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	<title>Arquivos Mulheres Negras - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>PowerList Mundo Negro 2026: indicações encerram amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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<p>As indicações para a PowerList Mundo Negro 2026 encerram amanhã, dia 26 de maio, à meia-noite. A premiação, que já soma mais de 3.500 votos e 600 mulheres negras indicadas desde a abertura no dia 12 de maio, chega ao fim da primeira fase com números que mostram o quanto a comunidade negra brasileira abraçou esse movimento. Ainda dá tempo de indicar ou se autoindicar, e cada voto conta.</p>



<p><strong>O que é a PowerList</strong></p>



<p>Em sua 5ª edição, a PowerList Mundo Negro se consolida como a principal premiação dedicada exclusivamente a mulheres negras no Brasil. A cada edição, a premiação homenageia 10 mulheres, uma em cada categoria, escolhidas em duas frentes complementares: cinco por voto popular, em que a comunidade indica e elege as homenageadas, e cinco por curadoria técnica, definidas por um júri especializado convidado pelo Mundo Negro. A cerimônia acontece no dia 31 de julho, dentro do Julho das Pretas Latino-Americanas e Caribenhas, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro, com patrocínio do Grupo L’Oréal, por meio do grupo de afinidade negra AfroSoul, e da TV Globo, que assina a parceria com a novela A Nobreza do Amor.</p>



<p>“Chegamos ao quinto ano do principal evento do Mundo Negro, que tem 27 anos de história. Com L’Oréal e Globo presentes, podemos sonhar ainda mais alto e fazer do Julho das Pretas uma grande celebração”, afirma Silvia Nascimento, CEO e Head de Conteúdo do Mundo Negro.</p>



<p><strong>As categorias</strong></p>



<p>São cinco categorias abertas ao voto popular com indicações encerrando amanhã: Criadora Digital, para mulheres negras que produzem conteúdo autoral e consistente nas plataformas digitais; Empreendedora do Ano, para fundadoras, cofundadoras, sócias ou gestoras à frente de negócios com operação real e impacto comprovado; Profissional da Beleza, para cabeleireiras, trancistas, maquiadoras, manicures e esteticistas negras; Destaque em Gastronomia, para chefs, cozinheiras, quituteiras, confeiteiras, doceiras, padeiras e gestoras de negócios de alimentação; e Profissional da Moda, para estilistas, costureiras, designers, consultoras de imagem, modelistas, bordadeiras e demais profissionais que reinventam estilos e tendências. As outras cinco categorias, definidas por curadoria técnica, são Ciência, Tecnologia e Inovação, Liderança Corporativa, Diversidade e Impacto Social, Cultura, Artes e Entretenimento e Trajetória Transformadora.</p>



<p><strong>A novidade da autoindicação</strong></p>



<p>Pela primeira vez na história da premiação, mulheres negras podem se inscrever diretamente em qualquer uma das categorias de voto popular, em um movimento que reforça o protagonismo e o reconhecimento próprio como atos políticos de afirmação. Quem optar pela autoindicação responde a duas perguntas: uma descrição do trabalho profissional e das conquistas mais impactantes nos últimos 12 a 18 meses, e a justificativa de por que merece estar na PowerList 2026.</p>



<p><strong>Como indicar</strong></p>



<p>O processo é totalmente online e simples. Acesse powerlist.mundonegro.inf.br/votar, selecione a categoria, indique o nome da profissional ou inscreva o seu próprio trabalho, informe seu e-mail e confirme. As indicações encerram amanhã, dia 26 de maio, à meia-noite. Na sequência, a curadoria consolida o Top 5 de cada categoria entre os dias 27 e 29 de maio, a votação final abre no dia 30 de maio e segue até 22 de junho, quando as homenageadas são definidas antes de subirem ao palco no dia 31 de julho.</p>



<p>Indique ou se autoindique até amanhã em: <a target="_blank" rel="noreferrer noopener" href="http://powerlist.mundonegro.inf.br/votar">powerlist.mundonegro.inf.br/votar</a></p>
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		<title>PowerList Mundo Negro 2026: chegou a vez das mulheres negras que transformam a gastronomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 14:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Powerlist]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A PowerList Mundo Negro 2026 abre as indica&#231;&#245;es para a categoria Destaque em Gastronomia at&#233; 26 de maio, e neste ano, pela primeira vez, quem quiser tamb&#233;m pode se autoindicar. A cerim&#244;nia da 5&#170; edi&#231;&#227;o acontece no dia 31 de julho, na sede da L&#8217;Or&#233;al Brasil, no Rio de Janeiro, com patroc&#237;nio do Grupo L&#8217;Or&#233;al [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A PowerList Mundo Negro 2026 abre as indicações para a categoria Destaque em Gastronomia até 26 de maio, e neste ano, pela primeira vez, quem quiser também pode se autoindicar. A cerimônia da 5ª edição acontece no dia 31 de julho, na sede da L&#8217;Oréal Brasil, no Rio de Janeiro, com patrocínio do Grupo L&#8217;Oréal e da TV Globo.</p>



<p><strong>Quem Pode Concorrer</strong></p>



<p>Podem ser indicadas, ou se autoindicar, chefs, cozinheiras, quituteiras, banqueteiras, confeiteiras, doceiras e padeiras negras, além de empreendedoras e gestoras que lideram restaurantes, confeitarias, padarias, cozinhas de produção, marcas de alimentos e serviços de catering, com atuação real e impacto comprovado no Brasil.</p>



<p><strong>O Que Conta na Avaliação</strong></p>



<p>A comunidade vota e define a homenageada, mas a curadoria valida as indicações com base em critérios claros: saberes tradicionais, inovação culinária, impacto cultural, social ou econômico e iniciativas que formam novas profissionais e ampliam o acesso à boa alimentação. Quem se autoindica descreve o próprio trabalho e as conquistas dos últimos 12 a 18 meses, mostrando por que merece estar na PowerList 2026.</p>



<p>Em 2025, Sônia Oliveira Santos foi a homenageada da categoria pelo voto popular, uma trajetória que mostra a força das mulheres negras na cadeia da alimentação no Brasil.</p>



<p>Indique ou se autoindique em: powerlist.mundonegro.inf.br/votar</p>
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		<title>PowerList Mundo Negro 2026: indique a Empreendedora do Ano que move a economia negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 01:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A PowerList Mundo Negro 2026 está com as indicações abertas até 26 de maio para a categoria Empreendedora do Ano, e, pela primeira vez na história da premiação, mulheres negras também podem se autoindicar. A cerimônia, que chega à 5ª edição com patrocínio do Grupo L’Oréal e da TV Globo, acontece no dia 31 de julho, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro.</p>



<p><strong>Quem Pode Concorrer</strong></p>



<p>Podem ser indicadasou se autoindicar, mulheres negras que lideram negócios em qualquer setor, como fundadoras, cofundadoras, sócias ou gestoras à frente de marcas, serviços, plataformas e iniciativas com operação real. No Brasil, mulheres negras representam mais de 24% dos empreendedores individuais do país, segundo o IBGE, mas seguem sub-representadas nos espaços de reconhecimento e visibilidade. A PowerList existe para mudar esse cenário.</p>



<p><strong>O Que Conta na Avaliação</strong></p>



<p>A categoria é por voto popular, o que significa que a comunidade tem papel direto na escolha da homenageada. Quem optar pela autoindicação responde a duas perguntas: uma descrição do trabalho profissional e das conquistas mais impactantes nos últimos 12 a 18 meses, e a justificativa de por que merece estar na PowerList 2026. Crescimento, inovação, geração de renda, inclusão e sustentabilidade são os critérios que orientam o olhar da curadoria na validação das indicações.</p>



<p>Em edições anteriores, a categoria reuniu trajetórias como a de Rosangela Silva, fundadora da Negra Rosa, e de Bárbara Brito, empreendedora e comunicadora, nomes que mostram a amplitude do que a PowerList reconhece como empreendedorismo negro de impacto.</p>



<p>Indique ou se autoindique em: powerlist.mundonegro.inf.br/votar</p>
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		<title>“Que o nosso medo não limite nossos filhos a viver”: Tia Má reflete sobre os desafios da maternidade preta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:37:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atriz, jornalista e escritora, Ma&#237;ra Azevedo, a Tia M&#225;, est&#225; no momento mais produtivo da carreira: em 2025, lan&#231;ou &#8220;A menina que n&#227;o sabia que era bonita&#8221;, seu primeiro livro infantil pela Editora Mal&#234;, mant&#233;m a nova temporada de &#8220;Rensga Hits!&#8221; no Globoplay e fez teste para a novela &#8220;Dona de Mim&#8221;, da TV Globo. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Atriz, jornalista e escritora, Maíra Azevedo, a Tia Má, está no momento mais produtivo da carreira: em 2025, lançou “A menina que não sabia que era bonita”, seu primeiro livro infantil pela Editora Malê, mantém a nova temporada de “Rensga Hits!” no Globoplay e fez teste para a novela “Dona de Mim”, da TV Globo. Em entrevista exclusiva ao Mundo Negro, a baiana de 45 anos falou sobre maternidade, raça e o medo cotidiano de criar dois filhos negros no Brasil.</p>



<p>Com 2 milhões de seguidores no Instagram e passagens por séries como “Nada Suspeitos” (Netflix) e “Toda Família Tem” (Prime Video), Tia Má é hoje uma das vozes mais reconhecidas quando o assunto cruza humor, autoestima e consciência racial.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!tRZ0!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F20f7302f-c777-4584-87dd-d03ecbc2404b_2774x4160.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!tRZ0!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F20f7302f-c777-4584-87dd-d03ecbc2404b_2774x4160.jpeg" alt="" style="aspect-ratio:0.6669789227166276;width:701px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Foto: arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p>Para além dos sets e das telas, ela é mãe de Aladê, 18 anos, e Ayanna, 5, e foi sobre essa maternidade que ela quis falar nesta conversa ao Mundo Negro: sobre as cicatrizes financeiras de criar um filho sozinha aos 26, sobre o medo diário de ver um menino preto retinto enfrentar a rua e sobre a certeza de que esse medo não pode se tornar uma grade para os filhos que ela ama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dois filhos, dinâmicas diferentes</h2>



<p>Aladê e Ayanna têm 13 anos de diferença e, por causa disso, cada um construiu com a mãe um tipo completamente distinto de relação. Aladê, que hoje tem 18 anos, cresceu sendo filho único e companheiro de uma mulher que trabalhava, lutava financeiramente e precisava que ele também fosse parceiro da rotina. Essa proximidade se consolidou numa amizade real, do tipo que atravessa gerações sem cerimônia. “A gente troca receita, a gente troca letra de música”, conta Maíra, descrevendo uma relação que já não tem mais a verticalidade típica entre mãe e filho adolescente. Com Ayanna, de 5 anos, a dinâmica é completamente outra: a filha mais nova chegou quando Maíra já tinha uma carreira consolidada, uma autoestima construída a custo e uma clareza sobre si mesma que a maternidade jovem não permitia. É Ayanna quem, sem saber o peso do que faz, devolve à mãe o que o mundo às vezes tenta tirar. “Ela olha para mim e diz o quanto eu sou linda. Ouvir da minha filha que eu sou linda, que ela quer ser igual a mim quando crescer, faz eu ter a certeza de que estou caminhando no lugar certo”, diz Maíra, acrescentando que esse olhar vai além da vaidade: “É ela olhar para a mãe dela e ter a mãe dela como referência.”</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!KbCe!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff0d26052-644c-4ad9-82cc-572b7dec355b_4160x3120.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!KbCe!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff0d26052-644c-4ad9-82cc-572b7dec355b_4160x3120.jpeg" alt="" style="width:1003px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Foto: arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p>Mas é exatamente esse amor que torna o medo mais pesado. No Brasil, criar filhos negros exige uma vigilância que não tem descanso, e Maíra não tem dificuldade em nomear isso. Aladê é um menino preto retinto que vai crescer enfrentando uma sociedade que historicamente trata corpos como o dele como ameaça, e Maíra carrega essa consciência todos os dias. “Meu filho é um menino preto retinto e eu sei que a rua é um lugar muito hostil para ele. Minha filha é uma menina e qualquer lugar pode ser um lugar ameaçador”, afirma. E define o que sente numa frase que não deixa margem para interpretação: “Ser mãe é viver com medo.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a maternidade ensinou sobre a própria mãe</h2>



<p>Tornar-se mãe mudou também a forma como Maíra enxerga a mulher que a criou. Antes da maternidade, certas reações da mãe pareciam exageradas ou difíceis de entender, o tipo de coisa que filhos jovens tendem a atribuir ao excesso de proteção ou à diferença de geração. Depois que Aladê nasceu, esse julgamento foi se dissolvendo. Maíra passou a reconhecer, na própria experiência, o mesmo desespero que via na mãe e que antes não sabia nomear. “Eu passei a entender melhor o desespero dela em relação a mim em determinadas coisas”, conta. Esse entendimento não eliminou os conflitos, que ela reconhece como naturais em qualquer relação entre gerações diferentes, mas aprofundou a amizade que já existia entre as duas e transformou a mãe numa referência ainda mais consciente. “Eu tento ser uma versão melhorada da minha mãe, mas eu preciso entregar para meu filho e para minha filha o mínimo do que recebi dela, que foi muito carinho, muita atenção, muito afeto.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Soja, telhado caindo e banho de balde: a maternidade dos 26</h2>



<p>Ser mãe aos 26 anos, em Salvador, sem estabilidade financeira e com um filho pequeno para criar, é uma realidade que muitas mulheres negras conhecem bem e que Maíra viveu sem rede de proteção. Naquele período, ela enfrentou desemprego, moradia precária e uma rotina de privações que ela descreve com a mesma franqueza com que fala de tudo. “Eu fiquei numa casa que foi infestada de pombos. Fiquei um momento desempregada que eu comia soja com meu filho porque não tinha dinheiro para comprar nenhuma outra proteína”, conta. O telhado chegou a cair uma vez, e havia períodos em que a falta de água forçava soluções improvisadas que ela e Aladê aprenderam a transformar em memória boa: o banho de balde virou brincadeira, e é uma história que os dois ainda contam hoje dando risada. “Meu filho lembra disso até hoje e a gente consegue falar disso dando risada. Mas era muito tenso”, diz ela, sem romantizar o que foi difícil.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!RG3t!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3f9e3934-c7c9-4ffd-bade-9002dba9fedf_2598x1772.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!RG3t!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3f9e3934-c7c9-4ffd-bade-9002dba9fedf_2598x1772.jpeg" alt="" style="aspect-ratio:1.466277672902008;width:830px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Foto: arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p>Foi dentro desse cenário de escassez que Maíra encontrou em Aladê a força para não desistir. O filho não era só uma responsabilidade, era a razão concreta de seguir em frente quando as condições objetivas não davam motivo para isso. “Aladê foi a bênção que eu recebi da minha ancestralidade para não desistir”, diz. Quando Ayanna nasceu, em 2020, no auge da pandemia, o contexto era radicalmente diferente: Maíra tinha 40 anos, uma carreira estabelecida, bursite e uma casa própria esperando pela filha. A instabilidade financeira que marcou a criação de Aladê não existia mais, mas o corpo também não era o mesmo. “Minha filha nasceu com uma casa boa. Então isso para mim mudou muito”, afirma, antes de reconhecer o outro lado da equação: “Já não é mais o mesmo corpo, já não é a mesma vitalidade.” É por isso que ela costura as histórias dos dois com uma frase que diz repetir para eles: “Eles nasceram da mesma barriga, mas eles têm duas mães diferentes. Porque a mãe de Aladê era uma mulher jovem; a mãe de Ayanna é uma senhora na menopausa.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Filhos e redes sociais: diálogo com um, proteção total com a outra</h2>



<p>As redes sociais ocupam um lugar ambíguo na vida de Maíra: foi pela internet que ela ganhou voz nacional, ultrapassou 2 milhões de seguidores e se tornou referência em pautas de raça e autoestima, mas é também na internet que ela precisa exercer o papel de mãe com mais cuidado e estratégia. Com Aladê, que já tem 18 anos e inevitavelmente acompanha a presença pública da mãe, a abordagem é o diálogo direto e sem protecionismo excessivo. Maíra prepara o filho para o que ele vai encontrar, incluindo os ataques e as tentativas de desqualificação que fazem parte da exposição pública, e deixa claro qual é o único parâmetro que importa. “Você tem que criar a sua imagem sobre mim a partir da nossa relação, do que a gente vive dentro de casa e fora de casa, não nas redes sociais”, diz ao filho. Com Ayanna, que ainda tem 5 anos, a lógica é oposta: a menina aparece pouco nas plataformas e Maíra não abre mão dessa escolha. “Eu tento preservar a minha filha ao máximo”, afirma, e explica sem rodeios o motivo: “As pessoas são cruéis na internet. São cruéis porque tem gente que tem uma vida tão miserável que a única coisa que ela tem é atacar uma outra pessoa.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">As memórias que ela guarda de cada um</h2>



<p>Quando a conversa chega às memórias, Maíra fala dos filhos com o sorriso de quem sabe exatamente onde guardou cada coisa. A lembrança mais forte que tem de Aladê nasceu diretamente da sua própria profissão: jornalista de formação, repórter do Jornal A Tarde na época, ela criou com o filho um ritual chamado Jornal da Família, em que os dois narravam o dia um para o outro como se fossem repórteres de si mesmos. Aladê contava a escola, Maíra contava o trabalho, e o exercício ensinava ao menino, mesmo antes de ele saber escrever direito, que a vida cotidiana tem valor de reportagem. “A gente tinha um jornalzinho que a gente fazia, dando informes de como foi o dia um do outro”, conta. As listas de compras que ele fazia nessa época, com “uva” e “brinquedo” escritos do jeito que sabia, Maíra guarda na memória com afeto. Nos fins de semana, a rotina era de museu, teatro e programas culturais que caberiam no orçamento apertado daquela fase. “Eu e Aladê, a gente todo final de semana ia sempre para museu, a gente ia para o teatro. A gente ia para muito programa cultural que era mais acessível”, lembra.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!X1eG!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F409cfb77-74b3-40e2-913f-7e49c0aae6fc_1772x2598.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!X1eG!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F409cfb77-74b3-40e2-913f-7e49c0aae6fc_1772x2598.jpeg" alt="" style="aspect-ratio:0.6819787280745515;width:547px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Foto: arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p>Com Ayanna, as memórias são do presente e do cotidiano, e têm um significado que vai além do afeto. A filha nasceu em 2020, no auge da pandemia, num momento em que o mundo parou e o medo era o clima dominante, e foi justamente por isso que a gravidez se tornou, para Maíra, uma certeza de que as coisas iam continuar. “Quando eu estava grávida eu sabia que a gente ia conseguir vencer a pandemia só porque eu estava grávida. Eu dizia: ‘Não é possível que eu vou ficar grávida e o mundo vai acabar’”, lembra. Hoje, o que move Maíra é observar a filha brincar de futuro, sempre se posicionando como dona, como líder, como quem manda: dona de loja, de salão, de empresa. Para uma menina negra de 5 anos, esse detalhe não é pequeno, e Maíra sabe disso. “Eu percebo que ela já entende que ela merece estar num lugar de liderança, ela merece estar num lugar de ser respeitada. Isso é muito bacana para mim.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">A mensagem para mães negras</h2>



<p>Ao encerrar a conversa, Maíra quis falar diretamente com outras mães negras, mas fez isso a partir de um lugar que ela mesma ocupa: o de quem também precisa ouvir o próprio recado. O medo de que ela fala ao longo de toda a entrevista, o medo pela segurança de Aladê na rua, pela integridade de Ayanna em qualquer ambiente, é um medo que ela reconhece como paralisante, e é justamente aí que está o perigo. Quando o medo paralisa a mãe, ele também paralisa os filhos, e Maíra tem clareza sobre esse risco. “Várias vezes no meu dia o meu medo às vezes me paralisa e eu vejo que, por estar com medo, eu posso estar impedindo que meus filhos vivam experiências da vida deles que eles têm direito”, admite. O pedido que ela faz a outras mães é, portanto, o mesmo que ela tenta fazer a si mesma todos os dias: “Que o medo que a gente tem não proíba, não limite nossos filhos a viver. Eu sei que é difícil. Mas a gente precisa permitir que eles possam viver, viver livremente, ter as experiências que eles mereçam ter.”</p>



<p>Acompanhe Tia Má no Instagram em @tiamaoficial e encontre o livro “A menina que não sabia que era bonita” pela Editora Malê.</p>



<p>Entrevista: Silvia Nascimento</p>
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		<title>Ela é o assunto! O retorno de Beyoncé ao Met Gala movimentou a noite</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ela-e-o-assunto-o-retorno-de-beyonce-ao-met-gala-movimentou-a-noite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 12:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[MODA & Estilo]]></category>
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<p>Dez anos depois de sua última aparição no Met Gala, Beyoncé retornou ao Metropolitan Museum of Art, em Nova York, na noite desta segunda-feira (4) como se nunca tivesse saído, e como se soubesse exatamente o peso de cada segundo daquele reencontro. A cantora de 44 anos assumiu o posto de coanfitriã da noite ao lado de Nicole Kidman, Venus Williams e Anna Wintour, cruzou o tapete bege pela primeira vez desde 2016 e ainda trouxe consigo o marido Jay-Z e a filha Blue Ivy, de 14 anos, que fez sua estreia oficial no evento mais exclusivo da moda mundial, com autorização especial dos organizadores, já que o baile é restrito a maiores de 18 anos.</p>



<p><strong>O look do tapete</strong></p>



<p>A escolha do visual para a chegada não deixou dúvidas sobre o nível de intenção por trás de cada detalhe. Beyoncé apostou em um vestido nude personalizado assinado por Olivier Rousteing, cravejado com um esqueleto de diamantes na parte frontal, complementado por uma cauda dramática de plumas em degradê que varria o chão a cada passo. Milhares de cristais foram meticulosamente dispostos para traçar as linhas anatômicas do corpo, criando uma fusão entre arte de vanguarda e alta-costura que respondia de forma cirúrgica ao tema da noite, Fashion Is Art. Ao lado dela, Blue Ivy surgiu impecável em um vestido tomara-que-caia creme da Balenciaga, com jaqueta esportiva e sapatos cintilantes que equilibraram juventude e sofisticação, e roubaram parte dos flashes da mãe, sem cerimônia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JK8C!,w_474,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fceeaa84a-59a8-4cbd-95d6-ada4b64caf2e_1080x1440.jpeg" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Fotos: Getty Images</figcaption></figure>



<p>A foto das três gerações no topo das escadarias do museu, Beyoncé, Jay-Z e Blue Ivy posando juntos sob as luzes do Metropolitan, já circula como uma das imagens mais comentadas da noite, e o público vai falar sobre ela por semanas. Havia ali algo que nenhum stylist consegue planejar: a energia de uma família que entende o momento histórico que está vivendo e o abraça sem vacilar.</p>



<p><strong>A troca de look dentro do museu</strong></p>



<p>Se o vestido de esqueleto já era difícil de superar, Beyoncé provou que estava apenas aquecendo. Já dentro do museu, longe das câmeras do tapete e diante dos convidados mais selecionados do planeta, a cantora trocou o conjunto de Rousteing por um look preto deslumbrante: um número customizado de Robert Wun Couture com saia sereia, véu combinando e cristais do decote à barra. O efeito foi o de uma segunda chegada, desta vez, para quem estava do lado de dentro. Ao aparecer ao lado de Nicole Kidman e Venus Williams na frente do Temple of Dendur, Beyoncé entregou o que a moda chama de declaração: não existe um look de gala quando você é a gala.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!7QPj!,w_720,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8601423e-dbcc-4f06-87e2-2e507272b1e3_1080x1438.jpeg" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Fotos: Getty Images</figcaption></figure>



<p><strong>A parceria com Rousteing e o peso da lealdade</strong></p>



<p>A escolha de Olivier Rousteing para assinar o look de entrada não foi por acaso nem por conveniência de agenda. “Ele tem sido muito leal a mim, e já criamos tantos looks icônicos juntos”, disse Beyoncé à Vogue no tapete vermelho, deixando claro que o vestido era também uma homenagem ao estilista. A declaração carrega um subtexto importante: Beyoncé não escolhe parceiros, ela constrói histórias com eles. E Rousteing, diretor criativo da Balmain, é personagem recorrente nessa narrativa desde os tempos da Renaissance World Tour.</p>



<p><strong>O momento com Blue Ivy</strong></p>



<p>Mas foi ao falar sobre a filha que Beyoncé deixou a armadura de anfitriã de lado e mostrou a mãe. Ao ser questionada sobre o que significava estar de volta ao evento, ela disse que a experiência parecia “surreal”, destacando a presença de Blue Ivy como o centro emocional da noite. “É incrível poder compartilhar isso com ela”, acrescentou, visivelmente emocionada ao posar no topo das escadarias com Jay-Z. A menina que cresceu nos bastidores de shows históricos agora cruza um dos tapetes mais fotografados do mundo com desenvoltura, e Beyoncé estava radiante ao vê-la fazer isso. “Ela está pronta”, disse a cantora. “Vou poder experimentar o evento pelos olhos da Blue, relaxar um pouco.” Para o público, que acompanhou Blue Ivy desde o nascimento, ver essa cena foi algo próximo de uma emoção coletiva.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!WUds!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe6dbf443-8fca-49f4-bf3d-dcb984168e95_2560x3840.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!WUds!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe6dbf443-8fca-49f4-bf3d-dcb984168e95_2560x3840.jpeg" alt="Blue Ivy Carter Keeps It Cool in Balenciaga for Her 2026 Met Gala Debut |  Vogue" title="Blue Ivy Carter Keeps It Cool in Balenciaga for Her 2026 Met Gala Debut |  Vogue"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Getty Images</figcaption></figure>



<p><strong>A especulação sobre o Act III</strong></p>



<p>O retorno de Beyoncé ao Met Gala não chegou sozinho, ele veio acompanhado de uma das especulações mais intensas dos últimos meses no mundo da música. Desde que a cantora retirou toda a merchandise de Cowboy Carter de sua loja oficial e postou um vídeo de arquivo com Stevie Nicks nos bastidores do clipe de Bootylicious, o Beyhive entrou em estado de vigília permanente. A teoria que ganhou força é a de que o Act III, terceiro capítulo da trilogia iniciada com Renaissance em 2022 e continuada com Cowboy Carter em 2024, se inclinaria para o rock, gênero com raízes profundas na cultura negra e que Beyoncé já flertou ao longo da carreira, de colaborações com Jack White a homenagens explícitas a Tina Turner durante a última turnê.</p>



<p>A proximidade do Met Gala acelerou as teorias. Uma conta de fãs no X afirmou que o álbum seria anunciado durante a semana do evento e lançado no verão americano. A assessora de imprensa da cantora, Yvette Noel-Schure, respondeu com rapidez: “Isso é absolutamente falso”, escreveu, reforçando a negativa no Instagram com uma linha direta, “Nenhum álbum está chegando.” A própria mãe de Beyoncé, Tina Knowles, deu uma declaração que, dependendo de como se lê, pode ser tanto um balde de água fria quanto um aceno cuidadoso: “Não acho que vai ser semana que vem ou hoje ou amanhã, mas está chegando e é incrível.” O Met Gala passou sem anúncio musical. Mas a noite em si, os looks, a filha estreando, a família reunida sob os holofotes, funcionou como um recomeço público que o Beyhive vai destrinchar por meses em busca de pistas.</p>



<p><strong>O contexto do baile</strong></p>



<p>O Met Gala 2026 celebrou a exposição Costume Art, do Instituto de Moda do museu, com o dress code Fashion Is Art como convite para que os convidados expressassem sua relação pessoal com a moda enquanto forma de arte. O curador Andrew Bolton descreveu o objetivo da noite como celebrar o corpo vestido como centro de toda expressão cultural, o que transformou cada look no tapete em argumento, não apenas em estética. Nesse cenário, Beyoncé não apenas cumpriu o dress code: ela o definiu. A última vez que havia cruzado aquele tapete foi em 2016, com um vestido de látex nude da Givenchy Haute Couture para a edição Manus x Machina. Dez anos depois, ela voltou com dois looks, uma filha debutante e a sensação de que o capítulo que vem a seguir, na moda, na música, na vida, vai ser o maior de todos.</p>
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		<title>HHWC completa um ano e reforça que cuidado também é direito das mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se você fechar os olhos e pensar em um treino, provavelmente virá à mente aquela imagem fria de academia, espelhos e um silêncio que nem sempre nos convida a entrar. Mas o <strong>Hip Hop Workout Collective (HHWC)</strong> virou essa mesa. Quem chega em um encontro do <strong>HHWC</strong> é imediatamente atingido por uma dose massiva de vitalidade. Não se trata apenas de uma aula de funcional ou de uma playlist bem curada; é sobre a visão de dezenas de mulheres negras, de todas as idades e tons, ocupando o espaço com o que têm de mais belo. É um ambiente onde a estética e a saúde caminham juntas, provando que o autocuidado para nós nunca foi apenas sobre vaidade, mas sobre a manutenção da nossa própria alegria.</p>



<p>Celebrar um ano de trajetória é confirmar que o movimento do corpo, para o povo negro, continua sendo uma linguagem sagrada. Se no Bronx o Hip Hop nasceu para substituir a violência pela arte, em São Paulo o HHWC utiliza essa mesma cultura para retomar um território que muitas vezes nos é negado: o direito de sermos cuidadas. Em um contexto onde mulheres negras são historicamente colocadas no papel daquelas que servem, que limpam e que sustentam o mundo ao redor, ter um lugar onde o foco é o nosso próprio bem estar é revolucionário.</p>



<p>Para Caroline Araujo, a força desse encontro geracional é o que move a engrenagem do coletivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95467" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95467" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ver tantas mulheres cantando juntas, treinando e cuidando de si mesmas, algumas pela primeira vez com essa dedicação. Encontrar gerações diferentes no mesmo evento, desde filhas às avós, é realmente algo que emociona não apenas pela quantidade, mas exatamente por entendermos que podemos e merecemos esse cuidado. Tudo que propomos no HHWC é com muito carinho, desde as frutas, a elaboração de cada sacolinha, e fazer isso com um time de mulheres por trás, todas dedicadas e empenhadas em fazer acontecer. Sou grata a quem acredita e confia no nosso trabalho desde a primeira edição. E não poderia deixar de agradecer às minhas amigas e sócias por tornarem isso tudo mais leve, divertido e também possível”</p>
</blockquote>



<p>Essa leveza mencionada por Caroline é o diferencial que faz as mulheres voltarem. O coletivo entende que o acesso à saúde é uma das nossas maiores vulnerabilidades estruturais e, por isso, transforma o treino em uma experiência de pertencimento. Juliana Oliveira reforça que o exercício físico, quando aliado ao propósito de vida, tem o poder de transformar realidades e fortalecer os laços entre mulheres que compartilham as mesmas vivências.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95466" style="width:842px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“1 ano de HHWC e parece que foi ontem que iniciamos, passou muito rápido e ver onde chegamos me emociona. O exercício físico mudou a minha vida quando mais nova e hoje faço disso, um propósito de vida e o HHWC se tornou um dos meus propósitos! Trabalhar com mulheres como minhas sócias, faz tudo ser mais leve, duas mulheres extremamente inteligentes e capazes de fazer qualquer ideia funcionar. Sou grata por ser do HHWC”</p>
</blockquote>



<p>O crescimento do projeto é nítido e a emoção de quem esteve lá desde a primeira aula, quando tudo ainda era um rascunho entre amigas, transborda em cada nova edição. Juliane Daianny, ao olhar para trás, enxerga não apenas um ano de aulas, mas um ano de construção de uma rede que agora se prepara para novos voos, incluindo a expansão para o Rio de Janeiro e novos formatos de experiência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95468" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Uma das edições mais emocionantes que já tivemos! Me emocionei no palco ao lembrar da primeira aula que fizemos há 1 ano atrás. E ver o quanto crescemos, traz uma sensação de gratidão e recompensa.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"></h3>
</blockquote>



<p>O Hip Hop Workout nunca faz o básico e a próxima fase promete elevar o nível da experiência. Em São Paulo, no dia <strong>18 de abril</strong>, o coletivo prepara uma aula temática especial em homenagem ao lançamento do filme de Michael Jackson. O evento acontece em um formato inédito: uma versão pocket, com vagas limitadas e clima intimista dentro da academia The Yard, unindo o treino funcional ritmado à intensidade que já é marca registrada do grupo.</p>



<p>Além das novas edições em solo paulista e carioca, o projeto celebra uma novidade institucional: o HHWC agora é parceiro de mídia do <strong>Mundo Negro</strong>. As fundadoras passarão a assinar conteúdos sobre atividade física e saúde, trazendo a expertise de quem entende que o movimento do corpo negro é, acima de tudo, um ato de preservação da nossa história.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>AGENDA HHWC</strong></p>



<p><strong>São Paulo — Especial Michael Jackson</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 18 de abril</li>



<li><strong>Local:</strong> The Yard SP</li>



<li><strong>Horários:</strong> 08h30 e 10h00</li>



<li><strong>Vagas:</strong> Super Limitadas</li>
</ul>



<p><strong>Rio de Janeiro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 02 de maio</li>



<li><strong>Ingressos e informações:</strong> linktr.ee/hhwc.br</li>
</ul>



<p></p>
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		<title>Manuela Gomes: a chef que aprendeu com a avó que tempero de verdade não vem em sachê</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/manuela-gomes-a-chef-que-aprendeu-com-a-avo-que-tempero-de-verdade-nao-vem-em-sache/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Manuela Gomes cresceu num quintal que era também uma despensa viva. Em São José do Passe, na região metropolitana de Salvador, sua avó cultivava coentro, hortelã miúdo, hortelã grosso e um pé de louro. Usava sementes de coentro na comida para realçar o sabor, junto com tudo o que a terra oferecia. Nada de caldos artificiais, nada de realçadores industriais. &#8220;Eu tenho essa raiz, essa base de sempre usar tudo o mais natural possível, o que é da terra, o que é da natureza, para temperar a comida&#8221;, conta Manuela.</p>



<p>A avó era referência reconhecida na região. Empresas que chegavam temporariamente e fazendeiros da área iam buscá-la em casa para preparar comida. Manuela cresceu nesse ambiente, ao lado da mãe que também cozinhava muito bem, absorvendo uma herança que só perceberia o tamanho anos mais tarde.</p>



<p>Soteropolitana, ela trabalhou por muito tempo no setor administrativo, mas a cozinha sempre esteve presente, primeiro para amigos e familiares. Há 15 anos passou a trabalhar profissionalmente com alimentação, carregando a mesma base que aprendeu no quintal da infância. Durante esse tempo, percorreu o Recôncavo, conviveu com pessoas e aprofundou o que já trazia de casa. Aos 41 anos, inaugurou o Afilição Joaquim, restaurante em Salvador que completa nove meses, onde seu espaço se chama Sabor de Recôncavo por Chef Manu Bombom. &#8220;É a minha interpretação do que eu conheci, do que eu vivi, do que eu aprendi durante todos esses anos, dessa comida que é tão rica&#8221;, diz.</p>



<p><a href="https://vt.tiktok.com/ZSHMXh73u">https://vt.tiktok.com/ZSHMXh73u</a></p>



<p>O cardápio surpreende justamente pela simplicidade honesta. Pratos que na Bahia são rotineiros ganham outro sabor quando feitos sem atalhos industriais. &#8220;Minha comida é a base de condimentos e ervas frescas. O máximo que eu uso é um azeite de oliva. Não uso realçadores de sabores artificiais, molhos, enlatados. Esses ingredientes não fazem parte da minha culinária, não fazem parte da minha identidade.&#8221;</p>



<p>É essa identidade que ela leva para a campanha #IngredientePrincipal. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Manuela Gomes é uma delas.</p>



<p>Para os jovens e para todos que valorizam uma boa comida, ela tem um recado: &#8220;Não se deixem levar pelo mundo moderno, pela praticidade. Ainda é possível, ainda há tempo de resgatar velhos costumes e hábitos alimentares que valorizam e resgatam a verdadeira culinária, a raiz, a culinária ancestral.&#8221;</p>



<p>Do quintal da avó ao Recôncavo, Manuela Gomes prova que o ingrediente principal sempre foi a memória.</p>
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		<title>Bruna Crioula: a nutricionista que foi além do currículo para articular nutrição, antirracismo e ancestralidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bruna Crioula escolheu a nutri&#231;&#227;o ainda no ensino m&#233;dio, depois de um trabalho escolar sobre o fen&#244;meno da fome que a impactou profundamente. Como qualquer adolescente em busca de prop&#243;sito, encontrou naquela ci&#234;ncia o que parecia ser o caminho. O que ela n&#227;o esperava era que o curso pouco teria a dizer sobre os temas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Bruna Crioula escolheu a nutrição ainda no ensino médio, depois de um trabalho escolar sobre o fenômeno da fome que a impactou profundamente. Como qualquer adolescente em busca de propósito, encontrou naquela ciência o que parecia ser o caminho. O que ela não esperava era que o curso pouco teria a dizer sobre os temas que a moviam.</p>



<p>&#8220;O curso não era o que eu esperava e ansiava. Pouco se falava sobre estratégias de combate à fome ou políticas públicas de segurança alimentar, sustentabilidade então passava longe. Além disso, a ausência de referências negras e de discussões em torno das demandas de saúde e nutrição da população negra era inexistente. Foi muito desafiador&#8221;, conta.</p>



<p>A resposta foi a criatividade. Bruna foi além do currículo e construiu uma formação interdisciplinar por conta própria, transitando por jornalismo, serviço social, psicologia, economia e ciências sociais. A razão era clara: &#8220;A noção biológica da nutrição restringe nosso entendimento sistêmico sobre o que é a alimentação e todos os sentidos e significados que a comida tem.&#8221;</p>



<p>Hoje, dez anos depois de formada, é nutricionista e mestra em ciências sociais, pesquisadora alimentar, coletora urbana, comunicadora ancestral e matrigestora na Crioula Curadoria Alimentar, ecossistema voltado para a criação de soluções ecológicas e ancestrais nos sistemas alimentares. Especialista em alimentação saudável numa afroperspectiva, populariza a culinária intuitiva e biodiversa por meio das plantas alimentícias não colonizadas, as PANCs ancestrais. É também mulher africana em diáspora no Brasil e mãe do Inácio.</p>



<p><a href="https://vt.tiktok.com/ZSufq52Rx">https://vt.tiktok.com/ZSufq52Rx</a></p>



<p>Esse percurso é o que a conecta diretamente ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem como resgate cultural, sustentabilidade e acesso. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Bruna Crioula é uma delas.</p>



<p>Para a juventude que quer entrar na área, o recado é direto: &#8220;Não se contentem com as ofertas de disciplinas do currículo. Precisamos estudar outras áreas e criar pontes com o nosso campo, especialmente considerando os impactos da colonização nos hábitos e nas culturas alimentares do povo negro. Articular nutrição e antirracismo é fundamental para uma formação lúcida que promova inclusão e gere emancipação e autonomia alimentar.&#8221;</p>



<p>As referências que ela indica são precisas: Lélia Gonzalez, Abdias do Nascimento, Sueli Carneiro, Nego Bispo. E também as nutricionistas negras que vieram antes. &#8220;Busque se aquilombar teoricamente e também com a companhia de outras nutricionistas negras que vieram antes de nós e, felizmente, estão vivas e pulsantes&#8221;, diz, citando Célia Patriarca, Denise Oliveira e Silva, Lilian Bittencourt, Rute Costa e Sandra Chaves.</p>



<p>&#8220;Sim, você vai ter que viver &#8216;duas formações&#8217; paralelas, mas vale a pena. Eu sou apaixonada pela minha profissão e sinto que estou cumprindo minha missão social, política e ancestral na sociedade&#8221;, afirma.</p>



<p>A síntese do que Bruna defende cabe numa frase dela mesma: &#8220;Ancestralidade alimenta e esse despertar para nossas heranças e memórias agroalimentares é a nutrição que me representa.&#8221;</p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #AncestraliadadeAlimenta</p>
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		<title>Luiza Felix: a geógrafa que virou referência em alimentação vegana consciente e sistemas alimentares sustentáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiza Felix n&#227;o escolheu a gastronomia pelo caminho mais &#243;bvio. Formada em Geografia pela UFF, em Niter&#243;i, ela chegou &#224; cozinha pelo mesmo lugar de onde veio sua consci&#234;ncia sobre o mundo: o estudo dos sistemas alimentares. &#8220;A gastronomia me escolheu no momento em que comecei a refletir sobre quais marcas eu gostaria de deixar [&#8230;]</p>
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<p>Luiza Felix não escolheu a gastronomia pelo caminho mais óbvio. Formada em Geografia pela UFF, em Niterói, ela chegou à cozinha pelo mesmo lugar de onde veio sua consciência sobre o mundo: o estudo dos sistemas alimentares. &#8220;A gastronomia me escolheu no momento em que comecei a refletir sobre quais marcas eu gostaria de deixar no mundo&#8221;, conta.</p>



<p>Foi durante a graduação, ao se aproximar do núcleo de pesquisa em Geografia Agrária e Território, que Luiza se encantou pela agroecologia e compreendeu que continuar consumindo carne animal já não fazia sentido para ela. A decisão veio acompanhada de uma necessidade prática: precisava descobrir uma nova cultura alimentar. &#8220;Como era uma grande mudança de hábito, dentro de casa e também na sociedade, precisei literalmente colocar a mão na massa para descobrir uma nova cultura alimentar. Nesse processo, me apaixonei&#8221;, diz.</p>



<p>Grande parte do que aprendeu veio da sua mãe, que ela descreve como a melhor cozinheira que conhece. O que começou como transformação pessoal foi se tornando estilo de vida e, depois, profissão. Há cinco anos, Luiza trabalha com o Malawi Vegetariano, projeto que surgiu como um delivery vegano e hoje é um espaço de troca sobre alimentação, saúde e meio ambiente, conectando aprendizados e refletindo sobre sistemas alimentares mais sustentáveis.</p>



<p>O Malawi não é só um negócio: é uma posição no mundo. Luiza entende a alimentação como um ato que envolve território, ancestralidade e responsabilidade coletiva, e é essa visão que ela leva para o conteúdo que produz. Ao popularizar a culinária vegetal, ela não apenas apresenta receitas, mas convida as pessoas a repensar a relação com o que comem e de onde vem o que está no prato.</p>



<p>Essa perspectiva é o que a conecta diretamente ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem como resgate cultural, sustentabilidade e acesso. O <strong>TikTok </strong>escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Luiza Felix é uma deles.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7613126356355927314" data-video-id="7613126356355927314" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>Tem planta que a gente chama de mato, mas que nossos ancestrais já conheciam como alimento. Luiza Felix (@malawivegetariano) explica o que são as PANCs, Plantas Alimentícias Não Convencionais: espécies nutritivas, acessíveis e que sempre estiveram ao nosso redor, esperando ser redescobertaS. Resgatar essas plantas é também resgatar os saberes de quem cuidava da terra antes da gente. Comer bem é, muitas vezes, lembrar do que nunca deveria ter sido esquecido. Você conhece alguma PANC? <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="panc" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/panc?refer=embed">#PANC</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7613126423661792018?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
</div></figure>



<p>Para as pretinhas e os pretinhos que sonham em viver da gastronomia, ela tem uma orientação que vai além da técnica: &#8220;Recomendo, antes de tudo, estudo. Não apenas das técnicas, mas principalmente das contribuições que nossos ancestrais deixaram para a gastronomia brasileira, não só de forma braçal, mas também intelectual. Reconhecer essa herança e se apropriar dela é um passo fundamental para se empoderar e se posicionar com força e consciência nesse mercado.&#8221;</p>



<p>Da Geografia à cozinha vegetal, Luiza Felix mostra que entender os sistemas alimentares é também uma forma de transformá-los. </p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #VeganoConsciente&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;Minha formação culinária é de fundo de quintal&#8221;: Mestra Kelma Zenaide, de Letras à gastronomia ancestral afro-brasileira</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/minha-formacao-culinaria-e-de-fundo-de-quintal-mestra-kelma-zenaide-de-letras-a-gastronomia-ancestral-afro-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 19:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>H&#225; uma pergunta que percorre o trabalho de Mestra Kelma Zenaide: por que o alimento produzido no quintal da sua casa n&#227;o tinha reconhecimento comercial e cultural? Foi essa indaga&#231;&#227;o, registrada por ela mesma, que se tornou o motor de uma trajet&#243;ria singular na gastronomia afro-brasileira. Remanescente do quilombo de Pinh&#245;es, nascida em Contagem (MG), [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há uma pergunta que percorre o trabalho de Mestra Kelma Zenaide: por que o alimento produzido no quintal da sua casa não tinha reconhecimento comercial e cultural? Foi essa indagação, registrada por ela mesma, que se tornou o motor de uma trajetória singular na gastronomia afro-brasileira.</p>



<p>Remanescente do quilombo de Pinhões, nascida em Contagem (MG), Kelma Zenaide é umbandista, lésbica, sommelier de cerveja, graduada em Letras e pós-graduada em literatura africana. É palestrante em universidades e centros culturais, e matrigestora da Kitutu, empresa de gastronomia afro-brasileira especializada em buffets conceituais. Sua formação culinária, ela define sem hesitar: é de fundo de quintal, aprendida com a mãe, o pai, a avó e, nas palavras dela, com mais uma pancada de gente.</p>



<p>O que poderia parecer contradição, a pós-graduação em literatura africana ao lado da cozinha aprendida em casa, é na prática a base do que faz a Kitutu ser o que é. Kelma usa a comida para contar a história do seu povo e para dar protagonismo e valor financeiro ao ofício da mulher negra cozinheira, categoria que, segundo ela, segue sendo invisibilizada apesar de ser fundadora da culinária brasileira.</p>



<p>&#8220;Cozinhar para uma mulher preta, muitas vezes, é uma obrigação. Ainda uma pequena parcela recebe reconhecimento, credibilidade e consegue ascensão. Muitas de nós passamos a vida na cozinha das casas como domésticas, nos afazeres do próprio lar ou na escravidão moderna dos grandes restaurantes, liderados por pessoas brancas, sobretudo empresários héteros masculinos&#8221;, escreve Kelma.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7610462727122767112" data-video-id="7610462727122767112" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>A banana da terra é muito mais do que acompanhamento: rica em potássio, fibras e carboidratos de absorção lenta, ela sustenta, nutre e ainda cabe no bolso. Nesse vídeo, a Mestra Kelma Zenaide (@kitutuafrogastronomia) mostra como esse ingrediente ancestral vira protagonista numa preparação inusitada. O ceviche é uma técnica de &#8220;cocção a frio&#8221; com ácido cítrico (limão ou laranja), que preserva os nutrientes dos ingredientes e realça sabores sem precisar de fogo. Na mão da Mestra Kelma, a tradição encontra a ancestralidade: comer bem é, antes de tudo, voltar pras raízes. <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="bananadaterra" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/bananadaterra?refer=embed">#BananaDaTerra</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7610466020087597842?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
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<p>Ela aponta a chegada das escolas de gastronomia na virada do século como um fator que aprofundou essa segregação, tornando ainda mais invisível o que sempre esteve nos quintais e nas cozinhas coletivas das comunidades negras. &#8220;A história que nos contaram oculta a presença dos africanos, afrodescendentes e povos originários na construção das técnicas, tecnologias e hábitos alimentares da sociedade brasileira&#8221;, afirma.</p>



<p>Ao mesmo tempo, Kelma não faz do seu trabalho um discurso de lamento. Ela faz comida. E faz bem. Torresmo, mingau de fubá, frango com quiabo, feijoada: pratos que resistem porque carregam memória afetiva e coletiva. &#8220;Tradição nunca será algo estático. Ela se adequa ao tempo sem perder a essência&#8221;, diz.</p>



<p>É esse entendimento que a conecta ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem é voltar pras raízes, não como nostalgia, mas como ato político e cultural. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Mestra Kelma Zenaide é uma deles.</p>



<p>Para os jovens, ela deixa um compromisso: &#8220;Saliento a importância de manter a tradição, de não deixar a nossa história se esvair.&#8221; Não como peso, mas como potência.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/minha-formacao-culinaria-e-de-fundo-de-quintal-mestra-kelma-zenaide-de-letras-a-gastronomia-ancestral-afro-brasileira/">&#8220;Minha formação culinária é de fundo de quintal&#8221;: Mestra Kelma Zenaide, de Letras à gastronomia ancestral afro-brasileira</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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