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	<title>Silvia Nascimento, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Silvia Nascimento, Autor em Mundo Negro</title>
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	<item>
		<title>Instituto Pactuá completa cinco anos dedicado à formação de lideranças negras e já impactou mais de mil pessoas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/instituto-pactua-cinco-anos-liderancas-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:23:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade corporativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto Pactuá celebra 5 anos de impacto com mais de mil pessoas formadas e anuncia novidades para acelerar lideranças negras corporativas. Confira!</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/instituto-pactua-cinco-anos-liderancas-negras/">Instituto Pactuá completa cinco anos dedicado à formação de lideranças negras e já impactou mais de mil pessoas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/lideranca-com-ancestralidade-instituto-pactua-realiza-formatura-de-150-lideres-negros-em-uma-das-melhores-escolas-de-negocios-do-pais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Pactuá</a></strong>, organização sem fins lucrativos voltada à formação e à aceleração de lideranças negras no ambiente corporativo, completou cinco anos de atuação em julho. A data foi marcada pelo &#8220;Formassário&#8221;, evento que celebrou a formatura da quarta turma do programa de mentoria e reuniu mentores, mentorados, cofundadores, conselheiros, parceiros e representantes de empresas na sede do <strong>iFood</strong>, em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundado por executivos comprometidos com a diversidade no ambiente corporativo, o Pactuá nasceu para acelerar a inserção e a ascensão de profissionais negros em posições de decisão. Ao longo desses cinco anos, consolidou uma rede de lideranças, mentores, empresas e parceiros e já impactou mais de mil pessoas: foram mais de 700 participantes no programa de mentoria e mais de 300 lideranças negras alcançadas por iniciativas de educação realizadas em parceria com instituições como <strong>Grupo Exame | Saint Paul</strong>, <strong>Fundação Dom Cabral</strong> e <strong>IBGC</strong> (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Todas as ações são orientadas pelos pilares Conexão, Inspiração e Educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho responde a uma desigualdade persistente no país. Embora pessoas negras representem 56% da população brasileira, ocupam apenas 4% dos cargos de liderança nas empresas, percentual que cai para 0,4% quando se trata de mulheres negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o &#8220;Formassário&#8221; , dezenas de participantes entre mentores e mentorados celebraram a conclusão da quarta turma. O evento também marcou o anúncio da quinta edição do Programa de Mentoria, prevista para começar em agosto com aproximadamente 600 novos participantes e a parceria do <strong>MOVER</strong> (Movimento pela Equidade Racial), que amplia a rede de desenvolvimento de lideranças negras em diferentes setores da economia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-97436" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-1024x682.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-768x512.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-630x420.jpeg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-696x464.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38-1068x712.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-12.49.38.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Íris Barbosa Barreira, presidente do Instituto Pactuá (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que começou como um sonho se tornou um movimento. Nestes cinco anos construímos uma rede que conecta pessoas, compartilha experiências e amplia oportunidades para profissionais negros ocuparem espaços de liderança. Cada nova turma representa mais empresas transformadas e mais histórias de sucesso sendo escritas&#8221;, afirma <strong>Íris Barbosa Barreira, </strong>presidente do Instituto Pactuá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A celebração ainda marcou o lançamento de novas iniciativas. O iFood oficializou uma parceria com o Instituto para oferecer bolsas em um bootcamp de Inteligência Artificial, ampliando o acesso dos participantes a uma competência considerada estratégica para o futuro do trabalho. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o Pactuá também anunciou a concessão de bolsas para a participação de mulheres negras líderes no programa de mentoria, reforçando o compromisso de ampliar a presença feminina negra nos espaços de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encerrado em clima de confraternização, o &#8220;Formassário&#8221; reafirmou a proposta do Instituto Pactuá de ampliar oportunidades, conectar talentos e fortalecer uma rede de lideranças capazes de promover transformações dentro das organizações e na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Pactuá tem como objetivo acelerar a inserção e a ascensão de profissionais negras em posições de liderança no ambiente corporativo. Por meio de programas de mentoria, educação executiva, desenvolvimento de carreira e da articulação de uma ampla rede de lideranças, promove conexões, compartilha conhecimento e amplia oportunidades. Fundamentado nos pilares Conexão, Inspiração e Educação, atua em parceria com empresas e instituições de referência para contribuir com a formação de lideranças mais diversas e a construção de organizações mais inovadoras, inclusivas e competitivas.</p>
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		<title>Kássia Reis: acolhimento e liderança na diretoria da Natura</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/carreiras-negras-natura-kassia-reis-lideranca-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:50:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça a trajetória de Kássia Reis na Natura e descubra como o acolhimento e a valorização de talentos negros impulsionam a alta liderança. Leia no Mundo Negro!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Diretora jurídica da companhia há mais de duas décadas, ela defende que olhar para o outro e dar luz a novos talentos faz parte do trabalho de quem lidera.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a primeira entrevista da série Carreiras Negras, parceria inédita entre o Mundo Negro e a Natura. A cada mês, a série apresenta lideranças negras que fizeram carreira dentro da companhia e investiga uma questão pouco explorada: o que leva um profissional negro a permanecer e crescer em cargos de decisão. A proposta é oferecer um contraponto documentado à ideia, ainda corrente, de que grandes empresas são ambientes intransponíveis para pessoas negras. A série começa com Kássia Reis, diretora jurídica da Natura.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="968" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-968x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-97363" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-968x1024.jpeg 968w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-283x300.jpeg 283w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-142x150.jpeg 142w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-768x813.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-397x420.jpeg 397w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-150x159.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-300x318.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-696x737.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37-1068x1130.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-24-at-14.54.37.jpeg 1320w" sizes="(max-width: 968px) 100vw, 968px" /><figcaption class="wp-element-caption">Kássia Reis, diretora jurídica da Natura (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Kássia está na empresa desde janeiro de 2000. Entrou no departamento jurídico ainda no quarto ano da faculdade de Direito e passou por diferentes posições e especialidades até chegar à diretoria. Especialista em Direito Empresarial com ênfase em tributação, resume o próprio estilo de gestão em uma frase: “Minha atuação só é efetiva quando enalteço pessoas com talento, principalmente as pessoas negras.” É uma resposta prática a uma pergunta que ainda soa contraditória no meio corporativo: dá para exercer o acolhimento na alta liderança?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A convicção tem raízes na infância. Kássia é a caçula de quatro filhos de uma mãe que assumiu sozinha o comando de casa após a morte do pai, aos 48 anos. Ela tinha 13. A família era de origem modesta, e os filhos trabalhavam para ajudar nas despesas. “As escolhas eram mais limitadas”, lembra. Antes do primeiro registro em carteira, aos 16, ela jogou basquete e fez salgados para a lanchonete da mãe. Dos pais, de pouca instrução formal, diz ter herdado o “cuidado coletivo” e a generosidade que hoje transporta para a gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com formação técnica em contabilidade e o objetivo, desde cedo, de advogar, uniu as duas áreas. A ida da contabilidade para o jurídico de uma indústria foi uma decisão tomada ainda na graduação. Deu certo, e a permanência na Natura se estendeu por mais de vinte anos. Questionada sobre o que a manteve na empresa e em crescimento, aponta o sentido que dá ao trabalho. “O que me encanta e me move é a certeza de que posso fazer muito pelo outro”, diz. “É como se eu estivesse no mundo para ajudar quem precisa de mim.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse olhar para o outro orienta também o modo como conduz as equipes. “Sempre busquei identificar o brilho [nas pessoas] e somá-lo”, afirma. Diz valorizar quem a estimula a expandir a capacidade de “criar pontes”, expressão que usa para descrever o que considera o melhor de uma liderança: aproximar pessoas e abrir caminho. É aí que, para ela, acolhimento e liderança deixam de ser opostos e passam a se sustentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preparar quem vem depois é parte do que Kássia entende como sua função atual. Ela descreve a formação de novos profissionais como uma forma concreta de sucessão. “A forma mais efetiva do meu trabalho é dar luz às pessoas talentosas, principalmente as pessoas negras”, afirma. Trabalha, segundo ela, para que outros vejam ali a possibilidade de ocupar espaços antes restritos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela credita parte da própria trajetória ao apoio de pessoas que chama de “anjos”, e diz manter até hoje uma rede de trocas com amigas e colegas. “Tenho a felicidade de nunca me sentir só, porque sempre tive humanos maravilhosos no meu caminho.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A uma jovem que considere a diretoria de uma grande empresa um objetivo fora de alcance, responde de forma direta: “Jamais acreditem que não são capazes. Tudo que é para ser nosso será. Só confiar e trabalhar duro.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, a Natura atingiu o marco histórico de<strong> 40% de pessoas negras&nbsp; em seu quadro geral de colaboradores</strong>, cumprindo seu compromisso público. No mesmo período, a companhia dobrou o número de pessoas negras em posições gerenciais, resultado de iniciativas de inclusão, e registrou <strong>0% de saídas voluntárias de talentos negros em cargos de gerência</strong> durante o ano, evidenciando a criação de um ambiente de alto pertencimento e segurança psicológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista integra o Julho das Pretas, mês que carrega o 25 de julho, Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Kássia diz ter passado a olhar a data com mais atenção nos últimos anos e, a partir dessa consciência, foi “construindo espaço para ajudar mais e mais pessoas, oferecendo apoio, criando condições e ampliando oportunidades”. É esse movimento que resume o que quer deixar: “Meu legado é ampliar a consciência e a ação para que a sociedade crie mais oportunidades e espaços para todos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faça parte de uma empresa que valoriza a diversidade. Acesse o site <a href="https://carreiras.natura.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://carreiras.natura.com.br/</a><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Pela primeira vez, terapia genética cura anemia falciforme na Louisiana, um dos estados dos EUA com mais casos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/terapia-genetica-cura-anemia-falciforme-louisiana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 17:45:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[anemia falciforme]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia genetica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra como Daniel Cressy entrou para a história ao se tornar o primeiro paciente curado da anemia falciforme por terapia genética na Louisiana. Conheça sua trajetória emocionante!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Daniel Cressy</strong>, de 23 anos, entrou para a história ao se tornar <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/jovem-com-20-de-chance-de-sobreviver-a-anemia-falciforme-vai-estudar-medicina-em-harvard/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a primeira pessoa do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, a ser funcionalmente curada da anemia falciforme por meio de terapia genética</a></strong>. Na segunda-feira (22), ele tocou o sino cerimonial do Manning Family Children&#8217;s Hospital, em Nova Orleans, marcando o fim de uma batalha de dois anos contra a doença, que os médicos afirmam não estar mais ativa em seu organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Natural da região metropolitana de Nova Orleans, Cressy é o primeiro paciente de toda a Costa do Golfo dos Estados Unidos a passar com sucesso pela Casgevy, terapia de ponta que utiliza a tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9. O procedimento se vale das próprias células-tronco do paciente, que são editadas em laboratório para que deixem de produzir as células defeituosas causadoras da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornada foi longa e cara. As células-tronco de Cressy foram coletadas ao longo de três dias e enviadas para um laboratório na Escócia, onde uma enzima foi usada para editar a parte específica da célula responsável pelo afoiçamento, quando as hemácias endurecem e se deformam, bloqueando o fluxo sanguíneo e provocando dores intensas. As células modificadas retornaram à Louisiana no início deste ano, e Cressy passou por quimioterapia antes de recebê-las de volta. Só o medicamento custou 2,2 milhões de dólares. O tratamento chegou a ser adiado enquanto ele aguardava aprovação pelo programa Medicaid do estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A anemia falciforme afeta de forma desproporcional pessoas negras e pode causar dores severas, danos a órgãos, internações frequentes e redução da expectativa de vida. A Louisiana tem uma das maiores taxas da doença nos Estados Unidos. Cerca de 3 mil pessoas vivem com a condição no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cressy não é o primeiro do mundo nem do país a ser curado. Ele se junta a mais de 100 pacientes nos Estados Unidos tratados desde que as duas primeiras terapias genéticas para a doença, a Casgevy e a Lyfgenia, foram aprovadas pela agência reguladora americana no fim de 2023. O pioneirismo dele é geográfico, em um estado onde a doença é especialmente presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Cressy, a cura significou também a retomada de um sonho. Ele pretendia ser piloto, mas descobriu que a Administração Federal de Aviação não concederia sua licença enquanto ele convivesse com a doença, por causa dos riscos associados a voos em grandes altitudes. Agora, com o caminho livre, ele planeja seguir carreira na aviação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Determinado a transformar sua experiência em legado, Cressy fundou a organização sem fins lucrativos Privileged Pilots Project, voltada a derrubar barreiras médicas e sociais que impedem comunidades subatendidas de acessar curas genéticas milionárias. &#8220;A capacidade de alguém acessar tratamento e uma possível cura não deveria ser definida pelo seu CEP&#8221;, afirmou. &#8220;As pessoas que vivem com anemia falciforme estão aqui. São nossos vizinhos, nossos amigos, nossas famílias.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também escreve um livro sobre sua trajetória, intitulado &#8220;Blessing in the Skies&#8221; (Bênção nos Céus). &#8220;Enquanto muitos passam a vida procurando um propósito, o meu me encontrou&#8221;, disse. &#8220;Agora, em vez de buscar sentido, posso passar a vida realizando-o.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimônia em sua homenagem contou com a presença do governador Jeff Landry, do congressista Troy Carter e da prefeita Helena Moreno. No Brasil, país com a maior população com anemia falciforme das Américas, terapias como essa ainda não estão disponíveis no SUS, o que mantém a cura distante de quem mais precisa dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Com informações do The Guardian.</em></p>
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		<title>Best Skin Ever, da Sephora Collection, chega com 30 tons e fórmula com 86% de ingredientes de skincare</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/best-skin-ever-da-sephora-collection-chega-com-30-tons-e-formula-com-86-de-ingredientes-de-skincare/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 17:50:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[maquiagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por muito tempo, a experi&#234;ncia de usar maquiagem foi, para mulheres negras, uma arte de adapta&#231;&#227;o. Misturar tons, inventar solu&#231;&#245;es e ajustar expectativas virou rotina. Mas o que acontece quando o acerto vem de primeira? Quando a f&#243;rmula respeita sua pele em tom, textura e tratamento? A Best Skin Ever, novo lan&#231;amento da Sephora Collection, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por muito tempo, a experiência de usar maquiagem foi, para mulheres negras, uma arte de adaptação. Misturar tons, inventar soluções e ajustar expectativas virou rotina. Mas o que acontece quando o acerto vem de primeira? Quando a fórmula respeita sua pele em tom, textura e tratamento? A Best Skin Ever, novo lançamento da Sephora Collection, responde com mais do que promessas. Responde com experiência de uma marca conhecida globalmente por unir beleza e representatividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 30 tonalidades distribuídas em cinco intensidades, incluindo faixas como medium tan e deep que dialogam com a diversidade da pele brasileira, a base une performance, cuidado e praticidade no mesmo frasco. E quem prova isso com propriedade é Angélica Silva, maquiadora e criadora de beleza, que testou a novidade e detalhou a experiência. “Uma camada e pronto”, disse. “Ela oferece uma média cobertura que você ainda consegue construir em menos de um minuto. É prática, confortável, com acabamento super natural. Parece que eu não tô de base. Só que estou.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diferencial não se limita à cobertura. A fórmula reúne 86% de ingredientes de skincare, incluindo ácido hialurônico e extrato de algas, com atuação em hidratação, firmeza e suavidade da pele ao longo do tempo. Ou seja, não é só sobre maquiar, é sobre cuidar. “O que torna essa linha muito interessante é a junção de maquiagem com skincare. É aquela coisa que você passa e sente: não só estou cobrindo, estou tratando. E isso faz diferença”, afirma Angélica. No combo com o corretivo da mesma linha, disponível em 20 tons, o resultado ganha precisão. “Parece que eu nunca tive olheira na minha vida. Era isso que eu precisava.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A durabilidade é outro ponto de atenção, com até 16 horas de uso confortável, sem craquelar e sem pesar. O preço sugerido é de R$ 149. O pincel da linha tem encaixe anatômico e contribui para aplicação rápida e uniforme, reforçando a proposta de uma rotina objetiva com aparência de pele real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para completar o look, a Sephora Collection apresenta os batons Rouge Is Not My Name, com curadoria de cores do nude ao vermelho vibrante e diferentes acabamentos, desenhados para dialogar com vários tons de pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em São Paulo, a Sephora montou um pop-up no Shopping Eldorado, aberto até 5 de outubro, para testagem assistida, escolha de subtom e distribuição de brindes. A ativação busca reduzir barreiras comuns a quem costuma precisar misturar bases para chegar ao tom ideal, ao oferecer atendimento especializado e contato direto com a fórmula.</p>
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		<title>PEC 27/2024: o que está em jogo na proposta de fundo para igualdade racial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 15:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos &#250;ltimos dias, circulou nas redes sociais a ideia de que a Proposta de Emenda &#224; Constitui&#231;&#227;o n&#186; 27/2024, em an&#225;lise no Congresso Nacional, seria uma &#8220;PEC dos pardos&#8221; destinada a unificar categorias raciais. A informa&#231;&#227;o &#233; falsa. O texto em discuss&#227;o n&#227;o tem rela&#231;&#227;o com redefini&#231;&#227;o de identidade racial, mas prop&#245;e a cria&#231;&#227;o do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dias, circulou nas redes sociais a ideia de que a Proposta de Emenda à Constituição nº 27/2024, em análise no Congresso Nacional, seria uma “PEC dos pardos” destinada a unificar categorias raciais. A informação é falsa. O texto em discussão não tem relação com redefinição de identidade racial, mas propõe a criação do <strong>Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR)</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que a PEC realmente propõe</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Aprovada em sua admissibilidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a PEC prevê que a União aporte recursos estimados em <strong>R$ 20 bilhões ao longo de 20 anos</strong>, além de permitir doações voluntárias. O fundo será utilizado para financiar políticas públicas de promoção da igualdade racial, como bolsas de estudo, apoio ao empreendedorismo e projetos de desenvolvimento econômico voltados à população negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a gestão será feita por um conselho misto, formado por representantes do poder público e da sociedade civil, com objetivo de garantir <strong>transparência e participação social</strong> (<a href="https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/copy2_of_noticias/ccj-aprova-admissibilidade-da-proposta-de-emenda-a-pec-no-27-2024-que-preve-fundo-nacional-de-reparacao-economica-e-de-promocao-da-igualdade-racial">gov.br</a>).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pretos e pardos na lei</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que gera desinformação é a interpretação sobre quem a PEC beneficiaria. O <strong>Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010)</strong> já estabelece que a categoria <strong>“negro” abrange pretos e pardos</strong>. Essa classificação também é usada pelo IBGE e em políticas afirmativas, como cotas raciais. Portanto, não há novidade na inclusão dessas categorias; a PEC apenas segue a definição legal já consolidada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que importa</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O debate em torno da PEC 27/2024 é estratégico para o futuro da reparação racial no Brasil. Organizações do movimento negro destacam que o fundo representa um marco histórico no enfrentamento das desigualdades estruturais deixadas pela escravidão e pelo racismo. Para a Uneafro Brasil, trata-se de “reparar o maior crime de lesa-humanidade da história” (<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/08/29/fundo-da-igualdade-racial-precisamos-reparar-maior-crime-de-lesa-humanidade-da-historia-diz-uneafro">Brasil de Fato</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto fake news tentam desviar o foco, a discussão central é sobre <strong>como o Estado brasileiro pode reparar financeiramente uma população historicamente prejudicada</strong>.</p>
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		<title>Obesidade: quando o cérebro decide mais que a força de vontade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/obesidade-quando-o-cerebro-decide-mais-que-a-forca-de-vontade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 22:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um treinador conhecido por ideias conservadoras e meritocr&#225;ticas ganhou popularidade ao participar de um programa no YouTube em que debatia com 30 pessoas com obesidade. A meta era provar que emagrecer &#233; uma escolha. O resultado foi a amplifica&#231;&#227;o de estere&#243;tipos, a naturaliza&#231;&#227;o da gordofobia e a repeti&#231;&#227;o de equ&#237;vocos sobre um tema que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um treinador conhecido por ideias conservadoras e meritocráticas ganhou popularidade ao participar de um programa no YouTube em que debatia com 30 pessoas com obesidade. A meta era provar que emagrecer é uma escolha. O resultado foi a amplificação de estereótipos, a naturalização da gordofobia e a repetição de equívocos sobre um tema que a ciência já posiciona como doença crônica. A experiência cotidiana também desmonta a tese simplista. Todos conhecem alguém magro que come muito, é sedentário e não engorda, e também quem, mesmo comendo de forma equilibrada e se exercitando, enfrenta enorme dificuldade para perder peso. A explicação não cabe em slogans motivacionais, ela está no cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No especial apresentado por Oprah Winfrey sobre emagrecimento e novas terapias farmacológicas, especialistas colocam a discussão no lugar certo, o da evidência. A medicina contemporânea classifica a obesidade como doença crônica. Há uma década, a American Medical Association formalizou esse entendimento. A médica Fatima Cody Stanford, que participou do processo, afirma, “chamamos a obesidade de doença porque há mau funcionamento na forma como o corpo está operando”. Não se trata apenas de “comer demais e não se exercitar o suficiente”, e sim de uma disfunção real que atinge “mais de dois bilhões de adultos” e que, em muitos países, “mata mais pessoas do que a desnutrição”. A própria Oprah, que chegou a 107,51 kg, vocaliza a dúvida de milhões de pessoas, ser obeso é falta de força de vontade ou é uma condição tratável clinicamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cerne dessa regulação está no cérebro. Segundo a Dra. Fatima, existem duas vias que influenciam o peso, a anorogênica, que reduz ingestão e armazenamento, e a orogênica, que “apoia o armazenamento de adiposidade”. Em pessoas com sobrepeso e obesidade, essa segunda via costuma estar “aumentada”, sinal de “disfunção na forma como o corpo está regulando o peso”. Oprah traduz essa realidade ao comparar respostas diferentes a comportamentos semelhantes, “Cory pode comer torta de maçã às 11:00 da noite e ele consegue fazer isso. Seu corpo defende um ponto de ajuste muito magro”. No seu caso, diz, “se eu fizesse exatamente os mesmos comportamentos, eu armazenaria mais excesso de adiposidade. Meu corpo está mais predisposto a armazenar mais gordura”, e brinca, “eu sou uma armazenadora de adiposidade”. A síntese é objetiva, “o cérebro sabe onde quer estar e fará o que puder para te levar de volta a esse peso. É por isso que você sempre volta e é nada que você fez de errado. É apenas que o cérebro é superpoderoso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Humanizar a discussão implica compará-la a outras doenças crônicas. A Dra. Melanie Jay lembra que “tem diferentes causas e é diferente para cada pessoa”, com influência de genética, ambiente alimentar, oportunidades de atividade física, estresse, trauma e até “medicamentos que causam ganho de peso”. Para reduzir o estigma, a psicóloga Rachel Goldman defende a linguagem de pessoa primeiro, “uma pessoa com obesidade”, tal como se diz “uma pessoa com câncer”. Oprah reforça, “ou uma pessoa que luta com a obesidade”, enfatizando que ninguém deve ser definido pela condição médica. Também é essencial lembrar que “nem todo mundo em um corpo maior tem obesidade”, já que o diagnóstico depende de saúde e funcionamento biológico, não de julgamento estético. Sima Sistani, CEO da WeightWatchers, admite que a própria empresa, “sem saber, introduz[iu] também a vergonha para as pessoas para quem dieta e exercício sozinhos não eram suficientes”, e resume, “a obesidade não é uma falha moral, é uma condição crônica recidivante”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="MJxFJcH6XDU"><iframe title="Oprah and Obesity Doctors on the New Way to Lose Weight | The State of Weight | Oprah Daily" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/MJxFJcH6XDU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Com essa base neurobiológica, os tratamentos evoluíram. Mudança de estilo de vida segue essencial, porém, para uma parcela dos pacientes, não é suficiente para vencer o ponto de ajuste cerebral. Ganharam espaço os agonistas de GLP-1 e combinações que atuam nos centros de apetite e recompensa. Eles não são “atalho” nem “cura milagrosa”. A Dra. Fatima explica que “aumentam a via anorogênica” e “diminuem a via orogênica”, agindo diretamente no cérebro. Muitos pacientes relatam, “eu me sinto diferente, algo parece diferente”, porque os fármacos “vão direto à fonte do problema no cérebro”. A resposta, porém, varia. “Há pessoas que tomam os medicamentos e dizem, ‘espere um minuto, perdi dois quilos, por que essa pessoa perdeu 25 quilos’”. Nesses casos, “não é que você falhou no medicamento, é que o medicamento falhou no paciente”, o que indica a necessidade de avaliar outras vias e estratégias. Como compara Sima Sistani em analogia com hipertensão e colesterol alto, “você ainda precisa de intervenção de estilo de vida… mas para alguns, você precisa de um medicamento Statin”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que emerge desse corpo de evidências é um convite à empatia e ao cuidado responsável. Quem tenta mudar hábitos e ainda assim enfrenta dificuldade persistente para perder peso não está falhando, está lidando com circuitos cerebrais que defendem um ponto de ajuste. Alimentação equilibrada, sono adequado e atividade física ajudam pessoas com obesidade e todas as outras e fazem parte do tratamento, sem substituir acompanhamento médico. Culpa não trata ninguém. Tratar a obesidade como doença, com linguagem respeitosa, diagnóstico preciso e acesso a terapias eficazes, abre caminho para saúde e autonomia.</p>
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		<title>Nina Silva defende eficiência da liderança feminina no mercado: “São as que mais sabem administrar orçamento”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 08:40:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes Influentes]]></category>
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		<category><![CDATA[Lideranças femininas]]></category>
		<category><![CDATA[Nina Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>N&#227;o &#233; emo&#231;&#227;o, &#233; m&#233;todo. Para Nina Silva, cofundadora do Movimento Black Money e CEO da fintech D&#8217;Black Bank, a lideran&#231;a feminina que o mercado insiste em chamar de emocional &#233;, na pr&#225;tica, calibra&#231;&#227;o de risco orientada a retorno. &#8220;N&#227;o &#233; uma lideran&#231;a emocionada, &#233; uma lideran&#231;a que consegue equilibrar o emocional e o racional&#8221;, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Não é emoção, é método. Para <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/nina-silva-vence-premio-internacional-do-brics-e-reforca-sua-lideranca-na-inovacao-com-proposito/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nina Silva</a></strong>, cofundadora do <strong>Movimento Black Money</strong> e CEO da fintech <strong>D’Black Bank</strong>, a liderança feminina que o mercado insiste em chamar de emocional é, na prática, calibração de risco orientada a retorno. “Não é uma liderança emocionada, é uma liderança que consegue equilibrar o emocional e o racional”, afirma, ao defender que mulheres operam eficiência na escassez e multiplicam recursos com disciplina. As declarações foram feitas no <strong>Fin4She Summit 2025</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nina parte da vida real das finanças domésticas para a lógica empresarial: “Mulheres são as que mais sabem administrar orçamento, principalmente na escassez… E o render mais é você conseguir multiplicar recursos.” Essa racionalidade tem impacto macro. Hoje, mulheres já respondem por praticamente metade das chefias de domicílio no Brasil, o que indica responsabilidade direta sobre orçamento e decisões financeiras do lar, um treino cotidiano de governança que o mercado costuma subestimar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate sobre risco também muda de patamar. “Somos nós que tomamos risco, sim… Tomamos riscos controlados. Tomamos riscos mais estratégicos.” O ponto central não é evitar risco, é escolher assimetrias com tese, horizonte e execução, mirando ROI de forma consistente. O movimento dos dados ajuda a explicar por que essa visão ganha tração: a participação feminina no mercado de capitais cresce de forma contínua, com mais de 1 milhão de mulheres no Tesouro Direto e avanço das investidoras em renda variável, ainda que elas representem cerca de um quarto dos CPFs na Bolsa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lente racial adiciona densidade ao argumento. Mulheres negras somam cerca de 28% da população brasileira, o maior grupo demográfico do país, o que torna a capacidade de “fazer render” um ativo econômico e de gestão com efeitos multiplicadores sobre renda e mobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No empreendedorismo, a fotografia recente aponta mais presença e maturidade. As métricas da B3 e de entidades do mercado mostram crescimento do público feminino investidor, e estudos setoriais indicam que a atividade empreendedora se mantém alta, com recomposição de qualidade e ampliação do acesso a informação e produtos financeiros. Em linguagem de portfólio, é a transição de impulso para processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem é a executiva por trás do diagnóstico não é detalhe. Nina Silva é cofundadora e CEO do Movimento Black Money, além de liderar a D’Black Bank, com atuação reconhecida em inovação e inclusão financeira. Sua trajetória, com presença em fóruns globais, traduz o que ela prega no palco: método, dados e execução a serviço de eficiência de capital e criação de valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recado ao mercado é direto. Se risco não é roleta, mas engenharia de retorno, ampliar a presença de mulheres nas mesas de decisão não é só equidade, é estratégia. Lideranças que equilibram racional e emocional calibram melhor o risco, protegem caixa, priorizam o que importa e entregam ROI com consistência. É assim que estereótipos cedem lugar à performance.</p>
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		<title>Tradição e inovação na beleza — Make para Negras: Angélica Silva revela tendências e inclusão no universo da beleza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 22:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Negro Beauty]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes Influentes]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maquiagem para mulheres negras sempre enfrentou desafios na ind&#250;stria da beleza. Durante muito tempo, produtos espec&#237;ficos para tons de pele mais escuros foram escassos ou inexistentes, o que obrigava as mulheres negras a improvisar e adaptar produtos que n&#227;o foram feitos pensando nelas. Esse cen&#225;rio tem mudado aos poucos, impulsionado por profissionais que lutam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A maquiagem para mulheres negras sempre enfrentou desafios na indústria da beleza. Durante muito tempo, produtos específicos para tons de pele mais escuros foram escassos ou inexistentes, o que obrigava as mulheres negras a improvisar e adaptar produtos que não foram feitos pensando nelas. Esse cenário tem mudado aos poucos, impulsionado por profissionais que lutam por mais diversidade, inclusão e representatividade no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo importante desse movimento é a maquiadora Angélica Silva, que vem conquistando espaço como uma das maiores especialistas em beleza para peles negras no Brasil. Com vasta experiência e uma atuação reconhecida nas redes sociais, Angélica é referência para quem busca dicas e técnicas que valorizam a beleza negra com autenticidade e respeito. Ela também assinou a direção de beleza do recente lançamento da Boca Rosa, ao lado de Bianca Andra, CEO da marca, e Luiz Cantu, expert em beleza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista exclusiva para o Mundo Negro, a beauty expert Angélica Silva compartilha suas reflexões e experiências sobre maquiagem para mulheres negras. Abordando temas que vão desde a importância do contorno labial até as tendências atuais de batons, Angélica traz um olhar profundo sobre como a indústria da beleza tem evoluído para incluir e valorizar a diversidade das peles negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta: <strong>O contorno labial tem raízes profundas na estética das mulheres negras, mas só recentemente voltou ao radar das tendências mainstream. Como você enxerga esse movimento e o que ele representa culturalmente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“O contorno labial, na verdade, nasceu de uma necessidade. A falta de acesso e investimento da indústria em produtos para peles escuras fez com que essas mulheres improvisassem em um contorno que valorizasse os batons que eram produzidos naquela época; era uma forma de adaptar o que era criado somente para mulheres brancas, para os lábios não ficarem acinzentados ou esbranquiçados por conta de todo pigmento branco que era colocado no cosmético. As mulheres pretas contornavam os lábios para adequar aquele tipo de produto ao seu tom de pele; tudo isso está mais ligado à questão de pertencimento.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A beleza dos lábios naturalmente volumosos das mulheres negras é tema de muita conversa e ainda carrega tabus. Angélica destaca como as tendências se adaptaram e como o mercado começa a reconhecer essa estética de forma mais genuína.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta: <strong>Entre os produtos labiais que você testou nos últimos tempos, quais tendências realmente funcionam para os nossos lábios especialmente em quem tem lábios naturalmente volumosos? Ainda existem muitos tabus nesse tema?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“Mulheres pretas se adaptam muito bem a todas as tendências atuais que carregam fortemente a estética que nós criamos e mantemos ainda hoje. Em um período dos anos 2000, contornar os lábios se tornou algo ‘cafona’ para quem ditava tendências. Os lábios coloridos foram chegando com força em tons arroxeados, vermelhos alaranjados e aquele rosa Danoninho que não valoriza em NADA a pele negra. Isso não impediu essas mulheres de se adaptar mais uma vez e fazer combinações para adaptar cada tonalidade. Eu escutei bastante na minha infância que mulheres negras, por ter a boca maior e mais volumosa, não ‘precisava’ de batom, com a desculpa de que o cosmético era somente para essa finalidade. Com o tempo entendi que, na verdade, quem não tinha boca grande não estava adepto a usar cores chamativas ou contornos labiais, um exemplo é o uso de preenchimentos labiais hoje na área estética. É quase obrigatório ter uma boca carnuda e preenchida. Mulheres negras investem em lip combos que acompanhem a tendência atual, mas em tons específicos pra elas.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A durabilidade do batom é uma preocupação constante. Angélica compartilha dicas práticas para quem quer garantir um acabamento perfeito, seja com batons matte ou glossy.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta:<strong> Na prática, o que faz diferença para o batom durar mais nos lábios? Tem alguma dica ou truque que você usa pra manter a cor bonita mesmo depois de comer ou falar muito?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“É uma questão de acabamento; se você gosta de durabilidade, vai optar por batons e lápis em acabamento matte que secam, não transferem e são à prova d’água. Se você gosta de um acabamento glossy, molhado e cheio de textura, vai precisar abrir mão da durabilidade e ter a noção de que o retoque vai ser necessário. O contorno pode ser o mais resistente possível, assim que entra em contato com balms hidratantes ou gloss que contêm óleos e hidratantes potentes, ele acaba diluindo e ficando mole. O ideal é combinar um lápis, como esse lançamento da Boca Rosa que se comporte bem com ambos os produtos, tanto matte quanto gloss, e pensar em qual estética está disposta a entregar.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter mulheres negras na equipe de desenvolvimento de produtos e na criação de campanhas é essencial para que os lançamentos façam sentido e atendam às reais demandas desse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta: <strong>As colaborações entre influenciadoras negras e grandes marcas ainda são poucas, mas começam a ganhar força. O que significa pra você ter assinado a beleza de uma campanha nacional ao lado do Cantu?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“Poder ver de perto a indústria realmente incluindo pessoas negras com certeza tem um diferencial pra tudo. Nada começa no produto final, o pertencimento começa na equipe que está desenvolvendo aquele produto e aquela campanha. E isso que fazem na Boca Rosa desde o início, com a inclusão de diversos tons de base sabe? É óbvio que, se você é uma CEO branca e não contrata pessoas pretas para sua empresa de beleza, você não vai ter noção de como funciona realmente esse mercado. Se, pra além de um produto, você faz questão de ter uma equipe diversa, você entende que empreender em beleza vai além de venda de produto. No caso de mulheres pretas que não tiveram acesso, isso significa pertencer. Não somos a minoria, queremos produtos feitos pensados em nós de verdade. Mulheres negras movimentam bilhões em consumo ao ano, mas elas aprenderam que o que não foi feito pra elas não merece o dinheiro delas e as marcas precisam se movimentar pra isso.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha das cores que mais combinam com diferentes subtons da pele negra pode transformar a experiência da maquiagem, elevando a autoestima e a expressão pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta:<strong>Na hora de escolher a cor do batom, muitas pessoas negras ainda têm receio de ousar. Que tons você acha que estão em alta e que valorizam a nossa diversidade de peles, subtons e estilos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“Eu bato na tecla do batom marrom há muuuuuuitos anos e realmente faço questão de direcionar produtos que realmente valem a pena o investimento. Na verdade, o batom marrom nada mais é do que o nude em peles negras, o que vai diferenciar é a tonalidade, intensidade e subtom. Você pode investir em batons com mais pigmento que não leva fundo branco, porque na hora da aplicação aquele fundo ressalta. Batons com fundos quentes mais fechados, como terracota, vinho, marrons profundos com um toque berinjela, marrons quentes numa pegada chocolate e até um roxo mais profundo, que nas peles negras revelam um rosado ideal e nesse lançamento de Boca Rosa, temos tons ideais para isso. Já tinha opções nesse estilo na primeira leva, mas agora temos outras novas cores para trazer ainda mais diversidade. Parece algo provável, mas consumir conteúdo de mulheres parecidas com você ajuda demais nessa questão. Geralmente, criadoras de conteúdo negras têm maior acesso a tonalidades, tendo em vista que as marcas direcionam seus produtos pela cartela de cor, isso facilita até numa escolha de base ou maquiagens em geral.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considerações finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista com Angélica Silva evidencia como a maquiagem para mulheres negras vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento no mercado da beleza. É possível perceber uma evolução real na oferta de produtos que atendem às necessidades específicas dessas peles, acompanhada de uma maior representatividade e inclusão nas equipes por trás das campanhas. Esse movimento fortalece não só a autoestima das mulheres negras, mas também transforma a indústria, tornando-a mais diversa, justa e conectada com a riqueza e potência da beleza preta.</p>
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		<title>Corrida Contra o Tempo’: o documentário que expõe como o racismo afundou Nova Orleans antes mesmo da água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2025 19:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dispon&#237;vel no Disney+ com o t&#237;tulo em portugu&#234;s&#160;Furac&#227;o Katrina: Corrida Contra o Tempo, a nova s&#233;rie documental da National Geographic resgata uma das passagens mais traum&#225;ticas da hist&#243;ria recente dos Estados Unidos sob um ponto de vista que desafia a narrativa oficial. Com produ&#231;&#227;o executiva de Ryan Coogler (Pantera Negra), a obra parte de relatos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Disponível no Disney+ com o título em português&nbsp;<em>Furacão Katrina: Corrida Contra o Tempo</em>, a nova série documental da National Geographic resgata uma das passagens mais traumáticas da história recente dos Estados Unidos sob um ponto de vista que desafia a narrativa oficial. Com produção executiva de Ryan Coogler (<em>Pantera Negra</em>), a obra parte de relatos de moradores e socorristas para mostrar como o desastre natural ocorrido em 2005 expôs o racismo estrutural que atravessa o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de cinco episódios, a série reconstitui os bastidores da tragédia com base em arquivos inéditos, vídeos caseiros e depoimentos de sobreviventes. Um dos episódios mais impactantes mostra como a Guarda Nacional da Louisiana tratou a população negra durante os resgates. Em vez de receberem assistência humanitária, muitas pessoas foram abordadas de forma agressiva e conduzidas “como gado”, segundo reportagem do&nbsp;<em>Wall Street Journal</em>. “Houve momentos em que a sobrevivência foi tratada como crime”, resume uma das vozes da produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A direção é de Traci A. Curry, que também assinou&nbsp;<em>Attica</em>, indicado ao Oscar. Segundo ela, a série adota um tom de investigação forense, traçando a cadeia de decisões que agravaram a tragédia. Não se trata apenas de um relato do desastre natural, mas de uma denúncia sobre a forma como a resposta pública ignorou — ou agravou&nbsp; o sofrimento de comunidades historicamente negligenciadas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="mO-tEo1j8FU"><iframe title="Hurricane Katrina: Race Against Time | Official Trailer | National Geographic" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/mO-tEo1j8FU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Produzida ao longo de dois anos, a série envolveu o acesso a centenas de horas de material bruto e conversas com moradores que nunca haviam sido ouvidos pela grande imprensa. Entre os personagens centrais está o poeta e sobrevivente Shelton Alexander, que registrou em vídeo sua experiência no Superdome, estádio onde milhares de pessoas foram abrigadas em condições insalubres. As imagens de Alexander, combinadas a imagens de helicópteros, mostram famílias inteiras vivendo dias sem água potável, comida ou assistência médica e sob vigilância armada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ryan Coogler, responsável pela produção ao lado da equipe da Lightbox, explica que o objetivo do projeto era garantir que a narrativa partisse de quem realmente viveu a tragédia. “Queríamos contar essas histórias através das vozes das pessoas que viveram o desastre&nbsp; moradores, socorristas e líderes comunitários”, afirmou, em entrevista ao portal&nbsp;<em>Black America Web</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançada vinte anos após o Katrina, a série funciona também como um acerto de contas com a forma como desastres são geridos — e com quem mais sofre quando os sistemas falham. Em um dos trechos, um entrevistado aponta: “Durante duas semanas, vidas negras na Costa do Golfo foram destruídas. E ninguém parecia se importar”.</p>
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		<title>Um lar que conta histórias: a casa parisiense de Yas no coração de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Aug 2025 22:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[são Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Localizado em um dos pr&#233;dios mais emblem&#225;ticos de S&#227;o Paulo, o apartamento de Yas combina arquitetura hist&#243;rica, curadoria afetiva e design pensado para celebrar mem&#243;rias e ancestralidade. Fundadora da marca IAAS e influenciadora de moda e lifestyle, ela se mudou no final de 2023 para o Edif&#237;cio S&#227;o Luiz, primeira constru&#231;&#227;o neocl&#225;ssica da cidade, projetada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Localizado em um dos prédios mais emblemáticos de São Paulo, o apartamento de Yas combina arquitetura histórica, curadoria afetiva e design pensado para celebrar memórias e ancestralidade. Fundadora da marca IAAS e influenciadora de moda e lifestyle, ela se mudou no final de 2023 para o Edifício São Luiz, primeira construção neoclássica da cidade, projetada pelo arquiteto Jacques Pilon em 1944 e tombada como patrimônio histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O projeto foi conduzido por Daniel Virgínio, do perfil Cafofo do Dani, que lembra como tudo começou:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Yas se mudou para esse apartamento em 2023 para 2024, mas no finalzinho de 2023 ela queria morar perto do Fundinho e estar mais conectada com o trabalho dela. Então o Fundinho fica no edifício que é o primeiro prédio modernista e ela mora num edifício que é o primeiro prédio neoclássico. É um prédio histórico tombado com arquitetura toda francesa, toda parisiense.”</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" data-id="92616" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-92616" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A proposta, segundo Dani, foi transformar o espaço em um retrato da história pessoal e profissional da moradora:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando ela entrou nesse apartamento, ela falou: ‘Dani, ele é tão grande que eu não faço ideia de como distribuir, como fazer nada. Eu tenho um monte de coisa, mas preciso do seu olhar de curadoria para a gente contar uma história’. Então a gente contou uma história na casa dela. A sala é basicamente retratando os ancestrais e também uma homenagem ao Davi, por isso que tem um quadro da cabeça de Davi, porque é um familiar dela que morreu muito cedo e a gente quis contar essa história de luta e de sofisticação ao mesmo tempo que ela vem construindo na carreira dela, enaltecendo não só a história dela, mas os dela, que é uma coisa que ela sempre fala: ‘os meus’.”</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="92617" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-92617" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O apartamento traduz também a forma como Yas enxerga o impacto do próprio trabalho:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A família dela é grande, então ela ajuda toda a família. Ela faz com que a família dela possa também perceber o empreendedorismo preto, que é uma das coisas que ela potencializa muito. Ela é uma influenciadora muito focada em lifestyle e moda, mas também empreendedora. A gente quis trazer esse lugar de que uma pessoa preta também merece uma casa para ter descanso, com design, com sofisticação e também trazendo referências como os quadros. A gente tem esses quadros na sala dela, que são de um artista preto que já admirava muito o trabalho da Yas, e a gente conseguiu fazer uma curadoria com ele. A gente tem muito barro, que também faz parte da história da Yas.”</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="92618" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-92618" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>No quarto, o pedido foi por um espaço minimalista, mas com pontos de design.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“São dois cômodos. Tem o quarto, que é nessa paleta entre o off-white, o branco e o bege. E do lado, o escritório. A gente tem um ponto principal, que seriam as duas poltronas. Essas duas poltronas são vintage. Foram compradas na Casa Hotel, um antiquário aqui em São Paulo. Fizemos essa distribuição para que ela pudesse ter o espaço dela de fazer reuniões, pensar nos cronogramas, enfim.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um endereço com arquitetura histórica, a casa de Yas é um manifesto silencioso sobre pertencimento, afeto e conquista. Um espaço onde cada objeto carrega um sentido, cada escolha de design reflete suas origens e onde o descanso também é um ato de afirmação.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="92619" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-92619" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-2-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>
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