O comando da Polícia Militar relatou que os três agentes envolvidos na morte da cirurgiã oncológica Andréa Marins Dias, de 61 anos, estavam com suas câmeras corporais descarregadas. O crime ocorreu no último domingo (15), em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A médica havia acabado de sair da casa dos pais, de 88 e 91 anos, quando foi alvejada pela PM durante uma suposta perseguição.
Imagens gravadas por moradores revelam o horror da abordagem. Enquanto o carro de Andréa exibia marcas de tiros no para-brisa e na traseira, um policial gritava: “Desce do carro. Desce ou vai morrer”, batendo na janela com um fuzil — mas a médica já estava sem vida.
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Segundo as investigações, os policiais buscavam criminosos em um Corolla, enquanto a médica dirigia um T-Cross branco. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apura agora se os agentes confundiram os veículos. Os três PMs foram afastados do patrulhamento e as armas utilizadas na ação foram apreendidas para perícia.
O sepultamento de Andréa Marins ocorreu nesta terça-feira (17), no Cemitério da Penitência, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos. Referência na saúde da mulher, Andréa tinha quase 30 anos de carreira e era especialista no tratamento de endometriose e câncer.
Nota da PM na íntegra
“A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, de acordo com as análises preliminares dos setores técnicos da Corporação, foi identificado que as baterias das câmeras corporais utilizadas pela equipe estavam descarregadas no momento da ocorrência.
Todos esses fatos seguem sob apuração integral da área correcional da SEPM.
Vale ressaltar que na corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos.
Os policiais seguem afastados dos serviços nas ruas.”
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