Com o Brasil eliminado, veja como chegam Marrocos, Egito e França às quartas de final da Copa do Mundo de 2026, e quem ainda disputa vaga na fase.
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A eliminação do Brasil para a Noruega, por 2 a 1, nesta segunda-feira (6), nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, tirou o país da disputa direta pelo título, mas o torneio segue com nomes que aproximam o público brasileiro de outras histórias em campo. Marrocos já garantiu vaga nas quartas de final e enfrenta a França na próxima quinta-feira (9), enquanto o Egito decide sua permanência na competição nesta terça-feira (7), diante da Argentina, em Atlanta.
Marrocos chega a essa fase como a única seleção africana ainda viva no Mundial depois da eliminação em sequência de Tunísia, África do Sul, RD Congo, Senegal, Costa do Marfim, Argélia, Cabo Verde e Gana. A equipe marroquina eliminou o Canadá por 3 a 0 no último sábado (4) e repete o caminho percorrido na Copa de 2022, quando chegou à semifinal e se tornou a primeira seleção africana e árabe a alcançar essa fase da competição.
O Egito depende do resultado contra a Argentina para seguir vivo no torneio. A seleção comandada por Mohamed Salah eliminou a Austrália nos pênaltis, após empate por 1 a 1, e alcançou pela primeira vez na história a fase de oitavas de final de uma Copa do Mundo. A partida contra os argentinos, atuais campeões mundiais, está marcada para as 13h desta terça-feira (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium.
A França, adversária de Marrocos nas quartas de final, também chama atenção pela composição do elenco. Do total de 26 jogadores convocados pelo técnico Didier Deschamps para o Mundial, 18 são negros. A maioria nasceu e foi criada na França, casos de Kylian Mbappé, nascido em Paris, e Ousmane Dembélé, nascido em Vernon, ambos filhos de famílias com raízes em países africanos, respectivamente Camarões e Argélia no caso de Mbappé, Mauritânia e Mali no caso de Dembélé. Esse perfil vem de longa data na seleção francesa, presente desde o título de 1998, quando o elenco ficou conhecido pelo slogan “Black-Blanc-Beur”.
A campanha coletiva do continente africano nesta edição já é considerada histórica antes mesmo do resultado de Marrocos e Egito nas próximas fases. Das dez seleções africanas classificadas para o Mundial, nove avançaram à fase eliminatória, o maior número da história da competição e o melhor aproveitamento entre todas as confederações na primeira fase. O aumento no número de vagas, resultado da expansão do torneio para 48 seleções, ampliou a presença africana em relação às edições anteriores, quando o continente costumava levar cinco representantes.
Salah chega à sequência decisiva como principal referência do Egito, depois de liderar a equipe na segunda colocação do grupo e balançar as redes nos momentos definidores da fase de grupos. Do lado marroquino, o elenco comandado por Hakimi soma três vitórias, dois empates e nenhuma derrota até aqui, número que reforça a candidatura da equipe a repetir ou superar o quarto lugar conquistado em 2022, no Catar.
Com Marrocos e Egito ainda na disputa, e a França enfrentando justamente os marroquinos nas quartas de final, a Copa do Mundo de 2026 segue, na ausência do Brasil, com mais de um caminho até a decisão, marcada para 19 de julho.
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