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	<title>Arquivos aranha - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Com o ex-goleiro Aranha e Glória Maria, Jornal Nacional exibirá especial sobre o crime de racismo no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Arthur Anthunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 22:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Gloria Maria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Jornal Nacional, da TV Globo, exibe na pr&#243;xima ter&#231;a-feira (13) a s&#233;rie especial &#8216;Brasil em Constitui&#231;&#227;o&#8217;. A reportagem abordar&#225; o racismo como tema central e a forma como esse crime, que &#233; inafian&#231;&#225;vel e imprescrit&#237;vel, est&#225; sendo compreendido pela sociedade brasileira. A reportagem traz em seu conte&#250;do pessoas que j&#225; sofreram na pele com [&#8230;]</p>
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<p>O Jornal Nacional, da TV Globo, exibe na próxima terça-feira (13) a série especial &#8216;Brasil em Constituição&#8217;. A reportagem abordará o racismo como tema central e a forma como esse crime, que é inafiançável e imprescritível, está sendo compreendido pela sociedade brasileira. A reportagem traz em seu conteúdo pessoas que já sofreram na pele com o preconceito, como o ex-goleiro <strong>Aranha</strong>, a jornalista <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/tag/gloria-maria/">Glória Maria</a></strong> e o jornalista e professor da Unesp <strong>Juarez Xavier</strong>. </p>



<p>O atleta Aranha, que foi vítima de um dos mais emblemáticos episódios de racismo do futebol brasileiro, é um dos personagens centrais da reportagem. <em>&#8220;Desde pequeno percebia que as pessoas mudavam de calçada quando cruzavam comigo na rua. Temos que nos comportar de uma maneira diferente quando vamos à uma loja, não esquecer documento. A pessoa negra vai se moldando desde criança para fugir do perigo que é”</em>, diz Mário Aranha, que, depois de deixar os gramados, se tornou escritor e é autor de &#8220;Brasil Tumbeiro&#8221;, livro infanto-juvenil que aborda a luta antirracista.  </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-53327" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-1920x1280.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/O-ex-jogador-Aranha-durante-gravacao-da-serie-Brasil-em-Constituicao-do-JN-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Ex-jogador Aranha na série &#8216;Brasil em Constituição&#8217;. Foto: Globo/ João Cotta.</figcaption></figure>



<p>No mesmo episódio, a jornalista <strong>Glória Maria</strong> relata que foi a primeira pessoa no Brasil a usar a Lei Afonso Arinos, que punia o racismo como contravenção e não como crime. No início da década de 80, a apresentadora do &#8216;Globo Repórter&#8217; apresentou denúncia contra o gerente de um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, que impediu a sua entrada.  </p>



<p>&#8220;<em>Foi um momento de muita dor, porque o racismo dói na alma. Quem não é preto, nunca vai entender isso. E eu sabia que aquilo não podia acontecer. Eu não poderia ser discriminada, humilhada, por causa da cor da minha pele. Na época que denunciei com base na Lei Afonso Arinos, esse gerente do hotel foi embora do Brasil, não passou um dia na prisão. Agora, a gente tem como punir”</em>, diz Glória. “<em>Se esse artigo não estivesse na Constituição, não sei o que seria de nós pretos. Acho que estaríamos vivendo como no tempo da escravidão”</em>, complementa.  </p>



<p>A série mostra ainda o caso do professor <strong>Juarez Xavier</strong>, que foi agredido e xingado de “macaco” quando saía de um mercado em pleno dia 20 de novembro de 2019 – Dia da Consciência Negra. &#8220;<em>Nós queremos que seja tipificado como tentativa de homicídio e como racismo para que, de fato, o espírito dos constitucionalistas de 88 seja assegurado com essa compreensão”</em>, ressalta Xavier.</p>



<p><em>&#8220;Eu não tenho sequer uma sombra de dúvida de que o ‘Jornal Nacional’ vai exibir o mais importante produto da história do telejornalismo brasileiro. O conteúdo é oportuno, necessário, esclarecedor. E a realização é de um apuro técnico do mais alto nível”</em>, destaca <strong>William Bonner</strong>, apresentador do &#8216;Jornal Nacional&#8217;. “<em>A série é um mergulho na trajetória de construção da democracia brasileira, através da Carta Cidadã, de 1988. Mostra as passagens mais marcantes da Constituição e como ela contém os nossos anseios, deveres e desafios como nação”</em>, complementa Renata Vasconcellos, que também apresenta o telejornal.  </p>



<p></p>
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		<title>Ex-goleiro Aranha lança livro sobre o abolicionista José do Patrocínio, no Flipoços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 15:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[abolicionista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ex-goleiro M&#225;rio Aranha lan&#231;ou o livro &#8220;Patroc&#237;nio&#8221; no Festival Liter&#225;rio de Po&#231;os de Caldas (Flipo&#231;os), nesta quinta-feira (8). A obra resgata a hist&#243;ria do farmac&#234;utico e jornalista Jos&#233; do Patroc&#237;nio, uma das principais personalidades do s&#233;culo 19, que lutou pelo fim da escravid&#227;o. Desde que se aposentou dos gramados em 2018, Aranha tem investido [&#8230;]</p>
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<p>O ex-goleiro <strong>Mário Aranha</strong> lançou o livro &#8220;<strong>Patrocínio</strong>&#8221; no <strong>Festival Literário de Poços de Caldas</strong> (<strong>Flipoços</strong>), nesta quinta-feira (8). A obra resgata a história do farmacêutico e jornalista <strong>José do Patrocínio</strong>, uma das principais personalidades do século 19, que lutou pelo fim da escravidão. </p>



<p>Desde que se aposentou dos gramados em 2018, Aranha tem investido na carreira de escritor. No evento, ele conversou com crianças e respondeu perguntas sobre o livro e o trabalho. Ele mostrou com o exemplo de Patrocínio, como a comunidade negra pode conquistar seu espaço na sociedade. Quando jogava, o goleiro foi vítima de racismo nos estádios diversas vezes. </p>



<p>“A gente ficou durante muito tempo refém daquela história de que só através do futebol ou da música, a população negra, a população pobre tem uma chance de mudar de vida e José do Patrocínio mostra que você pode ser qualquer tipo de coisa, um escritor, um dono de jornal, um político, um ativista, você tem várias áreas que você pode estar presente se você estudar, se você se dedicar. E José do Patrocínio, como era uma pessoa que teve estudo, mesmo no pior momento para ser negro do Brasil, ele serve como grande exemplo”, disse o ex-goleiro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-style-default"><img decoding="async" width="984" height="626" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/image-4.png" alt="" class="wp-image-53288" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/image-4.png 984w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/image-4-300x191.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/image-4-150x95.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/image-4-768x489.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/image-4-696x443.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/image-4-660x420.png 660w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption>Foto: Reprodução/EPTV</figcaption></figure>



<p>Empolgado com a nova fase da carreira, Aranha falou sobre a importância de escrever sobre a história da comunidade negra. &#8220;É uma ferramenta fundamental porque durante muito tempo, os grandes personagens da história do Brasil, os personagens negros foram apagados propositalmente e muitos dos livros que ensinavam a história do nosso país, para não dizer que era mentirosa, era no mínimo fantasiosa, então a gente vê agora, não só com o meu livro, mas com outros, um resgate histórico, contando de maneira mais justa, mais honesta&#8221;, afirma.</p>



<p>&#8220;Patrocínio&#8221; é o segundo livro lançado pelo Aranha. O livro &#8220;Brasil Tumbeiro&#8221; foi lançado no ano passado, uma obra com resgate a história dos negros no Brasil, com o objetivo de ampliar as referências e caminhos a serem seguidos além do futebol. </p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>&#8220;Eu me aquecia no vestiário para não ser xingado&#8221;: A fala histórica de Roger Machado e casos de racismo no esporte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2019 02:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[aranha]]></category>
		<category><![CDATA[racismo no futebol]]></category>
		<category><![CDATA[roger machado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Internet parou para repercutir a fala do t&#233;cnico do Esporte Clube Bahia nesse final de semana.&#160; O time de Roger Machado, foi derrotado pelo Fluminense, de Marc&#227;o. Os dois, s&#227;o os &#250;nicos t&#233;cnicos negros da s&#233;rie A do Campeonato Brasileiro. Ap&#243;s a partida o t&#233;cnico deu uma entrevista hist&#243;rica, sendo o primeiro t&#233;cnico a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Internet parou para repercutir a fala do técnico do Esporte Clube Bahia nesse final de semana.  O time de <strong>Roger Machado</strong>, foi derrotado pelo Fluminense, de Marcão. Os dois, são os únicos técnicos negros da<strong> série A do Campeonato Brasileiro</strong>.</p>
<p>Após a partida o técnico deu uma entrevista histórica, sendo o primeiro técnico a falar para imprensa sobre a questão racial no Brasil de forma tão elucidativa, sem cometer erros e ainda  destacando questões como feminicídio, educação e até questões carcerárias.</p>
<p>https://www.instagram.com/p/B3j-DwfFMyR/</p>
<p>O Brasil é o país do futebol e também um dos países mais racistas do planeta. A presença de negros no esporte precisa ser discutida .  Por que temos tantos atletas negros experientes sem trabalho e só dois, como líderes de times importantes nacionalmente?</p>
<p>Durante sua palestra no<a href="https://www.youtube.com/watch?v=2n_E3uHBA3U"> TEDxUnisinos</a>, <strong>Márcio Chagas</strong>, considerado um dos melhores árbitros da história do futebol nacional, não economizou em detalhes para contar como o racismo esteve presente em todos os momentos de sua carreira, desde o início aos 10 anos de idade, onde sua inteligência era elogiada, e sua cor lamentada, até o momento que ele decidiu se aposentar e hoje é comentarista.</p>
<p><figure id="attachment_14051" aria-describedby="caption-attachment-14051" style="width: 864px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-14051" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37.png" alt="" width="864" height="746" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37.png 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37-150x130.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37-300x259.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37-768x663.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37-534x462.png 534w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37-696x601.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.51.37-486x420.png 486w" sizes="(max-width: 864px) 100vw, 864px" /><figcaption id="caption-attachment-14051" class="wp-caption-text">Marcio Chagas (Foto: Arquivo Pessoal)</figcaption></figure></p>
<p>Ele lembra durante a palestra, que os xingamentos quando era atleta eram tão intensos, que antes de começar o jogo, ele tinha que se aquecer sozinho no vestiário, longe dos colegas que se preparavam em campo.</p>
<p>&#8220;Negro sujo, volta para África, escória, macaco. Tem uma (ofensa racista) que me marcava muito: matar negro não é crime, é adubar a terra&#8221;, contou Chagas.</p>
<p>Conversei com o jornalista e lutador de Karatê<strong> Diego Moraes</strong>, repórter do <strong>Esporte Espetacular </strong>sobre o racismo e presença negra no esporte nacional.</p>
<p>&#8220;Dentro do esporte, o racismo estrutural é percebido tanto do lado da mídia quanto do lado das posições de comando dentro dos clubes e times. São poucos jornalistas negros nos principais veículos, poucos dirigentes de clubes de futebol, poucos dirigentes quando o assunto é delegação de Jogos Pan-americanos e Olímpicos. Quando falo poucos, significa algo fácil de contar&#8230;1,2,3,4&#8230;Com muito esforço encontramos 10&#8221;, detalha Moraes.</p>
<p>Para ele o lugar do negro ainda é em maior parte como atleta, mas mesmo assim, os brancos ainda têm vantagens quando falamos em investimentos, como patrocínios, por exemplo.</p>
<p>&#8220;Quando se exige recursos pra se tornar atleta de alto rendimento, o número de negros é escasso. Vimos um número significativo no futebol, basquete, no boxe, no atletismo. Mas no golfe, no tênis, na natação, na Fórmula 1, até mesmo no Karatê, esporte que eu pratico, só temos 1 negro atual campeão mundial de 12 categorias em disputa, o alemão John Horne. E aí, ainda é tranquilo falar que as oportunidades são para todos? Viver e sentir na pele ninguém quer, já que isso tudo é mimi&#8221;, finaliza o jornalista-atleta.</p>
<p><strong>Casos históricos de racismo no esporte </strong></p>
<p>Diego Moraes me ajudou a levantar alguns casos históricos de racismo no esporte brasileiro. Infelizmente, casos como Roger Machado, de pessoas do meio esportivo que se posicionam contra o racismo, são bem raros.</p>
<p><em><strong>Negro não tem reflexo </strong></em></p>
<p><figure id="attachment_14049" aria-describedby="caption-attachment-14049" style="width: 674px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14049" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.26.26.png" alt="" width="674" height="834" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.26.26.png 674w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.26.26-121x150.png 121w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.26.26-242x300.png 242w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.26.26-324x400.png 324w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.26.26-339x420.png 339w" sizes="(max-width: 674px) 100vw, 674px" /><figcaption id="caption-attachment-14049" class="wp-caption-text">Moacir Barbosa Nascimento<br />Imagem pertencente ao acervo do C.R. Vasco da Gama, autor não informado</figcaption></figure></p>
<p>&#8220;Negro não tem reflexo&#8221;, &#8220;Negro não pode ser goleiro&#8221;. Esses foram algum dos títulos usados para descrever a atuação de <strong>Moacir Barbosa do Nascimento</strong>, ex-goleiro da Seleção Brasileira.</p>
<p>No final da Copa do Mundo de 50, ao tomar um gol da seleção do Uruguai que resultou na derrota do Brasil, Barbosa foi vítima de um linchamento pela imprensa que além de o responsabilizar pelo resultado, associou sua &#8220;falha&#8221; a sua cor da pele. Não por acaso, a seleção teve poucos goleiros negros. <strong>Dida</strong> foi o primeiro negro a representar a seleção brasileira no gol após Barbosa, isso 56 depois.</p>
<p><em><strong>Aranha chamado de macaco</strong></em></p>
<p><figure id="attachment_14050" aria-describedby="caption-attachment-14050" style="width: 892px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14050" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.27.41.png" alt="" width="892" height="602" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.27.41.png 892w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.27.41-150x101.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.27.41-300x202.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.27.41-768x518.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.27.41-696x470.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-22.27.41-622x420.png 622w" sizes="(max-width: 892px) 100vw, 892px" /><figcaption id="caption-attachment-14050" class="wp-caption-text">Aranha (Foto : Arquivo pessoal)</figcaption></figure></p>
<p>A Internet ajudou a aumentar a repercussão do emblemático caso do de<strong> Aranha</strong>, então goleiro do Santos, alvo de xingamentos racistas em massa vindos da torcida do Grêmio em uma partida em 2014, pela Copa do Brasil.</p>
<p>Ele além de ser xingado de macaco pela torcida adversária,  também foi responsabilizado por alguns torcedores do Grêmio pela expulsão do time da Copa do Brasil.</p>
<p>“Já ouvi várias vezes que estava me aproveitando da situação para me colocar como vítima. Em alguns casos, quem sofre injúria racial no Brasil é visto como culpado”, disse o atleta à revista Veja, em uma entrevista de 2017.</p>
<p><em><strong>O saco de supermercado é branco, o de lixo é preto</strong></em></p>
<p>Nory diz que foi tudo brincadeira. Um vídeo divulgado antes do Pan-Americano em maio de 2015 mostrou Arthur Nory, Fellipe Arakawa e Henrique Flores, fazendo piadas de conotação racial contra o  colega Ângelo Assumpção, campeão no salto sobre o cavalo na etapa da Copa do Mundo de Ginástica em São Paulo.</p>
<p>&#8220;- Seu celular quebrou: a tela quando funciona é branca&#8230; quando ele estraga é de que cor? (risos) &#8230; O saquinho do supermercado é branco &#8230; e o do lixo? É preto!&#8221; &#8211; dizem os demais atletas, em coro.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Os dirigente não me acompanharam no Japão&#8221; </strong></p>
<p><figure id="attachment_14053" aria-describedby="caption-attachment-14053" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14053" src="https://mundonegro.inf.br/mundonegro/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-23.24.05.png" alt="" width="358" height="442" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-23.24.05.png 358w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-23.24.05-121x150.png 121w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-23.24.05-243x300.png 243w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-23.24.05-324x400.png 324w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2019/10/Captura-de-Tela-2019-10-13-às-23.24.05-340x420.png 340w" sizes="(max-width: 358px) 100vw, 358px" /><figcaption id="caption-attachment-14053" class="wp-caption-text">Aída dos Santos (Foto: Arquivo pessoal)</figcaption></figure></p>
<p><strong> Aída dos Santos</strong> foi a única mulher na delegação que disputou os Jogos Olímpicos de 1964, em Tóquio, no Japão.</p>
<p>Em uma entrevista ao jornalista <strong>Roberto Salim</strong>, ela revelou ter passado por um grande sufoco durante os jogos. Além de não falar japonês, Aída foi abandonada pela delegação.</p>
<p>“Eu ficava triste, mas não ligava. Ia à luta, como fui na Olimpíada de Tóquio, quando os dirigentes não me acompanharam ao estádio para a disputa do salto em altura”, detalhou a ex-atleta.</p>
<p>Perfis diferentes, épocas diferentes, mas que mostram como o Brasil trata os atletas de pele escura.</p>
<p>&nbsp;</p>
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