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	<title>Arquivos adolescência neftlix - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Adolescência: estudantes negros e o retrato de uma escola que adoece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 19:08:57 +0000</pubDate>
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<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/adolescencia-estudantes-negros-e-o-retrato-de-uma-escola-que-adoece/">Adolescência: estudantes negros e o retrato de uma escola que adoece</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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<p>O caos das escolas públicas foi um dos vários incômodos que senti assistindo à série<strong> <em>Adolescência</em></strong>, sucesso de crítica e audiência exibido pela Netflix. Em especial no segundo episódio, que se passa quase inteiramente dentro de uma escola, é quase claustrofóbico observar tantos jovens em um ambiente cinza — no sentido real e também metafórico. A violência verbal parece naturalizada; há falta de comprometimento por parte de alguns professores, reflexo de baixos salários; o bullying acontece diante de alunos e coordenadores que nada fazem. E, após o assassinato de Katie, a rotina seguiu como se nada tivesse acontecido, revelando uma brutalidade já normalizada. O luto se fez presente apenas na figura de<strong> Jade </strong>(Fatima Bojang), melhor amiga da vítima.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="597" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-1024x597.webp" alt="" class="wp-image-88891" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-1024x597.webp 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-300x175.webp 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-150x88.webp 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-768x448.webp 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-720x420.webp 720w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-696x406.webp 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08-1068x623.webp 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/Adolescence_UK_n_S1_E2_00_25_52_08.webp 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fatima Bojang como Jade- Foto: Reprodução Netflix</figcaption></figure>



<p>&#8220;Ela era a única pessoa que me entendia.&#8221; Essa frase pode ter muitas leituras, mas sabemos que, além da misoginia — abordada de forma brilhante na série — o racismo e a xenofobia também são temas que aparecem nas relações dos jovens, inclusive em grupos online. Se uma das reflexões de <em>Adolescência</em> é sobre frustrações transformadas em violência, é urgente incluir as questões raciais nesses debates.</p>



<p>Jade vem de um lar desestruturado, sem apoio da mãe, e sua cena final — o corpo jovem e negro, sozinho em meio a uma multidão — traduz outro tipo de adolescência: aquela em que nem os pais estão presentes, e o Estado falha de maneira sistemática.</p>



<p>Nos últimos anos, aumentaram os relatos de racismo no ambiente escolar, onde até mesmo grupos de WhatsApp e outros redes sociais,&nbsp; têm sido usados para humilhar estudantes negros.</p>



<p>No Brasil, tivemos o caso da aluna, filha de senegaleses, estudante do Colégio Franco-Brasileiro, que precisou mudar de escola após ser vítima de racismo. Em outro episódio doloroso, em 2024, um estudante negro e gay do colégio Bandeirantes tirou a própria vida após sofrer discriminação racial e social. A exposição constante a ambientes hostis, marcada por exclusões e violências simbólicas, pode impactar profundamente a saúde mental dos jovens.</p>



<p>A solidão dos alunos negros dentro das escolas também aparece na trajetória de <strong>Adam Bascombre</strong> (Amari Bacchus), filho do policial que investiga o caso ( Ashley Walters) . Ele falta frequentemente às aulas por conta da maneira como é tratado — inclusive na frente dos professores.</p>



<p>Um estudo publicado em 2021 no <em>JAMA</em> (Journal of the American Medical Association) revelou que, entre 1991 e 2019, <strong>a taxa de suicídio entre adolescentes negros nos Estados Unidos aumentou 79%</strong>, sendo o único grupo racial com crescimento significativo nesse período. Aqui no Brasil, um estudo realizado em 2023 pelo Ministério da Saúde apontou índice de suicídio entre adolescentes e jovens negros no Brasil é 45% maior do que entre brancos.</p>



<p>Se a série tem gerado um debate global sobre a violência de gênero desde a infância e alertado para os impactos emocionais sobre meninos, é igualmente necessário refletir sobre como meninos e meninas brancos interagem com pessoas racialmente diferentes. Não precisamos esperar por casos extremos: a violência que não deixa marcas visíveis já tem custado vidas.</p>



<p>O discurso de ódio tem crescido, com jovens sendo aliciados por ideologias extremistas, como o neonazismo. Os debates sobre diversidade parecem perder força em um mundo em que homens brancos tentam mais uma vez controlar os comportamentos sociais. Por isso, discutir a internet tóxica fazendo um recorte de raça entre os jovens — inclusive com crianças — se torna mais urgente do que nunca..</p>



<p>Os personagens de Adam e Jade não têm tanto tempo de tela por acaso. Eles representam uma adolescência que raramente é colocada no centro das discussões. E a pergunta permanece: quem está falando sobre esse tipo de adolescência?</p>
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