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	<title>Tainara Ferreira, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Cumé que a gente fica, hein Harvard?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/cume-que-a-gente-fica-hein-harvard/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tainara Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 18:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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<p>Uns brancos muito legais convidaram a gente para uma festa deles, dizendo que era pra gente também. Fomos muito bem recebidos e tratados com toda consideração. Eram todos gente fina, educada, viajada por esse mundo de Deus. Sabiam das coisas. E a gente foi se sentar lá na mesa. Só que estava tão cheia que não deu pra gente sentar junto com eles. Mas a festa foram eles que fizeram, e a gente não podia bagunçar com essa de chega pra cá, chega pra lá. A gente tinha que ser educado. </p>



<p>Foi aí que a neguinha que estava sentada com a gente deu uma de atrevida. Tinha chamado ela para responder uma pergunta. Ela se levantou, foi lá na mesa pra falar no microfone e começou a reclamar por causa de certas coisas que estavam acontecendo na festa. </p>



<p>Parece até que a <strong>Lélia Gonzales </strong>estava em <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/brasileiras-relatam-caso-de-racismo-no-evento-brazil-conference-em-harvard-tem-piolho-nas-trancas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Harvard, no evento da Brazil Conference</a></strong>. Brasil com “z” porque é o deles, e não o nosso. As embaixadoras da conferência <strong>Naira Santa Rita</strong> e <strong>Marta Melo </strong>leram uma carta-manifesto ao final de um painel sobre impacto social que era mediado pela atriz <strong>Regina Casé</strong>. </p>



<p>Elas afirmaram que três brasileiras brancas se questionavam em inglês entre si: “viu aquelas negras? Será que tem piolho nessas tranças e dreads?” O que elas não  esperavam era que as embaixadoras falavam inglês e tinham entendido o racismo que estava acontecendo ali. </p>



<p>Percebemos que o racismo ele subestima a inteligência do sujeito negro. Não basta questionar sua presença, criticar a sua negritude tem-se que ainda, superestimar sua capacidade de estar em um evento estrangeiro e saber a língua nativa.  </p>



<p>Ademais, estamos falando de brasileiras. Sim, as brancas que se acham superiores pelo “status cor” concebido pela Branquitude em seu pacto, que ao invés de se cumprimentarem e comemorarem pois, ambas são brasileiras e estão ali, em Harvard, questionam a ocupação de uma em superioridade à outra. </p>



<p>Ora, brasileiras negras, não são como nós. Muito menos neste espaço onde há poucos&nbsp; anos atrás elas nem sequer pisaram. Mas, Naira e Marta não eram as únicas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Uma comitiva de celebridades e influenciadores brasileiros ali também estão. E quem arma uma força-tarefa contra o racismo quando ele acontece? É o silêncio que reina. E foi a dúvida de se posicionar é que se questiona a representatividade prevista naquele espaço. “Precisei calcular, porque eu e a Marta, mulheres negras, temos muito mais a  perder do que três meninas brancas de Harvard.” </p>



<p>O silêncio também é da vítima. Como se posicionar numa atmosfera que não nos acolhe, compreende e nos defende. Seremos loucas? Histéricas? Exageradas? São muitos os adjetivos usados para configurar mulheres negras que se posicionam. A contar num espaço onde sua voz pouco ecoa. </p>



<p>E seguimos com mais uma nota de repúdio. É assim, que segue o mito e o rito do racismo. Ah <strong>Lélia</strong>, você é atemporal e onipresente, infelizmente. </p>



<p>“Agora, aqui pra nós, quem teve a culpa? Aquela neguinha atrevida, ora. Se não tivesse dado com a língua nos dentes&#8230; Agora está queimada entre os brancos. Malham ela até  hoje. Também quem mandou não saber se comportar? Não é à toa que eles vivem  dizendo que ‘preto quando não caga na entrada caga na saída.’”</p>
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		<title>O que separa a Marielle Franco da Cláudia Ferreira? </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-que-separa-a-marielle-franco-da-claudia-ferreira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tainara Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 21:36:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[claudia silva ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Marielle Franco]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tivemos o Domingo de Ramos marcado pela prisão dos acusados de serem os&nbsp; mandates do assassinato com 4 tiros na cabeça em 14 de março de 2018, da 5ª&nbsp; vereadora mais votada da cidade do Rio de Janeiro nas eleições de 2016, com&nbsp; 46.502 votos.&nbsp;</p>



<p>Marielle Franco, mulher negra, ativista e cria da favela da Maré que a gente sabe&nbsp; a cor da pele de quem e por quem ela travava sua luta. “Nós estamos no&nbsp; processo democrático, vai ter que aturar mulher negra, trans, lésbica ocupando&nbsp; a diversidade.” entoou a Marielle em um dos seus discursos. E infelizmente,&nbsp; foram esses atravessamentos que incomodaram a ponto de ceifar a sua vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Por mais que, acreditemos que a política é, e porque é, a ferramenta de&nbsp; transformação social, foi ela também que conduziu a impunidade do seu caso,&nbsp; arrastado por 6 anos numa tríade de polícia, política e crime como bem elucidou&nbsp; o Marcelo Freixo.&nbsp;</p>



<p>Mas não é só de dor e revolta que este crime é conduzido. Neste aparato público&nbsp; temos a sua irmã, atual ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que assim&nbsp; como tantas outras mulheres negras encabeçaram o que podemos chamar de&nbsp; um “contragolpe da impunidade.”&nbsp;</p>



<p>Candidaturas femininas em todo o Brasil se baseiam na trajetória de Marielle&nbsp; para dar continuidade à diversidade na qual se referia. “Vamos levante e lute!”&nbsp; parafraseando Edson Gomes é assim que se articula a resistência do movimento&nbsp; negro para não se perder o que já conquistou neste país. Tainá de Paula (PT),&nbsp; Thais Ferreira (PSOL), Karen Santos (PSOL), Laura Sito (PT), Bruna Rodrigues&nbsp; (PCdoB) são algumas dessas guerreiras.&nbsp;</p>



<p>O lugar da mulher negra neste país ainda é de subalternização e não&nbsp; protagonismo, o que se faz ainda mais importante e necessária a presença&nbsp; feminina nas esferas de poder pois, é a ausência dela que se apega a&nbsp; impunidade pois, quem espera justiça de corpos que são violentados há mais de&nbsp; 500 anos?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Os 06 anos de Marielle não estão distantes dos 10 anos de Cláudia Silvia&nbsp; Ferreira, arrastada por 350 metros num carro da Polícia Militar pelas ruas do&nbsp; bairro de Madureira, também no Rio de Janeiro. Quando marcamos os 06 anos&nbsp; de Mari é porque tememos que se aconteça o mesmo: impunidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O juiz Alexandre Abrahão Teixeira, do 3º Tribunal do Júri, concluiu que os&nbsp; policiais acusados eram inocentes. Será que se uma mulher negra estivesse a&nbsp; frente deste caso a sentença seria a mesma? Remetendo mais uma vez a Edson&nbsp; Gomes: “No campo de batalha cheira a morte, no campo de batalha a morte é&nbsp; mais forte.” o que pedimos aqui é que deixemos de morrer e que as rédeas deste&nbsp; país, em todas as suas dimensões, seja orientada pela maioria populacional,&nbsp; neste Brasil que é afro-brasileiro.</p>
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