Mundo Negro

Despedida de Neymar da seleção repercute na imprensa internacional

Foto: REUTERS/Mike Segar

Neymar anuncia saída da Seleção após eliminação do Brasil na Copa. Veja como A Bola, AS e Marca repercutiram a despedida do camisa 10 na imprensa internacional.

O anúncio de Neymar de que não voltará a defender a seleção brasileira ganhou espaço na imprensa internacional poucas horas depois da eliminação do Brasil para a Noruega, nesta segunda-feira (6), nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Jornais de Portugal e Espanha noticiaram a despedida do camisa 10 com abordagens distintas, ainda que convergindo num mesmo ponto, o encerramento de uma trajetória que nunca resultou em título mundial.

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O jornal português A Bola estampou a palavra “Acabou” na manchete e reproduziu a fala do próprio Neymar após a partida, que resumiu o fim do ciclo com a seleção em poucas palavras. “Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”, disse o atacante, em coletiva após a eliminação. A publicação também lembrou que Neymar encerra a passagem pela seleção como maior artilheiro da história do Brasil, com 80 gols em 130 partidas disputadas pela amarelinha.

Já o espanhol AS escolheu enquadrar a notícia por outro ângulo. Sob o título “A maldição de Neymar: quatro Mundiais sem conquistar a coroa”, o diário apontou a ausência do título mundial como a principal lacuna na carreira do jogador, que disputou quatro edições da Copa sem levantar a taça. O texto também mencionou a participação limitada de Neymar nesta edição do torneio, resultado de uma lesão sofrida ao longo da competição, e questionou a decisão do técnico Carlo Ancelotti de mantê-lo convocado mesmo diante de outros atacantes em melhor fase.

O Marca, também da Espanha, resumiu o desfecho como uma “despedida amarga”, recorrendo à própria fala do jogador para descrever o clima após a eliminação. Para o jornal, a derrota para a Noruega fechou de forma melancólica uma passagem marcada pelo talento individual, mas sem o hexacampeonato que a torcida brasileira buscava havia mais de duas décadas.

Apesar dos enfoques diferentes, adotados conforme a linha editorial de cada veículo, os três jornais chegam à mesma conclusão sobre o momento, o fim de uma das passagens mais discutidas da história recente da seleção brasileira, sem o título que acompanhou Neymar ao longo de toda a carreira na Copa do Mundo. A saída do camisa 10 ocorre no mesmo dia em que o Brasil deixou o torneio, e deve reabrir a discussão sobre quem assume a referência ofensiva da seleção nas próximas convocações, incluindo as eliminatórias para a Copa de 2030.

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