Mundo Negro

“Respirava fundo para não chorar”: Will vai a Paris com a La Roche-Posay e vive o sonho que começou em uma lan house de Feira de Santana

Foto: divulgação

 “Eu até brinquei na viagem que a marca estava fazendo um ‘feitiço’ para nos deixar em encantamento , mas a verdade é que toda essa magia gira em torno de muita tecnologia”. O criador de conteúdo baiano William, o Will (@willsosou), embarcou para Paris a convite da La Roche-Posay para vivenciar de perto os bastidores científicos da marca e o lançamento do Mela B3 Double Dose, o produto mais ambicioso da linha Mela B3 no Brasil em 2026. O convite não era apenas para conhecer um produto novo. Era para ir até a origem: visitar a cidade francesa de mesmo nome da marca, entender como nasce cada fórmula e, no caminho, deixar que tudo isso passasse pelo filtro de quem cresceu no interior da Bahia sonhando com um lugar que, por muito tempo, não parecia feito para ele.

La Roche-Posay é, literalmente, o nome de uma pequena cidade no interior da França, na região de Vienne, a sudoeste de Paris. Suas fontes termais são documentadas desde o século XIV, quando a lenda conta que o nobre Bertrand Du Guesclin teria curado um cavalo com eczema nas águas do local. Em 1617, o médico de Luís XIII foi até lá para estudar as propriedades da água, e a fama foi tão grande que Napoleão Bonaparte chegou a fundar um hospital militar na cidade para tratar as lesões de pele de seus soldados.

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Em 1905, foi inaugurado o primeiro Centro Termal da cidade. Em 1913, La Roche-Posay foi reconhecida oficialmente como termal e, em 1975, o farmacêutico René Levayer fundou o laboratório dermatológico que hoje é a marca mais recomendada por dermatologistas no mundo. Toda essa história não é detalhe de brochura. É o que Will viu de perto, e é o que moldou a forma como ele passou a falar sobre a marca depois que voltou.

Will não é um influenciador de beleza no sentido tradicional. Ele é comunicador, criador de conteúdo e uma voz crítica nas redes sociais, conhecido por questionar o que não faz sentido e defender o que é genuíno. Não é o tipo de perfil que costuma aparecer em viagens de imprensa de marcas de skincare, e é exatamente por isso que a escolha importa.

“Eu sentia vontade de chorar em diversos momentos. Acho que pessoas como eu, que vêm do mesmo lugar que eu, vão entender o abismo que existe entre a escassez e o medo de defender o certo, o que acaba nos deixando em uma situação de muita vulnerabilidade. Eu parava, observava aquelas pessoas lindas, os criadores que a marca selecionou, a própria marca ali presente, e me lembro de respirar fundo para não chorar enquanto agradecia, porque, sem dúvidas, a partir disso eu me senti pertencente. Era como um mantra na minha cabeça: eu repetia ‘eu mereço, eu mereço’. Vendo toda aquela grandiosidade, o carinho da marca comigo e os amigos criadores, todos pessoas éticas, eu me senti tão acolhido. Ainda estou degustando essa sensação.”

O que Paris representa quando você vem de Feira de Santana

Will cresceu no interior da Bahia. Suas primeiras referências de beleza e comunicação vieram de uma gráfica longe de casa, onde ele acessava a internet para assistir às primeiras blogueiras de maquiagem no YouTube. Paris, enquanto epicentro global da indústria da beleza, não estava no horizonte óbvio de alguém com essa trajetória, e é justamente esse descompasso que ele articula com precisão.

“Eu não cresci me vendo representado onde sonhei estar. Sou uma pessoa muito afetuosa, minhas memórias são muito latentes, como se estivessem cristalizadas. Eu conseguia ver o Willian que andava muito para chegar a uma gráfica só para acessar a internet e entrar no YouTube para assistir às minhas primeiras blogueiras de maquiagem, que já viviam a realidade que eu desejava. Isso tudo lá do interior da Bahia, em Feira de Santana. Quando eu desisto da beleza no sentido de postar vídeos de maquiagem, como fazia na adolescência, e descubro na minha comunicação a ponte para me conectar comigo mesmo, percebo que tudo faz parte da construção. Estando ali, eu pensava nos meus primos, nos pequenos da minha família e no quanto isso significava como reparação. Me senti em uma vitrine, sendo visto pelo mundo como pertencente àquele lugar, e eu sou. Foi um despertar em todos os sentidos: minha mãe, minha irmã e meu noivo, no Brasil, emocionados com a minha conquista, e eu sendo inspiração para todos eles. Foi fantástico.”

O relato de Will toca diretamente numa questão que o veículo Mundo Negro acompanha de perto: a ausência histórica de pessoas negras e periféricas em narrativas de prestígio dentro da indústria da beleza global. Que Paris ainda seja um lugar onde essa presença precisa ser nomeada como conquista diz muito sobre o tamanho do caminho que ainda existe.

Bastidores da ciência

A viagem não foi só sobre experiência emocional. A La Roche-Posay levou os criadores aos bastidores da marca, incluindo a visita à cidade que dá nome ao laboratório, onde as fontes termais seguem sendo usadas como base dos produtos. Mais de 840 estudos clínicos sustentam as fórmulas da marca, e os recursos termais atendem inclusive pacientes oncológicos e com doenças de pele graves em tratamento dermatológico.

Will saiu de lá com outra leitura sobre o que significa falar de uma marca de skincare.

Foto: divulgação

“Eu até brinquei na viagem que a marca estava fazendo um ‘feitiço’ para nos deixar em encantamento , mas a verdade é que toda essa magia gira em torno de muita tecnologia. E eu afirmo que a marca fez algo inédito: mostrar além da embalagem, do roteiro e do alinhamento publicitário. Mostrar onde tudo nasce, como começa, a ciência e o cuidado em cada etapa. Nunca mais eu vou falar da marca de qualquer forma. Já existia um cuidado da minha parte, mas depois de ver o impacto social e o cuidado com pessoas reais que utilizam esses recursos como ferramenta de tratamento, inclusive em casos de câncer e outros problemas de pele, eu entendi que preciso ser ainda mais responsável ao falar sobre ela, porque há muito cuidado e ciência envolvidos.”

O produto

O Mela B3 Double Dose é o lançamento central dessa parceria. O carro-chefe da linha Mela B3 combina dois ativos patenteados: o Melasyl, molécula desenvolvida ao longo de 18 anos de pesquisa com respaldo de 45 patentes globais, e o Proxylane, ativo com ação firmadora. O mecanismo do Melasyl é considerado inédito no mercado: em vez de agir na produção de melanina como a maioria dos ativos antimanchas, ele intercepta o excesso de melanina antes que ele cause manchas na pele, sem alterar o tom natural de quem usa. O Double Dose tem fórmula de textura emulsão leve, foi testado em pele brasileira e é adequado para uso diário, tanto de manhã quanto à noite. Os dados clínicos da fórmula indicam 97% de correção visível de manchas e redução de 75% nas rugas em uma semana de uso, além de pele 20% mais firme em quatro horas.

Para Will, a linha é especialmente relevante porque resolve um problema que ele viveu na própria pele, literalmente.

“Eu amei, porque sempre que ouço a palavra ‘relevante’, me sinto sendo chamado [risos]. Quero responder de forma muito pessoal. Eu sempre tive problemas com manchas: a acne vinha seguida de manchas. Fiz uso de muita medicação com acompanhamento profissional, e isso afetou muito minha saúde, de tanto trauma em ter a pele manchada. Meu medo sempre foi a espinha aparecer e deixar rastro. Com o uso do Mela B3, foi a primeira vez que eu comprovei na minha pele que não surgem manchas no pós-acne. Eu vejo essa tecnologia, na minha opinião, como a mais promissora da marca na atualidade, porque imagina interceptar a mancha antes mesmo que ela aconteça? Amo que não deixa a pele oleosa, posso usar diariamente e também à noite antes de dormir, e minha pele nunca esteve tão iluminada. Eu até brinquei que queria uma banheira de Mela B3, porque ele uniformiza a pele sem me desbotar, respeitando que eu sou uma pessoa preta. Ele age na mancha, e não no tom da pele.”

Foto: divulgação

Esse ponto não é cosmético. Para peles negras, a hiperpigmentação pós-acne é uma das queixas dermatológicas mais comuns e uma das menos atendidas pelo mercado tradicional de skincare, que por décadas desenvolveu produtos calibrados para outros fototipos. Um ativo que age especificamente no excesso de melanina sem interferir no tom natural da pele tem implicações concretas para esse público.

O que fica

Will parte para Paris como um criador de conteúdo crítico e volta com o que, segundo ele, é uma mudança de perspectiva sobre o que significa falar de autocuidado.

“Sim, o processo. Deu para perceber que tudo leva tempo e que pele saudável exige dedicação. Durante a viagem, parecia um filme, tudo muito perfeito. Eu dizia aos meus amigos que parecia um show da Beyoncé: tudo funciona, tudo performa bem. Mas existe muita dedicação, detalhe e muita pesquisa por trás. Então, o que eu quero transmitir é que pele bonita não nasce da noite para o dia, mas sim da dedicação diária com os produtos certos. Essa viagem tira a ideia de aceleração e abre espaço para entendermos a importância do autocuidado com tempo e produtos de qualidade.”

O Mela B3 Double Dose está disponível nas principais farmácias e redes de beleza do Brasil. Para acompanhar o conteúdo de Will sobre a experiência, acesse o Instagram dele em @willosou. A La Roche-Posay pode ser acessada no Instagram em @larocheposaybr.

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