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	<title>Arquivos aborto - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos aborto - Mundo Negro</title>
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		<title>“Retrocesso para a vida de todas as mulheres e meninas”, critica Anielle Franco sobre aprovação da PEC que proíbe aborto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 17:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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		<category><![CDATA[anielle franco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A aprova&#231;&#227;o da Proposta de Emenda &#224; Constitui&#231;&#227;o (PEC) que pode restringir os direitos ao aborto no Brasil foi criticada por ativistas que invadiram a sess&#227;o e l&#237;deres feministas, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em uma publica&#231;&#227;o nas redes sociais, Anielle denunciou o que considera um grave retrocesso para os direitos das [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/retrocesso-para-a-vida-de-todas-as-mulheres-e-meninas-critica-anielle-franco-sobre-aprovacao-da-pec-que-proibe-aborto/">“Retrocesso para a vida de todas as mulheres e meninas”, critica Anielle Franco sobre aprovação da PEC que proíbe aborto</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode restringir os direitos ao aborto no Brasil foi criticada por ativistas que invadiram a sessão e líderes feministas, incluindo a ministra da Igualdade Racial, <strong>Anielle Franco</strong>. Em uma publicação nas redes sociais, Anielle denunciou o que considera um grave retrocesso para os direitos das mulheres e meninas, especialmente no que diz respeito ao direito ao aborto em casos de estupro, risco de vida para a gestante e anencefalia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="512" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-1024x512.png" alt="" class="wp-image-85936" style="width:836px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-1024x512.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-300x150.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-150x75.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-768x384.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-1536x768.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-2048x1024.png 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-840x420.png 840w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-696x348.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-1068x534.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-MN-100-1920x960.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Lula Marques/ Agência Brasil</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">“A aprovação da PEC do Estuprador na CCJ da Câmara dos Deputados é um retrocesso para a vida de todas as mulheres e meninas. Mais uma vez, querem revitimizar meninas, as principais vítimas de estupro, e colocar em risco a vida de milhares de mulheres”, afirmou Anielle. Ela também reafirmou o compromisso com a ministra das Mulheres, <strong>Cida Gonçalves</strong>, de garantir os direitos reprodutivos das mulheres e meninas no país.</p>



<blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Retrocesso para vida de todas mulheres e meninas.‼️<br><br>A aprovação da PEC do Estuprador na CCJ da Câmara dos Deputados é um grave retrocesso nos direitos das mulheres. Mais uma vez, querem revitimizar meninas, as principais vítimas de estupro, e colocar em risco a vida de milhares…</p>&mdash; Anielle Franco (@aniellefranco) <a href="https://twitter.com/aniellefranco/status/1862143759603179563?ref_src=twsrc%5Etfw">November 28, 2024</a></blockquote> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta foi aprovada na última quarta-feira, 27, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, com 35 votos favoráveis contra 15. A PEC, de autoria do ex-deputado <strong>Eduardo Cunha</strong>, visa alterar o artigo 5º da Constituição para garantir a inviolabilidade da vida desde a concepção, o que pode resultar na proibição do aborto nos casos atualmente permitidos pela legislação brasileira, como em casos de risco para a vida da gestante, de gravidez resultante de estupro e de anencefalia do feto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação ocorreu após protestos de manifestantes que ocuparam o plenário da CCJ, interrompendo a sessão com gritos como “criança não é mãe” e “estuprador não é pai”. A presidente da comissão, deputada <strong>Caroline de Toni </strong>(PL-SC), tentou dispersar os manifestantes com o auxílio da polícia legislativa, mas a ação gerou tensão, com parlamentares mudando de plenário para evitar confrontos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate sobre a PEC tem gerado intensas divisões entre os parlamentares. A deputada <strong>Dani Cunha</strong> (União-RJ), filha de <strong>Eduardo Cunha</strong>, defendeu a proposta, alegando que o aborto é &#8220;o assassinato de um bebê indefeso&#8221;. Já a deputada <strong>Sâmia Bonfim</strong> (PSOL-SP) se posicionou contra, destacando que a PEC obrigaria mulheres e meninas vítimas de violência sexual a manterem gestações, além de colocar em risco a vida das gestantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, a PEC segue para análise de uma comissão especial, que terá até 40 sessões para emitir um parecer sobre o tema. Caso seja aprovada, a proposta seguirá para votação no plenário da Câmara, onde precisará do apoio de 308 deputados, em dois turnos, para avançar ao Senado. Se aprovado pelo Senado, sem alterações, a emenda será promulgada, sem a necessidade de sanção presidencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aborto colocado em pauta mais uma vez</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a segunda vez que o tema do aborto ganha os holofotes na imprensa neste ano. Em junho deste ano,<a href="https://mundonegro.inf.br/misogino-mas-tambem-tem-cunho-racista-explica-fayda-belo-sobre-pl-que-equipara-aborto-a-homicidio-criancas-negras-sao-as-principais-vitimas/"> a Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência do Projeto de Lei 1904/24</a>. O projeto, de autoria do deputado federal, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), é visto como uma penalização das meninas e mulheres vítimas de estupro que optaram por interromper a gestação decorrente da violência já que equipara o aborto após 22 semanas ao crime de homicídio. A elas seria imposta uma pena mais severa do que as aplicadas aos estupradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista ao site Mundo negro, a advogada Fayda Belo explicou as consequências da aprovação da PL para as mulheres e meninas brasileiras, sobretudo para meninas negras: “Mais da metade dessas meninas vítimas de estupro de vulnerável são meninas negras, o que demonstra que esse projeto de lei é claramente misógino, mas também tem cunho racista, já que visivelmente duplamente penalizará em sua maioria meninas negras violentadas sexualmente. É preciso lembrar que as violências mais graves, segundos os dados, são praticados contra mulheres e meninas negras, que é claramente o grupo mais vitimizado”.</p>
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		<title>Anielle Franco critica PL que equipara aborto a homicídio e alerta para impacto sobre vítimas de violência sexual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 13:36:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[criminalização]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[PL 1904/24]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, criticou, na manh&#227; desta quinta-feira, 13, a aprova&#231;&#227;o do requerimento de urg&#234;ncia do Projeto de Lei 1904/24, que equipara o aborto acima de 22 semanas ao crime de homic&#237;dio. O projeto, de autoria do deputado federal S&#243;stenes Cavalcante (PL-RJ), penaliza mulheres e meninas v&#237;timas de viol&#234;ncia sexual que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A ministra da Igualdade Racial, <strong>Anielle Franco</strong>, criticou, na manhã desta quinta-feira, 13, a aprovação do requerimento de urgência do <a href="https://mundonegro.inf.br/erika-hilton-faz-campanha-nas-redes-para-frear-projeto-de-lei-que-equipara-aborto-a-homicidio-nojento-absurdo-e-cruel/">Projeto de Lei 1904/24</a>, que equipara o aborto acima de 22 semanas ao crime de homicídio. O projeto, de autoria do deputado federal <strong>Sóstenes Cavalcante</strong> (PL-RJ), penaliza mulheres e meninas vítimas de violência sexual que interromperem a gestação, prevendo penas mais severas do que as aplicadas aos estupradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em publicação no X/Twitter, a ministra destacou que a aprovação do requerimento retrocede os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no Brasil. “A Câmara aprovou ontem o requerimento de urgência do PL 1904/24, que retrocede os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas no Brasil e concretamente agrava os casos de gravidez infantil, forçando crianças violentadas a serem mães”, afirmou a ministra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A urgência na tramitação do projeto implica que ele não passará por comissões e será encaminhado diretamente ao plenário. Para <strong>Anielle Franco</strong>, isso representa uma falta de espaço para discussão com a sociedade e especialistas sobre a proposta. “As discussões sobre essa proposta desastrosa para a vida de meninas e mulheres no país tramitam com velocidade e pouco espaço para discussão com a sociedade e especialistas”, criticou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto do PL 1904/24, mulheres adultas vítimas de estupro que realizarem o aborto após 22 semanas, bem como os profissionais que executarem o procedimento, podem ser condenadas por homicídio, com penas que chegam a até 20 anos de prisão. Franco sublinhou que essa pena é o dobro da aplicada aos agressores do estupro, cuja máxima é de 10 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra também ressaltou a gravidade da situação de violência sexual no país, citando dados de 2022 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Os dados são alarmantes: o Brasil registrou cerca de 75 mil casos de estupro – o maior da série histórica. Seis a cada dez vítimas eram crianças de até 13 anos, 57% eram negras e 68% dos estupros ocorreram na residência das vítimas. Outro dado revela a gravidade deste cenário: em 64% dos casos, os autores eram familiares das vítimas”, detalhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela concluiu a publicação alertando sobre os impactos do projeto. “Esse projeto representa retrocesso e desprezo pela vida das mulheres. Esse não é o Brasil que queremos”, escreveu.</p>



<blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">A Câmara aprovou ontem o requerimento de urgência do PL 1904/24, que retrocede os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas no Brasil e concretamente agrava os casos de gravidez infantil, forçando crianças violentadas a serem mães. Com a aprovação desse requerimento,…</p>&mdash; Anielle Franco (@aniellefranco) <a href="https://twitter.com/aniellefranco/status/1801227087635706192?ref_src=twsrc%5Etfw">June 13, 2024</a></blockquote> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de Cavalcante tem gerado controvérsia e reacendeu o debate sobre os direitos reprodutivos no país. Grupos de defesa dos direitos das mulheres e entidades de saúde se manifestaram contrários ao projeto, apontando para os riscos e impactos negativos sobre a saúde das mulheres, especialmente as que são vítimas de violência sexual.</p>
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		<title>Deputadas norte-americanas são presas durante ato pelo direito ao aborto, em frente à Suprema Corte</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/deputadas-norte-americanas-sao-presas-durante-ato-a-favor-do-aborto-em-frente-a-suprema-corte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 15:07:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um protesto realizado pelo direito ao aborto nesta ter&#231;a-feira (19) em frente ao pr&#233;dio da Suprema Corte, em Washington D.C., EUA, acabou com 35 pessoas presas. Dentre os presos, 17 s&#227;o congressistas democratas, incluindo as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar. De acordo com a pol&#237;cia do Capit&#243;lio, os manifestantes bloquearam o tr&#225;fego em uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um protesto realizado pelo direito ao aborto nesta terça-feira (19) em frente ao prédio da Suprema Corte, em Washington D.C., EUA, acabou com 35 pessoas presas. Dentre os presos, 17 são congressistas democratas, incluindo as deputadas <strong>Alexandria Ocasio-Cortez</strong> e <strong>Ilhan Omar</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a polícia do Capitólio, os manifestantes bloquearam o tráfego em uma rua e já haviam recebido três advertências. &#8220;Alguns dos manifestantes se recusam a sair da rua, então estamos começando a fazer prisões&#8221;, escreveram no Twitter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ilhan Omar, deputada do Minnesota, se posicionou sobre o caso nas redes sociais. &#8220;Fui presa hoje enquanto participava de um ato de desobediência civil com meus colegas membros do Congresso do lado de fora da Suprema Corte. Continuarei fazendo tudo o que estiver ao meu alcance a fim de alertar para o ataque aos nossos direitos reprodutivos!&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito ao aborto legal nos EUA está ameaçado em mais da metade do país, depois que <a href="https://mundonegro.inf.br/suprema-corte-dos-eua-derruba-direito-legal-ao-aborto-decisao-e-retrocesso-para-mulheres-negras-e-pobres/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a Suprema Corte anulou a sentença Roe vs. Wade Act</a>, de 1973, que garantia direito ao procedimento em todo o país.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://twitter.com/IlhanMN/status/1549467143112196099
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Representantes dos EUA, aprovou na semana passada (15), um projeto de lei para restaurar o direito ao aborto em todo o país, com 219 votos a favor e 210 contra. No mesmo dia, também foi aprovado outro projeteo para proibir a criminalização de mulheres que viajarem para realizar o aborto em outro estado, com 223 votos a favor e 205 contrários.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Criança não é mãe: meninas negras são as gestantes em 75% dos casos de gravidez antes dos 14 anos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/crianca-nao-e-mae-meninas-negras-sao-as-gestantes-em-75-dos-casos-de-gravidez-antes-dos-14-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raio Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jun 2022 13:21:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez na infância]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana, o Brasil se assombrou com o caso da menina de Santa Catarina que foi estuprada aos 10 anos e agora, aos onze, teve seu direito legal de interromper a gesta&#231;&#227;o dificultado pelo hospital e pela Justi&#231;a. O caso da menina revela um po&#231;o profundo de injusti&#231;as e revitimiza&#231;&#245;es a que as meninas est&#227;o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Esta semana, o Brasil se assombrou com o caso da menina de Santa Catarina que foi estuprada aos 10 anos e agora, aos onze, teve seu direito legal de interromper a gestação dificultado pelo hospital e pela Justiça. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso da menina revela um poço profundo de injustiças e revitimizações a que as meninas estão submetidas desde a mais tenra idade no Brasil. De acordo com levantamento da revista Gênero e Número, 75% das meninas com menos de 14 anos que engravidam são negras. De acordo com o código penal brasileiro, toda relação sexual com pessoas nessa faixa etária é classificada como estupro de vulnerável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2018, 21 mil meninas com menos de 14 anos tiveram filhos no Brasil. Não é possível mensurar, mas muitas delas, certamente, tiveram seu direito a interromper a gestação negado pela família, pelo estado, pelos serviços de saúde.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O caso de Santa Catarina, revelado pelo <a href="https://twitter.com/CatarinasPortal?ref_src=twsrc%5Etfw">@CatarinasPortal</a> e pelo <a href="https://twitter.com/TheInterceptBr?ref_src=twsrc%5Etfw">@TheInterceptBr</a>, não é isolado.<br>Toda gravidez em meninas com até 14 anos é estupro de vulnerável, segundo o Código Penal. <a href="https://twitter.com/hashtag/CriancaNaoEMae?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CriancaNaoEMae</a> <a href="https://t.co/pS9NuDPOTG">pic.twitter.com/pS9NuDPOTG</a></p>&mdash; Gênero e Número (@generonumero) <a href="https://twitter.com/generonumero/status/1539226211213271040?ref_src=twsrc%5Etfw">June 21, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Este é um problema que entrecruza diversas violências a que meninas e mulheres negras são submetidas no Brasil e incide na manutenção de meninas e mulheres negras em estado de pobreza, sofrimento emocional e falta de perspectivas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com pesquisa da PNAD Contínua, o cuidado a outras crianças da casa, até 5 anos, também expõe a sobrecarga de cuidados domésticos para meninas negras: elas compõem 75,32% das responsáveis pelos cuidados a outras crianças, enquanto as brancas representam 24,32%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos dados estarrecedores, ainda é comum que a interrupção de uma gestação decorrente de estupro gere mais comoção do que o fato de uma criança de dez anos ser estuprada e nenhuma representação do estado parecer ligar para isso ou querer protegê-la de alguma forma. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Parlamentares ligados ao segmento cristão condenam veementemente o aborto, inclusive nos casos em que são permitidos por lei, como em caso de estupro, em risco de morte para a mãe e anecefalia do feto, ou seja, quando o feto possui má formação cerebral. No entanto, 88% das mulheres que realizaram aborto se declaram católicas, evangélicas, protestantes ou espíritas, segundo a Pesquisa Nacional do Aborto. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>“Segurava meu primeiro filho, enquanto estava perdendo o segundo” Meghan Markle fala sobre a dor de sofrer um aborto espontâneo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/segurava-meu-primeiro-filho-enquanto-estava-perdendo-o-segundo-meghan-markle-fala-sobre-a-dor-de-sofrer-um-aborto-espontaneo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rakeche Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2020 17:11:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Meghan Markle]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A duquesa de Sussex, Megan Markle, falou, em artigo emocionante para o jornal &#8216;The new York times&#8217;, sobre a dor de perder seu segundo filho em julho deste ano. No artigo chamado &#8216;As perdas que compartilhamos&#8217;, a duquesa falou que acordou com um pouco de c&#243;lica, mas continuou sua rotina tranquilamente. Pegou seu filho nos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A duquesa de Sussex, Megan Markle, falou, em artigo emocionante para o jornal ‘The new York times’, sobre a dor de perder seu segundo filho em julho deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No artigo chamado ‘As perdas que compartilhamos’, a duquesa falou que acordou com um pouco de cólica, mas continuou sua rotina tranquilamente. Pegou seu filho nos braços e deitou com ele tranquilamente para cantar uma canção de ninar, mas sabia, naquele momento, que estava perdendo seu segundo bebê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Perder um filho significa carregar uma dor quase insuportável, vivida por muitos, mas falada por poucos. Na dor de nossa perda, meu marido e eu descobrimos que em um quarto com 100 mulheres, 10 a 20 delas sofreram aborto espontâneo. No entanto, apesar da incrível semelhança dessa dor, a conversa permanece um tabu, cheia de vergonha (injustificada) e perpetuando um ciclo de luto solitário.” Completou ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meghan ainda falou que viu o seu marido tentar ajuda-la a sentir menos dor, mesmo estando doendo tanto nele que não conseguia desfaçar o quanto precisava ‘juntar os cacos de seu coração’.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Horas depois, eu estava deitada em uma cama de hospital, segurando a mão de meu marido.&nbsp;Senti a umidade de sua palma e beijei seus dedos, molhados com nossas lágrimas.&nbsp;Olhando para as paredes brancas e frias, meus olhos ficaram vidrados.&nbsp;Tentei imaginar como nos curaríamos.” Falou, a ex-atriz, que compartilhou sua dor e pediu para que as mães possam compartilhar as suas também.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos nos ajustando a uma nova normalidade em que os rostos são ocultados por máscaras, mas isso nos força a olhar nos olhos uns dos outros &#8211; às vezes cheios de calor, outras vezes de lágrimas.&nbsp;Pela primeira vez, em muito tempo, como seres humanos, estamos realmente nos vendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos bem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós seremos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluiu Meghan, no final de seu artigo, que mostrou, a dor de uma mãe ao perder seu filho antes mesmo de conhecê-lo.</p>
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