<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Mauro Baracho, Autor em Mundo Negro</title>
	<atom:link href="https://mundonegro.inf.br/author/mauro-baracho/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mundonegro.inf.br/author/mauro-baracho/</link>
	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Jan 2025 15:37:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>&#8220;Fazer a América branca de novo” este é o verdadeiro slogan do governo de Donald Trump </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/fazer-a-america-branca-de-novo-este-e-o-verdadeiro-slogan-do-governo-de-donald-trump/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 15:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[elon musk]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=87073</guid>

					<description><![CDATA[<p>Desde que Donald Trump se lan&#231;ou &#224; presid&#234;ncia dos Estados Unidos com o slogan &#8220;Make America Great Again&#8221;, sempre me perguntei quando os EUA tinham se apequenado. Os EUA nunca deixaram de ser uma pot&#234;ncia mundial, e de exercer grande influ&#234;ncia sobre o resto do mundo. Ent&#227;o, por que o pa&#237;s precisa voltar a ser [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/fazer-a-america-branca-de-novo-este-e-o-verdadeiro-slogan-do-governo-de-donald-trump/">&#8220;Fazer a América branca de novo” este é o verdadeiro slogan do governo de Donald Trump </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde que <strong>Donald Trump </strong>se lançou à presidência dos Estados Unidos com o slogan <em>“Make America Great Again&#8221;</em>, sempre me perguntei quando os EUA tinham se apequenado. Os EUA nunca deixaram de ser uma potência mundial, e de exercer grande influência sobre o resto do mundo. Então, por que o país precisa voltar a ser uma coisa que nunca deixou de ser? </p>



<p>Devemos lembrar que quem antecedeu <strong>Donald Trump</strong> foi <strong>Barak Obama</strong>, o primeiro presidente negro da história do país. A mim, este slogan sempre pareceu uma resposta aos dois mandatos de Obama. Muito estranha a ideia do país ter se apequenado sob a liderança do único presidente negro de sua controversa história. </p>



<p>Fora isso, Trump sempre apresentou um discurso pouco propositivo no que diz respeito à economia e às relações internacionais, focando na suposta “guerra cultural&#8221;. Basta lembrar que sua principal proposta em 2016 foi a construção de um muro para impedir a entrada de mexicanos no território norte-americano. Outro carro chefe de sua campanha foi a deportação em massa de imigrantes. Neste sentido, tornar a “America” grande seria deixá-la mais branca sem a presença de hispânicos, latinos e negros de outros países. </p>



<p>Agora, Trump retorna à Casa Branca depois de ter insuflado uma tentativa de golpe no dia 06/01/2021. Inclusive, entre os terroristas que invadiram o Capitólio havia supremacistas brancos. Sua posse, neste 2025, foi marcada por promessas de suprimir políticas de diversidade, e um gesto nazista de<strong> Elon Musk</strong>, que será integrante de seu novo governo. </p>



<p>Como sabemos, tanto <strong>Elon Musk </strong>quanto <strong>Mark Zuckerberg</strong>, já se posicionaram a favor da “liberdade de expressão” em suas plataformas, leia-se permitir discursos de ódio contra minorias. Não nos enganemos, o gesto de Musk é o que chamam de “apito de cachorro&#8221;, um sinal para os supremacistas brancos mundo afora de que eles estão representados no novo governo Trump. Resta a nós, aqui no Brasil, temer, pois o que acontece nos EUA, fatalmente acontece aqui também.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/fazer-a-america-branca-de-novo-este-e-o-verdadeiro-slogan-do-governo-de-donald-trump/">&#8220;Fazer a América branca de novo” este é o verdadeiro slogan do governo de Donald Trump </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que muitos podem se autodeclarar pardos e não se verem como negros?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/por-que-muitos-podem-se-autodeclarar-pardos-e-nao-se-verem-como-negros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 12:54:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Autodeclaração racial]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[pardos]]></category>
		<category><![CDATA[Pretos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=85851</guid>

					<description><![CDATA[<p>No &#250;ltimo domingo, a Folha de S&#227;o Paulo divulgou uma pesquisa mostrando que seis a cada dez pessoas autodeclaradas pardas n&#227;o se veem como negras. Diante destas informa&#231;&#245;es, o que podemos fazer &#233; levantar hip&#243;teses que possam explicar esse dado. Quero elencar aqui algumas poss&#237;veis explica&#231;&#245;es sobre o resultado da pesquisa. A primeira delas tem [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/por-que-muitos-podem-se-autodeclarar-pardos-e-nao-se-verem-como-negros/">Por que muitos podem se autodeclarar pardos e não se verem como negros?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No último domingo, a Folha de São Paulo divulgou uma pesquisa mostrando que seis a cada dez pessoas autodeclaradas pardas não se veem como negras. Diante destas informações, o que podemos fazer é levantar hipóteses que possam explicar esse dado. Quero elencar aqui algumas possíveis explicações sobre o resultado da pesquisa. </p>



<p>A primeira delas tem a ver com a forma como o Brasil construiu sua identidade nacional, durante a década de 1930, pautada na miscigenação. É provável que a glamourização da mistura racial, como essência da identidade brasileira, possa ter produzido efeitos na percepção racial dos brasileiros. Assim, a categoria “parda” representaria uma classificação mais adequada para aqueles que acreditam que ser branco é um “privilégio” que só os europeus têm.  A segunda hipótese dialoga com a primeira. Trata-se da idealização da branquitude. É possível que muitas pessoas não se vejam como brancas, por acreditarem que para o serem precisam ser parecidas com a <strong>Xuxa</strong> ou a <strong>Ana Hickmann</strong>. A terceira hipótese, para uma parcela destes pardos, pode ter a ver com o funcionamento do racismo levando muitos a sentirem vergonha de assumirem uma identidade negra tão estigmatizada por aqui. </p>



<p>Também podem haver aqueles que acreditam que negros são somente as pessoas muito escuras, os chamados “retintos&#8221;. Isso pode estar ligado a uma visão estereotipada do que seria um africano. Por fim, devemos também nos atentar às particularidades regionais. Segundo o pesquisador do IBGE, <strong>José Luis Petruccelli</strong>, a tendência é que no norte do país as pessoas autodeclaradas pardas tenham descendência indígena, e no sul e sudeste muitos destes pardos tenham descendência africana. Uma coisa que posso afirmar, é que neste meio existem muitos pardos pertencentes ao que chamo de “branquitude bronzeada”, pessoas de tom de pele bronzeado e lidos socialmente como brancos, mas que se autodeclaram “pardos”. </p>



<p>A existência deste branco bronzeado foi discutida por eugenistas como <strong>Oliveira Vianna</strong> que dizia que o branco brasileiro não seria ariano como o alemão, mas sim mais escuro devido ao clima e a interferência da genética africana. Estes, podem representar um risco as politicas de ação afirmativa, uma vez que mesmo sabendo-se não negros, manipulam a sua “parditude”, quando convem, para disputar vagas destinadas a pessoas negras. </p>



<p>Embora a ideia de população negra seja baseada no que diz o estatuto da igualdade racial, nem todos os autodeclarados pardos são pessoas negras. Talvez nosso desafio futuro é redesenhar a noção de população negra de modo a direcionar as políticas de ação afirmativas para o seu público alvo: pessoas indígenas, os pretos e os pardos fenotipicamente negros. Enquanto isso, sigo na empreitada de elaborar conteúdos e cursos que ajudem as pessoas a entenderem como se constituiu a branquitude e a negritude no nosso contexto nacional.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/por-que-muitos-podem-se-autodeclarar-pardos-e-nao-se-verem-como-negros/">Por que muitos podem se autodeclarar pardos e não se verem como negros?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A &#8220;turma do deixa disso&#8221;: como somos desencorajados a denunciar o racismo pelas pessoas ao nosso redor</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-turma-do-deixa-disso-como-somos-desencorajados-a-denunciar-o-racismo-pelas-pessoas-ao-nosso-redor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2024 16:31:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=83898</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um dia desses, estava conversando com minha prima e ela me contou sobre estar cansada do trabalho e que uma colega de trabalho dela foi chamada de &#8220;macaca&#8221; por um cliente. Pelo que ela relatou, o cliente teria ficado insatisfeito com o atendimento e teria gritado: &#8220;aprende a trabalhar, macaca&#8221;. Logo depois disso, a v&#237;tima [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/a-turma-do-deixa-disso-como-somos-desencorajados-a-denunciar-o-racismo-pelas-pessoas-ao-nosso-redor/">A &#8220;turma do deixa disso&#8221;: como somos desencorajados a denunciar o racismo pelas pessoas ao nosso redor</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dia desses, estava conversando com minha prima e ela me contou sobre estar cansada do trabalho e que uma colega de trabalho dela foi chamada de &#8220;macaca&#8221; por um cliente. Pelo que ela relatou, o cliente teria ficado insatisfeito com o atendimento e teria gritado: &#8220;aprende a trabalhar, macaca&#8221;. Logo depois disso, a vítima foi desencorajada pelos seus superiores a denunciar. Além disso, os superiores não tomaram nenhuma atitude contra a cliente racista. Minha prima ainda me contou que sua colega de trabalho disse já estar acostumada com esse tipo de xingamento, inclusive vindo de parentes. Essa história ficou reverberando na minha cabeça. Lembrei-me de outra história, dessa vez contada por um amigo de que seu filho estava sofrendo &#8220;<em>bullying</em>&#8221; de outros garotos que zoavam seus cabelos crespos. A diretora aconselhou meu amigo a cortar o cabelo do filho para &#8220;evitar os problemas&#8221;. </p>



<p>Ainda hoje escuto vários detratores do conceito &#8220;racismo estrutural&#8221; dizerem que é uma tese sem explicação objetiva. Estes casos justificam o conceito, uma vez que o racismo estrutural é o entendimento do racismo não como exceção, mas sim como regra. Portanto, nosso dia a dia é permeado por violências raciais que ganham  aspecto de coisa banal, corriqueira e sem importância. Somos, o tempo todo, desencorajados a tratar o racismo como algo grave pela &#8220;turma do deixa disso&#8221;. Geralmente, a &#8220;turma do deixa disso&#8221; é formada por pessoas brancas, e até por pessoas negras, que mediam este tipo de conflito de modo a tornar a violência racista algo menor, sem importância, proferida por uma &#8220;pessoa louca&#8221;, não valendo a pena render. </p>



<p>Mesmo quando tomamos coragem de denunciar, as autoridades não sabem como lidar com este crime. Quem já procurou uma delegacia para denunciar um crime de racismo sabe bem. Os policiais e delegados não são treinados para lidar com este tipo de situação, pois assim como grande parte da população não entendem as formas de racismo. Quando procurei uma delegacia para denunciar um crime de racismo ouvi do delegado &#8220;você tem certeza que quer denunciar essa pessoa, porque se não provar pode dar problema para você&#8221;. O detalhe é que eu já havia comparecido àquela delegacia algumas vezes com as provas do crime. </p>



<p>Mesmo que o racismo seja considerado crime e que existam leis para punir os autores, devemos pensar que muitos crimes de racismo e muitos criminosos nem chegam a ser punidos pois há todo um aparato argumentativo que visa coibir as denúncias. Pensando nos danos causados pelos crimes de racismo na saúde mental, na autoestima, na moral das vítimas, e de como as pessoas estão mais inclinadas a conciliar um conflito destes do que repudiar, só posso constatar que vivemos sob a banalização do mal. </p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/a-turma-do-deixa-disso-como-somos-desencorajados-a-denunciar-o-racismo-pelas-pessoas-ao-nosso-redor/">A &#8220;turma do deixa disso&#8221;: como somos desencorajados a denunciar o racismo pelas pessoas ao nosso redor</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Racismo punitivo: a permissão que brancos sentem para ser racistas com pessoas negras que erram</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/racismo-punitivo-a-permissao-que-brancos-sentem-para-ser-racistas-com-pessoas-negras-que-erram/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 14:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=83693</guid>

					<description><![CDATA[<p>J&#225; h&#225; algum tempo tenho me debru&#231;ado na an&#225;lise de mais uma forma da discrimina&#231;&#227;o racial que chamo de &#8220;racismo punitivo&#8221;. Considero este mais um fen&#244;meno recorrente das rela&#231;&#245;es raciais no Brasil. A exemplo do punitivismo penal, o racismo punitivo visa castigar pessoas negras que quebraram alguma norma, ou regra social. Quando uma pessoa negra [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/racismo-punitivo-a-permissao-que-brancos-sentem-para-ser-racistas-com-pessoas-negras-que-erram/">Racismo punitivo: a permissão que brancos sentem para ser racistas com pessoas negras que erram</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Já há algum tempo tenho me debruçado na análise de mais uma forma da discriminação racial que chamo de <strong>&#8220;racismo punitivo&#8221;</strong>. Considero este mais um fenômeno recorrente das relações raciais no Brasil. A exemplo do punitivismo penal, o racismo punitivo visa castigar pessoas negras que quebraram alguma norma, ou regra social. Quando uma pessoa negra é &#8216;cancelada&#8217;, seja por ter cometido algum crime, ou por ter uma atitude condenável, uma horda de pessoas brancas se sentem autorizadas a destilar racismos contra esta pessoa. É como se ao cometer tal infração, sua dignidade de pessoa humana fosse retirada, permitindo assim que todos se sintam à vontade para aplicar as sanções que consideram devidas. Neste caso, a pena acaba sendo submeter a pessoa a comentários racistas. </p>



<p>O sociólogo<strong> Oracy Nogueira </strong>argumentou que na dinâmica das relações raciais brasileiras evitava-se o máximo falar sobre a cor, mas em qualquer contenda a cor seria a primeira coisa mencionada. Na nossa etiqueta racial, evita-se ser racista só até ser contrariado por um negro. Esta é uma forma de &#8220;racismo permitido&#8221; uma vez que ele se volta a uma pessoa que teria perdido respeitabilidade e o direito de ser reconhecido como gente decente. Isso causa, nos brancos, um alívio, pois  podem expressar seus sentimentos racistas sem culpa. </p>



<p>Somos levados a condenar pessoas sem lhes dar o direito de defesa. Além disso, nos sentimos bem ao tripudiar e hostilizar pessoas das quais não nutrimos respeito. Diariamente produzimos mortes sociais que podem se converter em morte física. Muitas vezes, estas pessoas penalizadas nem precisam ter cometido algum crime previsto no ordenamento jurídico. Poderia aqui fazer uma lista de pessoas negras canceladas em programas de TV, ou pelas redes sociais, que foram alvo de xingamentos racistas com consentimento de muitos negros que acreditavam que, ao errar, estas pessoas deram o direito aos brancos de serem racistas.&nbsp;</p>



<p>Frequentemente, tenho recebido críticas de pessoas por defender negros cancelados de comentários racistas pelas redes. Não é sobre&nbsp; gostar ou concordar com estas pessoas, mas sim sobre não achar que o racismo deva servir como mais uma forma de penalizar quem errou. No entendimento da pena, está incluído um anseio pela desumanização e por isso o racismo serve como meio de punir pessoas negras que erraram, pois ele demarca que aquelas pessoas não são humanas, mas bestas que precisam ser contidas. É se sentir livre para tecer comentários sobre uma pessoa que poucos teriam coragem de defender, afinal: &#8220;tá com dó, leva pra casa&#8221;. Esta forma de racismo nos leva a achar que reprimir as ofensivas racistas é ser conivente com os atos cometidos pelo acusado ou condenado. Mas não se combate um crime com outro crime, lembremos disso.&nbsp;</p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/racismo-punitivo-a-permissao-que-brancos-sentem-para-ser-racistas-com-pessoas-negras-que-erram/">Racismo punitivo: a permissão que brancos sentem para ser racistas com pessoas negras que erram</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que insistimos em manter vivo o mito de Isabel, a &#8220;redentora&#8221;?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/por-que-insistimos-em-manter-vivo-o-mito-de-isabel-a-redentora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2024 13:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Luísa Sonza]]></category>
		<category><![CDATA[negras plurais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=82830</guid>

					<description><![CDATA[<p>Morre-se de tudo no Brasil, menos de t&#233;dio. Quase toda semana, um caso envolvendo a comunidade negra agita as redes sociais. O mais recente foi a not&#237;cia de que a cantora Luiza Sonza teria se tornado embaixadora do Instituto Negras Plurais. A condecora&#231;&#227;o foi concedida pela ajuda da cantora &#224;s v&#237;timas das enchentes no Rio [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/por-que-insistimos-em-manter-vivo-o-mito-de-isabel-a-redentora/">Por que insistimos em manter vivo o mito de Isabel, a &#8220;redentora&#8221;?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Morre-se de tudo no Brasil, menos de tédio. Quase toda semana, um caso envolvendo a comunidade negra agita as redes sociais. O mais recente foi a notícia de que a cantora<strong> Luiza Sonza</strong> teria se tornado embaixadora do Instituto Negras Plurais. A condecoração foi concedida pela ajuda da cantora às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e, principalmente, pelo apoio ao trabalho do Instituto.</p>



<p>Obviamente, a nomeação de uma acusada de racismo como embaixadora de uma organização negra despertou a indignação de muitos. Mas o que me incomodou foram algumas das respostas às críticas, que caíam em bordões como &#8220;onde estavam os que criticam?&#8221;.</p>



<p>Primeiramente, é preciso esclarecer que quase ninguém estava criticando a ajuda financeira da artista ao Instituto, mas sim sua nomeação para essa posição, dado que ela poderia apenas ter ajudado e permanecido no anonimato. Parece que, para dignificar o branco, é necessário um trabalho de degradação do negro. Este é o paralelo com a história da princesa Isabel.</p>



<p>O problema não é Isabel ter ajudado na abolição, mas sim ter recebido o título de &#8220;redentora&#8221;. Nas oficinas e cursos que ministro, trato sempre de contextualizar todo o século XIX antes de falar sobre a princesa Isabel. No século em que se sucedeu a abolição, revoltas e insurreições de escravizados foram recorrentes desde o início. Dizer que a princesa Isabel foi a principal agente no processo abolicionista é apagar a história de grandes personalidades negras que estiveram na linha de frente pela abolição.</p>



<p>Outro ponto é que as respostas às críticas sobre <strong>Luiza Sonza</strong>, que até onde consta não vieram diretamente do Instituto Negras Plurais, tornam o crime de racismo um crime menor. Parece que, no crime de racismo, o agressor pode ascender a lugares e obter o prestígio que as potenciais vítimas desse crime nunca alcançariam.</p>



<p>Também é preciso dizer que é desonesto afirmar que Sonza fez o que muitos negros não fizeram. Vivemos em um país racialmente desigual em termos de emprego e renda, mas, mesmo assim, muitos ajudaram as vítimas do RS da forma que puderam. Só os movimentos negros doaram mais de 10 toneladas de alimentos para povos de terreiro do Rio Grande do Sul.</p>



<p>Por fim, precisamos nos perguntar por que <strong>Luiza Sonza</strong> aceitou a honraria. E, mais ainda, nos questionar sobre o porquê de muitos brancos precisarem ser alçados à figura de redentores por estarem praticando o antirracismo.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/por-que-insistimos-em-manter-vivo-o-mito-de-isabel-a-redentora/">Por que insistimos em manter vivo o mito de Isabel, a &#8220;redentora&#8221;?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Davi do BBB 24 é a prova de que até quando o preto ganha, ele perde</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/davi-do-bbb-24-e-a-prova-de-que-ate-quando-o-preto-ganha-ele-perde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 19:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=82483</guid>

					<description><![CDATA[<p>Embora comente coisas sobre o BBB, sempre deixei claro que nunca gostei do programa. Nesta &#250;ltima edi&#231;&#227;o, sempre demonstrei n&#227;o ter simpatia por Davi, o atual campe&#227;o. Ali&#225;s, como sempre digo, se todos pudessem perder, seria perfeito. Mas j&#225; fazem alguns meses que o tratamento dispensado ao Davi tem me incomodado bastante. Percebo que j&#225; [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/davi-do-bbb-24-e-a-prova-de-que-ate-quando-o-preto-ganha-ele-perde/">Davi do BBB 24 é a prova de que até quando o preto ganha, ele perde</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Embora comente coisas sobre o <strong>BBB</strong>, sempre deixei claro que nunca gostei do programa. Nesta última edição, sempre demonstrei não ter simpatia por <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/documentario-davi-um-cara-comum-da-bahia-sobre-campeao-do-bbb-24-esta-disponivel-no-globoplay/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Davi</a></strong>, o atual campeão. Aliás, como sempre digo, se todos pudessem perder, seria perfeito. Mas já fazem alguns meses que o tratamento dispensado ao Davi tem me incomodado bastante. Percebo que já não consigo mais curtir alguma publicação crítica a ele, pois sempre encontro nos comentários memes com seu nariz. </p>



<p>Outro dia, comecei a assistir a um vídeo no youtube onde um casal de homens gays brancos falavam sobre as trapalhadas da irmã de Davi, sua atual assessora. Ambos dedicam boa parte do vídeo criticando a forma como a moça fala e escreve, no mais puro suco do preconceito linguístico. Agora já estão distorcendo suas falas para chamá-lo de mentiroso. </p>



<p>Foi o caso do cancelamento de um programa na Record em que noticiaram que ele, Davi, havia dito que &#8220;cancelou seus compromissos com a emissora em respeito a morte de Silvio Santos&#8221;, mas que na verdade a própria emissora era quem teria cancelado. Quando assistimos ao vídeo de Davi, o próprio disse que o cancelamento partiu da emissora. </p>



<p>Sinto que ao compactuar com muitas dessas críticas feitas ao jovem, estou também compactuando com todos os tipos de racismo presente nelas. Sinceramente, eu me sinto mal com isso. </p>



<p>Davi tem 20 e poucos anos, até outro dia estava dirigindo Uber. O que as pessoas esperam que ele faça no seu perfil além de ostentação e dancinhas? &#8220;Mas ele desistiu da faculdade de medicina&#8221; e quem nunca fez isso? Eu sempre tive o sonho de me formar, mas eu desisti de duas faculdades antes de conseguir um diploma. Aliás, desistir de uma faculdade é a coisa mais normal do mundo. </p>



<p>Ao escrever isso, não estou &#8220;passando o pano&#8221; para as besteiras que Davi fez como, por exemplo, divulgar o jogo do tigrinho, ou ter usado a ex para se promover e depois ter lhe metido um pé na bunda. Eu poderia ficar aqui listando vários ranços, mas este não é o ponto. É muito frustrante ver que um preto nunca é julgado só pelo seu caráter. Por trás de muitas dessas críticas está um &#8220;tinha que ser preto&#8221;. É assim que é, e é assim que vai ser sempre. </p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/davi-do-bbb-24-e-a-prova-de-que-ate-quando-o-preto-ganha-ele-perde/">Davi do BBB 24 é a prova de que até quando o preto ganha, ele perde</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que Frantz Fanon nos ensina sobre o bolsonarista que descobriu que não pode ser de extrema direita porque é negro?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-que-frantz-fanon-nos-ensina-sobre-o-bolsonarista-que-descobriu-que-nao-pode-ser-de-extrema-direita-porque-e-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jul 2024 12:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=81771</guid>

					<description><![CDATA[<p>Recentemente, Raiam Santos, influenciador assumidamente de direita, gravou um video para falar sobre como a extrema direita europeia &#233; racista. Ao constatar isso, Raiam tamb&#233;m constatou que n&#227;o pode ser de direita, pois n&#227;o importa quanto dinheiro ele tenha, nunca &#233; bem quisto nos lugares que frenta na Europa. Eu conhe&#231;o pouco de Raiam, mas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-que-frantz-fanon-nos-ensina-sobre-o-bolsonarista-que-descobriu-que-nao-pode-ser-de-extrema-direita-porque-e-negro/">O que Frantz Fanon nos ensina sobre o bolsonarista que descobriu que não pode ser de extrema direita porque é negro?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Recentemente,<strong> Raiam Santos</strong>, influenciador assumidamente de direita, gravou um video para falar sobre como a extrema direita europeia é racista. Ao constatar isso, Raiam também constatou que não pode ser de direita, pois não importa quanto dinheiro ele tenha, nunca é bem quisto nos lugares que frenta na Europa. </p>



<p>Eu conheço pouco de Raiam, mas sei que ele se diz um escritor muito bem sucedido e milionário. Raiam diz ter lido mais de mil livros. Certamente, entre estes milhares de livros não estavam clássicos como <strong>Pele Negra, Máscaras Brancas</strong>. </p>



<p>Como podemos aplicar as reflexões de <strong>Frantz Fanon </strong>no caso Raiam Santos? É simples! Não me canso de dizer que no capítulo &#8220;o homem negro e a mulher branca&#8221; há uma discussão extremamente importante sobre nacionalidade x raça. O personagem analisado por Fanon, <strong>Jean Veneuse</strong>, vive na França, mas ele não pode ser um francês porque é preto. Ele busca validação dos homens franceses, quer ser reconhecido como um igual, um nacional. A mulher branca, neste esquema, é apenas uma das formas que Jean Veneuse pretende alcançar o reconhecimento como francês legítimo. </p>



<p>A propósito, coincidência ou não, Raiam também adora ostentar mulheres europeias pelas redes. Assim como Jean Venuse não pode ser francês, embora seja um &#8220;preto diferente&#8221; dos seus ancestrais antilhanos, por ter certo status em Bordeaux, Raiam não pode ser hungaro, russo, espanhol ou plones. Tal qual Jean Veneuse, a frustração de Raiam Santos é ver que o europeu não reconhece como igual aquele que ele moldou a sua própria imagem nas colônias.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-que-frantz-fanon-nos-ensina-sobre-o-bolsonarista-que-descobriu-que-nao-pode-ser-de-extrema-direita-porque-e-negro/">O que Frantz Fanon nos ensina sobre o bolsonarista que descobriu que não pode ser de extrema direita porque é negro?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Polícia brasileira não é despreparada, mas sim institucionalmente racista </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-policia-brasileira-nao-e-despreparada-mas-sim-institucionalmente-racista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 19:03:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=81014</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nesta semana, assistimos &#224; pol&#237;cia do Rio de Janeiro abordar cinco jovens, em Ipanema, de forma truculenta. Entre os jovens estavam tr&#234;s rapazes negros, filhos de diplomatas, que sequer falavam o portugu&#234;s. Sem nenhuma raz&#227;o, os policiais desceram do carro com a arma na cara dos jovens. Obviamente, sabemos que o fato s&#243; aconteceu pela [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/a-policia-brasileira-nao-e-despreparada-mas-sim-institucionalmente-racista/">A Polícia brasileira não é despreparada, mas sim institucionalmente racista </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nesta semana, assistimos à polícia do Rio de Janeiro abordar cinco jovens, em Ipanema, de forma truculenta. Entre os jovens estavam três rapazes negros, filhos de diplomatas, que sequer falavam o português. Sem nenhuma razão, os policiais desceram do carro com a arma na cara dos jovens.</p>



<p>Obviamente, sabemos que o fato só aconteceu pela presença dos jovens negros no grupo. Certamente, os policiais imaginaram que se tratava de sequestro, roubo, ou invasão de domicílio orquestrado pelos jovens negros contra os amigos brancos. Depois do ocorrido, não foram poucos os comentários acusando a polícia brasileira de despreparo. Discordo deste argumento com veemência.</p>



<p>Dizer que a polícia brasileira é despreparada é sugerir que ela trata com truculência todas as pessoas sem distinções de raça. Acredito no contrário, que a polícia é muito bem preparada para identificar &#8220;suspeitos&#8221; que quase sempre são negros. Uma identificação lombrosiana baseada no fenótipo. Devemos lembrar a orientação que a polícia de São Paulo recebeu para conduzir uma abordagem nos Jardins e outra nas periferias.</p>



<p>Discutir segurança pública é discutir racismo. Precisamos denunciar que as polícias são ideológicas; elas agem de acordo com o que os brancos consideram importante, não por acaso têm um apoio grande dentro dessa população. O sentimento de muitos brancos ao verem abordagens violentas contra negros é de segurança. Neste sentido, a sociedade é um corpo e as minorias são as doenças que ameaçam esse corpo.</p>



<p>O estado governa a vida, decidindo quem deve viver, é isso que Foucault chamou de &#8220;biopoder&#8221;. Provavelmente, aqueles jovens negros nunca experienciaram tamanha violência racial em seus países de origem. Nossa polícia é hábil em identificar supostos criminosos e aplicar-lhes sanções violentas.</p>



<p>O estado de exceção é outro conceito que se verifica na sociedade brasileira. Mesmo que a pena de morte seja algo vedado pela constituição em tempos de paz, para negros, entendidos como ameaças, ela é válida. Cria-se um cenário de guerra onde o &#8220;inimigo&#8221; mora ao lado.</p>



<p>&#8220;Ah, mas são só algumas maçãs podres na corporação&#8221;. Como bem disse Chris Rock, algumas profissões não podem ter maçãs podres. Imagina se uma companhia aérea tivesse entre seu quadro de pilotos &#8220;maçãs podres&#8221;, você voaria com eles? Insistir em um despreparo policial é sugerir aulas de moral e ética. O que precisamos é de um trabalho antirracista dentro desta instituição.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/a-policia-brasileira-nao-e-despreparada-mas-sim-institucionalmente-racista/">A Polícia brasileira não é despreparada, mas sim institucionalmente racista </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Da esquerda à direita, uso do termo &#8220;identitarismo&#8221; produz  reducionismo grosseiro da questão racial </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/da-esquerda-a-direita-uso-do-termo-identitarismo-produz-reducionismo-grosseiro-da-questao-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2024 16:41:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=80912</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entendo que o uso do termo &#8220;identitarismo&#8221; por parte de pessoas brancas, e, por vezes,&#160; tamb&#233;m por pessoas negras, de ambos os espectros pol&#237;ticos, refere-se n&#227;o s&#243; ao debate sobre racismo, mas tamb&#233;m aos debates sobre g&#234;nero e orienta&#231;&#227;o sexual. Mas aqui, irei me ater a cr&#237;tica ao &#8220;identitarismo racial&#8221;. Por parte da direita e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/da-esquerda-a-direita-uso-do-termo-identitarismo-produz-reducionismo-grosseiro-da-questao-racial/">Da esquerda à direita, uso do termo &#8220;identitarismo&#8221; produz  reducionismo grosseiro da questão racial </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Entendo que o uso do termo &#8220;identitarismo&#8221; por parte de pessoas brancas, e, por vezes,  também por pessoas negras, de ambos os espectros políticos, refere-se não só ao debate sobre racismo, mas também aos debates sobre gênero e orientação sexual. Mas aqui, irei me ater a crítica ao &#8220;identitarismo racial&#8221;. </p>



<p>Por parte da direita e da extrema direita, a &#8220;crítica&#8221; ao &#8220;identitarismo racial&#8221; surge amparada pelo discurso da democracia racial e do foco no esforço individual. Ou seja, todos têm as mesmas oportunidades, basta apenas trabalhar mais e deixar de &#8220;mimimi&#8221;. Este discurso por parte dos direitistas produz uma ideologia  desracializada das relações sociais, como se eles, ao produzirem este discurso, não estivessem defendendo a si próprios e seus privilégios raciais. É flagrante que o discurso produzido pela extrema direita faz apologia aos valores ocidentais, ao cristianismo, à estética branca e à visão de mundo dos brancos. Neste discurso, eles escondem seus privilégios raciais numa suposta &#8220;meritocracia&#8221; e uma &#8220;superioridade natural&#8221; da cultura ocidental. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-77509" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-1536x864.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2024/03/capa-2024-03-22T165305.028.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Freepik</figcaption></figure>



<p>Os brancos possuem identidade racial e militam por ela o tempo todo. Mas como o usual é dizer que o problema do racismo é o problema do negro, o branco se invisibiliza racialmente fazendo com que qualquer reinvindicação básica para população negra seja vista como apelo ao discursos divisivo de raça. No caso dos muitos brancos da esquerda brasileira, a crítica ao &#8220;identitarismo&#8221; está ancorada na premissa de que esta discussão tira o foco dos verdadeiros problemas da classe trabalhadora: emprego, renda e o enfrentamento ao capitalismo. Aproveito para dizer que não existe classe trabalhadora sem negros. </p>



<p>Como nos lembra <strong>Cida Bento,</strong> o trabalho lança raízes no Brasil com a chegada de africanos escravizados. Portanto, a raça atravessa todas as discussões importantes do país, seja  econômica, seja  saúde ou educação. O trabalhador e trabalhadora precarizados tem cor, os dependentes do SUS tem cor, os analfabetos têm cor, a pobreza e a riqueza possuem colorações distintas. Em suma, um discurso político que não leve em conta a cor e as implicações desta para a maior parte da população sequer deveria merecer crédito, pois do contrário ele continuará produzindo precarização para os mesmos de sempre.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/da-esquerda-a-direita-uso-do-termo-identitarismo-produz-reducionismo-grosseiro-da-questao-racial/">Da esquerda à direita, uso do termo &#8220;identitarismo&#8221; produz  reducionismo grosseiro da questão racial </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Letramento racial não pode ser ferramenta de &#8220;redução de danos&#8221; a imagem de BBBs racistas </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/letramento-racial-nao-pode-ser-ferramenta-de-reducao-de-danos-a-imagem-de-bbbs-racistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Baracho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 08:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=78416</guid>

					<description><![CDATA[<p>O BBB 24 acabou, mas as atitudes de Wanessa Camargo continuam a gerar debates nas redes. A &#250;ltima, foi o an&#250;ncio do seu processo de &#8220;afrobetiza&#231;&#227;o&#8221; e o lan&#231;amento de sua nova m&#250;sica &#8220;Ca&#231;a likes&#8220;. As duas coisas foram anunciadas conjuntamente em uma postagem no perfil da cantora. Analisando com a boa f&#233;, de algu&#233;m [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/letramento-racial-nao-pode-ser-ferramenta-de-reducao-de-danos-a-imagem-de-bbbs-racistas/">Letramento racial não pode ser ferramenta de &#8220;redução de danos&#8221; a imagem de BBBs racistas </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>BBB 24</strong> acabou, mas as atitudes de <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/equipe-de-wanessa-camargo-teria-reclamado-com-producao-do-fantastico-sobre-edicao-final-da-entrevista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wanessa Camargo</a></strong> continuam a gerar debates nas redes. A última, foi o anúncio do seu processo de &#8220;<strong>afrobetização</strong>&#8221; e o lançamento de sua nova música &#8220;<strong>Caça likes</strong>&#8220;. As duas coisas foram anunciadas conjuntamente em uma postagem no perfil da cantora. </p>



<p>Analisando com a boa fé, de alguém que acredita no processo de transformação da ex-BBB, não consegui ver a relação entre ambos os assuntos. Mas olhando com os olhos cansados para uma situação tão repetitiva como um um episódio do <strong>Chaves</strong>, fui tomado pela preguiça. Acho bom deixar escuro que acho muito bom que uma pessoa branca queira aprender mais sobre questões raciais e sobre o lugar dela nesta dinâmica. Porém, não é o que vemos na nova publicação de Wanessa Camargo. </p>



<p>A princípio, achei que a letra da música falaria sobre seu processo de letramento racial, mas não. A música é mais do mesmo, de péssimo gosto, e coloca a cantora como vítima de toda situação. Na música, ela se vitimiza dizendo que foi tão inocente a ponto de acreditar que teria sido a vilã do programa, e que todas as críticas feitas a ela vieram de haters. </p>



<p>O enredo da música segue com Camargo apresentada como injustiçada. Este é um típico comportamento enquadrado no conceito de atitude racial. Pessoas brancas que ao serem repreendidas por atitudes e falas racistas colocam a culpa no racismo estrutural. Neste sentido, o racismo estrutural aparece como um &#8220;monstro sem rosto e coração&#8221; que vitimou mais uma pessoa branca &#8220;inocente&#8221;. </p>



<p>A forma como a cantora anuncia seu processo de &#8220;afrobetização&#8221; é problemática, pois parece dizer &#8220;gente estou fazendo aulas de letramento racial, vocês já podem me descancelar e ouvir minha nova música onde relato o quanto fui injustiçada no programa&#8221;. </p>



<p>Wanessa contraria aquilo que acredito sobre letramento racial, que é um exercício diário e contínuo. Um exercício que não precisa ser anunciado com o intuito de limpar a imagem. As pessoas não precisam ver que você está estudando, aprendendo. Elas precisam notar a mudança nas suas ações do dia a dia, pois antirracismo é ação. Se não for assim, cai na velha frase de <strong>Florestan Fernandes </strong>de que o &#8220;brasileiro tem preconceito de ter preconceito&#8221;. </p>



<p>Não me considero um hater de Wanessa Camargo, pois para isso eu precisaria conhecer o trabalho da filha de <strong>Zezé </strong>e <strong>Zilu</strong>. Mas quero propor uma reflexão a partir de um trecho de sua nova música que diz &#8220;Nem todo hater, mas sempre um hater&#8221; e lembrar que  &#8220;Nem todo o branco, mas sempre um branco&#8221;. </p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/letramento-racial-nao-pode-ser-ferramenta-de-reducao-de-danos-a-imagem-de-bbbs-racistas/">Letramento racial não pode ser ferramenta de &#8220;redução de danos&#8221; a imagem de BBBs racistas </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
