Financiamento coletivo reúne 30 marcas cariocas em busca de sustentabilidade

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Foto: Reprodução Instagram

Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui”. O verso do clássico funk, Rap da Felicidade, eternizado na voz dos Mc’s Cidinho e Doca no início dos anos de 1990 define a realidade. Não que o dever das “caras autoridades” ou os direitos do pobre não sejam a prioridade. Mas, sabendo que a realidade é bem diferente da teoria, precisamos falar no conceito de se promover ações que compensem essa ausência seletiva do Estado. A transformação social precisa vir, certo?

Digo isso porque a frase transparece indignação, o que traz a vontade de fazer algo. Assim fez, por exemplo, Sueli Carneiro, ao fundar, em 1988, o Geledés – Instituto da mulher negra, primeira organização feminista negra e independente de São Paulo. O inconformismo foi seu motor para a criação de ações políticas. Desenvolvendo projetos, no combate ao racismo.

Corta pra 2018, 30 anos depois da citada fundação do Geledés. Foi a vez de, no Rio de Janeiro, cerca de 6 mulheres construírem dois espaços para empreendedores negros desenvolverem seus trabalhos, sua arte. Repetindo, como outrora, a realidade de nossos ancestrais, de forma consciente e organizada. Nós temos apenas a nós mesmos, é basicamente o lema. A Pequena África Boutique e o Ateliê Bonifácio reúnem cerca de 40 empreendimentos, o que significa umas 70 famílias beneficiadas. Baseando-se no carinho e acolhimento em seu atendimento. Assim, fazendo movimentar a economia entre os nossos e para os nossos.

Com a pandemia, o tal do novo normal não possibilita que as marcas envolvidas se mantenham de maneira segura. Isso que trouxe a necessidade de aumentar o investimento em campanhas por apoio. Em forma de conhecimento, divulgação e consumo, para que seja possível aumentar investimentos e valorizar as marcas. Bem como investir nos próprios negócios com aquisição de equipamento e contratação de profissionais fundamentais no atual cenário em que vivemos. Por exemplo: Motoboy, fotógrafo, designer gráfico, etc. Lembremos sempre que as plataformas digitais estão tendo mais foco, devido a necessidade de isolamento social.

Cada ajuda é um presente e uma demonstração de acolhimento entre os nossos. E como retribuição pela contribuição, cada apoiador receberá um produto de uma das marcas componentes do coletivo.   Essa é uma bela forma de participar do desenvolvimento social e econômico da nossa comunidade. Algo tão excludente quando falamos em negros, sobretudo das classes menos abastadas, o que nos caracteriza como maioria da população. Então, prestando esse apoio, externamos o lado positivo disso (diria até afirmativo, Rá!), afinal, se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui. Né? Ou pra usar o lema do pessoal lá: Tudo que nóis tem é nóis.

Para conhecer e apoiar, acesse:

Pequena África Boutique

Ateliê Bonifácio

Link da campanha: https://benfeitoria.com/tudoquenoistemenois

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