Mundo Negro

Membro do Fugees, Pras Michel, é considerado culpado de ser agente da China e influenciar no governo dos EUA

Foto: AP

Pras Michel, do grupo de rap Fugees, foi considerado culpado na última quarta-feira (26) pelos Estados Unidos por conspiração contra o país, trabalhar como agente não registrado da China e ajudar o bilionário Jho Low. Michel pode pegar até 20 anos de prisão.

Pras Michel, conhecido mundialmente por ser integrante do grupo Fugees, foi considerado culpado nas dez acusações que enfrentava em julgamento. Entre as acusações, estão ajudar o bilionário malaio Jho Low, acusado de corrupção e roubar US$ 4,5 bilhões do fundo soberano da Malásia, a conseguir conexões no governo de Barack Obama e de Donald Trump. Ele também foi acusado de ser um agente não registrado da China, conspirar contra os EUA e adulterar testemunhas.

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Após a decisão da justiça, Pras Michel, que estava presente, não fez nenhum comentário sobre a decisão, mas seu advogado, David Kenner, disse que estão desapontados com a decisão e que ainda vão recorrer. “Estamos extremamente desapontados com esse resultado, mas estamos muito, muito confiantes no resultado final deste caso. Se passarmos para uma audiência de sentença, continuo muito confiante de que certamente apelaremos deste caso. Isso não acabou”, disse Kenner.

A data da sentença ainda não foi definida e o rapper pode pegar até 20 anos de prisão.

Segundo a promotoria, em 2012 na reeleição de Obama, Michel teria recebido US$ 800 mil do bilionário Low para fazer doações, usando nome de terceiros, no “Obama Victory Fund” em eventos com o presidente.

A promotoria também alega que anos depois, no governo Trump, ele teria recebido mais de US$ 100 milhões do Low para ajudar na libertação do dissidente chinês Guo Wengui dos EUA para a China e para ajudar a interromper as investigações contra o bilionário.

O ex-membro do Fugees testemunhou na semana passada e disse que recebeu US$ 20 milhões de Low e outros estrangeiros para ajudá-los a conseguir tirar uma foto com o então presidente Barack Obama e viu isso como “dinheiro grátis” e não sabia que estava infringindo uma lei. 

Além do próprio rapper, o ator Leonardo DiCaprio também testemunhou no mês passado, em favor de Michel.

Ele também admitiu ter se reunido voluntariamente com o FBI para falar sobre os esforços da China para extraditar o dissidente proeminente, Guo Wengui (que hoje se encontra preso nos EUA), e que só estava ajudando o bilionário a conseguir um advogado.

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