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	<title>Arquivos Destaque - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Apr 2026 18:10:52 +0000</lastBuildDate>
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		<title>HHWC completa um ano e reforça que cuidado também é direito das mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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<p>Se você fechar os olhos e pensar em um treino, provavelmente virá à mente aquela imagem fria de academia, espelhos e um silêncio que nem sempre nos convida a entrar. Mas o <strong>Hip Hop Workout Collective (HHWC)</strong> virou essa mesa. Quem chega em um encontro do <strong>HHWC</strong> é imediatamente atingido por uma dose massiva de vitalidade. Não se trata apenas de uma aula de funcional ou de uma playlist bem curada; é sobre a visão de dezenas de mulheres negras, de todas as idades e tons, ocupando o espaço com o que têm de mais belo. É um ambiente onde a estética e a saúde caminham juntas, provando que o autocuidado para nós nunca foi apenas sobre vaidade, mas sobre a manutenção da nossa própria alegria.</p>



<p>Celebrar um ano de trajetória é confirmar que o movimento do corpo, para o povo negro, continua sendo uma linguagem sagrada. Se no Bronx o Hip Hop nasceu para substituir a violência pela arte, em São Paulo o HHWC utiliza essa mesma cultura para retomar um território que muitas vezes nos é negado: o direito de sermos cuidadas. Em um contexto onde mulheres negras são historicamente colocadas no papel daquelas que servem, que limpam e que sustentam o mundo ao redor, ter um lugar onde o foco é o nosso próprio bem estar é revolucionário.</p>



<p>Para Caroline Araujo, a força desse encontro geracional é o que move a engrenagem do coletivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95467" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95467" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ver tantas mulheres cantando juntas, treinando e cuidando de si mesmas, algumas pela primeira vez com essa dedicação. Encontrar gerações diferentes no mesmo evento, desde filhas às avós, é realmente algo que emociona não apenas pela quantidade, mas exatamente por entendermos que podemos e merecemos esse cuidado. Tudo que propomos no HHWC é com muito carinho, desde as frutas, a elaboração de cada sacolinha, e fazer isso com um time de mulheres por trás, todas dedicadas e empenhadas em fazer acontecer. Sou grata a quem acredita e confia no nosso trabalho desde a primeira edição. E não poderia deixar de agradecer às minhas amigas e sócias por tornarem isso tudo mais leve, divertido e também possível”</p>
</blockquote>



<p>Essa leveza mencionada por Caroline é o diferencial que faz as mulheres voltarem. O coletivo entende que o acesso à saúde é uma das nossas maiores vulnerabilidades estruturais e, por isso, transforma o treino em uma experiência de pertencimento. Juliana Oliveira reforça que o exercício físico, quando aliado ao propósito de vida, tem o poder de transformar realidades e fortalecer os laços entre mulheres que compartilham as mesmas vivências.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95466" style="width:842px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“1 ano de HHWC e parece que foi ontem que iniciamos, passou muito rápido e ver onde chegamos me emociona. O exercício físico mudou a minha vida quando mais nova e hoje faço disso, um propósito de vida e o HHWC se tornou um dos meus propósitos! Trabalhar com mulheres como minhas sócias, faz tudo ser mais leve, duas mulheres extremamente inteligentes e capazes de fazer qualquer ideia funcionar. Sou grata por ser do HHWC”</p>
</blockquote>



<p>O crescimento do projeto é nítido e a emoção de quem esteve lá desde a primeira aula, quando tudo ainda era um rascunho entre amigas, transborda em cada nova edição. Juliane Daianny, ao olhar para trás, enxerga não apenas um ano de aulas, mas um ano de construção de uma rede que agora se prepara para novos voos, incluindo a expansão para o Rio de Janeiro e novos formatos de experiência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95468" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Uma das edições mais emocionantes que já tivemos! Me emocionei no palco ao lembrar da primeira aula que fizemos há 1 ano atrás. E ver o quanto crescemos, traz uma sensação de gratidão e recompensa.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"></h3>
</blockquote>



<p>O Hip Hop Workout nunca faz o básico e a próxima fase promete elevar o nível da experiência. Em São Paulo, no dia <strong>18 de abril</strong>, o coletivo prepara uma aula temática especial em homenagem ao lançamento do filme de Michael Jackson. O evento acontece em um formato inédito: uma versão pocket, com vagas limitadas e clima intimista dentro da academia The Yard, unindo o treino funcional ritmado à intensidade que já é marca registrada do grupo.</p>



<p>Além das novas edições em solo paulista e carioca, o projeto celebra uma novidade institucional: o HHWC agora é parceiro de mídia do <strong>Mundo Negro</strong>. As fundadoras passarão a assinar conteúdos sobre atividade física e saúde, trazendo a expertise de quem entende que o movimento do corpo negro é, acima de tudo, um ato de preservação da nossa história.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>AGENDA HHWC</strong></p>



<p><strong>São Paulo — Especial Michael Jackson</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 18 de abril</li>



<li><strong>Local:</strong> The Yard SP</li>



<li><strong>Horários:</strong> 08h30 e 10h00</li>



<li><strong>Vagas:</strong> Super Limitadas</li>
</ul>



<p><strong>Rio de Janeiro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 02 de maio</li>



<li><strong>Ingressos e informações:</strong> linktr.ee/hhwc.br</li>
</ul>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Violência digital e mulheres negras: poderíamos falar mais sobre nós, mas temos medo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-violencia-digital-e-mulheres-negras-poderiamos-falar-mais-sobre-nos-mas-temos-medo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[misoginia]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[sephora]]></category>
		<category><![CDATA[violência digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres &#8212; especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vit&#243;ria profissional ou uma foto exaltando a pr&#243;pria beleza, surge o medo de que o pr&#243;ximo coment&#225;rio seja um julgamento, uma ofensa disfar&#231;ada de opini&#227;o ou, em casos mais graves, uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-148">A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres — especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vitória profissional ou uma foto exaltando a própria beleza, surge o medo de que o próximo comentário seja um julgamento, uma ofensa disfarçada de opinião ou, em casos mais graves, uma ameaça direta à integridade física. </p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-149">Os números são alarmantes. Segundo dados divulgados em 2022 pelo professor Dr. Luiz Valério Trindade, doutor pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, <strong>81% dos discursos de ódio online têm como alvo mulheres pretas e pardas</strong>, com idade entre 25 e 35 anos e em ascensão social.</p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-150">Não se trata apenas de haters aleatórios. As denúncias de misoginia na internet mais que triplicaram no último ano, crescendo 224,9%, segundo levantamento da SaferNet. Em 2024, foram registradas 2.686 denúncias de violência ou discriminação contra mulheres; já em 2025, foram 8.728 registros.</p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-151">Muitas ofensas podem parecer inofensivas, mas são a faísca que alimenta um ciclo de desrespeito que, muitas vezes, escala para a violência física no mundo real. Para mulheres negras, as &#8220;opiniões&#8221; ainda têm o agravante do racismo: <em>&#8220;Melhor você alisar o cabelo, é mais limpo e profissional&#8221;; &#8220;Só a promoveram para cumprir a cota&#8221;; e &#8220;Você é muito raivosa, ninguém pode falar nada&#8221;</em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Redesenhando o ambiente digital</strong></h3>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-152">Para enfrentar essa realidade, a <strong>SEPHORA Hearts Not Hate</strong> lançou sua campanha para o Brasil. A iniciativa, que chega ao país no Mês da Mulher, propõe uma reflexão profunda sobre como a misoginia tenta impedir a presença das mulheres nas redes sociais.</p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-153">A proposta é transformar a realidade de forma coletiva. Ocupar as redes, mas preservando a saúde mental e a integridade física.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Estratégias de autodefesa e denúncia:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não hesite em filtrar:</strong> Bloquear e silenciar contas que drenam sua energia não é falta de diálogo, é preservação da integridade.</li>



<li><strong>Produza provas:</strong> Em casos de violência digital, reúna <em>prints</em>, links e URLs.</li>



<li><strong>Denuncie formalmente:</strong> Registre um Boletim de Ocorrência em delegacias especializadas (Delegacia da Mulher ou de Crimes Cibernéticos).</li>



<li><strong>Busque apoio:</strong> <mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Em casos de emergência, ligue <strong>190</strong>. Para acolhimento e orientações, ligue <strong>180</strong> para a Central de Atendimento à Mulher.</mark></li>
</ul>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-158">Redesenhar o ambiente digital é uma escolha coletiva sobre quais vozes decidimos amplificar para garantir a nossa liberdade<sup></sup>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Jordan, Coogler e Arkapaw fazem história no Oscar 2026 com &#8220;Pecadores&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/jordan-coogler-e-arkapaw-fazem-historia-no-oscar-2026-com-pecadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 01:45:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Pecadores]]></category>
		<category><![CDATA[ryan coogler]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. Estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais, entre os meus&#8230; isso significa tudo.&#8221; Com essas palavras,&#160;Michael B. Jordan&#160;recebeu a estatueta de Melhor Ator na 98&#170; edi&#231;&#227;o do Oscar, realizada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. Estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais, entre os meus&#8230; isso significa tudo.” Com essas palavras,&nbsp;<strong>Michael B. Jordan&nbsp;</strong>recebeu a estatueta de Melhor Ator na 98ª edição do Oscar, realizada no último domingo (15) no Dolby Theatre, em Los Angeles. Foi o momento mais simbólico de uma noite em que “Pecadores”, filme concebido, escrito e dirigido pelo cineasta negro&nbsp;<strong>Ryan Coogler,&nbsp;</strong>registrou quatro vitórias e uma série de recordes históricos.</p>



<p>Jordan venceu pelo papel dos irmãos gêmeos Smoke e Stack, personagens que retornam ao sul dos Estados Unidos na década de 1930 para abrir um bar de blues e se veem diante de uma ameaça sobrenatural. O filme foi recordista de indicações na história da premiação, com 16 nomeações. Além da estatueta de Melhor Ator, o longa também levou os prêmios de Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora Original.</p>



<p>Ao subir ao palco para receber o Oscar de Melhor Roteiro Original, Coogler abriu o discurso pedindo ao público que se sentasse: “Por favor, por favor. Cresci em Oakland, na Califórnia, e a gente fala muito.” Em seguida, pediu que todo o elenco e a equipe do filme se levantassem.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!tjtJ!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F78b414f0-095d-4778-960b-4285dbad1b9b_4096x2730.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!tjtJ!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F78b414f0-095d-4778-960b-4285dbad1b9b_4096x2730.jpeg" alt="Image" title="Image"/></a></figure>



<p>“Vocês são incríveis. Vocês são os verdadeiros vencedores para mim”, disse, antes de se emocionar ao falar da família. “Às minhas crianças que estão em casa assistindo: me desculpem por todo o tempo longe. Pai ama vocês. Memórias são tudo que temos. Espero ter dado a vocês algumas boas. Quando vocês forem abençoados com uma vida longa e eu me tornar apenas uma memória, quero que se lembrem de uma coisa: eu amo vocês mais do que qualquer coisa.”</p>



<p>Coogler se tornou o segundo roteirista negro a vencer na categoria de Melhor Roteiro Original. O primeiro foi Jordan Peele, por “Corra!” (2017).</p>



<p>A outra grande conquista histórica da noite veio com&nbsp;<strong>Autumn Durald Arkapaw,&nbsp;</strong>diretora de fotografia de “Pecadores”. Com ascendência filipina e afro-americana, ela se tornou a primeira mulher na história a vencer a categoria de Melhor Fotografia no Oscar, e também a primeira mulher não branca a receber a honraria. Ao subir ao palco, Arkapaw pediu que todas as mulheres presentes se levantassem.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!hPMU!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7f33de21-9fd8-44d9-889c-700c5cafe052_1000x667.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!hPMU!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7f33de21-9fd8-44d9-889c-700c5cafe052_1000x667.jpeg" alt="Autumn Durald Arkapaw at the 98th Annual Oscars held at Dolby Theatre on March 15, 2026 in Hollywood, California." title="Autumn Durald Arkapaw at the 98th Annual Oscars held at Dolby Theatre on March 15, 2026 in Hollywood, California."/></a><figcaption class="wp-element-caption">Autumn Durald Arkapaw &#8211; Getty Image</figcaption></figure>



<p>“É uma honra estar aqui. Não cheguei aqui sem vocês. Eu digo isso de coração. Senti tanto amor, de todas essas mulheres, conheci tantas pessoas, e momentos assim acontecem por causa de vocês”, declarou.</p>



<p>Arkapaw também foi a primeira mulher diretora de fotografia a filmar em IMAX 65mm e Ultra Panavision. Sua parceria com Coogler vem do set de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”. Sobre o trabalho em “Pecadores”, ela disse que o roteiro a tocou desde a primeira leitura. “Quando li a história, me senti muito perto de casa. Há tanto amor que foi derramado neste filme. É assim que você faz filmes realmente ótimos: você dedica o máximo de si mesmo nele.”</p>



<p>“Pecadores” terminou a noite com quatro estatuetas em um Oscar dominado por “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, que levou seis prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. A vitória de Anderson na categoria de direção deixou de fora Coogler, que seria o primeiro cineasta negro a vencer Melhor Diretor em quase 100 anos de premiação.</p>



<p><em>Foto: Getty Images</em></p>
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		<title>Globo precisou de 300 pessoas para erguer reino africano da novela &#8216;A Nobreza do Amor&#8217;; veja fotos exclusivas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/globo-precisou-de-300-pessoas-para-erguer-reino-africano-da-novela-a-nobreza-do-amor-veja-fotos-exclusivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 14:47:20 +0000</pubDate>
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<p><strong><a href="https://www.instagram.com/p/DUWkj_iEjVd/?img_index=1">‘A Nobreza do Amor’</a></strong>, a nova novela das seis da Globo que chega na próxima segunda-feira, 16 de março, mobilizou 300 pessoas para erguer sua cenografia monumental. Foram mais de três meses de trabalho intenso nos Estúdios Globo para dar vida ao reino africano de Batanga, com 974 metros quadrados, e à cidade fictícia de Barro Preto, no Brasil, que ocupa 3.532 metros quadrados. <strong>(Veja fotos exclusivas abaixo)</strong></p>



<p>A partir de um estudo aprofundado sobre as raízes e as estéticas milenares do continente africano, a equipe de produção estabeleceu uma identidade artística pautada pela exaltação e pelo resgate histórico. Sob a consultoria de <strong>Maurício Camillo</strong>, pesquisador de Guiné-Bissau especialista em grandes impérios africanos, e a direção de arte de <strong>Rafael Cabeça</strong>, o projeto se propõe a desconstruir estereótipos historicamente limitantes.</p>



<p><strong>“O povo da África ficou reduzido aos estereótipos de pobreza e doença, de savana ou até de atrasado, perpetuado enquanto pobre e associado ao crime e à corrupção. É esse retrato que aparece nos filmes e algumas novelas. ‘A Nobreza do Amor’ traça outro caminho, trazendo outras formas de viver existentes na África em suas múltiplas culturas, que também podem ser mostradas”, afirma Maurício.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-95318" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-1536x864.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-2048x1152.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-696x391.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-004-1920x1080.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Estevam Avellar</figcaption></figure>



<p>A produção, entretanto, se estende para além desses muros. As gravações foram iniciadas no Rio Grande do Norte, em dezembro de 2025, com cenas em locações escolhidas por suas semelhanças geográficas com a África. Além disso, diversas locações externas no Rio de Janeiro apoiaram as filmagens. A batalha final da Guerra da Independência, liderada pelo Rei Cayman II, por exemplo, foi encenada na Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói, um sítio histórico que começou a ser construído em 1555. A locação foi ponto de partida para a cenografia de Batanga: segundo <strong>Paula Salles</strong>, o ambiente reproduzido nos Estúdios Globo funciona como uma extensão da fortaleza após a retomada do poder pelo povo africano.</p>



<p>O conceito por trás do reino que orientou a equipe de cenografia encontra também inspiração na relação da terra com a natureza. <strong>“Estamos muito conectados à ideia de terra sagrada”</strong>, comenta Paula. Nesse contexto, surge um dos elementos mais importantes da composição: o baobá. Presente antes mesmo da fase principal da novela, ele marca território como símbolo de resistência. “Funciona quase como um ancião, um elemento de muito poder, que estabelece uma ligação importantíssima com a história”, define a cenógrafa. Estruturada como uma torre metálica revestida com placas de tela de galinheiro em poliuretano, a árvore cenográfica tem cerca de três metros de largura, seis metros e meio de altura e uma copa de aproximadamente doze metros de folhagem, impondo-se como marco sagrado do reino.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95319" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-002-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Gabriel Vaguel</figcaption></figure>



<p>Ao redor do baobá, a cenografia organiza elementos que reforçam a influência da cultura africana em Batanga. Entre eles estão os muxarabis, treliças vazadas de origem árabe usadas no norte da África, e os símbolos adinkra, ideogramas tradicionais do povo Akan, usados há séculos para expressar seus valores e filosofia ancestral. É possível observá-los no cenário em portas, janelas e paredes, além das roupas dos personagens da realeza batangui.</p>



<p>Na reprodução da fortaleza nos Estúdios Globo, estão ambientes importantes para a história. A sala do trono, um dos mais emblemáticos, conta com madeira entalhada, bandeiras e pinturas feitas à mão, que transformam o ambiente numa expressão da opulência africana. Dois tronos foram criados, cada um com tipologia própria, relacionados a dois orixás da cultura iorubá: Iansã, para o trono da rainha, e Xangô, para o trono do rei. Paula explica que a escolha estética valoriza sempre o que seria feito por muitas mãos, não por processos fabris.</p>



<p>O cuidado artesanal que marca a realeza de Batanga também prepara o olhar do público para o contraste com a potiguar Barro Preto, que, de alguma maneira, também se liga ao reino africano. A paleta de Batanga tem tons alaranjados e terrosos, que servem como base neutra para que os figurinos vibrantes, marcados por vermelhos e dourados, ganhem força. Em contraste, quando a narrativa cruza o oceano e chega a Barro Preto, a lógica se inverte: ali, as casas são mais coloridas, e por isso os figurinos assumem tons mais neutros, criando um equilíbrio visual entre personagens e cidade. A novela também estabelece uma ponte luminosa entre esses dois universos: enquanto Batanga já possui iluminação própria, Barro Preto ainda vive à base de lamparinas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-95322" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-1536x864.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-2048x1152.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-022-1920x1080.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Estevam Avellar</figcaption></figure>



<p>Barro Preto é, então, para o cenógrafo Fábio Rangel, uma cidade “parada no tempo”. Ficcional e ambientada no Rio Grande do Norte, sua construção visual partiu de uma ampla pesquisa em referências das regiões Norte e Nordeste, explorando casarios coloridos e fachadas históricas preservadas desde o século XIX, como as de Cachoeira (BA) e Olinda (PE). Em sua composição, nada remete à modernização: as casas carregam marcas de envelhecimento natural, sem interferências contemporâneas. A arquitetura é eclética, combinando elementos clássicos e góticos, entre outras influências.</p>



<p>A organização da cidade faz uma homenagem às novelas clássicas: Barro Preto se estrutura em torno de uma praça central, onde se dispõem igreja, armazém e casas principais – um formato que remete a produções como ‘Roque Santeiro’ (1985) e ‘Tieta’ (1989). Entre os elementos mais marcantes, está o busto da mãe do prefeito Bartô, que será animado por computação gráfica, reagindo aos principais acontecimentos da cidade. Para a constituição de Barro Preto houve também gravações em locações externas no Rio. A fazenda do núcleo de Tonho (Ronald Sotto), por exemplo, foi gravada na Fazenda da Taquara, onde a equipe instalou o Engenho Santa Fé.</p>



<p>Fábio estruturou Barro Preto como um mosaico de pequenos mundos, onde cada núcleo ganha traços de suas identidades. Os personagens de origem libanesa, por exemplo, recebem referências específicas dessa cultura, enquanto o banqueiro Diógenes (Danton Mello) habita um ambiente com visual mais inglês, reforçando sua posição de poder. Como a cidade abriga o núcleo mais cômico da novela, Fábio explica que a cenografia é “mais leve, brinca com essa coisa da vilania e dos heróis de um jeito um pouco mais caricato”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95321" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260302-Nobreza-do-Amor-GV-004-1-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Gabriel Vaguel</figcaption></figure>



<p>Ao longo da novela, Barro Preto é palco de diversas tramas, entre elas, a chegada da realeza deposta de Batanga. Para esses momentos, a cenografia reforça a ligação profunda entre os dois universos. A presença africana continua atravessando Barro Preto de modo discreto, mas significativo: aparecem ali ecos de técnicas, saberes e simbologias trazidos da África, como referências à serralheria tradicional e aos adinkras, incluindo o Sankofa, símbolo que evoca a importância de revisitar o passado para seguir adiante. Esses elementos aparecem em detalhes arquitetônicos e grafismos em cenários como a casa de <strong>José/Zambi (Bukassa Kabengele)</strong>, sob a ideia de que o território brasileiro apresentado na novela é atravessado por essa herança ancestral.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95332" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95332" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-002-1-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Gabriel Vaguel</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95331" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95331" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-006-1-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Gabriel Vaguel</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95330" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95330" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-010-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Gabriel Vaguel</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95333" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95333" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-Nobreza-do-Amor-GV-017-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Gabriel Vaguel</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95329" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95329" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260227-Nobreza-do-Amor-EA-006-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Gabriel Vaguel</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" data-id="95334" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-95334" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-1536x864.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-2048x1152.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260225-Nobreza-do-Amor-EA-025-2-1920x1080.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Estevam Avellar</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95336" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95336" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/20260303-nobreza-do-Amor-EA-007-2-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Globo/Estevam Avellar</figcaption></figure>
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		<title>“Liderança com ancestralidade”: Instituto Pactuá realiza formatura de 150 Lideres Negros em uma das melhores escolas de negócios do país</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/lideranca-com-ancestralidade-instituto-pactua-realiza-formatura-de-150-lideres-negros-em-uma-das-melhores-escolas-de-negocios-do-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 15:51:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[instituto pactuá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Uma vis&#227;o de presente e futuro de um l&#237;der, sempre de m&#227;os dadas com a ancestralidade&#8221;: assim define Regina Monteiro, uma das executivas que integrou a 1&#170; turma que se formou na &#250;ltima sexta-feira, 27 de fevereiro, no Programa de Desenvolvimento de Lideran&#231;a Negra (PDLN) do Instituto Pactu&#225;, na Escola de Neg&#243;cios Saint Paul, em [&#8230;]</p>
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<p>“Uma visão de presente e futuro de um líder, sempre de mãos dadas com a ancestralidade”: assim define Regina Monteiro, uma das executivas que integrou a 1ª turma que se formou na última sexta-feira, 27 de fevereiro, no Programa de Desenvolvimento de Liderança Negra (PDLN) do Instituto Pactuá, na Escola de Negócios Saint Paul, em São Paulo.&nbsp;</p>



<p>Com a formação executiva, Regina relata que teve novas perspectivas e mudou a sua vida. “Me trouxe um novo olhar para a minha carreira, me matriculei para uma MBA, voltei a estudar inglês, fechei um intercâmbio para outubro de 2026 e, por fim, fui promovida [no trabalho]. Esse mindset veio após o início do curso”, agradeceu à equipe envolvida.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-95291" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1024x682.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-768x511.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-631x420.jpeg 631w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-696x463.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1068x711.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação/Instituto Pactuá </figcaption></figure>



<p>O curso do Instituto Pactuá beneficiou 150 profissionais, distribuídos em cinco turmas presenciais, combinada com sessões de mentoria com uma carga horária total de 43 horas e aulas ministradas por professores negros, mantendo o compromisso com a valorização de referências negras na produção e transmissão de conhecimento. Os recursos foram viabilizados por meio de financiamento do Tribunal de Justiça da Barra Funda.</p>



<p>A formação é dividida em seis módulos: 1 aula de Ancestralidade (com Grazi Mendes); 2 aulas de Liderança Estratégica (com Jaime Almeida, focando em liderança estratégica geral e específica para pessoas negras); 2 aulas de Finanças (com Jandaraci Araujo, abordando a linguagem do negócio e finanças pessoais); além de 1 aula de Inteligência Artificial (com a professora Giselle Santos, conectando tecnologia e ancestralidade).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-95293" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-1024x682.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-1536x1023.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-630x420.jpeg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-696x464.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-1068x712.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação/Instituto Pactuá </figcaption></figure>



<p>“Ter professores negros e salas completas de executivos negros na Escola de Negócios Saint Paul, nunca tinha acontecido antes”, celebrou Iris Barbosa Barreira, presidente da organização.</p>



<p>Segundo a executiva, o Programa de Desenvolvimento de Liderança Negra vai continuar em 2026, em parceria com o Mover (Movimento Pela Equidade Racial).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-95292" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-768x1024.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-113x150.jpeg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-696x928.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1.jpeg 960w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação/Instituto Pactuá </figcaption></figure>



<p>“O Mover achou tão relevante, que eles investiram e estão reproduzindo o mesmo curso, na mesma instituição, com os mesmos professores. E eles vão fazer outra vez com 150 pessoas, cinco turmas de diferentes empresas, que são as empresas signatárias do Mover”, concluiu com o anúncio da grande novidade.</p>



<p><em>Este conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Instituto Pactuá.</em></p>
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		<title>Mundo Negro se une ao TikTok em reconhecimento à ancestralidade negra na alimentação sustentável</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mundo-negro-se-une-ao-tiktok-em-reconhecimento-a-ancestralidade-negra-na-alimentacao-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 20:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[alimentaçao saudável]]></category>
		<category><![CDATA[chefs negros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil foi escolhido pelo TikTok para inaugurar a campanha global #IngredientePrincipal e a escolha diz muito sobre a rela&#231;&#227;o dos brasileiros com a comida. Com um investimento de R$ 2,7 milh&#245;es, o projeto une tecnologia, educa&#231;&#227;o e impacto social para democratizar o acesso &#224; informa&#231;&#227;o sobre alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel, dentro e fora das comunidades. E [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil foi escolhido pelo TikTok para inaugurar a campanha global <strong>#IngredientePrincipal</strong> e a escolha diz muito sobre a relação dos brasileiros com a comida. Com um investimento de R$ 2,7 milhões, o projeto une tecnologia, educação e impacto social para democratizar o acesso à informação sobre alimentação saudável, dentro e fora das comunidades. E vai muito além do digital: em parceria com a <strong>Ação da Cidadania</strong>, o TikTok prevê a inauguração em 2026 de um hub físico em São Paulo, com cozinha solidária, escola de gastronomia, banco de alimentos e um eixo de criação de conteúdo integrado ao espaço, onde empreendedores poderão ampliar o alcance do seu trabalho e gerar mais inclusão econômica.</p>



<p>Para Handemba Mutana Diretor de Responsabilidade Social da plataforma, o TikTok é mais do que entretenimento. &#8220;A comunidade do TikTok é extremamente engajada e já demonstrou seu impacto no mundo real em outros momentos, como no grande fenômeno mundial BookTok, que faz livros se tornarem bestsellers. Ao fundir o poder do engajamento digital com ações sociais concretas, transformamos o online em algo tangível, que irá se refletir em refeições servidas, educação prática e oportunidades geradas&#8221;, afirma. Segundo ele, hashtags como #Comida, #Gastronomia e #Alimentação já somam mais de 10 milhões de publicações no TikTok, o que torna o Brasil um terreno natural para dar o start dessa conversa global.</p>



<p>É nesse contexto que o <strong>Mundo Negro</strong>, com o suporte do <strong>Guia Black Chefs</strong>, entra como parceiro estratégico da campanha, produzindo uma série exclusiva de vídeos com profissionais negros que são referência na gastronomia e nutrição brasileira. &#8220;Colocar criadores negros como protagonistas nessa conversa é um reconhecimento da riqueza e profundidade de suas tradições culinárias e da influência direta disso na culinária brasileira contemporânea&#8221;, reforça Handemba.</p>



<p>&#8220;Pessoas negras têm voz, repertório e conhecimento. Esta não é a nossa primeira parceria com o TikTok, mas é a que mais irá amplificar nosso talento e excelência na gastronomia e nutrição para um grande número de pessoas. Serão ao todo 200 conteúdos assinados pela curadoria do Mundo Negro&#8221;, afirma Silvia Nascimento (@silvia_nascimentoo), CEO e Head de Conteúdo do Mundo Negro.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7609055934026927368" data-video-id="7609055934026927368" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>O <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> é a história que cada corpo carrega. Essa é a dica do nutricionista baiano Rafa Bastos (@Rafa Bastos Nutri ). Para ele, antes de falar sobre dieta ou hábitos alimentares, a gente precisa entender quem a gente é.</p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7609056101846502161?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
</div></figure>



<p>A série tem início em 20 de fevereiro e reúne nomes como o chef e assistente social <strong>Edson Leite</strong>, fundador da Gastronomia Periférica e premiado internacionalmente; a cozinheira ancestral <strong>Iyá Sônia Oliveira</strong>, idealizadora do Yeyê Bistrô e premiada na PowerList 2025 do Mundo Negro; o nutricionista <strong>Saulo Gonçalves</strong>, o Saulo Nutri, conhecido por desmistificar a alimentação saudável com humor e consciência; a chef baiana <strong>Manuela Gomes</strong>, a Chef Mannu Bombom, referência na culinária afro-baiana; o afrochef <strong>Ronaldo Assis</strong>, da Larô Gastronomia Afro-Diaspórica; a pesquisadora e nutricionista <strong>Bruna Crioula</strong>, especialista em alimentação numa afroperspectiva; a chef cearense <strong>Marina Araújo</strong>, vencedora do Que Seja Doce; o confeiteiro <strong>Allan Mamede</strong>, também campeão do Que Seja Doce; a cozinheira <strong>Solange Borges</strong>, criadora do Culinária de Terreiro; o chef <strong>Lucas Amancio</strong>, do projeto Maniva; o chef pernambucano <strong>Bruno</strong>, o Preto na Cozinha; o gastrólogo quilombola <strong>Joélho Caetano</strong>, da Sorvete Caetanos; o nutricionista <strong>Rafa Bastos</strong>; a chef <strong>Bianca Oliveira</strong>, da Casa do Dendê; a matrigestora <strong>Mestra Kelma Zenaide</strong>, da Kitutu Gastronomia Afro-brasileira; e o cozinheiro <strong>Gerson Fernandes</strong>.</p>



<p>Acompanhe a série completa no perfil do Mundo Negro no TikTok (@sitemundonegro) e no Guia Black Chefs (@guiablackchefs).</p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient</p>
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		<title>Gastronomia ancestral e o protagonismo das mulheres negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/gastronomia-ancestral-e-o-protagonismo-das-mulheres-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 15:27:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Chef Mannu Bombom A gastronomia ancestral de heran&#231;a africana ocupa um lugar central na forma&#231;&#227;o cultural, social e econ&#244;mica do Brasil. Mais do que um conjunto de receitas, ela representa um sistema de saberes constru&#237;do ao longo do tempo, transmitido de gera&#231;&#227;o em gera&#231;&#227;o, principalmente por mulheres negras. Esses conhecimentos, muitas vezes aprendidos fora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por: Chef Mannu Bombom</em></p>



<p>A gastronomia ancestral de herança africana ocupa um lugar central na formação cultural, social e econômica do Brasil. Mais do que um conjunto de receitas, ela representa um sistema de saberes construído ao longo do tempo, transmitido de geração em geração, principalmente por mulheres negras. Esses conhecimentos, muitas vezes aprendidos fora dos espaços formais de ensino, moldaram práticas alimentares, identidades e trajetórias profissionais que seguem influenciando o presente.</p>



<p>Ao analisar a culinária brasileira, é possível reconhecer com clareza a presença desses saberes ancestrais. O uso de ingredientes como azeite de dendê, coco, feijões, raízes, folhas e especiarias, assim como o respeito ao tempo de preparo e à coletividade, revela uma herança africana profundamente enraizada. Esses elementos não apenas estruturaram a cozinha nacional, mas também formaram modos de cozinhar que carregam memória, espiritualidade e pertencimento.</p>



<p>A transmissão desses conhecimentos sempre esteve fortemente ligada às mulheres. Mães, avós e outras referências femininas foram responsáveis por ensinar não apenas técnicas culinárias, mas também valores associados ao alimento, como cuidado, partilha, resistência e respeito à ancestralidade. Esse aprendizado, muitas vezes invisibilizado e desvalorizado, foi essencial para a formação de inúmeras cozinheiras e profissionais da gastronomia, que hoje reconhecem nesses saberes a base de sua atuação.</p>



<p>Na minha trajetória, assim como na de muitas mulheres ao meu redor, esses ensinamentos ancestrais foram determinantes para a construção do olhar, do paladar e da forma de compreender a cozinha. Aprender observando, repetindo gestos e respeitando os ensinamentos transmitidos ao longo do tempo foi o que possibilitou tornar-me a cozinheira que sou hoje. Esse mesmo processo formou outras mulheres próximas, criando um ciclo contínuo de aprendizado, troca e fortalecimento coletivo.</p>



<p>Esses saberes não permanecem restritos ao passado ou ao ambiente doméstico. Na contemporaneidade, eles se transformaram em ferramentas concretas de geração de trabalho, renda e autonomia. Muitas mulheres negras passaram a transformar o conhecimento herdado em empreendimentos gastronômicos, atuando em feiras populares, eventos culturais, restaurantes, serviços de alimentação e produções artesanais. A culinária ancestral, nesse contexto, deixa de ser apenas herança cultural e passa a ser também estratégia de sobrevivência e desenvolvimento econômico.</p>



<p>O empreendedorismo feminino negro na gastronomia tem impacto direto na economia local. Esses negócios movimentam cadeias produtivas que envolvem agricultores familiares, pescadores, feirantes e pequenos produtores, fortalecendo territórios historicamente marginalizados. Ao empreender a partir de saberes ancestrais, essas mulheres acessam o mercado com identidade, autenticidade e valor cultural agregado, ressignificando o lugar da cozinha como espaço de conhecimento, inovação e poder econômico.</p>



<p>Outro aspecto relevante é o reconhecimento social dessas mulheres como detentoras de saberes legítimos. Ao ocuparem espaços de visibilidade e liderança, cozinheiras negras rompem com a lógica histórica que relegava seus conhecimentos à informalidade ou ao ambiente doméstico. A gastronomia passa a ser compreendida como campo técnico, cultural e político, capaz de gerar transformação social e fortalecer identidades.</p>



<p>A influência desses saberes também dialoga com demandas contemporâneas, como a valorização da cultura alimentar local, a busca por alimentação mais consciente e o interesse por narrativas de origem. Nesse cenário, a gastronomia ancestral ganha destaque como prática viva, que conecta passado e presente, tradição e inovação. Mulheres negras assumem, nesse processo, o papel de protagonistas, transmissoras de conhecimento e agentes de mudança.</p>



<p>É importante reconhecer que esses saberes ancestrais também influenciam a forma como muitas mulheres negras se posicionam no mundo do trabalho. A experiência acumulada na cozinha, aliada à memória afetiva e cultural, fortalece a autoconfiança e amplia a percepção de valor sobre o próprio conhecimento. Ao compreender que aquilo que foi aprendido de forma oral e prática possui legitimidade histórica e técnica, essas mulheres passam a se reconhecer como profissionais, empreendedoras e formadoras de opinião.</p>



<p>Além disso, a gastronomia ancestral cria redes de apoio e pertencimento entre mulheres. O compartilhamento de saberes, receitas e experiências constrói ambientes de troca que fortalecem trajetórias coletivas. Muitas histórias profissionais não se desenvolvem de forma isolada, mas a partir da inspiração mútua, do incentivo e da observação entre mulheres que compartilham vivências semelhantes. Esse movimento garante a continuidade da tradição e amplia o impacto social e econômico da culinária de matriz africana.</p>



<p>Apesar dos avanços, mulheres negras empreendedoras da gastronomia ainda enfrentam desafios estruturais, como acesso limitado a crédito, formalização, infraestrutura e políticas públicas específicas. No entanto, iniciativas de apoio ao empreendedorismo negro, redes colaborativas e programas de valorização da cultura alimentar têm ampliado possibilidades, reconhecendo esses saberes como ativos estratégicos para o desenvolvimento econômico e cultural.</p>



<p>Dessa forma, a gastronomia ancestral de herança africana revela-se não apenas como patrimônio cultural, mas como força viva que molda trajetórias, forma profissionais e gera impacto social. Ao analisar esse percurso a partir da vivência pessoal e da observação de outras mulheres, torna-se evidente que esses saberes continuam sendo fundamentais para a construção de autonomia, identidade e futuro para mulheres negras na gastronomia brasileira.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><em>Texto: <strong>Chef Mannu Bombom </strong>&#8211; soteropolitana, 40 anos, cozinheira baiana e referência na valorização da culinária afro-baiana. Sua trajetória na cozinha começou ainda na infância, a partir dos saberes transmitidos pelas mulheres de sua família, onde aprendeu que cozinhar é um ato de memória, afeto e resistência. Possui formação em Gastronomia pelo Instituto Gastronômico das Américas (IGA) e segue em formação pelo Centro Universitário Cruzeiro do Sul.</em></p>



<p><em>Reconhecida por sua cozinha autoral, é criadora da coxinha de vatapá, prato premiado pelo programa Panela de Bairro, da TV Bahia, em 2025. Suas receitas refletem a fusão entre criatividade, influências familiares e as descobertas adquiridas em viagens, bares e restaurantes, sempre exaltando os sabores da culinária afro-baiana.</em></p>



<p><em>Há cerca de cinco meses, inaugurou o restaurante Sabores do Recôncavo, na tradicional Feira de São Joaquim, em Salvador, onde oferece a famosa coxinha de vatapá e outras delícias que celebram a cultura alimentar da Bahia. Além do restaurante, atua com buffet e eventos, utilizando a gastronomia como instrumento de valorização cultural e fortalecimento do empreendedorismo negro.</em></p>



<p>*Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Feira Preta</p>
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		<title>Nobreza Globeleza: o encontro das mulheres que viraram referência do Carnaval na televisão</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/nobreza-globeleza-o-encontro-das-mulheres-que-viraram-referencia-do-carnaval-na-televisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Carnaval brasileiro &#233;, em sua g&#234;nese, uma tecnologia de liberdade e um prolongamento dos terreiros para o asfalto. Muito antes de ganhar as telas, ele foi gestado no sil&#234;ncio dos Aba&#231;&#225;s e na resist&#234;ncia dos corpos negros que se recusavam &#224; invisibilidade. &#201; uma celebra&#231;&#227;o que herda e reencena a cosmogonia dos Orix&#225;s: a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Carnaval brasileiro é, em sua gênese, uma tecnologia de liberdade e um prolongamento dos terreiros para o asfalto. Muito antes de ganhar as telas, ele foi gestado no silêncio dos Abaçás e na resistência dos corpos negros que se recusavam à invisibilidade. É uma celebração que herda e reencena a cosmogonia dos Orixás: a dança é o Alujá de Xangô, a beleza é o Abebé de Oxum que reflete a dignidade reconquistada, e a força é o Iruquerê de Oxóssi que garante a propagação da nossa cultura.</p>



<p>A avenida, nesse sentido, é o Xirê em escala monumental. O samba é a orquestração do Ogã, onde o rufar dos tambores, o atabaque que se fez bateria, convoca a ancestralidade para o tempo presente. É dentro dessa liturgia de tambor e suor que a figura da Globeleza se insere. Ela não é meramente uma personagem da cultura de massas, mas uma entidade estética que ocupou, por décadas, o lugar de anúncio visual de um &#8220;estado de espírito&#8221; nacional.</p>



<p>A história é viva, e como todo organismo vivo, ela exige que as narrativas amadureçam. A TV Globo entendeu que o olhar sobre a mulher negra na mídia precisava mudar de tom: sair do espetáculo visual para o reconhecimento do legado. O projeto <strong>&#8220;Nobreza Globeleza&#8221;</strong> é o desdobramento natural desse processo de escuta. É o momento em que a imagem ganha voz, corpo e ancestralidade, transformando a campanha em um marco de memória e continuidade cultural. Em um diálogo com o portal Mundo Negro, ficou nítido que, para essas mulheres, o corpo nunca foi apenas imagem, mas um território de afirmação política.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95236" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95236" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0756-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
</figure>



<p>Em um diálogo com o portal Mundo Negro, ficou nítido que, para essas mulheres, o corpo nunca foi apenas imagem, mas um território de afirmação política.&nbsp;</p>



<p>Falar de <strong>Valéria Valenssa</strong> é falar de um Brasil que aprendia a se olhar. Ela foi a pioneira que, com um sorriso, rompeu o silêncio de uma tela que raramente celebrava a pele negra com tamanha majestade. Ao revisitar sua história, Valéria transborda uma emoção profunda ao abraçar a jovem que, aos 18 anos, colocou o corpo à disposição de um país inteiro, consciente de que <strong>&#8220;quando eu gravava, eu sabia justamente que tinha milhões de pessoas do outro lado da câmera. Então o meu olhar, o meu sorriso&#8230; tinha todo esse histórico de identidade e ancestralidade&#8221;</strong>. Para ela, aquela Valéria jovem teve a coragem necessária para ocupar um lugar de fala que hoje representa todas as meninas que ela vê.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95238" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95238" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0618-1-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>
</figure>



<p><strong>Aline Prado</strong> trouxe ao posto uma doçura magnética no olho do furacão de um Brasil que começava a questionar as formas de representação. Sua força vinha da preservação da criança que via o Carnaval como casa, escolhendo proteger a alegria como sua maior ferramenta de resistência. Aline recorda com saudade da <strong>&#8220;inocência com que eu sempre encarei o Carnaval&#8230; era uma parte comum da minha vida&#8221;</strong>, admitindo que, por causa dessa pureza, inicialmente não enxergava as problemáticas da hipersexualização, pois <strong>&#8220;a personagem que eu criei, a minha Globeleza, era a alegria do Carnaval chegando&#8221;</strong> — uma pauta que hoje ela amadurece com amor e afeto.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95239" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95239" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0805-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
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<p><strong>Nayara Justino </strong>é o brilho da noite carnavalesca. Sua eleição foi um grito de vanguarda que forçou o país a encarar a potência de sua imagem. Há uma força quase visceral em sua trajetória; Nayara sentiu os desafios de ser um marco estético e político. Hoje, com a autoridade de quem venceu barreiras invisíveis, ela deixa um recado que é puro fôlego para as meninas que o mundo tenta silenciar:<strong> &#8220;O que eu digo para as meninas pretas é que não desistam. Sei o quanto é difícil em todas as áreas pra gente&#8230; pra mulher preta é muito difícil, mas para nós é muito mais difícil. Então, pode parecer clichê, mas é verdade: não desistam, se esforcem o dobro. [&#8230;] Não deixem de sonhar nunca&#8221;.</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95241" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95241" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0949-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
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<p><strong>Érika Moura</strong> é a síntese da mulher contemporânea que pisa firme. Vinda do chão sagrado da escola de samba, trouxe para a tela o suor e a técnica de quem entende que a nobreza não é um presente, mas uma conquista diária. Ao despir-se do glamour, Érika revela a vulnerabilidade e o esforço monumental por trás do brilho, provando que seu sorriso é um gesto de bravura: <strong>&#8220;O pessoal vê todo o glamour, né? Mas não vê as horas de gravação&#8230; a gente ali fica ansiosa, nervosa, pensando que tem que entregar o melhor. No samba a gente chora, a gente briga, mas a gente esconde: sorri, entrega o carisma, o carão. O sorriso entrega a força mesmo no samba&#8221;</strong>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95240" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95240" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-1536x2048.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/26_01_09_GLOBELEZA0853-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Pedro Napolinário</figcaption></figure>
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<p>A força desse encontro revela que a Globeleza nunca foi uma imagem estática, mas um território de poder ocupado por mulheres que fizeram de sua presença uma afirmação cultural. O &#8220;estado de espírito&#8221; que hoje celebramos não é uma abstração; ele pulsa na memória e no afeto de quem sustentou a majestade negra diante de um país inteiro.</p>



<p>Ao olharmos para a trajetória de cada uma delas, a gente entende que cada sorriso ali na frente das câmeras foi, na verdade, um gesto de generosidade e um jeito de dizer &#8220;eu estou aqui&#8221;. Este é um tributo à ancestralidade que caminha e à alma de mulheres que não apenas deram vida a um ícone, mas que fundaram a nossa identidade afetiva, provando que a verdadeira nobreza do Carnaval nasce do respeito profundo a quem abriu os caminhos e nos ensinou a sonhar.</p>



<p>Tudo isso ganha um sentido ainda mais profundo quando a gente olha para quem está no comando desse movimento. <strong>Samantha Almeida</strong>, diretora de marketing da Globo, traz para o projeto não apenas a liderança, mas a própria pele e a memória de quem cresceu assistindo a essas mulheres. Para ela, o &#8220;Nobreza Globeleza&#8221; não é sobre diversidade como pauta, mas sobre a verdade de quem sabe que essas trajetórias fundaram a nossa autoestima.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="668" height="668" data-id="95243" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida.webp" alt="" class="wp-image-95243" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida.webp 668w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida-300x300.webp 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida-150x150.webp 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/Samantha-Almeida-420x420.webp 420w" sizes="(max-width: 668px) 100vw, 668px" /></figure>
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<p>É um reconhecimento que vem do coração e que Samantha resume com a força de quem se enxerga em cada uma delas:</p>



<p>&#8220;Para muitas mulheres, especialmente mulheres negras como eu, elas foram referência de beleza, orgulho e pertencimento em um tempo em que diversidade ainda não era pauta. Hoje, elas fazem parte dessa roda de bambas, dessa memória afetiva coletiva, sendo homenageadas não como passado, mas como símbolos vivos da nossa história cultural. Nesta campanha, existe um reconhecimento muito genuíno com o público, porque eu não me sinto falando com ele, eu me sinto sendo esse público.&#8221;</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/nobreza-globeleza-o-encontro-das-mulheres-que-viraram-referencia-do-carnaval-na-televisao/">Nobreza Globeleza: o encontro das mulheres que viraram referência do Carnaval na televisão</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>“O conceito do que é talento é uma construção colonial”: Executiva Flávia Porto dá dicas para desenvolvimento profissional de pessoas negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-conceito-do-que-e-talento-e-uma-construcao-colonial-executiva-flavia-porto-da-dicas-para-desenvolvimento-profissional-de-pessoas-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 10:55:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[instituto pactuá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conselheira e cofundadora do Instituto Pactu&#225;, Fl&#225;via Porto conduziu workshop que trouxe reflex&#245;es sobre lideran&#231;a estrat&#233;gica, ancestralidade, neg&#243;cios e tecnologia. &#8220;A sorte encontra os preparados.&#8221; Essa &#233; uma das principais reflex&#245;es levantadas por Fl&#225;via Porto, executiva de RH, ao conduzir recentemente o workshop &#8220;Licen&#231;a para Decolar&#8221;, promovido pelo&#160;Instituto Pactu&#225;. A atividade integrou a programa&#231;&#227;o do [&#8230;]</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><em>Conselheira e cofundadora do Instituto Pactuá, Flávia Porto conduziu workshop que trouxe reflexões sobre liderança estratégica, ancestralidade, negócios e tecnologia.</em></h3>



<p>“A sorte encontra os preparados.” Essa é uma das principais reflexões levantadas por Flávia Porto, executiva de RH, ao conduzir recentemente o workshop “Licença para Decolar”, promovido pelo&nbsp;<strong>Instituto Pactuá</strong>. A atividade integrou a programação do Programa de Desenvolvimento de Lideranças Negras (PDLN), realizado em parceria com a Saint Paul Exame, e reuniu diversos participantes para formação.</p>



<p>O workshop trouxe reflexões sobre liderança estratégica, ancestralidade, negócios e tecnologia. Segundo a executiva, a ancestralidade ocupa um papel central no desenvolvimento profissional de pessoas negras. “Na grande maioria das vezes, o conceito do que é talento é uma construção colonial, fazendo com que as pessoas negras, cuja trajetória ancestral é diferente, não sejam reconhecidas como tal. Com isso, o autoconhecimento, combinado com autorregulação e estratégia, é chave para a aceleração e o crescimento na vida profissional”, afirma Flávia, que também é conselheira e cofundadora do Instituto Pactuá, em entrevista ao Mundo Negro.</p>



<p>Flávia tem vasta experiência como executiva de RH e empreendedora, com carreira construída no Brasil e no exterior, e já atuou em grandes empresas como Dell, Reckitt e Yara Brasil.</p>



<p>Durante o encontro realizado on-line, Flávia propôs que profissionais passem a gerir suas trajetórias como organizações gerem seus negócios, com planos de ação contínuos. “Conhecer nossa missão pessoal, nossa visão e nossos valores conduz a estratégia de avanço, fazer análise das nossas fraquezas, riscos e oportunidades, construindo networking e planos de ação com constante atualização e monitoramento, que chamo de plano de desenvolvimento individual”, diz. A tecnologia, nesse processo, aparece como aliada, seja por meio de plataformas de networking ou do uso de inteligência artificial para simular cenários de carreira.</p>



<p>Outro ponto central do encontro foi abordar o equilíbrio entre performance e comunicação. “Digo que não basta termos ambição, temos que cuidar da reputação profissional, que se faz com histórico de performance e boa conduta. No entanto, apenas performar bem não é o suficiente: temos que dar visibilidade à nossa performance, não apenas ao que entregamos, mas a como entregamos”, explica.</p>



<p>“Precisamos dar visibilidade às pessoas que precisam saber das suas ambições — indo além das conversas protocolares de carreira que as empresas oferecem. Dar visibilidade às lideranças, pares, pares da sua liderança e outros parceiros de trabalho faz com que mais pessoas se tornem nossas ‘defensoras’ ou influenciadoras do nosso nome em oportunidades que possam surgir”, completa. Flávia lembra ainda que muitas vagas estratégicas não são divulgadas publicamente, o que torna as redes de relacionamento ainda mais decisivas.</p>



<p>Questionada sobre como os profissionais negros podem comunicar suas ambições de forma assertiva em ambientes corporativos que ainda são marcados por desigualdades raciais, a executiva chama atenção para a necessidade de equilíbrio.</p>



<p>“Muitas vezes, pessoas negras, quando altivas, são lidas como arrogantes. Conscientes disso, precisamos ser um pouco mais cuidadosos, sabendo que quem decide por nós tem lentes diferentes, nem sempre apreciativas, mas de altíssima exigência, visto que não somos naturalmente idealizados nos espaços de poder e decisão, mas de servidão e colaboração. Falar de forma objetiva, com uma conversa estruturada, compartilhando seu plano de desenvolvimento, trazendo histórias e feitos relevantes para sua trajetória é um bom começo”, afirma.</p>



<p>Para encerrar, como parte dos conselhos para o desenvolvimento de líderes negros, Flávia destacou a importância de assumir o protagonismo da própria trajetória. “Conhecer ocupantes de posições de seu interesse, navegar no território desejado, levar o plano de desenvolvimento individual tão a sério quanto levamos nossas responsabilidades profissionais, não esperando as oportunidades baterem à sua porta. A sorte encontra os preparados, e cuidar intencionalmente da carreira também dá trabalho — mas os resultados são relevantes.”</p>



<p><em>Este conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Instituto Pactuá.</em></p>



<p><a href="https://substack.com/@sitemundonegro"></a><a href="https://substack.com/@halitanerocha1"></a></p>
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		<title>Sustentabilidade cultural como resistência: a gastronomia paraense em diálogo com o território carioca</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/sustentabilidade-cultural-como-resistencia-a-gastronomia-paraense-em-dialogo-com-o-territorio-carioca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 20:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[feira preta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Adriana Veloso Falar de gastronomia amaz&#244;nica &#233;, necessariamente, falar de sustentabilidade cultural. No Par&#225;, a comida &#233; um sistema vivo de transmiss&#227;o de saberes, organiza&#231;&#227;o social e resist&#234;ncia hist&#243;rica dos povos afro-ind&#237;genas que moldaram a regi&#227;o. Ao trazer a cozinha paraense para o Rio de Janeiro, compreendi que esse movimento n&#227;o se tratava apenas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por Adriana Veloso</em></p>



<p>Falar de gastronomia amazônica é, necessariamente, falar de sustentabilidade cultural. No Pará, a comida é um sistema vivo de transmissão de saberes, organização social e resistência histórica dos povos afro-indígenas que moldaram a região. Ao trazer a cozinha paraense para o Rio de Janeiro, compreendi que esse movimento não se tratava apenas de deslocamento geográfico, mas de um encontro cultural, no qual a alimentação se torna linguagem, mediação e afirmação identitária.</p>



<p>Quando deixei Belém e cheguei ao Rio, trouxe comigo técnicas, ingredientes e memórias, mas, sobretudo, uma responsabilidade: apresentar a cultura paraense de forma íntegra, respeitando suas origens e dialogando com um novo território. O Pará concentra uma das maiores biodiversidades alimentares do país, com uma cultura culinária fortemente baseada na pesca artesanal, no extrativismo vegetal e em práticas transmitidas oralmente entre gerações. Ingredientes como pirarucu, tambaqui, tucupi, maniva e farinhas artesanais são expressões diretas dessa relação profunda entre alimento, território e cultura.</p>



<p>Ao se instalar em solo carioca, essa gastronomia passa a dialogar com outras referências culturais, ritmos urbanos e hábitos alimentares distintos. Esse encontro não pressupõe adaptação que descaracteriza, mas troca. A sustentabilidade cultural, nesse contexto, manifesta-se justamente na capacidade de manter a essência da cozinha paraense enquanto ela se relaciona com novos públicos, novas escutas e novas formas de circulação.</p>



<p>Os pescados na brasa simbolizam esse diálogo. A técnica ancestral, presente nas culturas afro-indígenas amazônicas, encontra no Rio um novo cenário, sem perder seu sentido original. O uso do fogo, o respeito ao tempo do peixe e a valorização do ingrediente em sua forma mais pura reafirmam que tradição e contemporaneidade podem coexistir. Cozinhar peixe na brasa, em território carioca, é afirmar que os saberes tradicionais seguem vivos e atuais.</p>



<p>Ao longo desse percurso, entendi que a gastronomia é uma das ferramentas mais eficazes de introdução cultural. Muitas vezes, antes de ser chef, precisei ser mediadora. Explicar que o açaí, no Pará, é base alimentar e sustento, consumido com peixe e farinha, ou que o tacacá precisa estar quente para cumprir seu papel sensorial e simbólico, faz parte desse processo de aproximação. Quando o público carioca se abre para esses códigos, a comida deixa de ser exótica e passa a ser compreendida como cultura.</p>



<p>A escolha do subúrbio do Rio de Janeiro, no bairro do Riachuelo, como ponto de partida do Pescados na Brasa, reforça essa ideia de encontro. A cultura paraense é coletiva, de rua, de convivência. No contato cotidiano com a vizinhança, criamos um espaço onde a Amazônia se manifesta de forma viva, afetiva e acessível. A chegada a outros territórios da cidade, como o Leblon, amplia esse diálogo e reafirma que a cozinha de raiz, quando sustentada por rigor cultural, ocupa qualquer espaço.</p>



<p>Ao lado do Júnior, meu parceiro de vida e de trabalho, definimos o Pescados na Brasa como uma Embaixada Afetiva. Nosso compromisso com a sustentabilidade cultural está em garantir que os ingredientes cheguem à mesa com sua história preservada, respeitando os ciclos naturais, a pesca artesanal e os modos tradicionais de preparo. Resistir, nesse caso, é não ceder à simplificação ou à descaracterização de uma cultura complexa.</p>



<p>A cultura alimentar paraense é reconhecida como uma das mais ricas do Brasil não apenas pela diversidade de ingredientes, mas pela forma como articula memória, território e identidade. Quando esse repertório encontra o Rio de Janeiro, cria-se um espaço de aprendizado mútuo, onde a gastronomia cumpre seu papel social e educativo.</p>



<p>Mais do que um restaurante, o Pescados na Brasa é um território de encontro. Um espaço onde a cozinha paraense se afirma como resistência cultural e, ao mesmo tempo, se coloca em diálogo com a cidade, mostrando que alimentar também é criar pontes, fortalecer identidades e preservar saberes.<br><br>Texto: <strong>Adriana Veloso</strong> &#8211; O tempero dos peixes é dele e as receitas da cozinha são dela. Adriana Veloso e José Maria (Júnior) saíram do Pará e vieram para o Rio de Janeiro há 12 anos: ele, restaurador de artes barrocas, veio antes a trabalho, e ela veio acompanhar o marido, trabalhando como balconista em uma drogaria. Os peixes que o Júnior levava para os churrascos de amigos – já que Adriana não come carne vermelha nem frango, apenas frutos do mar – eram os mais cobiçados. O sucesso era tanto, que incentivado por eles, começaram a fazer peixes na brasa, além dos acompanhamentos, para vender num estacionamento da Av. 24 de Maio, no Riachuelo, em agosto de 2019. Era apenas para &#8220;pegar e levar&#8221;, mas em poucos meses os clientes paravam para beber e papear enquanto esperavam a comida, fazendo dali um “point”. Foi assim que eles saíram em busca de uma casa para expandir o negócio, no mesmo bairro. Nasceu o Pescados na Brasa, em novembro de 2019, um bar com peixes do norte assados e comidas típicas.  O que era um complemento de renda acabou virando um restaurante, sonho da Adriana há muitos anos – ter uma &#8220;peixaria&#8221;, que é como se chamam os restaurantes de peixe em Belém –, ainda na sua terra, onde trabalhou por muito tempo como garçonete, caixa e gerente de restaurantes. Negócio em família&#8230; Além do casal, Gabrielly Veloso, a filha, é o braço direito deles na operação da casa. E quem manda os insumos nortistas de lá pra cá? Os sogros!<br><br>*Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Feira Preta</p>
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