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	<title>Arquivos Literatura Negra - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos Literatura Negra - Mundo Negro</title>
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		<title>Bienal do Livro de São Paulo reúne autores nacionais e internacionais em setembro; saiba quem são os autores negros presentes no evento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal do Livro 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento promove discuss&#245;es, debates, entrevistas e trocas entre autores, leitores e criadores de conte&#250;do A 28&#170; Bienal Internacional do Livro de S&#227;o Paulo acontece de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital paulista. Com o tema &#8220;Palavra e Futuro&#8221;, o evento ter&#225; programa&#231;&#227;o voltada &#224; literatura, tecnologia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h1 id="h-evento-promove-discussoes-debates-entrevistas-e-trocas-entre-autores-leitores-e-criadores-de-conteudo" class="wp-block-heading">Evento promove discussões, debates, entrevistas e trocas entre autores, leitores e criadores de conteúdo</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital paulista. Com o tema “Palavra e Futuro”, o evento terá programação voltada à literatura, tecnologia, inclusão e sustentabilidade e espera receber mais de 700 mil visitantes ao longo dos dez dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A edição deste ano reunirá cerca de 350 autores nacionais e internacionais, além de 269 expositores. Entre os nomes confirmados estão Alice Oseman, Elena Armas, Ana Huang e Lynn Painter, no grupo internacional, e Conceição Evaristo, Itamar Vieira Junior, Raphael Montes, Ana Suy e Paula Pimenta, entre os brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos encontros com escritores, a programação inclui sessões de autógrafos, lançamentos de livros, debates e atividades voltadas ao público infantil e juvenil. A Bienal também terá espaços dedicados ao mercado editorial e à formação profissional, ampliando a programação para além da venda de livros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das novidades desta edição é o sistema de cashback para estimular a visita durante a semana. De segunda a quinta-feira, após as 17h, o ingresso custa R$ 30 e dá direito a 100% de cashback para compras na feira. A meia-entrada custa R$ 15 e também oferece o benefício. Nos demais períodos, os ingressos variam de R$ 20 a R$ 42.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento funcionará das 9h às 22h nos dias úteis e das 10h às 22h aos fins de semana. No último dia, 13 de setembro, o encerramento será às 21h. Para facilitar o acesso, haverá transporte gratuito entre a estação Portuguesa-Tietê e o Distrito Anhembi, onde será realizada a Bienal.</p>



<h1 id="h-conheca-os-autores-negros-que-irao-palestrar" class="wp-block-heading"><strong>Conheça os autores negros que irão palestrar</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">Para destacar a presença negra na programação da Bienal do Livro de São Paulo 2026, o evento reúne escritores, artistas, pesquisadores e intelectuais que têm trajetórias marcadas pela literatura, pela educação, pela cultura e pela representação da população negra. Entre nomes consagrados e novos expoentes, confira alguns dos autores negros que participam desta edição e as datas em que estarão no evento.</p>



<h2 id="h-conceicao-evaristo" class="wp-block-heading">Conceição Evaristo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Conceição Evaristo é escritora, poeta, contista e ensaísta mineira, uma das principais vozes da literatura afro-brasileira contemporânea. Doutora em Literatura Comparada, estreou na literatura em 1990, com publicações nos Cadernos Negros. É autora de obras como Ponciá Vicêncio, Becos da Memória e Olhos d’água, vencedora do Prêmio Jabuti. Sua produção é marcada pelo conceito de “escrevivência”, que transforma experiências individuais e coletivas da população negra em matéria literária.<br><br>Presença na Bienal: 4 de setembro, às 15h30, na Arena Cultural, para a mesa “Conceição Evaristo: 80 anos de escrevivência”</p>



<h2 id="h-eliana-alves-cruz" class="wp-block-heading">Eliana Alves Cruz</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eliana Alves Cruz é escritora e jornalista carioca. Formada em Comunicação Social, construiu carreira na área de comunicação esportiva antes de se dedicar também à literatura. Estreou com Água de Barrela, romance baseado em pesquisas sobre a história de sua própria família desde o período da escravidão. Também é autora de O Crime do Cais do Valongo e A Vestida, livro vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Contos em 2022. Sua obra aborda memória, ancestralidade, racismo e a experiência da população negra no Brasil.<br><br>Presença na Bienal: 4 de setembro, às 17h30, na mesa “Escreviventes: A gente combinamos de escrever”, ao lado de Estevão Ribeiro e Marcelino Freire.</p>



<h2 id="h-estevao-ribeiro" class="wp-block-heading">Estevão Ribeiro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Estevão Ribeiro é escritor, quadrinista, ilustrador, diretor e roteirista audiovisual. Natural de Vitória (ES), é criador das tirinhas Os Passarinhos e de Rê Tinta, personagem que acompanha uma menina negra e empoderada. Também participou de projetos como Pequenos Heróis e Futuros Heróis. Em sua produção, destaca-se a representação da negritude e a criação de personagens negros na literatura e nos quadrinhos.<br><br>Presença na Bienal: 4 de setembro, às 17h30, na mesa “Escreviventes: A gente combinamos de escrever”, com Eliana Alves Cruz e Marcelino Freire.&nbsp;</p>



<h2 id="h-itamar-vieira-junior" class="wp-block-heading">Itamar Vieira Junior</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Itamar Vieira Junior é escritor e geógrafo baiano, autor de Torto Arado, um dos grandes fenômenos da literatura brasileira contemporânea. O romance recebeu o Prêmio Leya, o Prêmio Jabuti e o Oceanos, entre outros. Doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o autor também pesquisou comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, tema que dialoga com sua produção literária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presença na Bienal: 13 de setembro, às 14h45, na mesa “Esse livro dá samba: quando a literatura entra na avenida”, ao lado de Socorro Acioli.</p>



<h2 id="h-michel-alcoforado" class="wp-block-heading">Michel Alcoforado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Michel Alcoforado é antropólogo, professor, escritor, palestrante e especialista em comportamento, consumo e inovação. Fundador do Grupo Consumoteca, tornou-se conhecido por pesquisas sobre comportamento e consumo e pela investigação sobre as elites brasileiras. É autor de De Tédio Ninguém Morre e Coisa de Rico, livro baseado em anos de pesquisa sobre os hábitos e códigos sociais dos brasileiros mais ricos.<br><br>Presença na Bienal: 4 de setembro, Às 17h30, na mesa &#8220;Coisa de Quem? Dinheiro, corpo e o direito de pertencer&#8221;.</p>



<h2 id="h-alcimar-frazao" class="wp-block-heading">Alcimar Frazão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alcimar Frazão é quadrinista, ilustrador e gestor cultural, formado em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É autor de romances gráficos como Ronda Noturna, Cadafalso e Lovistori, este último em parceria com o roteirista Lobo. Também atua como curador de programação cultural no Sesc São Paulo e participou da curadoria de exposições dedicadas à produção de quadrinhos brasileiros.<br><br>Presença na Bienal: 12 de setembro, às 19h30, na mesa &#8220;Quadrinhos e Literatura&#8221;</p>



<h2 id="h-barbara-carine" class="wp-block-heading">Bárbara Carine</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Bárbara Carine é professora, escritora, palestrante e pesquisadora baiana, formada em Química e Filosofia pela UFBA, com mestrado e doutorado em Ensino de Química. É idealizadora da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira registrada em uma Secretaria de Educação no país. Autora de livros como Como ser um educador antirracista, vencedor do Prêmio Jabuti de 2024 na categoria Educação, dedica sua produção à educação antirracista, à ciência e à valorização dos saberes negros.<br><br>Presença na Bienal: 6 de setembro, às 10h30, na mesa “Descobrir quem somos começa cedo: letramento racial é coisa de criança”, com Kiusam de Oliveira. Ela também participa de sessão de autógrafos às 11h30. </p>



<h2 id="h-renato-noguera" class="wp-block-heading">Renato Noguera </h2>



<p class="wp-block-paragraph">Renato Noguera é filósofo, professor, escritor e pesquisador, com trabalhos voltados principalmente às relações entre filosofia, educação, relações raciais e questões de gênero. Autor de livros como Por que amamos: o que os mitos têm a ver com o amor? e Mulheres e deusas, Noguera também é conhecido por sua atuação na divulgação do pensamento filosófico e na reflexão sobre masculinidades e relações humanas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Presença na Bienal: 12 de setembro, às 17h30, na mesa “Masculinidades possíveis: ser homem em 2026”, ao lado de Milly Lacombe, Alexandre Coimbra Amaral e João Silvério Trevisan, no Salão de Ideias.</p>
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		<item>
		<title>Orixás e afrofuturismo se encontram em livro de estreia do sociólogo João Raphael Ramos </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/orixas-afrofuturismo-estreia-joao-raphael-ramos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ambientado no Rio de Janeiro contempor&#226;neo, Orix&#225;s: O poder dos filhos do Tempo acompanha jovens descendentes de orix&#225;s em uma jornada que conecta ancestralidade, mem&#243;ria e futuro.&#160; A ancestralidade tamb&#233;m pode ser uma chave para imaginar o futuro. &#201; a partir dessa perspectiva que o soci&#243;logo e educador Jo&#227;o Raphael Ramos estreia na literatura com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, Orixás: O poder dos filhos do Tempo acompanha jovens descendentes de orixás em uma jornada que conecta ancestralidade, memória e futuro.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ancestralidade também pode ser uma chave para imaginar o futuro. É a partir dessa perspectiva que o sociólogo e educador João Raphael Ramos estreia na literatura com <em>Orixás: O poder dos filhos do Tempo</em>, romance ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo que combina afrofuturismo, fantasia e referências às tradições afro-brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na trama, sete jovens — Akin, Ayô, Mali, Jana, Raoni, João e Zian — descobrem que carregam uma herança que ultrapassa o presente. Eles são os Supraviventes, descendentes diretos dos orixás, marcados pelo axé e pela responsabilidade de preservar a conexão entre o mundo humano e o divino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornada começa quando os personagens são convocados ao Tempo Espiralar, espaço em que memória, ancestralidade e destino se encontram. A partir dele, os jovens atravessam diferentes momentos da história, entre reinos, guerras, travessias forçadas e experiências de resistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo em que enfrentam os ajoguns e buscam reequilibrar seus Oris, os personagens precisam lidar com conflitos próprios. Afetos, rivalidades, dúvidas e segredos marcam a relação entre eles e colocam à prova a capacidade de permanecerem unidos diante de uma ameaça maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa ameaça é a MAAFA, uma sombra ancestral alimentada pelas dores acumuladas ao longo da história humana. Na narrativa, sua aproximação coloca em risco tanto o mundo dos vivos quanto o espiritual, fazendo com que os Supraviventes precisem compreender a própria herança para decidir os caminhos do futuro.</p>



<h3 id="h-ancestralidade-como-possibilidade-de-futuro" class="wp-block-heading"><strong>Ancestralidade como possibilidade de futuro</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de Ramos dialoga com o afrofuturismo, movimento estético e cultural que utiliza diferentes linguagens para imaginar futuros a partir de perspectivas negras, articulando identidade, tecnologia, ancestralidade e protagonismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autor atua como educador, sociólogo e pensador afro-brasileiro, desenvolvendo pesquisas no campo da educação antirracista e das raízes africanas. Professor de sociologia e filosofia nas redes pública e particular do Rio de Janeiro, ele também produz conteúdo nas redes sociais e atua como colunista sobre África no <em>Opera Mundi</em>, além de apresentar o programa <em>E, aí, professor?, </em>no Canal Futura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu primeiro romance, esse repertório aparece na construção de uma narrativa que coloca personagens negros e referências afro-brasileiras no centro da aventura, sem separar ancestralidade e imaginação de futuro.</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Livro: </strong>Orixás: O poder dos filhos do Tempo<br><strong>Autor: </strong>João Raphael Ramos<br><strong>Valor: </strong>&nbsp;R$ 69,90 | 322 páginas<br>Editora Galera | Grupo Editorial Record</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Renato Noguera lança livro sobre medo e raiva no RJ</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/renato-noguera-livro-medo-raiva-rj/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 16:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
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		<category><![CDATA[afetos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Medo e Raiva, fil&#243;sofo investiga o que afetos considerados &#8220;sombrios&#8221; podem revelar a partir de mitos e filosofias; lan&#231;amento acontece nesta quarta (13), no Museu do Amanh&#227;. &#8220;O problema n&#227;o &#233; senti-los, mas desconhec&#234;-los.&#8221; A reflex&#227;o de Renato Noguera resume uma das provoca&#231;&#245;es centrais de seu novo livro, Medo e Raiva: o que os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Em Medo e Raiva, filósofo investiga o que afetos considerados “sombrios” podem revelar a partir de mitos e filosofias; lançamento acontece nesta quarta (13), no Museu do Amanhã.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">“O problema não é senti-los, mas desconhecê-los.” A reflexão de Renato Noguera resume uma das provocações centrais de seu novo livro, <em>Medo e Raiva: o que os mitos e as filosofias revelam sobre nossos afetos sombrios</em>, que será lançado nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em publicação compartilhada em seu perfil no Instagram, o filósofo questionou a forma como a sociedade costuma estabelecer uma hierarquia entre os afetos, valorizando sentimentos considerados positivos enquanto medo e raiva são frequentemente associados ao fracasso ou à falta de controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vivemos em uma cultura que nos ensina a celebrar apenas os afetos considerados ‘positivos’, como se a felicidade permanente fosse uma meta possível — e como se sentir medo ou raiva fosse um fracasso.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a partir dessa questão que Noguera desenvolve a proposta do livro, publicado pela HarperCollins Brasil. Em vez de tratar esses afetos como sentimentos que precisam ser eliminados, a obra propõe investigar o que eles podem comunicar.</p>



<h2 id="h-o-que-medo-e-raiva-podem-revelar" class="wp-block-heading"><strong>O que medo e raiva podem revelar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a apresentação feita pelo autor, medo e raiva também fazem parte da experiência humana e podem desempenhar diferentes funções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os mitos e as filosofias nos mostram que medo e raiva não são vilões. Eles podem nos proteger, revelar nossos limites, denunciar injustiças e abrir caminhos para o autoconhecimento”, escreveu Noguera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra percorre diferentes tradições mitológicas e filosóficas, entre elas as tradições iorubá, tupi-guarani, hindu, greco-romana, judaico-cristã, japonesa, inuíte, kemita e romena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta não é colocar essas tradições em uma comparação superficial, mas observar como diferentes sistemas de pensamento elaboraram experiências relacionadas ao medo, à raiva e a outros afetos considerados difíceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de figuras como Ogum, Anhangá, Curupira, Kali, Durga e Medusa, Noguera constrói reflexões sobre limites, conflitos, justiça, transformação e autoconhecimento.</p>



<h2 id="h-uma-critica-a-ideia-de-felicidade-permanente" class="wp-block-heading"><strong>Uma crítica à ideia de felicidade permanente</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O livro também questiona a expectativa de que as pessoas deveriam buscar continuamente estados emocionais considerados positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Noguera, essa perspectiva pode transformar sentimentos como medo e raiva em problemas a serem eliminados, em vez de experiências que podem ser compreendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão dialoga com psicologia, neurociência e psicanálise e com pensadores como Freud, Nietzsche, Espinosa e Derrida. O autor também aproxima a discussão de intelectuais indígenas e negros contemporâneos, como Ailton Krenak, Nêgo Bispo e Davi Kopenawa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse diálogo, <em>Medo e Raiva</em> apresenta a ideia de uma “descolonização dos afetos”, questionando a maneira como diferentes emoções são hierarquizadas e interpretadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta não é defender que medo ou raiva devam conduzir as decisões, mas compreender esses sentimentos antes de tentar silenciá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como escreveu Noguera:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Talvez a pergunta não seja como eliminar os afetos sombrios, e sim como aprender a conviver com eles sem que eles conduzam a nossa vida.”</p>



<h2 id="h-lancamento-no-museu-do-amanha" class="wp-block-heading"><strong>Lançamento no Museu do Amanhã</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento de <em>Medo e Raiva: o que os mitos e as filosofias revelam sobre nossos afetos sombrios</em> acontece nesta quarta-feira (13), às 18h30, na Livraria Janela, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O encontro contará com a participação de Aza Njeri, ao lado do autor.</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Lançamento de <em>Medo e Raiva</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Livraria Janela — Museu do Amanhã, Rio de Janeiro (RJ)</li>



<li>13 de agosto</li>



<li>18h30</li>



<li>Renato Noguera e Aza Njeri</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações sobre o lançamento podem ser acompanhadas nos perfis @noguera_oficial e @harpercollinsbrasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>“14 de Maio”: Helio Santos lança livro no RJ com mediação de Maju Coutinho </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/helio-santos-lanca-14-de-maio-rio-maju-coutinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 18:41:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[14 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[equidade racial]]></category>
		<category><![CDATA[helio santos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[literatura negra]]></category>
		<category><![CDATA[livros negros]]></category>
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		<category><![CDATA[movimento negro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Livro revisita o legado da aboli&#231;&#227;o da escravid&#227;o no Brasil e prop&#245;e reflex&#245;es sobre desigualdade racial, democracia e participa&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o negra na constru&#231;&#227;o do pa&#237;s. O escritor, professor e ativista Helio Santos lan&#231;a no Rio de Janeiro o livro &#8220;14 de Maio: Li&#231;&#245;es de Resist&#234;ncia ao Racismo&#8221;, no dia 6 de agosto (quinta-feira), &#224;s [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 id="h-livro-revisita-o-legado-da-abolicao-da-escravidao-no-brasil-e-propoe-reflexoes-sobre-desigualdade-racial-democracia-e-participacao-da-populacao-negra-na-construcao-do-pais" class="wp-block-heading"><em>Livro revisita o legado da abolição da escravidão no Brasil e propõe reflexões sobre desigualdade racial, democracia e participação da população negra na construção do país.</em></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O escritor, professor e ativista Helio Santos lança no Rio de Janeiro o livro “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo”, no dia 6 de agosto (quinta-feira), às 19h, na Livraria da Travessa, com mediação da jornalista Maju Coutinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento acontece na unidade localizada em Ipanema, e marca a chegada da obra ao público carioca após o lançamento em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado pelo selo Zahar, o ensaio memorialístico reúne reflexões de Hélio Santos sobre os impactos históricos da escravidão no Brasil e os caminhos para enfrentar as desigualdades raciais que permanecem estruturando a sociedade brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título faz referência ao dia seguinte à assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. Para o autor, o 14 de maio simboliza o período posterior à abolição formal da escravidão, marcado pela ausência de políticas de inclusão para a população negra recém-liberta e seus descendentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de sua trajetória, o professor esteve à frente de importantes iniciativas relacionadas à equidade racial. Foi presidente-fundador do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, integrou a Comissão de Notáveis durante o processo da Constituinte de 1985 e coordenou o Grupo de Trabalho Interministerial de Valorização da População Negra.</p>



<h2 id="h-o-movimento-negro-nao-e-identitario-nossa-pauta-e-afirmativa-e-reparatoria-nbsp" class="wp-block-heading"><strong>“O movimento negro não é identitário: nossa pauta é afirmativa e reparatória”&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista ao Mundo Negro, Helio Santos também refletiu sobre o atual cenário de retrocessos nos debates sobre diversidade e inclusão, além das tentativas de deslegitimar políticas afirmativas no Brasil e no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre as críticas que apontam que a pauta da diversidade estaria perdendo espaço e sobre o uso do termo “identitário” para desqualificar movimentos por equidade, o pesquisador destacou que marcadores sociais como raça, gênero e geração fazem parte da realidade das sociedades e precisam ser considerados na construção de políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, a defesa da diversidade racial não representa uma disputa ideológica, mas uma estratégia de desenvolvimento e reparação histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós, do movimento negro, não defendemos ‘pautas identitárias’, termo impreciso, vago e malicioso. Defendemos, e continuaremos a defender, pautas afirmativas reparatórias. A diversidade racial é instrumento básico para o desenvolvimento do Brasil, até porque somos maioria.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O escritor também ressalta que os avanços conquistados pelas políticas afirmativas fazem parte de uma construção histórica do movimento negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O movimento negro não é identitário: nossa pauta, repito, é afirmativa e reparatória.”</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lançamento do livro “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo” – Helio Santos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br></strong><strong>Data:</strong> 6 de agosto (quinta-feira)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Horário:</strong> 19h</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Local:</strong> Livraria da Travessa, R. Visc. de Pirajá, 572- Ipanema, Rio de Janeiro &#8211; RJ</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mediação:</strong> Maju Coutinho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Editora:</strong> Zahar</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Número de páginas: </strong>160&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Preço:</strong> R$ 64,90 | E-book: 29,90&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Wesley Barbosa estreia na literatura infantil com &#8220;Os barraquinhos da favela&#8221; na FLIP 2026</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/wesley-barbosa-lanca-barraquinhos-favela-flip-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 19:52:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo neomarginal]]></category>
		<category><![CDATA[flip 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura infantil]]></category>
		<category><![CDATA[literatura periferica]]></category>
		<category><![CDATA[os barraquinhos da favela]]></category>
		<category><![CDATA[representatividade negra]]></category>
		<category><![CDATA[Wesley Barbosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Wesley Barbosa estreia na literatura infantil com "Os barraquinhos da favela" na FLIP 2026. Conheça a obra e a trajetória do autor.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O escritor <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/ela-rompe-o-apagamento-autores-explicam-literatura-marginal-apos-fala-preconceituosa-na-flipocos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wesley Barbosa</a></strong> se prepara para um marco importante em sua carreira na <strong>Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) de 2026</strong>. No dia 23 de julho, às 10h, o autor lança seu primeiro livro voltado ao público infantil, <strong>Os barraquinhos da favela</strong> (Editora Moderna), durante uma roda de conversa na Casa da Favela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra propõe uma imersão poética e afetiva nas memórias da infância na periferia, reconstruindo o cotidiano sob o olhar de quem viveu essa realidade de perto. Ilustrado por <strong>Tainan Rocha</strong>, o livro equilibra as duras lembranças das casas de madeira vulneráveis ao vento com o afeto das refeições em família e o horizonte visto de janelas quebradas — metáforas de sonhos que resistem ao tempo e à escassez. A leitura é recomendada para crianças a partir de 6 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>A mensagem que quero passar com Os Barraquinhos da Favela é que, mesmo em meio às adversidades de um lugar abandonado pelo Estado, é possível escrever, é possível atravessar a ponte, se inspirar nos livros e fazer a diferença por meio dos estudos</em>&#8220;, disse Wesley ao Mundo Negro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de Wesley Barbosa na FLIP deste ano carrega também um forte simbolismo de resistência. Durante o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços), em Minas Gerais, Barbosa discursava no estande do Coletivo Neomarginal — grupo que reúne autores da literatura periférica — quando foi interrompido pela escritora Camila Panizzi Luz. Em tom irônico, ela declarou: &#8220;Eu quero ser uma neomarginal, gente, olha que tudo. Camila Luz, neomarginal, nunca fui presa&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala, que associou diretamente a literatura de periferia à criminalidade e ao encarceramento, foi repudiada pelo público e nas redes sociais, levantando debates urgentes sobre o preconceito estrutural enfrentado por autores negros e periféricos nos espaços literários tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido em Itapecerica da Serra (SP) em 1990, Barbosa possui cinco livros publicados e consolida sua trajetória ao trazer a oralidade e a vivência urbana para o centro da literatura brasileira, agora inspirando as novas gerações a reescreverem seus próprios destinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Angela Davis e Ana Maria Gonçalves são destaques da programação literária da Casa Sesc na Flip 2026</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/angela-davis-e-ana-maria-goncalves-sao-destaques-da-programacao-literaria-da-casa-sesc-na-flip-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:12:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Maria Gonçalves]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Casa Sesc re&#250;ne Angela Davis, Ana Maria Gon&#231;alves, Wole Soyinka e Cidinha da Silva na Flip 2026, em Paraty, entre 23 e 26 de julho. Veja a programa&#231;&#227;o completa. A Casa Sesc amplia sua programa&#231;&#227;o na Flip 2026 com uma agenda que re&#250;ne, entre 23 e 26 de julho, em Paraty, alguns dos principais nomes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Casa Sesc reúne Angela Davis, Ana Maria Gonçalves, Wole Soyinka e Cidinha da Silva na Flip 2026, em Paraty, entre 23 e 26 de julho. Veja a programação completa.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Casa Sesc amplia sua programação na Flip 2026 com uma agenda que reúne, entre 23 e 26 de julho, em Paraty, alguns dos principais nomes da literatura e do pensamento negro contemporâneo. O espaço do Sesc RJ recebe autores como Ana Maria Gonçalves, Socorro Acioli, Cidinha da Silva, Edimilson de Almeida Pereira, Monique Malcher e Muniz Sodré, além da já anunciada mesa entre Angela Davis e Wole Soyinka.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro entre Angela Davis e Wole Soyinka acontece no sábado (25), às 18h, com o título &#8220;América e África: uma conversa Atlântica&#8221; e mediação de Flávia Oliveira. A mesa propõe uma reflexão sobre liberdade, pensamento crítico e as conexões históricas entre os dois continentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação também dedica espaço à produção intelectual brasileira. Ana Maria Gonçalves e Edimilson de Almeida Pereira participam da mesa &#8220;As muitas tramas de Minas&#8221;, com mediação de Tarso de Melo, sobre as trajetórias de dois autores que ajudaram a redefinir os rumos da literatura brasileira contemporânea. Já Muniz Sodré é entrevistado por Flávia Oliveira e Isabela Reis em uma edição especial do podcast Angu de Grilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cidinha da Silva divide a mesa &#8220;Entre romances e contos: os limites dos gêneros no agora&#8221; com Carlos Eduardo Pereira, sob mediação de Yasmin Santos, para discutir os desafios de narrar o presente na literatura contemporânea. A programação soma ainda debates sobre inteligência artificial e narrativas, com a participação de Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zaila, e sobre tradução literária, com Flânoir Bruno, floresta e Stephanie Borges.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das mesas, o espaço recebe apresentações musicais e poéticas. Arnaldo Antunes abre a programação noturna de quinta-feira (23) com uma performance que explora as possibilidades sonoras da palavra. Anelis Assumpção apresenta o show &#8220;Pitadas de SAL&#8221; na sexta-feira (24), e Chico César leva ao palco o espetáculo &#8220;FOFO&#8221;, baseado em seu álbum mais recente, no sábado (25).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação inclui também atividades de acessibilidade, com Libras e audiodescrição em todos os dias de evento, e a performance &#8220;Na surdina&#8221;, que une literatura, gesto e língua de sinais em uma experiência voltada tanto para o público surdo quanto ouvinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PROGRAMAÇÃO COMPLETA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Local: Casa Sesc RJ, Flip 2026, Paraty</em><br><em>Classificação: livre</em><br><em>Acessibilidade: Libras e audiodescrição</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>QUINTA-FEIRA, 23 DE JULHO</strong><br>10h às 11h15 — Pelo direito de ler e escrever, com Silvia Castrillón e Eliana Yunes, mediação de Adriana Ferrari<br>12h às 14h — Leituras poéticas com André Capilé e APÊAGÁ<br>14h às 15h15 — Mediação literária: encontros, territórios e sentidos da leitura, com Volnei Canônica e Bel Santos Mayer, mediação de Galeno Amorim<br>16h às 17h15 — Trânsito entre as Artes e a Ciência, com Ana Kemper e Castiel Vitorino Brasileiro, mediação de Moisés Nascimento<br>18h às 19h — Angu de Grilo entrevista Muniz Sodré<br>20h às 21h — Performance poética por Arnaldo Antunes</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SEXTA-FEIRA, 24 DE JULHO</strong><br>10h às 11h15 — A vida em estado de linguagem, com Calila das Mercês e Anelis Assumpção, mediação de Bianca Santana<br>12h às 14h — Leituras poéticas com Slam de Surdes e Valeska Torres<br>14h às 15h15 — Inteligência artificial, narrativas e poder: quem escreve o futuro?, com Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zaila, mediação de Joyce Freitas Brandão<br>16h às 17h15 — Entre romances e contos: os limites dos gêneros no agora, com Carlos Eduardo Pereira e Cidinha da Silva, mediação de Yasmin Santos<br>18h às 19h — As muitas tramas de Minas, com Ana Maria Gonçalves e Edimilson de Almeida Pereira, mediação de Tarso de Melo<br>20h às 21h — Show poético Pitadas de SAL, com Anelis Assumpção</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SÁBADO, 25 DE JULHO</strong><br>10h às 11h15 — Tradução como criação, com Flânoir Bruno, floresta e Stephanie Borges, mediação de Diogo Brunner<br>12h às 14h — Na surdina: performance literária em Libras e em Português, com Elinilson Soares e Lucas Sol<br>16h às 17h15 — O que nos assombra, com Socorro Acioli e Monique Malcher, mediação de Bianca Santana<br>18h às 19h — América e África: uma conversa Atlântica, com Angela Davis e Wole Soyinka, mediação de Flávia Oliveira<br>20h às 21h — Show &#8220;FOFO&#8221;, com Chico César</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DOMINGO, 26 DE JULHO</strong><br>10h às 11h15 — Apresentação da coleção De Bem do Sesc RJ: reflexões em educação ambiental, com Helena Oliveira</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ATIVIDADES CONTÍNUAS</strong><br>23 a 25 de julho, das 10h às 18h, e 26 de julho, das 10h às 14h — Mediação de leitura &#8220;Aconchego do Conto&#8221;, com a Cia. Trilhos<br>23 a 26 de julho — Intervenção poética &#8220;Biscoitinhos da Sorte Poéticos&#8221;, com Mikamesmo<br>23 a 26 de julho — Intervenção poética &#8220;Retire um Poema&#8221;, com Yassu Noguchi</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ATIVIDADES EXTERNAS</strong><br>23 e 24 de julho, das 10h às 16h — &#8220;Correio do Amor de Outrora: sua carta de amor por encomenda&#8221;, com Aline Miranda<br>25 de julho, das 10h às 16h, e 26 de julho, das 10h às 14h — &#8220;Converso com mães&#8221;, com Letícia Bassit</p>
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		<title>Lélia Gonzalez eternizou no &#8216;pretuguês&#8217; a certeza de que o Brasil é feito por nós</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/lelia-gonzalez-eternizou-no-pretugues-a-certeza-de-que-o-brasil-e-feito-por-nos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:40:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo negro]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Lélia Gonzalez]]></category>
		<category><![CDATA[pretugues]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>L&#233;lia Gonzalez eternizou no pretugu&#234;s a prova de que o Brasil &#233; feito por n&#243;s. Entenda o conceito e o legado da intelectual, 32 anos ap&#243;s sua morte. Quem diz &#8220;Framengo&#8221; no lugar de &#8220;Flamengo&#8221;, quem troca &#8220;d&#225;-me&#8221; por &#8220;me d&#225;&#8221;, quem carrega no vocabul&#225;rio palavras como moleque, quiabo, dend&#234; e bunda, fala pretugu&#234;s, o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Lélia Gonzalez eternizou no pretuguês a prova de que o Brasil é feito por nós. Entenda o conceito e o legado da intelectual, 32 anos após sua morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem diz &#8220;Framengo&#8221; no lugar de &#8220;Flamengo&#8221;, quem troca &#8220;dá-me&#8221; por &#8220;me dá&#8221;, quem carrega no vocabulário palavras como moleque, quiabo, dendê e bunda, fala pretuguês, o nome que a intelectual Lélia Gonzalez deu à marca africana estrutural do português brasileiro. Nesta sexta-feira (10), a data resgata esse conceito ao completar 32 anos da morte da autora, que dedicou parte central de sua obra a provar que o Brasil não fala português, fala a língua que o povo negro moldou dentro dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gonzalez apresenta o conceito de forma mais sistemática no ensaio Racismo e sexismo na cultura brasileira, de 1983, embora já explorasse a ideia em falas e textos anteriores. Para a autora, o português falado no Brasil carrega, na estrutura sonora e gramatical, marcas profundas das línguas africanas trazidas pelas pessoas escravizadas, sobretudo das línguas de origem banta, faladas por populações do Congo, de Angola e de regiões próximas. A pronúncia popular de Framengo, sem o fonema l, ausente em diversas línguas bantas e substituído pelo r, ilustra essa permanência. Gonzalez recusava tratar essa troca como erro de fala e a entendia como o registro vivo de uma gramática africana que sobreviveu à colonização dentro do próprio idioma do colonizador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora observava a mesma dinâmica na sintaxe cotidiana. A construção me dá, comum na fala popular brasileira, inverte a ordem imperativa e hierárquica do português de Portugal, presente em dá-me, e aproxima quem pede de quem recebe em uma relação menos autoritária. Repetições como nhonhô, usadas por pessoas escravizadas para se referir aos filhos dos senhores, seguem um padrão de duplicação silábica típico de línguas africanas, distante da estrutura europeia da palavra senhor. O vocabulário cotidiano conserva ainda centenas de palavras de origem africana incorporadas ao uso corrente, como fubá, caçula, angu, quitute, berimbau, maracatu, cafuné e muvuca, entre outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Formada também em psicanálise, Gonzalez associava essa permanência linguística ao papel histórico da mulher negra na criação das crianças no Brasil, incluindo os filhos das famílias brancas para quem trabalhava como ama de leite ou empregada doméstica. Para a autora, era essa mulher, e não a mãe branca, quem efetivamente inseria a criança na cultura e na língua durante a primeira infância, o que torna a fala popular brasileira uma herança direta da voz negra silenciada pela historiografia oficial. Gonzalez definia o racismo brasileiro como uma forma de negação cultural, própria de uma sociedade que absorve amplamente a contribuição negra em sua formação, mas recusa reconhecer essa presença como constitutiva da identidade nacional. O termo, escrito também como pretoguês em alguns registros da autora, funcionava assim como instrumento político, na medida em que reivindicava a legitimidade da fala popular associada às classes mais pobres e majoritariamente negras e disputava a ideia de correção linguística como parâmetro de inteligência ou de valor social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lélia Gonzalez nasceu em Belo Horizonte em 1º de fevereiro de 1935, filha de um ferroviário negro e de uma trabalhadora doméstica indígena, e era a penúltima de dezoito irmãos. A família se mudou para o Rio de Janeiro em 1942, depois que um dos irmãos, o jogador Jaime de Almeida, recebeu convite para atuar pelo Flamengo. No Rio, Lélia trabalhou como babá ainda criança, concluiu o ensino médio no tradicional Colégio Pedro II e graduou-se em História e Geografia, além de Filosofia, pela então Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Fez mestrado em Comunicação Social e doutorado em Antropologia Política, área em que concentrou pesquisas sobre gênero e etnia. Lecionou na rede pública e, posteriormente, na PUC-Rio, onde chegou a chefiar o Departamento de Sociologia e Política. Foi também uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado, em 1978, e do coletivo Nzinga, dedicado às mulheres negras, em 1983.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gonzalez morreu no Rio de Janeiro em 10 de julho de 1994, aos 59 anos, vítima de complicações cardíacas ligadas a um quadro de diabetes diagnosticado dois anos antes. Mais de três décadas depois, o conceito de pretuguês segue como referência em pesquisas de linguística, antropologia e estudos de gênero, e ganhou reforço recente na cultura popular, incluindo menções do rapper Emicida em produções documentais sobre o tema. Instituições como o Instituto Memorial Lélia Gonzalez, fundado por sua neta Melina de Lima em 2023, e projetos como o Lélia Gonzalez Vive seguem organizando acervos, entrevistas e documentos para ampliar o acesso à obra da autora, cuja produção completa segue sendo compilada e reeditada por pesquisadoras brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz lançam Escreviventes </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/conceicao-evaristo-eliana-alves-cruz-lancam-escreviventes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:53:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[conceição evaristo]]></category>
		<category><![CDATA[Eliana alves cruz]]></category>
		<category><![CDATA[escreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Flip]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[literatura negra]]></category>
		<category><![CDATA[Pallas Editora]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Obra re&#250;ne uma conversa in&#233;dita entre as escritoras e antecipa o document&#225;rio hom&#244;nimo dirigido por Estev&#227;o Ribeiro, previsto para estrear nos festivais em 2027.&#160; Concei&#231;&#227;o Evaristo e Eliana Alves Cruz transformaram d&#233;cadas de amizade, literatura e reflex&#245;es sobre a vida em Escreviventes, livro lan&#231;ado pela Pallas Editora que inaugura a cole&#231;&#227;o Mem&#243;rias Brasileiras. A publica&#231;&#227;o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Obra reúne uma conversa inédita entre as escritoras e antecipa o documentário homônimo dirigido por Estevão Ribeiro, previsto para estrear nos festivais em 2027.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz transformaram décadas de amizade, literatura e reflexões sobre a vida em <em>Escreviventes</em>, livro lançado pela Pallas Editora que inaugura a coleção <em>Memórias Brasileiras</em>. A publicação registra uma conversa inédita entre as duas autoras e antecipa o documentário homônimo dirigido por Estevão Ribeiro, atualmente em pós-produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro aconteceu durante dois dias, em dezembro de 2025, na Kaza 123, quilombo urbano localizado em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. A obra preserva o diálogo e a amizade entre duas escritoras que compartilham uma trajetória marcada pela produção literária e pelo compromisso com a construção de narrativas a partir de suas próprias experiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação chega em um momento simbólico para ambas. Em 2026, Conceição Evaristo celebra 80 anos, enquanto Eliana Alves Cruz completa 60. Conceição consolidou o conceito de escrevivência por meio de obras como <em>Ponciá Vicêncio</em>, <em>Becos da memória</em>, <em>Olhos d&#8217;água</em> e <em>Canção para ninar menino grande</em>, que a tornaram referência da literatura brasileira. Já Eliana, jornalista de formação, construiu uma trajetória reconhecida por premiações como o Prêmio Jabuti, conquistado em 2022 com <em>A vestida</em>, e o Prêmio Guimarães Rosa, da Academia Brasileira de Letras, na categoria Melhor Livro de Ficção, por <em>Meridiana</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <em>Escreviventes</em>, a conversa percorre temas como racismo, maternidade, sexualidade e envelhecimento. Durante o diálogo, Conceição recupera a palavra &#8220;parecenças&#8221;, utilizada para definir as afinidades que aproximam as autoras e permeiam toda a narrativa da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra também reúne depoimentos do escritor Itamar Vieira Junior, do filósofo Renato Nogueira, da escritora cubana Teresa Cárdenas e da jornalista Flávia Oliveira. As participações ampliam as reflexões propostas pelas autoras ao longo do livro e ajudam a contextualizar a relevância de suas produções para a literatura e para a cultura brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação antecipa o universo do documentário <em>Escreviventes</em>, dirigido por Estevão Ribeiro. O longa tem estreia prevista em festivais em 2027 e lançamento comercial em 2028, tornando o livro o primeiro registro público do encontro entre as escritoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro já está em pré-venda e será lançado oficialmente durante a 24ª FLIP. Para saber mais sobre a obra e acompanhar as novidades, acesse o perfil oficial da @pallaseditora no Instagram.</p>
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		<title>Cida Bento lança audiobook de &#8220;O Pacto da Branquitude&#8221; </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 18:44:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Antirracismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O livro &#8220;O Pacto da Branquitude&#8221;, da psic&#243;loga, pesquisadora e escritora Cida Bento, passou a contar com uma vers&#227;o em audiobook. A novidade amplia as formas de acesso &#224; obra, que prop&#245;e reflex&#245;es sobre branquitude, racismo, rela&#231;&#245;es de poder, privil&#233;gios e os mecanismos que sustentam as desigualdades na sociedade brasileira. Lan&#231;ado originalmente em 2022 em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O livro &#8220;O Pacto da Branquitude&#8221;, da psicóloga, pesquisadora e escritora Cida Bento, passou a contar com uma versão em audiobook. A novidade amplia as formas de acesso à obra, que propõe reflexões sobre branquitude, racismo, relações de poder, privilégios e os mecanismos que sustentam as desigualdades na sociedade brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado originalmente em 2022 em formato impresso, o livro tornou-se uma das principais referências para os debates sobre relações raciais no Brasil ao analisar como a branquitude se estrutura e atua na manutenção das desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em declaração nas redes sociais, a autora afirmou que espera que a versão em áudio alcance novos públicos, estimule diálogos e fortaleça o compromisso coletivo com a construção de uma sociedade antirracista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O audiobook de &#8220;O Pacto da Branquitude&#8221; já está disponível nas principais plataformas digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>&#8220;Olhos d&#8217;Água&#8221;, de Conceição Evaristo, é escolhido para abrir biblioteca criada por Dua Lipa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:17:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[conceição evaristo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A colet&#226;nea vencedora do Pr&#234;mio Jabuti foi escolhida como primeiro t&#237;tulo da Manifesto Library, inaugurada na Livraria Lello, no Porto, em Portugal. &#8220;Olhos d&#8217;&#193;gua&#8221;, colet&#226;nea de contos da escritora mineira Concei&#231;&#227;o Evaristo publicada em 2014, foi escolhida como a primeira obra a ocupar as prateleiras da Manifesto Library, biblioteca criada pela cantora brit&#226;nica Dua Lipa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A coletânea vencedora do Prêmio Jabuti foi escolhida como primeiro título da Manifesto Library, inaugurada na Livraria Lello, no Porto, em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Olhos d&#8217;Água&#8221;, coletânea de contos da escritora mineira Conceição Evaristo publicada em 2014, foi escolhida como a primeira obra a ocupar as prateleiras da Manifesto Library, biblioteca criada pela cantora britânica Dua Lipa e inaugurada no sábado (27) na Livraria Lello, na cidade do Porto, em Portugal. O espaço é a primeira versão física do Service95 Book Club, clube de leitura mensal comandado pela artista e integrado à sua plataforma de cultura e comportamento, a Service95.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Manifesto Library nasceu com um acervo dedicado a obras censuradas ou silenciadas ao redor do mundo, reunindo mais de 100 títulos. Entre eles estão &#8220;O Conto da Aia&#8221; (1985), de Margaret Atwood, e &#8220;Felon&#8221; (2019), de Reginald Dwayne Betts. Em comunicado à imprensa, Dua Lipa descreveu o espaço como &#8220;um santuário para livros que desapareceram, para autores cuja coragem desmascara estruturas de poder e controle, e para leitores que se recusam a aceitar que alguém diga quais livros eles podem ou não ler&#8221;. A cantora citou ainda obras banidas por distritos escolares por abordarem raça ou sexualidade, títulos com circulação restrita voltados ao público LGBTQIA+ e casos em que autores pagaram com a própria vida por suas palavras.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="640" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-77.png" alt="" class="wp-image-96556" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-77.png 960w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-77-300x200.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-77-150x100.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-77-768x512.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-77-630x420.png 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-77-696x464.png 696w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conceição Evaristo esteve presente na inauguração e registrou o momento em suas redes sociais. &#8220;Junto à recepção calorosa que recebi na Livraria Lello, na cidade do Porto, em Portugal, tive a grata surpresa de saber que o livro &#8216;Olhos d&#8217;Água&#8217;, de minha autoria, foi escolhido como a primeira obra a ocupar as prateleiras da Manifesto Library&#8221;, escreveu a autora no Instagram, descrevendo o acervo como dedicado a &#8220;vozes silenciadas e histórias esquecidas&#8221;, capaz de &#8220;preencher lapsos e vazios da história e da literatura&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicada pela Editora Pallas em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, &#8220;Olhos d&#8217;Água&#8221; reúne 15 contos que percorrem o cotidiano de mulheres e homens negros, abordando desigualdade racial, violência urbana e relações de gênero a partir de uma perspectiva enraizada na experiência afro-brasileira. A obra conquistou o Prêmio Jabuti na categoria Contos e Crônicas em 2015 e, em 2025, foi listada entre os 25 melhores livros brasileiros do século XXI pela Folha de S.Paulo. Cinco dos sete livros publicados por Evaristo foram traduzidos para inglês, francês, espanhol, árabe e eslovaco. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença do livro em uma biblioteca europeia dedicada a obras censuradas posiciona a produção de Evaristo no debate global sobre acesso à leitura e liberdade de expressão. Em Portugal, &#8220;Olhos d&#8217;Água&#8221; é publicado pela editora Orfeu Negro, que lançou o título em 2024 ao lado de &#8220;Canção para Ninar Menino Grande&#8221;, romance mais recente da autora. A Manifesto Library funciona em caráter permanente em um dos andares da Livraria Lello, disponibilizando os títulos para leitura presencial pelo público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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