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	<title>Arquivos Clifton Davis - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>“A luta é diária” Perito veterinário negro fala um pouco mais sobre as lições de uma profissão elitista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rakeche Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Dec 2020 14:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Clifton Davis]]></category>
		<category><![CDATA[Médicina Veterinária]]></category>
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<p>“O meu nome é Clifton Davis da Cruz Conceição, tenho 43 anos e sou formado em medicina veterinária. É uma profissão elitista em que há e sempre teve maioria branca.” Clifton, começou a falar um pouco mais sobre a rotina de sua profissão dessa maneira e, mesmo sabendo, o quanto a medicina veterinária o traz benções e lições gratificantes, não pode deixar de esquecer a discriminação que passou por ser um médico veterinário negro, mesmo não deixando ser abalado por ela.</p>



<p>O médico sabe o quanto a trajetória, história de vida e representatividade dele importam perante a sociedade e as pessoas negras que buscam estar em uma profissão considerada elitista e majoritariamente branca.</p>



<p>Clifton é perito judicial, trabalha com juízes, auxiliando a esclarecer erros médicos na veterinária. Também é autor de 6 livros e exala inteligência e representatividade em todos os seus gestos, escritas e atuações.</p>



<p>A ideia do perito, com suas obras, foi auxiliar e difundir a capacitação de médicos veterinários que sejam intimados, indicados ou nomeados. Os nomes de alguns dos seus livros são:</p>



<p>1 &#8211; Medicina Veterinária X Processos Judiciais –(como evitá-los)</p>



<p>2 &#8211; Novo Código de Ética Médica Veterinária &#8211; comentários sob a ótica pericial.</p>



<p>3 &#8211; Principais Resoluções do CFMV para o Clínico Veterinário de Pequenos Animais</p>



<p>Clifton falou, também, um pouco sobre o começo de sua profissão:</p>



<p>“Eu como estudante de medicina veterinária negro, sofri discriminação racial em casos pontuais. Por exemplo: situações de convivência em república de estudantes. Não me aceitavam morar com eles (brancos racistas). Vivíamos numa casa no interior do Rio de Janeiro com 2 quartos e éramos 6 pessoas. Ninguém quis dividir o quarto comigo, ou seja, ficaram 5 num quarto, e eu sozinho em outro. Foram anos difíceis, de convívio bem ruim.” Explicou ele sobre os seus 5 anos como estudante da graduação.</p>



<p>“Mas não me abalei, foquei nos estudos, me formei e hoje mal sei da existência desses seres sem luz. Muitos colegas nem sabem dessa história triste” Concluiu ele. </p>



<p>Escritor, médico, perito e pai integral, Clifton fez sua trajetória independente do que passou em momentos difíceis na profissão. Sendo autor de 6 livros, 3 independentes, compartilha algumas dicas sobre sua área de profissão nas redes sociais e fala que “vamos que vamos, pois desde que o mundo é mundo, o racismo existe e não deixará de existir. No entanto, vão sempre existir médicos veterinários e médicas veterinárias negros (a) sim, queiram ou não.”</p>
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