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	<title>Arquivos ENTREVISTAS - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 20:46:41 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>Cida Bento fala sobre pactos que poucos discutem: o da negritude</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/cida-bento-fala-sobre-pactos-que-poucos-discutem-o-da-negritude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:43:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Cida Bento]]></category>
		<category><![CDATA[cida bento pacto]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[pacto da negritude]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Muitas vezes, o embate entre n&#243;s, negros, &#233; mais f&#225;cil do que derrubar uma figura branca racista&#8221;, afirma a psic&#243;loga As redes sociais n&#227;o raramente t&#234;m um impacto na comunidade negra similar ao da Carta de Lynch. O texto, que n&#227;o tem comprova&#231;&#227;o hist&#243;rica mas &#233; usado como par&#225;bola por ativistas, fala da hist&#243;ria de [&#8230;]</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><em>&#8220;Muitas vezes, o embate entre nós, negros, é mais fácil do que derrubar uma figura branca racista&#8221;, afirma a psicóloga </em></h3>



<p><a href="https://substack.com/@sitemundonegro"></a><a href="https://substack.com/@silviahnascimento"></a></p>



<p>As redes sociais não raramente têm um impacto na comunidade negra similar ao da Carta de Lynch. O texto, que não tem comprovação histórica mas é usado como parábola por ativistas, fala da história de Willie Lynch, um suposto proprietário de escravos no Caribe que mantinha os escravizados sob controle, exaltando as diferenças que eles tinham entre si. A história serve como exemplo de como o “dividir para conquistar” é uma técnica eficiente para criar rivalidade em grupos historicamente oprimidos.</p>



<p>A suposta carta escrita em 1712 dizia: “Verifiquei que entre os escravos existem uma série de diferenças. Eu tiro partido destas diferenças, aumentando-as. Eu uso o medo, a desconfiança e a inveja para mantê-los debaixo do meu controle. Eu vos asseguro que a desconfiança é mais forte que a confiança e a inveja mais forte que a concórdia, respeito ou admiração.”</p>



<p>Cortando para o século 21, a comunidade negra no Brasil ainda interage com seus pares de forma desconfiada. A culpa, assim como no caso dos nossos ancestrais do século XVIII, não é das pessoas negras, mas do cenário onde o racismo gera escassez de oportunidades e onde nossa união é vista como ameaça.</p>



<p>Se para os brancos só ser branco já é um fator que gera empatia, acolhimento e oportunidades entre pares, para os negros é um pouco mais complicado.</p>



<p>Cida Bento é psicóloga, cofundadora e diretora do CEERT, referência em equidade racial no trabalho. Autora de&nbsp;<em>O Pacto da Branquitude</em>, ela influencia políticas públicas e práticas de inclusão, atuando como mentora de lideranças e estrategista contra o racismo institucional. O Pacto da Branquitude é um conceito que descreve um acordo não verbalizado e inconsciente entre pessoas brancas. Baseado em acordos tácitos, visa manter privilégios e posições de poder no Brasil, perpetuando o racismo estrutural e as desigualdades raciais mesmo após o fim da escravidão. É também um pacto narcísico.</p>



<p>Mas e a comunidade negra? Tem seus próprios pactos? Quando discordamos, é válido tornar isso um debate público? O financiamento comunitário pode suprir a fuga das marcas das nossas pautas? Nessa entrevista exclusiva, Cida responde essas e outras questões.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!h14D!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe5c4ecbd-d912-4cd6-b55a-d532ae11549e_1040x780.png" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!h14D!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe5c4ecbd-d912-4cd6-b55a-d532ae11549e_1040x780.png" alt="A escritora Cida Bento." title="A escritora Cida Bento."/></a></figure>



<p><strong>O pacto racial implica ignorar as falhas de membros do mesmo grupo?</strong></p>



<p>“É importante refletir sobre pessoas negras falando de maneira pejorativa sobre organizações e outras pessoas negras. É sempre bom lembrar que nós, brancos e negros, homens e mulheres, aprendemos como se trata os negros no Brasil. Aprendemos nos livros didáticos, nas novelas e na universidade. Aprendemos junto com os brancos.</p>



<p>Apesar dessa aprendizagem, podemos mudar essa realidade, mas precisamos falar sobre ela. Precisamos discutir como nós, negros, também podemos ter internalizado negatividades sobre o nosso próprio grupo e corpo, e como lidar com isso. Isso tem dimensões cognitiva, emocional, afetiva e ética: como cuidamos de nós mesmos?</p>



<p>Muitas vezes, o embate entre nós, negros, é mais fácil do que derrubar uma figura branca racista. Enfrentamos mais dificuldades no confronto com o branco do que com o negro, então as brigas acabam se dando entre nós.</p>



<p>Sobre aceitar as falhas dos nossos: eu acho que não devemos aceitar incondicionalmente. Porém, tenho uma tendência a conversar sobre falhas que ocorrem entre nós no que chamo de ‘cozinha’, na intimidade. Nunca fui a público falar algo negativo contra outra organização ou pessoa negra. Acredito que devemos conversar na ‘cozinha’ e, no máximo, ignorar aquela pessoa, mas deixo para os brancos a tarefa de batê-la.”</p>



<p><strong>Para a senhora, existe um “Pacto da Negritude” no Brasil? A escassez de oportunidades na sociedade dificulta a unidade da comunidade negra como povo?</strong></p>



<p>“Eu penso que existem pactos da negritude, sim. Vejo isso no nosso projeto do CEERT, o Prosseguir. Os participantes relatam como suas vozes são fortalecidas nesse espaço entre iguais, enfrentando dificuldades similares e compartilhando formas de lidar com elas. É o contato com pessoas negras que avançaram em pautas importantes e que compartilham essa experiência.</p>



<p>Esse pacto pode ser melhor compreendido e aprimorado quando discutimos o aquilombamento no conceito de Abdias do Nascimento. Ele traz essa dimensão política e de cuidado de nós para nós. O aquilombamento possui o conceito de luta política e de relações de fortalecimento e afeto. Um grupo precisa ter uma base afetiva, intelectual e de apoio mútuo para se validar e seguir em frente.</p>



<p><strong>O financiamento comunitário seria também uma forma de pacto? Quais outras a senhora destacaria?</strong></p>



<p>Acredito que podemos batalhar por um financiamento comunitário, que é também uma forma de pacto.</p>



<p>A batalha por apoio institucional deve ser intencional. Isso é crucial porque a extrema-direita supera em muito as redes progressistas em termos de engajamento e impacto, como mostra o Manchetômetro. Para mudarmos realidades drásticas, como uma população apoiando chacinas em favelas, precisamos disputar e fortalecer nossas redes com esse tipo de apoio.<br><br>*Entrevista publicada originalmente em Dezembro de 2025 .</p>
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		<title>Grazi Mendes participa de vivência na Itália com Marcelo Gleiser</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/grazi-mendes-vivencia-italia-marcelo-gleiser/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 19:16:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[futuros]]></category>
		<category><![CDATA[grazi mendes]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[marcelo gleiser]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A professora, autora e executiva de tecnologia Grazi Mendes foi uma das convidadas para participar do Island of Knowledge &#8211; Questione a Realidade, experi&#234;ncia realizada na Toscana, It&#225;lia, e idealizada pelo f&#237;sico e astr&#244;nomo brasileiro Marcelo Gleiser. A iniciativa re&#250;ne pessoas de diferentes &#225;reas para refletir sobre ci&#234;ncia, filosofia, espiritualidade e os desafios diante do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A professora, autora e executiva de tecnologia Grazi Mendes foi uma das convidadas para participar do <em>Island of Knowledge – Questione a Realidade</em>, experiência realizada na Toscana, Itália, e idealizada pelo físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser.</p>



<p>A iniciativa reúne pessoas de diferentes áreas para refletir sobre ciência, filosofia, espiritualidade e os desafios diante do presente e do futuro. Em relato compartilhado nas redes sociais, Grazi descreveu a vivência como uma experiência que ainda está sendo elaborada e que provocou reflexões profundas sobre conhecimento, liderança e de sua própria existência.</p>



<p>&#8220;Vai demorar um tempo para eu elaborar tudo o que aconteceu na Toscana e aqui dentro do peito&#8221;, escreveu.</p>



<p><strong>Liderar exige reaprender a fazer perguntas</strong></p>



<p>Entre os principais aprendizados da experiência, Grazi destaca uma mudança de perspectiva sobre liderança.</p>



<p>Segundo ela, um dos convites feitos ao longo da imersão foi olhar para o universo não como algo que pode ser controlado, mas como um espaço de mistério, descoberta e questionamento.</p>



<p>Em entrevista ao Mundo Negro, a executiva afirmou que esse olhar dialoga diretamente com desafios contemporâneos como a crise climática, o avanço da inteligência artificial, as desigualdades e o esgotamento de modelos tradicionais.</p>



<p>&#8220;Diante da crise climática, da inteligência artificial, das desigualdades e do esgotamento dos modelos antigos, o líder não pode ser apenas alguém que entrega respostas rápidas. Precisa ser alguém capaz de questionar a realidade com coragem, humildade e imaginação radical&#8221;, afirma.</p>



<p><strong>A vida no centro das decisões</strong></p>



<p>Outro aspecto que marcou a experiência foi a reflexão sobre a centralidade da vida nas decisões humanas.</p>



<p>Ao observar as discussões sobre o cosmos, a raridade da existência e a fragilidade da Terra, Grazi passou a refletir sobre responsabilidade, impacto coletivo e futuro.</p>



<p>Para ela, liderança não pode ser reduzida a desempenho, produtividade ou crescimento. Cada decisão produz efeitos concretos sobre pessoas, territórios e gerações.</p>



<p>&#8220;O universo nos coloca em perspectiva: somos pequenos, mas não somos irrelevantes. Justamente por isso, responsabilidade é inegociável&#8221;, destaca.</p>



<p><strong>Um sonho da infância revisitado</strong></p>



<p>Em conversa com o Mundo Negro, Grazi relatou que a experiência teve um significado pessoal para ela.</p>



<p>Apaixonada por física desde criança, ela relembra que estudou em escola pública e nem sempre teve acesso a professores especializados na área. O interesse pela ciência surgiu cedo, mas encontrou limitações estruturais que marcaram sua trajetória educacional.</p>



<p>Por isso, participar de uma imersão conduzida por um dos cientistas brasileiros mais reconhecidos internacionalmente despertou memórias de uma antiga curiosidade.</p>



<p>&#8220;Tem uma parte minha dessa menina da quinta série que queria ter aula com um professor de física&#8221;, conta.</p>



<p>A experiência também a levou a refletir sobre acesso ao conhecimento e oportunidades educacionais. Para Grazi, o encantamento produzido pela ciência pode ampliar a forma como crianças e jovens compreendem a vida, o planeta e seu lugar no mundo.</p>



<p><strong>Tecnologia, consciência e futuro</strong></p>



<p>As discussões da vivência também reforçaram uma preocupação presente em sua atuação profissional: a relação entre tecnologia e humanidade.</p>



<p>Segundo ela, o futuro não pode ser pensado apenas a partir da capacidade técnica de criar novas ferramentas. É necessário discutir quais valores devem acompanhar essas transformações.</p>



<p>&#8220;A grande pergunta deixa de ser só o que seremos capazes de criar, mas que tipo de humanidade queremos preservar enquanto criamos&#8221;, afirma.</p>



<p><strong>Convite para retornar em 2027</strong></p>



<p>A participação de Grazi no <em>Island of Knowledge</em> terá continuidade.</p>



<p>Após a experiência na Toscana, ela foi convidada a retornar à Itália em março de 2027 para integrar um grupo formado por dez pensadores que debaterá o tema &#8220;Futuros&#8221;.</p>
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		<title>Artista visual Íldima Lima assina sacola da Tok&#038;Stok e resgata o azul como herança africana</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/artista-visual-ildima-lima-lanca-colecao-com-a-tokstok-e-resgata-o-azul-como-heranca-africana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 13:32:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[arte decolonial]]></category>
		<category><![CDATA[arte visual brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[cerâmica africana]]></category>
		<category><![CDATA[íldima Lima]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[tok&stok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artista visual baiana apresenta sacola reutiliz&#225;vel inspirada em Mami Wata e na azulejaria afro-atl&#226;ntica, desfazendo no objeto de decora&#231;&#227;o um equ&#237;voco hist&#243;rico sobre a origem da cor e da cer&#226;mica A artista visual @ildima_lima assina a nova sacola reutiliz&#225;vel da Tok&#38;Stok dentro de uma iniciativa anual da marca que convida artistas selecionados por curadoria a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Artista visual baiana apresenta sacola reutilizável inspirada em Mami Wata e na azulejaria afro-atlântica, desfazendo no objeto de decoração um equívoco histórico sobre a origem da cor e da cerâmica<br></em></p>



<p>A artista visual @ildima_lima assina a nova sacola reutilizável da Tok&amp;Stok dentro de uma iniciativa anual da marca que convida artistas selecionados por curadoria a desenvolver peças exclusivas para a linha. A peça parte de uma pesquisa que ela vem conduzindo sobre dois eixos: a origem africana da cor azul como pigmento sagrado e a ancestralidade da cerâmica como tecnologia visual que antecede, em milênios, o que o imaginário popular associa à azulejaria portuguesa. O projeto ancora sua estética na mitologia de Mami Wata, entidade das águas presente em diversas tradições africanas e da diáspora, e incorpora símbolos Adinkra para estruturar um vocabulário visual decolonial dentro de um produto de grande circulação comercial.</p>



<p>A curadoria que levou Íldima à parceria foi conduzida por Edson Coutinho, que a conheceu justamente desenvolvendo esse trabalho. A proposta que ela apresentou à Tok&amp;Stok foi recebida e aprovada sem alterações conceituais, o que permitiu que o projeto mantivesse intacta sua camada de pesquisa e posicionamento. A sacola integra a coleção atual da marca e já está disponível nas lojas.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="96102" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96102" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" data-id="96103" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96103" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" data-id="96104" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96104" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="96105" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96105" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="96106" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96106" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/Mami-Wata-para-TokStok-♡Entre-barro-agua-e-simbolo-surge-Mami-Wata.Mulher.-Peixe.-Serpente.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
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<p>O trabalho de Íldima Lima transita entre pintura, cerâmica e estamparia, e a parceria com a Tok&amp;Stok não é um projeto isolado: a artista segue desenvolvendo uma nova série dentro do mesmo universo temático, ainda em andamento. Conversamos com ela sobre o conceito por trás da sacola, sobre o equívoco histórico que seu trabalho questiona e sobre o que Mami Wata representa dentro dessa pesquisa.</p>



<p><strong>O azul que não nasceu em Portugal</strong></p>



<p>A pesquisa que sustenta a criação parte de um dado histórico que o processo de colonização tratou de obscurecer: o primeiro pigmento sintético azul da história foi produzido no Egito Antigo, e o uso do azul como representação do sagrado, da realeza e da força vital das águas já estava presente em territórios africanos muito antes de se tornar símbolo da azulejaria portuguesa. Íldima trabalha diretamente sobre esse equívoco, e a reação do público diante de suas peças ilustra com precisão o que ela quer questionar. &#8220;As pessoas se aproximam e falam: &#8216;Ah, os azulejos portugueses&#8217;. E eu falo: &#8216;Não, amor, a cerâmica africana&#8217;, que é milenar&#8221;, contou durante a entrevista.</p>



<p>O formato modular do azulejo aparece no trabalho não como referência à tradição ibérica, mas como campo simbólico de memória afro-atlântica, uma linguagem reapropriada que devolve ao continente africano a autoria de uma tecnologia visual que lhe pertence. Povos africanos produziram painéis cerâmicos, utensílios e arte com pigmento azul e simbologia própria muito antes da colonização, e é sobre essa linha do tempo que Íldima constrói sua estética. &#8220;O trabalho vem muito nesse lugar de reposicionar, de conversar e dialogar com essas informações que foram deturpadas durante muito tempo&#8221;, afirmou.</p>



<p><strong>Mami Wata e o universo das águas</strong></p>



<p>O segundo eixo da pesquisa é a mitologia de Mami Wata, entidade que Íldima descreve como síntese de tudo que se relaciona às águas: elementos religiosos, folclóricos e naturais de diversas tradições africanas e da diáspora. Representada como uma mulher que carrega uma serpente e habita a fronteira entre o mar e a terra, Mami Wata condensa em sua figura a dualidade entre mundos e a força do que não se deixa fixar em uma única forma. &#8220;Ela sintetiza essa energia, e ela é representada por uma sereia, uma mulher que carrega uma serpente, e ela tem essa dualidade de ser peixe, serpente, mar e terra&#8221;, explicou a artista.</p>



<p>Esse universo se traduz no vocabulário visual da sacola por meio de imagens que carregam sentidos de proteção, travessia e poder ancestral: sereia, peixe, concha, búzio, sol, lua, estrela, serpente, vela e espelho compõem o repertório simbólico que organiza a estética da sacola. Nas bordas, símbolos Adinkra ancoram os valores que estruturam o trabalho: Aya, que representa força; Sankofa, que trata da memória; Duafe, do autocuidado; Eban, da proteção; e Nkyinkyim, da transformação.</p>



<p><strong>Um produto de massa com pesquisa dentro</strong></p>



<p>A iniciativa da Tok&amp;Stok que originou a parceria funciona como uma vitrine anual para novos artistas, com a sacola reutilizável como suporte. Para Íldima, o formato representa uma oportunidade de colocar uma pesquisa densa e politicamente posicionada dentro de um objeto de grande circulação, acessível a um público que talvez nunca tivesse contato com as questões que o trabalho levanta. A estética decolonial que ela propõe não se fecha em si mesma: ela está disponível nas prateleiras de uma das maiores redes de decoração do Brasil, carregando dentro de cada sacola a pergunta sobre quem, afinal, inventou o azul.</p>



<p>A nova série que Íldima Lima desenvolve dentro do mesmo universo temático ainda não tem data de lançamento confirmada. Atualizações sobre o trabalho e a sacola em parceria com a Tok&amp;Stok podem ser acompanhadas pelo perfil @ildima_lima no Instagram.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/artista-visual-ildima-lima-lanca-colecao-com-a-tokstok-e-resgata-o-azul-como-heranca-africana/">Artista visual Íldima Lima assina sacola da Tok&amp;Stok e resgata o azul como herança africana</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>Elisa Lucinda celebra 40 anos de carreira: &#8220;Somos os mais jovens velhos que a humanidade já teve&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/elisa-lucinda-celebra-40-anos-de-carreira-somos-os-mais-jovens-velhos-que-a-humanidade-ja-teve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[elisa lucinda]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio para uma ideia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Negro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aos 40 anos de carreira, Elisa Lucinda retoma nos palcos o formato que a revelou nos anos 1980 e leva pelo Brasil o espet&#225;culo &#8220;Ensaio para uma Ideia&#8221; Elisa Lucinda estreou no Manouche, casa de shows da Zona Sul carioca, o espet&#225;culo &#8220;Ensaio para uma Ideia&#8221;, constru&#237;do sobre os mesmos pilares que definiram seu trabalho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Aos 40 anos de carreira, Elisa Lucinda retoma nos palcos o formato que a revelou nos anos 1980 e leva pelo Brasil o espetáculo &#8220;Ensaio para uma Ideia&#8221;<br></em></p>



<p>Elisa Lucinda estreou no Manouche, casa de shows da Zona Sul carioca, o espetáculo &#8220;Ensaio para uma Ideia&#8221;, construído sobre os mesmos pilares que definiram seu trabalho quando chegou de Vitória, no Espírito Santo, ao Rio de Janeiro, há exatamente quatro décadas: poesia declamada ao vivo, música instrumental, conversa direta com o público e improviso sem roteiro fechado. Após a primeira temporada na casa carioca, o espetáculo segue em turnê pelo Brasil, com passagens previstas por Vitória, Goiânia, Brasília, Salvador, São Paulo e Porto Alegre. A produção marca também os 40 anos de uma carreira que acumula 24 livros publicados, 27 produções teatrais, 26 trabalhos em televisão, 27 participações no cinema e cinco prêmios, entre eles o Kikito pelo conjunto da obra artística, concedido pelo Festival de Cinema de Gramado.</p>



<p>No palco do Manouche, Elisa dividiu o espaço com o Duo Cafuzo, formado pelo saxofonista Glaucus Linx e pelo percussionista Sandro Lustosa, ambos com carreiras consolidadas nos cenários nacional e internacional. O espetáculo inclui uma caixinha de onde o público sorteia poemas, garantindo que cada apresentação tenha repertório parcialmente definido pela plateia, o que torna cada sessão única. A mesma dinâmica segue na turnê nacional, cujas datas serão anunciadas nos próximos meses.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="400" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-22.png" alt="" class="wp-image-96092" style="width:788px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-22.png 600w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-22-300x200.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-22-150x100.png 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: <em> Dalton Valério</em>/ Divulgação</figcaption></figure>



<p>A produção retoma um formato que Elisa praticou ao longo dos anos 1980 e 1990 nos bares do Rio ao lado de músicos como o percussionista Foguete Grande, Nestor Capoeira e Mestre Caboquinho, entre outros, num circuito de shows-poema que custava couvert baixo e reunia público escasso no começo, mas funcionou como base de tudo que construiu depois. Conversamos com Elisa Lucinda sobre os 40 anos que separam aquela jovem que chegou da capital capixaba da artista que hoje leva para o Brasil inteiro a mesma mistura de verso, voz e presença, sobre o papel das vozes negras na cultura brasileira e sobre o que a inteligência artificial jamais conseguirá fazer com um poema.</p>



<p><strong>&#8220;A bola está nas mãos e nos pés sexagenários&#8221;</strong></p>



<p>Elisa Lucinda chegou ao Rio de Janeiro no final dos anos 1980 carregando um repertório que havia desenvolvido em Vitória e que, segundo ela, ainda não sabia o efeito que causaria. &#8220;Eu exibia a arte da declamação que havia trazido da minha cidade e ainda não sabia, até chegar nos bares, que meu jeito de dizer poesia iria encantar os pensadores da cidade maravilhosa&#8221;, contou durante a entrevista. Essa abertura de caminho no circuito alternativo carioca produziu vínculos que marcariam toda a trajetória seguinte. Manoel Carlos, Beth Carvalho, Kizuca Iamasaqui, Antonio Pitanga, Martinho da Vila, Zezé Polessa e Zezé Mota são alguns dos nomes que ela associa àquele período de shows nos bares, numa rede de encontros que se formou antes de qualquer visibilidade maior.</p>



<p>Quatro décadas depois, a artista descreve a relação com o palco de forma distinta da que tinha nos anos 1980. Quando jovem, havia a necessidade de provar algo, de mostrar que aquele jeito de dizer poesia tinha sustentação. Agora, ela avalia que o risco continua presente, mas apoiado sobre outro chão: &#8220;Hoje, 40 anos depois, eu não tenho mais que provar nada e, como sou respeitada, é como se meu risco fosse mais seguro. Meus improvisos acontecem em cima de uma dama chamada experiência.&#8221; O ator e comediante Gregório Duvivier, que em seu espetáculo &#8220;O Céu da Língua&#8221; declara abertamente o amor pela palavra falada, disse a Elisa que ela foi para ele uma referência desse caminho, chamando-a de &#8220;princesa da palavra falada&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="667" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-24.png" alt="" class="wp-image-96094" style="width:765px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-24.png 1000w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-24-300x200.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-24-150x100.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-24-768x512.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-24-630x420.png 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-24-696x464.png 696w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Jonathan Estrella/ Divulgação</figcaption></figure>



<p>Elisa também faz questão de situar essa geração de artistas em que ela e os músicos do Duo Cafuzo se inserem. Glaucus Linx e Sandro Lustosa, assim como ela, pertencem à faixa dos 60 anos, e é sobre essa condição que ela fala com precisão: &#8220;Nós somos da turma dos 60 mais e também somos os mais jovens velhos que a humanidade já teve. Namoram, se divertem, viajam, malham, se medicam com canabidiol, dançam, e estão extremamente produtivos, alinhados na expertise que o tempo de trabalho trouxe.&#8221; O espetáculo também responde ao que ela identifica como carência da cidade. O Rio de Janeiro perdeu ao longo dos últimos anos boa parte das casas que comportavam aquele formato de palco pequeno, sem telão, com artista caminhando entre a plateia. &#8220;O Rio de Janeiro está carente de lugares charmosos como o Manouche e o Rival, e aquela apresentação nos bares não existe mais&#8221;, observou.</p>



<p>A temporada carioca produziu um episódio que ela citou como síntese do que espera da turnê: um pai que veio de Três Rios, interior do Rio, assistiu ao show com o filho de 16 anos e, ao final, o adolescente pediu ao pai que comprasse um saxofone para ele. O pai informou à artista que o filho nunca havia visto um saxofonista negro tocar antes.</p>



<p><strong>Griô, necropolítica e o que a inteligência artificial não sabe fazer</strong></p>



<p>A entrevista com Elisa Lucinda percorreu territórios que vão além do espetáculo no Manouche. A escritora, que ocupa na cultura brasileira um lugar específico como voz que atravessa décadas articulando raça, corpo e linguagem, falou sobre a função do griô na diáspora negra brasileira e sobre os limites da inteligência artificial generativa diante da poesia humana.</p>



<p>Sobre o papel de griô, Elisa o define a partir de um eixo político e estético ao mesmo tempo. Para ela, a griô é uma pensadora que usa a arte para traduzir um olhar sobre a realidade, capaz de nomear o que a sociedade prefere não ver. &#8220;Uma griô é uma pensadora e usa da arte para traduzir o seu olhar privilegiado. Seu papel principal é retratar a realidade, adversa e não adversa, e exibi-la à sociedade como contribuição reflexiva do que vivemos&#8221;, disse. Ela contextualiza esse papel dentro de uma história de apagamento sistemático: o Brasil, avalia, foi pouco narrado pelas vozes negras porque o povo negro gastou energia demais tentando sobreviver numa sociedade construída para não reconhecê-lo. &#8220;O Brasil foi pouco contado pelas vozes negras. Em geral, o povo negro gasta muita energia tentando sobreviver numa sociedade que foi educada a apagá-lo.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-1024x577.png" alt="" class="wp-image-96095" style="aspect-ratio:1.7757456094772939;width:777px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-1024x577.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-768x433.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-746x420.png 746w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-25.png 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Guga Melgar/ Divulgação</figcaption></figure>



<p>Quando a conversa chegou à inteligência artificial generativa, Elisa foi precisa na distinção que faz entre aquilo que a tecnologia replica e aquilo que a poesia humana pressupõe. Para ela, a poesia da IA é, no máximo, um arremedo distante de almas que um dia pensaram os dados que a máquina retém. O ponto central de sua argumentação está no erro: muitos poemas nascem do ilógico, do incompreensível, do que não segue caminho previsto. &#8220;O que ela não sabe é que muitos poemas nascem do erro, do ilógico e até da não compreensão. A máquina não conhece a glória do erro&#8221;, afirmou. A inexatidão do ser humano, para Elisa, não é defeito a ser corrigido pela tecnologia, mas condição da qual a poesia real se alimenta.</p>



<p><strong>Televisão e os próximos destinos</strong></p>



<p>Enquanto a turnê nacional do &#8220;Ensaio para uma Ideia&#8221; toma forma, Elisa Lucinda segue com presença constante na televisão. Atualmente integra o elenco de &#8220;Coração Acelerado&#8221; e, nos últimos anos, participou também de &#8220;Dona Beja&#8221; e &#8220;Vai na Fé&#8221;. A carreira na TV, que soma 26 produções, corre em paralelo com a produção literária e teatral que a sustenta desde os anos 1980, quando os shows nos bares cariocas ainda eram a única plataforma disponível.</p>



<p>A turnê nacional do espetáculo, com passagens previstas por Vitória, Goiânia, Brasília, Salvador, São Paulo e Porto Alegre, tem datas a serem confirmadas. Informações sobre agenda e novidades do espetáculo são publicadas nos perfis do Duo Cafuzo: Glaucus Linx (@glaucuslinx) e Sandro Lustosa (@sandrolustosa).</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/elisa-lucinda-celebra-40-anos-de-carreira-somos-os-mais-jovens-velhos-que-a-humanidade-ja-teve/">Elisa Lucinda celebra 40 anos de carreira: &#8220;Somos os mais jovens velhos que a humanidade já teve&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<item>
		<title>Copa do Mundo: Jordana Araújo estreia como comentarista, analisa chances do Hexa para o Brasil e o protagonismo africano</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/copa-mundo-2026-jordana-araujo-comentarista-ge-tv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 19:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[ge tv]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo esportivo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista negra]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista: Conheça Jordana Araújo, nova comentarista da ge tv na Copa do Mundo 2026, falando sobre representatividade, Seleção Brasileira e o Hexa.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/copa-mundo-2026-jordana-araujo-comentarista-ge-tv/">Copa do Mundo: Jordana Araújo estreia como comentarista, analisa chances do Hexa para o Brasil e o protagonismo africano</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>Copa do Mundo 2026</strong> estreia oficialmente na próxima quinta-feira, 11 de junho, e os brasileiros poderão acompanhar <strong>Jordana Araújo</strong>, uma jornalista negra, comentando os jogos na <strong>ge tv</strong>, com transmissão no Globoplay e no YouTube. Criada na Zona Norte de Osasco, na Grande São Paulo, Jordana superou as barreiras de um ambiente historicamente masculino e branco para alcançar a cabine de transmissão do maior evento de futebol do planeta. &#8220;<em>Quando a gente vê uma figura que vai incentivar a gente a quebrar esses paradigmas, é fundamental</em>&#8220;, disse em <strong>entrevista ao Mundo Negro</strong>, ao relembrar que na infância sentia falta de referências negras na TV cobrindo esportes.</p>



<p>Para a jornalista, ocupar esse espaço vai muito além de uma realização profissional. &#8220;<em>Eu sei o quanto isso pode mudar vidas. Eu sei o quanto isso pode inspirar trajetórias, não só para jornalistas esportivos, mas para outras áreas de atuação, principalmente pra gente que vem de regiões mais periféricas, com menos acesso</em>s&#8221;, destaca.</p>



<p>Questionada sobre as expectativas em relação à <strong>Seleção Brasileira</strong>, Jordana afirma que, pelo lado analítico, mantém os pés no chão devido aos desafios que a equipe enfrentará no torneio. &#8220;<em>Mas o lado do coração quer muito que a seleção chegue numa final que conquiste esse Hexa tão sonhado e esperado.</em>&#8220;</p>



<p>A comentarista também projeta um Mundial de forte protagonismo negro, destacando nomes como <strong>Vini Júnior</strong> e <strong>Mbappé</strong>, e chama a atenção para a evolução tática e a intensidade de seleções africanas como <strong>Marrocos</strong>,<strong> Senegal, Gana </strong>e <strong>África do Sul</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Leia a entrevista completa abaixo:</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96008" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_706064578_18419884501134441_8402050522614486835_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Estevam Avellar/Globo</figcaption></figure>



<p><strong>O jornalismo esportivo ainda é um espaço majoritariamente masculino e branco. Nessa época, você chegou a ter referências negras na cobertura esportiva? E o que a sua chegada à cabine de transmissão da Globo na Copa do Mundo representa hoje para as adolescentes negras e periféricas?</strong></p>



<p>Eu decidi que queria ser jornalista esportiva com 11 para 12 anos, meados de 2004, 2005. Nessa época, as referências negras dentro da comunicação eram poucas, contando o dedo de uma mão. Isso impactou muito de uma forma negativa, infelizmente, porque quando as pessoas refutavam o meu sonho, eu não tinha ali muito no que me agarrar. A Glória Maria era referência negra na época, mas ela era sempre colocada como uma exceção da exceção, o Abel Neto, e isso em alguns momentos me atingiu de uma forma muito negativa, porque eu também pensava “pô, será que é pra mim esse lugar?” Justamente pela falta de referências negras. Hoje eu sei o quanto é importante ocupar esses espaços. O espaço da cabine, o espaço dentro da comunicação de um modo geral. Mas esse espaço de estar na cabine como comentarista também é muito importante porque eu sei o quanto isso pode mudar vidas. Eu sei o quanto isso pode mudar e inspirar trajetórias, não só para jornalistas esportivos, mas para outras áreas de atuação, principalmente pra gente que vem de regiões mais periféricas, com menos acessos. Às vezes a gente é limitado a acreditar em filosofias que foram ensinadas para nossos avós, para as nossas mães, e quando a gente vê uma figura que vai incentivar a gente a quebrar esses paradigmas, é fundamental. Eu sei do tamanho que é ser vista por meninas e meninos negros, eu sei o quanto isso pode fazer a diferença, porque ao longo da minha trajetória eu fui encontrando algumas referências negras, como Luiz Teixeira, o Marcos Luca Valentim, a Rafaelle Seraphim, o Rafael Alves, foram pessoas que foram me ancorando ao longo dessa caminhada. Então, é muito importante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96013" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/821E353B-D786-42A5-9708-E2C3A809BB2D-1-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<p><strong>Como você enxerga o atual momento da Seleção Brasileira e quais são os principais desafios que a equipe precisa superar para buscar o sonhado Hexa este ano?</strong></p>



<p>O grande desafio da seleção para 2026 é o ciclo encurtado, o trabalho recente do Carlo Ancelotti, que é um técnico capacitadíssimo para estar neste cargo da seleção brasileira, pelo histórico, pelo currículo. É o técnico que conquistou, nos últimos anos, duas Champions League, apaixonado pelo futebol, tem metodologias muito interessantes, principalmente para um país que é acostumado com futebol bonito, bem jogado. Eu acho que ele atende muito esses requisitos, porém, eu acredito que tudo na vida, incluindo futebol, é tempo, e eu acho que esse período de um ano talvez não seja o suficiente. Ele já demonstrou um caminho muito interessante, mas eu acho que vai precisar de um pouco mais de tempo pra gente encaixar algumas filosofias para conseguir fazer com que o coletivo funcione, e mais do que isso, fazer com que a seleção passe por alguns processos de renovações em algumas posições que é importante. Saber que ele vai iniciar esse processo de renovação vai ser muito legal. Eu acho que o lado comentarista um pouco mais frio está com o pé no chão. Principalmente quando a gente faz uma comparação com seleções como a França e Espanha que, no meu entendimento, estão melhor preparadas para esse Mundial. Mas o lado do coração quer muito que a seleção chegue numa final que conquiste esse Hexa tão sonhado e esperado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96014" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/BAF898B9-DE0F-45D5-B1B6-AEB99171DAEE-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação</figcaption></figure>



<p><strong>Senegal e Marrocos tiveram um excelente desempenho na Copa Africana de Nações deste ano. Quais são as suas expectativas para o desempenho dessas seleções, além de outras do continente?</strong></p>



<p>São seleções africanas que chegam muito fortes. O Marrocos, a gente não pode deixar de citar o desempenho na última Copa do Mundo. Chegou naquela época como uma das surpresas, mas foi um ciclo que a equipe foi buscando essa consolidação. Fez um ciclo bem interessante, porém hoje vive um momento de transição técnica que não sei até que ponto isso pode atrapalhar. Em 2022, era uma seleção que se defendia muito bem e atacava em transição rápida. Esse ano, com a troca de técnico, agora o Mohamed Ouahbi, que já estava dentro das categorias de base da seleção. Recentemente ele foi chamado para assumir a seleção principal. Ele é um técnico que aposta mais em um jogo ofensivo. Então a gente vai ver um Marrocos mais agudo e esse encaixe de proposta de jogo leva um pouco mais de tempo. Eu acho que vai ser um adversário duríssimo para o Brasil, por exemplo. A gente fala muito da questão física, não de uma forma pejorativa, mas vai ser um jogo muito intenso para a equipe do Brasil.&nbsp;</p>



<p>O Senegal também vem muito forte. Tem uma base muito forte liderada por estrelas internacionais que jogam nos principais clubes europeus, tem um sistema defensivo bem consolidado. É muito difícil ser vazado, transição ofensiva e uma experiência bem interessante em relação aos torneios internacionais. Então Senegal também chega com essa tutela de ir bem na Copa do Mundo e aí eu acho que dá para incitar também a seleção de Gana e África do Sul.&nbsp;</p>



<p>A África do Sul também, no meu entendimento, é uma seleção que pode chegar forte porque tem uma base também muito interessante, entrosamento de atletas que jogam no mesmo clube, o modelo tático deles é bem focado na posse de bola rápida e em alguns anos, vai ser bem interessante ver. E Gana vem com uma nova geração de atletas, são atletas jovens, habilidosos, que também atuam no futebol de elite, tem uma tradição histórica de se agigantar. Na Copa conseguiu complicar a vida historicamente de algumas seleções europeias, tem um meio de campo muito combativo e é uma equipe que cuida muito da marcação e da recuperação de bola, pode ser uma equipe que tem a capacidade de resolver o jogo numa bola, tá num grupo que é um tanto quanto complexo, mas acho que essas seleções são as que dá pra gente ficar de olho.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="574" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-1024x574.jpg" alt="" class="wp-image-96016" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-1024x574.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-300x168.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-768x430.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-750x420.jpg 750w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-696x390.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268-1068x598.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0268.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação</figcaption></figure>



<p><strong>Hoje, quais jogadores negros você acha que podem se destacar mais durante a Copa do Mundo e contribuir para elevar o nível de suas respectivas seleções?</strong></p>



<p>Da seleção brasileira, não tem como não destacar o Vini Júnior, que nas últimas temporadas desequilibrou positivamente para o Real Madrid na seleção. A gente entende que neste ciclo ele teve alguns altos e baixos, mas isso não diminui a enormidade que ele tem para essa geração, para esse ciclo também. Acho que ao lado dele a gente tem Luiz Henrique, que também é um jogador que eleva o nível do ataque da seleção, contribui muito, que joga na ponta e tem muita qualidade, tem explosão, tem também uma coisa que eu gosto muito dele, que é o equilíbrio emocional, principalmente em partidas grandes. O Danilo Santos, meio campista, que atualmente está no Botafogo. O Rayan, jovem, promessa, nova geração. E aí, olhando para outras seleções, olhando pra França, você tem o Mbappé, o Ousmane Dembélé, são jogadores que tem um futebol coletivo muito forte, mas individualmente esses três desequilibram, o Saka, o Bellingham da Inglaterra, o Davis do Canadá. É uma lista muito extensa de atletas negros que são importantes para suas respectivas seleções. É uma Copa para a gente ficar de olho nos talentos negros.</p>
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		<item>
		<title>Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́: casal negro recria retratos formais do século XIX e ocupa o lugar que foi negado</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/atun%e1%b9%a3e-itan-atijo-casal-negro-recria-retratos-formais-do-seculo-xx-e-ocupa-o-lugar-que-foi-negado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabrielly Ferraz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 13:44:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=95770</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando se procura por pessoas negras no arquivo fotogr&#225;fico brasileiro do s&#233;culo XIX, o que se encontra majoritariamente s&#227;o corpos violentados, registros de exotiza&#231;&#227;o e os chamados &#8220;tipos negros&#8221; vendidos como souvenirs para europeus em viagem pelo Brasil. Existe a aus&#234;ncia de retratos afetuosos de fam&#237;lias negras no cotidiano, de poses serenas e olhares altivos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<details class="wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow"><summary><em>Em Niterói, um casal negro ocupa um casarão tombado do século XIX e cria enfim o álbum de família que nunca existiu. Conversamos com Gabrielly Ferraz, pesquisadora e idealizadora do projeto, e Pedro Melodia, músico, criador de conteúdo e parceiro nessa construção, sobre memória, afeto e o direito à imagem.</em><br></summary>
<blockquote class="wp-block-quote td_quote_box td_box_left is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="max-width:1027px;margin-top:-50px;margin-bottom:32px">
<p class="is-style-plain dropcapp" style="margin-top:32px">&#8220;Muitas histórias importam. Histórias têm sido usadas para expropriar e ressaltar o mal. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias também podem reparar essa dignidade perdida.&#8221; Chimamanda N. Adichie. O perigo de uma história única. (2019)<br></p>
</blockquote>
</details>



<p></p>



<p>Quando se procura por pessoas negras no arquivo fotográfico brasileiro do século XIX, o que se encontra majoritariamente são corpos violentados, registros de exotização e os chamados “tipos negros” vendidos como souvenirs para europeus em viagem pelo Brasil. Existe a ausência de retratos afetuosos de famílias negras no cotidiano, de poses serenas e olhares altivos porque esses registros foram durante décadas privilégio quase exclusivo de corpos brancos. É como uma resposta à ausência desses arquivos que nasce ‘Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́’, ensaio fotográfico e audiovisual idealizado pela jornalista e pesquisadora Gabrielly Ferraz em parceria com o creator Pedro Melodia, a produtora INCria e o fotografo Luks Mota.<br><br>Para entender a urgência desse gesto, é preciso lembrar de algo fundamental: toda narrativa é uma escolha. Alguém decide o que contar, como contar e quem aparece nessa história. No caso das narrativas visuais, a dignidade registrada nas pinturas e nas fotografias no Brasil do século XIX era um privilégio que não cabia para pessoas negras. A construção das narrativas negras que foram divulgadas e perpetuadas nunca foram neutras, essas imagens rebaixam a identidade racial, danifica a autoestima, culpa as pessoas negras pela discriminação que sofrem e, por fim, justifica as desigualdades raciais como se fossem algo somente do passado, embora corpos negros sofram as consequências disso até hoje.&nbsp;</p>



<p>A ideia de trabalhar as reconstruções das narrativas negras a partir da fotografia vem para posicionar o corpo negro em outro lugar, uma vez que esses corpos por muito tempo foram objetos de um olhar que nunca os admirou. Justamente para valorizar essas pessoas afetadas por anos de representações negativas e colaborar para o enfraquecimento dessa construção já consolidada de um imaginário negro negativo é que foi pensado o projeto Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́.</p>



<p>Gravado no Solar do Jambeiro, casarão tombado de Niterói que abrigou famílias brancas abastadas no século XIX, o projeto propõe um exercício de imaginação histórica: e se existissem álbuns de família pretos daquela época, com a mesma elegância, a mesma luz trabalhada, o mesmo cuidado com a pose? O nome do projeto vem do Yorùbá, Àtúnṣe significa corrigir, emendar, reconfigurar; Ìtàn Àtijọ́ significa a história antiga e funciona como uma espécie de declaração de intenções: é hora de reescrever o que ficou registrado e criar o que não existiu pois nos foi retirado.&nbsp;</p>



<p>Em conversa exclusiva para o Mundo Negro, Gabrielly Ferraz e Pedro Melodia falam sobre o que move o projeto, o que ainda dói no arquivo brasileiro e o que significa ocupar, em pleno século XXI, um espaço de elegância que historicamente não foi feito pra acolher corpos como os nossos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Além da fotografia, o papel da moda nesse projeto:</strong></h2>



<p>A escolha do figurino para este ensaio não foi aleatória, a Gaby vestiu uma criação de <strong>Mônica Anjos</strong>, estilista baiana que há 25 anos desenvolve peças carregadas de histórias, e como ela mesma define a sua obra: <em>&#8220;Não é apenas uma roupa, é um projeto afetivo de resgate identitário preto.”</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="536" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-1024x536.png" alt="" class="wp-image-95779" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-1024x536.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-300x157.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-150x79.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-768x402.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-803x420.png 803w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-696x364.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1-1068x559.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-3-1.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Os acessórios complementam muito essa narrativa: brincos grandes, anéis volumosos, o maximalismo presente em acessórios para o cabelo e corpo fazem parte de uma memória visual de artes que retratam reis e rainhas de <strong>Kemet</strong>, que são figuras da Antiguidade africana, uma civilização muito mais antiga do que a escravidão moderna nas Américas. E essa extravagância a partir dos acessórios, realçando a beleza nos lembra que a história negra não começa na escravidão, mas em reinos, lugar de conhecimento, poder e cultura.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-1024x576.png" alt="" class="wp-image-95780" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><em>Para adentrar mais sobre a construção desse material e entender todas as conexões e histórias que desencadearam essa ideia, conversamos com os modelos e a idealizadora do </em><strong>Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́ </strong>que reforça que o projeto significa além de uma produção para as redes sociais, se estende para algo que quer no seu cotidiano, fotos que vão ocupar as paredes de sua casa e um debate que será levantado também no ambiente acadêmico.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a origem do projeto</strong></h2>



<p><strong>1.  De onde vem a ideia do Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́? O que te levou a pensar nesse projeto especificamente?</strong></p>



<p><strong>GABRIELLY FERRAZ — </strong>A ideia nasceu de uma falta muito específica que eu fui percebendo na minha própria vida, eu sinto que cresci com pouco repertório cultural que vinham de pessoas negras, meus pais tiveram acesso mas nos anos da minha criação ficou cada vez mais forte a inserção da religião evangélica, nos limitando ao consumo do que pertencia somente a religião. E eu demorei pra entender que isso não era uma falha minha ou da minha família, mas era também o resultado de um projeto: a música preta, a literatura preta, a arte feita por pessoas pretas, essas histórias passam por esse processo de apagamento mesmo e juntando ao preconceito e demonização do que vem do negro era muita dificuldade para chegar até a gente. Então comecei a buscar essas referências de forma independente, atrás dos rastros, sobre quem esteve antes de nós, perguntando aos mais velhos da minha família, ouvindo eles. E foi aí que eu comecei a sentir falta de uma coisa muito específica, conforme minhas avós iam contando a história delas e eu ia imaginando a cena, eu senti falta de registros desse momento afetuoso, né? Da intimidade entre pessoas negras, eu queria ver vídeos da minha avó nesses momentos de lazer rindo com as amigas, queria uma foto da minha bisavó comendo com a família num domingo qualquer, porque a minha avó sempre disse que ela era uma cozinheira de mão cheia. E esses momentos simples do cotidiano não eram registrados, né? Essas famílias não tinham esses recursos, quem tinha eram pessoas brancas e pra eles não era interessante registrar preto sendo feliz.</p>



<p><strong>2.  Você fala de um “silêncio do arquivo”. Como isso aparece concretamente na sua história familiar?</strong></p>



<p><strong>GABRIELLY FERRAZ — </strong>Os avós das minhas avós tinham conhecidos próximos que eram pessoas escravizadas, minha avó me contou das mulheres que ela via com “altos turbantes, com um negócio no tornozelo&#8221; [sic], pessoas negra sem documento, sem retrato, sem nenhum registro que dissesse “aqui ela esteve, aqui ela amou, aqui ela viveu” ainda assim eu sei que isso aconteceu nas condições possíveis, porque o povo preto sempre soube resistir, né? Existiram poucos momentos bons na vida dessas pessoas, porque pelo que ouvimos dos mais velhos pessoas pretas sempre acharam frestas pra construir arte, afeto e alegria, mesmo nos espaços onde isso era proibido. Quando a minha avó me conta essas histórias eu até consigo imaginar, mas imaginar não é o mesmo que ver, e foi esse incômodo que virou ponto de partida pro projeto.</p>



<p><strong>3. Ao ter conhecimento da ideia, o que te atravessou de imediato? Por que aceitar entrar no projeto?</strong></p>



<p><strong>PEDRO MELODIA — </strong>Não tinha como não aceitar participar, um conteúdo altamente relevante, que honra nosso passado e nossos ancestrais. Principalmente por todo o apagamento histórico, poder trazer isso pros pretinhos e pretinhas que nos seguem é algo que faz com que eu sinta que estou seguindo o caminho certo, que é de informar, mostrar, e fazer sentir.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-1024x576.png" alt="" class="wp-image-95781" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-5.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O arquivo que não nos incluiu:</strong></h2>



<p><strong>4.  Você está pesquisando isso academicamente também, certo? Que autores e referências sustentam essa leitura crítica do arquivo fotográfico brasileiro?</strong></p>



<p><strong>GABRIELLY FERRAZ — </strong>Sim, esse é o projeto que eu quero continuar pesquisando no mestrado em Mídia e Cotidiano. Quando a gente olha pra fotografia brasileira do século XIX, encontra fotógrafos europeus como Christiano Junior, Alberto Henschel e Augusto Stahl, que comercializavam imagens de pessoas escravizadas como souvenirs para estrangeiros, o anúncio do Christiano Junior por exemplo no Almanaque Laemmert de 1866 falava em “variada colleção de costumes e typos de pretos” registros que seriam ideais para pessoas que estavam indo pra Europa. Os “registros do cotidiano brasileiro”, já apareciam nesse formato de dominação e da dor. Frantz Fanon escreveu que a principal arma dos colonizadores era a imposição da imagem do colonizado sobre o povo subjugado, então era proposital não registrar pessoas negras em momentos leves e fazer milhares de fotos e pinturas desses corpos sofrendo violência. Aí quando a gente lê bell hooks, em <em>Olhares Negros: Raça e Representação</em>, ela afirma que é fundamental que pessoas negras se apropriem das imagens que as representam, reconfigurando-as pra romper com as visões coloniais. O Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́ é pegar essa informação do Fanon e colocar em prática o que a bell disse.</p>



<p><strong>5.  A câmera fotográfica era cara, era um privilégio econômico, mas você sugere que o privilégio não era só material. Como assim?</strong></p>



<p><strong>GABRIELLY FERRAZ — </strong>A câmera era um privilégio de quem tinha condições financeiras, mas era também um privilégio muito simbólico. Ter a pose elegante, as roupas bem costuradas, o olhar altivo do retrato formal, tudo isso aparecia como exclusividade de corpos brancos, e a dignidade era registrada no papel e foi eternizada, emoldurada e a gente vê nos museus e centro culturais até hoje. A pessoa que ocupava esse espaço tinha o privilégio de pertencer, né? Essa ideia de pertencimento que foi construída sem nós. O que sobra do arquivo da minha família e da família de tanta gente preta mais velha é um vazio, só a lembrança que felizmente minha vó traz tantos detalhes no seu relato que nossa mente nos permite imaginar. Mas esse vazio também ensina, essa falta ela diz que aquele lugar de elegância, de momento em família registrado para perpetuar um sobrenome, não era nosso.</p>



<p><strong>6.  Você trabalha com imagem e conteúdo nas redes. Como você enxerga essa relação entre representação visual e construção do imaginário sobre pessoas negras hoje?</strong></p>



<p><strong>PEDRO MELODIA — </strong>A representação sempre foi muito importante para nós pessoas pretas, que no dia a dia dificilmente nos enxergamos em alguns lugares. Hoje em dia eu faço questão de mostrar as coisas boas que o trabalho na internet me proporciona, lugares que tenho ocupado que nunca imaginei ocupar. Gosto de contribuir positivamente para o imaginário dos meus seguidores, que são em sua maioria pessoas negras. Já mostrei muito e ainda mostro a correria do dia a dia, mas não quero reforçar só isso, porque de representação de correia já estamos cheios. Eu quero que as pessoas vejam que esses lugares também pertencem a nós.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-95783" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-6-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>O QUE SOBROU NO ARQUIVO&nbsp; |&nbsp; Brasiliana Fotográfica</strong></p>



<p>Um exercício simples basta pra dimensionar a crítica do projeto: basta buscar por “escravo”, “escrava” ou “negro” no portal Brasiliana Fotográfica, iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, lançada em 2015, que hoje reúne cerca de 11,6 mil imagens dos séculos XIX e XX. O resultado é uma coleção vasta de pessoas negras registradas como mercadoria ou força de trabalho, raramente como sujeitos de seus próprios retratos. A grande maioria aparece até mesmo como &#8220;negro não identificado&#8221;.</p>



<p>Christiano Junior produziu, entre 1864 e 1866, uma série de cartes-de-visite catalogadas por origem africana&nbsp; “Escravo &#8211; Moçambique”, “Escravo &#8211; Congo”, “Escrava &#8211; Mina”, “Escravo &#8211; Quelimane”, “Escravo &#8211; Inhambane” —, em que homens e mulheres aparecem sem nome, frequentemente sem roupa da cintura pra cima, enquadrados como em uma foto 3&#215;4. Alberto Henschel, em estúdios de Pernambuco e da Bahia por volta de 1869, registrou “Mulher negra da Bahia”, “Retrato &#8211; Negra de Pernambuco”, “Retrato &#8211; Cafuza”, “Retrato &#8211; mulher negra não identificada”&nbsp; categorias que reduzem pessoas a marcadores raciais e regionais. João Goston registra, por volta de 1870, uma “Escrava doméstica” em pose de senhora, sentada em poltrona, mas com a legenda reforçando seu lugar social. Marc Ferrez fotografa, em 1882, a “Colheita de café” no Vale do Paraíba, e a “Fazenda Monte Café” em 1885&nbsp; paisagens em que pessoas negras aparecem na posição de trabalho. Felipe Augusto Fidanza, no Pará por volta de 1869, registra um “Homem negro &#8211; possivelmente escravizado &#8211; carregando cesto”, com o rosto encoberto pela carga. Uma fotografia anônima de Salvador, c. 1860, mostra uma senhora branca sentada em liteira sustentada por dois homens negros&nbsp; ela centralizada, eles sustentando a cena com o corpo.</p>



<p>Esses são os registros que sobraram. São os retratos que viraram referência histórica, que aparecem em livros didáticos em que crianças constroem seus repertórios visuais do negro, que ilustram exposições sobre o século XIX brasileiro. Não tem, até hoje, um acervo com retratos de famílias negras posando em afeto, em elegância cotidiana até porque a formação de famílias também era um privilégio branco. É contra esse silêncio do arquivo que o Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́ se constrói, se existem registros de negros em posições subalternas, a ausência de registros de negros em cenários leves foi um projeto bem articulado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="473" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-1024x473.jpeg" alt="" class="wp-image-95784" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-1024x473.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-300x139.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-150x69.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-768x355.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-1536x710.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-909x420.jpeg 909w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-696x322.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-1068x493.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-1920x887.jpeg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2.jpeg 1948w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Christiano Junior. <em>[Escravos]</em>, [1864-1866]. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Biblioteca Nacional. Reprodução: Brasiliana Fotográfica (brasilianafotografica.bn.gov.br).</figcaption></figure>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="588" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-1024x588.jpeg" alt="" class="wp-image-95787" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-1024x588.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-300x172.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-150x86.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-768x441.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-1536x881.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-732x420.jpeg 732w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-696x399.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-1068x613.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-1920x1102.jpeg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Christiano Junior. <em>Escravo &#8211; Moçambique, Escravo &#8211; Congo, Escrava &#8211; Mina, Escravo &#8211; Quelimane, Escravo &#8211; Inhambane (série)</em>, [1864-1865]. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional. Reprodução: Brasiliana Fotográfica (brasilianafotografica.bn.gov.br).</figcaption></figure>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="627" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-1024x627.jpeg" alt="" class="wp-image-95786" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-1024x627.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-300x184.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-150x92.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-768x470.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-1536x941.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-686x420.jpeg 686w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-696x426.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-1068x654.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-1920x1176.jpeg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Alberto Henschel. <em>Mulher negra da Bahia, Retrato &#8211; Negra de Pernambuco, Retrato &#8211; Cafuza (série)</em>, circa 1869. Bahia e Pernambuco / Acervo Instituto Moreira Salles. Reprodução: Brasiliana Fotográfica (brasilianafotografica.bn.gov.br).</figcaption></figure>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="715" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-1024x715.jpeg" alt="" class="wp-image-95785" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-1024x715.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-300x209.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-150x105.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-768x536.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-1536x1072.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-602x420.jpeg 602w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-696x486.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-1068x746.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-100x70.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4.jpeg 1782w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ocupar o Solar do Jambeiro</strong></h2>



<p><strong>ENTENDA&nbsp; |&nbsp; O Solar do Jambeiro</strong></p>



<p>Localizado no bairro de São Domingos, em Niterói, o Solar do Jambeiro — também conhecido como Palacete Bartholdy&nbsp; foi construído em 1872 pelo comerciante português <strong>Bento Joaquim Alves Pereira</strong>, Bento era um exemplar da arquitetura residencial urbana burguesa do século XIX, o casarão é revestido por um dos mais importantes acervos de azulejos portugueses do período no Brasil, com vidraças importadas do Porto e detalhes em madeira trabalhada. Pela casa passaram o médico Júlio Magalhães Calvet, o pintor Antônio Parreiras e, a partir de 1892, o diplomata dinamarquês Georg Christian Bartholdy, que mobiliou o sobrado com quadros, lustres, candelabros e porta-retratos europeus. Tombado pelo Iphan em 1974, foi desapropriado pela Prefeitura de Niterói em 1997 e reaberto ao público em 2001 como centro cultural vinculado à Fundação de Arte de Niterói. As paredes do Solar ainda hoje exibem registros fotográficos da elite branca que ocupou seus salões.</p>



<p><strong>7. Por que escolher justamente o Solar do Jambeiro como locação do projeto?</strong></p>



<p>GABRIELLY FERRAZ — Primeiramente porque atualmente eu moro em Niterói &#8211; RJ e consumo muito a agenda cultural da cidade, estou sempre visitando esses lugares. Mas pra entender a fundo essa escolha, a gente precisa pensar na história desse tipo de casarão. O Solar foi planejado em 1872, ainda dentro do período de&nbsp; escravidão, já que a Lei Áurea só aconteceu dezesseis anos depois, e o território de Niterói, assim como toda a região da Baía de Guanabara, ainda contava com forte presença de trabalho escravo. Os sobrados residenciais daquele período, no Rio de Janeiro e adjacências, eram sustentados majoritariamente por pessoas escravizadas, desde os domésticos aos urbanos e também os trabalhadores em relações de dependência. Quem tinha o passe para construir um palacete deste porte naquela época, tinha uma posição social muito bem definida: a do comerciante europeu abastado, parte da elite de diferentes áreas que tinham suas fortunas ligadas estruturalmente com a economia da escravidão. Não temos documentos que provem isso de fato, mas o contexto histórico nos permite entender pelo menos que pessoas negras não ocupavam esse espaço como um momento de lazer. E é justamente esse contexto que torna a escolha do Solar potente: ele é, hoje, patrimônio público tombado, restaurado e mantido como referência da elegância arquitetônica do século XIX brasileiro, mas é quase impossível separar a elegância do século XIX do trabalho preto que a sustentou. Escolher o Solar é colocar dois corpos negros em afeto justamente dentro de um espaço que historicamente os manteve fora do retrato que podia ser pendurado na parede. É um conceito que vem da nossa imaginação mesmo, um exercício de perguntar: e se? E se os avós dos meus avós tivessem tido a oportunidade de viver suas vidas plenas, e se existissem álbuns de família pretos do século XIX, com a mesma pose elegante, o mesmo olhar sereno, será que nossa relação com nós mesmos seria diferente?</p>



<p><strong>8.  A decisão de ocupar o Solar do Jambeiro também veio da ausência de iniciativas pensadas por e para pessoas negras dentro do próprio espaço. Como isso pesou na escolha?</strong></p>



<p><strong>GABRIELLY FERRAZ — </strong>Pesou muito. Quando a gente olha pra programação mais antiga de espaços como o Solar saraus, exposições, peças de teatro, recitais, encontra uma agenda culturalmente muito rica, mas com as referências quase exclusivamente da Europa, e quase nunca pensada por pessoas negras, com pessoas negras no centro, para pessoas negras. Não é um problema só desse espaço, é um padrão da época que se reproduz justamente porque a presença negra nesses lugares ainda é tratada como exceção em momentos específicos e não como parte da história que é contada ali. Ocupar o Solar com o Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́ é, também, abrir uma fresta: dizer que esse patrimônio é público, que ele foi mantido com dinheiro público, e que a gente tem direito não só de entrar, mas de criar dentro dele, com os nossos termos, com a nossa estética, com a nossa intenção política&nbsp; e que isso precisa virar prática constante, não evento isolado.</p>



<p><strong> Como foi pra você, na prática, posar para as fotos naquele espaço? Teve algum momento durante o ensaio que te tocou de um jeito diferente?</strong></p>



<p><strong>PEDRO MELODIA — </strong><em>&nbsp;Foi um momento que com certeza vai ficar marcado, me senti pertencente daquilo que deveria ser meu ahhaah, do que eu posso ter e do que podemos ter.&nbsp; Um momento marcante foi o take de cuidado entre nós dois, eu ajeitando o afro puff dela e ela penteando o meu cabelo. O cabelo para pessoas pretas é algo muito sensível e pessoal e compartilhar isso com ela [Gaby] é incrível.&nbsp;</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-1024x576.png" alt="" class="wp-image-95790" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-8.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Escrevivência e o direito à imagem</strong></h2>



<p><strong>10.  Conceição Evaristo fala em escrevivência, uma escrita que parte da experiência negra e se recusa a adormecer a casa grande. Você diria que esse projeto pode ser uma forma de escrevivência. Como?</strong></p>



<p><strong>GABRIELLY FERRAZ — </strong>Conceição Evaristo pensa a escrevivência como um fenômeno diaspórico, uma escrita que não tá aí para agradar (adormecer) a casa grande e sim para incomodá-la. Pra acordá-los, porque estão descansando e tendo sonos injustos, às custas da exaustão e exploração de um povo, né? E eu venho pensando que a criação de conteúdo, os vídeos, as fotos também podem ser uma forma de escrevivência, produzir essas imagens hoje, com intenção, é reescrever as nossas vivências. Não pra fingir que o que sabemos não existiu, as imagens retratadas (as de violência) eram aquelas porque era o que acontecia, mas também porque queriam que fosse só aquilo. Mas pensando em abrir essa portinha no imaginário coletivo, pra que uma criança preta que crescer daqui a vinte anos possa olhar um retrato como esse e entender, sem precisar de explicação, que aquele lugar também é dela, que a elegância, o afeto entre um casal, a sala bem iluminada de um casarão antigo, tudo isso pode ser, e foi, e será, também território preto.</p>



<p><strong>11.  O que você espera que uma pessoa preta sinta ao ver essas imagens circularem nas redes?</strong></p>



<p><strong>PEDRO MELODIA — </strong>Espero que as pessoas se sintam representadas e que as pessoas conheçam mais sobre o afeto negro, sobre cuidado, prosperidade e sonhos&#8230; Espero que chegue especialmente em pessoas que não tem muitas referências que elas possam enxergar outras perspectivas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-1024x576.png" alt="" class="wp-image-95789" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-7.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que fica:</strong></h2>



<p><strong>12.  Pra encerrar, se o Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́ pudesse deixar uma única coisa pra quem assistir, qual seria?</strong></p>



<p><strong>GABRIELLY FERRAZ — </strong>É possível <strong>criar</strong>. Os registros visuais do século XIX impactaram diretamente na forma como nós, pessoas negras nos vimos representadas, e isso atravessa o modo como a gente se posiciona hoje séculos depois, por isso é tão importante <strong>construir</strong> imagens nossas fora do lugar de dor e sofrimento,&nbsp; não porque a dor não existe, mas porque ela sempre foi retratada, mesmo nunca tendo sido a história toda. Eu gostaria muito de ter tido acesso a um registro dessas pessoas negras mais velhas rindo e em momentos de afeto, e como eu não vi, eu crio e quando a gente cria, o arquivo finalmente começa a se parecer com a gente.</p>



<p><strong>13.  E você, Pedro — o que esse projeto deixa em você?</strong></p>



<p><strong>PEDRO MELODIA — </strong><em>Deixa em mim a sensação de que nós deveríamos conhecer mais a história do nosso povo, a partir do momento que conhecemos mais, mais nós podemos informar e compartilhar com outras pessoas negras sobre nossa história e assim reforçamos que essa história não foi escrita só com dor, tem muito amor, afeto, muita arte e personalidade.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-1024x576.png" alt="" class="wp-image-95791" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-9.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Artistas como Silvana Pinto Mendes, com suas afetocolagens que devolvem humanidade às representações de corpos negros, e Gê Viana, que em &#8220;Atualizações Traumáticas de Debret&#8221; (2020) ressignifica as cenas coloniais inserindo-as em contextos contemporâneos para &#8220;exaltar a autoestima do nosso povo&#8221;, integram esse movimento de reescrita visual decolonial. Esses trabalhos precisam ocupar espaços de construção de identidade como escolas e currículos.</p>



<p>O Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́ se insere nessa urgência de criar novas histórias no imaginário do povo preto. Assim como pintores, colunistas visuais e fotógrafos vêm fazendo, o projeto reconhece que se a história tivesse sido diferente, se nossos ancestrais não tivessem sido tão violentados, tivessem vivido momentos mais leve e tido acesso a câmeras, a retratos, e álbuns de família, estaríamos ocupando outros lugares no imaginário coletivo. E é justamente essa ocupação que esse movimento crescente vem reivindicando: o direito de reescrever visualmente os registros que nos foram negados, e de disputar futuros onde corpos negros não sejam exceção, mas regra. A fotografia e a arte visual aqui entra como reparação.</p>



<p>É dessa reparação que se trata. Quando um casal negro cria o álbum de família que seus ancestrais nunca tiveram, quando artistas reescrevem os retratos coloniais devolvendo afeto e dignidade, quando ocupamos o imaginário visual com nossas próprias narrativas&nbsp; não se trata apenas de fazer arte é também a restituição da dignidade negra</p>



<p></p>



<p><strong>FICHA TÉCNICA</strong></p>



<p><strong>Projeto: </strong>Àtúnṣe Ìtàn Àtijọ́ — recriando o passado</p>



<p><strong>Idealização: </strong>Gabrielly Ferraz</p>



<p><strong>Equipe: </strong>Gabrielly Ferraz, Pedro Melodia, INCria e Luks Mota</p>



<p><strong>Local: </strong>Solar do Jambeiro, Niterói (RJ)</p>



<p><strong>Apoio: </strong>Prefeitura de Niterói</p>
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		<title>“O conceito do que é talento é uma construção colonial”: Executiva Flávia Porto dá dicas para desenvolvimento profissional de pessoas negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-conceito-do-que-e-talento-e-uma-construcao-colonial-executiva-flavia-porto-da-dicas-para-desenvolvimento-profissional-de-pessoas-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 10:55:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conselheira e cofundadora do Instituto Pactu&#225;, Fl&#225;via Porto conduziu workshop que trouxe reflex&#245;es sobre lideran&#231;a estrat&#233;gica, ancestralidade, neg&#243;cios e tecnologia. &#8220;A sorte encontra os preparados.&#8221; Essa &#233; uma das principais reflex&#245;es levantadas por Fl&#225;via Porto, executiva de RH, ao conduzir recentemente o workshop &#8220;Licen&#231;a para Decolar&#8221;, promovido pelo&#160;Instituto Pactu&#225;. A atividade integrou a programa&#231;&#227;o do [&#8230;]</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><em>Conselheira e cofundadora do Instituto Pactuá, Flávia Porto conduziu workshop que trouxe reflexões sobre liderança estratégica, ancestralidade, negócios e tecnologia.</em></h3>



<p>“A sorte encontra os preparados.” Essa é uma das principais reflexões levantadas por Flávia Porto, executiva de RH, ao conduzir recentemente o workshop “Licença para Decolar”, promovido pelo&nbsp;<strong>Instituto Pactuá</strong>. A atividade integrou a programação do Programa de Desenvolvimento de Lideranças Negras (PDLN), realizado em parceria com a Saint Paul Exame, e reuniu diversos participantes para formação.</p>



<p>O workshop trouxe reflexões sobre liderança estratégica, ancestralidade, negócios e tecnologia. Segundo a executiva, a ancestralidade ocupa um papel central no desenvolvimento profissional de pessoas negras. “Na grande maioria das vezes, o conceito do que é talento é uma construção colonial, fazendo com que as pessoas negras, cuja trajetória ancestral é diferente, não sejam reconhecidas como tal. Com isso, o autoconhecimento, combinado com autorregulação e estratégia, é chave para a aceleração e o crescimento na vida profissional”, afirma Flávia, que também é conselheira e cofundadora do Instituto Pactuá, em entrevista ao Mundo Negro.</p>



<p>Flávia tem vasta experiência como executiva de RH e empreendedora, com carreira construída no Brasil e no exterior, e já atuou em grandes empresas como Dell, Reckitt e Yara Brasil.</p>



<p>Durante o encontro realizado on-line, Flávia propôs que profissionais passem a gerir suas trajetórias como organizações gerem seus negócios, com planos de ação contínuos. “Conhecer nossa missão pessoal, nossa visão e nossos valores conduz a estratégia de avanço, fazer análise das nossas fraquezas, riscos e oportunidades, construindo networking e planos de ação com constante atualização e monitoramento, que chamo de plano de desenvolvimento individual”, diz. A tecnologia, nesse processo, aparece como aliada, seja por meio de plataformas de networking ou do uso de inteligência artificial para simular cenários de carreira.</p>



<p>Outro ponto central do encontro foi abordar o equilíbrio entre performance e comunicação. “Digo que não basta termos ambição, temos que cuidar da reputação profissional, que se faz com histórico de performance e boa conduta. No entanto, apenas performar bem não é o suficiente: temos que dar visibilidade à nossa performance, não apenas ao que entregamos, mas a como entregamos”, explica.</p>



<p>“Precisamos dar visibilidade às pessoas que precisam saber das suas ambições — indo além das conversas protocolares de carreira que as empresas oferecem. Dar visibilidade às lideranças, pares, pares da sua liderança e outros parceiros de trabalho faz com que mais pessoas se tornem nossas ‘defensoras’ ou influenciadoras do nosso nome em oportunidades que possam surgir”, completa. Flávia lembra ainda que muitas vagas estratégicas não são divulgadas publicamente, o que torna as redes de relacionamento ainda mais decisivas.</p>



<p>Questionada sobre como os profissionais negros podem comunicar suas ambições de forma assertiva em ambientes corporativos que ainda são marcados por desigualdades raciais, a executiva chama atenção para a necessidade de equilíbrio.</p>



<p>“Muitas vezes, pessoas negras, quando altivas, são lidas como arrogantes. Conscientes disso, precisamos ser um pouco mais cuidadosos, sabendo que quem decide por nós tem lentes diferentes, nem sempre apreciativas, mas de altíssima exigência, visto que não somos naturalmente idealizados nos espaços de poder e decisão, mas de servidão e colaboração. Falar de forma objetiva, com uma conversa estruturada, compartilhando seu plano de desenvolvimento, trazendo histórias e feitos relevantes para sua trajetória é um bom começo”, afirma.</p>



<p>Para encerrar, como parte dos conselhos para o desenvolvimento de líderes negros, Flávia destacou a importância de assumir o protagonismo da própria trajetória. “Conhecer ocupantes de posições de seu interesse, navegar no território desejado, levar o plano de desenvolvimento individual tão a sério quanto levamos nossas responsabilidades profissionais, não esperando as oportunidades baterem à sua porta. A sorte encontra os preparados, e cuidar intencionalmente da carreira também dá trabalho — mas os resultados são relevantes.”</p>



<p><em>Este conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Instituto Pactuá.</em></p>



<p><a href="https://substack.com/@sitemundonegro"></a><a href="https://substack.com/@halitanerocha1"></a></p>
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		<title>Mônica sampaio: ela saiu da engenharia elétrica para a moda e transformou a passarela em uma narrativa viva</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/monica-sampaio-ela-saiu-da-engenharia-eletrica-para-a-moda-e-transformou-a-passarela-em-uma-narrativa-viva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 08:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Minha história profissional]]></category>
		<category><![CDATA[MODA & Estilo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trajet&#243;ria de M&#244;nica Sampaio atravessa dois mundos que, &#224; primeira vista, parecem distantes: a engenharia el&#233;trica e a moda. Mas quando observamos sua hist&#243;ria com mais aten&#231;&#227;o, fica claro que essa travessia n&#227;o &#233; ruptura, &#233; afirma&#231;&#227;o. Depois de anos em ambientes majoritariamente masculinos, da avia&#231;&#227;o ao Ex&#233;rcito Brasileiro, M&#244;nica decidiu reescrever o pr&#243;prio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A trajetória de Mônica Sampaio atravessa dois mundos que, à primeira vista, parecem distantes: a engenharia elétrica e a moda. Mas quando observamos sua história com mais atenção, fica claro que essa travessia não é ruptura, é afirmação. Depois de anos em ambientes majoritariamente masculinos, da aviação ao Exército Brasileiro, Mônica decidiu reescrever o próprio destino. E, nessa reinvenção, descobriu espaço para uma moda que não apenas veste, mas reivindica memória, estética e pertencimento para mulheres negras que nunca se viram representadas nas vitrines brasileiras.</p>



<p>Fundadora da Santa Resistência, marca que traduz ancestralidade africana em linguagem contemporânea, Mônica leva para a passarela histórias que ela mesma precisou escavar: rastros de origem apagada, símbolos que foram calados e narrativas que não chegaram até nós. Seu processo criativo nasce desse gesto político, contar o que não nos deixaram lembrar, criar novas portas de entrada para identidade e cultura, e colocar mulheres negras no centro da construção estética do Brasil.</p>



<p>Nesta <strong>entrevista exclusiva ao Mundo Negro</strong>, ela fala sobre coragem, ancestralidade, apagamento histórico, afrofuturismo, representatividade e o legado que deseja deixar para as próximas gerações de criadores negros.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="94789" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-94789" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-768x1151.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5-696x1043.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_61addac5.jpg 854w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="94790" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-94790" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-768x1151.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1-696x1043.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.29_6965b7b1.jpg 854w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="94791" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-94791" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-768x1151.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2-696x1043.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.30_fd6730e2.jpg 854w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="94792" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-94792" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-768x1151.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382-696x1043.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-18.54.31_c2e12382.jpg 854w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" data-id="94793" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-94793" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-819x1024.jpg 819w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-240x300.jpg 240w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-120x150.jpg 120w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-768x960.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-336x420.jpg 336w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-150x188.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-300x375.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2-696x870.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-19.03.01_008494c2.jpg 1024w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Você começou como engenheira elétrica e hoje é estilista. Como foi fazer essa transição e o que ela te ensinou sobre coragem e reinvenção?</strong></h3>



<p><em>&#8220;Tenho muito orgulho da minha trajetória profissional, das minhas conquistas no mundo corporativo, majoritariamente masculino. Trabalhei na área de aviação, em multinacional alemã e no Exército Brasileiro. Posso afirmar que sou realizada profissionalmente. </em><strong><em>Ser Engenheira e também militar me deram disciplina, resiliência para empreender e também organização para gerir minha própria empresa.</em></strong><strong><em><br></em></strong><em>A mudança veio em decorrência de uma necessidade de maior qualidade de vida e da culpa que, nós mães e profissionais, carregamos. Queria mais tempo com minha família. E literalmente virei a chave. Comecei do zero em uma carreira totalmente desconhecida.</em><em><br></em><em>Sempre houve uma inquietação minha com relação ao que era oferecido como moda no Brasil. Eu não via uma moda que contemplasse a mulher consciente de sua negritude, madura, profissional, poderosa e marcante e, como muitas, comecei desenhando para mim. Eu já observava o interesse das pessoas e elogios, então quando decidi empreender, sabia que seria na moda. Fundei a Santa Resistência e tem sido a minha paixão desde sempre.&#8221;</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. A Santa Resistência traz muitas referências da ancestralidade africana e da cultura feminina. Como essas histórias do passado inspiram o que você cria hoje?</strong></h3>



<p>&#8220;<em>Falarei da minha penúltima coleção, onde abordei literalmente a cultura africana. Todo o meu processo criativo parte de uma história que quero contar e da minha percepção em relação a essa história. Quando você conversa com um brasileiro com sobrenome europeu, asiático ou norte-americano, todos sabem sua ascendência. E nós? Pessoas como eu? Com a minha cor de pele? Nossa ascendência foi apagada, usurpada. Trocaram os nomes de nossos tataravós. </em><strong><em>Eu queria saber e contar minha ancestralidade para minha filha para que ela possa contar para os filhos dela.</em></strong><em> Iniciei minha pesquisa pela minha própria história. Chegamos na África Oriental e na tribo Maasai, uma riqueza cultural impressionante. Criei três estampas: uma inspirada no Shuka; outra com animal print em degrade azul representando o mar de Zanzibar; e a última celebrando as mulheres pescadoras de Zanzibar. A mensagem era transportar a riqueza cultural dos Maasai para o universo da moda, representando a simbologia e a força desse povo e também celebrando o afrofuturismo.&#8221;</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Como você enxerga a representatividade da mulher negra na moda brasileira hoje e o papel da Santa Resistência nesse cenário?</strong></h3>



<p><em>&#8220;Enxergo que não evoluímos muito. As referências continuam embranquecidas. Temos poucas estilistas negras e, quando não são inviabilizadas, são usadas como token ou cota para justificar a ausência. </em><strong><em>Sou uma mulher negra e faço moda, mas isso não me define. </em></strong><em>Quando falamos de estilistas brancas, não referendamos a cor da pele, apenas o trabalho. Então por que é necessário quando se trata da pele negra? A atriz negra, a apresentadora negra, a escritora negra… parece sempre um “apesar de”.&#8221;</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Olhando para o futuro, que legado você gostaria de deixar para novas gerações de criadores negros e negras no Brasil?</strong></h3>



<p>&#8220;Quero que a minha moda ultrapasse fronteiras e seja vista como uma moda genuinamente brasileira e com valores sustentáveis.<br>Que mais designers negros surjam no mercado, mostrando a possibilidade de ter uma profissão onde, até pouco tempo atrás, éramos pouquíssimos. <strong>Quero que olhem para mim e pensem: “Se ela está ali, se ela está fazendo isso… eu também posso.”&#8221;</strong></p>



<p>A força de Mônica Sampaio está justamente nesse movimento de costurar passado, presente e futuro sem perder de vista quem ela é e quem quer alcançar. Sua moda nasce de uma reivindicação, mas também de um gesto de afeto, de cuidado e de reconstrução de memórias que o Brasil tentou apagar.&nbsp;</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Barbara Reis celebra aniversário e 15 anos de carreira com estreia da novela ‘Três Graças’: “Muito simbólico para mim”</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/barbara-reis-celebra-aniversario-e-15-anos-de-carreira-com-estreia-da-novela-tres-gracas-muito-simbolico-para-mim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 17:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Atriz negra]]></category>
		<category><![CDATA[Barbara Reis]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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		<category><![CDATA[Ruth de Souza]]></category>
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		<category><![CDATA[TV Globo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atriz Barbara Reis tem muito a comemorar nesta segunda-feira, 20 de outubro. Al&#233;m de completar 36 anos, ela celebra os 15 anos de carreira retornando &#224; televis&#227;o com a estreia de &#8216;Tr&#234;s Gra&#231;as&#8217;, nova novela das nove da Globo, na qual integra o elenco. &#8220;Comemorar 15 anos de carreira e estrear &#8216;Tr&#234;s Gra&#231;as&#8217; &#233; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A atriz <strong>Barbara Reis </strong>tem muito a comemorar nesta segunda-feira, 20 de outubro. Além de completar 36 anos, ela celebra os 15 anos de carreira retornando à televisão com a estreia de <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/exclusivo-guthierry-sotero-se-inspira-em-juan-paiva-e-atores-de-moonlight-para-novo-papel-na-novela-tres-gracas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">‘Três Graças’</a></strong>, nova novela das nove da Globo, na qual integra o elenco.</p>



<p>“Comemorar 15 anos de carreira e estrear ‘Três Graças’ é uma coincidência muito simbólica pra mim. São anos de aprendizado, de amadurecimento e, ao mesmo tempo, de curiosidade viva pelo novo”, afirma a atriz <strong>em entrevista ao Mundo Negro</strong>.&nbsp;</p>



<p>A atriz conquistou o novo papel após o seu sucesso na novela<strong> ‘Terra e Paixão’ </strong>(2023). “Me dá a sensação de continuidade, mas também de renovação. É como se cada personagem abrisse uma nova janela dentro de mim. Estou em um momento de celebração, mas também de muito reconhecimento interno: olhar pra trás com gratidão e pra frente com entusiasmo”, destaca nesta nova fase da carreira.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-576x1024.jpg" alt="" class="wp-image-94328" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-576x1024.jpg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-169x300.jpg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-84x150.jpg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-768x1365.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-864x1536.jpg 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-1152x2048.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-236x420.jpg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-150x267.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-300x533.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-696x1237.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685-1068x1899.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/12bf5766-3c52-45c1-979b-d826ae240685.jpg 1440w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Gabi Andrade/Divulgação</figcaption></figure>



<p>Na trama, Barbara interpreta <strong>Lena</strong>, uma mulher bem-sucedida, rica e casada, mas que enfrenta a dor de não conseguir realizar o sonho da maternidade. Já na vida pessoal, a atriz optou por ainda não ter filhos, o que a faz pensar sobre como, em ambos os casos, as mulheres ainda são vistas sob as expectativas das outras pessoas.</p>



<p>“Interpretar a Lena é um processo muito delicado. Ela carrega o desejo profundo de ser mãe, enquanto eu, por outro lado, escolhi congelar meus óvulos justamente para ter mais liberdade nesse tempo. Essa diferença entre nós me fez refletir muito sobre as várias formas de viver a feminilidade e o cuidado. Mesmo partindo de lugares distintos, há uma conexão: ambas lidam com escolhas e expectativas da sociedade, do corpo, da vida. Foi um exercício de empatia e escuta. Viver a dor e a esperança da Lena me tocou profundamente”, compartilha.</p>



<p>Barbara também mudou o visual para viver Lena na novela e adotou um novo corte de cabelo, que impactou também sua relação consigo mesma. “Eu amei o pixie cut! Ele trouxe uma sensação de leveza, liberdade e autenticidade. Os cachos curtos revelaram uma parte de mim mais natural, mais prática e até mais ousada. Visualmente, o corte transformou a Lena, mas, pessoalmente, também transformou a Bárbara. No dia a dia, é muito mais fácil de cuidar e me fez olhar pro espelho com um carinho novo, entendendo que beleza também é sobre conforto e verdade.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-576x1024.jpg" alt="" class="wp-image-94327" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-576x1024.jpg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-169x300.jpg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-84x150.jpg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-768x1365.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-864x1536.jpg 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-1152x2048.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-236x420.jpg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-150x267.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-300x533.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-696x1237.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec-1068x1899.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/f8051dda-3848-4c08-a56f-26c57c2d77ec.jpg 1440w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Gabi Andrade/Divulgação</figcaption></figure>



<p>Além da novela, Barbara estreou como produtora executiva da peça<strong> ‘Limítrofe’</strong>, atualmente em cartaz no Rio de Janeiro, no teatro Dulcina, e que tem o marido, <strong>Rapahel Najan</strong>, no elenco e como um dos idealizadores do projeto. E em novembro, ela estreia a turnê da peça <strong>‘Ruth e Léa’ </strong>em São Paulo, onde interpreta a atriz Ruth de Souza.</p>



<p>Diante da rotina artística intensa, fora das câmeras e dos palcos, a atriz tem se dedicado à cerâmica que entrou na sua vida de forma intuitiva. “Eu buscava uma atividade que me trouxesse presença, um tempo diferente do ritmo intenso da televisão. Trabalhar com o barro é um exercício de paciência e de entrega ,não há controle, há convivência com o imprevisto. Essa prática tem me ajudado a equilibrar o fazer artístico: enquanto na atuação eu me expresso através da emoção e da palavra, na cerâmica eu me expresso pelo toque, pelo silêncio. É um refúgio criativo e afetivo que me faz muito bem”, explica.</p>



<p>Com estreia prevista para 2026 nos cinemas, Barbara ainda fará sua estreia na comédia com o filme <strong>‘Agentes Muito Especiais’</strong>, dirigido por Pedro Antonio e desenvolvido a partir de uma ideia original de Paulo Gustavo.</p>
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		<title>&#8220;O Brasil é mais avançado em relação ao tratamento de cabelos naturais&#8221;, diz Ludiana Braz, brasileira expert em cabelos crespos, que abriu um salão em Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2025 19:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
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<p>&nbsp;Ludiana Braz, uma hairstylist com raízes no subúrbio carioca, transformou sua paixão pela beleza em uma carreira internacional, consolidando-se como uma referência incontestável em cabelos crespos e cacheados. Sua trajetória, que a levou dos estúdios da Rede Globo a Paris, não apenas aprimorou sua técnica, mas também a posicionou como uma voz influente na valorização da beleza natural e no empoderamento de mulheres negras.</p>



<p>A história de Ludiana é um testemunho vibrante de resiliência e de um desejo inabalável de compreender e cuidar dos cabelos crespos. Desde a infância, quando seu próprio cabelo era alisado, ela mergulhou na busca por conhecimento para desvendar os segredos dos fios naturais. Essa jornada pessoal a conduziu à formalização como cabeleireira e, aos 20 anos, à prestigiada Rede Globo. Lá, na oficina de caracterização de personagens, ela imergiu em um ambiente técnico e grandioso, aprendendo a criar visuais completos, dominando visagismo, história da arte e antropologia capilar. Essa base sólida a preparou para lidar com a diversidade de texturas e estilos, sempre com um foco aguçado na personalização e na arte de construir narrativas através dos cabelos.</p>



<p>Após anos na televisão brasileira, Ludiana buscou uma dimensão mais internacional para sua carreira, mudando-se para a França. Sua chegada a Paris revelou uma lacuna surpreendente no mercado de beleza europeu: a falta de especialização em cabelos crespos e cacheados. &#8220;Eu cheguei na França sem saber se tinha ou não uma grande procura por cabeleireiros&#8221;, relata Ludiana. Ela percebeu que, enquanto o Brasil já era uma referência global em produtos e técnicas para cabelos naturais, a França ainda vivia um cenário que ela descreve como &#8220;o Brasil 20 anos atrás&#8221;, com forte incentivo ao alisamento e poucas opções para quem desejava manter a textura natural. Essa lacuna no mercado impulsionou Ludiana a dedicar seu trabalho ao atendimento de mulheres com cabelos naturais, oferecendo um serviço atento, personalizado e profundamente empático. &#8220;Eu comecei a ganhar uma grande clientela por fazer o básico, que na minha cabeça era muito natural atender as pessoas assim&#8221;, revela, sublinhando que esse nível de atenção era, surpreendentemente, uma raridade no cenário europeu.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="1024" data-id="94296" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-681x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-94296" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-681x1024.jpeg 681w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-768x1155.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-1022x1536.jpeg 1022w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-279x420.jpeg 279w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-150x226.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-300x451.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-696x1047.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2-1068x1606.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-2.jpeg 1362w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="1024" data-id="94297" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-681x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-94297" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-681x1024.jpeg 681w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-768x1155.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-1022x1536.jpeg 1022w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-279x420.jpeg 279w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-150x226.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-300x451.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-696x1047.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1-1068x1606.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1.jpeg 1362w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="1024" data-id="94298" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-681x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-94298" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-681x1024.jpeg 681w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-768x1155.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1022x1536.jpeg 1022w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-279x420.jpeg 279w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-150x226.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-300x451.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-696x1047.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM-1068x1606.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-14-at-6.47.40-PM.jpeg 1362w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>
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<p><strong>A Relação com Taís Araújo e o Mundo da Moda</strong></p>



<p>Ludiana Braz já trabalhava com grandes nomes da televisão brasileira, incluindo Taís Araújo, antes mesmo de sua mudança para a Europa. A parceria se intensificou em Paris, onde Ludiana se tornou a hairstylist de confiança de Taís em eventos de prestígio como a Fashion Week de Paris (Le Défilé de L&#8217;Oréal) e o Festival de Cannes. Ela explica que &#8220;é difícil para um artista chegar num país estranho e que ele não fala a língua e fazer com um cabeleireiro de um salão que ele acha na rua, não dá certo&#8221;, ressaltando a importância de profissionais com experiência em TV e desfiles. Essa colaboração não apenas evidencia a expertise singular de Ludiana, mas também ressalta a importância de profissionais que compreendem as nuances e a estética dos cabelos crespos em um cenário global. A escolha do visual é sempre um processo colaborativo e estratégico, alinhado às diretrizes de grandes marcas e produções, assegurando que o cabelo complemente perfeitamente a imagem e a mensagem desejada.</p>



<p><strong>Tendências e a Liberdade dos Cabelos Crespos</strong></p>



<p>Ludiana observa uma crescente inovação nos estilos de cabelo entre mulheres negras, com o uso de apliques e wigs deixando de ser um tabu e se tornando uma ferramenta de expressão e praticidade. Para ela, que já utilizava esses recursos extensivamente na televisão para criar personagens, essa tendência representa liberdade. Para Ludiana, o cerne da questão reside na felicidade e na autoestima da mulher, e ela é categórica: não existem regras rígidas sobre alisar ou não, ou cortar de um jeito específico. A solução, segundo a hairstylist, é sempre buscar o que faz a cliente se sentir bem, seja com seu cabelo natural, com apliques para volume ou comprimento, ou com wigs para versatilidade. &#8220;Não tem que nada, você tem que fazer o que você vai ficar feliz&#8221;, afirma Ludiana, defendendo a autonomia plena da mulher sobre seu próprio cabelo.</p>



<p><strong>Brasil x Europa: Diferenças no Cuidado Capilar</strong></p>



<p>Uma das observações mais marcantes de Ludiana é a diferença no tratamento e na percepção dos cabelos crespos entre Brasil e Europa. &#8220;O Brasil está muito avançado em relação ao tratamento de cabelos naturais, de realmente cuidar, hidratar, ter cremes de pentear que facilitam o seu dia a dia&#8221;, pontua Ludiana. Ela observa que as brasileiras desfrutam de uma liberdade notável para mudar, experimentar e exibir seus cabelos naturais. Na França, por outro lado, ainda persiste uma dificuldade palpável em encontrar salões especializados e produtos adequados, o que leva muitas mulheres negras a optarem por tranças ou perucas devido à escassez de opções e conhecimento sobre como cuidar de seus cabelos naturais. &#8220;Eu recebo essa queixa no salão com muita frequência&#8221;, confessa Ludiana, destacando a alegria de suas clientes brasileiras em Paris ao encontrar uma profissional que entende e celebra a beleza de seus cabelos crespos, ressaltando o papel do Brasil como referência global nesse segmento.</p>
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