A Justiça da Bahia definiu para os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026 o julgamento de Arielson da Conceição Santos, preso preventivamente, e Marílio dos Santos, que permanece foragido. Ambos são acusados de envolvimento no assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete Pacífico, executada com 25 tiros em agosto de 2023, em Simões Filho.
O processo, inicialmente conduzido na comarca local, foi transferido para Salvador após o Tribunal de Justiça reconhecer a repercussão nacional e internacional do caso e o risco de comprometimento da imparcialidade do júri. Ao todo, cinco suspeitos estão presos pela participação no crime. Arielson é apontado como um dos executores, ao lado de Josevan Dionísio dos Santos, também detido.
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Para os advogados da família, Hédio Silva Jr. e Anivaldo dos Anjos, o julgamento pode pressionar Arielson a colaborar e revelar o paradeiro de Marílio, considerado mandante do assassinato. Há também a expectativa de que o réu possa apontar outros possíveis articuladores com influência política no estado.
A morte de Mãe Bernadete — ialorixá, referência na luta pelos direitos quilombolas e ex-coordenadora da CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas)— segue como um dos crimes mais emblemáticos e dolorosos da Bahia.
Movimentos negros e organizações de direitos humanos continuam cobrando respostas estruturais, responsabilização dos mandantes e proteção efetiva às lideranças quilombolas.
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