Mundo Negro

E o Prêmio “Sim à Igualdade Racial” 2021 vai para? Confira o resultado!

Foto: Ari Kaye

E o Prêmio “Sim à Igualdade Racial 2021” vai para?

Esse evento é o nosso “Oscar” de excelência negra, que se consolida a cada ano e premia destaques em várias áreas. A premiação foi uma potente viagem, que fizemos juntos, pelo “mundo ideal”, pelo “mundo que sonhamos” e que estamos construindo, também, com a contribuição de eventos como esse. O Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) mais uma vez nos oferece, além da premiação, um espetáculo que agrega música, arte, cultura e História, com personalidades negras fundamentais de hoje e do passado.

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A premiação exibida pelo canal Multishow, contou com a impecável apresentação de Jéssica Ellen, Majur e Xamã, com alegria e emoção, em interação com os tantos outros artistas convidados, um desfile de talentos e diversidade musical, um panorama da riqueza de ritmos, belezas e vozes. Encontros de gerações dialogavam com as referências históricas do conceito artístico criado pelo Instituto e o roteirista e diretor artístico Elísio Lopes Jr., uma viagem entre passado, presente e futuro, por meio da arte.

Xamã Jessica Ellen e Majur – Foto: Ari Kaye

Não faltou impacto na apresentação do esperado dueto de Elza Soares e o Diretor musical do prêmio, Zé Ricardo, um momento emocionante e que vai ficar nas mentes de quem acompanhou a premiação. As marcantes performances de Gloria Groove, Ludmilla, Xande de Pilares e Agnes Nunes, fazendo a quem prestigiou querer mais e esquecer um pouco desses tempos difíceis sem show presenciais.

MC Carol e Ludmilla: Foto: Ari Kaye

Outros encontros também fizeram parte do espetáculo: MC Carol cantando com Tati Quebra Barraco, Flávio Renegado com Lukinhas, e Brô Mc’s.

Brôs MCs – Foto: Ari Kaye

O reconhecimento de alguns dos principais nomes e iniciativas em prol da igualdade racial no Brasil também foi espaço de arte como ferramenta de mudança, em acordo com os objetivos da premiação. “Transformar o ideal da igualdade em realidade é possível. Somos todas e todos responsáveis por esta co-construção, e entendemos que para mudar o mundo precisamos antes de tudo mudar a nós mesmos. Não devemos ter medo de abordar temas delicados como a pauta antirracista e revisar constantemente nossas atitudes do dia a dia. Esse é o primeiro passo para chegarmos no mundo ideal que queremos ter num futuro não tão distante.”, afirma a fundadora e Diretora-Executiva do ID_BR, Luana Génot, sobre o prêmio e outras iniciativas do Instituto.

Elísio Lopes, Luana Genot, Ludmilla, Zé Ricardo e Tom Mendes – Foto: Ari Kaye


Agora é a hora de conferir a lista de quem levou o Prêmio. E a premiação nas 10 categorias dos pilares Cultura, Educação e Empregabilidade vai para:



Pilar CULTURA

Categoria: RAÇA EM PAUTA

Trace Brasil

A Trace é uma empresa global multiplataforma de mídia, entretenimento e educação que se conecta com públicos multiculturais por meio da música e de conteúdo afro urbano. Está presente em 27 canais da TV paga, rádio, serviços online e mobile disponíveis para 350 milhões de pessoas, em mais de 120 países. Lançada em 2003, a Trace tornou-se a marca líder de mídia para juventude afro urbana conectada na África Subsaariana, França, Caribe, Inglaterra e na região do Oceano Índico.
José Papa, que já foi CEO de Cannes Lions e da WGSN Global, está à frente da Trace Brasil, junto de Ad Junior, comunicador e consultor em diversidade, referência na produção de conteúdo sobre combate ao racismo e preconceito na mídia. A empresa chegou ao país em julho de 2019 e, em novembro, lançou o Trace TRENDS, exibido pela RedeTV!. O canal Trace Brazuca foi lançado em julho de 2020 nas operadoras Net/Claro, Vivo, Blue TV e Guigo TV, com pautas sobre música, comportamento, arte, diversidade, esportes e empreendedorismo.


Categoria:ARTE EM MOVIMENTO:

Alberto Pitta

Alberto Pitta Há 40 anos desenvolvendo trabalhos de pesquisas e criações artísticas, Alberto Pitta é um dos pioneiros na criação do que hoje se conhece por estampas afro baianas, se utilizando de símbolos, ferramentas, indumentárias e adereços dos orixás como fonte de inspiração. Sua vivência dentro de terreiros de candomblé favorece e estimula a criação artística, possibilitando assim a extração do essencial para a interpretação de códigos e símbolos. PItta se destaca no cenário artístico e cultural da Bahia, no que se refere ao carnaval dos blocos afro, afoxés e de indígenas em Salvador. Nos últimos 22 anos, se dedica a produção e concepção artística do Cortejo Afro, bloco que vem se destacando pelo resgate de valores estéticos no carnaval de Salvador, trazendo a arte de volta para as avenidas da cidade.


Categoria: DESTAQUE PUBLICITÁRIO:

Dove (Influência negra – Documentário Olhares cruzados)

Toda mulher preta tem em si uma história. São diversas vivências, olhares, caminhos Contemos nossas glórias para construção de uma autoestima bem preta e poderosa. “Olhares cruzados”, não é só um projeto documental. É sobre legado, ancestralidade, autoestima e construção do amor próprio.
Protagonizado pelas trajetórias inspiradoras de Cris Mendonça, Kiara Felippe e Joyce Fernandes e com trilha original de Hailanny Souza na voz de Bia Ferreira, esse documentário nos convida a ver o mundo sob outros olhares. O projeto foi produzido pela Influência Negra em parceria com a Dove e Refinery29.

Categoria: REPRESENTATIVIDADE EM NOVOS FORMATOS:

Tukumã Pataxó

Tukumã Pataxó tem 21 anos, e é um jovem da aldeia Pataxó de Coroa Vermelha, no sul da Bahia. Estudante de Gastronomia na UFBA, Tukumã é comunicador, ativista e influenciador indígena

Pilar EDUCAÇÃO

Categoria INTELECTUALIDADE:

Sílvio Almeida

Silvio Almeida Silvio Luiz de Almeida é um dos mais reconhecidos intelectuais brasileiros da atualidade. Jurista, consultor, advogado e palestrante há duas décadas, Sílvio tem doutorado e pós-doutorado em Filosofia e Teoria Geral do Direito, pela Faculdade de Direito da USP. Seu livro “Racismo Estrutural” é considerado um dos mais importantes estudos sobre raça e racismo. É também professor de Compliance Antidiscriminatório e Governança e Ética Corporativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), e de Filosofia do Direito e Pensamento Social Brasileiro na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em 2020, foi professor visitante no Centro de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da Universidade de Duke (EUA). Se destaca por sua atuação à frente do Instituto Luiz Gama, organização que visa à inclusão de minorias e à promoção de uma educação antirracista. Nos últimos anos, proferiu palestras nacionais e internacionais sobre temas relacionados à ética, além de prestar consultoria para organizações públicas e privadas sobre a implantação de práticas antidiscriminatórias e técnicas de promoção da diversidade e inclusão.


Categoria INSPIRAÇÃO:

Conceição Evaristo

Conceição Evaristo é escritora, ficcionista e ensaísta. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/Rio, Doutora em Literatura Comparada pela UFF, sua primeira publicação em 1990 foi na série Cadernos Negros do grupo Quilombhoje. Foram 7 livros publicados, entre eles o vencedor do Jabuti, Olhos D’água (2015), 5 deles traduzidos para o inglês, francês, espanhol e árabe. Prêmio do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra; Prêmio Nicolás Guillén de Literatura pela Caribbean Philosophical Association; Prêmio Mestre das Periferias pelo Instituto Maria e João Aleixo. Escritora homenageada em diversas Feiras Literárias. Mãe de Ainá – sua especial menina – em 2019, teve 3 de seus 7 livros, aprovados no PNLD Nacional e também foi a escritora homenageada da Olimpíada de Língua Portuguesa pelo Itaú Social. Lançou seu “Poemas da Recordação e Outros Movimentos” em edição bilíngue (português/francês) no Salão do Livro de Paris e “Olhos D’água” em francês pela Editora Des Femmes. Ainda em 2019, foi homenageada pelo Prêmio Jabuti como personalidade literária.


Categoria EDUCAÇÃO E OPORTUNIDADES:

Rede de professores antirracistas

“A Rede de Professores Antirracistas é uma rede de formação de professores engajados no interesse de aprender sobre as relações raciais. Esse movimento de ação educativa nasceu por meio de um curso gratuito oferecido pela Professora Lavini Castro, chamado A Ferramenta do Professor Antirracista – Lei 10.639/2003. É um espaço on-line voltado não apenas para professores, mas também educadores sociais, líderes comunitários, assistentes sociais, estudantes e todos os demais interessados em mergulhar na temática das relações étnico raciais, criando soluções para combater o racismo no espaço escolar.”

Pilar EMPREGABILIDADE

Categoria COMPROMETIMENTO RACIAL:

99 JOBS

A 99jobs é uma RHTech, startup focada em processos de RH, que desenvolve tecnologias e processos criativos para facilitar o recrutamento das maiores empresas do Brasil, online ou presencialmente. Hoje, com mais de 7 anos de mercado, são mais de 5 milhões de usuários buscando suas vagas dos sonhos. A 99jobs segue encorajando e dando ferramentas para que as pessoas possam fazer o que amam, mas, além disso, para que essa bandeira deixe de ser um privilégio e se torne uma realidade para todos.


Categoria LIDERANÇA:

Helena Bertho

Helena Bertho é uma das principais executivas de comunicação do Brasil, Head de Comunicação, Sustentabilidade e Diversidade da L’Oreal na Divisão Grande Público. Responsável pelas marcas L’Oréal Paris, Garnier, Maybelline, Niely e Colorama.
Publicitária com MBA em Marketing pela UFF, atuou nas áreas de Comunicação & Relações Públicas (RP) e Diversidade & Inclusão da Coca-Cola Brasil, liderando campanhas como “Manaus”- vencedora do Effie Awards LATAM, na categoria Reputação Corporativa, e o RP de “Juntos a Magia Acontece” da Coca-ColaTM. Estruturou a área de Diversidade & Inclusão da companhia no país e esteve à frente do Grupo de Afinidade Racial Blacks@Coke.


Categoria : TRAJETÓRIA EMPREENDEDORA:

Weena Tikuna

We’e’ena Tikuna We’e’ena TIKUNA é uma artista plástica do Amazonas, cantora, palestrante, Nutricionista, Design de moda, além de ativista dos direitos Indígenas e YouTuber. We’e’ena que significa “a onça que nada para o outro lado no rio”, nasceu na terra Indígena Tikuna Umariaçu no Amazonas, Alto Rio Solimões. Seus pais decidiram morar em Manaus para que seus 6 filhos pudessem estudar. Apesar de mudarem para capital, eles criaram a comunidade indígena Tikuna em Manaus para que os filhos não perdessem os costumes e a tradição de povo originário. Foi assim que We’e’ena cresceu, no entre viver de duas culturas, das tradições da aldeia aos costumes da cidade. Sofreu discriminação na escola por não falar o português, mas hoje é uma mulher guerreira que venceu todos os obstáculos e o racismo. Através de sua história de superação é espelho para muitos(a)s indígenas.

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