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	<title>Arquivos Carreira e Negócios - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Sat, 12 Sep 2026 19:48:21 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Carreira e Negócios - Mundo Negro</title>
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		<title>Museu Afro Brasil prorroga seleção para empreendedores participarem de feira no Ibirapuera</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 17:26:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedores Negros]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Edi&#231;&#227;o especial da Feira Marquise Afro ter&#225; at&#233; 30 expositores; 90% das vagas s&#227;o destinadas a empreendedores negros, ind&#237;genas e quilombolas O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo est&#225; com inscri&#231;&#245;es abertas para empreendedores que queiram participar da edi&#231;&#227;o especial &#204;y&#225;l&#7885;&#769;j&#224; da Feira Marquise Afro. O evento ser&#225; realizado em 20 de setembro, das 10h &#224;s [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Edição especial da Feira Marquise Afro terá até 30 expositores; 90% das vagas são destinadas a empreendedores negros, indígenas e quilombolas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo está com inscrições abertas para empreendedores que queiram participar da edição especial Ìyálọ́jà da Feira Marquise Afro. O evento será realizado em 20 de setembro, das 10h às 17h, na Marquise do Museu, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, serão selecionados até 30 expositores. Cinco vagas serão destinadas a negócios de alimentos e bebidas, enquanto outras 25 contemplarão segmentos como artes, artesanato, moda, design, beleza, literatura, decoração, comunicação, marketing, tecnologia, turismo, saúde e bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total de vagas, 90% serão reservadas a empreendedores negros, indígenas e quilombolas. Os outros 10% serão destinados à ampla concorrência. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 14 de setembro, às 23h59, por meio de formulário disponível<a href="https://museuafrobrasil.org.br/chamamentos/?utm_source=ig&amp;utm_medium=social&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAcGRvZgJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAac63dur4lat_GQdNLfzoosH4EaeCDIYLkbefhr9JWq3b94fwqNyhUVvM8noMQ_aem_44lsZhxS8D0quoD95wePPQ" data-type="link" data-id="https://museuafrobrasil.org.br/chamamentos/?utm_source=ig&amp;utm_medium=social&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAcGRvZgJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAac63dur4lat_GQdNLfzoosH4EaeCDIYLkbefhr9JWq3b94fwqNyhUVvM8noMQ_aem_44lsZhxS8D0quoD95wePPQ"> no site do Museu.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem se candidatar MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas, associações e coletivos formalizados, desde que tenham CNPJ ativo e atendam aos demais requisitos estabelecidos no edital.</p>



<h2 id="h-feira-resgata-tradicao-de-mulheres-comerciantes" class="wp-block-heading"><strong>Feira resgata tradição de mulheres comerciantes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da feira é Ìyálọ́jà, de origem iorubá, significa “mãe do mercado” e é utilizado para designar uma liderança entre mulheres comerciantes, escolhida por suas pares e reconhecida pela autoridade local. A tradição permanece presente em cidades da Nigéria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, segundo o Museu, essa organização econômica foi ressignificada por mulheres como quitandeiras, ganhadeiras e vendedoras de rua, que atuaram na geração de renda, na sustentação de famílias e na circulação de produtos e saberes em comunidades negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando falamos de economia criativa, é importante reconhecer que mulheres negras já movimentavam redes de comércio, sustentavam famílias e faziam circular saberes e produtos muito antes de esse conceito ganhar esse nome”, afirma Jandaraci Araújo, diretora-executiva do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a executiva, a proposta da Feira Marquise Afro é conectar essa trajetória histórica ao empreendedorismo contemporâneo. “A Feira Marquise Afro parte dessa história para olhar o presente e criar espaço para que novos empreendedores possam gerar renda, ampliar conexões e ocupar o Museu também como lugar de circulação econômica e cultural”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A feira faz parte do programa permanente de fomento ao empreendedorismo negro do Museu e reúne ações de curadoria, formação, comercialização e conexão empresarial. A iniciativa busca aproximar o público dos empreendedores e ampliar os canais de comercialização de pequenos negócios criativos.</p>



<h2 id="h-selecao-sera-feita-por-comissao-de-curadoria" class="wp-block-heading"><strong>Seleção será feita por comissão de curadoria</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes serão escolhidos por uma Comissão de Curadoria formada por profissionais do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Entre os critérios de avaliação estão originalidade e autoria, conexão com culturas afro-brasileiras, indígenas ou quilombolas, qualidade e acabamento dos produtos, sustentabilidade, impacto econômico e social, trajetória do negócio e capacidade operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A edição especial Ìyálọ́jà da Feira Marquise Afro será realizada no domingo, 20 de setembro, das 10h às 17h, na Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, no Parque Ibirapuera.</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Feira Marquise Afro – Edição especial Ìyálọ́jà</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inscrições para expositores:</strong> até 10 de setembro de 2026, às 23h59<br><strong>Inscrição: </strong>gratuita<br><strong>Vagas: </strong>até 30 expositores<br><strong>Data:</strong> 20 de setembro de 2026<br><strong>Horário:</strong> das 10h às 17h<br><strong>Local:</strong> Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo<br><strong>Endereço:</strong> Parque Ibirapuera, Portão 10 – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo (SP)<br><strong>Edital e inscrições:</strong> <a href="https://museuafrobrasil.org.br/">no site do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.</a></p>
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		<title>FOTO 3X4: ILÉA FERRAZ &#8211; uma das grandes atrizes brasileiras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/foto-3x4-ilea-ferraz-uma-das-grandes-atrizes-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 10:17:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Atriz negra]]></category>
		<category><![CDATA[ILÉA FERRAZ]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Fran&#231;a Il&#233;a Ferraz tem 41 anos de carreira e ainda responde sobre o futuro com uma frase que desmonta qualquer tentativa de transform&#225;-la em passado: &#8220;O melhor da minha arte ainda est&#225; por vir&#8221;. &#201; preciso escut&#225;-la com aten&#231;&#227;o. Estamos diante de uma artista que atravessou quatro d&#233;cadas de teatro, televis&#227;o, audiovisual e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Rodrigo França</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Iléa Ferraz tem 41 anos de carreira e ainda responde sobre o futuro com uma frase que desmonta qualquer tentativa de transformá-la em passado: “O melhor da minha arte ainda está por vir”. É preciso escutá-la com atenção. Estamos diante de uma artista que atravessou quatro décadas de teatro, televisão, audiovisual e artes visuais sem aceitar que a escassez de oportunidades destinada às mulheres negras determinasse a dimensão de sua criação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamar Iléa de uma das grandes atrizes negras brasileiras é verdadeiro, mas insuficiente. Ela é uma das grandes atrizes brasileiras. O adjetivo “negra” importa porque conta uma história que o país tentou tornar invisível. Já o seu talento não precisa de qualquer delimitação. Atriz, dramaturga, roteirista, diretora, produtora, artista visual, cenógrafa, ilustradora e preparadora de elenco, Iléa construiu uma trajetória que atravessa linguagens com uma inquietação rara. Formada pela Escola de Teatro Martins Penna, fundou a Black e Preto Produções Artísticas e criou a Mimunegra, Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma reparação necessária em escrever sobre Iléa Ferraz. Não a reparação que transforma uma artista em vítima permanente da história, mas aquela que reorganiza o enquadramento. Durante muito tempo, o Brasil se acostumou a reconhecer artistas negros depois que envelheceram, morreram ou já não podiam usufruir plenamente do reconhecimento. Iléa conheceu de perto Ruth de Souza, Léa Garcia e Jacira Silva. Viu a grandeza dessas mulheres convivendo com a escassez de trabalho, dinheiro e reconhecimento. Quando afirma ter testemunhado o apagamento de atrizes negras ainda em vida, ela não fala de uma abstração sociológica. Fala de colegas, amigas, referências. Fala do que seus próprios olhos registraram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua resposta sobre representatividade deveria ser lida por quem ainda acredita que presença ocasional significa transformação: “Representatividade só existe se tiver quantidade, visibilidade e dignidade financeira”. A frase desloca o debate da fotografia para a estrutura. Uma atriz negra em cena pode produzir uma imagem poderosa enquanto dezenas permanecem sem trabalho. A diversidade que não chega ao contrato, à remuneração, à autoria, à direção e aos lugares de decisão corre o risco de funcionar como decoração institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iléa aprendeu cedo a procurar quem estava ao redor quando entrava em um espaço criativo. “Praticamente não estávamos em lugar nenhum”, recorda. Sua geração precisou criar enquanto procurava frestas. E, em determinados momentos, precisou fabricar a própria porta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1990, participou da fundação da Cia. de Teatro Black e Preto. Foi nesse ambiente que encontrou <em>A Botija de Ouro</em>, de Joel Rufino dos Santos, trabalho que considera fundamental para compreender o caminho que desejava seguir como artista negra independente. A relação com a obra atravessou os anos. Em 2011, uma adaptação cênico musical protagonizada por Iléa integrou o lançamento da segunda edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras, promovido pela Fundação Cultural Palmares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua independência nunca significou isolamento. Iléa construiu instituições, projetos e possibilidades para que outras pessoas também fossem vistas. A Mimunegra nasceu com o propósito de evidenciar a participação das mulheres negras nas artes e ampliar sua presença na produção, direção, roteiro e interpretação. Em 2014, quando a mostra homenageou Zezé Motta pelos 70 anos de vida e 50 de carreira, Iléa já compreendia algo que hoje parece evidente: celebrar uma artista negra em vida também é uma ação política contra o esquecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu currículo ajuda a dimensionar essa travessia. No teatro, esteve em montagens como <em>A Partilha</em>, <em>Os Negros</em>, <em>Dorotéia</em>, <em>Hamlet é Negro</em> e <em>Besouro Cordão de Ouro</em>. Em 2003, recebeu indicação ao Prêmio Shell de melhor atriz por <em>Nunca Pensei Que Ia Ver Esse Dia</em>. Na televisão, passou por produções como <em>Xica da Silva</em>, <em>Tenda dos Milagres</em>, <em>A Padroeira</em>, <em>Mãe de Santo</em>, <em>Escrava Anastácia</em> e, mais recentemente, <em>O Som e a Sílaba</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas uma carreira como a de Iléa não cabe numa relação de títulos. Há algo mais profundo em sua permanência. Ela recusou a ideia de esperar que o mercado descobrisse tudo aquilo que sabia fazer. Dirigiu, escreveu, produziu, desenhou cenários, ilustrou livros. Suas imagens chegaram às capas de obras de Conceição Evaristo e Wole Soyinka. Trabalhou como preparadora de elenco em produções como <em>O Coro</em>, <em>Manhãs de Setembro</em> e <em>O Som e a Sílaba</em>. Atualmente, também dirige, atua e circula pelo Brasil com trabalhos que reafirmam essa multiplicidade criativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe ainda uma menina acompanhando essa mulher. Iléa escreveu para <em>A Botija de Ouro</em>: “A menina que fui ainda sou”. É uma imagem bonita porque sua infância não aparece como lembrança adormecida. Filha única, criada entre pais, primas, primos, tias, tios e vizinhos, ela se recorda de uma comunidade organizada pelo cuidado, pelo abraço e pela delicadeza. A família, porém, temia seu desejo de ser artista. Diziam que aquilo passaria quando crescesse. A menina escutava, entristecia e continuava querendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quarenta e um anos depois, ela continua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E há algo de profundamente brasileiro nessa história. O país celebra com facilidade a resistência de artistas negras, quando deveria perguntar por que exigiu tanta resistência delas. A palavra “guerreira”, tantas vezes oferecida como elogio às mulheres negras, pode esconder uma violência: naturalizar que determinadas pessoas precisem suportar o dobro para receber uma fração. Iléa não romantiza esse percurso. Quando perguntada sobre quais estratégias criou para se proteger do preconceito, responde que estratégia alguma blinda alguém do racismo, do etarismo e da misoginia. O que ela exercita é a percepção. Olhar ao redor. Entender o que está acontecendo. Não permitir que a violência desvie sua atenção dos próprios objetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua obra mais recente também carrega essa capacidade de se observar. Em <em>Deixa Comigo</em>, monólogo que escreveu com Luciano Cachimbo e no qual assina direção e cenografia, interpreta Lina. Diz que a personagem tem muito dela, das mulheres de sua família e das pessoas que admira. Lina lhe ensina sobre amizade, humanidade, escolhas e contradições. Depois de quatro décadas interpretando outras existências, Iléa afirma que a profissão grifou suas próprias qualidades e defeitos. E acrescenta uma frase preciosa: gosta cada vez mais de quem vem se tornando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma serenidade conquistada aí. Não a serenidade de quem encontrou um lugar confortável, mas a de quem sabe exatamente o preço do próprio caminho. Iléa não trata fama e reconhecimento como pecados. Considera vaidade, reconhecimento e sucesso ingredientes importantes de uma carreira. A maturidade estaria em encontrar a medida capaz de fazer com que permaneçam sem engolir a artista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando aconselha jovens atrizes negras, não oferece uma fórmula de sucesso. Pede que olhem para trás. Essa orientação carrega uma genealogia inteira. Olhar para trás significa saber que o palco onde alguém pisa hoje guarda marcas de Ruth, Léa, Jacira, Zezé e de tantas mulheres cujos nomes receberam menos luz do que suas obras mereciam. Significa compreender que nenhuma conquista começou no instante em que passamos a enxergá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A menina que ouviu que esqueceria o sonho cresceu e não esqueceu. Atravessou 41 anos criando personagens, imagens, espetáculos e espaços para que outras artistas também pudessem existir. Quando perguntada sobre o que gostaria que dissessem a seu respeito daqui a muitas décadas, Iléa não escreve o próprio epitáfio. Olha adiante: quer que outras pessoas se espelhem em sua história e continuem perpetuando a arte negra brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colocar Iléa Ferraz no lugar que lhe pertence não exige inventar grandeza. Exige enxergar a que já está diante de nós. E fazer isso agora, enquanto ela cria, dirige, escreve, atua, desenha, ensina, inquieta e continua desejando o próximo trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 41 anos de carreira, Iléa ainda leva consigo a menina que decidiu ser atriz. Se pudesse encontrá-la no início de tudo, diria para manter a coragem, a determinação, a humildade e a audácia. E acrescentaria um conselho doméstico, quase banal, que acaba dizendo muito sobre uma vida inteira:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não esqueça o casaco, porque às vezes vai fazer frio.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fez frio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela continuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>&#8220;A capacidade de aprender é tão importante quanto os títulos&#8221;, diz Renato Sppozido, gerente de Tecnologia da Natura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 15:23:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[carreiras negras natura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ele entrou no mercado aos 16 anos, como menor aprendiz numa empresa de obras p&#250;blicas. Trinta anos depois, volta de quase uma d&#233;cada no Peru, onde liderou a integra&#231;&#227;o tecnol&#243;gica da Avon com a transfer&#234;ncia de 100 mil consultoras. &#8220;Em outra experi&#234;ncia, houve um gestor que me falou assim: voc&#234; pode chegar a gerente, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ele entrou no mercado aos 16 anos, como menor aprendiz numa empresa de obras públicas. Trinta anos depois, volta de quase uma década no Peru, onde liderou a integração tecnológica da Avon com a transferência de 100 mil consultoras.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em outra experiência, houve um gestor que me falou assim: você pode chegar a gerente, mas a diretor você não vai chegar não. Aquilo me marcou.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem lembra a cena é<strong> Renato Sppozido,</strong> 45 anos, gerente de Tecnologia América Latina da Natura e, até junho de 2025, responsável pela área de tecnologia digital e dados da companhia no Peru. A frase foi dita em outra empresa, em outro momento da carreira. Ele repete hoje com a serenidade de quem já respondeu na prática: &#8220;Você pode ocupar o espaço que quiser ocupar. Claro que alinhado às competências. Mas a cor da pele não vai ser o fator que te elimina de chegar naquele lugar.&#8221;  <a href="https://images.rede.natura.net/html/nosso-impacto/03-07-2025/2025/pdf_visao2050pagina.pdf?iprom_id=ne-sustentabilidade-visao-2050_introductorytext&amp;iprom_name=destaque2_pdf-visao-2050_08072025&amp;iprom_creative=pdf_leia-mais_visao2050&amp;iprom_pos=4" data-type="link" data-id="https://images.rede.natura.net/html/nosso-impacto/03-07-2025/2025/pdf_visao2050pagina.pdf?iprom_id=ne-sustentabilidade-visao-2050_introductorytext&amp;iprom_name=destaque2_pdf-visao-2050_08072025&amp;iprom_creative=pdf_leia-mais_visao2050&amp;iprom_pos=4">Em tempo, o  compromisso da  Natura é ter no quadro de colaboradores administrativos a mesma proporção de grupos subrepresentados que existe na sociedade (em cada país)</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2016, Renato embarcou para Lima com um filho de 3 anos e uma tese silenciosa: a de que carreira internacional não precisa passar pelos Estados Unidos. Ficou nove anos. Quatro deles em uma empresa de óleo e gás, e depois cinco na Operação da Natura do Peru, onde <strong>co-liderou</strong> a integração dos sistemas da Avon e a migração de mais de 100 mil consultoras de beleza. Sob sua gestão, a operação peruana ficou em primeiro lugar no Ranking de Inovação Brinca C3 Peru 2022, como a empresa mais inovadora do país. Voltou ao Brasil com uma filha peruana, espanhol fluente e a experiência rara de ter comandado tecnologia num país que a companhia usou como campo de provas para a maior integração de sistemas de sua história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conversamos sobre trajetória, inovação e o que faz um profissional negro não apenas chegar, mas permanecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De onde você é, quantos anos tem e como a tecnologia entrou na sua vida?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sou Renato, tenho 45 anos, tenho quatro filhos, sendo dois do coração. Moro no Rio e faço bate-volta semanal para São Paulo. Comecei a trabalhar bem jovem, com 16 anos, como jovem aprendiz numa empresa de obras. Depois fui para uma empresa que prestava serviços para órgão público, e ali trabalhei em um laboratório de informática, onde a gente consertava computador, na época em que ainda se consertava, porque hoje em dia se troca a peça. E fui galgando outras posições até chegar na Natura. Junto com a carreira, segui o conselho do meu pai de fazer curso técnico em eletrônica. Eu já trabalhava e fazia o curso ao mesmo tempo. O técnico foi a porta de entrada para eu ingressar na área de tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como você equilibra se divertir, descansar e ainda se manter atualizado sobre a sua área? O que você gosta de fazer no tempo livre?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atividade física é inegociável. Vou à academia de cinco a seis vezes por semana com a minha parceira de vida e maior incentivadora, a Luciana, sempre que os horários batem. Foi por influência dela que passei a me olhar com mais cuidado, a me alimentar melhor e a levar a musculação a sério. No fim de semana pedalamos juntos na orla. E tem outro ritual: tiro uma hora e meia do domingo para estudar algo que eu não sei. Porque as coisas mudam numa velocidade tão rápida que o conhecimento que você adquiriu um mês atrás fica obsoleto. Faço cursos online, assisto videocasts e tenho mergulhado bastante em vibe coding. Antes eu lia 15 livros por ano; agora vão uns três, quatro, e consumo outros formatos. E o mais legal é conseguir influenciar: meu filho me viu e disse &#8220;pai, quero malhar&#8221;. Peguei o benefício que temos aqui na Natura do Wellhub, e o inscrevi , e ele está indo super feliz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="800" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM.jpeg" alt="" class="wp-image-98598" style="width:448px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM.jpeg 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-300x300.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-150x150.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-768x768.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-420x420.jpeg 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-696x696.jpeg 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Renato Sppozido &#8211; Gerente de Tecnologia da Natura &#8211; Foto: Divulgação </figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O setor de tecnologia historicamente lida com a falta de diversidade em cargos de liderança. Como tem sido a sua trajetória até ocupar uma posição estratégica na Natura?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Natura, a diversidade é tratada como estratégia de negócio. A companhia tem um compromisso público que envolve a empresa inteira. Eu não entrei por programa de diversidade, mas a Natura criou um programa de aceleração de carreira para pessoas negras que já estão em liderança. E, no meu caso, a bagagem internacional pesou. Foram nove anos fora, cinco deles à frente da tecnologia da Natura no Peru, gerindo equipes multiculturais num cenário de altíssima complexidade. É isso que me solidificou para assumir a cadeira que eu ocupo hoje.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Na Natura, a diversidade é tratada como estratégia de negócio. A companhia tem um compromisso público que envolve a empresa inteira.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De que forma a sua atuação na Natura ajuda a desconstruir a ideia do &#8220;preto único&#8221; nos cargos de liderança em tecnologia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo honesto, é muito difícil ver profissionais negros ocupando determinados espaços.. Tenho pares negros na diretoria. Isso importa porque você vê que pode ocupar aquele espaço. Quando você olha para o lado e olha para cima e vê, você pensa &#8220;eu posso ocupar aquele lugar também&#8221;. Eu participo de mesas de tomada de decisão em que a minha opinião é validada. Ontem mesmo eu estava discutindo um orçamento relativamente grande com o diretor de finanças, e o que eu disse tinha peso. Não é só pelo fato de ser negro que você vai chegar, porque tem as competências. Mas a cor da pele não pode ser o fator que te elimina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual a importância de ter outros talentos negros na transformação digital da Natura? De que forma a empresa reforça que é um lugar seguro e de alto impacto para a evolução de talentos negros em carreiras ágeis?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Transformação digital e dados não são só sobre sistema, nuvem ou código. São sobre pessoas. É entender a pluralidade das consumidoras e das consultoras, entender os perfis delas. O Brasil tem uma grande parte da população negra, então nossos produtos e serviços precisam falar com ela, e para isso precisamos de talentos negros construindo essas soluções. Na nossa diretoria temos várias pessoas negras, inclusive em dados e inteligência artificial. A gente olha em volta e vê gente parecida conosco, que é o reflexo do país. Como comunidade negra tivemos uma grande evolução, mas ainda falta uma evolução nacional de se abraçar como uma nação negra em maioria.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-98603" style="width:419px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-768x1024.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-113x150.jpeg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-1152x1536.jpeg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-1536x2048.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-696x928.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-1068x1424.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto : Divulgação</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Natura é uma referência em Tech Beauty. De que maneira as áreas de inteligência artificial, ciência de dados e biotecnologia estão transformando o modelo de negócios e a experiência do consumidor na prática?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conectamos tecnologia, beleza e bem-estar para criar experiências únicas e inovadoras. A convergência entre tecnologia e beleza foi redefinida na nossa atuação. No Peru, num projeto conjunto com a área de Dados &amp; IA ,entregamos ferramentas preditivas e modelos de inteligência artificial generativa para a força de vendas, para as consultoras e para os consumidores. E fizemos o letramento de dados junto, porque não adianta entregar a ferramenta e não preparar quem vai usar. O mais legal foi ver o público administrativo interagindo com aquilo. No fim do dia, é entender comportamento e traduzir em resultado real de negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O debate sobre racismo algorítmico na inteligência artificial ainda é muito presente quando falamos de ética e inclusão. Quais práticas a equipe da Natura adota para combater esse tipo de viés no desenvolvimento das soluções tecnológicas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O algoritmo tem viés, isso acontece muito. Mas o combate à ele começa na governança e na curadoria dos dados, e em quem desenvolve a tecnologia. Se o time que construiu esses modelos foi homogêneo, o algoritmo fatalmente vai herdar uma visão limitada. Aqui a gente adota diretrizes rígidas de ética em inteligência artificial, audita bases de dados e faz treinamento para evitar discriminações, com equipes multidisciplinares olhando para isso durante todo o ciclo de vida do produto. O ponto principal é que isso não é feito depois do produto pronto: faz parte da arquitetura desde a concepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que mensagem ou conselho você gostaria de deixar para os novos e futuros profissionais negros da área de tecnologia que desejam construir uma carreira de impacto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sigo dois dos três conselhos que o meu pai me deu na juventude, e eles mudaram a minha história. O primeiro foi aprender inglês, que abriu a porta para a carreira internacional. O segundo foi fazer o curso técnico em eletrônica, que me colocou dentro da tecnologia. Então diria para investir numa base técnica e estar sempre aprendendo idioma. Buscar o espaço dele. Ter capacidade de resolver problemas reais, porque é disso que a gente precisa: tem um monte de dores para resolver. Construir redes de apoio. E pertencer ao lugar que ele quer estar. Eu continuo mentorando gente da minha equipe anterior do Peru até hoje, e é uma troca: você ensina e você aprende. Mas se for para guardar uma coisa só, é esta: a capacidade de aprender é tão importante quanto os títulos. As ferramentas mudam o tempo todo. Quando eu comecei, trabalhava com uma tecnologia que já ficou para trás. Mas a mentalidade e os fundamentos que construí naquela época foram o verdadeiro alicerce para quem eu me tornei.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br></strong><strong>Você passou nove anos no Peru. Como esse capítulo entrou na sua história?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu tinha feito uma temporada curta na Espanha, cinco meses, num projeto. Ficou aquele bichinho dentro de mim: eu queria viver uma cultura de verdade. Ficou no meu plano de desenvolvimento até aparecer o Peru. Foram quatro anos em óleo e gás e cinco na operação da Natura no Peru, de fevereiro de 2020 a junho de 2025. Entrei bem no início da pandemia. Foi um período de transformação digital enorme. A Natura fez várias aquisições, e o Peru foi o país-laboratório para preparar os sistemas e receber a Avon. Como era uma operação menor, todo o teste e erro era feito lá antes de escalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tem alguma entrega que, quando você viu funcionando, fez você pensar: aqui é um novo momento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Teve a Maia, um modelo avançado de inteligência artificial entregue à força de vendas. O cenário no Peru era o seguinte: a maior parte dessa força de vendas não era digital, e a gente tem uma complexidade importante de sistemas. Para uma gerente de negócio saber dados financeiros da rede dela, e a força de vendas é medida por produtividade, ela precisava cruzar várias fontes. Pegava dado de um sistema, dado de outro, cruzava e chegava no número. Unificamos tudo e deixamos à disposição dela. Com um comando, e até por voz, ela pergunta: “quanto falta para eu bater a meta?”. E vem a resposta. Aquilo virou agilidade e virou resultado financeiro, porque a cobrança passou a ser feita mais perto delas. Foi disruptivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os seus pais tinham formação? De onde vem esse interesse por eletrônica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A determinação da minha mãe foi a base de tudo. Trabalhando em casa de família e criando a gente após a separação, ela traçava a meta com clareza: &#8216;<em>estudar é a única saída para ser alguém na vida</em>&#8216;. Ela me dava o <strong>que</strong> fazer. Meu pai, que sempre acreditou na educação e aos 65 anos soma três graduações, me dava o <strong>como</strong> por já ter percorrido essa jornada. Essa combinação de valores moldou a minha vida e hoje já alcança a terceira geração, os meus filhos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entrevista:<br> Silvia Nascimento <a href="https://www.instagram.com/silvia_nascimentoo/">@silvia_nascimentoo</a> <br>Fotos: Arquivo pessoal</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>
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		<item>
		<title>Samantha Almeida comanda primeiro Masterclass da Globo sobre relevância e construção de marcas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/samantha-almeida-comanda-primeiro-masterclass-da-globo-sobre-relevancia-e-construcao-de-marcas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 17:12:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[globo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[Samantha Almeida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Samantha Almeida, diretora de Marketing da TV Globo, ministra o primeiro epis&#243;dio do Masterclass promovido pela emissora voltado &#224; profissionais da publicidade e propaganda. A aula faz parte do projeto Master Globo, que re&#250;ne v&#237;deos, cursos e aulas profissionalizantes, a fim de promover conhecimento e forma&#231;&#227;o sobre o mercado de m&#237;dia e entretenimento.&#160; Com o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Samantha Almeida, diretora de Marketing da TV Globo, ministra o primeiro episódio do Masterclass promovido pela emissora voltado à profissionais da publicidade e propaganda. A aula faz parte do projeto Master Globo, que reúne vídeos, cursos e aulas profissionalizantes, a fim de promover conhecimento e formação sobre o mercado de mídia e entretenimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tema “Atenção sem significado não constrói marca”, Almeida fala sobre cultura, relevância e impulsionamento de marcas e negócios. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DcJh2juSrW6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DcJh2juSrW6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<p class="wp-block-paragraph">Almeida é uma profissional notória no mundo do marketing, propaganda e produtos. À frente da TV Globo há mais de quatro anos, a profissional já passou por outros lugares de grande relevância, como o Twitter, em que atuou como diretora de planejamento e Cannes Lions, em que foi jurada por três anos na categoria Titanium Lions, categoria mais prestigiada do festival, e foi presidente do júri na categoria Social &amp; Influencer, que discute a economia da criação e comunicação, além de Levi’s, Avon e Music2/Mynd.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A profissional é uma das principais vozes na defesa da diversidade, representatividade e inclusão de pessoas pretas na comunicação. Em 2023, passou a ocupar o cargo de Diretora de Diversidade e Inovação em Conteúdo dos Estúdios Globo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida ainda acumula reconhecimentos importantes: foi a primeira mulher negra a conquistar o Caboré, uma das principais premiações do mercado publicitário brasileiro e eleita pelo MIPAD, organização parceira da ONU, como uma das 100 Mais Influentes Afrodescendentes do Mundo, em 2020, ao lado de Kamala Harris, Michael Jordan, Oprah Winfrey, Jay Z e Beyoncé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As aulas do Masterclass são gratuitas, on-line e a gravação do primeiro episódio com Samantha Almeida já está disponível no site Master Globo. Para participar é preciso somente se cadastrar com uma conta no globo.com. </p>
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		<title>Mirtes Renata se forma em Direito e homenageia filho, Miguel Otávio ao receber diploma</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mirtes-renata-forma-direito-homenageia-miguel-otavio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:54:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>M&#227;e de Miguel Ot&#225;vio, Mirtes concluiu a gradua&#231;&#227;o em Direito e celebrou a conquista ao lado da fam&#237;lia e de amigas, mantendo a mem&#243;ria do filho presente durante a solenidade. Mirtes Renata Santana concluiu a gradua&#231;&#227;o em Direito e participou, no s&#225;bado (29), da cerim&#244;nia de formatura realizada no Recife (PE). Ao subir ao palco [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Mãe de Miguel Otávio, Mirtes concluiu a graduação em Direito e celebrou a conquista ao lado da família e de amigas, mantendo a memória do filho presente durante a solenidade.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mirtes Renata Santana concluiu a graduação em Direito e participou, no sábado (29), da cerimônia de formatura realizada no Recife (PE). Ao subir ao palco para receber o diploma, ela levou consigo a fotografia do filho, Miguel Otávio, e foi acompanhada pela música “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a solenidade, imagens de Miguel foram exibidas no telão. Mirtes entrou no salão acompanhada da mãe, Marta, da irmã, Fabiana Patrícia, e de duas amigas. O momento foi marcado pela homenagem ao menino e pela celebração da conquista acadêmica da mãe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi uma caminhada muito difícil, marcada por muita dor, muitos desafios. Muitas vezes pensei que não ia conseguir chegar até essa data, mas Miguel sempre foi o meu propósito para continuar. Cada passo dessa caminhada é sobre ele, é para honrar ele”, afirmou Mirtes ao portal g1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação em Direito encerra uma etapa importante de sua trajetória acadêmica. Em dezembro, ela havia sido aprovada com nota 10 no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que abordou a chamada escravização moderna e as violações de direitos enfrentadas por trabalhadoras domésticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época, Mirtes contou que a produção do trabalho foi atravessada pelo contato com relatos de mulheres que vivenciaram violações no trabalho doméstico. Ela também destacou como a pesquisa dialogava com sua própria trajetória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi bem difícil escrever esse TCC, porque eu trago a vivência de outras mulheres. Foi muito pesado ouvir as vivências delas, as narrativas com relação ao que elas viveram no trabalho doméstico, as inúmeras violações de direitos. [&#8230;] Eu me vi muito nesse trabalho”, disse ao g1.</p>



<h2 id="h-memoria-de-miguel" class="wp-block-heading"><strong>Memória de Miguel</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Otávio Santana da Silva morreu em 2 de junho de 2020, aos 5 anos, após cair do nono andar de um edifício no Centro do Recife. Na ocasião, Mirtes trabalhava como empregada doméstica e havia saído para passear com o cachorro da família para a qual trabalhava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O menino entrou sozinho em um elevador e chegou ao nono andar, de onde caiu. O episódio resultou em um processo criminal contra Sari Corte Real, então patroa de Mirtes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 2022, Sari foi condenada em primeira instância a oito anos e seis meses de reclusão por abandono de incapaz com resultado morte. Posteriormente, a pena foi reduzida para sete anos. Conforme as informações apresentadas no caso, ela responde ao processo em liberdade enquanto aguarda novos desdobramentos judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a morte do filho, Mirtes tem transformado sua trajetória pública e acadêmica também em um espaço de preservação da memória de Miguel e de discussão sobre direitos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora bacharel em Direito, ela celebrou a conclusão da graduação carregando a imagem do filho consigo. A homenagem durante a formatura simboliza a presença de Miguel em uma conquista que Mirtes afirma ter sido também uma forma de honrar sua memória.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>&#8216;A mulher negra não precisa provar nada&#8217;: conversamos com Brunna Gonçalves sobre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2026 01:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Brunna Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[cabelo afro]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Existe uma cobran&#231;a muito contradit&#243;ria sobre a mulher negra e qualquer escolha parece precisar provar alguma coisa, mas a mulher negra n&#227;o precisa usar o cabelo de uma &#250;nica maneira para provar que se ama&#8221;, diz Brunna Gon&#231;alves ao Mundo Negro, ao compartilhar aspectos de sua vida e cuidados capilares. Recentemente, a bailarina divulgou seu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“Existe uma cobrança muito contraditória sobre a mulher negra e qualquer escolha parece precisar provar alguma coisa, mas a mulher negra não precisa usar o cabelo de uma única maneira para provar que se ama”, diz Brunna Gonçalves ao Mundo Negro, ao compartilhar aspectos de sua vida e cuidados capilares. Recentemente, a bailarina divulgou seu novo visual por meio do Instagram, com cachos naturais volumosos, fios loiros e compridos. A publicação acumulou mais de 2 milhões de visualizações e milhares de comentários. Bruna trouxe à tona uma narrativa rotineira sobre sua aparência: “‘Ela tem vergonha do cabelo natural, por isso só usa lace’. Eu com vergonha do meu cabelo natural”, escreveu no vídeo, parafraseando questionamentos que recebe sobre seu cabelo durante toda a sua carreira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecida por utilizar e compartilhar abertamente conhecimento sobre laces, Brunna Gonçalves relata que essa nova fase retrata um momento “muito bonito” de sua vida. “Me reconhecer, brincar com a minha imagem, mostrar outras versões de mim. Meu cabelo natural é lindo, saudável e faz parte de quem eu sou, mas minha liberdade também está em poder transformá-lo”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bailarina mostrou o novo penteado e enfatizou que complementou-o com a técnica do megahair, respondendo ainda à comentários que duvidaram da legitimidade e da naturalidade de seus fios. “Não é lace, gente”, frisou.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DcTtD5CRodC/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DcTtD5CRodC/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<p class="wp-block-paragraph">Brunna relata que as críticas são rotineiras e elucida para uma cobrança desproporcional que recebe diante do uso de seus fios naturais ou não. Enquanto mulher negra, bailarina, esposa de uma das cantoras negras mais bem-sucedidas do país e uma imagem muito forte nas redes, a carreira de Brunna é marcada pelo racismo e acusações sobre como utilizar o seu cabelo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Durante muito tempo as pessoas interpretaram o fato de eu usar lace como se eu tivesse vergonha do meu cabelo natural, e obviamente isso nunca foi verdade”, afirma. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Bailarina profissional desde os 21 anos de idade, ela afirma que seu cabelo também faz parte de sua expressão corporal. Brunna diz que gosta de experimentar comprimentos, cores, texturas diferentes, usar lace, trança, cabelo natural ou megahair; essas mudanças fazem parte de sua forma de “se apresentar ao mundo” e que nunca foram uma tentativa de esconder quem é.</p>



<h1 id="h-rotina-de-cuidados-com-os-fios" class="wp-block-heading">Rotina de cuidados com os fios</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Mãe de Zuri, de 1 ano, com a cantora Ludmilla, com quem é casada há sete anos, Brunna diz que, após a gestação, ficou mais atenta aos cuidados que seu corpo e cabelo requerem. “A gravidez e o pós-parto trazem muitas mudanças, então eu passei a observar mais as quedas, a força e o crescimento dos fios, o que eles estavam pedindo em cada momento, sem querer apressar nenhum processo”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brunna revela que mantém uma rotina de hidratação, nutrição e reconstrução dos fios. Ela faz um cronograma visando o cuidado do couro cabeludo e respeita os intervalos entre uma transformação e outra, para não agredir a saúde dos fios. “Tudo com acompanhamento de profissionais de minha confiança. Sou muito chata com isso”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bailarina ainda afirma que a mulher negra não precisa usar o cabelo de uma única maneira para provar que mantém os devidos cuidados e seguir uma rotina regrada de atenção aos fios.&nbsp;</p>
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		<title>GiroDelas promove experiências de lazer e conexão para mulheres negras no RJ: “Queremos criar possibilidades para muitas”</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/girodelas-rede-mulheres-negras-lazer-rj/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:58:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento re&#250;ne m&#250;sica, gastronomia, autocuidado e lazer em tr&#234;s encontros pensados para mulheres negras no Rio de Janeiro durante o m&#234;s de setembro. Criar espa&#231;os para que mulheres negras possam simplesmente aproveitar a vida tamb&#233;m &#233; uma forma de construir pertencimento. &#201; a partir dessa proposta que o GiroDelas realiza tr&#234;s encontros em setembro, na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Evento reúne música, gastronomia, autocuidado e lazer em três encontros pensados para mulheres negras no Rio de Janeiro durante o mês de setembro.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Criar espaços para que mulheres negras possam simplesmente aproveitar a vida também é uma forma de construir pertencimento. É a partir dessa proposta que o <strong>GiroDelas</strong> realiza três encontros em setembro, na Casa Milagre, no Cosme Velho, no Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias <strong>12, 19 e 27 de setembro</strong>, das 13h às 18h30, a programação terá pocket shows de três cantoras, uma atração musical diferente a cada edição, além de DJs comandando uma seleção formada por <strong>100% de música negra, nacional e internacional</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação também inclui experiências gastronômicas com chefs convidadas, ativações de marcas comandadas por afroempreendedores, ações de autocuidado e bem-estar e outros momentos voltados ao lazer e à convivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta do GiroDelas é criar oportunidades para que mulheres negras circulem pela cidade, conheçam novos lugares e estabeleçam conexões que possam continuar para além do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não queremos criar um espaço para poucas. Queremos criar possibilidades para muitas.”, declarou Patrícia Chaves, idealizadora do GiroDelas.&nbsp;</p>



<h3 id="h-lazer-acesso-e-pertencimento" class="wp-block-heading"><strong>Lazer, acesso e pertencimento</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do formato também parte da compreensão de que muitas experiências são vividas de forma diferente quando existe uma comunidade para compartilhá-las. No GiroDelas, mulheres podem conhecer restaurantes e espaços culturais, ouvir música, dançar, descansar, experimentar novas atividades e construir relações em um ambiente pensado para elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O horário dos encontros também foi definido considerando diferentes realidades. A programação acontece durante o dia para que mães possam contar com suas redes de apoio por algumas horas, mulheres no puerpério possam participar quando se sentirem preparadas e outras convidadas consigam aproveitar a experiência e retornar para casa ainda durante o dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ideia é que o GiroDelas caiba na vida real dessas mulheres, e não que elas precisem abrir mão da própria vida para participar.”, destacou Patrícia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunidade também busca reunir mulheres com diferentes profissões, trajetórias, níveis de escolaridade e condições financeiras. A proposta é criar um ambiente de convivência em que essas diferenças não sejam obstáculos para a construção de novas relações.</p>



<h3 id="h-uma-rede-que-continua-depois-da-festa" class="wp-block-heading"><strong>Uma rede que continua depois da festa</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos centrais do GiroDelas é justamente o que acontece depois de cada encontro. A convivência entre as participantes já resultou em amizades, viagens, indicações profissionais e novas relações de consumo entre mulheres da própria comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organizadora do projeto também é parte dessa dinâmica. Segundo ela, já contratou serviços de maquiagem, higienização e trancista de mulheres que conheceu por meio do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lógica transforma o encontro em uma porta de entrada para uma rede que continua se movimentando no cotidiano. Segundo Patrícia:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O GiroDelas não termina quando o evento acaba. No fim, o que estamos construindo é uma rede.”</p>



<h3 id="h-black-money-tambem-faz-parte-da-experiencia" class="wp-block-heading"><strong>Black Money também faz parte da experiência</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha dos espaços e dos profissionais que participam da programação também integra essa proposta. A <strong>Casa Milagre</strong>, onde serão realizados os encontros de setembro, foi idealizada por <strong>Cidoca Nogueira</strong>, mulher negra que criou o espaço de hospitalidade a partir de referências de memória, afeto e acolhimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o GiroDelas, ocupar um empreendimento criado por uma mulher negra também significa fortalecer iniciativas negras e contribuir para a circulação de recursos dentro da própria comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na programação musical, a escolha é igualmente intencional: DJs mulheres negras serão responsáveis pela trilha sonora, formada exclusivamente por música negra brasileira e internacional. A iniciativa também busca ampliar a visibilidade e as oportunidades para profissionais negras em um mercado historicamente marcado pela presença masculina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gastronomia segue a mesma lógica, com chefs negras convidadas para desenvolver cardápios exclusivos para cada encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o lazer se conecta à valorização de profissionais, empreendedoras e iniciativas negras.</p>



<h3 id="h-uma-comunidade-em-expansao" class="wp-block-heading"><strong>Uma comunidade em expansão</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O GiroDelas completa <strong>dois anos em dezembro</strong> e prepara uma celebração especial na Casa Savana. Para 2027, a comunidade também prevê novas experiências, incluindo um encontro em um iate, pensado a partir da possibilidade de dividir coletivamente os custos de uma experiência que individualmente teria um valor elevado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta acompanha uma tendência de encontros voltados à socialização e ao lazer de mulheres negras que também vem ganhando espaço em cidades como Paris, Atlanta, Nova York, Londres e Belgrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É sobre pertencimento, acesso, autocuidado e liberdade. É sobre descobrir que nós também podemos ocupar novos lugares, viver experiências de qualidade e ter o direito de simplesmente aproveitar a vida juntas.”</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GiroDelas — Casa Milagre</strong><strong><br></strong><strong>Datas:</strong> 12, 19 e 27 de setembro de 2026<br><strong>Horário:</strong> 13h às 18h30<br><strong>Local:</strong> Casa Milagre, Cosme Velho, Rio de Janeiro (RJ)<br><strong>Programação:</strong> pocket shows, DJs, gastronomia, marcas negras, autocuidado, bem-estar e experiências de lazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ingressos disponíveis no <a href="https://www.sympla.com.br/evento/casa-milagre-recebe-giro-delas-uma-experiencia-unica-de-afeto-gastronomia-e-conexao/3529315">Sympla&nbsp;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>&#8216;O problema nunca foi falta de talento&#8217;: Um dos poucos CEOs negros do país abre os hábitos que o sustentam além do crachá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:16:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo negro]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para Denis Tassitano, CEO da Swile Brasil, sucesso profissional n&#227;o se resume somente &#224; compet&#234;ncia. Em uma carreira de mais de 15 anos no mercado de tecnologia, o empres&#225;rio aprendeu que talento, sozinho, nem sempre &#233; suficiente para abrir portas, especialmente quando se fala em profissionais negros ocupando espa&#231;os de lideran&#231;a. &#8220;Na maioria das trajet&#243;rias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br><br>Para<strong> Denis Tassitano,  CEO da Swile Brasil, </strong>sucesso profissional não se resume somente à competência. Em uma carreira de mais de 15 anos no mercado de tecnologia, o empresário aprendeu que talento, sozinho, nem sempre é suficiente para abrir portas, especialmente quando se fala em profissionais negros ocupando espaços de liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na maioria das trajetórias de sucesso existe uma combinação entre repertório e conexões: o que você sabe e quem tem a oportunidade de saber o que você sabe”, afirma Tassitano. “Em determinadas fases da vida, precisamos alargar o foco para aquilo que exige mais de nós naquele momento”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O executivo chegou à Swile Brasil após mais de uma década à frente da SAP, onde construiu uma trajetória em posições estratégicas e de negócios. Formado em Marketing pelo Mackenzie, com pós-graduação pela ESPM e extensão em Marketing pela Universidade de Nova York, sendo um dos poucos profissionais negros em cargo de liderança no Brasil, ele também se dedica a iniciativas de diversidade e inclusão voltadas à presença de grupos minoritários em cargos de destaque. Ele é co-fundador do Pacto A, organização que conecta profissionais negros a executivos experientes. Também criou o Best In Black, um programa de networking voltado a executivos e empreendedores negros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, para Tassitano, construir uma carreira não significa estar permanentemente conectado ao trabalho, nem tentar acompanhar todas as novidades que surgem em um mercado cada vez mais acelerado pela tecnologia e pela inteligência artificial. Ele defende que o equilíbrio pode ser construído ao longo do tempo, e não necessariamente todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, para mim, estar em movimento importa mais do que buscar performance”, diz. A mesma lógica se aplica à vida pessoal: entre caminhadas, viagens, museus e encontros com amigos e familiares, ele busca preservar relações que, segundo ele, permanecem mesmo quando empresas, cargos e ciclos profissionais terminam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao Mundo Negro, entrevista concedida à Editora-Chefe do Mundo Negro Silvia Nascimento , Tassitano fala sobre os desafios de sua trajetória como profissional negro em posição de liderança, a relação entre carreira e vida pessoal, como mantém o repertório em um mundo em constante transformação e por que considera as conexões humanas tão importantes quanto o sucesso profissional.</p>



<h2 id="h-para-voce-ainda-vale-a-premissa-de-que-temos-que-ser-duas-vezes-melhores-que-os-brancos-para-se-destacar" class="wp-block-heading"><strong>Para você ainda vale a premissa de que temos que ser duas vezes melhores que os brancos para se destacar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu não acredito que precisamos ser duas vezes melhores. O problema nunca foi falta de talento. Muitas vezes, o talento simplesmente não chega aos lugares onde as oportunidades são decididas. E é aí que entra um ponto no qual eu bato constantemente: acesso, conexões. Muita gente acredita que repertório, conhecimento e competência, sozinhos, serão suficientes para abrir todas as portas. São fundamentais, claro, mas não bastam. Na maioria das trajetórias de sucesso existe uma combinação entre repertório e conexões: o que você sabe e quem tem a oportunidade de saber o que você sabe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, para mim, a discussão não deveria ser sobre negros precisarem ser melhores. Precisamos ampliar o acesso aos espaços, às conversas, às pessoas e às oportunidades onde o talento possa ser reconhecido.</p>



<h2 id="h-obama-ja-disse-em-entrevista-que-e-impossivel-equilibrar-carreira-com-vida-pessoal-voce-concorda-como-voce-sabe-em-que-momento-o-que-deve-ser-priorizado" class="wp-block-heading"><strong>Obama já disse em entrevista que é impossível equilibrar carreira com vida pessoal. Você concorda? Como você sabe em que momento o que deve ser priorizado?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu concordo que existem momentos em que o equilíbrio simplesmente não vai existir e não vejo necessariamente isso como um problema. Em determinadas fases da vida, precisamos alargar o foco para aquilo que exige mais de nós naquele momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser a busca por uma promoção, a adaptação a um novo cargo ou empresa, ou a preparação para um objetivo específico de carreira. Mas também pode acontecer exatamente o contrário: uma doença nossa ou de alguém próximo, o nascimento de um filho ou qualquer situação que faça a vida pessoal exigir muito mais atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos em falta de equilíbrio, quase sempre imaginamos o trabalho invadindo a vida pessoal, mas nem sempre é assim. Eu gosto de pensar na vida como uma prova de longa distância. Um corredor pode dar tudo de si em determinado trecho, sabendo que depois precisará recuperar o fôlego e administrar melhor o ritmo. Acho que a vida funciona um pouco assim. O equilíbrio não precisa existir todos os dias, mas precisa existir ao longo do percurso.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="819" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-1024x819.jpeg" alt="" class="wp-image-98430" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-1024x819.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-300x240.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-150x120.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-768x615.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-525x420.jpeg 525w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-696x557.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-1068x855.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM.jpeg 1402w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">📷 Newton Santos/Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-vivemos-em-uma-epoca-em-que-ferramentas-de-trabalho-ligadas-a-tecnologia-sao-atualizadas-semanalmente-entre-outros-aspectos-profissionais-afetados-pela-ia-como-voce-se-organiza-para-acompanhar-essa-atualizacao-cursos-leituras-podcasts-pode-indicar-para-a-gente-o-que-voce-consome" class="wp-block-heading"><strong>Vivemos em uma época em que ferramentas de trabalho ligadas à tecnologia são atualizadas semanalmente, entre outros aspectos profissionais afetados pela IA. Como você se organiza para acompanhar essa atualização? Cursos, leituras, podcasts? Pode indicar para a gente o que você consome?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu desisti há algum tempo de tentar acompanhar tudo. Isso já era impossível e a IA só deixou essa impossibilidade mais evidente. Minha preocupação hoje é outra: manter a curiosidade e ampliar a minha visão de mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leio menos livros do que gostaria, é uma batalha constante, mas consumo muitos artigos, podcasts e audiobooks. Faço cursos, converso com pessoas de áreas e gerações diferentes e estudo temas que, muitas vezes, parecem não ter nenhuma relação com o meu trabalho. Uma dica prática é treinar o seu feed. Se não dá para vencer o algoritmo, junte-se a ele! Navegue menos, mas faça com que o tempo gasto ali também alimente seus interesses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando quero aprender sobre algo, uso uma regra simples: três livros, três podcasts, três audiobooks e bons perfis sobre o tema. Isso me ajuda a criar repertório sem a pretensão de dominar tudo.</p>



<h2 id="h-a-atividade-fisica-e-algo-quase-inegociavel-para-grandes-lideres-voce-treina-ou-tem-alguma-atividade-fisica-regular" class="wp-block-heading"><strong>A atividade física é algo quase inegociável para grandes líderes. Você treina ou tem alguma atividade física regular?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por incrível que pareça, não tenho uma atividade física regular há algum tempo, mas estou sempre em movimento. Ando muito pela cidade, gosto especialmente de caminhadas noturnas e, quando viajo, caminho por todos os lados. Para mim, é uma das melhores formas de conhecer um lugar, inclusive São Paulo, que é a cidade onde vivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No escritório, prefiro as escadas ao elevador e tenho o privilégio de morar em um bairro onde grande parte da vida acontece a uma distância agradavelmente caminhável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora estou retomando a academia à noite, com exercícios leves e sauna. Meu objetivo mudou: não quero bater recordes. Quero manter a forma, preservar a memória muscular que construí desde a adolescência e envelhecer bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, para mim, estar em movimento importa mais do que buscar performance.</p>



<h2 id="h-socializar-e-ter-amigos-e-cada-vez-mais-fundamental-em-um-mundo-acelerado-como-voce-inclui-a-convivencia-com-amigos-e-tambem-familia-na-sua-rotina" class="wp-block-heading"><strong>Socializar e ter amigos é cada vez mais fundamental em um mundo acelerado. Como você inclui a convivência com amigos e também família na sua rotina?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No livro “Os 5 principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer”, de Bronnie Ware, que trabalhou durante anos com pacientes em cuidados paliativos, identificou cinco arrependimentos recorrentes no fim da vida. Um deles é muito simples e poderoso: “Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos”. Definitivamente, esse não será um arrependimento meu. Falamos muito de saúde física e mental, mas ainda pouco de saúde social. Eu acredito profundamente no poder das relações. Networking nunca foi colecionar contatos; é construir relações genuínas, no trabalho, nas amizades e, principalmente, na família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, eu produzo encontros, viajo, vou a museus, encontro amigos, converso sem pauta. Nem todo encontro precisa produzir alguma coisa, mas precisamos produzir o encontro. Falta de tempo não pode ser sempre a justificativa para deixarmos as relações para depois. Talvez um dos riscos desta época seja transformar tudo em produtividade. Até o descanso virou performance. Eu preservo espaços de conexão como fundamentais na minha rotina, seja presencial ou virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cargos mudam, empresas mudam, ciclos terminam. Relações permanecem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final, não quero construir uma carreira extraordinária às custas de uma vida medíocre sem conexão com pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*<strong><em>Entrevista concedida à Editora-Chefe do Mundo Negro Silvia Nascimento </em></strong></p>
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		<title>O sonho de Dr. King na Marcha sobre Washington</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-sonho-de-dr-king-na-marcha-sobre-washington/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 08:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[direitos civis]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade completa 63 anos nesta sexta, dia em que Martin Luther King Jr. discursou diante de 260 mil pessoas. Por Ricardo C&#244;rrea Hoje completam-se 63 anos da hist&#243;rica Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade. Liderada por Martin Luther King Jr. e outros ativistas dos direitos civis, a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>A Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade completa 63 anos nesta sexta, dia em que Martin Luther King Jr. discursou diante de 260 mil pessoas.<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Ricardo Côrrea</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje completam-se 63 anos da histórica Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade. Liderada por Martin Luther King Jr. e outros ativistas dos direitos civis, a mobilização ocorreu no dia 28 de agosto de 1963, nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington. O encontro reuniu cerca de 260 mil pessoas e exigia que as condições políticas e sociais da população negra estadunidense tomassem outro rumo. A segregação racial era institucionalizada sem um mínimo de pudor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os negros estavam submetidos a altos índices de desemprego, salários baixos e nem sequer tinham o direito ao voto para elegerem representantes comprometidos com a verdadeira emancipação. Ou seja, a marcha buscava a aprovação de reformas estruturais que assegurassem plenos direitos civis. Nesse dia participaram diversas personalidades e lideranças que discursaram para a multidão, mas o ponto alto do encontro ocorreu um pouco antes do encerramento. O Dr. Martin Luther King Jr. proferiu aquele que se tornaria um dos discursos mais marcantes do século XX: &#8220;Eu Tenho um Sonho&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um sonho íntimo que estava em concordância com os sonhos de milhares de negros. A eloquência do Dr. King acertou em cheio os corações ao projetar uma sociedade sem violência e discriminação em função da cor da pele; ele idealizava sensivelmente a harmonia entre negros e brancos. E foi assim que começou: &#8220;Estou feliz por estar hoje com vocês num evento que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nosso país (&#8230;)&#8221;. Em outro trecho, pontuou: &#8220;Não podemos ficar satisfeitos enquanto o negro for vítima dos horrores inexplicáveis da polícia; não podemos ficar satisfeitos enquanto o negro do Mississippi não puder votar e o negro em Nova York acreditar que não tem motivo para votar (&#8230;)&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. King defendia mobilizações e protestos como instrumento para conquistarem políticas que estancassem ou mitigassem as agruras do povo negro. O boicote ao ônibus em Montgomery (1955 &#8211; 1956) foi um exemplo ao mundo da eficácia desse método. Bastou os negros deixarem de utilizar o transporte público, que os segregava em benefício dos brancos (negros eram obrigados a ceder lugar aos brancos e viajar no fundo dos ônibus), que as leis naquele local mudaram; afinal, a receita dos ônibus diminuiu bastante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Marcha sobre Washington foi um sucesso e viabilizou a promulgação da Lei dos Direitos Civis (1964) e da Lei do Direito ao Voto (1965). Contudo, o sonho expresso naquele 28 de agosto não se concretizou plenamente. King foi assassinado em 1968 sem presenciar as transformações profundas pelas quais lutou. Seus anseios seguem em constante disputa. Entre avanços e retrocessos, a história provou que nem mesmo a eleição de um homem negro à Presidência dos EUA foi capaz de desmantelar a ideologia da supremacia branca. A permanência do racismo estrutural expõe a profundidade do abismo. Mas a única certeza que permanece é esta: o supremacismo não conseguiu matar o sonho de Dr. King. Ele vive!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Ricardo Silvestre, fundador da Black Influence, amplia atuação empresarial e cria agência voltada a modernizar o agenciamento publicitário </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 14:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Black Influence]]></category>
		<category><![CDATA[Era]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s sete anos &#224; frente da Black Influence, publicit&#225;rio lan&#231;a a ERA, talent company criada em parceria com os s&#243;cios da MField, e amplia atua&#231;&#227;o para entretenimento, conte&#250;do, propriedade intelectual e desenvolvimento de talentos Ricardo Silvestre, publicit&#225;rio de 30 anos, fundador da ag&#234;ncia Black Influence e um dos 30 profissionais mais influentes do mercado de [&#8230;]</p>
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<h2 id="h-apos-sete-anos-a-frente-da-black-influence-publicitario-lanca-a-era-talent-company-criada-em-parceria-com-os-socios-da-mfield-e-amplia-atuacao-para-entretenimento-conteudo-propriedade-intelectual-e-desenvolvimento-de-talentos" class="wp-block-heading">Após sete anos à frente da Black Influence, publicitário lança a ERA, talent company criada em parceria com os sócios da MField, e amplia atuação para entretenimento, conteúdo, propriedade intelectual e desenvolvimento de talentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-ricardo-silvestre-publicitario-de-30-anos-fundador-da-agencia-black-influence-e-um-dos-30-profissionais-mais-influentes-do-mercado-de-marketing-e-comunicacao-sendo-o-unico-negro-da-lista-estreia-uma-nova-fase-da-carreira-com-a-criacao-da-era-talent-company-criada-em-parceria-com-os-socios-da-mfield-nbsp">Ricardo Silvestre, publicitário de 30 anos, fundador da agência Black Influence e um dos 30 profissionais mais influentes do mercado de marketing e comunicação, sendo o único negro da lista, estreia uma nova fase da carreira com a criação da ERA, talent company criada em parceria com os sócios da MField.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após sete anos no mundo empresarial com a Black Influence, Silvestre ganhou relevância no setor, combinando negócios, influência, cultura e diversidade. A agência já colaborou com grandes marcas, como Meta, Pinterest, L’Oréal, Magazine Luiza e Prime Video. Em uma nova fase, a Black Influence atuará estrategicamente com consultoria cultural, projetos especiais, conteúdos e desenvolvimento de plataformas culturais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ERA, na qual Silvestre atua como CEO e sócio, possui a proposta de desenvolver talentos para além do modelo tradicional de agenciamento publicitário. Segundo Silvestre, a empresa nasce com a tese de que talentos não devem constituir apenas faturamento, mas sim, patrimônio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-a-agencia-representa-um-movimento-de-expansao-empresarial-na-vida-de-silvestre-e-sintetiza-uma-de-suas-reflexoes-o-proximo-passo-da-creator-economy-nao-esta-apenas-em-vender-mais-campanhas-mas-em-transformar-a-relevancia-em-negocios-diz-o-empresario">A agência representa um movimento de expansão empresarial na vida de Silvestre e sintetiza uma de suas reflexões: “O próximo passo da creator economy não está apenas em vender mais campanhas, mas em transformar a relevância em negócios, diz o empresário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Passei muitos anos ajudando marcas a gerar valor a partir da cultura. Agora quero construir estruturas em que talentos e movimentos culturais também participem da propriedade desse valor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa nova fase da carreira, Silvestre quer consolidar cada vez mais sua presença no mercado empresarial, para além da figura de publicitário. Diversidade e influência ainda fazem parte de seu portfólio, mas agora, quer ampliar esse território&nbsp; para as áreas de entretenimento, experiências culturais, propriedade intelectual, conteúdo, desenvolvimento de talentos e plataformas que possam conectar o Brasil a mercados internacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da Black Influence e da ERA, Silvestre também é sócio da Peji, empresa dedicada à inteligência cultural, comportamento e consumo da população negra brasileira.</p>



<h2 id="h-unico-profissional-negro-entre-os-30-mais-influentes-da-comunicacao-e-do-marketing-no-brasil" class="wp-block-heading"><strong>Único profissional negro entre os 30 mais influentes da comunicação e do marketing no Brasil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Silvestre foi reconhecido como um dos 30 profissionais mais influentes da comunicação e do marketing no Brasil, sendo o único negro da lista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação faz parte do estudo inédito “Pulso 2026/2027 – Influência Digital e Liderança”, desenvolvido pela consultoria de influência reputacional Deck em parceria com a empresa de inteligência analítica Nexus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ser reconhecido como um dos profissionais mais influentes do país é importante. Ser o único profissional negro dessa lista também diz muito sobre o mercado que ainda precisamos construir”, diz Silvestre sobre o reconhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de sua trajetória, Silvestre foi reconhecido por algumas das principais instituições e premiações do mercado criativo e empresarial, como Forbes Under 30, LinkedIn Top Voices Next Gen, MIPAD, entre as Pessoas Negras Mais Influentes do Mundo, uma iniciativa apoiada pela ONU, entre outros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu não quero apenas ser reconhecido como alguém influente. Quero construir empresas, ativos e negócios que tenham valor para além da minha própria imagem”, conclui o empresário.&nbsp;</p>
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