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	<title>Arquivos 3x4 - Mundo Negro</title>
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		<title>FOTO 3X4: Mestre Markinhos, mestre de bateria e agente comunitário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 09:00:02 +0000</pubDate>
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<p><strong><em>Texto: Rodrigo França</em></strong></p>



<p>Nas ruas de São Gonçalo, nasceu um menino que seria feito de ritmo e resistência. Criado entre o morro do Salgueiro e a Piedade, forjado no amor de uma mãe que soube ser rocha e de um pai que fez do tambor seu verbo, <strong>Mestre Markinhos (<a href="https://www.instagram.com/mstmarkinhos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@mstmarkinhos</a>) </strong>cresceu aprendendo que a vida se faz na cadência. Mas, no compasso de sua história, não bastava apenas tocar: era preciso afirmar-se, ser e existir com todo o brilho e força de quem carrega um legado e constrói outro.</p>



<p>Desde pequeno, sua sina era o samba. Quando pegou o chocalho, instrumento que muitos viam com desdém, já enfrentava os primeiros olhares tortos. “Filho de mestre tem que ser surdo, repique, caixa!” – diziam, sem entender que a grandeza do ritmo está na soma de cada batida, no entrelaçar dos sons que constroem a festa e a fé de um povo. Markinhos fez do chocalho seu estandarte, mas não demorou para que as críticas mudassem de tom. Já não se tratava mais do instrumento, e sim do corpo que vestia sua verdade. Cabelo solto, salto alto, trejeitos que a sociedade insiste em tentar encaixar em normas invisíveis. Mas Markinhos nunca pediu licença para ser. Ele chegou, ocupou e brilhou.</p>



<p>Na bateria, o destino já estava traçado. A escola mirim foi a primeira avenida, mas foi ao lado do pai, Mestre Marcão, que ele aprendeu o rigor e a paixão de comandar um coração pulsante de ritmo. Tornou-se diretor de bateria ainda jovem e, desde então, não largou mais o bastão. Quem vê o Paraíso do Tuiuti ressoar pela Sapucaí sabe que ali há um mestre que rege com alma, com corpo, com entrega. E faz isso no salto – não apenas o de doze centímetros, mas o salto histórico de um menino que ousou ser diferente num espaço que tantas vezes rejeitou o que não se encaixa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="882" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-882x1024.jpg" alt="" class="wp-image-88576" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-882x1024.jpg 882w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-258x300.jpg 258w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-129x150.jpg 129w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-768x892.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-1323x1536.jpg 1323w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-1764x2048.jpg 1764w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-362x420.jpg 362w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-150x174.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-300x348.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-696x808.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-1068x1240.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/03/@s1carnaval-@s1fotografiaecomunicacao-1920x2229.jpg 1920w" sizes="(max-width: 882px) 100vw, 882px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: @s1carnaval @s1fotografiaecomunicacao</figcaption></figure>



<p>Mas Markinhos não é só carnaval. No dia a dia, o batuque se transforma em cuidado. No posto de saúde próximo de casa, ele é agente comunitário, escutando histórias, amparando vidas, sendo ponte entre a comunidade e a dignidade. Essa dualidade é sua marca: no asfalto, no morro, na avenida ou no consultório improvisado do SUS, ele sabe que sua missão é maior do que apenas tocar. Seu sonho não é só o de ver a bateria ecoando pelo mundo – é o de garantir que sua família esteja bem, que seu espaço esteja firmado, que sua presença seja um manifesto de liberdade.</p>



<p>Seus pés, que já pisaram ao lado de Madonna, seguem firmes no chão da sua ancestralidade. Markinhos carrega o axé dos seus, a força de sua mãe incansável, o legado de um pai resiliente, a proteção de uma tia que lhe deu lar. Suas referências são muitas: as irmãs, as sobrinhas, os ícones da música, da política, das lutas que ampliam caminhos para outros corpos e vozes.</p>



<p>E se há um legado que ele quer deixar, é esse: a certeza de que ele foi inteiro, sempre. Que não há por que pedir permissão para ser o que se é. Que ninguém tem o direito de decidir que versão de si mesmo merece existir. Markinhos rege uma bateria, mas também rege sua própria história. E quem ousar desviar o olhar, cedo ou tarde, vai precisar aplaudir.</p>
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