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	<title>Halitane Rocha, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Apr 2026 21:28:23 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Turistas simulam chicotadas em monumento onde escravizados eram açoitados em Mariana (MG)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 18:25:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo v&#237;deo que circula nas redes sociais exp&#245;e um grupo de turistas no Pelourinho de Mariana, na Regi&#227;o Central de Minas Gerais, simulando uma cena de tortura no monumento hist&#243;rico. No per&#237;odo colonial, a estrutura de pedra, localizada na Pra&#231;a Minas Gerais, era utilizada para a&#231;oitar e humilhar pessoas negras escravizadas como forma de [&#8230;]</p>
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<p>Um novo vídeo que circula nas redes sociais expõe um grupo de turistas no Pelourinho de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, simulando uma cena de tortura no monumento histórico.</p>



<p>No período colonial, a estrutura de pedra, localizada na Praça Minas Gerais, era utilizada para açoitar e humilhar pessoas negras escravizadas como forma de punição pública.</p>



<p>No registro, é possível ver um grupo de mulheres diante do monumento. Em um momento de absoluto desrespeito, uma delas se pendura nas argolas de ferro e grita: &#8220;me bate&#8221;. Ao redor, outras pessoas observam a cena.</p>



<p>O caso foi criticado pelo vereador Pedro Sousa (PV). &#8220;Quem nasceu em Mariana já presenciou turistas que se sentem à vontade para ir até a Praça Minas Gerais e gravar vídeos ou tirar fotos imitando pessoas pretas escravizadas no Brasil e em nossa própria cidade&#8221;, escreveu nas redes sociais.</p>



<p>Para o vereador, a atitude é uma forma de violência simbólica que fere a dignidade da população negra. &#8220;Esse tipo de atitude, carregada de estereótipos, dor e desrespeito, fere a dignidade do povo preto, que foi sequestrado da África e, mesmo após tantas marcas da história, ainda precisa lidar com esse tipo de teatro barato. É preciso lembrar que a escravidão foi um dos maiores crimes contra a humanidade, e que Mariana foi construída com o sangue de pessoas negras&#8221;, reforçou.</p>



<p>O parlamentar reiterou que a postura dos visitantes é inaceitável. &#8220;Turistas que tratam esse sofrimento como entretenimento mostram que ainda precisam aprender muito sobre a história. Para mim, esse tipo de postura não é bem-vinda na nossa cidade.&#8221;</p>
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		<title>Idosa é presa em Salvador após dizer que era &#8220;superior&#8221; ao PM negro &#8220;em razão de sua raça&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:47:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma idosa de 74 anos foi presa em flagrante, nesta ter&#231;a-feira (21), ap&#243;s proferir ofensas racistas contra um policial militar no Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A mulher, cuja identidade n&#227;o foi revelada, disse ao agente que seria &#8220;superior em raz&#227;o de sua ra&#231;a&#8221;. O caso ocorreu enquanto a equipe [&#8230;]</p>
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<p>Uma idosa de 74 anos foi presa em flagrante, nesta terça-feira (21), após proferir ofensas racistas contra um policial militar no Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A mulher, cuja identidade não foi revelada, disse ao agente que seria &#8220;superior em razão de sua raça&#8221;.</p>



<p>O caso ocorreu enquanto a equipe da Polícia Militar realizava patrulhamento de rotina na região, um dos polos culturais e boêmios mais movimentados da capital baiana. Segundo informações da Polícia Civil, a mulher abordou os agentes questionando a atuação policial no local. Mesmo após receber os esclarecimentos necessários, a idosa elevou o tom e atacou um dos policiais, de 23 anos, com falas racistas.</p>



<p>Diante da gravidade da ofensa, a mulher foi conduzida à delegacia, onde foi autuada em flagrante. Ela segue sob custódia e à disposição da Justiça. O caso está sendo conduzido pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso, que realiza oitivas e diligências para dar continuidade às investigações.</p>



<p>No vídeo divulgado pela Polícia Militar no momento da prisão, é possível notar que a mulher resistiu à detenção e tentou minimizar o crime. &#8220;Meu avô também era preto. Como é que eu posso ser racista?&#8221;, questionou aos agentes.</p>



<p>&#8220;O cara me acusou porque eu falei que lá em Brasília só tem branco e não tem ninguém armado desse jeito, entendeu?&#8221;, alegou a idosa. Ela ainda tentou comparar as normas de segurança para justificar seu incômodo. &#8220;Em Brasília, ninguém pode andar com uma arma dessa na rua, que é área de segurança nacional. Quando eu vejo uma arma dessa, me sinto muito mal, porque eu acho que vai acontecer uma coisa terrível&#8221;, afirmou.</p>



<p>Visivelmente exaltada, a idosa ainda tentou intimidar os policiais mencionando que a filha trabalha no Banco do Brasil. &#8220;Eu sou uma senhora que eu tenho 74 anos, tenho família, cara. Não sou uma coitada&#8221;.</p>



<p>Segundo a Lei 7.716/1989, a pena para o crime de injúria racial pode chegar a cinco anos de reclusão, além do pagamento de multa.</p>
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		<title>Condenado pelo assassinato de Mãe Bernadete que estava foragido morre em confronto com a polícia na Bahia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 15:49:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mãe Bernadete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apontado como o mandante do assassinato da ialorix&#225; e l&#237;der quilombola M&#227;e Bernadete, Mar&#237;lio dos Santos, conhecido como &#8220;Maquinista&#8221;, morreu na madrugada desta quinta-feira (16) ap&#243;s um confronto com a Pol&#237;cia Militar na zona rural de Catu, na Regi&#227;o Metropolitana de Salvador. O caso ocorreu durante uma tentativa de cumprimento de mandado de pris&#227;o pela [&#8230;]</p>
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<p>Apontado como o mandante do assassinato da ialorixá e líder quilombola <strong>Mãe Bernadete</strong>, Marílio dos Santos, conhecido como &#8220;Maquinista&#8221;, morreu na madrugada desta quinta-feira (16) após um confronto com a Polícia Militar na zona rural de Catu, na Região Metropolitana de Salvador. O caso ocorreu durante uma tentativa de cumprimento de mandado de prisão pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), dois dias após ele ter sido condenado pela Justiça a 29 anos e 9 meses de reclusão.</p>



<p>Apontado como liderança do tráfico de drogas na região, Marílio foi julgado à revelia pelo Tribunal do Júri na última terça-feira (14), no Fórum Criminal Ruy Barbosa. A investigação concluiu que ele ordenou a execução de Mãe Bernadete em razão da oposição que a líder quilombola exercia contra as atividades criminosas no território. </p>



<p>Além dele, <strong>Arielson da Conceição dos Santos</strong>, identificado como executor do crime, também foi condenado à mesma pena pelos crimes de homicídio qualificado — por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima — e roubo.</p>



<p>Mãe Bernadete foi morta em agosto de 2023, dentro de sua casa no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Na ocasião, homens armados invadiram o imóvel e efetuaram 25 disparos contra a liderança religiosa na presença de seus netos. Maquinista figurava no &#8220;Baralho do Crime&#8221; da SSP-BA como o &#8220;Ás de Ouros&#8221;, sendo considerado um dos foragidos mais perigosos do estado antes de ser localizado pelas autoridades.</p>
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		<title>&#8220;Expectativa é de condenação à pena máxima”, diz advogado da família de Mãe Bernadete; julgamento recomeça nesta terça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 11:12:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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		<category><![CDATA[Mãe Bernadete]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O F&#243;rum de Salvador recebe, nesta ter&#231;a-feira (14), o segundo dia de julgamento dos acusados pelo assassinato de M&#227;e Bernadete Pac&#237;fico, Arielson da Concei&#231;&#227;o Santos e Mar&#237;lio dos Santos. O caso, que se tornou um s&#237;mbolo internacional da resist&#234;ncia contra o racismo religioso e a viol&#234;ncia no campo, entra em uma fase decisiva com a [&#8230;]</p>
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<p>O Fórum de Salvador recebe, nesta terça-feira (14), o <strong>segundo dia de julgamento</strong> dos acusados pelo assassinato de <strong>Mãe Bernadete Pacífico</strong>, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos. O caso, que se tornou um símbolo internacional da resistência contra o racismo religioso e a violência no campo, entra em uma fase decisiva com a expectativa de que o veredito honre o legado da liderança quilombola.</p>



<p>O advogado <strong>Hédio Silva Jr.</strong>, que atua na acusação em nome da família da ialorixá, reforçou a contundência das provas colhidas durante a investigação. Segundo ele, o conjunto probatório é sólido o suficiente para garantir o desfecho esperado por toda a comunidade negra.</p>



<p>“Uma investigação histórica na história da Polícia Civil da Bahia. Temos provas muito robustas, grampo telefônico, materiais, perícias, testemunhas… então, temos um conjunto de provas irrefutáveis. Hoje, com o que nós temos aqui, nossa expectativa é que os jurados não tenham nenhuma dúvida e condenem à pena máxima”, declarou. </p>



<p>Ainda segundo o advogado, a condução do caso ao longo das investigações reforça a confiança no trabalho realizado e na decisão do júri popular. “Confio no discernimento dos jurados e hoje aqui só há um resultado possível: a condenação em pena máxima”, completou.</p>



<p>O julgamento ocorre sob forte atenção de movimentos sociais, entidades do movimento negro e representantes da sociedade civil, que acompanham o desfecho do caso de Mãe Bernadete como um marco na luta por justiça e no combate à violência racial e religiosa no país. A previsão é que o júri seja concluído após a fase de debates entre acusação e defesa, seguida da votação dos jurados, que definirá o destino dos acusados.</p>



<p>Mãe Bernadete, matriarca do Quilombo Pitanga dos Palmares, foi executada com 25 tiros em agosto de 2023, em Simões Filho.</p>
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		<title>&#8220;A face do feminicídio&#8221;: Ilê Aiyê repudia assassinato de Karielle, candidata à Deusa do Ébano, e de seu filho de 6 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 14:54:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicidio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trancista e capoeirista Karielle Lima Marques de Souza, de 23 anos, e seu filho, de apenas seis anos, foram brutalmente assassinados a facadas no &#250;ltimo domingo (5), em Ibirapitanga, no sul da Bahia. Karielle, fez hist&#243;ria recentemente ao ser a primeira moradora de sua cidade a desfilar na Senzala do Barro Preto como candidata [&#8230;]</p>
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<p>A trancista e capoeirista Karielle Lima Marques de Souza, de 23 anos, e seu filho, de apenas seis anos, foram brutalmente assassinados a facadas no último domingo (5), em Ibirapitanga, no sul da Bahia. Karielle, fez história recentemente ao ser a primeira moradora de sua cidade a desfilar na Senzala do Barro Preto como candidata ao título de Deusa do Ébano do Ilê Aiyê, em Salvador. </p>



<p>Em nota oficial publicada nas redes sociais, o bloco manifestou profunda indignação com mais um caso de feminicídio, destacando que Karielle não era apenas uma candidata, mas um &#8220;símbolo de beleza negra, potência, futuro e representatividade&#8221;.</p>



<p>&#8220;Este não é um caso isolado. É reflexo de uma estrutura que insiste em violentar, silenciar e interromper vidas negras. É urgente que a sociedade, o poder público e todas as instituições assumam seu papel no enfrentamento dessa realidade, com políticas efetivas, proteção às mulheres e responsabilização rigorosa dos agressores&#8221;, diz trecho da nota do Ilê Aiyê publicada nesta segunda-feira (6). &#8220;Seguiremos em pé pela vida das mulheres negras e pela justiça&#8221;, completou. </p>



<p>Segundo informações da Polícia Militar da Bahia, o principal suspeito é Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos. As investigações apontam que o homem nutria um interesse não correspondido por Karielle, que já estava em outro relacionamento. A suspeita é de que o agressor tenha monitorado a residência da vítima e esperado o companheiro de Karielle sair para invadir o imóvel, caracterizando a premeditação do ataque.</p>



<p>Após o crime, equipes da 61ª CIPM foram acionadas, mas mãe e filho não resistiram aos ferimentos. O corpo do agressor foi encontrado posteriormente em uma zona rural de Maraú, com indícios de que ele teria tirado a própria vida após o duplo homicídio.</p>



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<p><strong>Trajetória de Resistência<br></strong><br>Karielle era uma figura central na cultura de Ibirapitanga. Ao representar sua cidade no concurso da Noite da Beleza Negra de 2025, em Salvador, ela celebrou o momento como uma vitória coletiva. &#8220;É uma honra imensa poder carregar o nome da minha cidade neste evento tão relevante à cultura negra, com toda nossa ancestralidade&#8221;, declarou ela na época.</p>



<p>&#8220;Karielle foi uma jovem alegre e talentosa, que por diversas vezes representou com orgulho o nosso município em apresentações culturais, deixando sua marca e contribuindo com a valorização da nossa cultura. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares e amigos, rogando a Deus que conceda força e conforto a todos&#8221;, escreveu a prefeitura de Ibirapitanga.</p>



<p><strong>Leia a nota do Ilê Ayiê na íntegra: </strong></p>



<p><em>O Ilê Aiyê vem a público manifestar seu mais profundo pesar e indignação diante do assassinato de Karielle Lima Marques Souza, de 23 anos, e de seu filho, uma criança de seis anos, vítimas de uma violência que escancara, mais uma vez, a face do feminicídio em nosso país.</em></p>



<p><em>Karielle não foi apenas uma candidata ao posto de Deusa do Ébano, ela era símbolo de beleza negra, potência, futuro e representatividade. Sua trajetória agora é interrompida de forma irreparável.</em></p>



<p><em>O Ilê Aiyê, enquanto instituição que há décadas exalta a vida, a cultura e a dignidade do povo negro, reafirma seu compromisso inegociável com a luta contra todas as formas de violência, em especial o feminicídio, que atinge de maneira desproporcional mulheres negras em todo o Brasil.</em></p>



<p><em>Este não é um caso isolado. É reflexo de uma estrutura que insiste em violentar, silenciar e interromper vidas negras. É urgente que a sociedade, o poder público e todas as instituições assumam seu papel no enfrentamento dessa realidade, com políticas efetivas, proteção às mulheres e responsabilização rigorosa dos agressores.</em></p>



<p><em>Hoje, nos unimos em luto, mas também em resistência. Que a memória de Karielle siga viva como força, denúncia e chamado à ação. Nos solidarizamos com familiares, amigos e toda a comunidade impactada por essa perda.</em></p>



<p><em>Seguiremos em pé pela vida das mulheres negras e pela justiça.</em></p>
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		<title>O futuro da construção civil sem os herdeiros de quem ergueu o país</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-futuro-da-construcao-civil-sem-os-herdeiros-de-quem-ergueu-o-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 17:30:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Rosimeire Cruz Sempre que me deparo com uma constru&#231;&#227;o, um espa&#231;o ou pr&#233;dio imponente em expans&#227;o, n&#227;o penso primeiro nos nomes que assinam o projeto. Penso em quem, de fato, colocou a m&#227;o na massa. Em quem carregou o peso, ergueu paredes, moldou estruturas e permaneceu invis&#237;vel. Por tr&#225;s de cada empreendimento, existe uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em><strong>Por: Rosimeire Cruz</strong></em></p>



<p>Sempre que me deparo com uma construção, um espaço ou prédio imponente em expansão, não penso primeiro nos nomes que assinam o projeto. Penso em quem, de fato, colocou a mão na massa. Em quem carregou o peso, ergueu paredes, moldou estruturas e permaneceu invisível. Por trás de cada empreendimento, existe uma história que raramente é contada, e é essa que quero contar.</p>



<p>Recentemente, a fala do CEO Luciano Amaral, do setor da construção civil — ao afirmar que “filho de pedreiro não quer mais ser pedreiro” — ecoou como crítica. Mas talvez ela diga mais sobre o próprio setor do que sobre os filhos dos trabalhadores. A questão não é a recusa ao trabalho, mas a recusa à desigualdade histórica que o acompanha, e, infelizmente, a sociedade ainda não está aberta para essa conversa.</p>



<p>A construção civil brasileira sempre foi um retrato fiel das contradições sociais do país: um setor que movimenta bilhões, e que, de acordo com o IBGE, teve alta significativa em 2025 — 5,63% um aumento de 1,65 comparado a 2024 —, mas que, historicamente, sustenta sua base em mão de obra desvalorizada. Durante décadas, naturalizou-se que aqueles que constroem não ocupassem os espaços de decisão. Não por falta de capacidade, mas por ausência de oportunidade — e, sobretudo, por um sistema que condicionou valor à posse de um diploma, o “canudo” que hierarquiza saberes e define quem manda e quem executa.</p>



<p>Nesse contexto, não surpreende que pedreiros, garis, empregadas domésticas e trabalhadores da limpeza tenham sonhado e lutado para que seus filhos trilhassem caminhos diferentes. Tornar-se “doutor” não era apenas uma ambição individual, mas um projeto coletivo de mobilidade social. Era, sobretudo, uma tentativa de romper com um ciclo de invisibilidade e subalternização.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que eles temem?</strong></h2>



<p>Desde a implementação da Lei de Cotas&nbsp; nº 12.711/2012, o perfil do ensino superior brasileiro se transformou de forma consistente. Hoje, estudantes oriundos da escola pública — muitos deles filhos da classe trabalhadora — já representam a maioria nas universidades federais, ultrapassando 50% das matrículas. Entre esses, há um crescimento significativo de jovens negros, de baixa renda e de primeira geração no ensino superior.&nbsp;</p>



<p>É justamente esse novo horizonte, em que os filhos de pedreiros podem ser engenheiros, arquitetos, gestores ou o que desejarem, que tensiona a lógica histórica do setor. A crítica do CEO, por tanto, está mais relacionada a uma estrutura social que deseja que o rio siga pelo mesmo curso. Pois, só assim, eles seguirão lucrando enquanto a sociedade empobrece e é impedida de acessar os espaços que construiu.</p>



<p>O que está em curso agora não é um desinteresse pelo trabalho na construção civil, mas uma transformação estrutural. O jogo, de fato, mudou, e até posso afirmar que está mudando em velocidade máxima. E isso não acontece por acaso. Há uma reconfiguração das expectativas sociais, impulsionada por políticas públicas de acesso à educação, pela ampliação do debate sobre desigualdade e pela crescente consciência de direitos.</p>



<p>Mas essa mudança revela uma tensão: o setor que sempre dependeu dessa força de trabalho começa a sentir os efeitos de décadas de desvalorização. Quando os filhos daqueles que construíram o país passam a buscar outros caminhos, o que se evidencia não uma crise de interesse, mas uma crise de reconhecimento.</p>



<p>Há, ainda, um elemento que raramente é discutido: a desclassificação simbólica de profissões essenciais. Uma mistura de preconceito estrutural, herança histórica e ignorância social fez com que trabalhos fundamentais fossem tratados como menores. E, ao fazer isso, o mercado não apenas precarizou essas funções, como também afastou novas gerações delas.</p>



<p>Ao olhar para esse cenário, não vejo apenas uma defasagem de mão de obra. Vejo um sistema que, por muito tempo, se apropriou de trabalhadores altamente qualificados — mestres do ofício — enquanto os convencia de que seu saber valia menos do que o saber formal, e, com isso, alimentaram nessas camadas o desejo de que seus filhos olhassem para o topo.</p>



<p>Mas é preciso dizer, também, de onde viemos. Este texto é, antes de tudo, uma homenagem a milhões de brasileiros que ergueram este país com as próprias mãos, e, de forma especial, ao meu pai, Ercio Cruz. Mesmo sem acesso pleno à educação formal, sem ter tido a oportunidade de aprender a ler e escrever como deveria, ele se tornou uma referência na construção a seco/s<em>tell frame</em>. Lê uma planta com precisão, domina a técnica como poucos e sempre se orgulha de nunca ter feito concessões que colocassem vidas em risco.</p>



<p>Conhecido como o “Rei do Gesso”, aos 73 anos, ele ainda trabalha. Não apenas por amor ao ofício, mas por necessidade. Depois de quase seis décadas dedicadas à profissão, ajudando a erguer shoppings e empreendimentos de alto padrão, foi aposentado com apenas um salário mínimo.</p>



<p>Sua trajetória revela o descompasso que sustenta esse modelo: quem domina o fazer permanece distante do reconhecimento e da remuneração que esse saber produz. O que está em jogo agora é a ruptura dessa lógica, quando o conhecimento que sempre construiu passa, finalmente, a disputar também o direito de decidir, de ascender e de ser valorizado em todas as dimensões.</p>
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		<title>Homem negro é detido injustamente 4 vezes em 7 meses por erro em sistema de reconhecimento facial em SP</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/homem-negro-e-detido-injustamente-4-vezes-em-7-meses-por-erro-em-sistema-de-reconhecimento-facial-em-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 09:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[racismo algorítimo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que deveria ser uma rotina comum de trabalho, lazer e cuidado com a fam&#237;lia tornou-se um trauma repetitivo para o coordenador de departamento pessoal Ailton Alves de Sousa. Morador de Heli&#243;polis, na Zona Sul de S&#227;o Paulo, Ailton foi detido injustamente quatro vezes nos &#250;ltimos sete meses. Um erro do Smart Sampa, sistema de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que deveria ser uma rotina comum de trabalho, lazer e cuidado com a família tornou-se um trauma repetitivo para o coordenador de departamento pessoal <strong>Ailton Alves de Sousa</strong>. Morador de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, Ailton foi detido injustamente quatro vezes nos últimos sete meses. Um erro do <strong>Smart Sampa</strong>, sistema de monitoramento facial da prefeitura, o classifica como um foragido da Justiça de Mato Grosso por homicídio.</p>



<p>As abordagens ocorreram nos contextos mais diversos: ao sair de casa, no trabalho, durante uma corrida de rua e, a mais recente, enquanto acompanhava a mãe em uma consulta médica.</p>



<p>&#8220;Eu não sei o que pode acontecer. Fico com medo, mesmo sem dever nada. Você fica com receio, com vergonha da situação em si&#8221;, desabafou Ailton em entrevista ao SPTV, da TV Globo. Ele afirma, ainda, nunca ter visitado a região Centro-Oeste do país.</p>



<p>Grandes evidências foram ignoradas pelo sistema: há uma diferença de <strong>12 anos</strong> entre os dois homens — o foragido nasceu em 1972, enquanto Ailton nasceu em 1984. Além disso, os nomes dos pais não coincidem e há uma divergência na grafia do próprio sobrenome: o suspeito assina &#8220;Souza&#8221; (com Z), e o paulistano é &#8220;Sousa&#8221; (com S). O mandado original de Mato Grosso, inclusive, sequer possui imagens do verdadeiro procurado.</p>



<p>O Smart Sampa conta com 40 mil câmeras espalhadas pela capital paulista. “O que queremos é eliminar essa biomentira. Já entrei com pedidos junto ao Smart Sampa por e-mail, mas, até agora, não obtivemos nenhum tipo de resposta”, disse o advogado da vítima, Sandro Godoy.</p>



<p>Enquanto Ailton vive sob constante temor, a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública não souberam informar quem incluiu a imagem do coordenador no sistema. Mas em nota, a prefeitura declarou que “não houve qualquer falha no funcionamento do programa” e que a GCM apenas seguiu o alerta. Já a SSP informou ter notificado o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a inconsistência e providenciado a remoção dos dados de Ailton da base estadual.</p>
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		<title>Violência digital e mulheres negras: poderíamos falar mais sobre nós, mas temos medo</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-violencia-digital-e-mulheres-negras-poderiamos-falar-mais-sobre-nos-mas-temos-medo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[misoginia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres &#8212; especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vit&#243;ria profissional ou uma foto exaltando a pr&#243;pria beleza, surge o medo de que o pr&#243;ximo coment&#225;rio seja um julgamento, uma ofensa disfar&#231;ada de opini&#227;o ou, em casos mais graves, uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-148">A internet tem se tornado um ambiente cada vez mais hostil para mulheres — especialmente para mulheres negras. Entre o desejo de compartilhar uma vitória profissional ou uma foto exaltando a própria beleza, surge o medo de que o próximo comentário seja um julgamento, uma ofensa disfarçada de opinião ou, em casos mais graves, uma ameaça direta à integridade física. </p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-149">Os números são alarmantes. Segundo dados divulgados em 2022 pelo professor Dr. Luiz Valério Trindade, doutor pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, <strong>81% dos discursos de ódio online têm como alvo mulheres pretas e pardas</strong>, com idade entre 25 e 35 anos e em ascensão social.</p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-150">Não se trata apenas de haters aleatórios. As denúncias de misoginia na internet mais que triplicaram no último ano, crescendo 224,9%, segundo levantamento da SaferNet. Em 2024, foram registradas 2.686 denúncias de violência ou discriminação contra mulheres; já em 2025, foram 8.728 registros.</p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-151">Muitas ofensas podem parecer inofensivas, mas são a faísca que alimenta um ciclo de desrespeito que, muitas vezes, escala para a violência física no mundo real. Para mulheres negras, as &#8220;opiniões&#8221; ainda têm o agravante do racismo: <em>&#8220;Melhor você alisar o cabelo, é mais limpo e profissional&#8221;; &#8220;Só a promoveram para cumprir a cota&#8221;; e &#8220;Você é muito raivosa, ninguém pode falar nada&#8221;</em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Redesenhando o ambiente digital</strong></h3>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-152">Para enfrentar essa realidade, a <strong>SEPHORA Hearts Not Hate</strong> lançou sua campanha para o Brasil. A iniciativa, que chega ao país no Mês da Mulher, propõe uma reflexão profunda sobre como a misoginia tenta impedir a presença das mulheres nas redes sociais.</p>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-153">A proposta é transformar a realidade de forma coletiva. Ocupar as redes, mas preservando a saúde mental e a integridade física.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Estratégias de autodefesa e denúncia:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não hesite em filtrar:</strong> Bloquear e silenciar contas que drenam sua energia não é falta de diálogo, é preservação da integridade.</li>



<li><strong>Produza provas:</strong> Em casos de violência digital, reúna <em>prints</em>, links e URLs.</li>



<li><strong>Denuncie formalmente:</strong> Registre um Boletim de Ocorrência em delegacias especializadas (Delegacia da Mulher ou de Crimes Cibernéticos).</li>



<li><strong>Busque apoio:</strong> <mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Em casos de emergência, ligue <strong>190</strong>. Para acolhimento e orientações, ligue <strong>180</strong> para a Central de Atendimento à Mulher.</mark></li>
</ul>



<p id="p-rc_3736eb14a5c2ab58-158">Redesenhar o ambiente digital é uma escolha coletiva sobre quais vozes decidimos amplificar para garantir a nossa liberdade<sup></sup>.</p>
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		<title>Bruno Manoel: do Le Cordon Bleu à cozinha de Mainha, o chef que mistura técnica e afeto pernambucano</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/bruno-manoel-do-le-cordon-bleu-a-cozinha-de-mainha-o-chef-que-mistura-tecnica-e-afeto-pernambucano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 08:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[ingrediente principal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Manoel n&#227;o escolheu a gastronomia de forma deliberada. Ela chegou antes, pelo afeto. &#8220;A gastronomia entrou na minha vida de uma forma muito afetiva, que foi pela minha m&#227;e. Eu aprendi a cozinhar, vamos dizer que por osmose, que a gente criava em casa. A m&#227;e deixava a gente meio que na barra da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Bruno Manoel não escolheu a gastronomia de forma deliberada. Ela chegou antes, pelo afeto. &#8220;A gastronomia entrou na minha vida de uma forma muito afetiva, que foi pela minha mãe. Eu aprendi a cozinhar, vamos dizer que por osmose, que a gente criava em casa. A mãe deixava a gente meio que na barra da saia dela e ela estava cozinhando lá na cozinha. E a gente aprendeu a cozinhar sem ela querer&#8221;, conta.</p>



<p>Pernambucano de coração e orgulho, Bruno é chef de cozinha, influenciador de gastronomia e um dos rostos mais conhecidos da cena gastronômica do Nordeste. Estudou na Le Cordon Bleu, mas faz questão de deixar claro: a sua verdadeira formação veio da cozinha de Mainha. É dessa combinação entre técnica acadêmica e saber afetivo que nasce o trabalho do @preto_na_cozinha, perfil onde compartilha a gastronomia nordestina e pernambucana junto com cultura, música e histórias.</p>



<p>O alcance do seu trabalho já chegou à televisão nacional. Venceu o reality Que Delícia no Mais Você com Ana Maria Braga e participou do Chef de Alto Nível, dois dos programas gastronômicos de maior audiência do Brasil.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7620140434538499335" data-video-id="7620140434538499335" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>Antes de virar produto embalado, o milho já era base nas cozinhas do Nordeste. Bruno Manoel (@Preto na Cozinha ) prepara uma canjica simples e afetiva: milho cozido, leite de coco, manteiga, açúcar e canela. Ingredientes que juntos contam uma história muito maior do que a receita. Canjica não é sobremesa. É continuidade. Foi com milho que muita gente aprendeu que comida também é afeto, e que raiz não é sobre luxo: é sobre o que a gente carrega e passa pra frente. <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="milho" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/milho?refer=embed">#Milho</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7620140510140762897?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
</div></figure>



<p>É essa voz autêntica e nordestina que ele leva para a campanha #IngredientePrincipal. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Bruno Manoel é um deles.</p>



<p>Para quem pensa em seguir carreira na gastronomia, o conselho dele é simples e direto: &#8220;Primeiro de tudo, para você pensar em seguir uma carreira, você tem que gostar daquilo. Não adianta só fazer. Cozinhar é uma coisa que você vai estar fazendo todos os dias. Então se você não gostar daquilo, não vai ficar bom. Não é só zoar, mas tem que ter amor.&#8221;</p>



<p>Da cozinha de Mainha ao Le Cordon Bleu, Bruno Manoel mostra que a melhor formação é aquela que começa em casa.</p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #GastronomiaNordestina</p>
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		<title>Ronaldo Assis: o chef que quase foi médico e entendeu que gastronomia era sua identidade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ronaldo-assis-o-chef-que-quase-foi-medico-e-entendeu-que-gastronomia-era-sua-identidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 12:09:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[ingrediente principal]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ronaldo Assis costuma dizer que a gastronomia entrou na sua vida antes mesmo de nascer. Sua m&#227;e, gr&#225;vida, comeu uma bacia de peguari, uma jaca inteira, um mocofato completo. &#8220;De uma maneira ou de outra, eu j&#225; conseguia degustar as comidas atrav&#233;s do paladar dela, dentro da barriga dela&#8221;, conta o Afrochef. Criado em Salvador [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ronaldo Assis costuma dizer que a gastronomia entrou na sua vida antes mesmo de nascer. Sua mãe, grávida, comeu uma bacia de peguari, uma jaca inteira, um mocofato completo. &#8220;De uma maneira ou de outra, eu já conseguia degustar as comidas através do paladar dela, dentro da barriga dela&#8221;, conta o Afrochef.</p>



<p>Criado em Salvador pela avó enquanto a mãe saía para trabalhar como manicure e pedicure nas casas de família, foi nas mãos dessa mulher que aprendeu a enrolar salgado, fazer cavaco e ocupar o tempo com a cozinha. A mãe, quando voltava nos finais de semana, trazia na vasilhinha um pouquinho do que havia experimentado na casa dos patrões, um fio de risoto, uma colherada de algo diferente. Assim Ronaldo foi conhecendo sabores, texturas e paladares desde pequeno.</p>



<p>A herança vai mais longe. Sua bisavó era indígena, e no interior as pessoas ainda a lembram como alguém que nunca deixou ninguém passar fome. Ia ao brejo, catava o que a natureza oferecia, torrava café, servia jaca mole com farinha. &#8220;De uma maneira ou de outra, tudo isso permeou a minha identidade enquanto gastrônomo&#8221;, diz.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7619771986796989714" data-video-id="7619771986796989714" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>Qual o ingrediente principal que dá sabor à vida? Para Ronaldo Assis (@afrochefronaldoassis), a resposta começa antes do prato: é comida de verdade, é quem planta, quem cozinha, é o território e os valores de um povo e como ele, junto, cuida da terra. É por isso que o Mundo Negro e o TikTok se uniram para essa jornada em busca de uma vida mais consciente, saborosa e equilibrada. Você vem junto? <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7619772059271678741?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
</div></figure>



<p>Estudou em colégio militar e tentou medicina por anos. Quando finalmente prestou o ENEM, colocou medicina em primeiro lugar e gastronomia como segunda opção. Passou em gastronomia na Unifax pelo ProUni, migrou depois para a UFBA, e foi se apaixonando cada vez mais pela área. Na oitava chamada, saiu a vaga em medicina. Mas ele não foi. Sua mãe, que sonhava com um filho médico, foi quem disse: &#8220;Você nasceu para isso.&#8221;</p>



<p>Bacharel em gastronomia pela UFBA, cozinheiro, pesquisador e contador de histórias através da comida, Ronaldo atua hoje com o Buffet LaRô Gastronomia, com catering, eventos, consultoria para criação de cardápios autorais, pesquisa histórica da culinária afro-brasileira, audiovisual e projetos culturais e sociais. Sua cozinha nasce, como ele mesmo define, &#8220;do afeto, da memória e da ancestralidade. Vem das mãos das mulheres da minha família, do Recôncavo e Portal do Sertão, do dendê quente, do fumeiro no varal, do feijão no fogo baixo, da rua, da feira, do terreiro, da partilha.&#8221;</p>



<p>É essa cozinha que ele leva para a campanha #IngredientePrincipal. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Ronaldo Assis é um deles. &#8220;Fazer parte do Ingrediente Principal é uma honra gigante pra mim. Acredito muito nesse projeto porque ele fala exatamente do que eu defendo: ingrediente é memória, ingrediente é território, ingrediente é gente.&#8221;</p>



<p>Para os jovens que pensam em seguir o mesmo caminho, o recado é direto: &#8220;Se você faz com amor, se você faz com paixão, se você faz com entrega, e se você faz bem feito, você vai ter sucesso. Não se desvencilhe das suas heranças. Porque o que me fez chegar até aqui foi entender que risoto nenhum é melhor do que o meu mocofato.&#8221;</p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #GastronomiaAfrobrasileira</p>
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