Encontro acontece em 17 de setembro, na Casa de Maria, na Região Portuária, e amplia a rede de conexões profissionais e oportunidades entre mulheres negras.
A Ciranda Preta – Protagonismo Feminino chega ao Rio de Janeiro em 17 de setembro para sua primeira edição na cidade. Criado em Salvador por Danielle Pires e Najara Black, o movimento realiza o encontro na Casa de Maria, na Região Portuária carioca, dando continuidade à expansão nacional iniciada neste ano.
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A iniciativa promove encontros voltados à construção de conexões profissionais, negócios e novas oportunidades entre mulheres negras de diferentes áreas. A proposta é criar um ambiente em que conversas possam se transformar em parcerias, indicações profissionais, clientes, oportunidades de carreira e novos negócios.
A expansão para outras capitais começou em maio, quando a Ciranda realizou sua primeira edição em São Paulo, com vagas esgotadas. Antes disso, o movimento já havia construído uma comunidade em Salvador por meio de encontros mensais. Em abril, a iniciativa reunia profissionais de áreas como comunicação, direito, saúde, bem-estar, economia e eventos, com cerca de 100 participantes por edição.
Para Danielle Pires, cofundadora da Ciranda Preta, a intenção é que os encontros produzam conexões que continuem depois do jantar.
“Queremos que as mulheres saiam da Ciranda não apenas com novos contatos, mas com possibilidades reais de conexão.”
A ideia de transformar relacionamento em oportunidade está no centro da proposta desde a criação do movimento. Em Salvador, a Ciranda já realizou encontros em diferentes espaços e consolidou uma comunidade formada por profissionais, empreendedoras, executivas e lideranças negras. Em julho, o projeto completou um ano de atuação na capital baiana.
Do networking à construção de oportunidades
O projeto aposta na convivência como ponto de partida para relações profissionais mais duradouras. A programação do encontro no Rio será organizada para estimular a troca de experiências e a identificação de possíveis afinidades entre as participantes.
Para Najara Black, também cofundadora da iniciativa, levar a Ciranda para outras cidades significa ampliar as possibilidades de encontro entre mulheres que atuam em diferentes setores.
“Ampliar essa roda significa conectar mulheres que talvez não se encontrassem em outros ambientes.”
A chegada a São Paulo, em maio, foi apresentada pelas fundadoras como o primeiro passo de uma expansão para outras regiões do país. A edição aconteceu no Altar Cozinha Ancestral, restaurante da chef Carmem Virgínia.
Agora, o Rio de Janeiro passa a integrar esse circuito.
Uma roda na Região Portuária do Rio
A escolha da Casa de Maria coloca a primeira edição carioca em uma região marcada pela presença negra na formação histórica e cultural da cidade. O espaço fica na Rua Sacadura Cabral, próximo a referências da Pequena África e do Largo da Prainha.
Recém-inaugurada, a Casa de Maria reúne gastronomia, música, cultura e memória afetiva. Entre as referências que inspiram a identidade do espaço estão Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Maria Quitéria e Maria da Penha.
O restaurante tem entre seus sócios o ator e empresário Douglas Silva e o chef e empresário Pitágoras Leite. A realização da Ciranda no local aproxima duas propostas que encontram na mesa um espaço para convivência: a construção de conexões profissionais e a valorização de histórias, referências e manifestações da cultura brasileira.
O que esperar da primeira Ciranda Preta no RJ
A edição carioca acontece no dia 17 de setembro de 2026, das 19h às 23h, na Casa de Maria. A participação é mediante inscrição, pagamento e envio do comprovante.
Serviço
Ciranda Preta – Protagonismo Feminino | Rio de Janeiro
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 19h às 23h
Local: Casa de Maria — Rua Sacadura Cabral, 55, Região Portuária, Rio de Janeiro/RJ
Investimento: R$ 210
Participação mediante inscrição, pagamento e envio do comprovante pelo perfil @cirandapreta.
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