<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Destaque Home - Mundo Negro</title>
	<atom:link href="https://mundonegro.inf.br/carreira-negocios-novo/destaque-home/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mundonegro.inf.br/carreira-negocios-novo/destaque-home/</link>
	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Apr 2026 00:45:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Coletivo ‘HHWC’ une hip hop e dança para transformar a relação de mulheres negras com o treino</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/coletivo-hhwc-transforma-a-relacao-de-mulheres-negras-com-o-treino-atraves-do-hip-hop/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 14:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[Oportunidades de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[são Paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=95429</guid>

					<description><![CDATA[<p>Muito antes de se tornar g&#234;nero musical, muito antes das batalhas de rap e dos campeonatos de breakdance, o movimento do corpo j&#225; era, para o povo negro, um ato pol&#237;tico. Na &#193;frica, a dan&#231;a era linguagem sagrada, forma de reverenciar ancestrais, celebrar colheitas, comunicar guerras e curar. Quando africanos escravizados foram arrancados de seus [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/coletivo-hhwc-transforma-a-relacao-de-mulheres-negras-com-o-treino-atraves-do-hip-hop/">Coletivo ‘HHWC’ une hip hop e dança para transformar a relação de mulheres negras com o treino</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Muito antes de se tornar gênero musical, muito antes das batalhas de rap e dos campeonatos de breakdance, o movimento do corpo já era, para o povo negro, um ato político. Na África, a dança era linguagem sagrada, forma de reverenciar ancestrais, celebrar colheitas, comunicar guerras e curar. Quando africanos escravizados foram arrancados de seus territórios e jogados em terras desconhecidas, o corpo continuou sendo o único território que ainda lhes pertencia. </p>



<p>Séculos depois, em 1973, no Bronx, bairro negro e periférico de Nova York destruído por políticas de reurbanização que forçaram comunidades afro-americanas e latinas a viver entre escombros, essa mesma energia ganhou nome novo. O DJ Kool Herc organizou a primeira festa de rua onde nasceria o hip hop. Afrika Bambaataa, ex-líder de gangue que havia sido transformado por uma viagem à África e pelos discursos de Malcolm X e dos Panteras Negras, fundou a Universal Zulu Nation com um objetivo claro: substituir a violência entre jovens negros pela dança, pela música, pelo grafite e pelo rap. </p>



<p>Essa cultura atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil nos anos 1980, encontrando na periferia de São Paulo um terreno fértil. Na estação São Bento, na Galeria 24 de Maio, jovens negros se reuniam para dançar break e ouvir rap em rádios boombox. Os Racionais MC&#8217;s, Thaíde, os grafiteiros Os Gêmeos, todos filhos dessa mesma raiz, todos herdeiros de uma filosofia que colocava o corpo negro no centro da cena, como sujeito e não como objeto. É dentro dessa linhagem que nasce, em São Paulo, o <strong>HipHop Workout Collective, o <em>HHWC</em>.</strong></p>



<p><strong>O coletivo que juntou treino e ancestralidade</strong></p>



<p>Juliana Oliveira, Caroline Araujo e Juliane Daianny são personal trainers, professoras de educação física, atletas e, acima de tudo, mulheres negras que conhecem na própria pele o que significa não se reconhecer em um espaço de autocuidado. As academias convencionais, com seus espelhos, seus padrões e seus silêncios, raramente foram lugares onde corpos como os delas se sentiram bem-vindos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95430" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95430" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<p>A resposta que criaram não foi apenas um treino diferente. Foi um espaço diferente. Com trilhas sonoras guiadas pelo hip hop, dinâmicas que estimulam o coletivo tanto quanto o físico e uma proposta que rompe com os padrões tradicionais do fitness, o HHWC transforma cada encontro em uma experiência cultural.</p>



<p><strong><em>&#8220;O HHWC é potência em movimento.&#8221;</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="264" height="406" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="" class="wp-image-95434" style="aspect-ratio:0.6502828990416073;width:374px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-195x300.png 195w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-98x150.png 98w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-150x231.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em> — Juliane Daianny, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Juliane, formada em Marketing e Educação Física, é proprietária do Studio JD, espaço de treinamento exclusivo para mulheres na Zona Norte de São Paulo. Amante da black music desde sempre, ela traz esse amor para o cotidiano do coletivo. Caroline Araujo, personal há sete anos e atleta de powerlifting com especialização em Ortopedia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, cuida da parte administrativa e da experiência dos encontros. Juliana Oliveira, personal trainer e professora de boxe desde 2019, campeã de levantamento terra, é responsável pelas redes sociais e pelas parcerias comerciais do projeto. Três mulheres, três trajetórias diferentes, uma visão comum: de que o treino pode ser, e deve ser, cultura.</p>



<p><strong>Quando não se mover é também uma questão estrutural</strong></p>



<p>Dados recentes revelam que apenas cerca de 33% das mulheres negras no Brasil praticam atividade física regularmente. Esse número, que poderia ser lido como desinteresse, é na verdade o retrato de uma equação estrutural: sem tempo, sem renda, sem representatividade, sem um lugar onde o próprio corpo se sinta em casa, o movimento se torna um luxo que o sistema não oferece.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95431" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95431" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<p><em><strong>&#8220;Transformamos treino em cultura e movimento em pertencimento. O Hip Hop Workout Collective nasce também da urgência de criar espaços onde mais mulheres se sintam seguras para se movimentar. Quando olhamos para dados que mostram que mulheres negras ainda se movimentam menos, entendemos que não é sobre falta de interesse, mas sobre acesso, identificação e oportunidade. O HHWC surge como esse espaço de conexão, onde o corpo, a cultura e a comunidade caminham juntos.&#8221;</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="264" height="385" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png" alt="" class="wp-image-95435" style="aspect-ratio:0.6857571944636116;width:470px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-206x300.png 206w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-103x150.png 103w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-150x219.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em>— Caroline Araujo, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>E as consequências dessa ausência de movimento vão muito além do peso na balança. Pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Unicamp e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica apontam que o sedentarismo está diretamente relacionado ao desenvolvimento de tumores, e que mulheres negras pagam um preço desproporcional por essa equação.</p>



<p>Um estudo publicado na revista científica Breast Cancer Research and Treatment, analisando casos entre 2010 e 2015, constatou que mulheres negras são diagnosticadas em estágios mais avançados da doença do que mulheres brancas, e enfrentam uma taxa de mortalidade quase quatro vezes maior. O INCA, por sua vez, aponta que mulheres negras têm 57% mais chance de morrer de câncer de mama do que brancas, com especial incidência do subtipo triplo negativo, o mais agressivo da doença. Pesquisadores da Unicamp identificaram ainda uma tendência perturbadora: enquanto a mortalidade por câncer de mama cai entre mulheres brancas, ela continua subindo entre pretas e pardas, sinal de que as melhorias no diagnóstico e tratamento ainda não chegam a quem mais precisa.</p>



<p>E é aqui que o movimento entra como resposta. Estudos da Universidade Charles, na República Tcheca, analisando mais de 130 mil mulheres, concluíram que a atividade física regular pode reduzir em até 40% o risco de desenvolver câncer de mama. A American Cancer Society aponta que manter um nível regular de exercícios diminui entre 10% e 20% a chance de desenvolver um tumor. O sedentarismo, por outro lado, pode chegar a dobrar o risco de desenvolvimento da doença. O INCA confirma: a atividade física regula hormônios como estrogênio e progesterona, reduz inflamações crônicas e fortalece o sistema imunológico — mecanismos diretamente ligados à prevenção.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95432" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95432" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<p><strong>Hip hop como filosofia, treino como filosofia</strong></p>



<p>Há uma coerência profunda no HHWC que vai além da playlist. O hip hop, em sua essência, sempre foi sobre transformação social através da arte, sobre pegar o que o sistema jogou fora e fazer disso cultura, identidade, orgulho. É o que Afrika Bambaataa chamava de quinto elemento do hip hop: o conhecimento de si, da realidade histórica e cultural dos grupos oprimidos.</p>



<p>O HHWC opera nessa mesma frequência. Cada sessão de treino é também um ritual de pertencimento — a música que pulsa, os corpos que se movem juntos, a instrutora que se parece com você, o espaço que foi construído pensando em você. Isso não é detalhe. Para uma mulher negra que cresceu achando que academia não era lugar para ela, isso é transformação.</p>



<p><em><strong>&#8220;O HHWC leva o hip hop para o treino como cultura viva, traduzindo esse movimento em comunidade, liberdade e transformação social.&#8221;<br></strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="263" height="387" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png" alt="" class="wp-image-95436" style="aspect-ratio:0.6796010659775499;width:446px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png 263w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-204x300.png 204w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-102x150.png 102w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-150x221.png 150w" sizes="(max-width: 263px) 100vw, 263px" /></figure>



<p><em> — Juliana Oliveira, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Em 2025, o Hip Hop Workout Collective deu um passo que marca uma nova fase da sua história: a expansão para o Rio de Janeiro. O que nasceu como um encontro entre amigas em São Paulo agora conecta territórios, amplia redes e consolida o projeto como um movimento, com tudo o que essa palavra carrega de político, de histórico e de esperança.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg)"></div></div><div style="margin-left: auto;"> <div style=" width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div></div></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div></div></a></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
</div></figure>



<p>Ao lado das fundadoras, uma equipe de staff, voluntários, audiovisual, o DJ Pink Jay e a produtora Jufa Balshoy, todos pertencentes à mesma comunidade, todos com histórias de vida que se encontram nesse projeto. Como dizem as idealizadoras: <em>isso vai muito além de ser mais um coletivo de treino.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>PRÓXIMAS EDIÇÕES</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>São Paulo</strong> — 12 de abril de 2025</li>



<li><strong>Rio de Janeiro</strong> — 2 de maio de 2025</li>
</ul>



<p><strong>Informações e ingressos:</strong> <a target="_blank" rel="noreferrer noopener" href="https://www.google.com/search?q=https://linktr.ee/hhwc.br">linktr.ee/hhwc.br</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/coletivo-hhwc-transforma-a-relacao-de-mulheres-negras-com-o-treino-atraves-do-hip-hop/">Coletivo ‘HHWC’ une hip hop e dança para transformar a relação de mulheres negras com o treino</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Exclusivo: L’Oréal Luxo e Sephora capacitam 100% de suas equipes de vendas no Brasil contra o racismo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/exclusivo-loreal-luxo-e-sephora-capacitam-100-de-suas-equipes-de-vendas-no-brasil-contra-o-racismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 13:48:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Afroluxo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[L'Oréal Luxo]]></category>
		<category><![CDATA[loreal]]></category>
		<category><![CDATA[sephora]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=95380</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mercado de luxo no Brasil d&#225; um passo importante contra a discrimina&#231;&#227;o racial contra seus clientes. Neste M&#234;s do Consumidor,&#160;a L&#8217;Or&#233;al Luxo e a Sephora anunciaram com exclusividade ao Mundo Negro, a conclus&#227;o da capacita&#231;&#227;o de 100% de suas equipes de vendas no pa&#237;s contra o racismo. A a&#231;&#227;o faz parte do programa&#160;Afroluxo, que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/exclusivo-loreal-luxo-e-sephora-capacitam-100-de-suas-equipes-de-vendas-no-brasil-contra-o-racismo/">Exclusivo: L’Oréal Luxo e Sephora capacitam 100% de suas equipes de vendas no Brasil contra o racismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O mercado de luxo no Brasil dá um passo importante contra a discriminação racial contra seus clientes. Neste Mês do Consumidor,<strong>&nbsp;a L’Oréal Luxo e a Sephora anunciaram com exclusividade ao Mundo Negro</strong>, a conclusão da capacitação de 100% de suas equipes de vendas no país contra o racismo. A ação faz parte do programa&nbsp;<strong>Afroluxo</strong>, que se fortalece com a adesão da Sephora ao&nbsp;<strong>Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro</strong>.</p>



<p>O movimento simboliza a expansão do Afroluxo, programa de longo prazo da L’Oréal Luxo criado em 2024 para enfrentar o racismo estrutural nas relações de consumo brasileiras, e reforça a importância da atuação conjunta entre indústria e varejo na promoção de uma beleza verdadeiramente diversa.</p>



<p>Para Sephora, a adesão vem como um aprimoramento de uma jornada de diversidade já estruturada, com políticas, metas e práticas consolidadas de diversidade, equidade e inclusão em toda a operação.</p>



<p>A marca mantém uma área dedicada exclusivamente à DE&amp;I desde 2022 e uma estratégia contínua, chamada Sephora (+), voltada à promoção de pertencimento, representatividade e capacitação interna.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rzrW!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb92a30b1-0457-464b-8c3d-c010a57c0261_3408x2272.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rzrW!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fb92a30b1-0457-464b-8c3d-c010a57c0261_3408x2272.jpeg" alt=""/></a></figure>



<p>“O Afroluxo nasceu do compromisso da L’Oréal Luxo em transformar o mercado de beleza em um ambiente mais justo e representativo. Hoje, a realidade está bem distante disso: 9 em cada 10 consumidores negros enfrentam racismo nos ambientes de consumo de luxo. A adesão da Sephora, ícone em varejo de beleza no mundo, é motivo de muito orgulho para nós, reforçando nossa crença de que uma mudança efetiva só acontece quando indústria e varejo caminham juntos. Esse é um passo histórico, que nos aproxima de um novo padrão de atendimento e respeito à pluralidade da beleza brasileira”, afirma Bianca Ferreira, head de Comunicação, Diversidade e Sustentabilidade da L’Oréal Luxo.</p>



<p>O Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro reúne 10 diretrizes de autorregulamentação antirracista e propõe uma revisão das práticas de atendimento e consumo no setor. Embora sem validade jurídica, o documento estimula marcas e varejistas a repensarem suas condutas e a implementarem mudanças concretas em prol de uma experiência de compra ainda mais justa e acolhedora.</p>



<p><strong>Entre as diretrizes, destacam-se:</strong></p>



<p>●&nbsp;<strong>Capacitação antirracista:&nbsp;</strong>Estabelece a obrigatoriedade de treinamentos em letramento racial para colaboradores, com foco na eliminação de vieses e práticas racistas, sejam elas verbais ou não verbais.</p>



<p>●&nbsp;<strong>Excelência no atendimento:&nbsp;</strong>Propõe que consumidores negros sejam atendidos com atenção, respeito e qualidade desde o primeiro contato, reconhecendo a importância de reparar práticas históricas de exclusão e garantir uma experiência de compra acolhedora e equitativa.</p>



<p>●&nbsp;<strong>Livre acesso e circulação:&nbsp;</strong>Veda qualquer tipo de barreira — física ou simbólica — que restrinja o acesso de consumidores negros aos espaços de venda, garantindo igualdade de condições.</p>



<p>A Sephora terá o documento disponível em todas as 45 lojas da rede no Brasil, reafirmando seu compromisso público com a diversidade, a equidade e a inclusão.</p>



<p>Desenvolvido em parceria com a&nbsp;<strong>Black Sisters in Law&nbsp;</strong>e o&nbsp;<strong>MOVER</strong>, o Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro propõe uma revisão profunda na forma como consumidores negros são recebidos e atendidos nos pontos de venda. Como parte da adesão ao Código, os colaboradores das lojas passam por treinamento específico, certificado pelo<strong>&nbsp;ID_BR (Instituto Identidades do Brasil)</strong>, parceiro estratégico do programa Afroluxo.</p>



<p>A iniciativa dialoga com os 21 dispositivos racistas identificados na pesquisa&nbsp;<strong>“Racismo no Varejo de Beleza de Luxo”</strong>, conduzida pela L’Oréal Luxo em 2024, e reforça o compromisso com a transformação concreta dos espaços de varejo.</p>



<p>“Na Sephora, diversidade, equidade e inclusão são compromissos permanentes e parte essencial da nossa estratégia de negócio globalmente falando. Temos metas públicas de e ações contínuas de capacitação e fortalecimento de uma cultura de pertencimento, e a parceria com a L’Oréal Luxo através do Afroluxo reforça esse propósito ao promover um varejo de beleza de prestígio mais justo e representativo. A adesão ao programa Afroluxo e ao Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro é mais do que um avanço: é mais um passo concreto na construção de um novo padrão de atendimento, respeito e pertencimento para a beleza brasileira. Essa é uma evolução natural da nossa trajetória de diversidade, que há anos orienta nossas decisões e experiências.”, destaca Marcele Gianmarino, Gerente de Inclusão e Diversidade no Brasil.</p>



<p>Para marcar o Mês do Consumidor e celebrar os direitos dos consumidores negros, L’Oréal Luxo e Sephora também promovem eventos exclusivos para consumidoras negras em diversas regiões do país, reforçando o protagonismo e a valorização da beleza negra. Os eventos irão acontecer ao longo de março e abril em praças selecionadas com datas ainda a serem confirmadas</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Afroluxo: um novo padrão de inclusão no mercado de luxo</strong></h3>



<p>O Afroluxo lançado em 2024, é um programa de longo prazo que visa o enfrentamento ao racismo no mercado de luxo brasileiro. Seus pilares são: transformar o negócio, empoderar o ecossistema e impactar positivamente a sociedade.</p>



<p>Além do Código, o Afroluxo abrange diferentes iniciativas inéditas para combate ao racismo, como o primeiro protocolo de atendimento antiracista do mercado de luxo, auditorias anuais dos times de vendas com enfoque na questão racial através do Black Mystery Shopper; ampliação do portfólio de bases de Lancôme, que se tornou a marca de beleza não profissional com o maior portfólio para pele negra disponível no mercado brasileiro desde 2025; bem como o lançamento do Pacto Afroluxo de Enfrentamento ao Racismo nas Lojas de Beleza de Luxo, a primeira coalizão deste tipo no segmento que busca unir esforços entre o varejo e a indústria em prol do combate ao racismo.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/exclusivo-loreal-luxo-e-sephora-capacitam-100-de-suas-equipes-de-vendas-no-brasil-contra-o-racismo/">Exclusivo: L’Oréal Luxo e Sephora capacitam 100% de suas equipes de vendas no Brasil contra o racismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Jordan, Coogler e Arkapaw fazem história no Oscar 2026 com &#8220;Pecadores&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/jordan-coogler-e-arkapaw-fazem-historia-no-oscar-2026-com-pecadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 01:45:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Pecadores]]></category>
		<category><![CDATA[ryan coogler]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=95359</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8220;Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. Estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais, entre os meus&#8230; isso significa tudo.&#8221; Com essas palavras,&#160;Michael B. Jordan&#160;recebeu a estatueta de Melhor Ator na 98&#170; edi&#231;&#227;o do Oscar, realizada [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/jordan-coogler-e-arkapaw-fazem-historia-no-oscar-2026-com-pecadores/">Jordan, Coogler e Arkapaw fazem história no Oscar 2026 com &#8220;Pecadores&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. Estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais, entre os meus&#8230; isso significa tudo.” Com essas palavras,&nbsp;<strong>Michael B. Jordan&nbsp;</strong>recebeu a estatueta de Melhor Ator na 98ª edição do Oscar, realizada no último domingo (15) no Dolby Theatre, em Los Angeles. Foi o momento mais simbólico de uma noite em que “Pecadores”, filme concebido, escrito e dirigido pelo cineasta negro&nbsp;<strong>Ryan Coogler,&nbsp;</strong>registrou quatro vitórias e uma série de recordes históricos.</p>



<p>Jordan venceu pelo papel dos irmãos gêmeos Smoke e Stack, personagens que retornam ao sul dos Estados Unidos na década de 1930 para abrir um bar de blues e se veem diante de uma ameaça sobrenatural. O filme foi recordista de indicações na história da premiação, com 16 nomeações. Além da estatueta de Melhor Ator, o longa também levou os prêmios de Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora Original.</p>



<p>Ao subir ao palco para receber o Oscar de Melhor Roteiro Original, Coogler abriu o discurso pedindo ao público que se sentasse: “Por favor, por favor. Cresci em Oakland, na Califórnia, e a gente fala muito.” Em seguida, pediu que todo o elenco e a equipe do filme se levantassem.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!tjtJ!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F78b414f0-095d-4778-960b-4285dbad1b9b_4096x2730.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!tjtJ!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F78b414f0-095d-4778-960b-4285dbad1b9b_4096x2730.jpeg" alt="Image" title="Image"/></a></figure>



<p>“Vocês são incríveis. Vocês são os verdadeiros vencedores para mim”, disse, antes de se emocionar ao falar da família. “Às minhas crianças que estão em casa assistindo: me desculpem por todo o tempo longe. Pai ama vocês. Memórias são tudo que temos. Espero ter dado a vocês algumas boas. Quando vocês forem abençoados com uma vida longa e eu me tornar apenas uma memória, quero que se lembrem de uma coisa: eu amo vocês mais do que qualquer coisa.”</p>



<p>Coogler se tornou o segundo roteirista negro a vencer na categoria de Melhor Roteiro Original. O primeiro foi Jordan Peele, por “Corra!” (2017).</p>



<p>A outra grande conquista histórica da noite veio com&nbsp;<strong>Autumn Durald Arkapaw,&nbsp;</strong>diretora de fotografia de “Pecadores”. Com ascendência filipina e afro-americana, ela se tornou a primeira mulher na história a vencer a categoria de Melhor Fotografia no Oscar, e também a primeira mulher não branca a receber a honraria. Ao subir ao palco, Arkapaw pediu que todas as mulheres presentes se levantassem.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!hPMU!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7f33de21-9fd8-44d9-889c-700c5cafe052_1000x667.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!hPMU!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7f33de21-9fd8-44d9-889c-700c5cafe052_1000x667.jpeg" alt="Autumn Durald Arkapaw at the 98th Annual Oscars held at Dolby Theatre on March 15, 2026 in Hollywood, California." title="Autumn Durald Arkapaw at the 98th Annual Oscars held at Dolby Theatre on March 15, 2026 in Hollywood, California."/></a><figcaption class="wp-element-caption">Autumn Durald Arkapaw &#8211; Getty Image</figcaption></figure>



<p>“É uma honra estar aqui. Não cheguei aqui sem vocês. Eu digo isso de coração. Senti tanto amor, de todas essas mulheres, conheci tantas pessoas, e momentos assim acontecem por causa de vocês”, declarou.</p>



<p>Arkapaw também foi a primeira mulher diretora de fotografia a filmar em IMAX 65mm e Ultra Panavision. Sua parceria com Coogler vem do set de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”. Sobre o trabalho em “Pecadores”, ela disse que o roteiro a tocou desde a primeira leitura. “Quando li a história, me senti muito perto de casa. Há tanto amor que foi derramado neste filme. É assim que você faz filmes realmente ótimos: você dedica o máximo de si mesmo nele.”</p>



<p>“Pecadores” terminou a noite com quatro estatuetas em um Oscar dominado por “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, que levou seis prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. A vitória de Anderson na categoria de direção deixou de fora Coogler, que seria o primeiro cineasta negro a vencer Melhor Diretor em quase 100 anos de premiação.</p>



<p><em>Foto: Getty Images</em></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/jordan-coogler-e-arkapaw-fazem-historia-no-oscar-2026-com-pecadores/">Jordan, Coogler e Arkapaw fazem história no Oscar 2026 com &#8220;Pecadores&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guia inédito mapeia 100 experiências de gastronomia negra em todo o Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/guia-inedito-mapeia-100-experiencias-de-gastronomia-negra-em-todo-o-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 20:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Black Money]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[são Paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=95133</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lan&#231;amento aproveita ano com 10 feriados nacionais; publica&#231;&#227;o resolve lacuna hist&#243;rica de visibilidade Onde comer bem e apoiar o empreendedorismo negro durante as viagens? Essa pergunta, comum entre quem busca consumo consciente, tinha at&#233; agora uma resposta fragmentada. O Guia Black Chef&#8217;s 2026, lan&#231;ado neste domingo (5) pelo Mundo Negro em parceria com o Guia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/guia-inedito-mapeia-100-experiencias-de-gastronomia-negra-em-todo-o-brasil/">Guia inédito mapeia 100 experiências de gastronomia negra em todo o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Lançamento aproveita ano com 10 feriados nacionais; publicação resolve lacuna histórica de visibilidade</em><br></p>



<p>Onde comer bem e apoiar o empreendedorismo negro durante as viagens? Essa pergunta, comum entre quem busca consumo consciente, tinha até agora uma resposta fragmentada. O Guia Black Chef&#8217;s 2026, lançado neste domingo (5) pelo Mundo Negro em parceria com o Guia Black Chef&#8217;s, resolve esse problema com uma curadoria inédita: 100 experiências gastronômicas de empreendedorismo negro em todo o Brasil, organizadas em formato prático e acessível.</p>



<p>&#8220;Pela primeira vez, existe um mapeamento nacional dedicado exclusivamente a isso&#8221;, afirma Silvia Nascimento, coordenadora editorial do guia. &#8220;Não existe um veículo no Brasil com mais credibilidade que o Mundo Negro para lançar um produto como esse, inédito, construído com um trabalho que é resultado de uma marca comprometida em promover a comunidade negra por meio de conteúdo há mais de 20 anos.&#8221;</p>



<p>O lançamento não é por acaso. 2026 começa com 10 feriados nacionais &#8211; incluindo Carnaval, Páscoa e diversos feriados prolongados &#8211; tornando-se um ano ideal para viagens pelo Brasil. O guia chega justamente no momento em que brasileiros começam a planejar seus roteiros.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="793" data-id="95135" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-1024x793.jpeg" alt="" class="wp-image-95135" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-1024x793.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-300x232.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-150x116.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-768x594.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-543x420.jpeg 543w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-696x539.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-1068x827.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv.jpeg 1398w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O problema da invisibilidade</strong></h3>



<p>Estabelecimentos de proprietários negros frequentemente não aparecem em guias gastronômicos tradicionais ou plataformas de turismo. Mesmo com qualidade técnica e proposta diferenciada, faltava visibilidade organizada. &#8220;Cada estabelecimento aqui presente representa uma história de excelência, técnica e paixão que o mercado tradicional não enxerga&#8221;, destaca a publicação.</p>



<p>O Guia Black Chef&#8217;s existe desde 2023 e já apresentou mais de 200 estabelecimentos, consolidando-se como referência no setor. Esta edição reúne o melhor dessa curadoria: das praias do nordeste aos bistrôs do sul, passando por casas de sushi, pizzarias, sorveterias, cafeterias, hamburguerias e refúgios à beira-mar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cinco categorias para facilitar escolhas</strong></h3>



<p>O guia organiza as experiências para atender diferentes momentos: Pé na areia e verão (sabores litorâneos), Comida ancestral (tradições preservadas), Alta gastronomia (técnica apurada), Happy Hour &amp; Burgers (descontração) e Sabores do Mundo &amp; Cafés (sushi, pizzas, sorvetes, cafés autorais).</p>



<p>&#8220;Do sushi artesanal aos pratos de raiz, das sorveterias aos cafés, a diversidade é a essência&#8221;, afirma o guia. Entre os destaques estão o Ú Bistrô em Tibau do Sul (RN), refúgio contemporâneo na Praia da Pipa com vista para o mar; o Velas do Cumbuco no Ceará, onde kitesurf encontra gastronomia; e o Zé Barbudo Lounge em Trancoso (BA), que une o charme da Bahia com drinks e cozinha sofisticada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Formato pensado para quem viaja</strong></h3>



<p>Em 16 páginas com design editorial, o guia facilita decisões rápidas. Um PDF bônus traz Instagram clicável de cada estabelecimento &#8211; basta tocar para acessar cardápio, horários e fazer reservas. &#8220;Nesta edição, convidamos você a descobrir destinos onde a ancestralidade dialoga com a inovação e cada prato conta uma narrativa única&#8221;, apresenta a publicação.</p>



<p>&#8220;O Guia Black Chef&#8217;s é mais novinho, mas já se tornou um projeto referência jornalística em conteúdos afrocentrados de gastronomia&#8221;, completa Silvia Nascimento.</p>



<p>O Guia Black Chef&#8217;s 2026 está disponível por R$ 67. <strong>Assinantes pagantes</strong> da Newsletter Hub Mundo Negro recebem um link exclusivo por e-mail com desconto especial, pagando apenas R$ 47.</p>



<p><strong><a href="https://go.hotmart.com/D103446985N">ACESSE O GUIA AQUI</a></strong></p>



<p><strong>Sobre o Guia Black Chef&#8217;s</strong><strong><br></strong>Criado em 2023, o Guia Black Chef&#8217;s é a principal referência no mapeamento da gastronomia negra brasileira, tendo apresentado mais de 200 estabelecimentos em todo o território nacional.</p>



<p><strong>Sobre o Mundo Negro</strong><strong><br></strong>Há mais de 20 anos, o Mundo Negro é referência em conteúdo sobre cultura, empreendedorismo e representatividade negra no Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/guia-inedito-mapeia-100-experiencias-de-gastronomia-negra-em-todo-o-brasil/">Guia inédito mapeia 100 experiências de gastronomia negra em todo o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Grupo L’Oréal Brasil impulsiona a carreira de creators negros e PCDs com nova turma formada pelo programa Beleza Mais Diversa</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/loreal-brasil-impulsiona-a-carreira-de-creators-negros-e-pcds-com-nova-turma-formada-pelo-programa-beleza-mais-diversa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 21:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza Mais Diversa]]></category>
		<category><![CDATA[creators negros]]></category>
		<category><![CDATA[creatos PCDs]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo L’Oréal Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Marcia SIlveira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=94939</guid>

					<description><![CDATA[<p>A segunda turma do Beleza Mais Diversa, programa criado pelo Grupo L&#8217;Or&#233;al no Brasil para impulsionar a carreira de creators negros e pessoas com defici&#234;ncia (PCDs) na economia criativa, se formou nesta segunda-feira (17). A cerim&#244;nia, realizada no Rio de Janeiro, destacou a forma&#231;&#227;o de mais de 40 criadores de conte&#250;do e refor&#231;ando o compromisso [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/loreal-brasil-impulsiona-a-carreira-de-creators-negros-e-pcds-com-nova-turma-formada-pelo-programa-beleza-mais-diversa/">Grupo L’Oréal Brasil impulsiona a carreira de creators negros e PCDs com nova turma formada pelo programa Beleza Mais Diversa</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A segunda turma do <strong>Beleza Mais Diversa</strong>, programa criado pelo <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/powerlist-mundo-negro-2025-realiza-a-quarta-edicao-da-premiacao-que-celebra-mulheres-negras-inspiradoras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Grupo L’Oréal no Brasil</a></strong> para impulsionar a carreira de creators negros e pessoas com deficiência (PCDs) na economia criativa, se formou nesta segunda-feira (17). A cerimônia, realizada no Rio de Janeiro, destacou a formação de mais de 40 criadores de conteúdo e reforçando o compromisso da empresa com a representatividade no mercado de influência digital.</p>



<p>Lançado em 2024, o projeto foi desenvolvido em parceria com YouPix, TikTok, MOVER e REIS, e combina três pilares fundamentais para a profissionalização dos participantes: educação, por meio de mentorias com influenciadores experientes; ferramentas, incluindo a compra de equipamentos; e visibilidade, com oportunidades reais de inserção no mercado.</p>



<p>A edição de 2025 foi a mais diversa até agora, contemplando criadores de diferentes regiões, gêneros e faixas etárias. Também houve uma versão online, que atingiu a marca de 38 mil inscritos, mostrando a demanda reprimida por formação inclusiva.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-94956" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/1Y4A9668-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Formatura da 2ª edição do programa Beleza Mais Diversa. (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>Entre os presentes no evento estavam o <strong>CEO da L’Oréal Brasil, Marcelo Zimet</strong>, instituições parceiras e creators que atuaram como mentores, como<strong> Dan Mendes</strong> (@danmendesoficial), <strong>Nathalia Santos</strong> (@nathaliasantos) e <strong>Amanda Mendes</strong> (@todacrespa). Juntos, os formandos alcançaram uma taxa de engajamento 4,8 vezes maior do que no início do programa.</p>



<p><strong>Márcia Silveira, líder do programa e Head de Diversidade, Equidade e Inclusão para Advocacy da L’Oréal Brasil</strong>, destacou a importância da representatividade: “Vivemos em um país que a maioria da população se identifica como preta ou parda, mas isso não se reflete no mercado de creators. Como líder de beleza, temos o papel de contribuir para essa transformação, representar o Brasil em sua ampla pluralidade. O Beleza Mais Diversa existe há dois anos para modificar esse cenário e aumentar a diversidade entre os influenciadores digitais.”</p>



<p>O Beleza Mais Diversa surgiu após uma pesquisa conduzida pela Think Etnus, que revelou que <strong>33% das pessoas negras não têm referências de beleza e que outros 30% se inspiram em influenciadores digitais</strong>. Ainda assim, em um país com 56% da população negra ou parda, 66% dos creators seguem sendo brancos. Nesta edição, a L’Oréal ainda ampliou o escopo e passou a incluir também creators PCDs.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-94957" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-1024x682.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-630x420.jpeg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-696x464.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1-1068x712.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-18.01.54-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Márcia Silveira, líder do programa e Head de Diversidade, Equidade e Inclusão para Advocacy da L’Oréal Brasil. (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>Para <strong>Natália Paiva, diretora-executiva do MOVER</strong>, o impacto transcende o programa: “A segunda edição do Beleza Mais Diversa, que tem o MOVER como parceiro, reforça nosso compromisso de ampliar oportunidades e impulsionar a representatividade na creator economy, conectando talentos e fortalecendo uma indústria da beleza mais diversa e representativa.”</p>



<p>Atuando com diversidade como um de seus valores centrais, a L’Oréal Brasil afirma que 50% dos creators contratados pela companhia pertencem a grupos sub-representados. Assim como no ano anterior, a meta é que 70% dos participantes sejam contratados por alguma das marcas do grupo no país.</p>



<p>A expectativa é que o programa sirva de referência para outras empresas. “A economia criativa por meio dos influenciadores digitais se constrói com base em conexão, em pertencimento. Os consumidores precisam se sentir vistos, acolhidos e representados. A diversidade é a chave para isso”, conclui Márcia Silveira.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/loreal-brasil-impulsiona-a-carreira-de-creators-negros-e-pcds-com-nova-turma-formada-pelo-programa-beleza-mais-diversa/">Grupo L’Oréal Brasil impulsiona a carreira de creators negros e PCDs com nova turma formada pelo programa Beleza Mais Diversa</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Empreendedoras negras são as que mais enfrentam barreiras no acesso ao crédito, aponta pesquisa</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/empreendedoras-negras-sao-as-que-mais-enfrentam-barreiras-no-acesso-ao-credito-aponta-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 18:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Fontes]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedoras negras]]></category>
		<category><![CDATA[empréstimo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=94827</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mulheres negras s&#227;o as que enfrentam os maiores obst&#225;culos para acessar cr&#233;dito e impulsionar seus neg&#243;cios no Brasil, segundo a 10&#170; edi&#231;&#227;o da pesquisa &#8220;Empreendedoras e Seus Neg&#243;cios 2025&#8221;, realizada anualmente pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) por meio do seu Laborat&#243;rio de G&#234;nero e Empreendedorismo, e execu&#231;&#227;o da Ideafix. O estudo revela dados sobre [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/empreendedoras-negras-sao-as-que-mais-enfrentam-barreiras-no-acesso-ao-credito-aponta-pesquisa/">Empreendedoras negras são as que mais enfrentam barreiras no acesso ao crédito, aponta pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Mulheres negras são as que enfrentam os maiores obstáculos para acessar crédito e impulsionar seus negócios no Brasil</strong>, segundo a 10ª edição da pesquisa “Empreendedoras e Seus Negócios 2025”, realizada anualmente pelo <strong>Instituto Rede Mulher Empreendedora </strong>(IRME) por meio do seu Laboratório de Gênero e Empreendedorismo, e execução da Ideafix. O estudo revela dados sobre acesso a crédito no Brasil e se dedicou a compreender os principais desafios e oportunidades para o crescimento dos pequenos negócios femininos e também revelou a desigualdade racial no acesso.</p>



<p>“Mulheres brancas têm 23% dos pedidos negados, contra 29% das mulheres negras. Além disso, os valores obtidos por mulheres negras tendem a ser menores: 37% delas receberam até R$2 mil, frente a 22% das mulheres brancas. Apenas 6% das empreendedoras negras acessaram empréstimos acima de R$20 mil, ante 20% das empreendedoras brancas”, explica <strong>Ana Fontes</strong>, empreendedora social e fundadora da Rede Mulher Empreendedora e do Instituto RME.</p>



<p>A pesquisa, que ouviu 1.043 mulheres de todas as regiões, revela que 57,3% das empreendedoras afirmam não ter dívidas em 2025 — um movimento que pode refletir tanto a cautela diante das incertezas econômicas quanto o esforço para manter as contas em dia. Ainda assim, a realidade financeira é marcada por contradições: 72,1% estão negativadas como pessoa física, indicando que muitas recorrem ao crédito pessoal enquanto mantêm seus CNPJs sem restrições.</p>



<p>Mesmo com a necessidade de investimento para crescer, 65,5% das empreendedoras nunca solicitaram crédito para o negócio, enquanto apenas 21% tentaram mais de uma vez. Entre as que buscaram recursos, os bancos privados lideram a procura (52,4%), seguidos por fintechs (39,6%) e bancos públicos (33,2%).</p>



<p>O estudo também evidencia que a informalidade segue como barreira para muitas mulheres: 74,5% acessam crédito como pessoa física, e apenas 35,3% como pessoa jurídica. As fintechs aparecem como alternativa para empréstimos menores e liberação rápida, enquanto bancos públicos e cooperativas atendem negócios formalizados e valores mais altos.</p>



<p>O perfil racial das participantes se divide entre <strong>mulheres negras (49%) e brancas (48%)</strong>. A maioria está entre 30 e 59 anos, com concentração na faixa dos 40 aos 49 anos. Em média, elas têm renda mensal de R$ 2.400, são chefes de família (58,3%) e sustentam outras pessoas com essa renda (69,4%). Pela primeira vez, o desemprego superou a busca por independência financeira como principal motivação para empreender.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Discriminação no processo de crédito</strong></h3>



<p>Entre as mulheres que tiveram o crédito negado, 30,5% relatam ter sofrido algum tipo de discriminação, enquanto esse percentual sobe para 35,5% entre aquelas que ainda aguardavam resposta. Questões como gênero, raça/cor, classe social, território periférico ou rural e escolaridade aparecem como motivadores do tratamento discriminatório.</p>



<p>No total, <strong>26,3% das empreendedoras tiveram o pedido de crédito negado</strong>, e 8,6% ainda esperam retorno. A negativação do nome foi o principal motivo apontado para a recusa (58,5%). Para muitas, a falta de crédito dificultou o planejamento dos negócios (23,4%) e até impactou a renda familiar (5,3%).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Setores onde essas mulheres atuam</strong></h3>



<p>A área de alimentação e gastronomia concentra a maior parte das empreendedoras (19,6%), seguida pelos setores de beleza, estética e bem-estar (16,7%). Já segmentos como tecnologia (2,4%), transporte (1,8%) e turismo (1,5%) permanecem com baixa participação feminina — especialmente negra — evidenciando a necessidade de investimentos, inclusão e formação para ampliar o acesso dessas mulheres a setores mais lucrativos e valorizados. </p>



<p>Em 2025, o setor de beleza perdeu espaço, enquanto os negócios ligados a <strong>arte e cultura</strong> registraram crescimento. </p>



<p>A metodologia da pesquisa combina dados quantitativos e qualitativos e inclui entrevistas com representantes de instituições financeiras que atuam no Brasil e na América Latina. A coleta foi realizada em agosto de 2025.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Novo fundo para apoiar empreendedoras — com foco no Norte e Nordeste</strong></h3>



<p>Junto com a divulgação da pesquisa, o IRME anunciou o lançamento do <strong>FIRME – Fundo de Impacto e Renda para Mulheres Empreendedoras</strong>, que vai disponibilizar <strong>R$ 2,5 milhões em crédito orientado</strong> para mulheres à frente de pequenos negócios. O fundo prioriza empreendedoras das regiões <strong>Norte e Nordeste</strong>, além de negócios com impacto social e sustentável.</p>



<p>A iniciativa combina financiamento, capacitação e mentorias individuais, fortalecendo negócios desde o planejamento até a execução. O FIRME é realizado pelo Instituto RME com apoio da Rede Mulher Empreendedora e parceria do Banco Pérola, instituição com mais de 16 anos de experiência em microcrédito produtivo orientado.</p>



<p><strong>Pesquisa completa</strong>: <a href="https://institutorme.org.br/lab-irme/">https://institutorme.org.br/lab-irme/</a></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/empreendedoras-negras-sao-as-que-mais-enfrentam-barreiras-no-acesso-ao-credito-aponta-pesquisa/">Empreendedoras negras são as que mais enfrentam barreiras no acesso ao crédito, aponta pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8216;Carreiras Negras&#8217;: Livro destaca trajetórias de executivos de grandes empresas e organizações brasileiras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/carreiras-negras-livro-destaca-trajetorias-de-executivos-de-grandes-empresas-e-organizacoes-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 15:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=94612</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lideran&#231;as negras que ocupam cargos estrat&#233;gicos em grandes empresas e organiza&#231;&#245;es brasileiras compartilham suas hist&#243;rias e aprendizados no livro &#8216;Carreiras Negras&#8217;, lan&#231;ado em outubro pela Editora Janda&#237;ra. A obra, escrita por Talita Matos e Eliezer Leal, analisa o contexto hist&#243;rico e social do trabalho no Brasil e apresenta estrat&#233;gias para fortalecer a presen&#231;a, o poder [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/carreiras-negras-livro-destaca-trajetorias-de-executivos-de-grandes-empresas-e-organizacoes-brasileiras/">&#8216;Carreiras Negras&#8217;: Livro destaca trajetórias de executivos de grandes empresas e organizações brasileiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lideranças negras que ocupam cargos estratégicos em grandes empresas e organizações brasileiras compartilham suas histórias e aprendizados no livro <strong>&#8216;Carreiras Negras&#8217;</strong>, lançado em outubro pela Editora Jandaíra. A obra, escrita por <strong>Talita Matos</strong> e <strong>Eliezer Leal</strong>, analisa o contexto histórico e social do trabalho no Brasil e apresenta estratégias para fortalecer a presença, o poder e a permanência de profissionais negros em espaços de decisão.</p>



<p>Com prefácio do filósofo<strong> Renato Nogueira</strong>, o livro reúne histórias inspiradoras de executivos e executivas que atuam em companhias como <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/powerlist-mundo-negro-2025-realiza-a-quarta-edicao-da-premiacao-que-celebra-mulheres-negras-inspiradoras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Aline Lima</a></strong>, head de diversidade, equidade e inclusão da Natura para a América Latina, e Powerlist Mundo Negro 2025;<strong> Luana Ozemela</strong>, vice-presidente de impacto social e sustentabilidade no iFood;<strong> Luciane Malta Rodrigues</strong>, gerente sênior de Relações Institucionais no MOVER; <strong>Cosme Bispo</strong>, gerente da unidade de impacto da Fundação Lemann, entre outros.</p>



<p>“É um livro no qual eu e o Eliezer olhamos para as nossas experiências pessoais e para a vivência de pessoas próximas, com atenção para a construção social do Brasil. Os aprendizados vêm de projetos e encontros com mais de 2.000 profissionais negros nos últimos 5 anos. A partir disso, nós propomos algumas saídas aos desafios enfrentados por pessoas negras ao se verem em um lugar de liderança em grandes empresas, ou mesmo com conselhos para aquelas que buscam alcançar esses lugares”, explica Talita Matos, cientista social com mestrado em educação inclusiva e mais de 20 anos de atuação em diversidade e inclusão. </p>



<p>Eliezer Leal, sócio da consultoria Singuê, com mais de duas décadas de experiência no setor de tecnologia, além de atuar como coach e conselheiro, destaca que o livro é também uma forma de devolver à sociedade os aprendizados acumulados ao longo dessa jornada. “O Carreiras Negras vem em um momento de consolidação do nosso conhecimento, como uma devolutiva à sociedade de tudo o que aprendemos e construímos na nossa própria jornada. Enquanto os números mostrarem um ambiente desigual no mercado de trabalho, temos que falar, escrever e conversar sobre o lugar ocupado por pessoas negras”, afirma.</p>



<p>Segundo a PNAD Contínua 2024, do IBGE, 56,4% da população brasileira em idade de trabalhar se declara preta ou parda, mas a maioria ainda está fora dos cargos de comando. Os autores reforçam que repensar as estruturas corporativas é essencial para transformar esse cenário.</p>



<p>No prefácio, Renato Nogueira resume o espírito da obra: “O que está em jogo aqui não é apenas a ascensão de indivíduos. É a possibilidade de que as carreiras negras sejam também plataformas de inovação social, de redistribuição simbólica, de cura coletiva. São movimentos que deslocam o eixo do mérito isolado para a ética da interdependência – aquele que nos ensina que o crescimento de um só tem mais sentido quando reverbera em muitos”.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/carreiras-negras-livro-destaca-trajetorias-de-executivos-de-grandes-empresas-e-organizacoes-brasileiras/">&#8216;Carreiras Negras&#8217;: Livro destaca trajetórias de executivos de grandes empresas e organizações brasileiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Executiva de Gana é eleita a pessoa negra mais influente do Reino Unido; um grito da excelência global e o espelho para o Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/executiva-de-gana-e-eleita-a-pessoa-negra-mais-influente-do-reino-unido-um-grito-da-excelencia-global-e-o-espelho-para-o-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sauanne Bispo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Nov 2025 12:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[executivas africanas]]></category>
		<category><![CDATA[executivas negras]]></category>
		<category><![CDATA[gana]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres africanas]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=94544</guid>

					<description><![CDATA[<p>A recente consagra&#231;&#227;o da ganense Afua Kyei, CFO do Bank of England, como a pessoa negra mais influente do Reino Unido em 2026, sinaliza um marco de redefini&#231;&#227;o de poder na alta finan&#231;a mundial. A profissional comanda a responsabilidade pela governan&#231;a financeira de um balan&#231;o de &#163;1 trilh&#227;o, refletindo o alto n&#237;vel de impacto e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/executiva-de-gana-e-eleita-a-pessoa-negra-mais-influente-do-reino-unido-um-grito-da-excelencia-global-e-o-espelho-para-o-brasil/">Executiva de Gana é eleita a pessoa negra mais influente do Reino Unido; um grito da excelência global e o espelho para o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A recente consagração da ganense<strong> Afua Kyei</strong>, <strong>CFO do Bank of England</strong>, como a pessoa negra mais influente do Reino Unido em 2026, sinaliza um marco de redefinição de poder na alta finança mundial. A profissional comanda a responsabilidade pela governança financeira de um balanço de £1 trilhão, refletindo o alto nível de impacto e a confiança depositada em sua expertise.</p>



<p>Esses <em>cases</em> de sucesso não são isolados, mas parte de uma constelação de mulheres negras africanas que atuam em posições C-Level e de alto impacto global.</p>



<p>O comando exercido por essas líderes transcende fronteiras e setores, comprovando a excelência e a capacidade de gerir grandes organizações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ngozi Okonjo-Iweala: </strong>Primeira mulher e primeira africana a ser Diretora-Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Sua carreira inclui ter sido Ministra das Finanças da Nigéria e Diretora-Geral de Operações no Banco Mundial.</li>



<li><strong>Maryam Abisola:</strong> CFO da Microsoft África, liderando a estratégia financeira em um dos mercados de tecnologia de crescimento mais rápido do mundo, após passagens por Coca-Cola e Pernod Ricard.</li>



<li><strong>Lillian Barnard:</strong> Profissional de destaque na Microsoft, presidiu a unidade da África do Sul e atuou como Presidente da Microsoft África, e atualmente lidera a área de Enterprise Partner Solutions para o Oriente Médio e África.</li>



<li><strong>Nunu Ntshingila: </strong>Por sete anos, atuou como Managing Director da Meta (antiga Facebook) para a África, sendo pioneira na construção da presença comercial da gigante de tecnologia no continente.</li>



<li><strong>Aida Diarra:</strong> Liderou as operações regionais da Western Union e, mais recentemente, tem sido fundamental na expansão de pagamentos digitais na África como Vice-Presidente da Visa.</li>



<li><strong>Ireti Samuel-Ogbu:</strong> Comandou as operações do Citibank Nigéria e Gana por quatro anos como Managing Director, uma carreira de destaque em um dos maiores bancos de investimento do mundo.</li>
</ul>



<p>Seus nomes nestas posições simbolizam algo óbvio: mulheres negras estão prontas para assumir o comando das rédeas financeiras de sistemas de alto impacto, assim como outras cadeiras de alta liderança, competindo e vencendo em escala global.</p>



<p>Diante destes <em>cases</em>, o Brasil é convidado a confrontar a sua própria realidade, revelada por levantamentos recentes no Valor Econômico:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>80% dos Chief Financial Officers (CFOs) são homens.</li>



<li>88% dos CFOs são brancos.</li>



<li>A presença de mulheres negras nessas posições é inferior a 1%, apesar de serem o maior grupo demográfico do Brasil, representando 28,5% da população.</li>
</ul>



<p>Esta discrepância é um grito de alarme estrutural. Não se trata apenas de estatísticas; trata-se de um &#8220;teto de vidro&#8221; espesso, que barra a visibilidade e o crucial merecido acesso para carreiras de mulheres negras. A mulher negra brasileira possui uma expertise intrínseca em resiliência, adaptabilidade e gestão de crise, competências que são citadas como essenciais para a liderança corporativa moderna. No entanto, ela segue enfrentando um sistema que, por inércia ou intencional recusa, não enxerga, aceita ou investe em seu potencial.</p>



<p>O que Afua Kyei e o rol de líderes africanas demonstram é que o talento existe em abundância; o que falta no Brasil são as pontes estruturadas. É nesse contexto que iniciativas como o Instituto Conselheira 101 (C101) se tornam fundamentais e transformadoras, atuando como um catalisador para que mulheres negras e indígenas alcancem cadeiras em comitês e conselhos de administração.</p>



<p>A cada executiva negra que ocupa uma cadeira estratégica, não apenas se estabelece um precedente; reorganizam-se as possibilidades para as novas gerações. A presença delas legitima a ambição e prova que competência e pluralidade são forças complementares que geram inovação e governança mais robusta.</p>



<p>O desafio brasileiro, hoje, não é mais de provar competência, ela já está dada e constatada em trajetórias internacionais e nacionais. É de construir redes de influência e abrir as portas dos conselhos e das cadeiras de alta liderança para refletir a verdadeira potência do maior grupo demográfico do país.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/executiva-de-gana-e-eleita-a-pessoa-negra-mais-influente-do-reino-unido-um-grito-da-excelencia-global-e-o-espelho-para-o-brasil/">Executiva de Gana é eleita a pessoa negra mais influente do Reino Unido; um grito da excelência global e o espelho para o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MOVER completa 4 anos com quase 800 mil oportunidades criadas para pessoas negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mover-completa-4-anos-com-quase-800-mil-oportunidades-criadas-para-pessoas-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 09:50:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas de estudo]]></category>
		<category><![CDATA[cursos]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[MOVER]]></category>
		<category><![CDATA[oportunidades]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=94525</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Movimento pela Equidade Racial (MOVER) acaba de completar quatro anos com resultados que mostram o impacto real de uma atua&#231;&#227;o coletiva pela inclus&#227;o racial. Desde sua cria&#231;&#227;o, o movimento j&#225; gerou quase 800 mil oportunidades para pessoas negras, por meio de a&#231;&#245;es voltadas &#224; empregabilidade, forma&#231;&#227;o profissional e desenvolvimento de lideran&#231;as. Criado a partir [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/mover-completa-4-anos-com-quase-800-mil-oportunidades-criadas-para-pessoas-negras/">MOVER completa 4 anos com quase 800 mil oportunidades criadas para pessoas negras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>Movimento pela Equidade Racial (MOVER) </strong>acaba de completar quatro anos com resultados que mostram o impacto real de uma atuação coletiva pela inclusão racial. Desde sua criação, o movimento já gerou quase 800 mil oportunidades para pessoas negras, por meio de ações voltadas à empregabilidade, formação profissional e desenvolvimento de lideranças.</p>



<p>Criado a partir da união de grandes companhias, o MOVER se consolidou como uma das principais coalizões empresariais dedicadas a transformar as relações de trabalho e a cultura corporativa no Brasil. Hoje, o movimento reúne 60 empresas associadas, entre elas <strong>Natura</strong>, Amazon, Assaí, Eli Lilly, Mastercard, Vibra e Vila Nova Partners, que se somaram recentemente à iniciativa.</p>



<p>Para celebrar o aniversário, o MOVER reuniu jornalistas e influenciadores engajados na pauta de diversidade, equidade e inclusão, na academia <strong>L’Oréal</strong>, em São Paulo. O encontro teve como propósito compartilhar aprendizados, experiências e reforçar o papel estratégico das empresas na construção de uma sociedade mais justa.</p>



<p>Segundo dados do movimento, 66% das oportunidades promovidas estão ligadas à empregabilidade, com contratações de pessoas negras pelas companhias associadas. Já os outros 34% envolvem bolsas de estudo, formação de lideranças e cursos de idiomas, tecnologia e empreendedorismo. As ações atendem diferentes etapas da jornada profissional de pessoas negras — do ingresso no mercado de trabalho à ocupação de cargos de liderança.</p>



<p>Para <strong>Natália Paiva, diretora-executiva do MOVER</strong>, o crescimento da rede mostra que a diversidade é um pilar essencial para o futuro dos negócios e da sociedade. “O MOVER simboliza um compromisso coletivo e contínuo com a construção de um país mais justo e igualitário. Acreditamos que promover oportunidades é a base para transformar realidades e inspirar mudanças que ultrapassam os muros das empresas”, afirma.</p>



<p>Fique por dentro das oportunidades do MOVER no site <strong><a href="https://somosmover.org/">https://somosmover.org/</a></strong></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/mover-completa-4-anos-com-quase-800-mil-oportunidades-criadas-para-pessoas-negras/">MOVER completa 4 anos com quase 800 mil oportunidades criadas para pessoas negras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dívida tem cor: como o crédito reproduz o racismo e a desigualdade no Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/divida-tem-cor-como-o-credito-reproduz-o-racismo-e-a-desigualdade-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 10:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[dívida]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[movimento black money]]></category>
		<category><![CDATA[renda]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=94390</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Alan Soares No Brasil de 2025, a palavra &#8220;cr&#233;dito&#8221; designa duas realidades radicalmente opostas. Para uns, &#233; alavanca de enriquecimento, ferramenta de multiplica&#231;&#227;o patrimonial, estrat&#233;gia sofisticada de constru&#231;&#227;o de imp&#233;rio. Para outros, especialmente para a popula&#231;&#227;o negra, &#233; uma armadilha de sobreviv&#234;ncia, mecanismo de endividamento estrutural, caminho sem volta para a inadimpl&#234;ncia e a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/divida-tem-cor-como-o-credito-reproduz-o-racismo-e-a-desigualdade-no-brasil/">Dívida tem cor: como o crédito reproduz o racismo e a desigualdade no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em><strong>Por Alan Soares </strong></em></p>



<p>No Brasil de 2025, a palavra &#8220;crédito&#8221; designa duas realidades radicalmente opostas. Para uns, é alavanca de enriquecimento, ferramenta de multiplicação patrimonial, estratégia sofisticada de construção de império. Para outros, especialmente para a população negra, é uma armadilha de sobrevivência, mecanismo de endividamento estrutural, caminho sem volta para a inadimplência e a exclusão.</p>



<p>Esta não é apenas uma diferença de grau, mas de natureza. O sistema de crédito brasileiro não é neutro. Ele foi desenhado, historicamente, para transferir riqueza de baixo para cima, dos pobres para os ricos, dos negros para os brancos. E compreender essa dinâmica é fundamental para entender como o racismo estrutural se perpetua através das finanças.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Abismo em Números: Quando os Dados Revelam o Racismo</strong></h2>



<p>Os dados de 2024 e 2025 revelam uma crise de endividamento sem precedentes, mas que atinge as classes sociais e as raças de maneiras brutalmente desiguais.</p>



<p>81% das famílias com renda de até três salários mínimos estão endividadas, com 37% inadimplentes e 18% sem condições de quitar seus débitos. Em contraste, 66% dos ricos (acima de 10 salários mínimos) estão endividados, mas apenas 14% inadimplentes e só 5% sem condições de quitar.</p>



<p>A aparente contradição, os pobres terem <strong>mais</strong> dívidas que os ricos, apesar de terem <strong>menos</strong> acesso a crédito revela algo fundamental: os pobres se endividam para sobreviver; os ricos se endividam para enriquecer.</p>



<p>E quando adicionamos a dimensão racial a essa equação, o quadro se torna ainda mais brutal. A população negra representa 56% dos brasileiros, mas 72,9% dos desempregados. Mesmo quando conseguem trabalho, ganham em média 66% do salário de pessoas brancas. Mulheres negras enfrentam taxas de desemprego mais que o dobro das de homens não negros.</p>



<p>No mercado de crédito especificamente, empreendedores negros têm crédito negado <strong>três vezes mais</strong> que empreendedores brancos, mesmo representando 53% dos micros e pequenos empreendedores do país. Quando conseguem crédito, frequentemente recebem condições piores: maiores taxas de juros, menores limites e prazos mais curtos.</p>



<p>Esta é a face do racismo financeiro: não apenas negar oportunidades, mas cobrar mais caro por elas quando finalmente são concedidas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-1024x576.png" alt="" class="wp-image-94404" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/10/image-10.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><br><strong>Rodar da minutagem 2:26 até 3:28 </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e3_TniHlH0Q&amp;list=RDe3_TniHlH0Q&amp;start_radio=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>https://www.youtube.com/watch?v=e3_TniHlH0Q&amp;list=RDe3_TniHlH0Q&amp;start_radio=1</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como os Ricos Usam o Crédito: A Alavancagem como Acumulação</strong></h2>



<p>&#8220;Rico sempre financia&#8221;, afirmou Caio Mesquita, CEO do Grupo Empiricus, explicando como utilizou alavancagem financeira para adquirir uma propriedade de R$ 8 milhões, que quatro anos depois estava valendo R$ 20 milhões, com um ganho de R$ 15 milhões &#8220;sem nem mesmo precisar usar o próprio dinheiro&#8221;.</p>



<p>Esta lógica, pegar emprestado para enriquecer, é o oposto absoluto da experiência da população negra e pobre com o crédito. Para os ricos, o crédito permite:</p>



<p><strong>Preservar liquidez:</strong> O dinheiro que seria usado na compra à vista permanece disponível para outras oportunidades de investimento.</p>



<p><strong>Alavancar patrimônio:</strong> Com o mesmo capital, é possível adquirir múltiplos ativos, multiplicando exponencialmente os ganhos quando esses ativos se valorizam.</p>



<p><strong>Acessar dinheiro barato:</strong> Brasileiros ricos costumam contrair empréstimos, muitos denominados em dólares, usando garantias como ações, com juros muito inferiores aos praticados para a população em geral.</p>



<p><strong>Fazer o dinheiro trabalhar:</strong> Comprar um imóvel financiado e alugá-lo, usando a renda do aluguel para pagar as parcelas, permite aquisição de patrimônio com custo líquido próximo de zero.</p>



<p>A XP, a maior corretora independente do Brasil, abriu um banco oferecendo empréstimos onde indivíduos podem tomar crédito usando como garantia o dinheiro em fundos de investimento. Ou seja: você pega emprestado dinheiro do banco usando seu próprio dinheiro investido como garantia, mas mantendo esse dinheiro rendendo.</p>



<p>Esta é a mágica da alavancagem para os ricos: eles podem, simultaneamente, usar o dinheiro (via crédito) e mantê-lo (via investimentos que servem de garantia). O crédito não os empobrece, ele os enriquece.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como os Pobres e Negros Usam o Crédito: Sobrevivência como Endividamento</strong></h2>



<p>Para a população negra e pobre, o crédito opera em uma lógica completamente oposta. Quando 81% das famílias com renda de até três salários mínimos estão endividadas, não estamos falando de estratégias de alavancagem patrimonial. Estamos falando de pessoas que usaram o cartão de crédito para comprar comida, que pegaram empréstimo para pagar remédio, que entraram no carnê da loja porque o salário não chegou até o fim do mês.</p>



<p>O endividamento da população negra tem características estruturalmente distintas:</p>



<p><strong>1. Crédito de Alto Custo:</strong> A média de juros do rotativo do cartão era de 455% ao ano em 2023. Mesmo com as novas regras limitando a 100% ao ano em 2024, a situação permanece brutal. 75% dos brasileiros parcelam suas compras, e o cartão virou saída para necessidades básicas.</p>



<p><strong>2. Ausência de Garantias:</strong> Sem patrimônio acumulado, resultado de séculos de escravização e exclusão , a população negra não consegue acessar linhas de crédito mais baratas. Paradoxalmente, quem menos precisa de crédito consegue crédito mais barato. Quem mais precisa, paga mais caro. Trata-se de uma verdadeira corrida dos ratos.</p>



<p><strong>3. Uso para Consumo, não Investimento:</strong> O crédito não financia ativos que se valorizam ou geram renda. Financia despesas de consumo que não deixam nenhum resíduo patrimonial. A dívida permanece, mas o bem consumido já se foi.</p>



<p><strong>4. Ciclo de Re-endividamento:</strong> 20,8% dos brasileiros destinaram mais da metade dos rendimentos às dívidas em janeiro de 2025. Quando um terço da renda vai para pagar dívidas, é impossível acumular poupança ou investir. Qualquer imprevisto gera novo endividamento.</p>



<p><strong>5. Discriminação Algorítmica:</strong> Os sistemas automatizados de credit score reproduzem vieses raciais históricos. Morar em determinados bairros, ter determinados nomes, frequentar determinadas escolas… tudo isso é capturado por algoritmos que penalizam pessoas negras, mesmo quando têm perfil de risco similar ao de pessoas brancas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Herança Escravocrata do Sistema de Crédito</strong></h2>



<p>Para compreender por que o sistema de crédito opera como máquina de reprodução do racismo, precisamos retornar à nossa formação histórica.</p>



<p>Em torno da escravidão construiu-se uma ética do trabalho degradado, uma imagem depreciativa do povo, uma indiferença moral das elites em relação às carências da maioria, e uma hierarquia social de grande rigidez vazada por enormes desigualdades.</p>



<p>A escravidão não terminou em 1888. Ela se metamorfoseou, adaptou-se, encontrou novas formas de perpetuação. E uma das mais eficazes é justamente o sistema financeiro que nega sistematicamente crédito à população negra ou o concede em condições predatórias.</p>



<p>Durante a escravidão, a justificativa ideológica era que pessoas negras eram naturalmente inferiores. Após a abolição formal, essa justificativa se tornou insustentável legalmente. Mas o sistema precisava de uma nova narrativa para legitimar a continuidade das exclusões.</p>



<p>Entra o sistema de crédito baseado em &#8220;risco&#8221;. Agora, a narrativa não é mais que pessoas negras são naturalmente inferiores. É que elas são &#8220;mais arriscadas&#8221;, que &#8220;não têm histórico de crédito&#8221;, que &#8220;não têm garantias suficientes&#8221;. A conclusão prática é a mesma: <strong>elas não merecem crédito ou devem pagar mais caro por ele. </strong>Ou seja, a justificativa mudou da biologia para as finanças.</p>



<p>Este é o golpe de mestre da ideologia: transformar uma injustiça histórica e estrutural em <strong>&#8220;avaliação técnica de risco&#8221;</strong>. Os descendentes de escravizados, sistematicamente impedidos de acumular riqueza, capital e patrimônio por séculos, são agora informados que se não conseguem crédito, é porque são de &#8220;alto risco&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Lucro sobre o Endividamento Negro</strong></h2>



<p>A dívida da população negra não é apenas um problema social. É um negócio altamente lucrativo.</p>



<p>O sistema financeiro brasileiro lucra espetacularmente com o endividamento da população pobre e negra através de juros estratosféricos, multas, tarifas e renovação perpétua de dívidas que nunca são quitadas completamente.</p>



<p>Enquanto isso, o número de brasileiros bilionários chegou a 60 em 2024, acumulando R$ 943 bilhões, um crescimento de quase 38% de suas fortunas em um ano. De janeiro a setembro de 2024, as isenções fiscais para grandes empresas chegaram a quase R$ 111 bilhões.</p>



<p>A equação é clara: os pobres e negros pagam juros absurdos que enriquecem bancos, enquanto os ricos recebem isenções fiscais que empobrecem o Estado. E então o Estado, sem recursos, corta gastos sociais, forçando mais pessoas ao endividamento privado para acessar serviços que deveriam ser públicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Taxa Selic: Arma de Classe e Raça</strong></h2>



<p>O Comitê de Política Monetária do Banco Central aumentou a Taxa Selic para 15% em 2025.</p>



<p>Como observa Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, &#8220;o que adianta aprovar um pacote de cortes na casa de R$ 30 bilhões se, a cada 1% de aumento da Taxa Selic, cresce em R$ 55 bilhões os gastos com a chamada dívida pública?&#8221;</p>



<p>A Selic opera como mecanismo de transferência de renda dos pobres e negros para os ricos e brancos através de múltiplos canais:</p>



<p><strong>Encarece o crédito popular:</strong> Quando a Selic sobe, o trabalhador negro que precisa parcelar uma geladeira paga ainda mais.</p>



<p><strong>Valoriza aplicações dos ricos:</strong> Quando ela sobe, quem tem dinheiro aplicado ganha mais (sem trabalhar, sem produzir, apenas por ter capita)l.</p>



<p><strong>Drena recursos públicos:</strong> O pagamento de juros consome parcela gigantesca do orçamento que poderia ir para saúde, educação, políticas de igualdade racial.</p>



<p><strong>Mantém o desemprego:</strong> Juros altos desestimulam investimento produtivo. Resultado: mais desemprego, que afeta desproporcionalmente a população negra.</p>



<p>“A Selic é apresentada como instrumento técnico neutro. Na prática, é uma arma que transfere renda sistematicamente dos trabalhadores negros para os rentistas brancos.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Movimento Black Money: Construindo Autonomia Financeira Negra</strong></h2>



<p>Diante desse cenário devastador, em 2017, Nina Silva e Alan Soares fundaram o Movimento Black Money (MBM) com uma missão clara: desenvolver inserção e autonomia da comunidade negra na era digital, rompendo com a dependência de um sistema financeiro estruturalmente racista.</p>



<p>Inspirado no pan-africanismo e nas experiências de comunidades negras norte-americanas, o MBM parte de uma constatação simples mas poderosa: se a população negra representa 56% dos brasileiros e movimenta R$ 1,9 trilhão por ano, por que esse dinheiro não circula dentro da própria comunidade, gerando empregos, oportunidades e autonomia para pessoas negras?</p>



<p>Estudos mostram que, nas comunidades asiáticas dos EUA, um dólar circula por até 28 dias antes de sair da comunidade. Entre judeus, 19 dias. Em áreas predominantemente brancas, 17 dias. Mas na comunidade negra, o dólar vive apenas <strong>6 horas</strong>.</p>



<p>O Movimento Black Money atua em múltiplas frentes para mudar essa realidade:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Educação e Capacitação: Afreektech</strong></h3>



<p>O <a href="http://www.afreektech.com.br">Afreektech</a> é o braço educacional do MBM, oferecendo bolsas de estudo gratuitas em cursos de Transformação Digital, Carreiras Tech, Marketing Digital, Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Programação, Empreendedorismo, entre outros.</p>



<p>A lógica é clara: se o sistema financeiro tradicional nega crédito a empreendedores negros porque &#8220;não têm planejamento&#8221;, &#8220;não têm estrutura&#8221;, &#8220;não sabem gestão de caixa&#8221;, o MBM oferece a capacitação necessária. Mas não qualquer capacitação, mas uma que reconhece as barreiras estruturais específicas que a população negra enfrenta.</p>



<p>Como explica Nina Silva: &#8220;O afroempreendedor está numa questão de sobrevivência. Não tem estrutura, não tem planejamento, não tem plano de caixa, não sabe quanto vai rodar. A gente tenta tratar [este déficit] e impulsionar&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Serviços Financeiros: D&#8217;Black Bank</strong></h3>



<p>O D&#8217;Black Bank é uma fintech 100% digital, desenvolvida por pessoas negras que vivenciam as mesmas dores do público-alvo, oferecendo serviços financeiros com taxas justas e incentivos sociais a projetos educacionais.</p>



<p>Enquanto empreendedores negros têm crédito negado três vezes mais em bancos tradicionais, o D&#8217;Black Bank trabalha para oferecer:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Maquininha de cartão &#8220;Pretinha&#8221;:</strong> Com taxas menores que as praticadas pelo mercado, já funcionando em afronegócios de diversas cidades brasileiras.</li>



<li><strong>Cartão de crédito e conta digital:</strong> Com menores burocracias e condições mais justas, funcionando com bandeiras tradicionais.</li>



<li><strong>Microcrédito:</strong> Projeto em desenvolvimento para oferecer crédito comumente negado a afroempreendedores, de cartões com limites mais altos a empréstimos com juros acessíveis.</li>



<li><strong>Educação financeira:</strong> Conteúdos e formação para que a população negra desenvolva consciência e autonomia sobre suas finanças.</li>
</ul>



<p>A proposta não é apenas criar &#8220;mais um banco&#8221;, mas um <strong>negócio social</strong> onde o lucro retorna para a própria comunidade através de investimentos em capacitações e projetos educacionais. É fazer o dinheiro trabalhar para a emancipação da população negra, não para sua exploração.<br><br><br><br></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Networking e Conexões: Happy Hours</strong></h3>



<p>O MBM promove encontros regulares entre empreendedores e profissionais negros para formar networking, conectar talentos, encontrar investidores e criar uma rede de apoio mútuo.</p>



<p>No mercado de tecnologia, onde a ausência de diversidade é o terceiro maior desafio para o ingresso de pessoas negras, criar comunidades de aprendizagem e apoio é fundamental. Essas redes não apenas facilitam o acesso a oportunidades, mas também criam modelos de referência, algo essencial quando apenas 29,5% dos cargos gerenciais no Brasil são ocupados por pretos e pardos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Marketplace e Circulação: Mercado Black Money</strong></h3>



<p>O <a href="http://www.mercadoblackmoney.com.br">Mercado Black Money</a> é uma plataforma online que conecta empreendedores negros e consumidores antirracistas, permitindo que o capital financeiro circule por mais tempo dentro da comunidade negra.</p>



<p>A premissa é simples: &#8220;Se não me vejo, não compro&#8221;. Mas também o inverso: &#8220;Se me vejo, escolho intencionalmente comprar de quem me representa&#8221;.</p>



<p>Atualmente, o marketplace reúne cerca de 2,5 mil empreendedores</p>



<p><strong>5. Inovação e Tecnologia: MBM Inovahack</strong></p>



<p>O MBM Inovahack reúne empreendedores, programadores, designers, cientistas de dados e outros profissionais de tecnologia para criação de soluções colaborativas para problemas específicos da comunidade negra.</p>



<p>Nas últimas edições, o evento já mobilizou mais de 700 participantes, com 84% de participantes negros e 70% de mulheres. Os melhores projetos são premiados com mais de R$ 20 mil, bolsas de estudos e possíveis vagas em programas de capacitação.</p>



<p>É um espaço de protagonismo negro e periférico dentro do universo da inovação e tecnologia, que visa impulsionar o empreendedorismo e empregabilidade tecnológica.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>6. Suporte Emergencial: Fundo de Apoio a Famílias Negras</strong></h3>



<p>Durante a pandemia, o MBM lançou campanha de crowdfunding para ajudar famílias que não conseguiriam manter as vendas ou o sustento. A iniciativa tem caráter emergencial e visa atender, preferencialmente, famílias negras lideradas por mães solo e afroempreendedores.</p>



<p>A lógica é de solidariedade prática: reconhecer que, em momentos de crise, a comunidade precisa se apoiar mutuamente, porque o Estado e o mercado tradicionalmente nos abandonam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por Que o Movimento Black Money Importa: Autonomia como Resistência</strong></h2>



<p>O Movimento Black Money não é apenas uma iniciativa de capacitação ou uma plataforma de negócios. É uma estratégia política de construção de autonomia econômica para a população negra em um país onde o sistema financeiro foi historicamente usado como ferramenta de dominação racial.</p>



<p>Quando Nina Silva diz que &#8220;não basta incluir trainees negros na empresa, é preciso enegrecer a lista de fornecedores&#8221;, ela está articulando uma visão profunda: a verdadeira transformação não vem de algumas pessoas negras sendo incluídas em estruturas brancas, mas de pessoas negras construindo suas próprias estruturas de poder econômico.</p>



<p>O MBM reconhece que a população negra não será salva por bancos tradicionais que historicamente a excluíram. Não será salva por políticas públicas que sistematicamente nos ignoram. Não será salva esperando que o sistema se torne menos racista.</p>



<p>A autonomia precisa ser construída, através de educação que nos qualifica para a economia digital, de serviços financeiros que servem nossas necessidades reais, de redes que nos conectam e fortalecem, de circulação intencional de dinheiro dentro da comunidade.</p>



<p>Como afirma Alan Soares, também fundador do MBM: &#8220;Retomar a nossa africanidade e a manifestação da nossa afro-brasilidade é trazer o nosso pensamento ao Sul e, realmente, trazer a essência das nossas raízes. Nós nascemos e somos oriundos de uma sociedade matriarcal e de uma sociedade comunitária&#8221;.</p>



<p>É essa ancestralidade comunitária que o Movimento Black Money resgata e atualiza para o século XXI: a compreensão de que nossa força está na união, de que prosperamos coletivamente, de que o dinheiro que circula entre nós nos fortalece a todos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Que Falta: Desafios e Caminhos</strong></h2>



<p>Apesar de seu potencial transformador, o Movimento Black Money e iniciativas similares enfrentam desafios estruturais imensos:</p>



<p><strong>1. Escala:</strong> Seu impacto na área educacional é significativo, mas há mais de 9 milhões de pessoas negras desempregadas no Brasil. Como expandir o alcance sem diluir a qualidade?</p>



<p><strong>2. Acesso a Capital:</strong> Até hoje, Nina e Alan são os únicos investidores do MBM. De forma proposital, querem manter controle e visão, mas é algo que limita a velocidade de crescimento.</p>



<p><strong>3. Regulação Financeira:</strong> Operar serviços financeiros exige navegação complexa de regulamentações pensadas para grandes instituições, não para fintechs de impacto social.</p>



<p><strong>4. Mudança Cultural:</strong> Fazer o dinheiro circular por mais tempo na comunidade negra exige transformação de hábitos de consumo arraigados por séculos de colonização.</p>



<p><strong>5. Racismo Institucional:</strong> Mesmo empreendedores negros de sucesso enfrentam barreiras sistemáticas.</p>



<p>Mas esses desafios não diminuem a importância do trabalho. Ao contrário, a reforçam. Porque o Movimento Black Money está construindo algo que ninguém nos dará: autonomia. <strong>E autonomia não se pede — se conquista.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alternativas Estruturais: O Que Mais Precisa Mudar</strong></h2>



<p>O Movimento Black Money é parte essencial da solução, mas transformação completa exige também mudanças estruturais de políticas públicas:</p>



<p><strong>1. Teto para Taxas de Juros:</strong> Juros de 100% a 455% ao ano são agiotagem legalizada. Precisamos de limites máximos drasticamente mais baixos.</p>



<p><strong>2. Crédito Produtivo Público com Recorte Racial:</strong> Bancos públicos oferecendo crédito para empreendedores negros com juros subsidiados e foco em geração de renda.</p>



<p><strong>3. Cotas para Fornecedores Negros:</strong> Empresas públicas e privadas obrigadas a reservar percentual de suas compras para fornecedores negros.</p>



<p><strong>4. Reforma Tributária Progressiva:</strong> Taxar fortunas, heranças, grandes rendas&nbsp; e usar recursos para financiar renda básica e serviços universais que reduzam a necessidade de crédito privado.</p>



<p><strong>5. Auditoria da Dívida Pública:</strong> Questiona a legitimidade de uma dívida que cresce via Selic e drena recursos que poderiam financiar igualdade racial.</p>



<p><strong>6. Regulação contra Discriminação Algorítmica:</strong> Algoritmos de credit score que reproduzem vieses raciais precisam ser auditados e regulados.</p>



<p><strong>7. Reparações Históricas:</strong> Reconhecer que a escravidão gerou dívida histórica do Estado brasileiro com a população negra&nbsp; e que essa dívida precisa ser paga através de políticas robustas de reparação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão: Dívida Tem Cor, Mas a Autonomia Também</strong></h2>



<p>No Brasil contemporâneo, o sistema de crédito/dívida funciona como um dos principais mecanismos de reprodução do racismo estrutural. Não apesar de como foi desenhado, mas exatamente porque foi desenhado para isso.</p>



<p>Para os ricos e brancos, o crédito é alavanca de acumulação. Para os pobres e negros, o crédito é armadilha de sobrevivência.</p>



<p>Quando 81% das famílias pobres estão endividadas, com 37% inadimplentes, quando empreendedores negros têm crédito negado três vezes mais, quando mulheres negras enfrentam desemprego duas vezes maior, não estamos diante de fracassos individuais. Estamos diante de um sistema que foi construído para produzir exatamente esses resultados.</p>



<p>Mas em meio a esse cenário devastador, o Movimento Black Money nos oferece algo precioso: uma visão de autonomia possível. A compreensão de que, enquanto lutamos por transformações estruturais, podemos também construir nossas próprias estruturas: de educação, de finanças, de circulação de riqueza, de apoio mútuo.</p>



<p>Como afirma Nina Silva, fundadora do MBM e reconhecida como a mulher mais disruptiva do Mundo: &#8220;Qual é a riqueza, o que você tem dentro de você e o que você pode fazer no seu dia a dia para enriquecer e investir na sua própria comunidade?” É isso o que o movimento coloca.</p>



<p>A dívida tem cor. O racismo financeiro é real. Mas a resistência também tem cor. E a autonomia que estamos construindo, passo a passo, bolsa por bolsa, empreendimento por empreendimento, negócio por negócio, é a prova de que outro futuro é possível.</p>



<p>Um futuro onde o crédito não seja armadilha, mas ferramenta. Onde o dinheiro circule dentro da comunidade, fortalecendo a todos. Onde pessoas negras não precisam implorar por migalhas de um sistema que nos odeia, mas construam suas próprias instituições que nos amam.</p>



<p>Esse futuro não virá de bancos tradicionais. Não virá de políticos que nos ignoram. Virá de nós mesmos &#8211; organizados, capacitados, conectados, fazendo nosso dinheiro trabalhar para nossa própria libertação.</p>



<p>O Movimento Black Money já está construindo esse futuro. E convida cada pessoa negra, cada aliado antirracista, a fazer parte dessa jornada.</p>



<p><strong>Porque se a dívida tem cor, a autonomia também tem. E essa cor é preta.</strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Saiba mais e participe:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Movimento Black Money:</strong> <a href="http://www.movimentoblackmoney.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.movimentoblackmoney.com.br</a></li>



<li><strong>Afreektech:</strong> Inscrições abertas para cursos gratuitos &#8211; <a href="http://www.afreektech.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.afreektech.com.br&nbsp;</a></li>



<li><strong>D&#8217;Black Bank:</strong> Serviços financeiros de negros para negros</li>



<li><strong>Mercado Black Money:</strong> Compre de empreendedores negros</li>



<li><strong>Redes sociais:</strong> <a href="http://movimentoblackmoney" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@movimentoblackmoney</a></li>
</ul>



<p><em>A autonomia financeira da população negra não é um sonho. É um projeto. E você pode fazer parte dele.</em></p>



<p><em><br></em></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/divida-tem-cor-como-o-credito-reproduz-o-racismo-e-a-desigualdade-no-brasil/">Dívida tem cor: como o crédito reproduz o racismo e a desigualdade no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
