Selecionamos 13 filmes e documentários essenciais para entender a história e o legado da Black Music no streaming.
Junho é reconhecido nos Estados Unidos como o Black Music Month, o mês dedicado à celebração da música afro-americana e de sua influência sobre a cultura global. A data existe desde 1979, quando o presidente Jimmy Carter declarou junho o mês oficial da música negra após uma articulação liderada pelo produtor Kenny Gamble, pela jornalista Dyana Williams e pelo executivo musical Ed Wright. A primeira celebração aconteceu no gramado da Casa Branca em 7 de junho daquele ano. O reconhecimento só foi formalizado pelo Congresso americano em 2000, depois de uma década de pressão da própria Dyana Williams, e desde então é renovado por proclamação presidencial anualmente.
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A escolha do mês não seguiu um critério simbólico específico, mas sim político. Gamble se inspirou no modelo da Country Music Association, que já dedicava outubro à música country, e decidiu reivindicar o mesmo espaço para um gênero que estava na base de praticamente tudo que a indústria fonográfica americana produzia. Blues, gospel, soul, R&B, funk, hip-hop e rock têm origem direta na experiência negra americana, e nenhum deles recebia reconhecimento equivalente à sua influência real.
Para marcar junho, selecionamos 13 filmes e documentários que contam essa história por dentro, pelas trajetórias de quem a construiu.
O que assistir e onde encontrar
Tina — A História de Tina Turner (1993) — Starz Angela Bassett interpreta Tina Turner, do relacionamento abusivo com Ike Turner à reinvenção como Rainha do Rock global nos anos 80.
Ray (2004) — Netflix Jamie Foxx ganhou o Oscar vivendo Ray Charles, o pianista que perdeu a visão aos 7 anos e revolucionou o soul misturando gospel com blues.
Notorious — Nenhum Sonho é Grande Demais (2009) — Netflix Christopher Wallace foi do tráfico no Brooklyn ao topo do rap americano como Notorious B.I.G., até ser assassinado aos 24 anos.
Bessie (2015) — Max Queen Latifah vive Bessie Smith, que saiu da pobreza no Tennessee para se tornar a artista negra mais bem paga dos anos 1920.
Straight Outta Compton — A História do N.W.A. (2015) — Starz Cinco jovens de Compton criaram o N.W.A., revolucionaram o hip-hop com o gangsta rap e entraram em rota de colisão com o FBI.
A Voz Suprema do Blues (2020) — Netflix Viola Davis vive Ma Rainey numa tensa sessão de gravação em Chicago que expõe o controle da indústria branca sobre o talento negro. Último filme de Chadwick Boseman.
Estados Unidos vs. Billie Holiday (2021) — Prime Video O governo americano perseguiu Billie Holiday por se recusar a parar de cantar Strange Fruit, usando seu vício como pretexto para silenciá-la.
Respect — A História de Aretha Franklin (2021) — Netflix e Prime Video Jennifer Hudson, escolhida pela própria Aretha, conta a história da rainha do soul desde a infância na igreja até virar voz dos Direitos Civis.
Elvis (2022) — Aluguel digital, Prime Video e Apple TV Baz Luhrmann mostra como Elvis construiu a carreira sobre a Black Music, com Little Richard e Sister Rosetta Tharpe no centro da narrativa.
Whitney Houston — I Wanna Dance with Somebody (2022) — Max e Hulu Naomi Ackie interpreta Whitney Houston dos corais de New Jersey ao colapso de uma das maiores vozes da história do pop.
Little Richard — Eu Sou Tudo (2023) — Max O documentário mostra como Richard Penniman inventou o rock and roll e foi sistematicamente apagado pela indústria para dar espaço a artistas brancos.
Bob Marley — One Love (2024) — Netflix e Paramount+ Kingsley Ben-Adir vive Bob Marley entre o álbum Exodus, um atentado e o Concerto pela Paz na Jamaica em 1978.
Luther — Never Too Much (2024) — Max Com arquivos raros e depoimentos de Mariah Carey e Dionne Warwick, o documentário reconstrói quatro décadas da carreira de Luther Vandross.