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	<title>Arquivos Candidatos - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Questões raciais ficam de fora da primeira entrevista com candidatos à presidência no JN</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/questoes-raciais-ficam-de-fora-da-primeira-entrevista-com-candidatos-a-presidencia-no-jn/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 11:55:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 40 minutos de entrevista, temas essenciais para sociedade como a Lei de Cotas, fome e direito &#224; terra n&#227;o entraram no roteiro Come&#231;ou na noite de ontem (22), a primeira rodada de entrevistas transmitidas pelo Jornal Nacional, na TV Globo, com os candidatos &#224; presid&#234;ncia do Brasil que teve como primeiro entrevistado o presidente [&#8230;]</p>
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<p><em>Em 40 minutos de entrevista, temas essenciais para sociedade como a Lei de Cotas, fome e direito à terra não entraram no roteiro</em></p>



<p>Começou na noite de ontem (22), a primeira rodada de entrevistas transmitidas pelo Jornal Nacional, na TV Globo, com os candidatos à presidência do Brasil que teve como primeiro entrevistado o presidente Jair Bolsonaro. Temas importantes como o desmatamento, o descaso em lidar com a pandemia e os escândalos no MEC foram questões levantadas pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, mas em ano de revisão da Lei nº 12.711/2012, que estabeleceu as cotas raciais nas universidades e institutos federais, o tema que é tão importante para o futuro da nossa sociedade ficou de fora.</p>



<p>Pelo andamento da entrevista, deu para entender que seria difícil fazer muitas perguntas, caso tivessem. Mas questões essenciais como esta, como a alta no preço dos alimentos e até mesmo o fato de o Brasil ter voltado para o Mapa da Fome das Nações Unidas, com 4,1% dos brasileiros em situação de extrema escassez de alimentos não podiam faltar.</p>



<p>No domingo, uma reportagem do Fantástico trouxe dados importantes sobre como a Lei de Cotas beneficiou a população negra, pobre e indígena no país. Ao reservar 50% das vagas dos institutos e universidades federais para estudantes que cursaram o ensino médio de maneira integral em escolas públicas. Em entrevista para o G1, o doutor em educação, Adriano Senkevics estudou as mudanças no perfil dos alunos nos últimos 10 anos, chegando a conclusão de que &#8220;o grupo mais beneficiado foi o de pretos, pardos e indígenas, que saltou 10,7 pontos percentuais entre 2014 e 2016: de 27,7% para 38,4%&#8221;.</p>



<p>Esse deve ser um tema fundamental para que possamos definir a pessoa que vai governar o país pelos próximos 4 anos. E sequer ouvimos qualquer questão sobre a pauta racial durante a entrevista que mais pareceu um debate entre oponentes. Saber o quanto os candidatos ao governo do país estão comprometidos em combater o racismo, o quanto estão dispostos a mexer na estrutura para que possamos avançar é indispensável se quisermos um futuro mais igual.</p>



<p>Vimos as perguntas girarem em torno de polêmicas sobre o atual governo e as respostas da entrevista caminharam pelo raso de sempre e por ataques a um dos entrevistadores, resumindo-se a &#8220;você está me obrigando a ser um ditador&#8221; ou &#8220;são fake news&#8221; ou a &#8220;admita que você mentiu&#8221; ou a defesa de garimpeiros. O que vimos foi um candidato tomando tempo das agências de checagem que tiveram de correr para desmentir as respostas com fatos. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">NO AR. Checamos a entrevista de Bolsonaro ao Jornal Nacional <a href="https://t.co/3wbTTbvsoz">https://t.co/3wbTTbvsoz</a><a href="https://twitter.com/hashtag/Elei%C3%A7%C3%B5es2022?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Eleições2022</a> <a href="https://t.co/erTLaPBy7d">pic.twitter.com/erTLaPBy7d</a></p>&mdash; Aos Fatos (@aosfatos) <a href="https://twitter.com/aosfatos/status/1561861607940136968?ref_src=twsrc%5Etfw">August 22, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Enquanto isso, nós, população negra, aqueles quase 57% de Brasil, ficamos &#8220;esperando&#8221; que nossas questões fossem perguntadas e respondidas. Queríamos ouvir &#8220;Por que a revisão da Lei de Cotas não está no seu plano de governo?&#8221;, &#8220;Quais projetos e incentivos o senhor pretende criar parar beneficiar avanços sociais da população pobre, negra e indígena?&#8221;, &#8220;E o direito de quilombolas às terras, está assegurado?&#8221;.</p>



<p>O desastre, sim, entrevistar um candidato à presidência sem sequer ouvir uma proposta de governo parece ser mesmo um desastre, reforça também o quanto é importante investir nas candidaturas pretas, acompanhar os nossos candidatos e o que eles propõem para pensar um Brasil em que os negros tenham seus direitos garantidos é fundamental. Do contrário, tanto as perguntas, quanto as respostas continuarão a defender um único interesse, o de poucos. </p>



<p>O manifesto escrito pela Coalizão Negra por Direitos e lido nos atos organizados em defesa da democracia no dia 11 de agosto deixa claro &#8220;Qualquer projeto ou articulação por democracia no país, exige firme e real compromisso de enfrentamento ao racismo&#8221;. Acrescento ainda, que isso não é algo a ser negociado.</p>
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