Uma idosa de 74 anos foi presa em flagrante, nesta terça-feira (21), após proferir ofensas racistas contra um policial militar no Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A mulher, cuja identidade não foi revelada, disse ao agente que seria “superior em razão de sua raça”.
O caso ocorreu enquanto a equipe da Polícia Militar realizava patrulhamento de rotina na região, um dos polos culturais e boêmios mais movimentados da capital baiana. Segundo informações da Polícia Civil, a mulher abordou os agentes questionando a atuação policial no local. Mesmo após receber os esclarecimentos necessários, a idosa elevou o tom e atacou um dos policiais, de 23 anos, com falas racistas.
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Diante da gravidade da ofensa, a mulher foi conduzida à delegacia, onde foi autuada em flagrante. Ela segue sob custódia e à disposição da Justiça. O caso está sendo conduzido pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso, que realiza oitivas e diligências para dar continuidade às investigações.
No vídeo divulgado pela Polícia Militar no momento da prisão, é possível notar que a mulher resistiu à detenção e tentou minimizar o crime. “Meu avô também era preto. Como é que eu posso ser racista?”, questionou aos agentes.
“O cara me acusou porque eu falei que lá em Brasília só tem branco e não tem ninguém armado desse jeito, entendeu?”, alegou a idosa. Ela ainda tentou comparar as normas de segurança para justificar seu incômodo. “Em Brasília, ninguém pode andar com uma arma dessa na rua, que é área de segurança nacional. Quando eu vejo uma arma dessa, me sinto muito mal, porque eu acho que vai acontecer uma coisa terrível”, afirmou.
Visivelmente exaltada, a idosa ainda tentou intimidar os policiais mencionando que a filha trabalha no Banco do Brasil. “Eu sou uma senhora que eu tenho 74 anos, tenho família, cara. Não sou uma coitada”.
Segundo a Lei 7.716/1989, a pena para o crime de injúria racial pode chegar a cinco anos de reclusão, além do pagamento de multa.
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