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	<title>Levi Kaique Ferreira, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Não! Não Olhe! e a sociedade do espetáculo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 15:02:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema negro]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[jordan peele]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;E lan&#231;arei sobre ti coisas abomin&#225;veis, e envergonhar-te-ei, e p&#244;r-te-ei como espet&#225;culo&#8220; -Naum 3:6 O vencedor do Oscar, Jordan Peele, revolucionou e redefiniu o terror moderno com Corra! e depois N&#243;s. Agora, ele nos traz um novo pesadelo pop: o &#233;pico de terror, N&#227;o! N&#227;o Olhe! O filme re&#250;ne Peele com o vencedor do Oscar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em><strong> “E lançarei sobre ti coisas abomináveis, e envergonhar-te-ei, e pôr-te-ei como espetáculo“ </strong></em></p>



<p class="has-text-align-center"><em><strong>-Naum 3:6</strong></em></p>



<p>O vencedor do Oscar, Jordan Peele, revolucionou e redefiniu o terror moderno com Corra! e depois Nós. Agora, ele nos traz um novo pesadelo pop: o épico de terror, Não! Não Olhe! O filme reúne Peele com o vencedor do Oscar Daniel Kaluuya (Corra, Judas e o Messias Negro), que se junta a Keke Palmer (As Golpistas, Alice) e o indicado ao Oscar Steven Yeun (Minari: Em Busca da Felicidade, Okja) como residentes em uma ravina solitária do interior da Califórnia que testemunham uma descoberta estranha e assustadora. Não! Não Olhe! Que co-estrela Michael Wincott (Hitchcock, Westworld) e Brandon Perea (The OA, American Insurrection), é escrito e dirigido por Jordan Peele e é produzido por Ian Cooper (Nós, A Lenda de Candyman). </p>



<p></p>



<p>Antes de mais nada é importante ressaltar que, apesar de eu achar o filme sensacional, consigo enxergar que ele será divisivo. Há pessoas que irão amar, mas também pessoas que irão odiar. Isso porque o filme não traz respostas imediatas, obvias ou soluções únicas pros que gostam de encontrar significados claros no que assistem. Não! Não Olhe! é uma metafora muito bem elaborada por si só e a analise que tentarei trazer aqui pode ser uma das dezenas que você pode encontrar por ai. E &#8220;dezenas&#8221; não é uma brincadeira. </p>



<p>Acredito que a metafora mais obvia em torno do filme é sobre como ele traz uma crítica a sociedade do espetáculo, sobre como a sociedade lida com a espetacularização das coisas. Durante o longa você nota que Peele trabalha diferentes perspectivas da forma de lidar com traumas e diferentes perspectivas da busca pelo reconhecimento e fama. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-52592" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/20220213-nope-trailer-oficial.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Daniel Kaluuya e Keke Palmer</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Ao mesmo tempo que os protagonistas estão lidando com algo que é extremamente perigoso o objetivo da maioria deles é tirar proveito da exposição que aquele perigo inédito pode trazer para eles. Seja proveito financeiro, seja fama ou até mesmo a busca pela cena perfeita em nome da arte. Eu consigo aqui falar sobre essas diferentes formas de olhar o perigo e desejar algo dele. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="800" height="450" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_capa_widelg.jpg" alt="" class="wp-image-52590" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_capa_widelg.jpg 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_capa_widelg-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_capa_widelg-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_capa_widelg-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_capa_widelg-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_capa_widelg-747x420.jpg 747w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption>Poster Não! Não Olhe!</figcaption></figure>
</div>


<p>Emerald (Keke Palmer) está em busca do reconhecimento, da fama e espaço que ela não conseguiu conquistar com seu trabalho e talento e também o reconhecimento por seus antepassados negros que, embora tenham feito parte da história do audio-visual, não foram reconhecidos. </p>



<p>O.J ( Daniel Kaluuya) apesar de mais humilde e centrado também busca reconhecimento, talvez não exatamente da mesma forma que sua irmã, mas ainda assim uma busca pelo reconhecimento de sua familia. </p>



<p>Jupe (Steven Yeun) foi um ator de sucesso e após o incidente com um Chimpanzé no set teve sua série cancelada e passou a explorar essa tragédia por lucro. Além da busca pelo sucesso novamente, Jupe lida com trauma e a forma com a qual ele ainda acredita ter controlado o trauma enquanto jovem tornando-o capaz de controlar um perigo atualmente. Uma analise completamente irreal da situação, provavelmente emocionalmente guiada pelo trauma com o chimpanze no set em sua infancia. </p>



<p>O diretor de fotografia (Michael Wincott) busca um reconhecimento e consolidação através da arte. A partir do momento em que se dispõe a filmar o perigo ele acaba se entregando a esse objetivo e no fim nota-se o amor insensato pela arte.  </p>



<p>Ainda dentro do filme temos representações da midia tradicional com um reporter do TMZ buscando o furo de reportagem e prejudicando o plano de O.J e Emerald. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-52593" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits-746x420.jpg 746w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/jordan-peele-shares-unreleased-nope-clip-featuring-gordys-home-sitcom-opening-credits.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Cena do filme Não! Não Olhe!</figcaption></figure>



<p></p>



<p>É muito interessante ler o filme como uma crítica a como Hollywood se apossa de coisas que são além de compreensão, nesse aspecto podemos citar a propria personalidade humana, o interior de cada um, em prol de um espetaculo que ignora traumas, ou melhor, se apropria de traumas para lucrar. </p>



<p>Dentro de tanta analogia e metalinguagem, fica impossível não se deliciar com a ideia de que o perigo, na qual todos ali buscam encontrar reconhecimento, fama ou lucro, acaba por sugar essas pessoas para a morte. É como se todos girassem em torno da busca egoista por algo e no final das contas aquele buraco os levasse para o fracasso. Mais interessante ainda é que esse buraco vem dos céus, não é apenas um precipicio, é algo que os fazem olhar PARA CIMA, colaborando com a ilusão de ascenção a partir daquilo. Em vários momentos do longa Jordan Peele faz chover moedas e chaves, que podem representar a riqueza e a busca das pessoas por respostas e solução através das portas da fama. Mas essa chuva de moedas e chaves vem após a exploração da vida, são moedas e chaves retiradas de outras vitimas e estão cobertas por sangue trazendo consigo a morte. </p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-52594" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-1536x864.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/08/nao_nao_olhe_foto_divulgacao__universal_studios.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Emerald (Keke Palmer) e O.J (Daniel Kaluuya)</figcaption></figure>



<p>Eu poderia passar horas falando sobre como esse filme é muito perspicaz em suas analogias e acredito que o mais interessante de tudo isso é que VOCÊ pode ser capaz de absorver muitas coisas diferentes das que eu absorvi. </p>



<p>Ainda existem muito mais interpretações e discussões propostas por Jordan Peele, mas acredito que eu poderia estragar sua experiência ao explorá-las nesse texto, por isso indico que vá aos cinemas o quanto antes. </p>



<p>Não! Não Olhe! Além de um trabalho magnifico de metalinguagem e cinematografia é visualmente fantástico e merece o seu IMAX. </p>



<p>Me procurem nas redes sociais, certamente eu quero discutir mais sobre esse filme 😀 </p>



<p><br></p>
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		<title>A Mulher da Casa Abandonada expõe, além do crime, uma sociedade apática diante do hediondo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-mulher-da-casa-abandonada-expoe-alem-do-crime-uma-sociedade-apatica-diante-do-hediondo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 21:39:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[A Mulher da casa abandonada]]></category>
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		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Mulher da Casa Abandonada &#233; um podcast investigativo roteirizado e apresentado pelo jornalista Chico Felitti onde ele narra sua trajet&#243;ria investigando uma mulher vivendo em uma mans&#227;o abandonada em um dos bairros mais nobres de S&#227;o Paulo.&#160; O que inicialmente chama sua aten&#231;&#227;o, para a investiga&#231;&#227;o, &#233; a misteriosa Casa Abandonada, mas Chico descobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Mulher da Casa Abandonada é um podcast investigativo roteirizado e apresentado pelo jornalista Chico Felitti onde ele narra sua trajetória investigando uma mulher vivendo em uma mansão abandonada em um dos bairros mais nobres de São Paulo.&nbsp;</p>



<p>O que inicialmente chama sua atenção, para a investigação, é a misteriosa Casa Abandonada, mas Chico descobre que a moradora dessa casa é uma brasileira que fugiu dos EUA após cometer um crime hediondo: manter uma empregada doméstica em situação análoga a escravidão.</p>



<p>Em primeiro momento gostaria de elogiar o trabalho investigativo de Chico, o roteiro e a narração do Podcast, que além de trazer com uma grande riqueza de detalhes e informações, faz questão de contextualizar fatos, trazer comparativos e explicações do que possa divergir da cultura americana e brasileira &#8211; para nosso melhor entendimento &#8211; além de paralelos importantes e cautelosos com casos semelhantes já registrados no nosso país.</p>



<p>Chico, a todo momento, narra sua indignação e surpresa ao detalhar o caso e expõe os absurdos sem pudor, demonstrando uma consciência social admirável. Em momentos chave Chico traz reflexões raciais e questionamentos que ajudam ao ouvinte problematizar a forma como o governo, os envolvidos e a sociedade lidam com a escravização moderna de empregadas domésticas e, diferente de outros veículos, faz questão de sempre apontar a cor de pele da vítima, a cor da pele de seus algozes e nos provoca para inversão de papeis em perspectiva aos resultados.</p>



<p>Para entenderem melhor o que estou dizendo, em determinado episódio, Chico Felitti reflete sobre a vizinhança americana da família, responsável por manter em situação análoga a escravidão a empregada doméstica brasileira, se preocupar mais com a possível situação dos animais de estimação da família do que com uma mulher negra sendo mantida nessa situação. Além disso, Chico questiona o status mantido pelo homem condenado pelo crime, uma vez que ele ainda ocupa um alto cargo nos EUA com ganhos aproximados de mais de 1 milhão de reais por ano, mesmo após ser preso pelo crime.</p>



<p>Enfim, estou trazendo todas essas informações sobre o podcast e elogiando a atuação crítica e assertiva de Chico nessa investigação e abordagem narrativa porque quero deixar bem claro que minhas críticas, a seguir, não são referentes a esse trabalho e sim a forma como as pessoas estão recebendo esse podcast.</p>



<p>Desde o dia em que o Podcast foi lançado muito se falou sobre ele na internet, sem tempo para ouvi-lo eu acompanhei alguns amigos online tecendo alguns comentários elogiosos e curiosos com o desenrolar da história. Até esse primeiro momento estava tudo indo bem, coloquei o podcast na minha “TO DO LIST” e segui sem saber muitos detalhes.</p>



<p>As coisas começaram a me parecer estranhas quando eu vi alguns tweets de pessoas criticando influenciadores/tik tokers por irem até o endereço da casa abandonada fazer gravações. As pessoas falavam sobre o quão errado era perturbar a mulher que morava naquela residência. Sem conhecer a história por traz do podcast, que narrava o crime hediondo, concordei com tais críticas em pensamento. Até que finalmente ouvi o podcast e&#8230; As pessoas estavam com pena de uma escravagista?</p>



<p>&nbsp;Sim, era isso mesmo, mas não para por ai, há mais nuances nisso tudo. Muitas pessoas estavam na internet defendendo a paz de uma fugitiva do FBI acusada de levar uma empregada negra brasileira para os EUA e a manter em situação análoga a escravidão por 20 anos, mas os influenciadores e Tik Tokers que estavam visitando a tal casa abandonada de Higienópolis não o faziam para punir/criticar ou “tirar a paz” da moradora fugitiva, mas sim para fazer dancinhas e engajar em cima do hype gerado pelo podcast. É isso mesmo que você leu, diante de um podcast que narra a investigação de uma brasileira fugitiva do FBI por manter uma empregada negra escravizada por 20 anos nos EUA, as pessoas estavam indo até a casa abandonada para fazer dancinhas para o TIK TOK.</p>



<p>Talvez esse texto fique repetitivo, mas quero deixar bem claro o quão indignado eu fiquei ao descobrir isso.</p>



<p>Chico Felitti em momento algum da abertura no Podcast para que as pessoas achem que se trata de uma ficção ou para que romantizem os acontecimentos ali narrados. Em determinados episódios eu chorei ao imaginar a situação dessas pessoas, uma dor que vem do peito misturada com indignação e raiva por ainda vivermos em uma sociedade que permita que mulheres negras sejam escravizadas dessa forma, eu simplesmente não consigo entender como e porquê pessoas passaram a banalizar tanto os fatos ali narrados a ponto de ter pessoas defendendo a “paz e não exposição” da criminosa fugitiva e também o porquê de acharem razoável irem até o local como se fosse um ponto turístico divertido para dancinhas no Tik Tok. Eu cheguei a acompanhar até mesmo influenciadoras de milhões de seguidores colocando pomada em seus rostos dizendo fazer “cosplay da mulher da casa abandonada”, uma fugitiva do FBI acusada de levar uma empregada doméstica brasileira aos EUA e mantê-la em situação análoga a escravidão por 20 anos (mais uma vez a repetição aqui, dotada de indignação).</p>



<p>No final de todo esse processo me resta realmente uma desesperança de que um dia possamos, em uníssono, dizer basta a desumanização de corpos negros que ainda é tão latente em nosso país que gere casos como esse diante de uma sociedade apática e imóvel que considera razoável tornar um trabalho investigativo que busca expor esses absurdos em um possível espaço para se ganhar seguidores com dancinhas e vídeos sensacionalistas paras redes sociais.</p>



<p>A Chico Felitti meus parabéns pelo trabalho e condução da investigação que venho acompanhando com dor no peito pelo teor, mas com admiração pelo profissionalismo.</p>



<p>A Mulher da Casa Abandonada é um podcast da investigativo da Folha, roteirizado e apresentado pelo jornalista Chico Felitti e pode ser encontrado no Spotify. Os episódios são divulgados as Quartas-Feiras na plataforma.</p>
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		<item>
		<title>Caso Will Smith escancara racismo de Hollywood</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/caso-will-smith-escancara-racismo-de-hollywood/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2022 11:29:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[will smith]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois projetos com o ator foram engavetados ap&#243;s a pol&#234;mica do tapa. Quantos brancos tiveram esse mesmo tratamento? Projetos engavetados Nesse &#250;ltimo s&#225;bado (02), a Netflix e a Sony Pictures colocaram seus projetos com o Will Smith na geladeira. O primeiro era Fast and Loose, um filme original que estava sendo prioridade da gigante do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dois projetos com o ator foram engavetados após a polêmica do tapa. Quantos brancos tiveram esse mesmo tratamento?</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Projetos engavetados</strong></p>



<p>Nesse último sábado (02), a Netflix e a Sony Pictures colocaram seus projetos com o <strong>Will Smith</strong> na geladeira. O primeiro era <strong><em>Fast and Loose</em></strong>, um filme original que estava sendo prioridade da gigante do streaming e que agora corre o risco de ser cancelado. Já o segundo, se trata do quarto filme da franquia<strong><em> Bad Boys</em></strong>, que Will, inclusive, era o produtor.</p>



<p>Esses engavetamentos vieram um dia após o ator ter se demitido da Academia de Artes Cênicas de Hollywood. Um julgamento ainda será feito no dia 18, mas Will ficou aberto a outras punições além da sua exclusão.</p>



<p>Mas é bizarro imaginar que, toda a sua carreira está em risco, enquanto diversos outros artistas brancos passaram impunes por atitudes até mesmo criminosas. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O Privilégio Branco</strong></p>



<p><strong>J.K. Rowling</strong> é assumidamente transfóbica nas suas redes sociais, já investiu em instituições que vão contra pessoas trans, e mesmo assim ela continua trabalhando em novos livros e está envolvida na produção da franquia <strong><em>Animais Fantásticos</em></strong>. Inclusive estava presencialmente na pré-estreia mundial do filme como se nada tivesse acontecido.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://variety.com/wp-content/uploads/2022/03/JK-Rowling-Secrets-of-Dumbledore-Premiere.jpg?w=681&amp;h=383&amp;crop=1" alt=""/><figcaption>J.K Rowlling na premiere do próximo lançamento da franquia Animais Fantásticos</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Recentemente, a Disney lançou o filme <em><strong>Morte no Nilo</strong></em>, do qual um dos atores principais,<strong> Armie Hammer</strong>, foi acusado de canibalismo. O filme ficou dois anos na geladeira por causa da pandemia e mesmo assim, ninguém pensou em reescalar o ator.</p>



<p>Observem, a ex-mulher do ator revelou que o tipo de conversa Armie tinha na cama eram fantasias sobre de que partes do corpo da namorada ele gostaria de assar e devorar. “Ela já me disse que queria quebrar minha costela, fazer churrasco dela e comer”, disse. Vazaram prints de conversas abusivas envolvendo canibalismo e mesmo assim a produção foi lançada. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://uploads.metropoles.com/wp-content/uploads/2021/01/11205723/Armie-Hammer-Polemica-600x400.jpg" alt="Ex de Armie Hammer diz que ele queria fazer “churrasco” com costela dela"/><figcaption>Armie Hammer</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Muitos insistem em dizer que o filme já havia sido gravado antes de toda a polêmica, o que é verdade, mas vocês não acham que lançar um filme com uma pessoa acusada de canibalismo e estupro é um pouco demais? Pois bem&#8230; <strong>Will Smith</strong> anda tendo toda sua carreira questionada pelo que aconteceu no Oscar, esperarmos que um filme com um acusado de estupro e canibalismo não seja lançado não é um exagero. De qualquer forma, temos outros exemplos. </p>



<p></p>



<p>O diretor <strong>Roman Polanski</strong> foi condenado em 1978 por ter estuprado uma adolescente de 13 anos, sendo que o próprio admitiu ter tido relações sexuais. Ele precisou sair dos EUA para não ser preso. Mas em 2002, ele foi indicado e premiado no Oscar. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2.glbimg.com/WILOKju3KEPhUeKgwjD11O-n_e8=/0x0:950x600/984x0/smart/filters:strip_icc()/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/05/21/polanski3.jpg" alt="Caso Polanski: O que se sabe sobre condenação por estupro, 40 anos depois  do crime | Cinema | G1"/><figcaption>Roman Polanski</figcaption></figure>



<p><strong>Ezra Miller</strong>, o Flash da DC e o Credence de Animais Fantásticos, foi preso nesta semana após ter tido um surto dentro de um bar, na qual agrediu uma mulher que estava cantando num karaoke. Um casal ainda denunciou que Ezra invadiu o seu quarto e roubou seus documentos. Nenhum projeto foi engavetado ou outras celebridades comentaram suas ações&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://technewsbrasil.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Ezra-Miller-Entenda-as-polemicas-recentes-que-envolvem-o-ator.jpg" alt="Ezra Miller | Entenda as polêmicas recentes que envolvem o ator de &quot;Animais  Fantásticos&quot; e &quot;The Flash&quot; - TechNews Brasil"/><figcaption>Ezra Miller</figcaption></figure>



<p><strong>Antony Starr</strong>, o Homelander de <strong><em>The Boys</em></strong>, também foi preso recentemente, após se envolver numa briga com um jovem de 21 anos. A Amazon nem considera cancelar ou alterar alguma coisa da terceira temporada da série. Inclusive o ator é especulado em outras produções de Hollywood</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.thewrap.com/wp-content/uploads/2022/03/antony-starr-620x400.jpg" alt="The Boys' Actor Antony Starr Arrested in Spain"/><figcaption>Anthony Starr</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center"> <strong>Pesos diferentes</strong></p>



<p>Poderiamos listar aqui uma centena de atores e atrizes de Hollywood cujo comportamento violento e criminoso não foi o suficiente para o fim de suas produções. Esse é um retrato da indústria racista que sempre falamos. Pessoas negras sempre precisam lidar com mais consequências do que os brancos, que estão sempre tomando atitudes criminosas e saindo sem repercussão alguma.</p>



<p>Ninguém teve medo de trabalhar com Polanski sendo um pedófilo, ou soltou notas de repúdio com os outros atores criminosos. Mas com Will Smith, que apenas defendeu sua esposa de um comentário ofensivo, teve que ouvir de uma das apresentadoras do Oscar, Amy Schumer, que não consegue dormir direito com trauma. Sinceramente né gente? Trauma?</p>



<p>Will Smith é um gigante da indústria, mas sua imagem é frágil o suficiente para um ato destruir tudo. É importante lembrar que Will e Jada lideraram o boicote ao Oscar em 2016 com a campanha #OscarSoWhite e a academia teve que se movimentar bastante para mudar as coisas. Se alguém como Will Smith tem sofrido tanto com o que aconteceu, imagine o que pode acontecer com atores mais jovens?</p>



<p>Bom, teve o John Boyega, o Finn de Star Wars, que perdeu todas as oportunidades apenas por denunciar racismo em Hollywood</p>



<p>É triste, revoltante, porém, não é uma surpresa. Vão inventar diversas desculpas para dizer que o que estão fazendo com Will não é racismo. Que é um caso isolado. Mas nós sabemos a verdade&#8230;</p>



<p>Aparentemente Will Smith passará um tempo em uma clinica de reabilitação para famosos nos EUA, que convenhamos, não passa de um Resort para famosos descansarem a imagem, mas já que muitos atores brancos costumam usar muito essa &#8216;reabilitação&#8217; para retornarem ilesos as telas, esperamos que o mesmo aconteça com Will, que sinceramente, não deveria precisar disso.</p>



<p>Texto escrito pelo Jornalista <a href="https://www.instagram.com/guilhermeferreira_x/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guilherme Ferreira</a> e pelo colunista Levi Kaique Ferreira</p>
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		<title>Em uma cerimônia repleta de brancos saudáveis, Chris Rock opta por tirar sarro de uma mulher negra vulnerável</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/em-uma-cerimonia-repleta-de-brancos-saudaveis-chris-rock-opta-por-tirar-sarro-de-uma-mulher-negra-vulneravel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2022 14:29:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Jada Pinkett Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2022]]></category>
		<category><![CDATA[will smith]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste &#250;ltimo domingo (27), ocorreu a entrega do&#160;Oscar 2022&#160;pela&#160;Academia de Artes C&#234;nicas de Hollywood. Entretanto, o maior destaque n&#227;o foi necessariamente a entrega dos pr&#234;mios, mas sim o tapa na cara que&#160;Will Smith&#160;deu no ator e comediante&#160;Chris Rock. De imediato, ningu&#233;m entendeu muito bem o que estava acontecendo e quando as ofensas come&#231;aram a ser [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Neste último domingo (27), ocorreu a entrega do <strong>Oscar 2022</strong> pela Academia de Artes Cênicas de Hollywood. Entretanto, o maior destaque não foi necessariamente a entrega dos prêmios, mas sim o tapa na cara que <strong>Will Smith</strong> deu no ator e comediante <strong>Chris Rock</strong>. De imediato, ninguém entendeu muito bem o que estava acontecendo e quando as ofensas começaram a ser verbais, deu para notar que não se tratava de um combinado.</p>



<p>Chris Rock decidiu fazer um comentário direcionado ao corte de cabelo de <strong>Jada Smith </strong>que passa por um processo difícil com uma doença autoimune que causa a queda de cabelo. Em seu comentário Chris Rock diz que gostaria de ver Jada Smith na sequência do filme G.I. Jane onde a protagonista é careca. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="1023" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1.jpg" alt="" class="wp-image-46175" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1.jpg 700w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1-205x300.jpg 205w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1-103x150.jpg 103w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1-150x219.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1-300x438.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1-696x1017.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/gi-jane-cinema-one-sheet-movie-poster-1-287x420.jpg 287w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption>Poster do filme &#8220;Até o Limite da Honra&#8221; (G.I. Jane).</figcaption></figure>



<p>Jada Smith já compartilhou em entrevistas o seu processo doloroso com a queda de cabelo e a piada durante a maior cerimônia do cinema a deixou completamente sem graça, causando a reação de Will Smith. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">nessa treta Will x Chris, eu fico só pensando que ninguém tá falando da reação da Jada quando ela ouviu a &quot;piada&quot;. Pq ela, claramente, ficou BEM desconfortável. E se uma pessoa tem essa reação, o que a outra tá fazendo não é humor. <a href="https://t.co/FvyIWvMJDB">pic.twitter.com/FvyIWvMJDB</a></p>&mdash; zenrique (@zecahenriquee) <a href="https://twitter.com/zecahenriquee/status/1508440056519921665?ref_src=twsrc%5Etfw">March 28, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div><figcaption>Jada Pinkett Smith se demonstra desconfortável com a piada de Chris Rock.</figcaption></figure>



<p>Mas essa não foi a única vez que Chris Rock fez alguma piada ofensiva usando o nome de Jada Smith. Em 2016 Jada Smith liderou um boicote a cerimônia do Oscar devido ao fato de apenas pessoas brancas estarem concorrendo na premiação. A campanha, na época, foi responsável por diversas mudanças significativas nas regras da academia e como consequência trouxa premiações históricas para a comunidade negra. Na ocasião Chris Rock foi o apresentador e comentou sobre o boicote de Jada Smith:&nbsp;</p>



<p>“Jada ficou brava, disse que não vem. Jada boicotar o Oscar é como eu<em> </em>boicotar a calcinha da Rihanna. Eu não fui convidado”.</p>



<p>E não para por ai. Dois anos após esse episódio Will fez uma publicação desejando feliz aniversário para a sua ex,&nbsp;Sheree Zampino, e disse que ela é uma boa mãe. No post, Rock comentou: “Uau, você tem uma esposa muito compreensiva “, mencionando Jada.</p>



<p>Ao que parece, o episódio do Oscar 2022 foi um estopim de anos de indiretas e piadas infelizes.</p>



<p>O que aconteceu no Oscar causou diversas reações nas redes sociais. No Brasil a grande maioria das pessoas defenderam o ato de Will Smith, apesar de repudiarem a violência física como resposta.&nbsp; Entre os que discordam de Will nota-se certo descaso com violência psicológica e agressões verbais vexatórias. É quase como se o fato de não doer fisicamente não fosse algo ruim.&nbsp;</p>



<p>Muitos comediantes no Brasil utilizam de suas plataformas e shows para atacar e ofender grupos minoritários com piadas ofensivas e até mesmo criminosas. Alguns deles vieram a público reclamar da reação de Will Smith com comparações absurdas e ao observarmos seus históricos entendemos o porquê do medo da reação do público a essas violências disfarçadas de humor.&nbsp;</p>



<p>Não é difícil notar que a grande maioria dos que criticam a atitude de Will são brancos e não é um exagero pontuar que muitos passam dos limites ao apontarem o tapa como um ato “primitivo” de “selvageria”.&nbsp;</p>



<p>Não é segredo que a relação de mulheres negras com seus cabelos é um ponto sensível de discussão devido a séculos de opressões racistas na nossa sociedade. Jada já falou sobre isso em entrevistas e vem passando por momentos difíceis com sua doença. Em uma cerimônia repleta de brancos saudáveis para se fazer piada Chris Rock opta por tirar sarro de uma mulher negra vulnerável.</p>



<p></p>
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		<title>Branquitude e o privilégio do desconhecimento</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/branquitude-e-o-privilegio-do-desconhecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 21:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[branquitude]]></category>
		<category><![CDATA[levi kaique]]></category>
		<category><![CDATA[privilégio do desconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As discuss&#245;es dos &#250;ltimos dias me fizeram pensar sobre como Brancos, mesmo dotados de todos os privil&#233;gios sociais que a branquitude os aferiu, ainda possuem o privil&#233;gio do desconhecimento. Mas Levi, como assim privil&#233;gio do desconhecimento? N&#227;o conhecer algo n&#227;o &#233; um privil&#233;gio, como falta de conhecimento pode ser um privil&#233;gio? Sim, geralmente desconhecimento n&#227;o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As discussões dos últimos dias me fizeram pensar sobre como Brancos, mesmo dotados de todos os privilégios sociais que a branquitude os aferiu, ainda possuem o privilégio do desconhecimento.</p>



<p>Mas Levi, como assim privilégio do desconhecimento? Não conhecer algo não é um privilégio, como falta de conhecimento pode ser um privilégio?</p>



<p>Sim, geralmente desconhecimento não é um privilégio, mas quando se trata de pessoas brancas e questões raciais passa a ser. Vocês nunca notaram que brancos abusam do privilégio de não saber sobre Racismo como defesa para suas atitudes racistas?</p>



<p>“Eu não sabia” é uma das frases mais comuns ditas por brancos quando confrontados por seus racismos. É como se o não saber anulasse a responsabilidade pela violência e o preto que lute…</p>



<p>Pessoas negras não podem desconhecer questões raciais. Descobrimos desde muito jovens os impactos do racismo e somos forçados a conviver com isso.</p>



<p>O racismo foi criado pela branquitude e nós fomos obrigados a ter que aprender e lidar com ele enquanto os brancos além de alegarem desconhecimento delegam a responsabilidade do letramento racial aos negros.</p>



<p>Notem, além de sermos vítimas de violência e não podermos responsabilizar os brancos ganhamos mais uma obrigação, a obrigação de ser professor de racista.</p>



<p>Tentem aplicar essa lógica a outros tipos de violência.</p>



<p>Alguém te bateu, ao invés de se defender você tem que ensinar ao agressor que é errado bater</p>



<p>Alguém te roubou, não chame a polícia, ensine o ladrão que roubar é errado</p>



<p>Absurdo, né?</p>



<p>Então Por que a vítima de racismo deixa de ser vítima e é obrigada a ser professor?</p>



<p>Você branco pode ser milionário, ter acesso as melhores escolas e ter 50 anos de idade e mesmo assim apelar para “Eu não sabia” quando alguém apontar o seu racismo enquanto o jovem preto favelado sem acesso à educação sabe muito bem de tudo que faz e deve ser responsabilizado aos 10 anos de idade. É ou não é um privilégio?</p>
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		<item>
		<title>Você costuma escutar artistas independentes?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/voce-costuma-escutar-artistas-independentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2021 19:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Do Cantor]]></category>
		<category><![CDATA[Independente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=37547</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Do Cantor, Jade Lobo e Levi Kaique Ferreira refletem sobre as dificuldades sofridas por artistas independentes no nosso país e a resiliência desses artistas em manter viva a cultura negra através da música. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O ramo artístico é extremamente competitivo. No Brasil possuímos poucos incentivos e baixa valorização daqueles que sobrevivem da arte, ainda que o setor cultural chegue a compor 4% do PIB do país. Apesar das redes terem facilitado a ponte entre artista e seu público, aqueles que costumam obter maior sucesso possuem algum tipo de capital financeiro inicial ou capital social, nasceram em famílias já reconhecidas pelo meio. No setor da música, por exemplo, é necessário comprar os equipamentos, pagar estúdio para gravação e o tratamento do conteúdo antes de subir em plataformas.</p>



<p>Com a pandemia, o setor cultural foi drasticamente impactado. Os artistas que mais sofreram foram justamente os independentes, que dependiam da interação direta com o público e ficaram impossibilitados visto que para enfrentar o vírus Covid-19 é necessário o isolamento social. As lives formam uma forma de difundir o conteúdo dos artistas e obter, por vezes, um pequeno retorno financeiro do público. Mas essa estratégia é limitada, esbarrando na necessidade de compreensão social do público, pois conteúdos antigos já estavam disponíveis gratuitamente no youtube.</p>



<p>Recentemente casos de abusos físicos, morais e simbólicos por parte dos produtores que detém um grande poder financeiro e influência vieram a público. A indústria cultural também dita os ritmos e estilos que são tendência divulgando em massa seus artistas preferidos que chegam a lucrar milhões. Isso impacta não apenas artistas independentes como também pode determinar o fim de estilos musicais e legados culturais.</p>



<p>Dentre muitos dos artistas independentes negros que temos visto ganhar espaço nos últimos anos temos <a href="https://www.youtube.com/channel/UCLO0G_9Qyy3YzPXWLp0P5sw" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jota.pê</a> que chamou atenção na internet com suas músicas em ótimas versões acústicas e também belíssimas regravações como a da <a href="https://youtu.be/eD2RRQ6D3HU" target="_blank" rel="noreferrer noopener">musica Zero</a>, da cantora <a href="https://www.youtube.com/channel/UCMRAb0_HPDRzU0lG5kj3Nvw" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Liniker. </a></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/127301167_211173680417056_12460395322760859_n-1024x614.jpg" alt="" class="wp-image-37554" width="516" height="299"/><figcaption>Jota.pê regravou sucesso Zero da Cantora Liniker</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Uma das formas de artistas independentes conquistar recursos para demonstrar seus talentos é através de leis de incentivo a cultura independente que movimenta recursos para produções maiores. Um exemplo é a Lei Aldir Blanc de alcance nacional que acaba por financiar produções como as da artista <a href="https://youtu.be/L8ulzVRYdhk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Indy Naíse </a>com seu ultimo e belíssimo trabalho produzido pelo Rapper Rincon Sapiência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/EP-INDYRINCON_Vitor-Manon-6-780x470-1.png" alt="" class="wp-image-37553" width="497" height="292"/><figcaption>Indy Naíse tem novo projeto produzido por Rincon Sapiência </figcaption></figure>



<p>Outro projeto financiado pela Aldir Blanc é a <a href="https://www.instagram.com/revistaodu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista Odù</a>, que apresenta matérias autorais de mais de 30 artistas, mestres/as e lideranças negras e indígenas do Brasil e do Benim.</p>



<p>O esforço de novos artistas negros independentes em ocupar uma cena extremamente competitiva no Brasil tem reunido grandes talentos e dessas uniões trabalhos autorais em conjunto surgem. Até mesmo eventos de valorização cultural acabam por ser promovidos e precisam da atenção do público. </p>



<p>O samba de roda, por exemplo, é patrimônio cultural e imaterial da humanidade reconhecido pela Unesco e o Samba do Rio de Janeiro é Patrimônio Cultural do Brasil. Foi pensando nisso que o cantor <a href="https://www.instagram.com/odairjrdosamba/?utm_medium=copy_link" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Odair Junior</a> idealizou o evento <a href="https://www.instagram.com/umriodesamba/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um Rio de Samba</a> que nasceu justamente pensando nesta realidade afim de promover sambistas independentes e fortalecer a tradição de Samba no Rio de Janeiro. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-13-at-11.39.26-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-37555" width="306" height="539"/><figcaption>Sambista Odair Junior um dos idealizadores do evento Um Rio de Samba </figcaption></figure></div>



<p><a href="https://www.instagram.com/odairjrdosamba/?utm_medium=copy_link" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Odair</a> possui 41 anos, participou de rodas de samba e pagode no final dos anos 90 e começo dos 2000, com o Grupo Novo Acorde. Sambista de criação, pagodeiro de coração, o paulistano carioca aprendeu a escutar e conhecer boa música com seu pai. A chegada de seu filho e as responsabilidades como chefe de família acabaram o afastando da vida artística independente. Embora tenha se apresentado em grandes casas de show paulistanas a instabilidade financeira da carreira artística independente ficou cada vez mais insustentável. Já em 2020 Odair retomou sua carreira com o objetivo de não apenas reviver um sonho, mas também fortalecer a cena autoral e independente. Seu evento, <a href="https://www.instagram.com/umriodesamba/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um Rio de Samba</a>, é um dos maiores eventos de musica independentes brasileira.</p>



<p>As dificuldades para carreiras independentes da música são muitas, como podem ter notado, mas uma das coisas que podemos destacar ao observarmos esses artistas e suas trajetórias é o amor pela arte. A resiliência em insistir independentemente de qualquer dificuldade nos faz admirar cada vez mais estes profissionais que conseguem entregar amor, talento e manter viva a arte da música preta no nosso país. </p>



<p>Você costuma escutar artistas independentes? </p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Texto Por: <a href="https://twitter.com/jadealobo?s=08" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jade Lobo</a> e Levi Kaique Ferreira</p>



<p><a href="https://twitter.com/jadealobo?s=08" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jade Alcantara Lobo </a>é Editora e Coordenadora da Revista Odù: Contracolonialidade e Oralitura. Doutoranda em Antropologia Social na UFSC. Autora do livro “Para Além da Imigração Haitiana: Racismo e Patriarcado como Sistema Internacional”. Autora da dissertação: “Defeito de Fabricação”: Maternidades Negras. Trabalha com Maternidade Negra, Afroperspectivismo, Contracolonialidade e Cosmopolíticas Afroindígenas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-01-08-at-10.39.24-696x459-1.jpeg" alt="" class="wp-image-37557" width="485" height="320" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-01-08-at-10.39.24-696x459-1.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-01-08-at-10.39.24-696x459-1-300x198.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-01-08-at-10.39.24-696x459-1-150x99.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-01-08-at-10.39.24-696x459-1-637x420.jpeg 637w" sizes="(max-width: 485px) 100vw, 485px" /><figcaption>Jade Alcantara Lobo</figcaption></figure></div>



<p></p>
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		<item>
		<title>O Antirracismo é uma luta constante</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-antirracismo-e-uma-luta-constante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 14:32:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Antirracismo]]></category>
		<category><![CDATA[George Floyd]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=35089</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2018, foi publicado no Brasil o livro &#8220;A Liberdade &#233; uma Luta Constante&#8221;, de&#160;Angela&#160;Davis. Pensei muito sobre ele e, em um dos seus trechos, Angela&#160;fala sobre o&#160;t&#237;tulo, enquanto uma frase de uma can&#231;&#227;o do Movimento dos Direitos Civis americanos no s&#233;culo XX:&#160;&#160; &#8220;Dizem que a liberdade &#233; uma luta constante&#160; &#8220;Oh,&#160;Senhor, lutamos h&#225; tanto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2018, foi publicado no Brasil o livro “A Liberdade é uma Luta Constante”, de&nbsp;Angela&nbsp;Davis. Pensei muito sobre ele e, em um dos seus trechos, Angela&nbsp;fala sobre o&nbsp;título, enquanto uma frase de uma canção do Movimento dos Direitos Civis americanos no século XX:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><em>“Dizem que a liberdade é uma luta constante&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>“Oh,&nbsp;Senhor, lutamos há tanto tempo&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Devemos ser livres, devemos ser livres”&nbsp;</em></p>



<p>Pensar sobre antirracismo é também refletir sobre a luta pela liberdade&nbsp;e os processos de mudança dessas opressões ao decorrer dos anos, décadas, séculos&#8230;</p>



<p>Nina Simone, durante uma entrevista, reflete sobre o que é a liberdade e chega&nbsp;à&nbsp;conclusão que liberdade, para ela, é não ter nenhum medo. <em>“Esse é o jeito&nbsp;mais próximo que eu posso descrever. Não é tudo, mas é algo realmente que se sente&#8230;Nenhum medo”&nbsp;</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="ZF9j4lMoSQk"><iframe title="Undercover: Entrevistas Raras: Nina Simone fala sobre liberdade" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/ZF9j4lMoSQk?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Rosana Albuquerque em um artigo na Universidade de Porto em Portugal afirma que o&nbsp;racismo é um fenómeno mutável, historicamente contingente, que se transmuta consoante as condições que se desenvolvem e intersectam em contextos particulares, e considerando que a persistência do racismo enquanto fenômeno político-social de múltiplas faces exige-nos o compromisso da reflexividade sobre o legado da nossa história, procurando compreender o que deste passado perdura no mundo de hoje.&nbsp;</p>



<p>Se o racismo nos séculos XV a XVIII,&nbsp;advindo&nbsp;da escravatura e do colonialismo, se desenvolveu previamente à emergência dos conceitos de “raça” e “racismo” (no século XIX), hoje manifesta-se de formas diversificadas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O racismo enquanto projeto ideológico, fruto de um círculo virtuoso entre ciência e política, que se reforçou cumulativamente ao longo de séculos, viria a ser desconstruído cientificamente e deslegitimado politicamente em meados do século XX, após a tomada de consciência dos horrores do holocausto, como eu já falei aqui no post sobre Eugenia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como marcos significativos&nbsp;desse “fim” podemos apontar a&nbsp;Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) – que confirma, à época, a rejeição de projetos políticos assentes na discriminação ou perseguição racial e étnica – e as declarações da UNESCO (1950, 1951, 1964 e 1967) – onde acadêmicos de diferentes áreas científicas desenvolveram reflexões críticas sobre a história, o conceito de raça e a diversidade cultural da humanidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Todavia, &#8221;o fim do racismo científico não significou o fim do racismo na sociedade. Este transformou-se e diversificou-se, o que levou alguns autores a falar de ‘racismos’ e não de ‘racismo’ para salientar a multiplicidade de manifestações”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O contexto científico-político-social de meados do século XX explica a mutação de um “velho racismo” – com uma clara dimensão ideológica e ênfase na hierarquização&nbsp;racial – para “novos racismos” – que produzem processos de distinção, discriminação e desigualdade com base na cultura, apropriando-se de conceitos como o de grupo étnico ou etnia em substituição do conceito de “raça” por este já não colher apoio científico nem político.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Assim, nos “novos racismos” o processo de&nbsp;racialização&nbsp;ou de categorização por via da “raça” é substituído por um processo de&nbsp;“etnização”, ocorrendo&nbsp;de forma mais sutil.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No Brasil uma pesquisa dos psicólogos sociais Marcus Eugênio Oliveira Lima e Jorge Vala revela que, ao contrário do esperado, após o surgimento das leis antirracistas, o racismo não cessou, mas tomou outras formas menos abertas e flagrantes o que corrobora para o pensamento de uma multiplicidade de racismos existentes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Winnie Bueno em um texto para sua coluna na revista Gama reflete sobre a dificuldade do brasileiro em identificar o racismo.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;<em>“A compreensão que a sociedade tem sobre o que é racismo ainda é muito rasa. As pessoas compreendem o racismo apenas quando ele se apresenta na esfera das relações sociais de forma nua. Nós ainda temos dificuldade em entender que o racismo é um sistema de dominação, que tem múltiplas camadas e que opera em variadas dimensões.&nbsp;Patrícia&nbsp;Hill Collins nos alerta que o racismo pode apresentar formas específicas conforme gênero, sexualidade, status de cidadania, capacidade física e classe social [&#8230;] A sociedade não enxerga pessoas negras como seres humanos plenos de subjetividade. Elas são tolhidas das possibilidades de exercício da sua multiplicidade e, no geral, são todas interpeladas a partir de uma visão única. A forma com que o racismo nega a subjetividade opera em uma lógica que faz as próprias pessoas negras pensarem que somos todos iguais e que temos que agir de forma unificada, sem divergências, sem uma pluralidade de ideias.”&nbsp;</em></p>



<p>O que seria isso senão uma forma de nos tirar liberdade e nos fazer sentir medo o tempo todo?&nbsp;</p>



<p>Em 25 de Maio de 2021 se completa 1 ano do assassinato de George Floyd por um policial nos Estados Unidos. Um Homem negro que foi asfixiado até a morte por um policial branco que, durante sua defesa, alegou que Floyd consumia drogas, na clássica tentativa racista de imputar crime e consumo de drogas a pessoas negras, como se isso justificasse o assassinato. </p>



<p>Estamos falando de 2020, mas tudo isso foi um processo histórico que, mesmo após o fim da escravidão, a branquitude utilizando de seu poder estruturou e institucionalizou formas de criminalizar a existência negra. Podemos voltar ao Brasil de 1890, apenas dois anos após o fim da escravidão no país, onde tivemos a lei dos vadios e capoeiras que basicamente era uma justificativa para se prender pessoas negras, agora &#8220;livres&#8221;. E foi assim com diversas tentativas de criminalização da existência preta, capoeira, samba, hip hop, rap, funk&#8230; E não podemos deixar de mencionar a famigerada &#8220;Guerra às Drogas&#8221; que funciona basicamente como uma justificativa estatal para chacinas nas comunidades de maioria negra no nosso país, vide o recente acontecido em Jacarezinho.</p>



<p>No Brasil, a gestão de segurança pública segue sob comando de mãos violentas e racistas e, como consequência, temos o descaso total com vidas negras nas periferias. Essa péssima administração da segurança pública, que deveria cuidar da vida dessas populações, através de ideais racistas define quem e como essa população deve morrer. Essa é a realidade Necropolítica brasileira, sob o disfarce de uma guerra de combate às drogas nas comunidades periféricas, estados brasileiros promovem o genocídio sem pudor algum. Ainda que digam não direcionar suas políticas dessa forma, os números mostram o contrário. </p>



<p><em>No Fear.</em>..Sem medo&#8230; Pensem um pouco sobre esse conceito de liberdade e analisem se viver em um país como o Brasil, onde as chances de ser assassinado mais do que dobram se você for negro. </p>



<p>A sociedade brasileira possui uma sensibilidade muito baixa a injustiças direcionadas a populações negras. Como herança da escravidão nossa sociedade construiu uma “empatia seletiva” e com isso o Estado mantém a política de morte direcionada ao povo preto e periférico, já que as chances de reação popular são menores. </p>



<p>Sem medo&#8230;</p>



<p>2020 marcou a internet devido ao insurgente onda de pensamento dito antirracista, mas será mesmo que algo mudou? Uma sociedade antirracista deveria no mínimo manter sob alerta e medo todos aqueles que expressarem racismo, mas não vejo isso acontecer. Isso sem aprofundarmos na dimensão estrutural dessa discussão que é fundamental para que consigamos frear o avanço e as expressões do racismo. Mas, o que temos visto é um conforto dos brancos com relação a essas pautas. Basta uma atitude em apoio a comunidade e uma gentileza direcionada a negros e pronto. </p>



<p>Ao invés de esperar conforto na luta antirracista brancos deveriam esperar o enfrentamento ao <em>status quo</em>, reconhecimento de privilégios, confronto a comportamentos nocivos e um olhar atento ao sistema que faz deles o privilegiado dessa situação toda a ponto. </p>



<p>Mesmo em 2021 ainda somos apontados como raivosos ao questionarmos o racismo na nossa sociedade ou classificados como professores que devem ensinar aos brancos sobre como nos respeitar. </p>



<p>Ainda precisamos explicar que antirracismo não tem a ver com a evolução espiritual e moral de pessoas brancas. </p>



<p>Quando brancos compreenderem que não são o centro dessa discussão, talvez aí, nesse momento, eles entenderão que se indignar com um negro apontando suas contradições é apenas mais uma forma de se alinhar ao pensamento hegemônico da&nbsp;branquitude. sendo assim&nbsp;a luta ainda tem sido a mesma&#8230;Uma luta constante, histórica&#8230;</p>



<p>As expressões do racismo contemporâneo revelam a persistência e a reprodução da hierarquização social com base numa classificação de quem ocupa que lugar em sociedades que defendem a igualdade de direitos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Refletir sobre o racismo,&nbsp;olhar para o passado para compreender os processos que marcaram a construção do nosso mundo e os seus efeitos nas relações entre povos e entre saberes&nbsp;e&nbsp;analisar o legado de séculos de relações marcadas pela escravidão de seres humanos e por projetos políticos coloniais de desumanização e subalternização nos permite estar mais atentas/os às mutações e expressões do racismo&nbsp;e&nbsp;da discriminação&nbsp;nos dias de hoje.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O caminho antirracista implica olhar com responsabilidade coletiva para o passado e compreender&nbsp;os&nbsp;processos&nbsp;que marcaram a construção do mundo que hoje habitamos. </p>



<p>Eu ainda não consigo respirar, eu ainda tenho medo &#8211; logo não sou livre -, eu ainda preciso lutar contra o sistema todos os dias. </p>



<p></p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p><strong>Fontes e referências:&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Angela&nbsp;Davis, A Liberdade É Uma Luta Constante –&nbsp;Boitempo&nbsp;2018&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Rosana Albuquerque, Mostra Internacional de Cinema&nbsp;Antiracista&nbsp;– Micar 2020&nbsp;</p>



<p>Rosana Albuquerque, Uma Reflexão Sobre o Racismo&nbsp;&#8211;&nbsp; Repositório&nbsp;Aberto – Universidade&nbsp;Aberta&nbsp; &#8211;&nbsp;2016&nbsp;</p>



<p><a href="https://gamarevista.uol.com.br/colunistas/winnie-bueno/o-racismo-e-suas-coisas-a-partir-do-bbb/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Winnie Bueno, O RACISMO E SUAS COISAS A PARTIR DO BBB&nbsp;&#8211;&nbsp; Revista&nbsp;Gama 2020&nbsp;</a></p>



<p>Jorge Vala,&nbsp;Novos racismos: perspectivas comparativas&nbsp;&#8211; 1999&nbsp;</p>
</div></div>
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		<title>Princesa Isabel e o mito da redentora que aboliu a escravidão no Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/princesa-isabel-e-o-mito-da-redentora-que-aboliu-a-escravidao-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2021 13:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[13 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Abolição da Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E aqui estamos nós, 133 anos após a assinatura da Lei Áurea, lutando contra o racismo e os traços perversos da escravidão que nos permeia através do racismo. Aqui estamos nós, buscando trazer luz à história de luta e resistência da conquista da nossa liberdade, não pela benevolência imperial da princesa branca, mas pelo sangue e luta de nossos antepassados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 13 DE MAIO DE 1888, terminava, oficialmente, a escravidão no Brasil. Assim, desse jeito e sem rodeios. Dia esse em que a bondosa Princesa Isabel — não deixe de notar aqui uma boa dosagem de ironia — deu fim ao tormento dos negros no Brasil, perpetrando a chamada Lei Áurea. O texto dizia:</p>



<p><em>“A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade, o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:<br>Art. 1°: É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil.<br>Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrario.<br>Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nella se contém.<br>O Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.<br>Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império.<br>Princeza Imperial Regente.”</em></p>



<p>É de se imaginar que tais palavras encham os olhos de quem lê, e, diante de tudo o que houve, construa-se a imagem da Princesa Imperial Regente como uma heroína para muitos. A abolição da escravatura foi um marco na História Brasileira e na vida dos negros no país, não há como negar. Porém, as coisas não foram como muitos imaginam, os resultados da falta de planejamento e interesse por parte de nossos governantes da época resultaram em mais de um século de dores e sofrimentos, que continuam ocorrendo.</p>



<p>Antes de falar sobre o que aconteceu com os negros após maio de 1888, é interessante pincelar um pouco sobre as condições que levaram à nossa história. As coisas começaram a se desenhar muito antes de 1888. Portanto, tomemos como ponto de partida o ano de 1845.</p>



<p>Em 9 de agosto de 1845, o Parlamento Inglês aprovou a chamada Slave Trade Suppression Act (em tradução livre: Lei de Supressão do Comércio de Escravos), proposta pelo Ministro das Relações Exteriores George Hamilton-Gordon, o Lorde Aberdeen. Tal ato parlamentar autorizava a Marinha Britânica a apreender todo e qualquer navio suspeito de transportar escravos no oceano atlântico.</p>



<p>Após a aprovação de tal, a vida dos escravagistas brasileiros não foi facilitada. Centenas de embarcações que faziam o tráfico de escravos para o Brasil foram apreendidas e destruídas, entre 1845 e 1850, fazendo com que tal prática se tornasse inviável, economicamente falando. Até mesmo por existirem dois fatores determinantes na situação: Portugal e Brasil possuíam relações diplomáticas estreitas e dependiam da Coroa Britânica para diversas finalidades, ao mesmo tempo em que a Marinha Inglesa era superior a qualquer outra no mundo.</p>



<p>Devido a tal pressão inglesa, a fim de demonstrar certa soberania de fachada, o Brasil aprovou sua primeira lei abolicionista.<br>Aprovada em 4 de setembro de 1850, a chamada Lei Eusébio de Queirós determinava a proibição da entrada de escravos africanos no país.<br></p>



<p>Em seu texto:</p>



<p><em>“Estabelece medidas para a repressão do trafico de africanos neste Império.”</em></p>



<p>Somada ao Slave Trade Suppression Act, a Lei Eusébio de Queiroz reduziu a zero, em menos de 3 anos, o número de escravos trazidos ao país, forçando uma reforma escravagista no modo de conseguir trabalhadores para o serviço escravo, fomentando assim o aumento do tráfico interno.</p>



<p>Paralelo a esses acontecimentos, a Europa vivia a segunda fase da conhecida Revolução Industrial que, junto a conflitos entre alguns países como Alemanha e Itália, fez crescer a emigração de trabalhadores para o Brasil.</p>



<p>É importante deixar claro que o Slave Trade Supression Act e todas as políticas abolicionistas futuras que pressionaram o Brasil à abolição da escravatura não tinham intenções humanitárias. Veja, não era por pena dos negros que a Inglaterra empurrava o mundo para a liberdade, o interesse era puramente econômico: Ao forçarem países mundo afora a libertarem seus escravos, a Inglaterra, enquanto uma das principais exportadoras de produtos do mundo, ganharia uma nova parcela de libertos com poder de compra para consumi-los, além de concentrar mão-de-obra em suas colônias.</p>



<p>Devido à soma de leis de proibição inglesa e brasileira, traficar escravos para o Brasil se tornou difícil, os escravagistas e donos de lavouras brasileiros tiveram que buscar novas formas de mão-de-obra. Foi neste momento que a grande chegada de imigrantes europeus serviu como um embrião de força de trabalho assalariado nas lavouras.</p>



<p>Embora não escravos e assalariados, muitos europeus sofreram uma espécie de semiescravidão no Brasil nesse período. Até o momento, o método de se cobrar produtividade era o desumano método escravagista. Então os italianos e alemães sofreram muito no trabalho em fazendas brasileiras, por isso alguns relatos de abuso e exploração da força de trabalho surgem em documentos histórico</p>



<p>Bom, seguindo na História, os grupos abolicionistas brasileiros ganharam um novo fôlego em conjunto às pressões inglesas para o fim da escravidão no Brasil, o que resultou nos passos seguintes do país rumo à abolição.</p>



<p>Ainda em 1850 e anos seguintes, leis abolicionistas eram propostas à Câmara Imperial Brasileira, mas não obtinham grande sucesso. Foi em setembro de 1871 que os abolicionistas deram um novo passo:</p>



<p>A chamada Lei do Ventre Livre determinava a alforria às crianças nascidas de mulheres escravizadas</p>



<p>A Lei do Ventre Livre, em seu texto, dizia:</p>



<p><em>“Declara de condição livre os filhos de mulher escrava que nascerem desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros, e providencia sobre a criação e tratamento daquelles filhos menores e sobre a libertação annaul de escravos…”</em></p>



<p>Embora parecesse um grande avanço determinar o fim gradual da escravidão no país, o decreto de 1871 ainda tinha um problema: o liberto permanecia sob posse do senhor, trabalhando até os 21 anos de idade. Ou seja, os jovens “libertos” ainda eram obrigados a trabalhar para os senhores em sua fase mais produtiva de vida, e, com isso, os senhores explorariam ao máximo esta mão-de-obra.</p>



<p>A Lei do Ventre Livre tinha caráter paliativo, mas animou os movimentos abolicionistas da época, incitando a luta pelo fim da escravidão por completo.</p>



<p>Em 1885, foi promulgada uma nova lei de caráter abolicionista, a Lei dos Sexagenários. Essa lei concedia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.</p>



<p>Percebe-se que, na prática, tal lei traria mais benefícios aos senhores de escravos do que aos velhos escravizados brasileiros. Dadas as condições de vida, eram raros os escravos que alcançariam a idade de liberdade, e os que chegariam lá seriam pouco produtivos. Ao permitir o “descarte” de tais, os senhores de escravos economizavam com alimentação e moradia para escravos pouco produtivos.</p>



<p>O Brasil caminhava forçadamente para a abolição da escravatura, tanto por pressões externas — principalmente inglesas —, quanto por pressões internas com protestos organizados por membros das cúpulas abolicionistas espalhadas pelo país e grupos de ex-escravizados fugitivos e libertos devido a alguma particularidade.<br>Mesmo com o pouco que havia se conquistado até o momento, manter a escravidão no Brasil estava se tornando cada vez mais difícil e caro. Aos poucos, os senhores preferiam contratar mão de obra assalariada europeia, fruto das grandes migrações, do que manter escravos em suas fazendas.</p>



<p>A soma das leis abolicionistas, iniciadas em 1845; epidemias de varíola ocorridas ao decorrer dos anos; o grande levante de fugas de escravos ao redor do país; pressões externas e internas de movimentos abolicionistas e até mesmo o grande número de mortos e libertos durante a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870, fizeram com que os grandes senhores e escravagistas ficassem cada vez mais inseguros com relação a manter a escravidão como único meio de mão-de-obra.</p>



<p>O Brasil então já havia perdido mais da metade do número de escravos nesse período e a busca por alternativas forçou o país a até mesmo adotar um sistema de importação de mão-de-obra assalariada que financiava a vinda e as despesas iniciais dos imigrantes europeus, somando-se a ideais eugenistas muito difundidos na época.</p>



<p>Outro ponto de a decisão ter ocorrido como se deu foi pelo medo de que a Abolição da Escravatura resultasse numa reforma agrária que diminuísse os lucros da elite, como ocorrera a exemplo dos EUA</p>



<p><strong>A abolição foi, acima de tudo, uma medida de protecionismo econômico.</strong></p>



<p>Notaram como tudo se desenrolou até maio de 1888? Não foi necessariamente a bondade, humanidade e heroísmo da princesa Isabel e dos políticos da época. Foi necessário muita luta, muita pressão interna e externa e até mesmo a inviabilidade econômica de se manter o regime escravagista para que a Lei Áurea fosse promulgada.</p>



<p>É triste ter que imaginar que até mesmo as pressões para tais coisas tinham motivação econômica e não humanas, afinal, quem disse que negros eram reconhecidos como humanos?</p>



<p>Talvez por tudo ter ocorrido assim, de forma NÃO natural, o Governo não teve nenhum plano de reintegração aos negros libertos a sociedade.</p>



<p>É importante conhecer a realidade do contexto histórico que levou à promulgação da Lei Áurea, porque nossa história é contada por brancos e insiste em repetir que havia heroísmo na Princesa Isabel. Dessa forma, apagam a luta de milhares de abolicionistas e negros que batalharam e morreram para que isso acontecesse.</p>



<p>Após o “fim” da escravidão, os senhores — agora, ex-escravagistas —, preferiam bancar as despesas de imigração de trabalhadores europeus do que dar trabalho para os negros recém-alforriados. Isso forçou nossos antepassados a se conglomerarem em subúrbios e favelas, sem condições de vida saudáveis ou prospecção de futuro pós-liberdade.<br>Às margens da sociedade, os negros libertos eram agora vítimas de uma sociedade que não os queria de forma alguma. Se antes éramos vistos como animais úteis para o trabalho braçal, agora nem isso…</p>



<p>E aqui estamos nós, 133 anos após a assinatura da Lei Áurea, lutando contra o racismo e os traços perversos da escravidão que nos permeia através do racismo. Aqui estamos nós, buscando trazer luz à história de luta e resistência da conquista da nossa liberdade, não pela benevolência imperial da princesa branca, mas pelo sangue e luta de nossos antepassados.</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>A América aceitará um Capitão América Negro?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-america-aceitara-um-capitao-america-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Apr 2021 13:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Eu amo meu pa&#237;s&#8221; &#233; a primeira frase da HQ Capit&#227;o Am&#233;rica: Sam Wilson de Nick Spencer e Daniel Acu&#241;a que em 2015 colocou um homem negro como Capit&#227;o Am&#233;rica e em 2021 vemos isso acontecer no universo Cinematogr&#225;fico Marvel, o qu&#227;o importante &#233; isso? Desde Vingadores: Ultimato j&#225; estava estabelecido que Sam Wilson seria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;Eu amo meu país&#8221; é a primeira frase da HQ Capitão América: Sam Wilson de Nick Spencer e Daniel Acuña que em 2015 colocou um homem negro como Capitão América e em 2021 vemos isso acontecer no universo Cinematográfico Marvel, o quão importante é isso? </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="423" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-1024x423.jpeg" alt="" class="wp-image-33471" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-1024x423.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-300x124.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-150x62.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-768x317.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-696x288.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-1068x441.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1-1016x420.jpeg 1016w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-23-at-10.30.46-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Sam Wilson Capitão América- Nick Spencer (2015)</figcaption></figure>



<p>Desde Vingadores: Ultimato já estava estabelecido que Sam Wilson seria o novo Capitão América. Bom pra alguns, ruim para outros, a recepção a esse tipo de noticia é sempre a mesma nas redes, tem aqueles que amam e aqueles que simplesmente odeiam por não ser mais um homem branco, forte e heterossexual assumindo o manto. </p>



<p>O Capitão América é negro&#8230;Consigo lembrar da sensação que tive quando ouvi essa frase pela primeira vez em 2015 e fiquei tão feliz com a novidade que me esqueci que estamos em um mundo em que o anuncio de Sam Wilson como Capitão traria tanta reclamação e racismo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-33481" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-696x391.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-1068x600.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Duvidas-Episodio-1-Falcao-e-o-Soldado-Invernal.jpg 1366w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Falcão e o Soldado Invernal (2021)</figcaption></figure>



<p>Tudo isso de novo? Em 2015 já passamos por isso, por que temos que passar por isso de novo? Capitão América: Sam Wilson foi incrível, um arco de histórias sensacional e mesmo assim as mesmas reclamações de novo? Ok, nós dois sabemos que a grande maioria das pessoas que reclamam sequer leram os quadrinhos, mas eu ainda tinha certa esperança de que alguma coisa mudaria. </p>



<p>Mas e então veio o anuncio de Falcão e o Soldado Invernal e Sam Wilson não era o Capitão América&#8230;Bom, no final das contas sabíamos que Sam se tornaria o Capitão, mas todo o processo até isso acontecer foi importante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-1024x577.jpg" alt="" class="wp-image-33473" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-1024x577.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-768x433.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-696x392.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-1068x601.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy-746x420.jpg 746w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-Copy.jpg 1266w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Falcão e o Soldado Invernal fala, desde seu inicio, sobre temas complexos e com pontos de vista diversos. O que mais me atraiu na série foi a possibilidade de se discutir abertamente sobre esses temas com argumentos diversos fornecidos pela narrativa, a minha conclusão sobre tudo pode ser completamente diferente da sua e ainda sim fazer sentido.</p>



<p>Karli Montergau e os Apátridas, apesar de colocados enquanto antagonistas, não são apenas vilões e até mesmo o Mercador do Poder descobrimos ter motivações para fazer o que fez. </p>



<p>Falcão e o Soldado Invernal fala muito sobre legado, mas não apenas sobre o legado do escudo do Capitão América. Fala também sobre o legado construído através das ações por trás dele. A série desconstrói o que representa a peça de metal com a bandeira americana para o público e para os heróis e a cada episódio vemos o foco mudar de quem Steve Rogers era para que passemos a pensar no que Sam Wilson representa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-33478" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-1024x576.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-768x432.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-696x391.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-1068x600.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America-747x420.jpg 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/John-Walker-Capitao-America.jpg 1366w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>John Walker</figcaption></figure>



<p>A aparição de Isaiah Bradley e todo seu Background nos quadrinhos veio justamente em um dos episódios que mais falou sobre racismo e trouxe um pensamento extremamente válido e importante ao debate. A série, como eu já disse, faz isso em diversas situações, apresenta diálogos e contextos importantes para a construção das motivações dos personagens e discursos em contraponto muito potentes. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="780" height="470" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/quem-e-isaiah-bradley-capitao-america-negro-780x470-1.jpg" alt="" class="wp-image-32343" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/quem-e-isaiah-bradley-capitao-america-negro-780x470-1.jpg 780w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/quem-e-isaiah-bradley-capitao-america-negro-780x470-1-300x181.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/quem-e-isaiah-bradley-capitao-america-negro-780x470-1-150x90.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/quem-e-isaiah-bradley-capitao-america-negro-780x470-1-768x463.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/quem-e-isaiah-bradley-capitao-america-negro-780x470-1-696x419.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/03/quem-e-isaiah-bradley-capitao-america-negro-780x470-1-697x420.jpg 697w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /><figcaption>Isaiah Bradley</figcaption></figure>



<p>Durante o quinto episódio, por exemplo, a série esfrega em nossa cara a forma complacente com a qual o governo americano lida com um erro de John Walker, um homem branco, e a forma como Isaiah, um homem negro, precisou fingir estar morto para conseguir escapar da prisão e viver em paz. A narrativa faz esses paralelos em diversos momentos, até mesmo com Bucky e Sam. </p>



<p>Falcão e o Soldado Invernal discute fronteiras, discute racismo e xenofobia e traz um mundo muito parecido com o nosso. O que nos faz refletir sobre não precisarmos de um blip para que a nossa sociedade faça o que faz com imigrantes nas fronteiras e nem de um soro de super soldado para que o <a href="https://mundonegro.inf.br/marvel-introduz-heroi-inspirado-em-historia-real-de-homens-negros-usados-como-cobaia-para-testes-medicinais-nos-eua/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">governo trate pessoas negras como cobaia</a>, tal qual Isaiah Bradley. </p>



<p>O meu ceticismo com relação a uma série da Disney discutir abertamente questões delicadas nas telas, como Spencer faz nos quadrinhos, foi quebrado por uma grata surpresa. Por aqui não há medo em trazer essas discussões de forma que se contrapõem até mesmo ao final da narrativa, a história vai até onde precisa ir e apresenta os discursos sem medo. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="422" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-1024x422.jpg" alt="" class="wp-image-33480" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-1024x422.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-300x124.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-150x62.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-768x316.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-696x287.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-1068x440.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3-1019x420.jpg 1019w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/the-falcon-and-the-winter-soldier-ep2-3.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>



<p>Falcão e o Soldado Invernal é uma série sobre perspectivas e o que torna estes personagens heróis ou vilões são suas escolhas e estas escolhas representam não somente os indivíduos, mas também o que estes viveram. Do alto de nossos privilégios julgar as decisões de personagens que passaram por tanta coisa parece ser fácil, mas a narrativa vai muito bem em nos mostrar o fardo que todos carregam. De Karli e Walker à Sam e Bucky, todos possuem motivações que giram em torno de suas existências e influenciam suas decisões e perspectivas e isso é muito bem apresentado. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="752" height="440" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Falcon-Winter-Soldier-Erin-Kellyman-as-Karli-Morgenthau-leader-of-Flag-Smashers-752x440-1.jpg" alt="" class="wp-image-33475" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Falcon-Winter-Soldier-Erin-Kellyman-as-Karli-Morgenthau-leader-of-Flag-Smashers-752x440-1.jpg 752w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Falcon-Winter-Soldier-Erin-Kellyman-as-Karli-Morgenthau-leader-of-Flag-Smashers-752x440-1-300x176.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Falcon-Winter-Soldier-Erin-Kellyman-as-Karli-Morgenthau-leader-of-Flag-Smashers-752x440-1-150x88.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Falcon-Winter-Soldier-Erin-Kellyman-as-Karli-Morgenthau-leader-of-Flag-Smashers-752x440-1-696x407.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/Falcon-Winter-Soldier-Erin-Kellyman-as-Karli-Morgenthau-leader-of-Flag-Smashers-752x440-1-718x420.jpg 718w" sizes="(max-width: 752px) 100vw, 752px" /><figcaption>Karli Montergau<br></figcaption></figure>



<p></p>



<p>Dentro de todo esse discurso social e politico que nos é apresentado ainda temos tempo de nos deleitar com boas cenas de ação e até mesmo sonhar com uma série exclusiva para as <a href="https://mundonegro.inf.br/o-impacto-e-a-importancia-das-dora-milaje-para-o-universo-marvel-nos-cinemas-e-nos-quadrinhos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dora Milaje</a> e ter certo vislumbre do universo Marvel pós acontecimentos de Ultimato. Algo que não tivemos com WandaVision que foi bastante contida nesse sentido. </p>



<p>Falcão não é mais apenas o Falcão e Bucky deixou de ser o Soldado Invernal, mas apesar de tudo parecer bem colocado, há muito ainda para ser explorado. E apesar de iniciar esse texto com uma pergunta e a tendência ser que eu responda ela por aqui, sinto decepciona-los, mas não tenho essas respostas&#8230;Somente o tempo tem e me limito a deixar a reflexão. </p>



<p>O que significa para o mundo &#8211; tanto na série quanto no nosso &#8211; alguém que se parece com Sam assumir o manto de Capitão América? Ele algum dia será aceito como tal? A América aceitará um Capitão América Negro?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O impacto e a importância das Dora Milaje para o Universo Marvel nos cinemas e nos quadrinhos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-impacto-e-a-importancia-das-dora-milaje-para-o-universo-marvel-nos-cinemas-e-nos-quadrinhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Levi Kaique Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 18:48:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dora Milaje]]></category>
		<category><![CDATA[falcão e o soldado invernal]]></category>
		<category><![CDATA[pantera negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falcão e o Soldado Invernal trouxe novamente aos holofotes o grupo de guerreiras Wakandanas, as Dora Milaje. Você sabe quem são essas mulheres? Conhece a importância delas para a Cultura Pop e suas histórias repletas de representatividade feminina, negra e LGBT? Nesse artigo Levi Kaique traz um pouco mais sobre esse icônico grupo de guerreiras. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O final do terceiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal levou os fãs a loucura com a aparição repentina de Ayo (<strong>Florence Kasumba</strong>) e envolveu Wakanda na história. O que empolgou muito os fãs de Pantera Negra e principalmente os fãs das Dora Milaje, mas afinal, quem são as Dora Milaje? Vamos falar um pouquinho sobre elas. </p>



<figure class="wp-block-embed-twitter aligncenter wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Ayo is back in the latest episode of Marvel Studios&#39; The Falcon and The Winter Soldier! Stream episode four now on <a href="https://twitter.com/disneyplus?ref_src=twsrc%5Etfw">@DisneyPlus</a>. <a href="https://twitter.com/hashtag/FalconAndWinterSoldier?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FalconAndWinterSoldier</a> <a href="https://t.co/qdyfMNUKOj">pic.twitter.com/qdyfMNUKOj</a></p>&mdash; The Falcon and The Winter Soldier (@falconandwinter) <a href="https://twitter.com/falconandwinter/status/1381668440688181248?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2021</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Essencialmente as Dora Milaje são um grupo de mulheres guerreiras de Wakanda responsáveis pela proteção do Rei, mas não apenas isso, como dito por Okoye (Danai Gurira) em Pantera Negra, o papel das Dora Milaje envolve também proteger o reino e a paz entre as tribos de Wakanda. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-1024x850.jpg" alt="" class="wp-image-33090" width="740" height="614" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-1024x850.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-300x249.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-150x125.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-768x638.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-696x578.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-1068x887.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye-506x420.jpg 506w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/1518521934-black-panther-ayo-and-okoye.jpg 1179w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption>Dora Milaje Pantera Negra</figcaption></figure></div>



<p>Nos quadrinhos as guerreiras selecionadas são das diferentes tribos de Wakanda e possíveis futuras rainhas de Wakanda, o que garante a todas as tribos uma possibilidade de ter um pezinho na realeza. Os reis de Wakanda acabam utilizando essa relação diplomática como uma forma de manter os reinos unidos. No Universo Cinematográfico Marvel não fica muito claro até que ponto isso será adaptado, uma vez que aparentemente a própria general tenha um relacionamento com W&#8217;kabi (Daniel Kaluyaa) e nada é dito sobre essa relação matrimonial com o grupo. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/black_panther_world_of_wakanda_1_preview_1-1-675x1024.jpg" alt="" class="wp-image-33092" width="287" height="436" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/black_panther_world_of_wakanda_1_preview_1-1-675x1024.jpg 675w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/black_panther_world_of_wakanda_1_preview_1-1-198x300.jpg 198w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/black_panther_world_of_wakanda_1_preview_1-1-99x150.jpg 99w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/black_panther_world_of_wakanda_1_preview_1-1-277x420.jpg 277w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/black_panther_world_of_wakanda_1_preview_1-1.jpg 688w" sizes="(max-width: 287px) 100vw, 287px" /><figcaption>Treinamento Dora Milaje nos Quadrinhos</figcaption></figure></div>



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<p></p>



<p>Como alguns fãs no&nbsp;<a href="https://twitter.com/i/moments/965390065793884160" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Twitter</a>&nbsp;notaram, as Dora Milaje parecem ser inspiradas pela força de luta feminina conhecida como Dahomey Amazons.&nbsp;O exército tinha outros nomes, incluindo Mino, que significa &#8220;Nossas Mães&#8221; na língua Fon.</p>



<p>O Mino protegia o Reino Africano de Daomé, que estava localizado no que hoje é a República do Benin.&nbsp;Elas foram chamados de Dahomey Amazonas pelos gregos que as encontraram porque os gregos se lembraram das guerreiras femininas de sua mitologia, as mesmas guerreiras que inspiraram as amazonas de Themyscira em&nbsp;<em>Mulher Maravilha</em>.&nbsp;O Mino foi oficialmente dissolvido depois que o Reino de Dahomey foi conquistado e transformado em um protetorado francês.</p>



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<p>Inclusive, aqui vai uma curiosidade, a atriz Florence Kasumba, além de interpretar Ayo como uma Dora Milaje também é uma Amazona de Themyscira em Mulher Maravilha, a senadora Acantha. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="728" height="410" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/dcvsmarvel_florencekasumba.jpg" alt="" class="wp-image-33087" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/dcvsmarvel_florencekasumba.jpg 728w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/dcvsmarvel_florencekasumba-300x169.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/dcvsmarvel_florencekasumba-150x84.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/dcvsmarvel_florencekasumba-696x392.jpg 696w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /><figcaption>Florence Kasumba como Senadora Acantha em Wonder Woman e Ayo em Black Panther</figcaption></figure>



<p>Falando um pouco mais dos quadrinhos uma das histórias mais aclamadas das Dora Milaje foi escrita por Ta-Nehisi Coates em que ele narra a história de Aneka que sentenciada à morte uma das Dora Milaje se revolta e decide livrar Wakanda das mãos dos déspotas líderes de tribos que aflige as mulheres. É extremamente interessante acompanhar o arco das personagens que ganham cada vez mais apoio de outras mulheres e juntas lutam em territórios Wakandanos contra a opressão instituindo inclusive tribunais públicos e dando muita dor de cabeça ao reinado de T’Challa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-1024x1022.jpg" alt="" class="wp-image-33095" width="382" height="381" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-1024x1022.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-300x300.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-150x150.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-768x767.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-696x695.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-1068x1066.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1-421x420.jpg 421w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/EdJ_eR4XoAQEbEd-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" /><figcaption>Casal Aneka e Ayo</figcaption></figure></div>



<p>Aneka vive um relacionamento lésbico com Ayo e muito se especulou sobre isso acontecer entre Ayo e Okoye no universo cinematográfico Marvel, mas não aconteceu. O que não se exclui essa possibilidade uma vez que Aneka ainda não apareceu e uma série sobre Wakanda está sendo produzida por Ryan Coogler. </p>



<p>Conseguem notar o impacto e importância dessas personagens pros universo de super heróis? As Dora Milaje carregam consigo histórias importantes que refletem a luta por emancipação de mulheres negras e o livre relacionamento entre duas delas. Não a toa em 2018 a revista Black Panther: World of Wakanda, de Roxane Gay recebeu o prêmio GLAAD (Gays and Lesbians Alliance Against Defamation)&nbsp;com histórias do casal lésbico de Dora Milajes. </p>



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<p>No quarto episódio de Falcão e o Soldado Invernal descobrimos que Ayo lidera uma equipe de Dora Milaje para a captura de Barão Zemo (Daniel Bruhl), uma vez que ele seja o responsável pela morte do rei T&#8217;chaka. É nesse episódio que temos uma belissima demonstração da força e potência do grupo que foi capaz de derrotar, sem muita dificuldade, dois Vingadores (Bucky e Falcão) e dois soldados treinados (Walker e o Estrela Negra). </p>



<p>Muito se questiona sobre o retorno do grupo a série e eu acredito que enquanto Barão Zemo estiver a solta teremos Dora Milajes a seu encalço. </p>



<p>A importância de se explorar cada vez mais um grupo de guerreiras composto por mulheres negras no Universo Marvel vai muito além de cenas de ação impactantes, mas também reflete a representatividade e diversidade que Kevin Feige, produtor e diretor da Marvel Studios, <a href="https://jamesons.com.br/a-diversidade-faz-parte-do-futuro-da-marvel-garante-kevin-feige/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prometeu para o futuro das histórias. </a></p>



<p>Deixo aqui a indicação de algumas histórias já publicadas no Brasil pela editora Panini que envolve as Dora Milaje e o icônico relacionamento entre Ayo e Aneka. Pantera Negra: Uma Nação Sob Nossos Pés Vol. 1,2 e 3 ainda pode ser encontrado para compra online. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="269" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/unnamed-1.jpg" alt="" class="wp-image-33102" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/unnamed-1.jpg 512w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/unnamed-1-300x158.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/04/unnamed-1-150x79.jpg 150w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></figure>



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<p>E ai, o que você espera para o futuro das personagens no universo Marvel? Será que Falcão e o Soldado Invernal será a deixa para Reino de Wakanda explorar definitivamente a impactante e importante história das Dora Milaje no universo cinematográfico da Marvel? Esperamos que sim </p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-impacto-e-a-importancia-das-dora-milaje-para-o-universo-marvel-nos-cinemas-e-nos-quadrinhos/">O impacto e a importância das Dora Milaje para o Universo Marvel nos cinemas e nos quadrinhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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