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	<title>Arquivos Destaque Home - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos Destaque Home - Mundo Negro</title>
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		<title>FOTO 3X4: ILÉA FERRAZ &#8211; uma das grandes atrizes brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 10:17:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Atriz negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Fran&#231;a Il&#233;a Ferraz tem 41 anos de carreira e ainda responde sobre o futuro com uma frase que desmonta qualquer tentativa de transform&#225;-la em passado: &#8220;O melhor da minha arte ainda est&#225; por vir&#8221;. &#201; preciso escut&#225;-la com aten&#231;&#227;o. Estamos diante de uma artista que atravessou quatro d&#233;cadas de teatro, televis&#227;o, audiovisual e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Rodrigo França</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Iléa Ferraz tem 41 anos de carreira e ainda responde sobre o futuro com uma frase que desmonta qualquer tentativa de transformá-la em passado: “O melhor da minha arte ainda está por vir”. É preciso escutá-la com atenção. Estamos diante de uma artista que atravessou quatro décadas de teatro, televisão, audiovisual e artes visuais sem aceitar que a escassez de oportunidades destinada às mulheres negras determinasse a dimensão de sua criação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamar Iléa de uma das grandes atrizes negras brasileiras é verdadeiro, mas insuficiente. Ela é uma das grandes atrizes brasileiras. O adjetivo “negra” importa porque conta uma história que o país tentou tornar invisível. Já o seu talento não precisa de qualquer delimitação. Atriz, dramaturga, roteirista, diretora, produtora, artista visual, cenógrafa, ilustradora e preparadora de elenco, Iléa construiu uma trajetória que atravessa linguagens com uma inquietação rara. Formada pela Escola de Teatro Martins Penna, fundou a Black e Preto Produções Artísticas e criou a Mimunegra, Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma reparação necessária em escrever sobre Iléa Ferraz. Não a reparação que transforma uma artista em vítima permanente da história, mas aquela que reorganiza o enquadramento. Durante muito tempo, o Brasil se acostumou a reconhecer artistas negros depois que envelheceram, morreram ou já não podiam usufruir plenamente do reconhecimento. Iléa conheceu de perto Ruth de Souza, Léa Garcia e Jacira Silva. Viu a grandeza dessas mulheres convivendo com a escassez de trabalho, dinheiro e reconhecimento. Quando afirma ter testemunhado o apagamento de atrizes negras ainda em vida, ela não fala de uma abstração sociológica. Fala de colegas, amigas, referências. Fala do que seus próprios olhos registraram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua resposta sobre representatividade deveria ser lida por quem ainda acredita que presença ocasional significa transformação: “Representatividade só existe se tiver quantidade, visibilidade e dignidade financeira”. A frase desloca o debate da fotografia para a estrutura. Uma atriz negra em cena pode produzir uma imagem poderosa enquanto dezenas permanecem sem trabalho. A diversidade que não chega ao contrato, à remuneração, à autoria, à direção e aos lugares de decisão corre o risco de funcionar como decoração institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iléa aprendeu cedo a procurar quem estava ao redor quando entrava em um espaço criativo. “Praticamente não estávamos em lugar nenhum”, recorda. Sua geração precisou criar enquanto procurava frestas. E, em determinados momentos, precisou fabricar a própria porta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1990, participou da fundação da Cia. de Teatro Black e Preto. Foi nesse ambiente que encontrou <em>A Botija de Ouro</em>, de Joel Rufino dos Santos, trabalho que considera fundamental para compreender o caminho que desejava seguir como artista negra independente. A relação com a obra atravessou os anos. Em 2011, uma adaptação cênico musical protagonizada por Iléa integrou o lançamento da segunda edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras, promovido pela Fundação Cultural Palmares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua independência nunca significou isolamento. Iléa construiu instituições, projetos e possibilidades para que outras pessoas também fossem vistas. A Mimunegra nasceu com o propósito de evidenciar a participação das mulheres negras nas artes e ampliar sua presença na produção, direção, roteiro e interpretação. Em 2014, quando a mostra homenageou Zezé Motta pelos 70 anos de vida e 50 de carreira, Iléa já compreendia algo que hoje parece evidente: celebrar uma artista negra em vida também é uma ação política contra o esquecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu currículo ajuda a dimensionar essa travessia. No teatro, esteve em montagens como <em>A Partilha</em>, <em>Os Negros</em>, <em>Dorotéia</em>, <em>Hamlet é Negro</em> e <em>Besouro Cordão de Ouro</em>. Em 2003, recebeu indicação ao Prêmio Shell de melhor atriz por <em>Nunca Pensei Que Ia Ver Esse Dia</em>. Na televisão, passou por produções como <em>Xica da Silva</em>, <em>Tenda dos Milagres</em>, <em>A Padroeira</em>, <em>Mãe de Santo</em>, <em>Escrava Anastácia</em> e, mais recentemente, <em>O Som e a Sílaba</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas uma carreira como a de Iléa não cabe numa relação de títulos. Há algo mais profundo em sua permanência. Ela recusou a ideia de esperar que o mercado descobrisse tudo aquilo que sabia fazer. Dirigiu, escreveu, produziu, desenhou cenários, ilustrou livros. Suas imagens chegaram às capas de obras de Conceição Evaristo e Wole Soyinka. Trabalhou como preparadora de elenco em produções como <em>O Coro</em>, <em>Manhãs de Setembro</em> e <em>O Som e a Sílaba</em>. Atualmente, também dirige, atua e circula pelo Brasil com trabalhos que reafirmam essa multiplicidade criativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe ainda uma menina acompanhando essa mulher. Iléa escreveu para <em>A Botija de Ouro</em>: “A menina que fui ainda sou”. É uma imagem bonita porque sua infância não aparece como lembrança adormecida. Filha única, criada entre pais, primas, primos, tias, tios e vizinhos, ela se recorda de uma comunidade organizada pelo cuidado, pelo abraço e pela delicadeza. A família, porém, temia seu desejo de ser artista. Diziam que aquilo passaria quando crescesse. A menina escutava, entristecia e continuava querendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quarenta e um anos depois, ela continua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E há algo de profundamente brasileiro nessa história. O país celebra com facilidade a resistência de artistas negras, quando deveria perguntar por que exigiu tanta resistência delas. A palavra “guerreira”, tantas vezes oferecida como elogio às mulheres negras, pode esconder uma violência: naturalizar que determinadas pessoas precisem suportar o dobro para receber uma fração. Iléa não romantiza esse percurso. Quando perguntada sobre quais estratégias criou para se proteger do preconceito, responde que estratégia alguma blinda alguém do racismo, do etarismo e da misoginia. O que ela exercita é a percepção. Olhar ao redor. Entender o que está acontecendo. Não permitir que a violência desvie sua atenção dos próprios objetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua obra mais recente também carrega essa capacidade de se observar. Em <em>Deixa Comigo</em>, monólogo que escreveu com Luciano Cachimbo e no qual assina direção e cenografia, interpreta Lina. Diz que a personagem tem muito dela, das mulheres de sua família e das pessoas que admira. Lina lhe ensina sobre amizade, humanidade, escolhas e contradições. Depois de quatro décadas interpretando outras existências, Iléa afirma que a profissão grifou suas próprias qualidades e defeitos. E acrescenta uma frase preciosa: gosta cada vez mais de quem vem se tornando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma serenidade conquistada aí. Não a serenidade de quem encontrou um lugar confortável, mas a de quem sabe exatamente o preço do próprio caminho. Iléa não trata fama e reconhecimento como pecados. Considera vaidade, reconhecimento e sucesso ingredientes importantes de uma carreira. A maturidade estaria em encontrar a medida capaz de fazer com que permaneçam sem engolir a artista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando aconselha jovens atrizes negras, não oferece uma fórmula de sucesso. Pede que olhem para trás. Essa orientação carrega uma genealogia inteira. Olhar para trás significa saber que o palco onde alguém pisa hoje guarda marcas de Ruth, Léa, Jacira, Zezé e de tantas mulheres cujos nomes receberam menos luz do que suas obras mereciam. Significa compreender que nenhuma conquista começou no instante em que passamos a enxergá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A menina que ouviu que esqueceria o sonho cresceu e não esqueceu. Atravessou 41 anos criando personagens, imagens, espetáculos e espaços para que outras artistas também pudessem existir. Quando perguntada sobre o que gostaria que dissessem a seu respeito daqui a muitas décadas, Iléa não escreve o próprio epitáfio. Olha adiante: quer que outras pessoas se espelhem em sua história e continuem perpetuando a arte negra brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colocar Iléa Ferraz no lugar que lhe pertence não exige inventar grandeza. Exige enxergar a que já está diante de nós. E fazer isso agora, enquanto ela cria, dirige, escreve, atua, desenha, ensina, inquieta e continua desejando o próximo trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 41 anos de carreira, Iléa ainda leva consigo a menina que decidiu ser atriz. Se pudesse encontrá-la no início de tudo, diria para manter a coragem, a determinação, a humildade e a audácia. E acrescentaria um conselho doméstico, quase banal, que acaba dizendo muito sobre uma vida inteira:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não esqueça o casaco, porque às vezes vai fazer frio.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fez frio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela continuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>&#8220;A capacidade de aprender é tão importante quanto os títulos&#8221;, diz Renato Sppozido, gerente de Tecnologia da Natura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 15:23:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[carreiras negras natura]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ele entrou no mercado aos 16 anos, como menor aprendiz numa empresa de obras públicas. Trinta anos depois, volta de quase uma década no Peru, onde liderou a integração tecnológica da Avon com a transferência de 100 mil consultoras.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em outra experiência, houve um gestor que me falou assim: você pode chegar a gerente, mas a diretor você não vai chegar não. Aquilo me marcou.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem lembra a cena é<strong> Renato Sppozido,</strong> 45 anos, gerente de Tecnologia América Latina da Natura e, até junho de 2025, responsável pela área de tecnologia digital e dados da companhia no Peru. A frase foi dita em outra empresa, em outro momento da carreira. Ele repete hoje com a serenidade de quem já respondeu na prática: &#8220;Você pode ocupar o espaço que quiser ocupar. Claro que alinhado às competências. Mas a cor da pele não vai ser o fator que te elimina de chegar naquele lugar.&#8221;  <a href="https://images.rede.natura.net/html/nosso-impacto/03-07-2025/2025/pdf_visao2050pagina.pdf?iprom_id=ne-sustentabilidade-visao-2050_introductorytext&amp;iprom_name=destaque2_pdf-visao-2050_08072025&amp;iprom_creative=pdf_leia-mais_visao2050&amp;iprom_pos=4" data-type="link" data-id="https://images.rede.natura.net/html/nosso-impacto/03-07-2025/2025/pdf_visao2050pagina.pdf?iprom_id=ne-sustentabilidade-visao-2050_introductorytext&amp;iprom_name=destaque2_pdf-visao-2050_08072025&amp;iprom_creative=pdf_leia-mais_visao2050&amp;iprom_pos=4">Em tempo, o  compromisso da  Natura é ter no quadro de colaboradores administrativos a mesma proporção de grupos subrepresentados que existe na sociedade (em cada país)</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2016, Renato embarcou para Lima com um filho de 3 anos e uma tese silenciosa: a de que carreira internacional não precisa passar pelos Estados Unidos. Ficou nove anos. Quatro deles em uma empresa de óleo e gás, e depois cinco na Operação da Natura do Peru, onde <strong>co-liderou</strong> a integração dos sistemas da Avon e a migração de mais de 100 mil consultoras de beleza. Sob sua gestão, a operação peruana ficou em primeiro lugar no Ranking de Inovação Brinca C3 Peru 2022, como a empresa mais inovadora do país. Voltou ao Brasil com uma filha peruana, espanhol fluente e a experiência rara de ter comandado tecnologia num país que a companhia usou como campo de provas para a maior integração de sistemas de sua história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conversamos sobre trajetória, inovação e o que faz um profissional negro não apenas chegar, mas permanecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De onde você é, quantos anos tem e como a tecnologia entrou na sua vida?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sou Renato, tenho 45 anos, tenho quatro filhos, sendo dois do coração. Moro no Rio e faço bate-volta semanal para São Paulo. Comecei a trabalhar bem jovem, com 16 anos, como jovem aprendiz numa empresa de obras. Depois fui para uma empresa que prestava serviços para órgão público, e ali trabalhei em um laboratório de informática, onde a gente consertava computador, na época em que ainda se consertava, porque hoje em dia se troca a peça. E fui galgando outras posições até chegar na Natura. Junto com a carreira, segui o conselho do meu pai de fazer curso técnico em eletrônica. Eu já trabalhava e fazia o curso ao mesmo tempo. O técnico foi a porta de entrada para eu ingressar na área de tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como você equilibra se divertir, descansar e ainda se manter atualizado sobre a sua área? O que você gosta de fazer no tempo livre?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atividade física é inegociável. Vou à academia de cinco a seis vezes por semana com a minha parceira de vida e maior incentivadora, a Luciana, sempre que os horários batem. Foi por influência dela que passei a me olhar com mais cuidado, a me alimentar melhor e a levar a musculação a sério. No fim de semana pedalamos juntos na orla. E tem outro ritual: tiro uma hora e meia do domingo para estudar algo que eu não sei. Porque as coisas mudam numa velocidade tão rápida que o conhecimento que você adquiriu um mês atrás fica obsoleto. Faço cursos online, assisto videocasts e tenho mergulhado bastante em vibe coding. Antes eu lia 15 livros por ano; agora vão uns três, quatro, e consumo outros formatos. E o mais legal é conseguir influenciar: meu filho me viu e disse &#8220;pai, quero malhar&#8221;. Peguei o benefício que temos aqui na Natura do Wellhub, e o inscrevi , e ele está indo super feliz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="800" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM.jpeg" alt="" class="wp-image-98598" style="width:448px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM.jpeg 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-300x300.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-150x150.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-768x768.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-420x420.jpeg 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-01-at-12.01.00-AM-696x696.jpeg 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Renato Sppozido &#8211; Gerente de Tecnologia da Natura &#8211; Foto: Divulgação </figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>O setor de tecnologia historicamente lida com a falta de diversidade em cargos de liderança. Como tem sido a sua trajetória até ocupar uma posição estratégica na Natura?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Natura, a diversidade é tratada como estratégia de negócio. A companhia tem um compromisso público que envolve a empresa inteira. Eu não entrei por programa de diversidade, mas a Natura criou um programa de aceleração de carreira para pessoas negras que já estão em liderança. E, no meu caso, a bagagem internacional pesou. Foram nove anos fora, cinco deles à frente da tecnologia da Natura no Peru, gerindo equipes multiculturais num cenário de altíssima complexidade. É isso que me solidificou para assumir a cadeira que eu ocupo hoje.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Na Natura, a diversidade é tratada como estratégia de negócio. A companhia tem um compromisso público que envolve a empresa inteira.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De que forma a sua atuação na Natura ajuda a desconstruir a ideia do &#8220;preto único&#8221; nos cargos de liderança em tecnologia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo honesto, é muito difícil ver profissionais negros ocupando determinados espaços.. Tenho pares negros na diretoria. Isso importa porque você vê que pode ocupar aquele espaço. Quando você olha para o lado e olha para cima e vê, você pensa &#8220;eu posso ocupar aquele lugar também&#8221;. Eu participo de mesas de tomada de decisão em que a minha opinião é validada. Ontem mesmo eu estava discutindo um orçamento relativamente grande com o diretor de finanças, e o que eu disse tinha peso. Não é só pelo fato de ser negro que você vai chegar, porque tem as competências. Mas a cor da pele não pode ser o fator que te elimina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual a importância de ter outros talentos negros na transformação digital da Natura? De que forma a empresa reforça que é um lugar seguro e de alto impacto para a evolução de talentos negros em carreiras ágeis?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Transformação digital e dados não são só sobre sistema, nuvem ou código. São sobre pessoas. É entender a pluralidade das consumidoras e das consultoras, entender os perfis delas. O Brasil tem uma grande parte da população negra, então nossos produtos e serviços precisam falar com ela, e para isso precisamos de talentos negros construindo essas soluções. Na nossa diretoria temos várias pessoas negras, inclusive em dados e inteligência artificial. A gente olha em volta e vê gente parecida conosco, que é o reflexo do país. Como comunidade negra tivemos uma grande evolução, mas ainda falta uma evolução nacional de se abraçar como uma nação negra em maioria.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-98603" style="width:419px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-768x1024.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-113x150.jpeg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-1152x1536.jpeg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-1536x2048.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-300x400.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-696x928.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-1068x1424.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/Equipe-Peru-1-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto : Divulgação</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Natura é uma referência em Tech Beauty. De que maneira as áreas de inteligência artificial, ciência de dados e biotecnologia estão transformando o modelo de negócios e a experiência do consumidor na prática?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conectamos tecnologia, beleza e bem-estar para criar experiências únicas e inovadoras. A convergência entre tecnologia e beleza foi redefinida na nossa atuação. No Peru, num projeto conjunto com a área de Dados &amp; IA ,entregamos ferramentas preditivas e modelos de inteligência artificial generativa para a força de vendas, para as consultoras e para os consumidores. E fizemos o letramento de dados junto, porque não adianta entregar a ferramenta e não preparar quem vai usar. O mais legal foi ver o público administrativo interagindo com aquilo. No fim do dia, é entender comportamento e traduzir em resultado real de negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O debate sobre racismo algorítmico na inteligência artificial ainda é muito presente quando falamos de ética e inclusão. Quais práticas a equipe da Natura adota para combater esse tipo de viés no desenvolvimento das soluções tecnológicas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O algoritmo tem viés, isso acontece muito. Mas o combate à ele começa na governança e na curadoria dos dados, e em quem desenvolve a tecnologia. Se o time que construiu esses modelos foi homogêneo, o algoritmo fatalmente vai herdar uma visão limitada. Aqui a gente adota diretrizes rígidas de ética em inteligência artificial, audita bases de dados e faz treinamento para evitar discriminações, com equipes multidisciplinares olhando para isso durante todo o ciclo de vida do produto. O ponto principal é que isso não é feito depois do produto pronto: faz parte da arquitetura desde a concepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que mensagem ou conselho você gostaria de deixar para os novos e futuros profissionais negros da área de tecnologia que desejam construir uma carreira de impacto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sigo dois dos três conselhos que o meu pai me deu na juventude, e eles mudaram a minha história. O primeiro foi aprender inglês, que abriu a porta para a carreira internacional. O segundo foi fazer o curso técnico em eletrônica, que me colocou dentro da tecnologia. Então diria para investir numa base técnica e estar sempre aprendendo idioma. Buscar o espaço dele. Ter capacidade de resolver problemas reais, porque é disso que a gente precisa: tem um monte de dores para resolver. Construir redes de apoio. E pertencer ao lugar que ele quer estar. Eu continuo mentorando gente da minha equipe anterior do Peru até hoje, e é uma troca: você ensina e você aprende. Mas se for para guardar uma coisa só, é esta: a capacidade de aprender é tão importante quanto os títulos. As ferramentas mudam o tempo todo. Quando eu comecei, trabalhava com uma tecnologia que já ficou para trás. Mas a mentalidade e os fundamentos que construí naquela época foram o verdadeiro alicerce para quem eu me tornei.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br></strong><strong>Você passou nove anos no Peru. Como esse capítulo entrou na sua história?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu tinha feito uma temporada curta na Espanha, cinco meses, num projeto. Ficou aquele bichinho dentro de mim: eu queria viver uma cultura de verdade. Ficou no meu plano de desenvolvimento até aparecer o Peru. Foram quatro anos em óleo e gás e cinco na operação da Natura no Peru, de fevereiro de 2020 a junho de 2025. Entrei bem no início da pandemia. Foi um período de transformação digital enorme. A Natura fez várias aquisições, e o Peru foi o país-laboratório para preparar os sistemas e receber a Avon. Como era uma operação menor, todo o teste e erro era feito lá antes de escalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tem alguma entrega que, quando você viu funcionando, fez você pensar: aqui é um novo momento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Teve a Maia, um modelo avançado de inteligência artificial entregue à força de vendas. O cenário no Peru era o seguinte: a maior parte dessa força de vendas não era digital, e a gente tem uma complexidade importante de sistemas. Para uma gerente de negócio saber dados financeiros da rede dela, e a força de vendas é medida por produtividade, ela precisava cruzar várias fontes. Pegava dado de um sistema, dado de outro, cruzava e chegava no número. Unificamos tudo e deixamos à disposição dela. Com um comando, e até por voz, ela pergunta: “quanto falta para eu bater a meta?”. E vem a resposta. Aquilo virou agilidade e virou resultado financeiro, porque a cobrança passou a ser feita mais perto delas. Foi disruptivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os seus pais tinham formação? De onde vem esse interesse por eletrônica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A determinação da minha mãe foi a base de tudo. Trabalhando em casa de família e criando a gente após a separação, ela traçava a meta com clareza: &#8216;<em>estudar é a única saída para ser alguém na vida</em>&#8216;. Ela me dava o <strong>que</strong> fazer. Meu pai, que sempre acreditou na educação e aos 65 anos soma três graduações, me dava o <strong>como</strong> por já ter percorrido essa jornada. Essa combinação de valores moldou a minha vida e hoje já alcança a terceira geração, os meus filhos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entrevista:<br> Silvia Nascimento <a href="https://www.instagram.com/silvia_nascimentoo/">@silvia_nascimentoo</a> <br>Fotos: Arquivo pessoal</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>
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		<title>Samantha Almeida comanda primeiro Masterclass da Globo sobre relevância e construção de marcas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/samantha-almeida-comanda-primeiro-masterclass-da-globo-sobre-relevancia-e-construcao-de-marcas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 17:12:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[globo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[Samantha Almeida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Samantha Almeida, diretora de Marketing da TV Globo, ministra o primeiro epis&#243;dio do Masterclass promovido pela emissora voltado &#224; profissionais da publicidade e propaganda. A aula faz parte do projeto Master Globo, que re&#250;ne v&#237;deos, cursos e aulas profissionalizantes, a fim de promover conhecimento e forma&#231;&#227;o sobre o mercado de m&#237;dia e entretenimento.&#160; Com o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Samantha Almeida, diretora de Marketing da TV Globo, ministra o primeiro episódio do Masterclass promovido pela emissora voltado à profissionais da publicidade e propaganda. A aula faz parte do projeto Master Globo, que reúne vídeos, cursos e aulas profissionalizantes, a fim de promover conhecimento e formação sobre o mercado de mídia e entretenimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tema “Atenção sem significado não constrói marca”, Almeida fala sobre cultura, relevância e impulsionamento de marcas e negócios. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DcJh2juSrW6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DcJh2juSrW6/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; 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<p class="wp-block-paragraph">Almeida é uma profissional notória no mundo do marketing, propaganda e produtos. À frente da TV Globo há mais de quatro anos, a profissional já passou por outros lugares de grande relevância, como o Twitter, em que atuou como diretora de planejamento e Cannes Lions, em que foi jurada por três anos na categoria Titanium Lions, categoria mais prestigiada do festival, e foi presidente do júri na categoria Social &amp; Influencer, que discute a economia da criação e comunicação, além de Levi’s, Avon e Music2/Mynd.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A profissional é uma das principais vozes na defesa da diversidade, representatividade e inclusão de pessoas pretas na comunicação. Em 2023, passou a ocupar o cargo de Diretora de Diversidade e Inovação em Conteúdo dos Estúdios Globo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida ainda acumula reconhecimentos importantes: foi a primeira mulher negra a conquistar o Caboré, uma das principais premiações do mercado publicitário brasileiro e eleita pelo MIPAD, organização parceira da ONU, como uma das 100 Mais Influentes Afrodescendentes do Mundo, em 2020, ao lado de Kamala Harris, Michael Jordan, Oprah Winfrey, Jay Z e Beyoncé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As aulas do Masterclass são gratuitas, on-line e a gravação do primeiro episódio com Samantha Almeida já está disponível no site Master Globo. Para participar é preciso somente se cadastrar com uma conta no globo.com. </p>
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		<title>&#8216;O problema nunca foi falta de talento&#8217;: Um dos poucos CEOs negros do país abre os hábitos que o sustentam além do crachá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:16:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
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		<category><![CDATA[carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo negro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para Denis Tassitano, CEO da Swile Brasil, sucesso profissional n&#227;o se resume somente &#224; compet&#234;ncia. Em uma carreira de mais de 15 anos no mercado de tecnologia, o empres&#225;rio aprendeu que talento, sozinho, nem sempre &#233; suficiente para abrir portas, especialmente quando se fala em profissionais negros ocupando espa&#231;os de lideran&#231;a. &#8220;Na maioria das trajet&#243;rias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br><br>Para<strong> Denis Tassitano,  CEO da Swile Brasil, </strong>sucesso profissional não se resume somente à competência. Em uma carreira de mais de 15 anos no mercado de tecnologia, o empresário aprendeu que talento, sozinho, nem sempre é suficiente para abrir portas, especialmente quando se fala em profissionais negros ocupando espaços de liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na maioria das trajetórias de sucesso existe uma combinação entre repertório e conexões: o que você sabe e quem tem a oportunidade de saber o que você sabe”, afirma Tassitano. “Em determinadas fases da vida, precisamos alargar o foco para aquilo que exige mais de nós naquele momento”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O executivo chegou à Swile Brasil após mais de uma década à frente da SAP, onde construiu uma trajetória em posições estratégicas e de negócios. Formado em Marketing pelo Mackenzie, com pós-graduação pela ESPM e extensão em Marketing pela Universidade de Nova York, sendo um dos poucos profissionais negros em cargo de liderança no Brasil, ele também se dedica a iniciativas de diversidade e inclusão voltadas à presença de grupos minoritários em cargos de destaque. Ele é co-fundador do Pacto A, organização que conecta profissionais negros a executivos experientes. Também criou o Best In Black, um programa de networking voltado a executivos e empreendedores negros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, para Tassitano, construir uma carreira não significa estar permanentemente conectado ao trabalho, nem tentar acompanhar todas as novidades que surgem em um mercado cada vez mais acelerado pela tecnologia e pela inteligência artificial. Ele defende que o equilíbrio pode ser construído ao longo do tempo, e não necessariamente todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, para mim, estar em movimento importa mais do que buscar performance”, diz. A mesma lógica se aplica à vida pessoal: entre caminhadas, viagens, museus e encontros com amigos e familiares, ele busca preservar relações que, segundo ele, permanecem mesmo quando empresas, cargos e ciclos profissionais terminam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao Mundo Negro, entrevista concedida à Editora-Chefe do Mundo Negro Silvia Nascimento , Tassitano fala sobre os desafios de sua trajetória como profissional negro em posição de liderança, a relação entre carreira e vida pessoal, como mantém o repertório em um mundo em constante transformação e por que considera as conexões humanas tão importantes quanto o sucesso profissional.</p>



<h2 id="h-para-voce-ainda-vale-a-premissa-de-que-temos-que-ser-duas-vezes-melhores-que-os-brancos-para-se-destacar" class="wp-block-heading"><strong>Para você ainda vale a premissa de que temos que ser duas vezes melhores que os brancos para se destacar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu não acredito que precisamos ser duas vezes melhores. O problema nunca foi falta de talento. Muitas vezes, o talento simplesmente não chega aos lugares onde as oportunidades são decididas. E é aí que entra um ponto no qual eu bato constantemente: acesso, conexões. Muita gente acredita que repertório, conhecimento e competência, sozinhos, serão suficientes para abrir todas as portas. São fundamentais, claro, mas não bastam. Na maioria das trajetórias de sucesso existe uma combinação entre repertório e conexões: o que você sabe e quem tem a oportunidade de saber o que você sabe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, para mim, a discussão não deveria ser sobre negros precisarem ser melhores. Precisamos ampliar o acesso aos espaços, às conversas, às pessoas e às oportunidades onde o talento possa ser reconhecido.</p>



<h2 id="h-obama-ja-disse-em-entrevista-que-e-impossivel-equilibrar-carreira-com-vida-pessoal-voce-concorda-como-voce-sabe-em-que-momento-o-que-deve-ser-priorizado" class="wp-block-heading"><strong>Obama já disse em entrevista que é impossível equilibrar carreira com vida pessoal. Você concorda? Como você sabe em que momento o que deve ser priorizado?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu concordo que existem momentos em que o equilíbrio simplesmente não vai existir e não vejo necessariamente isso como um problema. Em determinadas fases da vida, precisamos alargar o foco para aquilo que exige mais de nós naquele momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser a busca por uma promoção, a adaptação a um novo cargo ou empresa, ou a preparação para um objetivo específico de carreira. Mas também pode acontecer exatamente o contrário: uma doença nossa ou de alguém próximo, o nascimento de um filho ou qualquer situação que faça a vida pessoal exigir muito mais atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos em falta de equilíbrio, quase sempre imaginamos o trabalho invadindo a vida pessoal, mas nem sempre é assim. Eu gosto de pensar na vida como uma prova de longa distância. Um corredor pode dar tudo de si em determinado trecho, sabendo que depois precisará recuperar o fôlego e administrar melhor o ritmo. Acho que a vida funciona um pouco assim. O equilíbrio não precisa existir todos os dias, mas precisa existir ao longo do percurso.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="819" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-1024x819.jpeg" alt="" class="wp-image-98430" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-1024x819.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-300x240.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-150x120.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-768x615.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-525x420.jpeg 525w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-696x557.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM-1068x855.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-8.33.07-PM.jpeg 1402w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">📷 Newton Santos/Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-vivemos-em-uma-epoca-em-que-ferramentas-de-trabalho-ligadas-a-tecnologia-sao-atualizadas-semanalmente-entre-outros-aspectos-profissionais-afetados-pela-ia-como-voce-se-organiza-para-acompanhar-essa-atualizacao-cursos-leituras-podcasts-pode-indicar-para-a-gente-o-que-voce-consome" class="wp-block-heading"><strong>Vivemos em uma época em que ferramentas de trabalho ligadas à tecnologia são atualizadas semanalmente, entre outros aspectos profissionais afetados pela IA. Como você se organiza para acompanhar essa atualização? Cursos, leituras, podcasts? Pode indicar para a gente o que você consome?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu desisti há algum tempo de tentar acompanhar tudo. Isso já era impossível e a IA só deixou essa impossibilidade mais evidente. Minha preocupação hoje é outra: manter a curiosidade e ampliar a minha visão de mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leio menos livros do que gostaria, é uma batalha constante, mas consumo muitos artigos, podcasts e audiobooks. Faço cursos, converso com pessoas de áreas e gerações diferentes e estudo temas que, muitas vezes, parecem não ter nenhuma relação com o meu trabalho. Uma dica prática é treinar o seu feed. Se não dá para vencer o algoritmo, junte-se a ele! Navegue menos, mas faça com que o tempo gasto ali também alimente seus interesses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando quero aprender sobre algo, uso uma regra simples: três livros, três podcasts, três audiobooks e bons perfis sobre o tema. Isso me ajuda a criar repertório sem a pretensão de dominar tudo.</p>



<h2 id="h-a-atividade-fisica-e-algo-quase-inegociavel-para-grandes-lideres-voce-treina-ou-tem-alguma-atividade-fisica-regular" class="wp-block-heading"><strong>A atividade física é algo quase inegociável para grandes líderes. Você treina ou tem alguma atividade física regular?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por incrível que pareça, não tenho uma atividade física regular há algum tempo, mas estou sempre em movimento. Ando muito pela cidade, gosto especialmente de caminhadas noturnas e, quando viajo, caminho por todos os lados. Para mim, é uma das melhores formas de conhecer um lugar, inclusive São Paulo, que é a cidade onde vivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No escritório, prefiro as escadas ao elevador e tenho o privilégio de morar em um bairro onde grande parte da vida acontece a uma distância agradavelmente caminhável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora estou retomando a academia à noite, com exercícios leves e sauna. Meu objetivo mudou: não quero bater recordes. Quero manter a forma, preservar a memória muscular que construí desde a adolescência e envelhecer bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, para mim, estar em movimento importa mais do que buscar performance.</p>



<h2 id="h-socializar-e-ter-amigos-e-cada-vez-mais-fundamental-em-um-mundo-acelerado-como-voce-inclui-a-convivencia-com-amigos-e-tambem-familia-na-sua-rotina" class="wp-block-heading"><strong>Socializar e ter amigos é cada vez mais fundamental em um mundo acelerado. Como você inclui a convivência com amigos e também família na sua rotina?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No livro “Os 5 principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer”, de Bronnie Ware, que trabalhou durante anos com pacientes em cuidados paliativos, identificou cinco arrependimentos recorrentes no fim da vida. Um deles é muito simples e poderoso: “Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos”. Definitivamente, esse não será um arrependimento meu. Falamos muito de saúde física e mental, mas ainda pouco de saúde social. Eu acredito profundamente no poder das relações. Networking nunca foi colecionar contatos; é construir relações genuínas, no trabalho, nas amizades e, principalmente, na família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, eu produzo encontros, viajo, vou a museus, encontro amigos, converso sem pauta. Nem todo encontro precisa produzir alguma coisa, mas precisamos produzir o encontro. Falta de tempo não pode ser sempre a justificativa para deixarmos as relações para depois. Talvez um dos riscos desta época seja transformar tudo em produtividade. Até o descanso virou performance. Eu preservo espaços de conexão como fundamentais na minha rotina, seja presencial ou virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cargos mudam, empresas mudam, ciclos terminam. Relações permanecem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final, não quero construir uma carreira extraordinária às custas de uma vida medíocre sem conexão com pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*<strong><em>Entrevista concedida à Editora-Chefe do Mundo Negro Silvia Nascimento </em></strong></p>
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		<title>O sonho de Dr. King na Marcha sobre Washington</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-sonho-de-dr-king-na-marcha-sobre-washington/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 08:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade completa 63 anos nesta sexta, dia em que Martin Luther King Jr. discursou diante de 260 mil pessoas. Por Ricardo C&#244;rrea Hoje completam-se 63 anos da hist&#243;rica Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade. Liderada por Martin Luther King Jr. e outros ativistas dos direitos civis, a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>A Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade completa 63 anos nesta sexta, dia em que Martin Luther King Jr. discursou diante de 260 mil pessoas.<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Ricardo Côrrea</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje completam-se 63 anos da histórica Marcha sobre Washington por Emprego e Liberdade. Liderada por Martin Luther King Jr. e outros ativistas dos direitos civis, a mobilização ocorreu no dia 28 de agosto de 1963, nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington. O encontro reuniu cerca de 260 mil pessoas e exigia que as condições políticas e sociais da população negra estadunidense tomassem outro rumo. A segregação racial era institucionalizada sem um mínimo de pudor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os negros estavam submetidos a altos índices de desemprego, salários baixos e nem sequer tinham o direito ao voto para elegerem representantes comprometidos com a verdadeira emancipação. Ou seja, a marcha buscava a aprovação de reformas estruturais que assegurassem plenos direitos civis. Nesse dia participaram diversas personalidades e lideranças que discursaram para a multidão, mas o ponto alto do encontro ocorreu um pouco antes do encerramento. O Dr. Martin Luther King Jr. proferiu aquele que se tornaria um dos discursos mais marcantes do século XX: &#8220;Eu Tenho um Sonho&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um sonho íntimo que estava em concordância com os sonhos de milhares de negros. A eloquência do Dr. King acertou em cheio os corações ao projetar uma sociedade sem violência e discriminação em função da cor da pele; ele idealizava sensivelmente a harmonia entre negros e brancos. E foi assim que começou: &#8220;Estou feliz por estar hoje com vocês num evento que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nosso país (&#8230;)&#8221;. Em outro trecho, pontuou: &#8220;Não podemos ficar satisfeitos enquanto o negro for vítima dos horrores inexplicáveis da polícia; não podemos ficar satisfeitos enquanto o negro do Mississippi não puder votar e o negro em Nova York acreditar que não tem motivo para votar (&#8230;)&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. King defendia mobilizações e protestos como instrumento para conquistarem políticas que estancassem ou mitigassem as agruras do povo negro. O boicote ao ônibus em Montgomery (1955 &#8211; 1956) foi um exemplo ao mundo da eficácia desse método. Bastou os negros deixarem de utilizar o transporte público, que os segregava em benefício dos brancos (negros eram obrigados a ceder lugar aos brancos e viajar no fundo dos ônibus), que as leis naquele local mudaram; afinal, a receita dos ônibus diminuiu bastante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Marcha sobre Washington foi um sucesso e viabilizou a promulgação da Lei dos Direitos Civis (1964) e da Lei do Direito ao Voto (1965). Contudo, o sonho expresso naquele 28 de agosto não se concretizou plenamente. King foi assassinado em 1968 sem presenciar as transformações profundas pelas quais lutou. Seus anseios seguem em constante disputa. Entre avanços e retrocessos, a história provou que nem mesmo a eleição de um homem negro à Presidência dos EUA foi capaz de desmantelar a ideologia da supremacia branca. A permanência do racismo estrutural expõe a profundidade do abismo. Mas a única certeza que permanece é esta: o supremacismo não conseguiu matar o sonho de Dr. King. Ele vive!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Ricardo Silvestre, fundador da Black Influence, amplia atuação empresarial e cria agência voltada a modernizar o agenciamento publicitário </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ricardo-silvestre-fundador-da-black-influence-amplia-atuacao-empresarial-e-cria-agencia-voltada-a-modernizar-o-agenciamento-publicitario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 14:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Black Influence]]></category>
		<category><![CDATA[Era]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s sete anos &#224; frente da Black Influence, publicit&#225;rio lan&#231;a a ERA, talent company criada em parceria com os s&#243;cios da MField, e amplia atua&#231;&#227;o para entretenimento, conte&#250;do, propriedade intelectual e desenvolvimento de talentos Ricardo Silvestre, publicit&#225;rio de 30 anos, fundador da ag&#234;ncia Black Influence e um dos 30 profissionais mais influentes do mercado de [&#8230;]</p>
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<h2 id="h-apos-sete-anos-a-frente-da-black-influence-publicitario-lanca-a-era-talent-company-criada-em-parceria-com-os-socios-da-mfield-e-amplia-atuacao-para-entretenimento-conteudo-propriedade-intelectual-e-desenvolvimento-de-talentos" class="wp-block-heading">Após sete anos à frente da Black Influence, publicitário lança a ERA, talent company criada em parceria com os sócios da MField, e amplia atuação para entretenimento, conteúdo, propriedade intelectual e desenvolvimento de talentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-ricardo-silvestre-publicitario-de-30-anos-fundador-da-agencia-black-influence-e-um-dos-30-profissionais-mais-influentes-do-mercado-de-marketing-e-comunicacao-sendo-o-unico-negro-da-lista-estreia-uma-nova-fase-da-carreira-com-a-criacao-da-era-talent-company-criada-em-parceria-com-os-socios-da-mfield-nbsp">Ricardo Silvestre, publicitário de 30 anos, fundador da agência Black Influence e um dos 30 profissionais mais influentes do mercado de marketing e comunicação, sendo o único negro da lista, estreia uma nova fase da carreira com a criação da ERA, talent company criada em parceria com os sócios da MField.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após sete anos no mundo empresarial com a Black Influence, Silvestre ganhou relevância no setor, combinando negócios, influência, cultura e diversidade. A agência já colaborou com grandes marcas, como Meta, Pinterest, L’Oréal, Magazine Luiza e Prime Video. Em uma nova fase, a Black Influence atuará estrategicamente com consultoria cultural, projetos especiais, conteúdos e desenvolvimento de plataformas culturais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ERA, na qual Silvestre atua como CEO e sócio, possui a proposta de desenvolver talentos para além do modelo tradicional de agenciamento publicitário. Segundo Silvestre, a empresa nasce com a tese de que talentos não devem constituir apenas faturamento, mas sim, patrimônio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-a-agencia-representa-um-movimento-de-expansao-empresarial-na-vida-de-silvestre-e-sintetiza-uma-de-suas-reflexoes-o-proximo-passo-da-creator-economy-nao-esta-apenas-em-vender-mais-campanhas-mas-em-transformar-a-relevancia-em-negocios-diz-o-empresario">A agência representa um movimento de expansão empresarial na vida de Silvestre e sintetiza uma de suas reflexões: “O próximo passo da creator economy não está apenas em vender mais campanhas, mas em transformar a relevância em negócios, diz o empresário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Passei muitos anos ajudando marcas a gerar valor a partir da cultura. Agora quero construir estruturas em que talentos e movimentos culturais também participem da propriedade desse valor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa nova fase da carreira, Silvestre quer consolidar cada vez mais sua presença no mercado empresarial, para além da figura de publicitário. Diversidade e influência ainda fazem parte de seu portfólio, mas agora, quer ampliar esse território&nbsp; para as áreas de entretenimento, experiências culturais, propriedade intelectual, conteúdo, desenvolvimento de talentos e plataformas que possam conectar o Brasil a mercados internacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da Black Influence e da ERA, Silvestre também é sócio da Peji, empresa dedicada à inteligência cultural, comportamento e consumo da população negra brasileira.</p>



<h2 id="h-unico-profissional-negro-entre-os-30-mais-influentes-da-comunicacao-e-do-marketing-no-brasil" class="wp-block-heading"><strong>Único profissional negro entre os 30 mais influentes da comunicação e do marketing no Brasil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Silvestre foi reconhecido como um dos 30 profissionais mais influentes da comunicação e do marketing no Brasil, sendo o único negro da lista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação faz parte do estudo inédito “Pulso 2026/2027 – Influência Digital e Liderança”, desenvolvido pela consultoria de influência reputacional Deck em parceria com a empresa de inteligência analítica Nexus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ser reconhecido como um dos profissionais mais influentes do país é importante. Ser o único profissional negro dessa lista também diz muito sobre o mercado que ainda precisamos construir”, diz Silvestre sobre o reconhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de sua trajetória, Silvestre foi reconhecido por algumas das principais instituições e premiações do mercado criativo e empresarial, como Forbes Under 30, LinkedIn Top Voices Next Gen, MIPAD, entre as Pessoas Negras Mais Influentes do Mundo, uma iniciativa apoiada pela ONU, entre outros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu não quero apenas ser reconhecido como alguém influente. Quero construir empresas, ativos e negócios que tenham valor para além da minha própria imagem”, conclui o empresário.&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>IBP prorroga inscrições de curso gratuito no setor de energia para profissionais negros; iniciativa oferece bolsa de R$ 700</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ibp-prorroga-inscricoes-de-curso-gratuito-no-setor-de-energia-para-profissionais-negros-iniciativa-oferece-bolsa-de-r-700/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 10:36:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de capacitar mais profissionais negros no mercado de energia, o Instituto Brasileiro de Petr&#243;leo, G&#225;s e Biocombust&#237;veis (IBP), por meio da Universidade Setorial (UnIBP), prorrogou at&#233; o pr&#243;ximo domingo, 23 de agosto, as inscri&#231;&#245;es para a Trilha Ziga de Desenvolvimento para o Setor de Energia. O programa &#233; gratuito, oferece bolsa-aux&#237;lio de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de capacitar mais profissionais negros no mercado de energia, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), por meio da Universidade Setorial (UnIBP), prorrogou até o próximo domingo, 23 de agosto, as inscrições para a <strong>Trilha Ziga de Desenvolvimento para o Setor de Energia</strong>. O programa é gratuito, oferece bolsa-auxílio de R$ 700 mensais e quer transformar a presença negra nos quadros técnicos e de liderança do setor no estado do Rio de Janeiro. As inscrições devem ser feitas diretamente no portal oficial da <strong><a href="https://www.unibp.com.br/cursos/programa-de-diversidade-ziga/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UnIBP</a></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir que a oportunidade chegue a mais talentos e contemple trajetórias diversas, o IBP promoveu mudanças estratégicas no edital. O alcance do programa foi expandido para candidatos de todo o estado do Rio de Janeiro e a exigência de um tempo máximo de formado após a conclusão do ensino superior foi derrubada, permitindo a participação de profissionais em diferentes etapas da vida acadêmica e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A trilha é uma resposta concreta do setor de energia à necessidade de diversificar suas lideranças e seus quadros técnicos. É um esforço que o IBP conduz junto às empresas parceiras TotalEnergies e TBG, articulando ações que ampliem o acesso de profissionais negros a oportunidades qualificadas no setor de petróleo, gás e biocombustíveis”, destaca Victor Montenegro, diretor-executivo corporativo interino do Instituto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação conta com o apoio das gigantes TotalEnergies e TBG e disponibiliza 12 vagas. Com duração de três meses, o curso será realizado na modalidade a distância (EAD), com aulas ao vivo no período noturno — facilitando a rotina de quem precisa conciliar o estudo com o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grade curricular abrange o panorama geral da indústria de energia, aulas de inglês e desenvolvimento de <em>soft skills</em>. Os alunos também passarão por dinâmicas de <em>networking</em> e construirão um projeto prático focado em solucionar desafios reais do setor. Para garantir a permanência e o apoio financeiro aos participantes durante o percurso, cada selecionado receberá uma bolsa-auxílio de R$ 700 mensais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final do programa, os alunos aprovados passam a integrar o Hub de Talentos da UnIBP, ficando visíveis para conexões diretas de carreira com grandes empresas do mercado.</p>



<h3 id="h-quem-pode-participar-e-como-funciona-a-selecao" class="wp-block-heading"><strong>Quem pode participar e como funciona a seleção</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os interessados em concorrer a uma das vagas devem atender aos seguintes critérios de elegibilidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Autodeclarar-se pessoa preta ou parda (negra);</li>



<li>Ter no mínimo 18 anos de idade;</li>



<li>Residir em qualquer município do estado do Rio de Janeiro;</li>



<li>Possuir ensino superior completo (bacharelado, licenciatura ou tecnólogo) em instituição reconhecida pelo MEC.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção será feita em quatro fases: inscrição, aplicação de provas, entrevistas e avaliação por uma comissão de heteroidentificação.</p>



<h3 id="h-sobre-o-programa-de-diversidade-ziga" class="wp-block-heading"><strong>Sobre o Programa de Diversidade ZIGA</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2023 pelo IBP, o Programa Ziga consolida as iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&amp;I) voltadas para o pilar racial dentro da indústria de energia. A iniciativa é mantida em conjunto com o Grupo de Trabalho de Raça e Etnia, vinculado à Comissão de DE&amp;I do IBP, mobilizando empresas parceiras para abrir portas e construir uma representatividade efetiva em toda a cadeia produtiva do setor.</p>
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		<item>
		<title>Executiva defende que mulheres falem sobre suas conquistas: &#8220;Temos que desaprender a humildade silenciosa&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/lauren-flanigan-mondelez-lideranca-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 10:32:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
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		<category><![CDATA[representatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lauren Flanigan lidera portfólio de US$ 2,5 bi na Mondelez e inspira ao defender a presença e a visibilidade de executivos negros no corporativo. Confira!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há 12 anos, <strong>Lauren Flanigan</strong> ingressou na Mondelez como estagiária, e desde 2024, tornou-se líder de um portfólio de US$ 2,5 bilhões em mais de 20 mercados globais. A executiva — que também presidiu o Conselho Afro-Americano da multinacional — consolida sua trajetória no topo do mercado corporativo desafiando normas estruturais de gênero e raça. Para ela, o divisor de águas na carreira foi abandonar a expectativa do reconhecimento passivo e reivindicar o próprio protagonismo: &#8220;Temos que desaprender a humildade silenciosa&#8221;, afirmou em uma entrevista recente à Forbes Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início de sua caminhada, Flanigan acreditava na premissa de manter a cabeça baixa e esperar pelo reconhecimento. Ao perceber os limites dessa postura, mudou a estratégia e passou a comunicar ativamente seus resultados sob o lema &#8220;dê crédito e receba o crédito&#8221;. &#8220;Com muita frequência, a sociedade incentiva as mulheres a adotarem comportamentos que jogam contra o sucesso corporativo — ser quieta, ser humilde, não ser insistente, não pedir muito&#8221;, destacou. &#8220;Aprendi que as pessoas não podem conhecer os detalhes do meu trabalho a menos que eu conte a elas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A postura assertiva se refletiu em números e campanhas premiadas mundialmente. Responsável por ações globais da marca Trident — incluindo peças premiadas com o Leão de Ouro no Festival de Cannes —, a executiva demonstra visão aguçada para identificar oportunidades de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2017, percebendo um nicho inexplorado para produtos sazonais, a Flanigan estruturou um plano de negócios que convenceu a liderança a criar uma divisão exclusiva sob sua gestão. A iniciativa gerou o lançamento de 13 produtos em nove meses e uma receita superior a US$ 100 milhões em três anos. &#8220;Muitas vezes, esperamos as coisas acontecerem. Mas, às vezes, você precisa criar a oportunidade&#8221;, afirma a executiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com trajetória que conecta alta performance e compromisso com a equidade, a executiva também utilizou seu espaço para fortalecer a presença de profissionais negros no corporativo durante sua gestão no Conselho Afro-Americano da empresa. Para Flanigan, a presença nos espaços de decisão ganha sentido quando acompanhada de movimentos coletivos. &#8220;Representatividade importa, mas mentoria ativa e aliança importam mais. Meu objetivo é sempre elevar outros enquanto eu subo&#8221;, destaca. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirada pelo pai corporativo e pela mãe empreendedora, o interesse de Lauren pelo marketing surgiu ainda no ensino médio, consolidando-se durante sua passagem pela renomada Wharton School, na Universidade da Pensilvânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de gerenciar operações em múltiplos fusos horários, a executiva faz questão de estabelecer limites rígidos para preservar sua saúde mental e o convívio com a família. Entre hábitos como a escrita de diários de gratidão e a confecção de velas, ela mantém o foco no que realmente importa: &#8220;No final da minha vida, quero me orgulhar do meu sucesso profissional, mas não será a única coisa à qual me apegarei. Protejo as pessoas e os momentos dos quais mais me lembrarei da mesma forma que protegeria uma entrega profissional.&#8221;</p>
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		<title>Nova turma de jovens negros vai a universidades no exterior com programa do Fundo Baobá e B3 Social</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/nova-turma-jovens-negros-universidades-exterior-fundo-baoba-b3-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:21:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[B3 Social]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas de estudo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Três jovens negros ganham bolsas de R$ 42 mil para estudar STEM no exterior em parceria do Fundo Baobá e B3 Social. Conheça as mentes brilhantes da 3ª turma!</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com bolsas de R$ 42 mil anuais, três jovens negros embarcam para universidades nos Emirados Árabes, Estados Unidos e Espanha para revolucionar as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. A conquista foi celebrada na semana passada, na sede da B3, no centro de São Paulo, durante o evento de recepção da terceira turma do <strong>Programa Black STEM</strong>, uma iniciativa realizada pelo <strong>Fundo Baobá para a Equidade Racial</strong> em parceria com a<strong> B3 Social</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2024, o programa tem como objetivo apoiar a permanência de pessoas negras em cursos de graduação no exterior especificamente nas áreas STEM. Os estudantes selecionados, que darão início à jornada acadêmica internacional ainda em 2026, receberão o benefício financeiro anualmente — com possibilidade de renovação até o fim da graduação — para custear moradia, transporte, alimentação e material acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A nova turma de bolsistas reflete a diversidade, o talento e o compromisso de jovens negros em transformar seus destinos e os de suas comunidades:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Caio Ramos, 23 anos (Rio de Janeiro/RJ): Aprovado em Design no Dubai Institute of Design and Innovation (DIDI), nos Emirados Árabes Unidos. Descendente do Povo Bakongo por parte de mãe e de judeus sefarditas por parte de pai, Caio vê na oportunidade a chance de honrar a memória de seu pai, falecido no início do ano, e abrir caminhos de prosperidade familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Vitor, 19 anos (Cruz das Almas/BA): Segue para a Northwestern University, nos EUA, no curso de Ciência da Computação. Movido pelo desejo de ocupar espaços de decisão, João enxerga no programa a confirmação de que pode mudar não apenas seu futuro, mas o de toda a sua comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quezia Fernanda, 19 anos (Rio das Ostras/RJ): Cursará Engenharia Elétrica na Universidade de Jaén, na Espanha. Para ela, a conquista abre portas para um sentimento inédito de pertencimento e de conexão com uma rede de profissionais negros de sucesso.</p>



<h2 id="h-evento-de-boas-vindas" class="wp-block-heading"><strong>Evento de boas-vindas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimônia de recepção reuniu familiares, amigos, mentores e equipes do Fundo Baobá e da B3 Social, além de contar com a presença de bolsistas das edições anteriores. O momento solene foi marcado pela assinatura dos contratos e por painéis sobre o impacto do programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a recepção, Giovanni Harvey, Diretor Executivo do Fundo Baobá, destacou que o suporte vai além do recurso financeiro:“Essa bolsa significa que eles vão ter dinheiro para comprar a passagem e o casaco para enfrentar o frio. Além disso, terão o suporte necessário para a permanência nesses espaços. Para isso, oferecemos também essa ampla rede de apoio para que possam aproveitar da melhor forma possível suas formações.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão ancestral e política de ocupar esses espaços internacionais também marcou a fala de Tainá Medeiros, Gerente de Programas do Fundo Baobá: “O edital Black Stem é uma celebração do passado, mas também uma resposta ao presente e uma aposta no futuro. É preciso reforçar que nenhuma inovação nasce do nada; lembrar quem veio antes para abrir portas é essencial para a longevidade do conhecimento, pois toda criação carrega uma herança do que já foi vivido, pensado e testado. Celebrar esses jovens negros é relembrar todas as contribuições que cientistas negros brasileiros fizeram em todas as áreas de conhecimento, em especial nas áreas de Ciências, de Tecnologias, Engenharias e Matemática”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O historiador e mentor Natanael Conceição reforçou o papel do programa na garantia da justiça cognitiva nas universidades globais: &#8220;Estamos falando de um compromisso individual e coletivo com a reparação: uma ação realizada no presente que transforma o passado e projeta o futuro. Trata-se de garantir oportunidades para que pessoas negras acessem a universidade, não apenas do ponto de vista físico, mas também no sentido simbólico de pertencer a esses espaços.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de acadêmicos de destaque como Igor Dantas (UFRB), Halisson Paz (co-fundador do canal Programação Dinâmica), Ana Cecília Sousa e Anna Benite (UFG) reiterou o compromisso de construir uma base sólida para a permanência dos alunos no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fabiana Prianti, head da B3 Social, reforçou a importância estratégica do projeto: “Para a B3 Social, apoiar iniciativas como essa é contribuir para a construção de um futuro mais representativo nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Entendemos que a educação de excelência tem o poder de ampliar horizontes, desenvolver talentos e gerar impacto positivo para toda a sociedade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Beyoncé assume controle total da marca de uísque SirDavis</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/beyonce-assume-controle-total-marca-sirdavis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 13:42:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[beyonce]]></category>
		<category><![CDATA[cultura pop]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo negro]]></category>
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		<category><![CDATA[negócios negros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cantora e empres&#225;ria Beyonc&#233; passou a deter o controle total da SirDavis, marca de u&#237;sque criada em 2024 em parceria com a Mo&#235;t Hennessy, divis&#227;o de bebidas do conglomerado franc&#234;s LVMH. A empresa vendeu sua participa&#231;&#227;o no neg&#243;cio, e os valores da transa&#231;&#227;o n&#227;o foram divulgados. Com a mudan&#231;a, Beyonc&#233; passa a administrar a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A cantora e empresária Beyoncé passou a deter o controle total da SirDavis, marca de uísque criada em 2024 em parceria com a Moët Hennessy, divisão de bebidas do conglomerado francês LVMH. A empresa vendeu sua participação no negócio, e os valores da transação não foram divulgados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a mudança, Beyoncé passa a administrar a marca de forma independente. A SirDavis foi criada a partir de uma joint venture entre a artista e a Moët Hennessy e tem produção nos Estados Unidos e sede em Houston, no Texas.</p>



<h2 id="h-uma-marca-construida-a-partir-de-referencias-familiares" class="wp-block-heading"><strong>Uma marca construída a partir de referências familiares</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A SirDavis carrega elementos ligados à identidade texana de Beyoncé e à história de sua família. O nome da marca homenageia Davis Hogue, bisavô da artista, que era fazendeiro e produzia bebidas alcoólicas durante o período da Lei Seca nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A embalagem da bebida apresenta um cavalo em relevo, referência às raízes texanas da família da cantora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na composição, o uísque combina características associadas às tradições norte-americana, japonesa e escocesa. Quando foi lançada, em 2024, a SirDavis chegou ao mercado norte-americano com preço sugerido de US$ 89, sendo distribuidas em comércios varejistas de cidades como Londres, Paris e Tóquio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A marca expande a presença de Beyoncé no empreendedorismo em que a artista transformou referências familiares em ativos de uma operação empresarial global.</p>



<h2 id="h-beyonce-amplia-seu-portfolio-empresarial" class="wp-block-heading"><strong>Beyoncé amplia seu portfólio empresarial</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A SirDavis integra um conglomerado de negócios que Beyoncé vem construindo há anos. A artista é responsável pela Parkwood Entertainment, empresa fundada entre 2008 e 2010 que administra projetos relacionados à sua carreira, turnês e produções audiovisuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado de moda, Beyoncé criou a Ivy Park em 2016 e passou a deter integralmente os direitos da marca em 2018. A empresa posteriormente estabeleceu uma parceria com a Adidas, encerrada em comum acordo em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, a empresária também lançou a Cécred, marca voltada para cuidados capilares. A atuação no setor de bebidas também se conecta à trajetória empresarial da família Knowles-Carter. O marido de Beyoncé, Jay-Z, mantém uma relação comercial com a LVMH por meio da Armand de Brignac, marca de champanhe conhecida pelo apelido “Ace of Spades”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jay-Z havia adquirido a Armand de Brignac antes de a LVMH comprar 50% da empresa, em 2021. A parceria tornou o músico sócio do conglomerado francês no negócio.</p>



<h3 id="h-o-que-muda-para-a-sirdavis" class="wp-block-heading"><strong>O que muda para a SirDavis?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A principal mudança é societária: a LVMH deixa de ter participação na marca, enquanto Beyoncé passa a controlar integralmente o negócio. Os detalhes financeiros da operação não foram divulgados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aquisição reforça uma estratégia que acompanha a artista por anos: transformar propriedade intelectual, referências culturais e projetos criativos em negócios próprios, com atuação em diferentes setores da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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