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	<title>Arquivos Política - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 27 Jan 2026 22:38:59 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Justiça de SC suspende proibição de cotas raciais após STF exigir explicações do Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 16:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Justi&#231;a de Santa Catarina determinou, nesta ter&#231;a-feira (27), a suspens&#227;o da lei estadual que proibia a oferta de cotas raciais em universidades do estado. A decis&#227;o foi proferida logo ap&#243;s o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecer um prazo de 48 horas para que o governo catarinense e a Assembleia Legislativa [&#8230;]</p>
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<p>A Justiça de Santa Catarina determinou, nesta terça-feira (27), a suspensão da lei estadual que proibia a oferta de cotas raciais em universidades do estado. A decisão foi proferida logo após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecer um prazo de <strong>48 horas</strong> para que o governo catarinense e a Assembleia Legislativa (Alesc) prestassem esclarecimentos sobre a constitucionalidade da norma. A suspensão atende a uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada pelo PSOL.</p>



<p>A lei havia sido sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) na última quinta-feira (22), após aprovação pelo legislativo catarinense no fim de 2025. O texto vedava a reserva de vagas por critérios de raça ou gênero, mantendo apenas ações afirmativas baseadas em critérios econômicos, para pessoas com deficiência e alunos de escolas públicas. A norma previa, inclusive, uma multa de <strong>R$ 100 mil</strong> por edital que descumprisse a proibição.</p>



<p>A lei, sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL), tentava extinguir o critério racial, sob pena de multas de R$ 100 mil por edital. Analisando a resistência à medida, a jornalista <strong>Flávia Oliveira</strong> destacou a contradição histórica presente no Sul do país:</p>



<p><em><strong>&#8220;Tem um artigo famoso falando disso, os &#8216;cotistas ingratos&#8217;, que são exatamente os imigrantes e seus descendentes que receberam políticas públicas de governo e hoje, no Sul do país, se insurgem contra as cotas. Existe uma mentalidade ainda racista que repele no Brasil qualquer coisa que seja em benefício da população afro-brasileira.&#8221;</strong></em></p>



<p>A urgência da suspensão ocorreu no contexto do despacho de Gilmar Mendes, que destacou o risco de prejuízo a processos seletivos já em andamento, como o vestibular 2026/1 da Udesc. O ministro também abriu prazo para que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre a validade da lei.</p>



<p>Com a decisão judicial de hoje, a proibição de cotas raciais deixa de ter efeito imediato enquanto o mérito da questão segue em debate no judiciário. Isso garante a manutenção das políticas de reparação racial nos vestibulares de Santa Catarina, impedindo o corte de verbas públicas para as instituições que utilizam o critério racial. O governo de Santa Catarina e a Alesc ainda devem responder formalmente ao STF dentro do prazo estipulado, que se encerra nesta quarta-feira (28).</p>
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		<title>Indicado por Lula ao STF no Dia da Consciência Negra, Jorge Messias se diz pardo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 14:28:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
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<p>No Dia da Consciência Negra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias, atual advogado-geral da União, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. A escolha, formalizada em 20 de novembro, insere-se em um contexto de intensa cobrança por maior diversidade na mais alta corte do país.</p>



<p>Pernambucano, 45 anos, e doutor em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Messias integra o governo desde o início da terceira gestão Lula e é amplamente considerado um nome de confiança do presidente. Para assumir o cargo, o indicado ainda precisará passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ter seu nome aprovado pelo plenário do Senado Federal.</p>



<p>Ao longo de sua trajetória profissional, Messias atuou em diferentes áreas do Executivo, incluindo o Banco Central, o BNDES e o Ministério da Educação, além de ter integrado a equipe de transição do governo Lula em 2022. Em nota, o advogado-geral afirmou sentir-se honrado com a escolha e manifestou-se disposto a demonstrar ao Senado que reúne os requisitos exigidos para o cargo. O presidente Lula, por sua vez, declarou ter plena confiança no trabalho do atual chefe da AGU e destacou seu compromisso com a defesa da Constituição.</p>



<p>O anúncio, contudo, trouxe novos e complexos elementos ao debate sobre a composição do Judiciário. Embora Messias se declare pardo, informação confirmada por sua assessoria à AGU em apuração do portal Noticia Preta, a indicação de mais um homem para a Corte, justamente em uma data de forte simbolismo para a luta antirracista, frustrou organizações e ativistas que pressionavam o governo pela nomeação de uma mulher negra para o STF.</p>



<p>O STF, em seus 134 anos de história, jamais contou com uma ministra negra. Desde 1891, apenas três mulheres ascenderam à Corte — Ellen Gracie, Cármen Lúcia e Rosa Weber, todas brancas. A ausência de mulheres negras no Supremo tem sido apontada por pesquisadores, juristas e organizações do movimento negro como uma evidência da profunda distância entre a estrutura do Judiciário e a composição racial e de gênero da população brasileira.</p>



<p>A crítica à escolha de Messias ganhou contornos ainda mais agudos pela data do anúncio. O movimento Mulheres Negras Decidem, em nota de repúdio, afirmou que a decisão &#8220;repete um padrão histórico de exclusão&#8221; e que, &#8220;pela 12ª vez desde a redemocratização, o Brasil se recusa a reconhecer a excelência, a legitimidade e o legado das mulheres negras que sustentam este país&#8221;.</p>



<p>Em entrevista, o advogado José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, expressou a decepção dos grupos que esperavam uma atitude diferente do governo. &#8220;Nós imaginávamos que as forças progressistas iriam corrigir ou iriam ter uma atitude diferente diante dessa situação [de falta de representatividade]&#8221;, disse. Para ele, a indicação representa uma perda para a República e para a sociedade, que &#8220;vai deixar de ter uma Suprema Corte representativa, uma Suprema Corte que tenha o compromisso com essa luta da sociedade por mais igualdade, por mais justiça, por mais participação, por mais inclusão e por mais representatividade&#8221;.</p>



<p>Mesmo com avanços pontuais em outras instâncias, o tribunal mais alto do país segue sem incluir um grupo historicamente central na formação social brasileira e igualmente ausente dos espaços de maior poder institucional, reforçando a percepção de que o Judiciário mantém um caráter excludente em sua mais alta instância.</p>
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		<title>Após derrubar o perfil oficial, Meta desativa a conta reserva de Chavoso da USP, com quase 500 mil seguidores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 11:38:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Meta, empresa respons&#225;vel pelo Instagram, desativou a conta reserva do comunicador e educador popular Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, que somava quase 500 mil seguidores. A exclus&#227;o ocorreu ap&#243;s a derrubada do perfil principal do ativista, que contava com mais de 1 milh&#227;o de seguidores, no &#250;ltimo domingo (17). Com a desativa&#231;&#227;o [&#8230;]</p>
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<p>A Meta, empresa responsável pelo Instagram, desativou a conta reserva do comunicador e educador popular Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, que somava quase 500 mil seguidores. A exclusão ocorreu após a derrubada do perfil principal do ativista, que contava com mais de 1 milhão de seguidores, no último domingo (17). Com a desativação das duas contas, o influenciador perdeu o acesso a uma plataforma que alcançava mais de 1,5 milhão de pessoas.</p>



<p>Thiago Torres utiliza suas redes sociais para a produção de conteúdo relacionado a questões raciais e sociais, com foco em educação popular e na denúncia de violências que atingem a população negra, periférica e indígena. O bloqueio da conta principal ocorreu, segundo o próprio Chavoso da USP, após a publicação de um vídeo em que ele e lideranças indígenas denunciavam violações de direitos e o avanço de privatizações de rios no Brasil.</p>



<p>Em declaração nas redes sociais, o ativista lamentou a exclusão: “Mais uma conta excluída pelo Instagram, do nada, sem mais nem menos. É muito frustrante. Anos de trabalho pra chegar a um milhão de seguidores, pra tudo ser descartado assim por essa rede”.</p>



<p>O caso tem gerado forte mobilização nas redes sociais e entre organizações progressistas, que questionam a falta de transparência da Meta em suas decisões de moderação. O episódio reacende o debate sobre o poder das Big Techs em silenciar vozes engajadas em pautas sociais e políticas, enquanto conteúdos de ódio e desinformação continuam a circular amplamente nas plataformas. </p>



<p>O ativista segue buscando reverter a decisão e utiliza outros canais para manter a comunicação com seu público. Para continuar o contato com seus seguidores, Thiago Torres abriu sua conta pessoal, <strong>@thiagotorres_011</strong>, para o público.</p>
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		<title>“O mercado financeiro quer o dinheiro do crime sem se sujar”, Silvio Almeida sobre como a necropolítica expõe jovens negros à morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 15:43:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Silvio Almeida publicou em suas redes na noite de ontem (28), um v&#237;deo onde afirma que: &#8220;O mercado financeiro quer o dinheiro do crime sem se sujar.&#8221; A fala ressoa com plena urg&#234;ncia diante do massacre ocorrido nos complexos da Penha e do Alem&#227;o, no Rio de Janeiro, onde mais de 120 pessoas foram mortas, [&#8230;]</p>
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<p>Silvio Almeida publicou em suas redes na noite de ontem (28), um vídeo onde afirma que: <strong>“O mercado financeiro quer o dinheiro do crime sem se sujar.”</strong> A fala ressoa com plena urgência diante do massacre ocorrido nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, onde mais de <strong>120 pessoas foram mortas</strong>, incluindo <strong>ao menos 72 corpos encontrados por moradores em áreas de mata</strong> e levados à Praça São Lucas. Enquanto o governo do estado classificou a ação como “sucesso”, os relatos das comunidades mostram o oposto: uma operação de extermínio conduzida sob a narrativa da segurança pública.</p>



<p>Ao afirmar que “o mercado financeiro quer o dinheiro do crime”, Almeida desloca o foco do discurso policial tradicional para a infraestrutura oculta: não é apenas “o bandido” quem está em cena, mas os circuitos que transformam violência em lucro e invisibilidade. Ele aponta para os mecanismos de infiltração de capitais ilícitos em empresas, bancos e fintechs, uma síntese entre economia legal e ilegal que sustenta o funcionamento da máquina.</p>



<p>Quando acrescenta “sem sujar suas mãos”, o ministro evidencia o arranjo maquiado: os agentes formais não precisam empunhar armas, basta oferecer canais. O sistema se retroalimenta, de um lado, o Estado usa força letal sobre territórios periféricos; do outro, o capital formal lucra com a circulação dos mesmos recursos que nascem da violência. Nesse processo, <strong>corpos negros e periféricos</strong> tornam-se o principal combustível de uma engrenagem que decide quem vive e quem morre.</p>



<p>O massacre no Rio mostra essa articulação em tempo real. O Estado mobiliza tanques e helicópteros; o governador <strong>Cláudio Castro</strong> celebra resultados; e a sociedade assiste, mais uma vez, à gestão da morte como política. As comunidades golpeadas são as mesmas que geram o crime e, por extensão, alimentam os lucros que Almeida denuncia.</p>



<p>Esse é o ponto essencial: não se trata de erro operacional nem de falha isolada, mas de um modelo de poder que usa a violência seletiva como ferramenta política e econômica. Silvio Almeida não apenas protesta; ele decodifica o funcionamento da necropolítica brasileira, uma engrenagem onde genocídio periférico e economia formal se entrelaçam.</p>



<p>Interromper esse ciclo exige uma agenda mínima e concreta: rastreamento de beneficiários finais de lavagem de dinheiro, plano nacional de prevenção de homicídios que vá além da repressão, e uma reforma profunda das práticas estatais de segurança, voltada à proteção das comunidades, não à sua patrulha.</p>
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		<item>
		<title>Oito universidades historicamente negras (HBCUs) têm aulas suspensas após ameaças</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/oito-universidades-historicamente-negras-hbcus-tem-aulas-suspensas-apos-ameacas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 17:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos oito universidades historicamente negras (HBCUs) nos Estados Unidos t&#234;m aulas suspensas e acionaram protocolos de abrigo no local nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, ap&#243;s receberem amea&#231;as potenciais. As institui&#231;&#245;es afetadas incluem Alabama State University, Virginia State University, Hampton University, Southern University, Bethune-Cookman University, Clark Atlanta University, Spelman College e Morehouse College, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pelo menos <strong>oito universidades historicamente negras (HBCUs)</strong> nos Estados Unidos <strong>têm aulas suspensas</strong> e acionaram protocolos de abrigo no local nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, após receberem <strong>ameaças potenciais</strong>. As instituições afetadas incluem <strong>Alabama State University, Virginia State University, Hampton University, Southern University, Bethune-Cookman University, Clark Atlanta University, Spelman College</strong> e <strong>Morehouse College</strong>, sendo algumas delas referenciais históricos da educação negra nos EUA.</p>



<p>As medidas foram tomadas como precaução, em um momento de alerta crescente nos campi, pouco depois do <strong>tiroteio fatal envolvendo Charlie Kirk</strong>, comentarista político e ativista da extrema direita, embora não haja confirmação de relação direta com as ameaças. A prioridade das instituições é garantir a <strong>segurança de estudantes, professores e funcionários</strong>.</p>



<p>As <strong>HBCUs</strong> têm um papel central na história da educação negra nos Estados Unidos. Fundadas majoritariamente após a Guerra Civil, essas instituições surgiram para garantir <strong>acesso à educação de qualidade a estudantes negros</strong> em um período marcado pela segregação racial. Entre elas, a <strong>Howard University</strong>, em Washington, D.C., se destaca como símbolo da educação negra e já formou líderes, artistas e ativistas de relevância internacional.</p>



<p>O episódio evidencia que, mesmo em pleno século XXI, <strong>as comunidades negras e acadêmicas seguem enfrentando ameaças à sua segurança</strong>, reforçando a importância de proteger o patrimônio e as pessoas que fazem dessas instituições espaços de aprendizado, resistência e representatividade.</p>
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		<item>
		<title>PEC da Igualdade Racial: Hélio Lopes não comparece à votação para realização da audiência que ele mesmo solicitou</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/pec-da-igualdade-racial-helio-lopes-nao-comparece-a-votacao-para-realizacao-da-audiencia-que-ele-mesmo-solicitou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 17:36:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A audi&#234;ncia p&#250;blica que iria debater a Proposta de Emenda &#224; Constitui&#231;&#227;o n&#186; 27/2024, conhecida como PEC da Igualdade Racial, foi retirada de pauta na Comiss&#227;o de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR) da C&#226;mara dos Deputados. A decis&#227;o ocorreu em 10 de setembro, porque o pr&#243;prio autor do requerimento, deputado H&#233;lio Lopes (PL-RJ), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A audiência pública que iria debater a Proposta de Emenda à Constituição nº 27/2024, conhecida como PEC da Igualdade Racial, foi retirada de pauta na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR) da Câmara dos Deputados. A decisão ocorreu em 10 de setembro, porque o próprio autor do requerimento, deputado Hélio Lopes (PL-RJ), não estava presente na reunião deliberativa extraordinária, conforme registro da<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2555636"> Câmara dos Deputados</a>.</p>



<p>O requerimento havia sido protocolado em 2 de setembro e previa a realização de audiência pública para discutir os possíveis impactos da PEC, que cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR). A proposta prevê aportes da União estimados em R$ 20 bilhões ao longo de 20 anos, além de doações voluntárias, destinados a financiar políticas públicas voltadas à população negra, como educação, empreendedorismo e bolsas de estudo, segundo o<a href="https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/copy2_of_noticias/ccj-aprova-admissibilidade-da-proposta-de-emenda-a-pec-no-27-2024-que-preve-fundo-nacional-de-reparacao-economica-e-de-promocao-da-igualdade-racial"> Ministério da Igualdade Racial</a>.</p>



<p>A ausência de Lopes foi criticada por lideranças e movimentos sociais, já que o parlamentar, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendeu a audiência com o argumento de que a PEC poderia provocar um “apagamento” da identidade parda. A justificativa foi contestada por especialistas, que lembram que desde o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010) a categoria “negro” já inclui pretos e pardos, definição também adotada pelo IBGE e utilizada em políticas de cotas raciais.</p>



<p>Mesmo sem a audiência, a PEC segue em tramitação. O texto já foi considerado admissível pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deverá ser analisado em comissão especial antes de chegar ao plenário. Caso seja aprovado, seguirá para o Senado.</p>



<p>A PEC da Igualdade Racial tem sido alvo de fake news nas redes sociais, onde passou a ser chamada equivocadamente de “PEC dos pardos”. O Ministério da Igualdade Racial esclareceu que o texto não cria novas categorias raciais, mas busca estabelecer um fundo de reparação histórica. Para a Uneafro, trata-se de “reparar o maior crime de lesa-humanidade da história” (<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/08/29/fundo-da-igualdade-racial-precisamos-reparar-maior-crime-de-lesa-humanidade-da-historia-diz-uneafro">Brasil de Fato</a>).</p>
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		<item>
		<title>PEC 27/2024: o que está em jogo na proposta de fundo para igualdade racial</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/pec-27-2024-o-que-esta-em-jogo-na-proposta-de-fundo-para-igualdade-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 15:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos &#250;ltimos dias, circulou nas redes sociais a ideia de que a Proposta de Emenda &#224; Constitui&#231;&#227;o n&#186; 27/2024, em an&#225;lise no Congresso Nacional, seria uma &#8220;PEC dos pardos&#8221; destinada a unificar categorias raciais. A informa&#231;&#227;o &#233; falsa. O texto em discuss&#227;o n&#227;o tem rela&#231;&#227;o com redefini&#231;&#227;o de identidade racial, mas prop&#245;e a cria&#231;&#227;o do [&#8230;]</p>
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<p>Nos últimos dias, circulou nas redes sociais a ideia de que a Proposta de Emenda à Constituição nº 27/2024, em análise no Congresso Nacional, seria uma “PEC dos pardos” destinada a unificar categorias raciais. A informação é falsa. O texto em discussão não tem relação com redefinição de identidade racial, mas propõe a criação do <strong>Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR)</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que a PEC realmente propõe</strong></h3>



<p>Aprovada em sua admissibilidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a PEC prevê que a União aporte recursos estimados em <strong>R$ 20 bilhões ao longo de 20 anos</strong>, além de permitir doações voluntárias. O fundo será utilizado para financiar políticas públicas de promoção da igualdade racial, como bolsas de estudo, apoio ao empreendedorismo e projetos de desenvolvimento econômico voltados à população negra.</p>



<p>De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a gestão será feita por um conselho misto, formado por representantes do poder público e da sociedade civil, com objetivo de garantir <strong>transparência e participação social</strong> (<a href="https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/copy2_of_noticias/ccj-aprova-admissibilidade-da-proposta-de-emenda-a-pec-no-27-2024-que-preve-fundo-nacional-de-reparacao-economica-e-de-promocao-da-igualdade-racial">gov.br</a>).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pretos e pardos na lei</strong></h3>



<p>Outro ponto que gera desinformação é a interpretação sobre quem a PEC beneficiaria. O <strong>Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010)</strong> já estabelece que a categoria <strong>“negro” abrange pretos e pardos</strong>. Essa classificação também é usada pelo IBGE e em políticas afirmativas, como cotas raciais. Portanto, não há novidade na inclusão dessas categorias; a PEC apenas segue a definição legal já consolidada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que importa</strong></h3>



<p>O debate em torno da PEC 27/2024 é estratégico para o futuro da reparação racial no Brasil. Organizações do movimento negro destacam que o fundo representa um marco histórico no enfrentamento das desigualdades estruturais deixadas pela escravidão e pelo racismo. Para a Uneafro Brasil, trata-se de “reparar o maior crime de lesa-humanidade da história” (<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/08/29/fundo-da-igualdade-racial-precisamos-reparar-maior-crime-de-lesa-humanidade-da-historia-diz-uneafro">Brasil de Fato</a>).</p>



<p>Enquanto fake news tentam desviar o foco, a discussão central é sobre <strong>como o Estado brasileiro pode reparar financeiramente uma população historicamente prejudicada</strong>.</p>
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		<title>&#8220;Seguimos também batalhando por reparação&#8221;, diz Anielle sobre desculpas à escravidão do Governo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/seguimos-tambem-batalhando-por-reparacao-diz-anielle-sobre-desculpas-a-escravidao-do-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariel Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 18:59:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério da Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério dos Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um gesto histórico, o Governo Federal pediu desculpas públicas à população negra brasileira no dia 21 de novembro de 2024. A declaração oficial reconhece a escravização e suas consequências, além de reafirmar um compromisso com reparação e igualdade. O momento, carregado de simbolismo, representa um marco, mas também reforça a urgência de políticas públicas concretas que enfrentem o racismo estrutural no Brasil. <br><br>No centro dessas iniciativas está o <strong>Ministério da Igualdade Racial</strong>, liderado pela ministra <strong>Anielle Franco</strong>. Desde o início de sua gestão, a pasta tem trabalhado em ações robustas para promover a equidade racial. Um dos destaques é o <strong>Programa Federal de Ações Afirmativas</strong>, que garante a reserva de pelo menos 30% das vagas em cargos de comissão e funções de confiança para pessoas negras. Esse esforço é um passo importante para ampliar a presença de grupos sub-representados nos espaços de poder, ou seja, na posição de quem decide. <br><br>Outra ação significativa é o programa <strong>&#8220;Aquilomba Brasil&#8221;</strong>, que leva suporte às comunidades quilombolas por meio de projetos integrados. A iniciativa engloba desde a regularização fundiária até investimentos culturais e socioeconômicos, buscando reparar injustiças históricas sofridas por essas populações. &#8220;Toda vez que a gente fala sobre a criação de qualquer coisa, seja uma política pública, seja um fundo, seja qualquer atitude que você venha a tomar. Estando nesses espaços do governo federal, não podemos fazer de forma irresponsável. Mais do que um simples pedido de desculpas, acho que a gente tem que ter um compromisso, né?&#8221;, destaca Anielle durante o evento que o Governo Federal pediu desculpas à população negra brasileira.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DCrRAU_us7P/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DCrRAU_us7P/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DCrRAU_us7P/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Macaé Evaristo (@macaeevaristo)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em>Durante cerimônia, a ministra Anielle Franco e Macé Evaristo ressaltaram a importância de continuar batalhando por reparação. </em></figcaption></figure>



<p><br>Paralelamente, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, comandado pela ministra Macaé Evaristo, também tem assumido protagonismo no combate ao racismo. No Dia da Consciência Negra, a pasta reafirmou a importância da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), destacando ações para enfrentar as barreiras raciais no acesso à saúde. Além disso, iniciativas como o<strong> Plano Juventude Negra Viva </strong>têm se mostrado essenciais para reduzir a violência contra jovens negros, com um investimento robusto de <strong>R$ 665 milhões</strong>.</p>



<p>&#8220;Garantir direitos significa ter um serviço público forte na área de educação, na área de saúde, na área de desenvolvimento social e desenvolvimento econômico. Então, a gente tem que construir as prioridades orçamentárias olhando para a população negra”, apontou Macaé Evaristo durante a cerimônia.</p>



<p>Também durante o evento, foi lançada a Plataforma JurisRacial, um espaço digital dedicado a reunir e disponibilizar documentos jurídicos relacionados à temática racial. A iniciativa busca não apenas ampliar o acesso à informação, mas também fortalecer a luta contra o racismo, oferecendo subsídios para enfrentar suas diversas manifestações e desafios.</p>



<p>Ainda assim, especialistas e movimentos sociais apontam que o caminho para mudanças reais exige mais do que boas intenções. Garantir recursos, monitorar as políticas públicas e institucionalizar programas como esses são desafios que precisam de atenção. O pedido de desculpas é, sem dúvida, um avanço, mas a transformação estrutural dependerá da continuidade das ações e da pressão constante da sociedade civil. Movimentos negros, que há décadas lideram essa luta, permanecem vigilantes, cobrando o que promessas não podem substituir: justiça, representatividade e equidade nas estruturas sociais e políticas do Brasil.</p>
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		<title>Exonerações e racismo fragilizam a confiança entre o governo e o movimento negro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/exoneracoes-e-racismo-fragilizam-a-confianca-entre-o-governo-e-o-movimento-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 16:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[anielle franco]]></category>
		<category><![CDATA[APARECIDA GONÇALVES]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[MINISTÉRIO DAS MULHERES]]></category>
		<category><![CDATA[movimento negro]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=84377</guid>

					<description><![CDATA[<p>As recentes pol&#234;micas envolvendo racismo e ass&#233;dio moral no Governo Federal t&#234;m colocado em evid&#234;ncia a fragilidade das pol&#237;ticas de igualdade racial e de g&#234;nero. No centro das controv&#233;rsias, o Minist&#233;rio das Mulheres e o Minist&#233;rio da Igualdade Racial enfrentam cr&#237;ticas que questionam o comprometimento do governo de Luiz In&#225;cio Lula da Silva (PT) com [&#8230;]</p>
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<p>As recentes polêmicas envolvendo racismo e assédio moral no Governo Federal têm colocado em evidência a fragilidade das políticas de igualdade racial e de gênero. No centro das controvérsias, o <strong>Ministério das Mulheres</strong> e o <strong>Ministério da Igualdade Racial</strong> enfrentam críticas que questionam o comprometimento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com as pautas do Movimento Negro.</p>



<p>No Ministério das Mulheres, as denúncias de racismo e assédio moral apontam para um ambiente de trabalho insustentável, especialmente para mulheres negras. <a href="https://almapreta.com.br/sessao/cotidiano/ministerio-das-mulheres-e-alvo-de-denuncias-de-assedio-moral-e-racismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Segundo reportagem do Alma Preta</a>, uma servidora foi alvo de <strong>racismo</strong> em uma reunião conduzida pela secretária-executiva Maria Helena Guarezi, que teria solicitado que a funcionária Carmen Foro se sentasse porque seu cabelo crespo estaria &#8220;atrapalhando a visão&#8221;. </p>



<p>O incidente foi confirmado por testemunhas presentes e escancarou a deslegitimação das pautas raciais no interior da pasta. Além disso, comentários recorrentes, como “<strong>de novo isso de racismo?”</strong> e <strong>“já vem essa de mulher negra”</strong>, contribuíram para a criação de um ambiente tóxico, no qual o assédio moral se naturalizou.</p>



<p>O silêncio da ministra Cida Gonçalves em relação ao episódio de racismo foi interpretado como um sinal de conivência com a conduta de sua secretária-executiva. Segundo a mesma reportagem, nenhuma ação foi tomada para repreender Guarezi, apesar de a ministra ter sido informada sobre o caso. O ambiente de trabalho tornou-se ainda mais insuportável após a exoneração de Carmen Foro, que, em agosto, foi dispensada enquanto estava afastada por motivos de saúde. </p>



<p>Em uma gravação obtida pela reportagem do Alma Preta, Gonçalves sugeriu que as servidoras ligadas a Foro também poderiam ser exoneradas, aprofundando o clima de instabilidade e insegurança dentro do ministério. O resultado foi a saída de <strong>59 funcionários desde o início da gestão, segundo levantamento do Diário Oficial da União</strong>, o que rendeu à pasta o apelido de <strong>&#8220;Ministério do Assédio&#8221;</strong>.</p>



<p>As consequências psicológicas desse ambiente foram profundas. Funcionárias relataram crises de ansiedade, burnout e afastamentos por problemas psiquiátricos, como confirmado pelos relatos ao Alma Preta. Muitas afirmaram que o tratamento dentro do ministério era mais duro do que durante o governo Bolsonaro, quando a pasta estava sob a coordenação de Damares Alves.</p>



<p>Paralelamente, o <strong>Ministério da Igualdade Racial</strong> também enfrenta pressões, desta vez vindas do próprio<strong> Movimento Negro.</strong> Um grupo de dez entidades enviou uma carta ao presidente Lula, criticando a gestão da ministra Anielle Franco. As críticas incluem o que consideram um <strong>“apagamento da participação social</strong>” na formulação de políticas de igualdade racial e a exclusão do Movimento Negro desses debates. A carta também menciona atrasos em temas como a ampliação das cotas raciais e a realização da <strong>5ª Conferência Nacional de Igualdade Racial</strong>, além da falta de investimento em políticas para comunidades quilombolas.</p>



<p>O descontentamento foi ampliado pela demissão de Yuri Silva, ex-secretário do Sinapir, que, segundo as entidades, foi uma das lideranças mais representativas do Movimento Negro no governo. Para as organizações que assinam a carta, incluindo a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e a Coordenação Nacional de Entidades Negras, essas demissões são um reflexo do afastamento entre o governo e as demandas históricas do movimento.</p>



<p>Anteriormente, essa insatisfação culminou em outra manifestação significativa: representantes de <a href="https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/terreiros-enviam-carta-a-lula-com-criticas-a-anielle-descaso-total" target="_blank" rel="noreferrer noopener">87 terreiros de candomblé enviaram uma carta ao presidente Lula,</a> criticando a atuação de Anielle Franco e do <strong>MIR </strong>em relação às políticas para o segmento. Esta carta, que se destaca por ser a primeira crítica formal recebida pelo governo federal sobre a condução da pasta, evidencia um descontentamento que se acumula entre os grupos que representam as tradições afro-brasileiras. </p>



<p>Os terreiros afirmam que a política do <strong>MIR </strong>tem sido marcada por descaso e desarticulação em relação à continuidade de programas que foram iniciados durante as gestões de Lula e Dilma Rousseff. &#8220;Investidos desta história, os terreiros que subscrevem manifestam-se com preocupação sobre a política do Ministério da Igualdade Racial para esse segmento&#8221;, ressaltam, apontando uma má vontade na retomada de políticas relevantes para os povos de terreiro. </p>



<p>Os representantes dos terreiros também criticam a falta de diálogo com o ministério, destacando que os terreiros de candomblé são reconhecidos como Bens Materiais e Bens Imateriais do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o que deveria garantir maior atenção e respeito às suas demandas.</p>



<p>Em resposta, o Ministério da Igualdade Racial afirmou que tem promovido amplas políticas com participação dos movimentos sociais, destacando a titulação de 65 territórios quilombolas, o maior número em menos de dois anos de gestão. No entanto, para as entidades, essas ações são insuficientes frente às demandas urgentes. A carta enviada ao presidente Lula é um pedido claro por correção de rumos, com a solicitação de uma mesa tripartite para garantir que as políticas raciais sigam as diretrizes esperadas pelo Movimento Negro.</p>



<p>Essas polêmicas expõem as contradições do governo Lula, que se comprometeu a promover a inclusão racial e de gênero, mas agora enfrenta críticas de que as ações não têm correspondido às expectativas. As denúncias de racismo e assédio moral no Ministério das Mulheres e as insatisfações com o Ministério da Igualdade Racial revelam um governo que ainda luta para harmonizar as promessas de campanha com a realidade dentro das estruturas de poder.</p>



<p>Os episódios destacados são mais do que simples controvérsias. Eles representam um desafio direto à credibilidade do governo perante um dos seus maiores aliados políticos: o Movimento Negro. Sem respostas concretas e medidas corretivas, o risco de uma ruptura com essa base de apoio aumenta, colocando em xeque o projeto de um governo que se autodeclara comprometido com a igualdade e a justiça social.</p>
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		<title>Heinz retira do ar propagandas acusadas de racismo e emite pedido de desculpas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/heinz-retira-do-ar-propagandas-acusadas-de-racismo-e-emite-pedido-de-desculpas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariel Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 17:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[CAMPANHAS]]></category>
		<category><![CDATA[Família negra]]></category>
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<p>A multinacional <strong>Heinz</strong> foi alvo de críticas severas nos últimos dias devido a dois anúncios publicitários lançados internacionalmente, ambos acusados de perpetuar estereótipos racistas sobre a população negra. As campanhas, veiculadas no Reino Unido e em outros países europeus, foram rapidamente removidas após protestos públicos, e a empresa emitiu pedidos de desculpas formais, reconhecendo o impacto das peças.</p>



<p>O primeiro incidente ocorreu com uma campanha criada pela <strong>agência VML</strong>, destinada a promover molhos em embalagem “família” da Heinz no Reino Unido. Um dos principais anúncios da campanha foi distribuído em diversos pontos do metrô de Londres e apresentava um cenário familiar: um casal recém-casado saboreando uma refeição ao lado dos pais do noivo, que são brancos, e da mãe da noiva, uma mulher negra. </p>



<p>O detalhe que não passou despercebido nas redes sociais foi a ausência do pai da noiva, o que provocou uma enxurrada de críticas ao retrato familiar. Muitos viram na peça publicitária uma perpetuação do estereótipo de que pais negros são frequentemente ausentes na criação dos filhos.</p>



<p>A crítica mais notável veio do jornalista e escritor britânico Nels Abbey, que apontou o problema em seu perfil no X (antigo Twitter), onde escreveu: “Acredite ou não, mulheres negras também têm pais”. A fala de Abbey rapidamente ganhou força entre os usuários, gerando um debate sobre como estereótipos raciais ainda permeiam campanhas de grandes marcas. Com a pressão aumentando, a Heinz decidiu retirar a campanha do ar e divulgar um pedido de desculpas, afirmando que não houve intenção de ofender, mas reconhecendo o impacto negativo da mensagem.</p>



<p>&#8220;Compreendemos que esse anúncio possa ter reforçado estereótipos negativos de forma não intencional. Nossas desculpas são sinceras, e vamos continuar a escutar, aprender e melhorar para garantir que isso não volte a ocorrer&#8221;, declarou a Heinz em comunicado oficial.</p>



<p>Entretanto, essa não foi a única controvérsia que a marca enfrentou nos últimos dias. Em uma segunda campanha, dessa vez voltada para o Halloween, a Heinz voltou a ser criticada por reproduzir estereótipos raciais, com foco na representação de pessoas negras. </p>



<p>A campanha, desenvolvida pela agência Gut e veiculada em vários mercados europeus, trazia o slogan &#8220;It Ha-Ha-Has to be Heinz&#8221;, em referência ao personagem Coringa. A ideia central era mostrar consumidores com os lábios cobertos de ketchup, em uma clara alusão ao sorriso do vilão icônico dos quadrinhos.</p>



<p>No entanto, uma das peças mais polêmicas retratava um homem negro com o rosto coberto de ketchup, gerando acusações de que a imagem remeteria ao “blackface” — uma prática racista historicamente usada para ridicularizar pessoas negras. O uso exagerado do ketchup nos lábios foi comparado às antigas caricaturas racistas, que distorciam as características físicas de pessoas negras, especialmente os lábios, para reforçar estereótipos desumanizantes.</p>



<p>A reação foi imediata. Diversas pessoas denunciaram a campanha nas redes sociais, apontando que, embora a proposta pudesse ser inofensiva à primeira vista, a associação visual feita com o blackface não podia ser ignorada, especialmente em um contexto cultural tão sensível. &#8220;É preciso entender que a história por trás dessas caricaturas é dolorosa e está intimamente ligada à opressão racial. Mesmo que não tenha sido intencional, o impacto é inegável&#8221;, comentou um ativista nas redes sociais.</p>



<p>Com o aumento das críticas, a Heinz mais uma vez recuou, removendo a campanha de circulação e emitindo um novo pedido de desculpas: &#8220;Estamos sempre buscando ouvir e aprender com nosso público global. Lamentamos profundamente o impacto causado por essa campanha e vamos trabalhar para garantir que erros como esse não voltem a acontecer&#8221;, disse um porta-voz da Heinz.</p>



<p>Os dois episódios refletem uma realidade cada vez mais presente no mundo corporativo: as marcas precisam estar atentas às questões sociais e culturais ao desenvolver suas campanhas. O público, especialmente nas redes sociais, está mais crítico e vigilante, cobrando posturas que reflitam maior responsabilidade e sensibilidade diante de questões raciais e de identidade. No caso da Heinz, as duas polêmicas servem como um lembrete de que a comunicação deve ser mais inclusiva e atenta à diversidade, para evitar a perpetuação de estereótipos nocivos.</p>
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