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	<title>Arquivos Capoeira Para Todes - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Puma Camillê reflete sobre a importância de documentar &#8216;Capoeira para Todes&#8217;: “Cada movimento é revolucionário”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Aug 2025 17:19:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NEGRX E LGTB]]></category>
		<category><![CDATA[capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Capoeira Para Todes]]></category>
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		<category><![CDATA[Mostra de Cinema Negro de Cotia]]></category>
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<p>“Desafiamos e conquistamos nossas vitórias” &#8211; Essa foi uma das grandes mensagens deixadas durante a exibição do <strong>‘Capoeira Para Todes: Aniversário de 3 anos’</strong>, seguida de um rico bate-papo com a idealizadora do coletivo que leva o nome do documentário, a multiartista<strong> Puma Camillê</strong>, durante a <strong>Mostra de Cinema Negro de Cotia</strong>, na Grande São Paulo, na última sexta-feira (29).</p>



<p>A <strong>Capoeira Para Todes</strong> tem sido um movimento essencial para a comunidade LGBTQIAPN+, que se tornou referência mundial ao inovar com a tecnologia ancestral da capoeira com o estilo de dança voguing, acolhendo grandes talentos que não conseguiam se encaixar em movimentos heteronormativos. Segundo Puma, a homofobia é um traço forte dentro das rodas tradicionais de capoeira, mas quando um corpo passa por uma transição de gênero, isso se torna ainda mais inaceitável.&nbsp;</p>



<p>Apesar dos desafios que cada pessoa do Capoeira Para Todes pode vivenciar, o público pôde apreciar um documentário que mostra a esperança de ressignificar a sua jornada. Um grupo diverso que celebra o amor e a vida.</p>



<p>“A gente percebeu que a história de pessoas LGBTQIAPN+, trans, sobretudo, na capoeira, não foi documentada, não tem esse registro. O registro da pessoa trans sentada na mesa com uma pessoa de maior idade, trocando, comendo, sambando, são imagens que a gente não vê no filme, que a gente não vê em casa”, disse a Puma durante o evento.&nbsp;</p>



<p>“A gente percebeu com a nossa existência, que cada movimento, por mais que muito simples que a gente faz, é um movimento revolucionário. Toda vez que a gente sentar na mesa, comer, sambar, sorrir e tá em volta de criança, de pessoas de mais idade, capoeira faz isso por si só. Quando isso é registrado, isso vira um grande marco pela tentativa de realmente silenciar a gente”, destacou.&nbsp;</p>



<p>Confirmada de ir ao evento presencialmente, essa tentativa de silenciamento foi mais uma vez evidente no dia do evento, que fez com quê Puma desistisse de ir à Mostra, após receber ameaças quando anunciado a sua presença. Para zelar pela segurança da multiartista, foi decidido a realização de uma chamada de vídeo com o público, após a exibição do filme.&nbsp;</p>



<p>A Mostra de Cinema Negro de Cotia continuará até setembro com a exibição dos documentários <strong>‘Ijó Dudu, Memória da Dança Negra na Bahia’</strong>, dirigido pelo Zebrinha (José Carlos Arandiba), e <strong>‘Terreiros do Brincar’</strong>, dirigido por Renata Meirelles. Para saber mais, acompanhe no Instagram: <strong><a href="https://www.instagram.com/cinemanegrodecotia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@cinemanegrodecotia</a></strong>.</p>



<p>O projeto foi contemplado pelo edital de cultura da PNAB Cotia e é realizado pelo Instituto Gira-Sol, Congada de Cotia e Ayê Produção Cultural, com apoio da Secretaria de Cultura e Lazer do município.</p>
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