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	<title>Arquivos blacklivesmatter - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos blacklivesmatter - Mundo Negro</title>
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		<title>Um ano depois dos protestos nada mudou para os &#8216;George Floyd&#8217; brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 May 2021 12:54:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[blacklivesmatter]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[George Floyd]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[vidas negras importam]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>H&#225; exato um ano atr&#225;s,o ex-seguran&#231;a George Floyd foi assassinado pelo policial Derek Chauvin. O funcion&#225;rio de uma loja chamou a pol&#237;cia alegando que Floyd usou uma nota falsa para pagamento e o que veio em seguida foi o pesco&#231;o do policial branco por mais de nove minutos contra o pesco&#231;o do homem negro de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há exato um ano atrás,o ex-segurança <strong>George Floyd</strong> foi assassinado pelo policial Derek Chauvin. O funcionário de uma loja chamou a polícia alegando que Floyd usou uma nota falsa para pagamento e o que veio em seguida foi o pescoço do policial branco por mais de nove minutos contra o pescoço do homem negro de 46 anos que, apesar dos apelos por ar, só teve sua agonia interrompida pela morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo estava em quarentena por uma doença que poucos entendiam, mas a força da filmagem daquele homem pedindo para respirar inspirou uma onda de protestos que começaram nos Estados Unidos e se espalharam pelo mundo. O movimento “<strong>Black Lives Matter</strong>” chegou ao Brasil com a exata tradução de “<strong>Vidas Negras Importam</strong>”, inspirando pessoas a irem para as ruas fazer frente à manifestação de apoiadores do governo, assim como artistas de várias áreas emprestaram suas redes sociais para influenciadores negros a fim de que falas antirracistas tivessem voz e rostos pretos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após essa onda, o que mudou? Qual a relação entre a morte de George Floyd e o racismo estrutural e institucional no Brasil? Para a pesquisadora de<strong> Relações Raciais</strong> e professora da Universidade de Brasília (UnB), <strong>Kelly Quirino</strong>, o mundo está em quarentena, prestando atenção às notícias, com pessoas angustiadas, ver a gravação foi um catalisador para as ações que seguiram. “A morte do George Floyd ano passado na realidade ganha contornos mundiais por causa da questão da pandemia naquele momento&nbsp; e tem a questão da gravação. A gravação e a forma com que foi gerou uma comoção mundial”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora lembra que o movimento <strong>“blacklivesmatter</strong>” surge antes, por exemplo já há protestos espalhados pelos Estados Unidos com a morte do jovem<strong> Michael Brown</strong>, alvejado por um policial com apenas 18 anos de idade. Com mais pessoas conectadas às redes sociais e maior velocidade de conexão, as pessoas sofreram o choque ao mesmo tempo daqueles nove minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da comoção com a morte de um homem negro em outro país, não tivemos nada parecido quando perdemos o garoto <strong>João Pedro</strong> ou a menina<strong> Agatha</strong>.As informações vindas dos Estados Unidos parecem ter maior efeito no imaginário brasileiro quando se trata de compelir pessoas a se indignarem. “Os Estados Unidos e o Brasil têm processos diferentes em relação ao racismo. Nos Estados Unidos a abolição começa com a guerra de secessão. Os Estados do norte ganham dos Estados do sul que são obrigados a acatar, mas instalam leis segregacionistas como a<strong> Lei Jim Crow </strong>que legalmente colocam os negros em espaços diferentes dos brancos. Elas vigoram até os anos 50 onde acontece o caso da<strong> Rosa Parks&nbsp;</strong> parte que se recusa a levantar do ônibus”, explica.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://media1.popsugar-assets.com/files/thumbor/6OR9vS6cZgQVMhruRYCHOgbdzUk/fit-in/1024x1024/filters:format_auto-!!-:strip_icc-!!-/2020/06/07/613/n/1922398/518899708d3056af_GettyImages-1247396310/i/michael-b-jordan-speech-at-la-black-lives-matter-protest.jpg" alt="Michael B. Jordan Speaks at Black Lives Matter March in LA | POPSUGAR  Celebrity UK Photo 2"/><figcaption>Artistas como Michael B Jordan participaram ativamente dos protestos de maio do ano passado (Imagem: Getty Images)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As leis segregacionistas dos EUA geram um forte marcador racial que acaba por influenciar em como os negros norte-americanos se entendem dentro daquela sociedade, o que explica a razão dos protestos mais numerosos serem mais comuns por lá. “O próprio fato&nbsp; de ter universidades para negros no século 19 diz muito sobre o processo de formação histórica dos Estados Unidos. As pessoas terem saído á rua pelo direito a&nbsp; acres de terra diz muito desse processo que é um processo de segregação racial, mas que também é colocado como componente a educação por meio das Universidades o direito ao comércio, a uma casa, à condições mínimas de sobrevivência”, diz a professora, que explica que o Brasil não explicitou o racismo&nbsp; juridicamente explícito como nos Estados Unidos, mas que perpetuou a violência contra o negro por meios de códigos jurídicos como a <strong>Lei do Capoeira </strong>e a<strong> Lei de Terras</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, um ano depois da comoção causada pelas ‘vidas negras importam’, tivemos a polícia matando 24 moradores do <strong>Jacarezinho</strong>, no Rio de Janeiro, e os artistas que levantaram a antiga hashtag pouco se mostraram indignados em suas redes sociais. “Historicamente a classe artística que sempre foi comprometida com o povo preto é o rap. Você tem <strong>Racionais</strong>, <strong>MV Bill</strong>, <strong>Facção Central</strong>, que é a música de preto feita por preto. Agora a classe artística mainstream é uma classe média branca que está em espaços que a população negra está em situação de subserviência”, aponta a pesquisadora.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.gannett-cdn.com/presto/2020/05/28/USAT/52d95d1f-31e5-4d4e-8d3d-2f7c98461721-Floyd3.JPG?width=660&amp;height=647&amp;fit=crop&amp;format=pjpg&amp;auto=webp" alt="George Floyd died May 25, 2020, after a Minneapolis police officer held his knee on Floyd's neck for several minutes."/><figcaption>George Floyd em momento com uma de suas filhas (Imagem: Acervo da família Floyd)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem viu esperança nos espaços cedidos durante o fatídico maio de 2020, o que se seguiu foi o contínuo morticínio de pessoas negras, seja por formas violentas, seja por causa da negligência do Estado com a pandemia do coronavírus. No entanto, diante da normalização da morte de pretos brasileiros, não houve comoção. “A nossa formação enquanto país é uma formação extremamente violenta com pessoas negras, com indígena, com mulheres, e com crianças, só não somos violentos com homens brancos quando essa violência chega no homem branco, aí vem as passeatas da paz, querem reduzir a maioridade penal. O nosso projeto de país na questão racial é nosso calcanhar de Aquiles”, diz Kelly.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do Brasil, há uma classe média negra influente e personalidades influentes, como a cantora <strong>Beyoncé </strong>e jogador de basquete<strong> Lebron James</strong>, que não deixam arrefecer a lembrança das violências pelas quais passam os negros. Ainda assim continuam morrendo pretos, mas a luta parece mais delineada pela transparência das posições dos indivíduos que a compõem. A polícia toma decisões contra os seus apenas após muita pressão das ruas e algumas reformas são previstas em departamentos marcados pela violência policial. A própria condenação do assassino de George Floyd é incomum no judiciário norte-americano.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://static.vakinha.com.br/uploads/vakinha/image/543584/Kelly_1.jpg?ims=700x410" alt="Kelly Quirino rumo à Columbia University"/><figcaption>Professora e pesquisadora de Relações Raciais Kelly Quirino (Imagem: Acervo pessoal)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma reforma no judiciário brasileiro não seria suficiente. Teria que ser uma reforma no judiciário e na polícia”, aponta como solução a pesquisadora.&nbsp; “A polícia no Brasil serve para manter os espaços brancos numa lógica do período colonial. Tinha a figura do capataz que protegia a casa grande e hoje a polícia serve para manter a estrutura da elite”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca saberemos como seria a extensão das manifestações aqui no Brasil se não estivéssemos no decorrer de uma pandemia sob um governo conservador, mas ao menos já é uma demanda dos movimentos negros que a base da sociedade seja transformada para que mais pretos não sejam assassinados e quando ocorrer que a injustiça não vença. Se a estrutura se mantém branca nada muda. “Nós pretos. Tentamos entrar no judiciário nos lugares para fazer mudanças, mas tem que ser estrutura total de cima para baixo. Sem ser com uma revolução completa fica muito complicado evitar que nossos George Floyd não morram”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após um ano do pico de indignação, o Brasil da elite voltou ao patamar de antes, mas os coletivos e a mídia negra continuam com esse trabalho de mostrar que as vidas negras importam para além de um único momento de catarse coletiva. Para a pesquisadora o jornalismo tem uma responsabilidade muito grande de fazer denúncia, conscientizar a população e fomentar o debate “Enquanto a gente não tiver matérias que mostram que os jovens morrem por ser negros, não conseguiremos avançar ainda, não estamos conseguindo e isso é muito ruim. ”A gente repete que &#8216;vidas negras importam&#8217;, mas nesse&nbsp; atual momento político a polícia segue muito forte, fizendo incursões ilegais no Jacarezinho e matando. Temos muito que avançar. Enquanto isso, a gente continua fazendo essa resistência seja na academia, ou seja no jornalismo alternativo. Porque temos que acabar com a necropolítica. É a necropolitica que coloca corpos negros para serem assassinados como de George Floyd”, termina.</p>
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		<title>Por questões sociais, LeBron James pode comprar &#8216;Atlanta Dream&#8217;, time da NBA feminina</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/por-questoes-sociais-lebron-james-pode-comprar-atlanta-dream/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabrielly Ferraz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2021 13:04:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[blacklivesmatter]]></category>
		<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[lebron james]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma publica&#231;&#227;o recente no twitter de LeBron James confirma que o astro est&#225; pensando em se tornar propriet&#225;rio do Atlanta Dream, da WNBA a liga feminina de basquete est&#225; atualmente sob o controle de Kelly Loeffler, senadora republicana dos EUA, que &#233; publicamente conservadora. O interesse principal do atleta est&#225; no &#226;mbito social, LeBron pretende [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma publicação recente no <a rel="noreferrer noopener" href="https://twitter.com/KingJames/status/1346690058066272256" target="_blank">twitter</a> de<strong> LeBron James</strong> confirma que o astro está pensando em se tornar proprietário do Atlanta Dream, da WNBA a liga feminina de basquete está atualmente sob o controle de <strong>Kelly Loeffler</strong>, senadora republicana dos EUA, que é publicamente conservadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O interesse principal do atleta está no âmbito social, <strong>LeBron</strong> pretende ocupar o lugar de proprietário da senadora conservadora que é contra o movimento Black Lives Matter e luta pela despolitização dos esportes americanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em julho, no auge dos protestos do movimento <em>&#8216;Black Lives Matter</em>&#8216; Kelly Loeffler disse: &#8220;Eu me oponho veementemente ao movimento político Black Lives Matter, que defendeu o esvaziamento da polícia, pediu a remoção de Jesus das igrejas e a ruptura da estrutura familiar nuclear, abrigou pontos de vista anti-semitas e promoveu violência e destruição em todo o país. &#8220;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As recentes ações da senadora republicana têm incomodado algumas atletas da WNBA, e diversas jogadoras chegaram a apoiar a campanha do&nbsp; adversário de <strong>Kelly Loeffler</strong> na última eleição. Ao que tudo indica, a senadora está sendo pressionada a vender a sua parte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveitando os rumores da possível venda, <strong>LeBron James</strong> manifestou por meio das redes sociais seu interesse em se tornar proprietário da Atlanta Dream</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Acho que vou montar um grupo de proprietários para o The Dream. Quem está dentro?” Publicou o astro da NBA em seu Twitter</em></p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://twitter.com/KingJames/status/1346690058066272256"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/N_E3IdS6Tq6ID6IkRo0bEFZGa6zZiWVP6inUlfms9ZBnk1yp3VQxpkip8_wET_QSdsvXmhByQ_V9pzCPLolNUuHefDtE8XDamdAqO41jmGj9uV-avvzMcv8-qCmIUfL_3Bf2H6ia" alt=""/></a></figure>
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		<title>“Negar a própria negritude era visto como sobrevivência” Tia Má fala sobre tomada de consciência racial de Neymar JR</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/negar-a-propria-negritude-era-visto-como-sobrevive%cc%82ncia-tia-ma-fala-sobre-tomada-de-consciencia-racial-de-neymar-jr/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabrielly Ferraz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 14:53:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[blacklivesmatter]]></category>
		<category><![CDATA[neymar]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[racismo no futebol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar sobre Neymar e negritude ainda &#233; um assunto que gera pol&#234;mica na comunidade negra, algumas atitudes passadas do jogador deram a entender que ele n&#227;o se considerava um homem negro e o sil&#234;ncio mediante a pautas raciais confirmavam esse entendimento. Mas no ano de 2020 muito se falou sobre racismo e negritude, o ano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre <strong>Neymar e negritude </strong>ainda é um assunto que gera polêmica na comunidade negra, algumas atitudes passadas do jogador deram a entender que ele não se considerava um homem negro e o silêncio mediante a pautas raciais confirmavam esse entendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas no ano de 2020 muito se falou sobre racismo e negritude, o ano foi marcado pelas injustiças com a população negra por todo o mundo e debates raciais foram fomentados pelas personalidades negras e brancas e estiveram em pauta por muito tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após sofrer ataques racistas em um jogo na Europa, Neymar se posicionou explicitamente contra o racismo pela primeira vez, e escreveu um texto onde afirma ser um homem negro, descendente de negros e orgulhoso de suas origens.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Existe um processo para a tomada da consciência racial. Vivemos no país do negacionismo e muitas pessoas pretas não sabem que são, ou não se reconhecem, exatamente por conta da disseminação de frases como “somos todos iguais”, quando sabemos que somos diversos e reconhecer isso seria o primeiro passo para dirimir as desigualdades.” Diz Maíra Azevedo em seu texto no Instagram</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornalista pontua ainda que a recém tomada de consciência racial do jogador Neymar pode ter ocorrido devido a inspirações de outros atletas ao redor do mundo, como exemplo do automobilista Lewis Hamilton.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/p/CFIDGePhTQd/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="846" height="539" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/12/image-1.png" alt="" class="wp-image-28363" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/12/image-1.png 846w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/12/image-1-300x191.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/12/image-1-150x96.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/12/image-1-768x489.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/12/image-1-696x443.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2020/12/image-1-659x420.png 659w" sizes="(max-width: 846px) 100vw, 846px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Reprodução/Instagram</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“As nossas diferenças não deveriam assegurar privilégios e impor situações de miserabilidade. E mesmo que muita gente tenha dificuldade de se olhar e se reconhecer como pessoa preta, racistas sabem muito bem.” continuou a jornalista se referindo aos casos de racismo que pretos-não retintos sofrem quando vão para outros países. Os racistas nos reconhecem muito bem, mas contribuem para que nós nos neguemos. </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter um jogador de futebol tão reconhecido quanto <a href="https://www.instagram.com/p/CIjhi1HAC5V/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Neymar se posicionando e engajado em causas raciais </a>faz muita diferença, pois milhares de jovens e crianças negras se inspiram e são influenciados por eles, e nossas crianças precisam se reconhecer enquanto negras, precisam ter sua autoestima trabalhada, para que a próxima geração não adoeça tanto quanto a nossa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira o <a href="https://www.instagram.com/p/CIjl6N2jfjv/">post </a>de Tia Má no Instagram</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.instagram.com/p/CIjl6N2jfjv/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/YC8MRj51DWDsyrm0SuGZSKOwZCZFo7wZrplBJkDGPpt78QqNRLnng0yX82W0xP-9xQgM6Lz1KVsmWZqghvb7sSy3rKVRi8LgTDH_ByWmx21GLN3Tk1kYVV1bZ6c6OUse3JfyslAm" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/p/CIjl6N2jfjv/"></a></p>
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		<title>&#8220;Micareta Racial&#8221;: O interesse pelas vidas negras já passou</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/blacklivesmatter-redes-sociais-no-brasil-e-a-micareta-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 16:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[blacklivesmatter]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#201; curioso ter que escrever isso aqui. N&#227;o porque eu j&#225; n&#227;o imaginasse que fosse necess&#225;rio, mas justamente por ser algo que n&#243;s sab&#237;amos que iria acabar acontecendo&#8230; Desde o dia em que George Floyd foi assassinado (25/05/2020) at&#233; hoje (23/06/2020), muita coisa aconteceu. Passou-se um m&#234;s e o mundo, principalmente para n&#243;s negros, virou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É curioso ter que escrever isso aqui. Não porque eu já não imaginasse que fosse necessário, mas justamente por ser algo que nós sabíamos que iria acabar acontecendo…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o dia em que George Floyd foi assassinado (25/05/2020) até hoje (23/06/2020), muita coisa aconteceu. Passou-se um mês e o mundo, principalmente para nós negros, virou de cabeça para baixo… A onda de protestos iniciada em Minneapolis, nos EUA, que se estendeu ao redor do mundo gerou certas movimentações sociais que pareceram muito promissoras. E não, não estou dizendo que não tenham sido. Avanços significativos e importantes foram feitos, mas poderíamos ter alcançado mais, não acham?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bom, vou direto ao ponto: O interesse das pessoas por discussões raciais diminuiu drasticamente. Eu entendo e esperava que o furor daquelas semanas não se estendesse para todo o sempre com a mesma intensidade, mas o rápido desinteresse das pessoas pelo assunto é bem sintomático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posso dizer que sou um produto da grande onda de indicações de perfis negros daquela semana afinal, apesar de já produzir conteúdo online há alguns meses, eu saltei de 25 mil seguidores para 150 mil em poucos dias. Não posso reclamar da visibilidade que meu trabalho conquistou nessa situação e não reclamo aqui porque o engajamento diminuiu após algumas semanas, o ponto é notar que o interesse das pessoas pelas pautas raciais foi algo meramente midiático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não quero ser injusto com quem ainda mantém interesse nessas discussões e promove esses debates. Temos sim pessoas interessadas, mas a grande maioria dos que continuaram já o fazia antes disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bruno Gagliasso, por exemplo, já tinha interesse em promover discussões raciais em suas redes muito antes disso tudo acontecer e apenas continuou e ampliou seus trabalhos. Já outros da mesma classe de artistas promoveram uma ou duas ações naquela semana e já voltaram a fazer o que sempre fizeram: nos ignorar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma linha muito tênue entre tudo isso que estou falando, muitos podem interpretar de forma totalmente equivocada, como aconteceu há alguns dias quando questionei a diminuição do interesse das pessoas em nós. Algumas pessoas me acusaram de esperar muito de pessoas brancas e me preocupar mais com eles do que com nossas lutas… O que, além de injusto, é simplista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplista porque não consigo imaginar uma forma de resolver tensões raciais excluindo um dos grupos das discussões (os brancos, nesse caso), e cobrar interesse está longe de se fazer valer apenas de uma preocupação com eles e não conosco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro dessas percepções, observando o interesse e desinteresse rápido dos brancos pelas pautas raciais, é no mínimo curioso observar que as coisas parecem avançar muito pouco, do ponto de vista geral. Considerando que quero me valer de uma percepção coletiva do que vem acontecendo, não me basear no individual, falei com alguns outros influencers que me confirmaram o mesmo sentimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Silvio Almeida, durante sua brilhante participação no Roda Viva, usou o termo &#8220;Micareta Racial&#8221; para se referir ao que seria esse furor momentâneo pelas pautas raciais: <em>&#8220;Não podemos deixar que essa movimentação seja apenas uma antecipação do 20 de novembro ou um 13 de maio fora de época&#8221;</em>. Isso porque, no Brasil, as pessoas parecem se interessar pelas pautas raciais somente nessas datas e logo depois voltam a contribuir com as dinâmicas raciais de opressão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da vontade de tudo ser diferente agora, nós já prevíamos que isso fosse acontecer. O que surpreende é a exatidão dessa previsão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda temos pessoas negras assumindo perfis de pessoas brancas de grande relevância, mas até que ponto existe realmente uma troca equivalente para ambos os lados? Não consigo olhar para isso tudo sem imaginar que as conquistas tenham sido tão inócuas e superficiais que se esvairão em questão de dias. A estrutura, aqui falando das estruturas das dinâmicas nas redes sociais, continua a mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não quero me fazer hipócrita e criticar os irmãos e irmãs que assumem tais perfis, afinal de contas eu mesmo fiz contribuições no perfil da atriz Flávia Alessandra. O que estou dizendo aqui é que o furor inicial que demanda essa presença de pessoas negras irá passar e retornaremos ao ponto anterior a tudo isso. Até que ponto as dinâmicas sociais estão realmente dispostas a colocar pessoas negras em posição de destaque? Não através de um perfil branco, mas dentro de seus próprios perfis?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E as marcas? Será que temos conquistado espaço o suficiente para que estas nos olhem de uma forma diferente? Ou estão interessadas somente nos perfis brancos que nos exibiram durante essas semanas e aumentaram o engajamento? Fico pensando em até que ponto a nossa presença causou impacto e trouxe retornos para nós e até que ponto servimos apenas de bibelô e imagem representativa para famosos brancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda essa discussão permeia não somente a falta de estratégia e interesse em alçar negros a categorias de influência, mas também no desinteresse dos consumidores e marcas em nós. A movimentação nas redes, aparentemente, se deu muito mais pela influência de brancos &#8211; e outros brancos os acompanhando &#8211; do que pelo interesse real na causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu costumo pensar que mudar uma única vida faz o meu trabalho valer a pena, mas observar que existiu um potencial muito maior para ampliar isso e foi desperdiçado pelo esvaziamento das discussões é frustrante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espero que eu esteja errado e a movimentação tenha gerado retornos significativos para alguns grupos que eu não tenha contato, embora eu ache difícil. Mas fica a reflexão para que tenhamos um pouco mais de cautela ao comemorar algo que aparentemente foi tão anormal quando a pandemia e pode ser tão passageiro quanto um amor de carnaval.</p>
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		<title>#blacklivesmatter: Após mobilizações nas redes sociais procura por influenciadores negros aumenta.</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/blacklivesmatter-apos-mobilizacoes-nas-redes-sociais-procura-por-influenciadores-negros-aumenta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabrielly Ferraz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2020 00:23:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[#blackouttueday]]></category>
		<category><![CDATA[blacklivesmatter]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s os tristes e revoltantes acontecimentos nas &#250;ltimas semanas, milhares de pessoas foram &#224;s ruas e muitas outras se mobilizaram online contra a viol&#234;ncia policial que segue matando negros em diferentes lugares do mundo. No Brasil, a morte do adolescente Jo&#227;o Pedro foi o estopim para levantar uma onda de insatisfa&#231;&#227;o com as recorrentes opera&#231;&#245;es [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após os tristes e revoltantes acontecimentos nas últimas semanas, milhares de pessoas foram às ruas e muitas outras se mobilizaram online contra a violência policial que segue matando negros em diferentes lugares do mundo.</p>
<p>No Brasil, a morte do adolescente João Pedro foi o estopim para levantar uma onda de insatisfação com as recorrentes operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro.</p>
<p>Nos EUA, o assassinato de George Floyd gerou a mesma revolta, porém com respostas diferentes partindo da população.</p>
<p>Enquanto no Brasil as respostas vieram através das redes sociais, com textos expondo a violência policial, desenhos de todas as crianças mortas pelas mãos dos seguranças do Estado e cobranças nas redes de TV.</p>
<p>Nos EUA, no dia seguinte do assassinato do ex-segurança negro pelas mãos de policiais brancos, as ruas de Minneapolis já estavam cheias de manifestantes, que atearam fogo na delegacia da cidade.</p>
<p>Os protestos se espalharam por diversas cidades dos EUA, e ganharam forças até mesmo em outros países.</p>
<p>A população acordou para cobrar os culpados pelos crimes que há anos vem sido cometidos, porém, são silenciados.</p>
<p>Na última terça-feira (2), as redes sociais foram tomadas por imagens de fundo preto, onde as pessoas reafirmavam seus posicionamentos e se declaravam antirracistas.<br />
A divulgação de perfis e procura por influenciadores, pesquisadores e ativistas negros aumentaram.</p>
<p>E mobilizações como essas geraram muitos debates. Até onde os brancos que aderiram o #blackouttuesday estão dispostos a ir em uma luta antirracista?</p>
<p>Será que os últimos acontecimentos era o que faltava para que eles percebessem a gravidade do racismo no país? Estão dispostos a mudarem seus hábitos diários na intenção de construir uma sociedade antirracista, ou somente aproveitaram o engajamento da mobilização para se autopromover?</p>
<p>No Brasil o racismo está presente nas escolas, empresas, mídia e nos ambientes mais inusitados possíveis, o Brasil ainda não é um país seguro para negros, e de que forma podemos mudar isso?</p>
<p>Os influenciadores negros no Brasil não são tão valorizados quanto os influenciadores brancos, independente do conteúdo apresentado.</p>
<p>As mulheres negras ainda lideram o cargo de empregadas domésticas e serviços gerais e representam menos de 1% em cargos de liderança em grandes empresas.</p>
<p>Negros representam mais de 60% de desempregados no país. E são maioria também nos trabalhos informais.</p>
<p>De que forma os brancos antirracistas estão dispostos a mudar a realidade da população negra brasileira, atrasados e prejudicados diretamente pelo racismo do país?</p>
<p>No podcast da semana a estudante de jornalismo @Gabyfeerraz fala sobre as sutis consequências do racismo no Brasil, e como o branco pode ajudar na atual luta antirracista que ganhou força  na internet nos últimos dias.<br />
<a href="https://open.spotify.com/episode/2Yz0G7ZIReZCeSdhXI26cX?si=rFIbmt5nRN2sD8O_ZGoz_g" target="_blank" rel="noopener">As consequências do racismo no brasil e como o branco pode ajudar na luta antirracista </a></p>
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		<title>Vida dos jovens negros estará em risco durante as olímpiadas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/vida-dos-jovens-negros-estara-em-risco-durante-as-olimpiadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jul 2016 07:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[anistia internacional]]></category>
		<category><![CDATA[blacklivesmatter]]></category>
		<category><![CDATA[olimpíada]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra negros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinco tiros vindo dos fuzis de soldados da For&#231;a de Pacifica&#231;&#227;o da Mar&#233;, atingiram a perna do ent&#227;o estoquista Vitor Santiago, dentro do seu carro. Ele e seus amigos se &#160;dirigiam rumo &#224; comunidade Salsa e Merengue, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Todos desarmados. Ele sobreviveu, mas vive acamado aos cuidados da m&#227;e, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinco tiros vindo dos fuzis de soldados da Força de Pacificação da Maré, atingiram a perna do então estoquista Vitor Santiago, dentro do seu carro. Ele e seus amigos se  dirigiam rumo à comunidade Salsa e Merengue, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Todos desarmados. Ele sobreviveu, mas vive acamado aos cuidados da mãe, sem nenhuma assistência do Estado, desde quando o “incidente” aconteceu, em fevereiro de 2015.</p>
<p>Santiago é amigo de Bruno Rico, estudante de publicidade e ativista carioca que tenta mobilizar a comunidade negra para atos contra a violência policial. “São esses homens, os que fizeram isso como Vitor, que estarão na rua e cuidarão da segurança da Olimpíada”, alerta.  O evento esportivo acontece na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 5 a 21 de agosto.</p>
<p><figure id="attachment_4714" aria-describedby="caption-attachment-4714" style="width: 1024px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4714" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2016/07/OlimpíadasRio-FavelaVitor-SantiagoBlog-do-Mesquita-1024x561.jpg" alt="Vitor Santiago: vítima da violência policia ( Foto: Anistia Internacional)" width="1024" height="561" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/OlimpíadasRio-FavelaVitor-SantiagoBlog-do-Mesquita-1024x561.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/OlimpíadasRio-FavelaVitor-SantiagoBlog-do-Mesquita-1024x561-150x82.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/OlimpíadasRio-FavelaVitor-SantiagoBlog-do-Mesquita-1024x561-300x164.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/OlimpíadasRio-FavelaVitor-SantiagoBlog-do-Mesquita-1024x561-768x421.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/OlimpíadasRio-FavelaVitor-SantiagoBlog-do-Mesquita-1024x561-696x381.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2016/07/OlimpíadasRio-FavelaVitor-SantiagoBlog-do-Mesquita-1024x561-767x420.jpg 767w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-4714" class="wp-caption-text">Vitor Santiago: vítima da violência policia ( Foto: Anistia Internacional)</figcaption></figure></p>
<p>A última pesquisa feita pela Anistia Internacional em 2012, mostra que dos 56 mil homicídios realizados no Brasil, 77% das vítimas era jovens, homens, negros e pobres. Em 2015 dados da ONG apontam que a cada cinco homicídios, um foi causado por policiais. Não é exagero dizer que há um extermínio da população negra periférica feitas com armas do Estado.</p>
<p>“Temos que parar de falar que a polícia teve uma ação desastrosa, que sempre se confunde com alguma coisa. Eles são treinados para isso. Se você olhar a cartilha da polícia, os suspeitos são negros“ argumenta Rico. Ele teme pela integridade da população negra do Rio de Janeiro durante a temporada olímpica da cidade. “Acho que vai faltar tapete para jogar tanta poeira embaixo, no caso essa poeira se converte em corpo pretos e favelados. Essa sujeira social que  a burguesia e a elite veem, é a favela, o preto, o morador de rua. A favela polui o cartão postal da cidade e tem que ser camuflada por um tapete sujo de sangue”, reflete o ativista.</p>
<p><strong>“A violência não faz parte desse jogo”</strong></p>
<p>“A impunidade dos casos de violência por parte do Estado no passado, alimenta ideia que isso é aceito e por isso a polícia continua matando”. Esse é o ponto de vista apresentado por Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia Internacional, durante uma entrevista ao canal Futura.  Para ela, há uma falta de medidas estruturais de combate a violência policial, bem como a ausência de justiça nos casos que já aconteceram.</p>
<p>A Anistia Internacional está com uma campanha específica de combate a violência policial e violação dos direitos humanos durante as Olimpíadas, focando a comunidade negra da periferia.Eles querem evitar os mesmos erros que provocaram aumento no número de homicídios desde a Copa do Mundo de 2014.</p>
<p>A ONG está colhendo <a href="https://anistia.org.br/entre-em-acao/peticao/rio-2016-violencia-nao-faz-parte-desse-jogo/">assinaturas para uma petição</a> que exige das autoridades uma postura mais responsável sobre as violações de direitos humanos cometidos por policias.</p>
<div class="youtube-embed" data-video_id="YDPKL4E559E"><iframe title="Rio 2016: a violência não faz parte desse jogo! - Anistia Internacional" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/YDPKL4E559E?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Obama: “Todas as vidas importam, mas nesse momento os negros são os que mais morrem”</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/obama-todas-as-vidas-importam-mas-nesse-momento-os-negros-sao-os-que-mais-morrem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2016 03:37:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[blacklivesmatter]]></category>
		<category><![CDATA[obama]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra negros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Por causa da cor da pele, eles n&#227;o est&#227;o sendo tratados da mesma forma e isso machuca&#8221;. Esse foi o lamento do presidente americano Barack Obama, durante uma coletiva para imprensa, neste &#250;ltima quarta-feira, 9, sobre a s&#233;rie de execu&#231;&#245;es cometidas contra homens negros, pela pol&#237;cia nos EUA. Em menos de tr&#234;s dias, quatro homens [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Por causa da cor da pele, eles não estão sendo tratados da mesma forma e isso machuca”. Esse foi o lamento do presidente americano Barack Obama, durante uma coletiva para imprensa, neste última quarta-feira, 9, sobre a série de execuções cometidas contra homens negros, pela polícia nos EUA.</p>
<p>Em menos de três dias, quatro homens negros foram mortos. Alton Sterling and Philando Castile tiveram suas mortas registradas pelo celular e as imagens mostram que nenhum dos dois carregavam armas, e mesmo assim, policiais brancos atiraram à queima roupa. No caso de Castile, sua namorada Diamond Reynolds, filmou a cena, que também foi testemunhada por sua filha de 4 anos, que estava no banco de traz do carro, quando ele foi morto durante uma blitz. De acordo com a imprensa americana, só este ano, policiais mataram certa de 123 afro-americanos.</p>
<p>&#8220;Existe uma disparidade na nossa justiça criminal&#8221;, disse Obama que citou estatísticas que apontam que apesar de negros e latinos serem a minoria nos EUA, eles têm quase mais do que o dobro de chances de serem parados pela polícia quando estão dirigindo, serem revistados e até a sentença de prisão costuma ser 10% mais longa do que as dos brancos condenados pelo mesmo crime. Eles são 30% da população nacional – negros seriam 13% de acordo com o último censo de 2010- , porém compõe a metade da população carcerária.</p>
<p>Obama falou sobre o grupo de trabalho criado pelo governo americano, em parceria com policiais, líderes comunitários e ativistas e ressaltou que é importante que a comunidade denuncie a má conduta policial para que essas tragédias possam ser evitadas.</p>
<p>O presidente reconheceu o trabalho difícil dos policiais que arriscam suas vidas diariamente para proteger a população e que muitas vezes perdem a vida em atos heroicos, mas reforçou em vários momentos do seu discurso, a diferença que ocorrem na abordagem entre brancos, negros e latinos.</p>
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