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	<title>Arquivos Saúde - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Mar 2026 11:51:34 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>Luiza Felix: a geógrafa que virou referência em alimentação vegana consciente e sistemas alimentares sustentáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiza Felix n&#227;o escolheu a gastronomia pelo caminho mais &#243;bvio. Formada em Geografia pela UFF, em Niter&#243;i, ela chegou &#224; cozinha pelo mesmo lugar de onde veio sua consci&#234;ncia sobre o mundo: o estudo dos sistemas alimentares. &#8220;A gastronomia me escolheu no momento em que comecei a refletir sobre quais marcas eu gostaria de deixar [&#8230;]</p>
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<p>Luiza Felix não escolheu a gastronomia pelo caminho mais óbvio. Formada em Geografia pela UFF, em Niterói, ela chegou à cozinha pelo mesmo lugar de onde veio sua consciência sobre o mundo: o estudo dos sistemas alimentares. &#8220;A gastronomia me escolheu no momento em que comecei a refletir sobre quais marcas eu gostaria de deixar no mundo&#8221;, conta.</p>



<p>Foi durante a graduação, ao se aproximar do núcleo de pesquisa em Geografia Agrária e Território, que Luiza se encantou pela agroecologia e compreendeu que continuar consumindo carne animal já não fazia sentido para ela. A decisão veio acompanhada de uma necessidade prática: precisava descobrir uma nova cultura alimentar. &#8220;Como era uma grande mudança de hábito, dentro de casa e também na sociedade, precisei literalmente colocar a mão na massa para descobrir uma nova cultura alimentar. Nesse processo, me apaixonei&#8221;, diz.</p>



<p>Grande parte do que aprendeu veio da sua mãe, que ela descreve como a melhor cozinheira que conhece. O que começou como transformação pessoal foi se tornando estilo de vida e, depois, profissão. Há cinco anos, Luiza trabalha com o Malawi Vegetariano, projeto que surgiu como um delivery vegano e hoje é um espaço de troca sobre alimentação, saúde e meio ambiente, conectando aprendizados e refletindo sobre sistemas alimentares mais sustentáveis.</p>



<p>O Malawi não é só um negócio: é uma posição no mundo. Luiza entende a alimentação como um ato que envolve território, ancestralidade e responsabilidade coletiva, e é essa visão que ela leva para o conteúdo que produz. Ao popularizar a culinária vegetal, ela não apenas apresenta receitas, mas convida as pessoas a repensar a relação com o que comem e de onde vem o que está no prato.</p>



<p>Essa perspectiva é o que a conecta diretamente ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem como resgate cultural, sustentabilidade e acesso. O <strong>TikTok </strong>escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Luiza Felix é uma deles.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7613126356355927314" data-video-id="7613126356355927314" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>Tem planta que a gente chama de mato, mas que nossos ancestrais já conheciam como alimento. Luiza Felix (@malawivegetariano) explica o que são as PANCs, Plantas Alimentícias Não Convencionais: espécies nutritivas, acessíveis e que sempre estiveram ao nosso redor, esperando ser redescobertaS. Resgatar essas plantas é também resgatar os saberes de quem cuidava da terra antes da gente. Comer bem é, muitas vezes, lembrar do que nunca deveria ter sido esquecido. Você conhece alguma PANC? <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="panc" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/panc?refer=embed">#PANC</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7613126423661792018?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
</div></figure>



<p>Para as pretinhas e os pretinhos que sonham em viver da gastronomia, ela tem uma orientação que vai além da técnica: &#8220;Recomendo, antes de tudo, estudo. Não apenas das técnicas, mas principalmente das contribuições que nossos ancestrais deixaram para a gastronomia brasileira, não só de forma braçal, mas também intelectual. Reconhecer essa herança e se apropriar dela é um passo fundamental para se empoderar e se posicionar com força e consciência nesse mercado.&#8221;</p>



<p>Da Geografia à cozinha vegetal, Luiza Felix mostra que entender os sistemas alimentares é também uma forma de transformá-los. </p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #VeganoConsciente&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Saulo Gonçalves: o nutricionista que desmistifica a ciência com humor e consciência alimentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 19:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Antes de falar sobre comida, Saulo Gonçalves precisou aprender a se ouvir. Formado em Direito, com dois anos de atuação na área, ele carregava uma trajetória construída sob pressão externa: origem humilde, expectativa familiar, foco no retorno financeiro. O que faltava era o que ele chama de convicção. Faixa preta de judô, apaixonado por esporte, saúde e performance desde cedo, Saulo sabia que havia uma outra rota. E foi por ela que ele decidiu ir.</p>



<p>&#8220;Minha primeira formação foi em Direito. Me formei, atuei por dois anos, mas algo dentro de mim dizia que aquele não era o meu destino final. Fui influenciado pela família, foquei apenas no dinheiro, e esqueci de me ouvir completamente&#8221;, conta Saulo. A virada veio quando ele entrou para o curso de Nutrição: &#8220;com frio na barriga, mas com convicção.&#8221;</p>



<p>Carioca e nutricionista clínico, Saulo construiu nas redes sociais uma linguagem própria que mistura humor e consciência alimentar. Já colaborou com o Mundo Negro, participou do programa É de Casa e do Mais Você, ambos da TV Globo. Em sua prática clínica, gosta de abordar sustentabilidade, e a alimentação natural consciente é o que mais o encanta.</p>



<p>Na prática clínica, Saulo encontrou o que chama de verdadeiro encantamento. Não foi na nutrição esportiva, área em que a conexão com o judô seria a rota mais óbvia, mas no acompanhamento integral de pessoas que chegam ao consultório com histórias, rotinas, emoções e contextos únicos. &#8220;A clínica é a base de todas as áreas. É nela que aprendemos a enxergar o paciente como um todo, a investigar, a acolher, a compreender histórias, emoções e contextos&#8221;, explica.</p>



<p>&#8220;A Nutrição me mostrou que comida não é só macro e micronutriente: é cuidado, é escuta, é transformação&#8221;, afirma. Essa visão é o que conecta o trabalho de Saulo ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: a ideia de que comer bem é um ato que vai além da composição nutricional do prato, envolve cultura, escuta e acesso.</p>



<p>É exatamente essa perspectiva que o TikTok e o Mundo Negro buscaram reunir nesta campanha. Escolhido pelo <a href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7610173763388329234">TikTok</a> para inaugurar o projeto globalmente, o Brasil recebe uma iniciativa que une tecnologia, educação e impacto social para democratizar o acesso à informação sobre alimentação saudável. O Mundo Negro, com o suporte do Guia Black Chefs, entra como parceiro estratégico, produzindo conteúdo com 20 profissionais negros que são referência na gastronomia e nutrição brasileira. Saulo Gonçalves é um deles.</p>



<p>Para quem ainda está encontrando seu caminho, ele tem uma mensagem direta: &#8220;Não escolham apenas pelo que está na moda ou pelo retorno financeiro. O dinheiro importa, claro. Mas ele não sustenta sozinho uma rotina de estudos constantes, atendimentos, responsabilidade técnica e dedicação diária. Escolham aquilo que faz seus olhos brilharem. Profissão não é apenas ganha-pão, é propósito.&#8221;</p>



<p>No TikTok, Saulo prova que falar de nutrição com humor e consciência não são opostos. Que conscientizar sobre alimentação começa por falar com as pessoas, não para elas.</p>



<figure class="wp-block-video"><video height="1024" style="aspect-ratio: 576 / 1024;" width="576" controls src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/snaptik_7610173763388329234_v3.mp4"></video></figure>
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		<title>Capital do Quênia aprova dois dias mensais de folga menstrual para colaboradoras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/capital-do-quenia-aprova-dois-dias-mensais-de-folga-menstrual-para-colaboradoras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 15:56:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um passo decisivo para os direitos trabalhistas e a sa&#250;de feminina, o Governo do Condado de Nair&#243;bi aprovou formalmente a concess&#227;o de dois dias de licen&#231;a menstrual remunerada por m&#234;s para suas servidoras. A medida, aprovada pelo Gabinete sob a presid&#234;ncia do Governador Johnson Sakaja, marca a capital queniana como pioneira na formaliza&#231;&#227;o do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um passo decisivo para os direitos trabalhistas e a saúde feminina, o Governo do Condado de Nairóbi aprovou formalmente a concessão de dois dias de licença menstrual remunerada por mês para suas servidoras. A medida, aprovada pelo Gabinete sob a presidência do Governador <strong>Johnson Sakaja</strong>, marca a capital queniana como pioneira na formalização do apoio à saúde menstrual dentro de suas políticas de Recursos Humanos.</p>



<p>A decisão foi tomada durante uma sessão estratégica do Comitê Executivo do Condado. O objetivo central é reconhecer a <strong>dismenorreia</strong> (dor menstrual severa) como uma condição que impacta diretamente a produtividade e o bem-estar da força de trabalho feminina, que hoje representa mais da metade do funcionalismo público da capital</p>



<p>A nova política não se baseia apenas em bem-estar, mas em dados sólidos de gestão. Estudos citados no memorando do governo indicam que entre <strong>65% e 80% das mulheres</strong> sofrem de dores menstruais, muitas vezes em níveis que comprometem a capacidade laboral.</p>



<p>Antes da aprovação, a ausência de diretrizes forçava as funcionárias a enfrentar o &#8220;presenteísmo&#8221;, estar fisicamente no trabalho, mas sem condições reais de produtividade devido ao desconforto. &#8220;A política visa solucionar essa lacuna, oferecendo suporte estruturado sem impor ônus financeiro adicional ao município&#8221;, destaca o documento de posição do gabinete.</p>



<p>A gestão Sakaja garantiu que a implementação será acompanhada por medidas de sensibilização para evitar estigmas no ambiente de trabalho. Os principais pontos da execução incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sigilo Total:</strong> Garantia de privacidade e dignidade para as funcionárias em todos os níveis.</li>



<li><strong>Avaliação de Desempenho:</strong> A utilização dos dias de saúde menstrual não terá impacto negativo nas avaliações de carreira.</li>



<li><strong>Continuidade Operacional:</strong> Para garantir que os serviços essenciais não parem, o setor de Gestão do Serviço Público implementará escalas de revezamento e trocas de turnos.</li>
</ul>



<p>Com esta medida, Nairóbi se junta a um grupo seleto de nações e regiões que reconhecem legalmente essa necessidade. Na África, a <strong>Zâmbia</strong> já possui o &#8220;Mother&#8217;s Day&#8221; (um dia de folga mensal). Globalmente, países como <strong>Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Espanha</strong> (esta última desde 2023) já possuem leis que protegem a saúde menstrual das trabalhadoras.</p>



<p>No Quênia, embora o Ministério da Saúde e órgãos como o UNFPA já defendessem políticas de higiene e combate à pobreza menstrual, a iniciativa de Nairóbi é vista por especialistas como um avanço prático na remoção de barreiras de gênero no mercado de trabalho.</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>“Performar feminilidade adoece mulheres negras” alerta Josi Helena, tricologista e especialista em estética negra</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/performar-feminilidade-adoece-mulheres-negras-alerta-josi-helena-tricologista-e-especialista-em-estetica-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 13:17:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Negro Beauty]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Josi Helena Souza &#233; esteticista e tricologista, especialista em est&#233;tica para pessoas negras. Com anos de atua&#231;&#227;o em consultorias, palestras e treinamentos, ela tem se dedicado a analisar o impacto das pr&#225;ticas de beleza na sa&#250;de capilar e emocional de suas clientes. Em suas observa&#231;&#245;es, Josi identifica um problema que vai al&#233;m do cabelo: a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Josi Helena Souza é esteticista e tricologista, especialista em estética para pessoas negras. Com anos de atuação em consultorias, palestras e treinamentos, ela tem se dedicado a analisar o impacto das práticas de beleza na saúde capilar e emocional de suas clientes. Em suas observações, Josi identifica um problema que vai além do cabelo: a pressão estética que mulheres negras enfrentam para se adequar a padrões que não refletem sua identidade.</p>



<p>Segundo Josi, <strong>80% das mulheres que procuram seus serviços desenvolveram alopecia por tração, evoluindo em muitos casos para alopecia cicatricial</strong>. Esse dado revela que a busca por cabelos longos, lisos ou moldáveis, muitas vezes estimulada pelo mercado de beleza, tem consequências diretas na saúde física dessas mulheres. Para ela, o problema não está apenas nos procedimentos, mas na pressão invisível para performar um ideal de feminilidade.</p>



<p>Em suas reflexões, Josi alerta: &#8220;A busca por pertencimento através da estética adoece quem mais longe está do &#8216;ideal&#8217; imposto. Não é o comprimento ou textura dos cabelos que determina o que é ser feminina ou bela, mas no subconsciente de mulheres negras isso não é verdade&#8221;. Ela destaca que a indústria da beleza movimenta enormes quantias de dinheiro enquanto adoece essas mulheres, criando uma falsa sensação de escolha e empoderamento.</p>



<p>O trabalho de Josi Helena Souza convida à reflexão e à revisão de padrões. Questionar escolhas estéticas e priorizar a saúde física e emocional são passos essenciais para ressignificar a relação com a própria aparência. Em suas palavras: &#8220;Nada deve ser mais importante que a sua saúde&#8221;. O alerta da especialista não é apenas sobre cabelos: é sobre identidade, liberdade e cuidado com si mesma em uma sociedade que ainda impõe padrões excludentes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Beleza com propósito real: Com o projeto Da Pele Preta, Dra. Andréa Santana oferece tratamentos gratuitos a mulheres negras em vulnerabilidade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/beleza-com-proposito-real-dra-andrea-santana-cria-o-projeto-da-pele-preta-e-oferece-tratamentos-gratuitos-em-comunidades-negras-de-salvador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 16:37:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um pa&#237;s onde a beleza negra ainda precisa disputar espa&#231;o dentro dos protocolos est&#233;ticos, a trajet&#243;ria da Dr&#170; Andr&#233;a Santana nasce como resposta e transforma&#231;&#227;o. Farmac&#234;utica cl&#237;nica e esteta, ela construiu, a partir de Salvador, uma atua&#231;&#227;o que une ci&#234;ncia e compromisso social, tornando-se uma das principais refer&#234;ncias nacionais em cuidados dermatol&#243;gicos voltados &#224; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um país onde a beleza negra ainda precisa disputar espaço dentro dos protocolos estéticos, a trajetória da <strong>Drª Andréa Santana</strong> nasce como resposta e transformação. Farmacêutica clínica e esteta, ela construiu, a partir de Salvador, uma atuação que une ciência e compromisso social, tornando-se uma das principais referências nacionais em <strong>cuidados dermatológicos voltados à pele negra</strong>. Entre publicações científicas, palestras e atendimentos, Andréa tem feito da estética um instrumento de reparação: devolve autoestima, visibilidade e pertencimento a mulheres negras historicamente excluídas das narrativas de beleza.</p>



<p>Há 24 anos na área, farmacêutica clínica, ozonioterapeuta, docente, palestrante e CEO da Clínica de Estética Avançada Drª Andréa Santana, ela também é membro do Grupo de Trabalho do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF/BA) e integra a rede internacional Forbes BLK, que conecta lideranças negras de destaque em todo o mundo.</p>



<p>Mas é no <strong>projeto social Da Pele Preta</strong> que a potência de seu trabalho se revela de forma mais profunda. Criado há dois anos, o projeto oferece <strong>tratamentos estéticos gratuitos para mulheres negras em situação de vulnerabilidade</strong>, promovendo acolhimento, escuta e reconstrução de autoestima. Em 2025, a ação beneficiou mulheres da <strong>comunidade religiosa Cumoa</strong>, em Piatã, reforçando a beleza como ferramenta de pertencimento e fé.</p>



<p>Em entrevista ao <strong>Mundo Negro</strong>, ela compartilhou histórias que marcam a essência do <em>Da Pele Preta</em>:</p>



<p><em>“Teve um momento que me marcou profundamente quando uma das mulheres, ao final do tratamento, se olhou no espelho e começou a chorar. Mas não eram lágrimas de vaidade, eram de reconhecimento. Ela disse que há anos não se olhava com amor, que a vida tinha endurecido. Ali percebi que meu trabalho vai muito além da estética, é reparação emocional e ancestral. É devolver a essas mulheres o direito de se verem bonitas, cuidadas, dignas de tempo e de toque. Cada pele que eu toco me lembra que autocuidado também é resistência.”</em></p>



<p>Em outro relato, ela lembra de uma mulher que chegou retraída, enfrentando a depressão e a vergonha do próprio corpo:</p>



<p><em>“Ela tinha vergonha da própria pele, quase sem cabelo, marcada por manchas e falhas. Com o passar dos encontros, começou a sorrir mais, a se arrumar, a falar sobre planos. Ver aquela mulher se reencontrando com a própria potência me mostrou que o Da Pele Preta não é só sobre estética, é sobre libertar identidades, resgatar autoestima e abrir caminhos para que mulheres negras ocupem espaços com confiança.”</em></p>



<p>Para Andréa, a estética negra é também um ato político e de afirmação.</p>



<p><em>“Quero que a sociedade entenda que cuidar da pele negra é um ato político e de amor. Por muito tempo fomos ensinadas a esconder o que somos, a clarear, a suavizar, a caber. Mas hoje, o que eu desejo é o contrário: que a nossa pele apareça, brilhe e inspire. A estética, quando aliada à consciência, se torna ferramenta de reparação, visibilidade e poder. Quero que olhem para a pele negra e enxerguem história, ciência, beleza e futuro.”</em></p>



<p>Mais do que um projeto de estética, o <em>Da Pele Preta</em> se consolidou como uma iniciativa de impacto social que atravessa territórios, histórias e gerações. Em dois anos de atuação, o projeto já atendeu dezenas de mulheres negras em situação de vulnerabilidade, oferecendo não apenas tratamentos dermatológicos, mas escuta, acolhimento e reconexão com a própria imagem. Drª Andréa Santana reafirma que a beleza, quando é consciente, pode ser também ferramenta de emancipação. E que cuidar da pele negra é, sobretudo, cuidar da memória e da dignidade de quem a carrega.</p>
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		<title>Homens negros vivem menos, e o Novembro Azul precisa falar sobre isso</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/novembro-azulmuito-alem-do-cancer-de-prostata/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2025 12:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dr. Sahna Wilbonh O m&#234;s de novembro &#233; conhecido no meio urol&#243;gico e na sociedade em geral por ser dedicado &#224; conscientiza&#231;&#227;o sobre o c&#226;ncer de pr&#243;stata, campanha conhecida como Novembro Azul e que, h&#225; mais de 20 anos, serve de base para que a popula&#231;&#227;o masculina se conscientize n&#227;o somente sobre o c&#226;ncer de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.instagram.com/dr.sahna.urologista/">Dr. Sahna Wilbonh</a></p>



<p>O mês de novembro é conhecido no meio urológico e na sociedade em geral por ser dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata, campanha conhecida como Novembro Azul e que, há mais de 20 anos, serve de base para que a população masculina se conscientize não somente sobre o câncer de próstata, mas também para a necessidade de cuidados de saúde global nesta população, frequentemente negligenciada. No Brasil, este mesmo mês é dedicado também à Consciência Negra, de forma que se torna oportuno para os cuidados em saúde de uma parte da população ainda mais negligenciada, o homem negro.&nbsp;</p>



<p>Com o envelhecimento da população, doenças crônicas são cada vez mais prevalentes, e, nesse cenário, doenças cardiovasculares e neoplasias (cânceres) se tornam cada vez mais importantes pensando em prevenção e tratamento (de preferência precoce). As primeiras têm alta mortalidade decorrente principalmente de infarto agudo do miocárdio e de acidentes vasculares encefálicos (chamados de AVE ou AVC). As segundas têm maiores índices de mortalidade entre homens relacionadas a cânceres de pulmão, próstata e intestino.</p>



<p>Dessa forma, enquanto a expectativa de vida das mulheres é de cerca de 7 anos superior à dos homens, parte desta diferença reside no maior cuidado feminino na prevenção de doenças e na busca de saúde. Embora não haja análises específicas por grupos étnicos e socioeconômicos, sabe-se que os homens negros tendem a viver menos ainda; são muitas vezes menos assistidos, mais propensos a doenças cardiovasculares e tendem a ter formas mais agressivas de câncer de próstata.&nbsp;</p>



<p>Assim, maiores orientações acerca de cuidados de saúde em geral (manter hábitos de vida saudáveis, com boa alimentação, prática regular de atividades físicas, cessação de tabagismo e controle de doenças pré-existentes) e específicas (como o rastreamento de cânceres) são essenciais para todos, mas devem ter enfoque nas populações de maior risco.&nbsp;</p>



<p>Considerando o câncer de próstata, que é doença-ícone quando se fala da saúde masculina, embora seja nítido o aumento do alcance de campanhas como a do Novembro Azul, ainda há um longo caminho a percorrer, visto que boa parte dos homens ainda não realizaram exames simples para detecção precoce desta patologia. E&nbsp; outras questões relacionadas à saúde do homem devem receber ainda menos atenção por não terem mortalidade expressiva, mesmo que contribuam também para redução da qualidade de vida. Assim, ainda no meio da Urologia, devem ser vistas outras afecções da próstata como hiperplasia e prostatites, cálculos urinários, distúrbios hormonais, disfunções sexuais, infecções sexualmente transmissíveis, incontinência urinária, alterações da fertilidade e outros tumores e doenças urogenitais.</p>



<p>Há necessidade de mudança da cultura masculina em relação à própria saúde, que muitas vezes não é priorizada também pela crença de que isso os torna “menos homens”, pelo medo antecipado de algum achado ou mesmo por não se considerarem susceptíveis a doenças. A desinformação e as crenças comuns devem ser combatidas nesta busca por longevidade e qualidade de vida. Cuido e busca por ajuda médica são fundamentais não somente para tratar de doenças, mas também para evitá-las e viver melhor.</p>



<p>Dr. Sahna Wilbonh &#8211; Cirurgião geral e Urologista</p>
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		<title>Clínica multidisciplinar baiana quer ser um refúgio terapêutico que une ciência, acolhimento e identidade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/clinica-multidisciplinar-baiana-quer-ser-um-refugio-terapeutico-que-une-ciencia-acolhimento-e-identidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2025 19:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Nacional de Mobiliza&#231;&#227;o Pr&#243;-Sa&#250;de da Popula&#231;&#227;o Negra, celebrado em 27 de outubro, especialistas e organiza&#231;&#245;es refor&#231;am a urg&#234;ncia de ampliar o acesso da popula&#231;&#227;o negra a um cuidado integral, humanizado e representativo. Apesar de representarem mais de 56% da popula&#231;&#227;o brasileira, pessoas negras enfrentam maior risco de adoecimento, mortalidade materna, doen&#231;as cr&#244;nicas e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No <strong>Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra</strong>, celebrado em 27 de outubro, especialistas e organizações reforçam a urgência de ampliar o acesso da população negra a um cuidado integral, humanizado e representativo. Apesar de representarem mais de <strong>56% da população brasileira</strong>, pessoas negras enfrentam maior risco de adoecimento, mortalidade materna, doenças crônicas e desigualdade no acesso a serviços de saúde.</p>



<p>A data foi criada para fortalecer políticas públicas e movimentos sociais em defesa da equidade racial. Um dos principais instrumentos para esse objetivo é a <strong>Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN)</strong>, criada em 2009, que orienta a promoção da equidade racial no SUS e reconhece o racismo como determinante social de saúde.</p>



<p>Dentro desse cenário de desafios estruturais, a clínica <strong>Baobá Saúde</strong>, fundada pela psicóloga <strong>Laíse Brito</strong>, se apresenta como um <strong>refúgio terapêutico que une ciência, acolhimento e identidade</strong>. A iniciativa surgiu em janeiro de 2025 com o objetivo de oferecer atenção integral à população negra, incluindo cuidados psicológicos e terapêuticos que consideram os impactos do racismo nas dimensões física, emocional e espiritual.</p>



<p>Segundo Laíse Brito, <em>“cuidar da saúde da população negra é reconhecer histórias, corpos e subjetividades. É combater o racismo institucional, preparar equipes para um atendimento antidiscriminatório e garantir representatividade nos espaços de decisão. É compreender que a dor da população negra é real, que sua escuta é urgente e que seu tratamento deve respeitar suas especificidades biológicas, sociais e simbólicas”.</em></p>



<p>O espaço se consolidou como um exemplo de como iniciativas de saúde integral podem <strong>acolher e promover o bem-estar emocional e físico</strong>, integrando ciência e atenção às especificidades culturais e históricas da população negra. Para Laíse,<strong><em> </em></strong><em>“o racismo adoece, e se queremos falar de prevenção e de promoção de saúde, precisamos olhar para o impacto do racismo nas dimensões física, emocional e espiritual das pessoas negras. É isso que a Baobá se propõe a transformar”.</em></p>



<p>O 27 de outubro é um chamado à reflexão e à ação para gestores, profissionais e sociedade. Garantir saúde de forma equitativa exige atenção às diferenças raciais, étnicas e culturais, enfrentamento do racismo estrutural e compreensão de que cuidado integral vai além da ausência de doença, envolvendo qualidade de vida, pertencimento e reconhecimento das histórias da população negra.</p>
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		<title>O câncer demama é mais agressivo em mulheres negras, e falamos pouco sobre isso</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-cancer-demama-e-mais-agressivo-em-mulheres-negras-e-falamos-pouco-sobre-isso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 16:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O c&#226;ncer de mama &#233; a doen&#231;a oncol&#243;gica mais comum entre mulheres no Brasil, mas n&#227;o afeta todos da mesma forma. Embora mulheres brancas apresentem mais casos absolutos &#8212; 101,3 por 100 mil contra 59,7 por 100 mil entre negras e pardas &#8212;, o diagn&#243;stico em est&#225;gio avan&#231;ado e a mortalidade s&#227;o significativamente maiores entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O câncer de mama é a doença oncológica mais comum entre mulheres no Brasil, mas não afeta todos da mesma forma. Embora mulheres brancas apresentem mais casos absolutos — <strong>101,3 por 100 mil</strong> contra <strong>59,7 por 100 mil entre negras e pardas</strong> —, o diagnóstico em estágio avançado e a mortalidade são significativamente maiores entre mulheres negras. Entre 2000 e 2020, a taxa de óbitos entre elas cresceu <strong>3,83 vezes</strong>, refletindo desigualdades históricas, socioeconômicas e de acesso à saúde.</p>



<p>Um dos principais fatores biológicos é a incidência mais alta do <strong>câncer de mama triplo negativo (TNBC)</strong>, considerado mais agressivo e resistente a tratamentos convencionais. Estudos mostram que <strong>20% das mulheres negras diagnosticadas</strong> apresentam TNBC, enquanto entre brancas esse percentual é de <strong>10%</strong>. Esse tipo de tumor não responde à terapia hormonal nem à quimioterapia convencional, o que exige atenção redobrada à detecção precoce e acompanhamento médico.</p>



<p>A história de Grazi Mendes, executiva de tecnologia premiada na PowerList 2024, evidencia a urgência desse cuidado. Diagnosticada com TNBC metastático aos 44 anos, ela compartilha:</p>



<p><em>“Oi, eu sou a Grazi Mendes e estou aqui para te contar que em 2024 eu fui diagnosticada com câncer de mama agressivo, triplo negativo, em estágio 3 e eu tinha apenas 44 anos. Apareceu muito cedo para um diagnóstico assim e eu tinha apenas um sintoma. Foi passando creme no corpo, eu senti uma das mamas mais rígida do que a outra e fui buscar ajuda. Hoje o câncer se espalhou, é metastático, ainda sem cura pela medicina, mas eu tô aqui porque talvez isso salve alguém. A gente prioriza tudo, menos a gente. Priorize-se, faça seus exames, não adie, não minimize sintomas. Toque-se, questione, insista. Hoje eu vivo um dia de cada vez, mas se eu puder evitar que você passe por isso, então valeu a pena contar essa história. Outubro Rosa não é sobre cor, é sobre vida, a sua, a nossa.”</em></p>



<p>Fatores sociais e históricos também aumentam a vulnerabilidade. Mulheres negras enfrentam menor escolaridade, maior carga de trabalho doméstico, menos acesso a exames de rotina, transporte mais difícil e desigualdade econômica. Essas barreiras dificultam o diagnóstico precoce, tornando a doença mais letal. Além disso, experiências de discriminação no sistema de saúde podem comprometer a confiança nos profissionais, prejudicando a adesão ao tratamento.</p>



<p>O cuidado com o próprio corpo, portanto, é fundamental. O autoexame das mamas, associado a consultas regulares e exames clínicos, é uma ferramenta importante de prevenção. Olhar com atenção para si mesma, priorizar exames e buscar ajuda diante de qualquer sinal é um ato de amor próprio e de resistência. Como lembra Grazi Mendes, <strong>“Toque-se, questione, insista. Outubro Rosa não é sobre cor, é sobre vida, a sua, a nossa.”</strong></p>
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		<title>Outubro Rosa: Mulheres negras têm 57% mais chances de morrer de câncer de mama no Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/outubro-rosa-mulheres-negras-tem-57-mais-chances-de-morrer-de-cancer-de-mama-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2025 16:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade de mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[outubro rosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dado alarmante divulgado no ano passado voltou a a ser repercutido neste Outubro Rosa, m&#234;s dedicado &#224; conscientiza&#231;&#227;o e ao combate ao c&#226;ncer de mama e do colo do &#250;tero. Um estudo do Instituto Nacional de C&#226;ncer (INCA) revelou que mulheres negras t&#234;m 57% mais chances de morrer de c&#226;ncer de mama do que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dado alarmante divulgado no ano passado voltou a a ser repercutido neste <strong>Outubro Rosa</strong>, mês dedicado à conscientização e ao combate ao câncer de mama e do colo do útero. Um estudo do<strong> Instituto Nacional de Câncer</strong> (INCA) revelou que mulheres negras têm 57% mais chances de morrer de câncer de mama do que mulheres brancas no Brasil.</p>



<p>A pesquisa, intitulada<strong> &#8216;Mantus — Mulheres Negras e Câncer de Mama Triplo Negativo: Desafios e Soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS)&#8217;</strong>, iniciada em 2022, analisou quase mil pacientes atendidas pelo INCA e confirmou a relação entre a cor da pele e os casos do tipo mais agressivo da doença, o câncer de mama triplo negativo (TNBC) — mais comum entre mulheres pretas. O estudo traçou o perfil completo das mulheres mais afetadas pela doença no país, considerando aspectos sociais, comportamentais, ambientais e biológicos.</p>



<p>Os dados mostram que os problemas de maior incidência de morte de mulheres negras por câncer começam na falta de rastreamento da doença. &#8220;No Brasil, destaca-se a menor proporção de exames nas mulheres autodeclaradas como pardas (54,4%), seguidas das autodeclaradas pretas (56,5%). Observa-se que, com exceção da Região Sudeste, a cobertura da mamografia em menos de dois anos, em mulheres pardas de 50 a 69 anos, foi menor em todas as Regiões do Brasil&#8221;.</p>



<p>A proporção de mulheres da população-alvo, que têm entre 50 a 69 anos, que nunca fizeram mamografia é mais expressiva nas Regiões Norte (42,1%) e Nordeste (33,7%). O estado do Amapá é a região com maior número de mulheres que nunca fizeram mamografia (53,2).</p>



<p>O estudo levanta algumas hipóteses que ajudam a entender o alto índice de mortalidade de mulheres negras por câncer de mama, entre eles, fatores modificáveis como hábitos e exposições a produtos e serviços que possuem propriedades prejudiciais para a saúde, como o consumo de alimentos ultraprocessados, dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento, diagnóstico com doença avançada, dificuldade de completar o tratamento e tratamentos pouco eficazes.</p>



<p>De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2024. A estimativa de risco é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. Apenas cerca de 1% dos casos ocorre em homens.</p>
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		<title>Olhos cansados? Dra. Liana Tito Francisco dá dicas essenciais de saúde ocular na era das telas para um olhar bonito e saudável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2025 14:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O brilho constante das telas de celulares, computadores e televis&#245;es tornou-se uma caracter&#237;stica inescap&#225;vel da vida moderna, mas nossos olhos est&#227;o pagando o pre&#231;o. A sensa&#231;&#227;o de vista cansada, o ressecamento e at&#233; dores de cabe&#231;a s&#227;o queixas cada vez mais comuns nos consult&#243;rios oftalmol&#243;gicos. Para entender como combater esses sintomas e proteger nossa vis&#227;o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O brilho constante das telas de celulares, computadores e televisões tornou-se uma característica inescapável da vida moderna, mas nossos olhos estão pagando o preço. A sensação de vista cansada, o ressecamento e até dores de cabeça são queixas cada vez mais comuns nos consultórios oftalmológicos. Para entender como combater esses sintomas e proteger nossa visão a longo prazo, conversamos com a Dra. Liana Tito Francisco, oftalmologista e Mestre em Neurociências e Comportamento pela USP, que compartilhou orientações valiosas.</p>



<p>Para quem busca alívio imediato, a Dra. Liana destaca medidas práticas que podem ser facilmente incorporadas à rotina. A primeira, e talvez a mais simples, é a hidratação. “Beber bastante água”, explica a médica, “ajuda a lubrificar os olhos, diminuindo o desconforto”. Além disso, ela recomenda a famosa &#8220;regra do 20-20-20&#8221;, uma técnica simples para aliviar a tensão ocular. “A cada 20 minutos, a pessoa deve pausar durante 20 segundos e olhar a 20 pés, ou seja, olhar para o horizonte. Essas medidas ajudam a diminuir o desconforto do tempo prolongado de telas”, detalha.</p>



<p>No entanto, para garantir uma saúde ocular duradoura, é preciso ir além do alívio momentâneo. A prevenção é a chave, e isso envolve uma mudança de hábitos. Uma das principais recomendações da Dra. Liana é criar uma barreira entre a tecnologia e o descanso. “Uma hora antes de dormir, nada de tela”, adverte. Ela também incentiva a busca por um equilíbrio mais saudável entre o mundo digital e o real. “Manter-se mais tempo ao ar livre, praticar atividade ao ar livre e entretenimento ao ar livre ajuda a desconectar, melhora a saúde ocular e reduz sintomas como dor de cabeça que aparecem no final do dia”, afirma.</p>



<p>Embora o cansaço visual seja comum, é fundamental saber quando ele pode indicar um problema mais grave. A Dra. Liana alerta para sinais que não devem ser ignorados, como “dor de cabeça intensa, turbação visual, dificuldade para enxergar” ou perceber que está “pulando a linha ou trocando letras” durante a leitura. Esses sintomas, segundo ela, indicam a necessidade de uma avaliação oftalmológica imediata.</p>



<p>A especialista é enfática ao afirmar que a prevenção é o melhor caminho. “Todos os pacientes, adultos e crianças, devem passar por uma consulta oftalmológica pelo menos uma vez ao ano, independente do tempo de tela”. Para aqueles que apresentam sintomas, o diagnóstico correto pode levar a tratamentos como “o uso de óculos, colírios lubrificantes e exercícios ortópticos”, que são prescritos caso a caso para restaurar o conforto e a saúde da visão.</p>
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