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	<title>Silvia Nascimento, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Oct 2025 13:48:23 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Best Skin Ever, da Sephora Collection, chega com 30 tons e fórmula com 86% de ingredientes de skincare</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 17:50:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por muito tempo, a experi&#234;ncia de usar maquiagem foi, para mulheres negras, uma arte de adapta&#231;&#227;o. Misturar tons, inventar solu&#231;&#245;es e ajustar expectativas virou rotina. Mas o que acontece quando o acerto vem de primeira? Quando a f&#243;rmula respeita sua pele em tom, textura e tratamento? A Best Skin Ever, novo lan&#231;amento da Sephora Collection, [&#8230;]</p>
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<p>Por muito tempo, a experiência de usar maquiagem foi, para mulheres negras, uma arte de adaptação. Misturar tons, inventar soluções e ajustar expectativas virou rotina. Mas o que acontece quando o acerto vem de primeira? Quando a fórmula respeita sua pele em tom, textura e tratamento? A Best Skin Ever, novo lançamento da Sephora Collection, responde com mais do que promessas. Responde com experiência de uma marca conhecida globalmente por unir beleza e representatividade.&nbsp;</p>



<p>Com 30 tonalidades distribuídas em cinco intensidades, incluindo faixas como medium tan e deep que dialogam com a diversidade da pele brasileira, a base une performance, cuidado e praticidade no mesmo frasco. E quem prova isso com propriedade é Angélica Silva, maquiadora e criadora de beleza, que testou a novidade e detalhou a experiência. “Uma camada e pronto”, disse. “Ela oferece uma média cobertura que você ainda consegue construir em menos de um minuto. É prática, confortável, com acabamento super natural. Parece que eu não tô de base. Só que estou.”</p>



<p>O diferencial não se limita à cobertura. A fórmula reúne 86% de ingredientes de skincare, incluindo ácido hialurônico e extrato de algas, com atuação em hidratação, firmeza e suavidade da pele ao longo do tempo. Ou seja, não é só sobre maquiar, é sobre cuidar. “O que torna essa linha muito interessante é a junção de maquiagem com skincare. É aquela coisa que você passa e sente: não só estou cobrindo, estou tratando. E isso faz diferença”, afirma Angélica. No combo com o corretivo da mesma linha, disponível em 20 tons, o resultado ganha precisão. “Parece que eu nunca tive olheira na minha vida. Era isso que eu precisava.”</p>



<p>A durabilidade é outro ponto de atenção, com até 16 horas de uso confortável, sem craquelar e sem pesar. O preço sugerido é de R$ 149. O pincel da linha tem encaixe anatômico e contribui para aplicação rápida e uniforme, reforçando a proposta de uma rotina objetiva com aparência de pele real.</p>



<p>Para completar o look, a Sephora Collection apresenta os batons Rouge Is Not My Name, com curadoria de cores do nude ao vermelho vibrante e diferentes acabamentos, desenhados para dialogar com vários tons de pele.</p>



<p>Em São Paulo, a Sephora montou um pop-up no Shopping Eldorado, aberto até 5 de outubro, para testagem assistida, escolha de subtom e distribuição de brindes. A ativação busca reduzir barreiras comuns a quem costuma precisar misturar bases para chegar ao tom ideal, ao oferecer atendimento especializado e contato direto com a fórmula.</p>
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		<title>PEC 27/2024: o que está em jogo na proposta de fundo para igualdade racial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 15:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos &#250;ltimos dias, circulou nas redes sociais a ideia de que a Proposta de Emenda &#224; Constitui&#231;&#227;o n&#186; 27/2024, em an&#225;lise no Congresso Nacional, seria uma &#8220;PEC dos pardos&#8221; destinada a unificar categorias raciais. A informa&#231;&#227;o &#233; falsa. O texto em discuss&#227;o n&#227;o tem rela&#231;&#227;o com redefini&#231;&#227;o de identidade racial, mas prop&#245;e a cria&#231;&#227;o do [&#8230;]</p>
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<p>Nos últimos dias, circulou nas redes sociais a ideia de que a Proposta de Emenda à Constituição nº 27/2024, em análise no Congresso Nacional, seria uma “PEC dos pardos” destinada a unificar categorias raciais. A informação é falsa. O texto em discussão não tem relação com redefinição de identidade racial, mas propõe a criação do <strong>Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR)</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que a PEC realmente propõe</strong></h3>



<p>Aprovada em sua admissibilidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a PEC prevê que a União aporte recursos estimados em <strong>R$ 20 bilhões ao longo de 20 anos</strong>, além de permitir doações voluntárias. O fundo será utilizado para financiar políticas públicas de promoção da igualdade racial, como bolsas de estudo, apoio ao empreendedorismo e projetos de desenvolvimento econômico voltados à população negra.</p>



<p>De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a gestão será feita por um conselho misto, formado por representantes do poder público e da sociedade civil, com objetivo de garantir <strong>transparência e participação social</strong> (<a href="https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/copy2_of_noticias/ccj-aprova-admissibilidade-da-proposta-de-emenda-a-pec-no-27-2024-que-preve-fundo-nacional-de-reparacao-economica-e-de-promocao-da-igualdade-racial">gov.br</a>).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pretos e pardos na lei</strong></h3>



<p>Outro ponto que gera desinformação é a interpretação sobre quem a PEC beneficiaria. O <strong>Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010)</strong> já estabelece que a categoria <strong>“negro” abrange pretos e pardos</strong>. Essa classificação também é usada pelo IBGE e em políticas afirmativas, como cotas raciais. Portanto, não há novidade na inclusão dessas categorias; a PEC apenas segue a definição legal já consolidada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que importa</strong></h3>



<p>O debate em torno da PEC 27/2024 é estratégico para o futuro da reparação racial no Brasil. Organizações do movimento negro destacam que o fundo representa um marco histórico no enfrentamento das desigualdades estruturais deixadas pela escravidão e pelo racismo. Para a Uneafro Brasil, trata-se de “reparar o maior crime de lesa-humanidade da história” (<a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/08/29/fundo-da-igualdade-racial-precisamos-reparar-maior-crime-de-lesa-humanidade-da-historia-diz-uneafro">Brasil de Fato</a>).</p>



<p>Enquanto fake news tentam desviar o foco, a discussão central é sobre <strong>como o Estado brasileiro pode reparar financeiramente uma população historicamente prejudicada</strong>.</p>
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		<title>Obesidade: quando o cérebro decide mais que a força de vontade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/obesidade-quando-o-cerebro-decide-mais-que-a-forca-de-vontade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 22:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um treinador conhecido por ideias conservadoras e meritocr&#225;ticas ganhou popularidade ao participar de um programa no YouTube em que debatia com 30 pessoas com obesidade. A meta era provar que emagrecer &#233; uma escolha. O resultado foi a amplifica&#231;&#227;o de estere&#243;tipos, a naturaliza&#231;&#227;o da gordofobia e a repeti&#231;&#227;o de equ&#237;vocos sobre um tema que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um treinador conhecido por ideias conservadoras e meritocráticas ganhou popularidade ao participar de um programa no YouTube em que debatia com 30 pessoas com obesidade. A meta era provar que emagrecer é uma escolha. O resultado foi a amplificação de estereótipos, a naturalização da gordofobia e a repetição de equívocos sobre um tema que a ciência já posiciona como doença crônica. A experiência cotidiana também desmonta a tese simplista. Todos conhecem alguém magro que come muito, é sedentário e não engorda, e também quem, mesmo comendo de forma equilibrada e se exercitando, enfrenta enorme dificuldade para perder peso. A explicação não cabe em slogans motivacionais, ela está no cérebro.</p>



<p>No especial apresentado por Oprah Winfrey sobre emagrecimento e novas terapias farmacológicas, especialistas colocam a discussão no lugar certo, o da evidência. A medicina contemporânea classifica a obesidade como doença crônica. Há uma década, a American Medical Association formalizou esse entendimento. A médica Fatima Cody Stanford, que participou do processo, afirma, “chamamos a obesidade de doença porque há mau funcionamento na forma como o corpo está operando”. Não se trata apenas de “comer demais e não se exercitar o suficiente”, e sim de uma disfunção real que atinge “mais de dois bilhões de adultos” e que, em muitos países, “mata mais pessoas do que a desnutrição”. A própria Oprah, que chegou a 107,51 kg, vocaliza a dúvida de milhões de pessoas, ser obeso é falta de força de vontade ou é uma condição tratável clinicamente.</p>



<p>O cerne dessa regulação está no cérebro. Segundo a Dra. Fatima, existem duas vias que influenciam o peso, a anorogênica, que reduz ingestão e armazenamento, e a orogênica, que “apoia o armazenamento de adiposidade”. Em pessoas com sobrepeso e obesidade, essa segunda via costuma estar “aumentada”, sinal de “disfunção na forma como o corpo está regulando o peso”. Oprah traduz essa realidade ao comparar respostas diferentes a comportamentos semelhantes, “Cory pode comer torta de maçã às 11:00 da noite e ele consegue fazer isso. Seu corpo defende um ponto de ajuste muito magro”. No seu caso, diz, “se eu fizesse exatamente os mesmos comportamentos, eu armazenaria mais excesso de adiposidade. Meu corpo está mais predisposto a armazenar mais gordura”, e brinca, “eu sou uma armazenadora de adiposidade”. A síntese é objetiva, “o cérebro sabe onde quer estar e fará o que puder para te levar de volta a esse peso. É por isso que você sempre volta e é nada que você fez de errado. É apenas que o cérebro é superpoderoso”.</p>



<p>Humanizar a discussão implica compará-la a outras doenças crônicas. A Dra. Melanie Jay lembra que “tem diferentes causas e é diferente para cada pessoa”, com influência de genética, ambiente alimentar, oportunidades de atividade física, estresse, trauma e até “medicamentos que causam ganho de peso”. Para reduzir o estigma, a psicóloga Rachel Goldman defende a linguagem de pessoa primeiro, “uma pessoa com obesidade”, tal como se diz “uma pessoa com câncer”. Oprah reforça, “ou uma pessoa que luta com a obesidade”, enfatizando que ninguém deve ser definido pela condição médica. Também é essencial lembrar que “nem todo mundo em um corpo maior tem obesidade”, já que o diagnóstico depende de saúde e funcionamento biológico, não de julgamento estético. Sima Sistani, CEO da WeightWatchers, admite que a própria empresa, “sem saber, introduz[iu] também a vergonha para as pessoas para quem dieta e exercício sozinhos não eram suficientes”, e resume, “a obesidade não é uma falha moral, é uma condição crônica recidivante”.</p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="MJxFJcH6XDU"><iframe title="Oprah and Obesity Doctors on the New Way to Lose Weight | The State of Weight | Oprah Daily" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/MJxFJcH6XDU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Com essa base neurobiológica, os tratamentos evoluíram. Mudança de estilo de vida segue essencial, porém, para uma parcela dos pacientes, não é suficiente para vencer o ponto de ajuste cerebral. Ganharam espaço os agonistas de GLP-1 e combinações que atuam nos centros de apetite e recompensa. Eles não são “atalho” nem “cura milagrosa”. A Dra. Fatima explica que “aumentam a via anorogênica” e “diminuem a via orogênica”, agindo diretamente no cérebro. Muitos pacientes relatam, “eu me sinto diferente, algo parece diferente”, porque os fármacos “vão direto à fonte do problema no cérebro”. A resposta, porém, varia. “Há pessoas que tomam os medicamentos e dizem, ‘espere um minuto, perdi dois quilos, por que essa pessoa perdeu 25 quilos’”. Nesses casos, “não é que você falhou no medicamento, é que o medicamento falhou no paciente”, o que indica a necessidade de avaliar outras vias e estratégias. Como compara Sima Sistani em analogia com hipertensão e colesterol alto, “você ainda precisa de intervenção de estilo de vida… mas para alguns, você precisa de um medicamento Statin”.</p>



<p>O que emerge desse corpo de evidências é um convite à empatia e ao cuidado responsável. Quem tenta mudar hábitos e ainda assim enfrenta dificuldade persistente para perder peso não está falhando, está lidando com circuitos cerebrais que defendem um ponto de ajuste. Alimentação equilibrada, sono adequado e atividade física ajudam pessoas com obesidade e todas as outras e fazem parte do tratamento, sem substituir acompanhamento médico. Culpa não trata ninguém. Tratar a obesidade como doença, com linguagem respeitosa, diagnóstico preciso e acesso a terapias eficazes, abre caminho para saúde e autonomia.</p>
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		<title>Nina Silva defende eficiência da liderança feminina no mercado: “São as que mais sabem administrar orçamento”</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/nina-silva-defende-eficiencia-da-lideranca-feminina-no-mercado-sao-as-que-mais-sabem-administrar-orcamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 08:40:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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		<category><![CDATA[Lideranças femininas]]></category>
		<category><![CDATA[Nina Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>N&#227;o &#233; emo&#231;&#227;o, &#233; m&#233;todo. Para Nina Silva, cofundadora do Movimento Black Money e CEO da fintech D&#8217;Black Bank, a lideran&#231;a feminina que o mercado insiste em chamar de emocional &#233;, na pr&#225;tica, calibra&#231;&#227;o de risco orientada a retorno. &#8220;N&#227;o &#233; uma lideran&#231;a emocionada, &#233; uma lideran&#231;a que consegue equilibrar o emocional e o racional&#8221;, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não é emoção, é método. Para <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/nina-silva-vence-premio-internacional-do-brics-e-reforca-sua-lideranca-na-inovacao-com-proposito/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nina Silva</a></strong>, cofundadora do <strong>Movimento Black Money</strong> e CEO da fintech <strong>D’Black Bank</strong>, a liderança feminina que o mercado insiste em chamar de emocional é, na prática, calibração de risco orientada a retorno. “Não é uma liderança emocionada, é uma liderança que consegue equilibrar o emocional e o racional”, afirma, ao defender que mulheres operam eficiência na escassez e multiplicam recursos com disciplina. As declarações foram feitas no <strong>Fin4She Summit 2025</strong>.</p>



<p>Nina parte da vida real das finanças domésticas para a lógica empresarial: “Mulheres são as que mais sabem administrar orçamento, principalmente na escassez… E o render mais é você conseguir multiplicar recursos.” Essa racionalidade tem impacto macro. Hoje, mulheres já respondem por praticamente metade das chefias de domicílio no Brasil, o que indica responsabilidade direta sobre orçamento e decisões financeiras do lar, um treino cotidiano de governança que o mercado costuma subestimar.</p>



<p>O debate sobre risco também muda de patamar. “Somos nós que tomamos risco, sim… Tomamos riscos controlados. Tomamos riscos mais estratégicos.” O ponto central não é evitar risco, é escolher assimetrias com tese, horizonte e execução, mirando ROI de forma consistente. O movimento dos dados ajuda a explicar por que essa visão ganha tração: a participação feminina no mercado de capitais cresce de forma contínua, com mais de 1 milhão de mulheres no Tesouro Direto e avanço das investidoras em renda variável, ainda que elas representem cerca de um quarto dos CPFs na Bolsa.</p>



<p>A lente racial adiciona densidade ao argumento. Mulheres negras somam cerca de 28% da população brasileira, o maior grupo demográfico do país, o que torna a capacidade de “fazer render” um ativo econômico e de gestão com efeitos multiplicadores sobre renda e mobilidade.</p>



<p>No empreendedorismo, a fotografia recente aponta mais presença e maturidade. As métricas da B3 e de entidades do mercado mostram crescimento do público feminino investidor, e estudos setoriais indicam que a atividade empreendedora se mantém alta, com recomposição de qualidade e ampliação do acesso a informação e produtos financeiros. Em linguagem de portfólio, é a transição de impulso para processo.</p>



<p>Quem é a executiva por trás do diagnóstico não é detalhe. Nina Silva é cofundadora e CEO do Movimento Black Money, além de liderar a D’Black Bank, com atuação reconhecida em inovação e inclusão financeira. Sua trajetória, com presença em fóruns globais, traduz o que ela prega no palco: método, dados e execução a serviço de eficiência de capital e criação de valor.</p>



<p>O recado ao mercado é direto. Se risco não é roleta, mas engenharia de retorno, ampliar a presença de mulheres nas mesas de decisão não é só equidade, é estratégia. Lideranças que equilibram racional e emocional calibram melhor o risco, protegem caixa, priorizam o que importa e entregam ROI com consistência. É assim que estereótipos cedem lugar à performance.</p>
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		<title>Tradição e inovação na beleza — Make para Negras: Angélica Silva revela tendências e inclusão no universo da beleza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 22:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Negro Beauty]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes Influentes]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maquiagem para mulheres negras sempre enfrentou desafios na ind&#250;stria da beleza. Durante muito tempo, produtos espec&#237;ficos para tons de pele mais escuros foram escassos ou inexistentes, o que obrigava as mulheres negras a improvisar e adaptar produtos que n&#227;o foram feitos pensando nelas. Esse cen&#225;rio tem mudado aos poucos, impulsionado por profissionais que lutam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A maquiagem para mulheres negras sempre enfrentou desafios na indústria da beleza. Durante muito tempo, produtos específicos para tons de pele mais escuros foram escassos ou inexistentes, o que obrigava as mulheres negras a improvisar e adaptar produtos que não foram feitos pensando nelas. Esse cenário tem mudado aos poucos, impulsionado por profissionais que lutam por mais diversidade, inclusão e representatividade no mercado.</p>



<p>Um exemplo importante desse movimento é a maquiadora Angélica Silva, que vem conquistando espaço como uma das maiores especialistas em beleza para peles negras no Brasil. Com vasta experiência e uma atuação reconhecida nas redes sociais, Angélica é referência para quem busca dicas e técnicas que valorizam a beleza negra com autenticidade e respeito. Ela também assinou a direção de beleza do recente lançamento da Boca Rosa, ao lado de Bianca Andra, CEO da marca, e Luiz Cantu, expert em beleza.</p>



<p>Em entrevista exclusiva para o Mundo Negro, a beauty expert Angélica Silva compartilha suas reflexões e experiências sobre maquiagem para mulheres negras. Abordando temas que vão desde a importância do contorno labial até as tendências atuais de batons, Angélica traz um olhar profundo sobre como a indústria da beleza tem evoluído para incluir e valorizar a diversidade das peles negras.</p>



<p>Pergunta: <strong>O contorno labial tem raízes profundas na estética das mulheres negras, mas só recentemente voltou ao radar das tendências mainstream. Como você enxerga esse movimento e o que ele representa culturalmente?</strong></p>



<p><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“O contorno labial, na verdade, nasceu de uma necessidade. A falta de acesso e investimento da indústria em produtos para peles escuras fez com que essas mulheres improvisassem em um contorno que valorizasse os batons que eram produzidos naquela época; era uma forma de adaptar o que era criado somente para mulheres brancas, para os lábios não ficarem acinzentados ou esbranquiçados por conta de todo pigmento branco que era colocado no cosmético. As mulheres pretas contornavam os lábios para adequar aquele tipo de produto ao seu tom de pele; tudo isso está mais ligado à questão de pertencimento.”</em></p>



<p>A beleza dos lábios naturalmente volumosos das mulheres negras é tema de muita conversa e ainda carrega tabus. Angélica destaca como as tendências se adaptaram e como o mercado começa a reconhecer essa estética de forma mais genuína.</p>



<p>Pergunta: <strong>Entre os produtos labiais que você testou nos últimos tempos, quais tendências realmente funcionam para os nossos lábios especialmente em quem tem lábios naturalmente volumosos? Ainda existem muitos tabus nesse tema?</strong></p>



<p><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“Mulheres pretas se adaptam muito bem a todas as tendências atuais que carregam fortemente a estética que nós criamos e mantemos ainda hoje. Em um período dos anos 2000, contornar os lábios se tornou algo ‘cafona’ para quem ditava tendências. Os lábios coloridos foram chegando com força em tons arroxeados, vermelhos alaranjados e aquele rosa Danoninho que não valoriza em NADA a pele negra. Isso não impediu essas mulheres de se adaptar mais uma vez e fazer combinações para adaptar cada tonalidade. Eu escutei bastante na minha infância que mulheres negras, por ter a boca maior e mais volumosa, não ‘precisava’ de batom, com a desculpa de que o cosmético era somente para essa finalidade. Com o tempo entendi que, na verdade, quem não tinha boca grande não estava adepto a usar cores chamativas ou contornos labiais, um exemplo é o uso de preenchimentos labiais hoje na área estética. É quase obrigatório ter uma boca carnuda e preenchida. Mulheres negras investem em lip combos que acompanhem a tendência atual, mas em tons específicos pra elas.”</em></p>



<p>A durabilidade do batom é uma preocupação constante. Angélica compartilha dicas práticas para quem quer garantir um acabamento perfeito, seja com batons matte ou glossy.</p>



<p>Pergunta:<strong> Na prática, o que faz diferença para o batom durar mais nos lábios? Tem alguma dica ou truque que você usa pra manter a cor bonita mesmo depois de comer ou falar muito?</strong></p>



<p><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“É uma questão de acabamento; se você gosta de durabilidade, vai optar por batons e lápis em acabamento matte que secam, não transferem e são à prova d’água. Se você gosta de um acabamento glossy, molhado e cheio de textura, vai precisar abrir mão da durabilidade e ter a noção de que o retoque vai ser necessário. O contorno pode ser o mais resistente possível, assim que entra em contato com balms hidratantes ou gloss que contêm óleos e hidratantes potentes, ele acaba diluindo e ficando mole. O ideal é combinar um lápis, como esse lançamento da Boca Rosa que se comporte bem com ambos os produtos, tanto matte quanto gloss, e pensar em qual estética está disposta a entregar.”</em></p>



<p>Ter mulheres negras na equipe de desenvolvimento de produtos e na criação de campanhas é essencial para que os lançamentos façam sentido e atendam às reais demandas desse público.</p>



<p>Pergunta: <strong>As colaborações entre influenciadoras negras e grandes marcas ainda são poucas, mas começam a ganhar força. O que significa pra você ter assinado a beleza de uma campanha nacional ao lado do Cantu?</strong></p>



<p><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“Poder ver de perto a indústria realmente incluindo pessoas negras com certeza tem um diferencial pra tudo. Nada começa no produto final, o pertencimento começa na equipe que está desenvolvendo aquele produto e aquela campanha. E isso que fazem na Boca Rosa desde o início, com a inclusão de diversos tons de base sabe? É óbvio que, se você é uma CEO branca e não contrata pessoas pretas para sua empresa de beleza, você não vai ter noção de como funciona realmente esse mercado. Se, pra além de um produto, você faz questão de ter uma equipe diversa, você entende que empreender em beleza vai além de venda de produto. No caso de mulheres pretas que não tiveram acesso, isso significa pertencer. Não somos a minoria, queremos produtos feitos pensados em nós de verdade. Mulheres negras movimentam bilhões em consumo ao ano, mas elas aprenderam que o que não foi feito pra elas não merece o dinheiro delas e as marcas precisam se movimentar pra isso.”</em></p>



<p>A escolha das cores que mais combinam com diferentes subtons da pele negra pode transformar a experiência da maquiagem, elevando a autoestima e a expressão pessoal.</p>



<p>Pergunta:<strong>Na hora de escolher a cor do batom, muitas pessoas negras ainda têm receio de ousar. Que tons você acha que estão em alta e que valorizam a nossa diversidade de peles, subtons e estilos?</strong></p>



<p><strong>Resposta de Angélica:</strong><br><em>“Eu bato na tecla do batom marrom há muuuuuuitos anos e realmente faço questão de direcionar produtos que realmente valem a pena o investimento. Na verdade, o batom marrom nada mais é do que o nude em peles negras, o que vai diferenciar é a tonalidade, intensidade e subtom. Você pode investir em batons com mais pigmento que não leva fundo branco, porque na hora da aplicação aquele fundo ressalta. Batons com fundos quentes mais fechados, como terracota, vinho, marrons profundos com um toque berinjela, marrons quentes numa pegada chocolate e até um roxo mais profundo, que nas peles negras revelam um rosado ideal e nesse lançamento de Boca Rosa, temos tons ideais para isso. Já tinha opções nesse estilo na primeira leva, mas agora temos outras novas cores para trazer ainda mais diversidade. Parece algo provável, mas consumir conteúdo de mulheres parecidas com você ajuda demais nessa questão. Geralmente, criadoras de conteúdo negras têm maior acesso a tonalidades, tendo em vista que as marcas direcionam seus produtos pela cartela de cor, isso facilita até numa escolha de base ou maquiagens em geral.”</em></p>



<p><strong>Considerações finais</strong></p>



<p>A entrevista com Angélica Silva evidencia como a maquiagem para mulheres negras vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento no mercado da beleza. É possível perceber uma evolução real na oferta de produtos que atendem às necessidades específicas dessas peles, acompanhada de uma maior representatividade e inclusão nas equipes por trás das campanhas. Esse movimento fortalece não só a autoestima das mulheres negras, mas também transforma a indústria, tornando-a mais diversa, justa e conectada com a riqueza e potência da beleza preta.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/tradicao-e-inovacao-na-beleza-make-para-negras-angelica-silva-revela-tendencias-e-inclusao-no-universo-da-beleza/">Tradição e inovação na beleza — Make para Negras: Angélica Silva revela tendências e inclusão no universo da beleza</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>Corrida Contra o Tempo’: o documentário que expõe como o racismo afundou Nova Orleans antes mesmo da água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2025 19:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dispon&#237;vel no Disney+ com o t&#237;tulo em portugu&#234;s&#160;Furac&#227;o Katrina: Corrida Contra o Tempo, a nova s&#233;rie documental da National Geographic resgata uma das passagens mais traum&#225;ticas da hist&#243;ria recente dos Estados Unidos sob um ponto de vista que desafia a narrativa oficial. Com produ&#231;&#227;o executiva de Ryan Coogler (Pantera Negra), a obra parte de relatos [&#8230;]</p>
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<p>Disponível no Disney+ com o título em português&nbsp;<em>Furacão Katrina: Corrida Contra o Tempo</em>, a nova série documental da National Geographic resgata uma das passagens mais traumáticas da história recente dos Estados Unidos sob um ponto de vista que desafia a narrativa oficial. Com produção executiva de Ryan Coogler (<em>Pantera Negra</em>), a obra parte de relatos de moradores e socorristas para mostrar como o desastre natural ocorrido em 2005 expôs o racismo estrutural que atravessa o país.</p>



<p>Ao longo de cinco episódios, a série reconstitui os bastidores da tragédia com base em arquivos inéditos, vídeos caseiros e depoimentos de sobreviventes. Um dos episódios mais impactantes mostra como a Guarda Nacional da Louisiana tratou a população negra durante os resgates. Em vez de receberem assistência humanitária, muitas pessoas foram abordadas de forma agressiva e conduzidas “como gado”, segundo reportagem do&nbsp;<em>Wall Street Journal</em>. “Houve momentos em que a sobrevivência foi tratada como crime”, resume uma das vozes da produção.</p>



<p>A direção é de Traci A. Curry, que também assinou&nbsp;<em>Attica</em>, indicado ao Oscar. Segundo ela, a série adota um tom de investigação forense, traçando a cadeia de decisões que agravaram a tragédia. Não se trata apenas de um relato do desastre natural, mas de uma denúncia sobre a forma como a resposta pública ignorou — ou agravou&nbsp; o sofrimento de comunidades historicamente negligenciadas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="mO-tEo1j8FU"><iframe title="Hurricane Katrina: Race Against Time | Official Trailer | National Geographic" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/mO-tEo1j8FU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Produzida ao longo de dois anos, a série envolveu o acesso a centenas de horas de material bruto e conversas com moradores que nunca haviam sido ouvidos pela grande imprensa. Entre os personagens centrais está o poeta e sobrevivente Shelton Alexander, que registrou em vídeo sua experiência no Superdome, estádio onde milhares de pessoas foram abrigadas em condições insalubres. As imagens de Alexander, combinadas a imagens de helicópteros, mostram famílias inteiras vivendo dias sem água potável, comida ou assistência médica e sob vigilância armada.</p>



<p>Ryan Coogler, responsável pela produção ao lado da equipe da Lightbox, explica que o objetivo do projeto era garantir que a narrativa partisse de quem realmente viveu a tragédia. “Queríamos contar essas histórias através das vozes das pessoas que viveram o desastre&nbsp; moradores, socorristas e líderes comunitários”, afirmou, em entrevista ao portal&nbsp;<em>Black America Web</em>.</p>



<p>Lançada vinte anos após o Katrina, a série funciona também como um acerto de contas com a forma como desastres são geridos — e com quem mais sofre quando os sistemas falham. Em um dos trechos, um entrevistado aponta: “Durante duas semanas, vidas negras na Costa do Golfo foram destruídas. E ninguém parecia se importar”.</p>
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		<title>Um lar que conta histórias: a casa parisiense de Yas no coração de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Aug 2025 22:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[são Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Localizado em um dos pr&#233;dios mais emblem&#225;ticos de S&#227;o Paulo, o apartamento de Yas combina arquitetura hist&#243;rica, curadoria afetiva e design pensado para celebrar mem&#243;rias e ancestralidade. Fundadora da marca IAAS e influenciadora de moda e lifestyle, ela se mudou no final de 2023 para o Edif&#237;cio S&#227;o Luiz, primeira constru&#231;&#227;o neocl&#225;ssica da cidade, projetada [&#8230;]</p>
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<p>Localizado em um dos prédios mais emblemáticos de São Paulo, o apartamento de Yas combina arquitetura histórica, curadoria afetiva e design pensado para celebrar memórias e ancestralidade. Fundadora da marca IAAS e influenciadora de moda e lifestyle, ela se mudou no final de 2023 para o Edifício São Luiz, primeira construção neoclássica da cidade, projetada pelo arquiteto Jacques Pilon em 1944 e tombada como patrimônio histórico.</p>



<p><strong>O projeto foi conduzido por Daniel Virgínio, do perfil Cafofo do Dani, que lembra como tudo começou:</strong></p>



<p>“A Yas se mudou para esse apartamento em 2023 para 2024, mas no finalzinho de 2023 ela queria morar perto do Fundinho e estar mais conectada com o trabalho dela. Então o Fundinho fica no edifício que é o primeiro prédio modernista e ela mora num edifício que é o primeiro prédio neoclássico. É um prédio histórico tombado com arquitetura toda francesa, toda parisiense.”</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="92616" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-92616" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-1-1-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>
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<p><strong>A proposta, segundo Dani, foi transformar o espaço em um retrato da história pessoal e profissional da moradora:</strong></p>



<p>“Quando ela entrou nesse apartamento, ela falou: ‘Dani, ele é tão grande que eu não faço ideia de como distribuir, como fazer nada. Eu tenho um monte de coisa, mas preciso do seu olhar de curadoria para a gente contar uma história’. Então a gente contou uma história na casa dela. A sala é basicamente retratando os ancestrais e também uma homenagem ao Davi, por isso que tem um quadro da cabeça de Davi, porque é um familiar dela que morreu muito cedo e a gente quis contar essa história de luta e de sofisticação ao mesmo tempo que ela vem construindo na carreira dela, enaltecendo não só a história dela, mas os dela, que é uma coisa que ela sempre fala: ‘os meus’.”</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" data-id="92617" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-92617" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-4-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>
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<p><strong>O apartamento traduz também a forma como Yas enxerga o impacto do próprio trabalho:</strong></p>



<p>“A família dela é grande, então ela ajuda toda a família. Ela faz com que a família dela possa também perceber o empreendedorismo preto, que é uma das coisas que ela potencializa muito. Ela é uma influenciadora muito focada em lifestyle e moda, mas também empreendedora. A gente quis trazer esse lugar de que uma pessoa preta também merece uma casa para ter descanso, com design, com sofisticação e também trazendo referências como os quadros. A gente tem esses quadros na sala dela, que são de um artista preto que já admirava muito o trabalho da Yas, e a gente conseguiu fazer uma curadoria com ele. A gente tem muito barro, que também faz parte da história da Yas.”</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" data-id="92618" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-92618" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2025/08/Foto-Derek-Fernandes-2-1-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>
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<p><strong>No quarto, o pedido foi por um espaço minimalista, mas com pontos de design.</strong></p>



<p>“São dois cômodos. Tem o quarto, que é nessa paleta entre o off-white, o branco e o bege. E do lado, o escritório. A gente tem um ponto principal, que seriam as duas poltronas. Essas duas poltronas são vintage. Foram compradas na Casa Hotel, um antiquário aqui em São Paulo. Fizemos essa distribuição para que ela pudesse ter o espaço dela de fazer reuniões, pensar nos cronogramas, enfim.”</p>



<p>Mais do que um endereço com arquitetura histórica, a casa de Yas é um manifesto silencioso sobre pertencimento, afeto e conquista. Um espaço onde cada objeto carrega um sentido, cada escolha de design reflete suas origens e onde o descanso também é um ato de afirmação.</p>



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		<title>&#8220;Eu fiz”: por que Bozoma Saint John defende que mulheres negras assumam o crédito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Aug 2025 07:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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<p>Em entrevista à empreendedora <strong>Emma Grede</strong>, cofundadora da Good American, <strong>Bozoma Saint John</strong> compartilhou aprendizados profundos sobre carreira, poder pessoal e o que significa se posicionar com autenticidade em ambientes de alta performance. Ao longo de uma trajetória que passou por empresas como Pepsi, Apple, Uber, Netflix e Endeavor, ela aprendeu que excelência técnica não basta. Visibilidade e autodefesa são competências essenciais, especialmente para mulheres negras em espaços corporativos.</p>



<p>“Eu nunca tomei o crédito por nada. Sempre dizia ‘nós fizemos’”, contou, ao relembrar um momento decisivo na Pepsi. Depois de mais de uma década na empresa e enfrentando o luto pela morte de seu marido, ela esperava uma promoção. Ela não veio. “Ninguém vem para lhe dar crédito. Você tem que defender a si mesma”, afirmou.</p>



<p>Para Bozoma, esse foi o ponto de virada. Ela entendeu que ser competente, leal ou comprometida não era suficiente. Ser visível era parte do trabalho. Mais do que isso: era responsabilidade individual. “Você tem que dizer o que fez, o porquê da sua entrega ter sido importante, o impacto que você gerou. Se você não fizer isso, vão agir como se você não estivesse lá.”</p>



<p>Essa postura de verbalizar, afirmar e reivindicar o próprio valor se tornou parte do que ela chama de autodefesa radical. E é também o cerne de sua filosofia profissional: colocar-se em primeiro lugar, não como ato de ego, mas como estratégia de permanência. “Se você quer melhorar esta empresa, você vai me contratar. Porque eu me coloco em primeiro lugar, sempre.”</p>



<p>Esse posicionamento direto já foi visto como arrogância. “Diziam que eu me achava maior que a marca”, relata. A resposta dela é simples: “Sou. Do que você está falando?”. Para Bozoma, não se trata de sobrepor o indivíduo à missão da empresa. Trata-se de não se perder dentro dela. “Ninguém me chamava de durona até que eu mesma comecei a me chamar assim.”</p>



<p>Mulher negra, ganense e filha de imigrantes, Bozoma cresceu ouvindo que a excelência era o mínimo. Seu pai, órfão, tornou-se doutor duas vezes. Sua mãe, estilista autodidata, costurava vestidos de noiva e criava coleções no quarto da família. Ela aprendeu que presença, estética e identidade caminhavam juntas. E que ser “muito” nunca seria o problema. O silêncio, sim.</p>



<p>Seu currículo fala por si. Mas o que ela prefere destacar são as regras que decidiu quebrar. Como quando criticou um roteiro de Spike Lee — ainda como assistente — e acabou sendo contratada por sua ousadia. Ou como quando deixou a Uber no auge da crise institucional por entender que já não era mais valorizada ali. Ou ainda quando investiu, com recursos próprios, em sua empresa de beleza, Eve by Bose, porque quis manter o controle da narrativa e da cadeia produtiva.</p>



<p>A lógica que guia suas decisões é clara: o que não reconhece seu valor, não merece sua energia. “Você é a primeira marca. Comece por você”, repete, em entrevistas e mentorias.</p>



<p>Hoje, mais do que ensinar sobre marketing, Bozoma se posiciona como uma referência sobre carreira, liderança e identidade. E talvez sua maior contribuição não seja sobre como criar uma campanha inesquecível, mas sobre como garantir que seu nome esteja nos créditos quando ela acontecer.</p>
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		<title>“Muitos homens negros sequer chegam a envelhecer”: o alerta de Alexandre da Silva, Secretário Nacional da Pessoa Idosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2025 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[homens negros]]></category>
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		<category><![CDATA[Secretário Nacional da Pessoa Idosa]]></category>
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<p>“Muitos homens negros sequer chegam a envelhecer.” A frase é de Alexandre da Silva, Secretário Nacional dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa, especialista em envelhecimento e doutor em Saúde Pública. Em uma reflexão publicada em suas redes, ele revela o que os números confirmam e o país insiste em ignorar: o envelhecimento da população negra brasileira acontece sob o peso da desigualdade racial, da precarização histórica do trabalho e da ausência de políticas públicas estruturantes.</p>



<p>“Homens negros enfrentam uma das mais baixas expectativas de vida do país. Muitos sequer chegam a envelhecer, a chegar aos 60 anos”, escreve. Aqueles que ultrapassam essa marca carregam o corpo e a mente marcados por doenças crônicas não diagnosticadas, abandono médico e violência estrutural. Segundo dados do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), entre 2010 e 2019, homens negros viveram, em média, 5,9 anos a menos do que homens brancos. E isso não é uma coincidência: é reflexo de um projeto histórico de exclusão.</p>



<p>A velhice também é um marcador de gênero e classe. Alexandre chama atenção para as mulheres negras idosas, muitas delas “maioria entre as trabalhadoras domésticas aposentadas”, com “contribuições previdenciárias instáveis, aposentadorias de um salário mínimo e sem acesso pleno à saúde pública”. Ao longo da vida, essas mulheres sustentaram lares e famílias, quase sempre à margem do sistema previdenciário e invisíveis aos olhos do Estado.</p>



<p>Esse processo é agravado pela territorialidade. “Pessoas negras que vivem em territórios periféricos sofrem com a exclusão dos serviços públicos, a insuficiência das políticas habitacionais e a presença exacerbada da violência urbana, que afeta direta e indiretamente a população idosa.” O direito à cidade, à saúde e à segurança é sistematicamente negado a essas pessoas, que chegam à terceira idade com pouca rede de apoio, renda instável e escasso acesso a cuidados especializados.</p>



<p>E como se não bastasse o racismo estrutural, essas pessoas ainda enfrentam outro tipo de violência simbólica. “Enfrentam o idadismo somado ao racismo, um duplo apagamento que exclui, silencia e invisibiliza.” A velhice negra é atravessada por camadas de abandono&nbsp; do mercado, da mídia, das políticas públicas e da sociedade em geral.</p>



<p>“Envelhecer com dignidade é um direito de todas as pessoas”, defende Alexandre. “Mas é preciso reconhecer que, para isso se tornar realidade, é necessário combater as desigualdades raciais com ações concretas, reparatórias e estruturantes.” Não basta reconhecer o problema&nbsp; é preciso agir com intenção, orçamento e prioridade.</p>



<p>Na conclusão de sua análise, ele propõe um caminho claro: “Valorizar o envelhecimento da população negra é romper com o ciclo da exclusão, e construir um futuro mais justo, onde todas as vidas importam em todas as idades.”</p>
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		<title>Cantora, chef e fazendeira: Kelis troca os EUA pela África para criar filhos e cultivar legado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Aug 2025 20:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mundo onde a imagem de sucesso ainda &#233; muitas vezes moldada por f&#243;rmulas prontas, Kelis cria o pr&#243;prio caminho com multiplicidade, profundidade e ancestralidade. Cantora premiada, chef formada pelo Le Cordon Bleu e agora tamb&#233;m fazendeira no Qu&#234;nia, ela escolheu deixar os Estados Unidos n&#227;o por fuga, mas por constru&#231;&#227;o. Ap&#243;s anos entre [&#8230;]</p>
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<p>Em um mundo onde a imagem de sucesso ainda é muitas vezes moldada por fórmulas prontas, Kelis cria o próprio caminho com multiplicidade, profundidade e ancestralidade. Cantora premiada, chef formada pelo Le Cordon Bleu e agora também fazendeira no Quênia, ela escolheu deixar os Estados Unidos não por fuga, mas por construção. Após anos entre os bastidores da música e as cozinhas autorais, a artista decidiu que era hora de plantar outra coisa: um futuro mais alinhado com seus valores, e um legado que seus filhos pudessem viver com os pés na terra.</p>



<p>Essa decisão ganhou força após um período de perdas e redirecionamentos. Em 2022, ela enfrentou a morte de seu marido, Mike Mora, vítima de um câncer no estômago. O luto não a paralisou. Ele a transformou. Foi na dor que ela reencontrou o essencial. “Se eu não estiver bem, meus filhos não vão estar bem”, disse em entrevista à People. E foi nesse reencontro com o autocuidado e o tempo presente que ela decidiu construir uma nova vida. Primeiro, afastou-se de tudo o que a estressava. Depois, mergulhou de vez no propósito de viver com autonomia, alimentar a própria família e educar seus filhos de forma mais conectada com a natureza.</p>



<p>Kelis já havia experimentado esse estilo de vida em sua fazenda na Califórnia. Mas foi na África que sentiu pertencimento. Ela comprou 150 acres de terra em Naivasha, no Quênia, com planos de expandir para 300 acres e criar um modelo de sustentabilidade local. Ali, cultiva produtos naturais, planeja experiências turísticas conscientes e utiliza até 95% de recursos locais para gerar renda na comunidade. É a agricultura como forma de reescrever o que significa sucesso com autonomia, criatividade e ancestralidade.</p>



<p>Em suas palavras, “como mulher negra, eu não vejo os Estados Unidos como um lugar que me permite crescer e investir com liberdade”. E essa percepção não é isolada. Kelis se une a um número crescente de afro-americanos que têm optado por fazer o caminho inverso. Sair dos Estados Unidos e reencontrar, na África, um senso de pertencimento, identidade e futuro. Esse movimento, que já é chamado de migração reversa, tem crescido entre famílias negras que desejam criar filhos fora do modelo acelerado, isolado e racialmente exaustivo das grandes cidades norte-americanas.</p>



<p>A maternidade também é um eixo central dessa escolha. Mãe de três — Knight, Shepherd e Galilee — Kelis faz questão de envolver os filhos em tarefas da fazenda e na rotina sem telas. Para ela, é essencial que meninos negros cresçam com consciência alimentar, respeito pelo meio ambiente e autoestima cultural. Tudo isso faz parte do seu legado. É sobre criar raízes onde antes havia deslocamento. Sobre transformar luto em ação. E sobre ensinar que liberdade também pode nascer do cuidado.</p>



<p>Mais do que uma artista versátil, Kelis se tornou símbolo de reinvenção com propósito. Sua história é um lembrete de que existe vida além da indústria, além dos centros, além das fórmulas. Existe vida onde há escolha consciente, onde há comunidade e onde há terra. E é ali, no solo fértil do continente africano, que ela está cultivando um novo tipo de sucesso, feito de autonomia, afeto e permanência.</p>
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