham rédea solta&#8221;, relata Aitken. Negros foram expulsos de suas casas, perderem negócios e enfrentaram restrições sociais e econômicas. Um caso emblemático foi o do comerciante camaronense <strong>Mandenga Diek</strong>, que teve sua empresa confiscada e foi declarado apátrida. Sua família quase foi submetida à esterilização forçada – prática aplicada a crianças birraciais na Renânia por ordem da Gestapo.</p>



<p>&#8220;Essas medidas mostram uma intenção genocida&#8221;, afirma Aitken. &#8220;Não foram todos os negros esterilizados, mas havia uma política clara de eliminação&#8221;, conta.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Resistência e invisibilidade histórica</h3>



<p>A historiadora <strong>Katharina Oguntoye</strong>, coautora do livro <em>Farbe bekennen</em> (1986), pioneiro em dar voz a mulheres afro-alemãs, ressalta a falta de reconhecimento da contribuição negra no país. &#8220;Poucos pesquisam pessoas negras no período nazista. É uma história que ainda precisa ser contada&#8221;, diz.</p>



<p>Alguns nomes, como o do ator <strong>Theodor Wonja Michael </strong>e da compositora <strong>Fasia Jansen</strong>, começam a ganhar visibilidade. Em Colônia, uma biblioteca leva o nome de Michael, autor de uma autobiografia sobre sua vida na Alemanha do século 20. Mas, para Oguntoye, é preciso mais: &#8220;Biografias e histórias de vida deveriam estar nos currículos escolares. É a forma mais fácil de lembrar dessas pessoas.&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Desafios atuais e luta por representação</h3>



<p>Apesar dos avanços, organizações como a Rede Acadêmica Afrodiaspórica (Adan) alertam para o crescimento da extrema direita na Alemanha.<strong> Sophie Osen Akhibi</strong>, da Adan, defende que a comunidade negra busque espaços de poder.  &#8220;Não adianta ficar no papel de vítima. Precisamos ocupar posições de decisão ou construir nossas próprias estruturas&#8221;, afirma.</p>



<p>Enquanto isso, iniciativas como placas memoriais em Berlim e a valorização de figuras históricas, como o filósofo<strong> Anton Wilhelm Amo</strong>, tentam preencher as lacunas deixadas pelo apagamento histórico. Mas, como lembra Oguntoye, 12 anos de nazismo foram suficientes para marcar profundamente uma sociedade – e seu legado ainda precisa ser enfrentado.</p>



<p><em>Com informações da <a href="https://www.dw.com/pt-br/afro-alem%C3%A3es-vit%C3%ADmas-do-nazismo-os-grandes-esquecidos-da-hist%C3%B3ria/a-72477933">Deutsche Welle</a></em></p>



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