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	<title>Halitane Rocha, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 22:12:35 +0000</lastBuildDate>
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		<title>&#8216;Michael Jackson &#8211; A História’: série documental sobre o Rei do Pop estreia no Globoplay</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/michael-jackson-historia-serie-documental-globoplay/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:20:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confira os detalhes de ‘Michael Jackson - A História’, nova série documental do Globoplay que revisita o legado<br />
do Rei do Pop.</p>
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<p>Na semana que marca os 17 anos da morte do Rei do Pop, ocorrida em 25 de junho de 2009, o Globoplay estreia, nesta terça-feira (23), a série documental <strong>‘Michael Jackson &#8211; A História’</strong>. Dividida em quatro episódios, que já estão disponíveis na íntegra, a produção comissionada pela BBC e dirigida por Sophie Fuller revisita a trajetória de um dos artistas mais influentes da história da música.</p>



<p>Ao longo dos episódios, o documentário relembra diferentes capítulos da vida e da carreira do cantor, desde sua ascensão meteórica ao estrelato mundial até os acontecimentos que marcaram sua vida fora dos palcos. Para isso, a série combina imagens de arquivo e entrevistas com pessoas próximas a ele, explorando o talento, os desafios, as controvérsias e os momentos decisivos que ajudaram a construir seu legado.</p>



<p>Sua irmã, <strong><a href="https://hubmundonegro.substack.com/p/janet-jackson-nao-sera-retratada" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Janet Jackson</a> </strong>— que ficou de fora da cinebiografia &#8216;Michael&#8217;, lançada em abril deste ano —, concedeu uma entrevista exclusiva para a produção, que também conta com o depoimento do rabino <strong>Shmuley Boteach</strong>.</p>



<p>Quase duas décadas após a sua partida, o astro continua ocupando um lugar único no imaginário da cultura pop mundial. Suas músicas seguem atravessando gerações, suas performances permanecem como referência para artistas de diferentes estilos e sua história continua despertando o interesse de fãs ao redor do mundo.</p>



<p></p>
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		<title>Stefan aposta na leveza e na alegria para falar de transmasculinidade negra: &#8220;o bem-viver é urgente&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/stefan-leveza-alegria-transmasculinidade-negra-bem-viver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 20:31:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista ao Mundo Negro, o creator Stefan Costa reflete sobre afeto, os desafios do mercado e a urgência do bem-viver transmasculino negro. Confira!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Afeto, celebração e cultura são como ferramentas de sobrevivência. É com essa fórmula que o criador de conteúdo <strong>Stefan Costa </strong>subverte a lógica da mídia tradicional para construir uma comunidade digital baseada com acolhimento mútuo. &#8220;Eu queria levar essa leveza e tranquilidade, porque a gente já é muito marcado com trauma, violência e escassez. Isso fica evidente na mídia, sempre tratando pessoas trans com um ponto negativo&#8221;, destacou o influenciador em entrevista à editora-chefe do <strong>Mundo Negro</strong>, Silvia Nascimento, no Mês do Orgulho. </p>



<p>Stefan reflete sobre a urgência de pautar a transição sob a ótica do afeto e da saúde mental. Para ele, o autocuidado é político: &#8220;A transição mexe muito com a nossa cabeça, com o nosso corpo, principalmente para quem faz uso de hormônios. Eu costumo dizer que o meu corpo é o meu templo, a minha casa, o meu lar. E a minha casa precisa estar bem arrumada e bem cuidada para que eu consiga ser uma pessoa trans feliz e saudável&#8221;, pontua.</p>



<p>Mesmo sendo uma referência nas redes sociais, o creator traz à tona o recuo das marcas na pauta da diversidade e alerta outros transmasculinos negros que trabalham ou desejam trabalhar no ambiente digital. &#8220;Diversificar a renda é o que me permite continuar criando conteúdo de verdade, sem pirar a cabeça e sem deixar minha dignidade nas mãos de um mercado que funciona por conveniência.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96300" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_669669192_18577725148028093_4994422628162564927_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Leia a entrevista completa abaixo:</strong></h2>



<p><strong>1 &#8211; Você é um homem homem negro trans e a impressão que dá visitando seu perfil é que você tem uma grande leveza e alegria para lidar com os temas da sua rotina. Esse é um reflexo da sua personalidade ou é algo estratégico para lidar com pautas que nossa sociedade ainda vê de forma preconceituosa? O bem-viver é algo debatido na comunidade trans masculina?</strong></p>



<p>A leveza dos meus conteúdos vem muito desde que eu comecei a criar. Eu queria levar literalmente essa leveza e tranquilidade, porque a gente já é muito marcado com trauma, violência e escassez, isso fica evidente na mídia, sempre tratando pessoas trans com um ponto negativo. Pensei: não é possível que a gente só tenha coisa negativa para apresentar. Comecei a criar conteúdos muito por essa necessidade, pela falta de ter pessoas trans negras, principalmente homens, e também para falar no sentido positivo: de que a gente tem afeto, celebração e outras expectativas para além da dor.</p>



<p>Sobre o bem-viver, é uma pergunta urgente e central. Muitas vezes o processo de transição empurra a gente para uma masculinidade um pouco mais rígida, performática e isolada. O bem-viver entra justamente para reivindicar esses direitos. Eu sou lido como homem, mas tenho direito à vulnerabilidade, à saúde mental, a uma construção de redes de afeto que me permitam existir, e não só sobreviver às barreiras sociais que são impostas às pessoas trans. Na comunidade transmasculina, o bem-viver vem no sentido de que queremos ser vistos e ouvidos como pessoas humanas, que precisam ter um descanso e que têm vulnerabilidades para além dos nossos corpos. Olham muito para o corpo da pessoa trans e não para o ser em si.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="466" height="621" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_689337460_18584057620028093_1404867941319269998_n.jpg" alt="" class="wp-image-96299" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_689337460_18584057620028093_1404867941319269998_n.jpg 466w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_689337460_18584057620028093_1404867941319269998_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_689337460_18584057620028093_1404867941319269998_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_689337460_18584057620028093_1404867941319269998_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_689337460_18584057620028093_1404867941319269998_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_689337460_18584057620028093_1404867941319269998_n-300x400.jpg 300w" sizes="(max-width: 466px) 100vw, 466px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p><strong>2 &#8211; Você tem uma comunidade de homens trans muito engajada. Quem produz conteúdo ensina, mas também aprende. Consegue citar coisas que te marcaram nessa troca com sua audiência?</strong></p>



<p>A minha comunidade tem muita proximidade e é muito engajada justamente porque eu mostro minhas fragilidades. Quando você mostra a sua fragilidade na internet, onde está todo mundo performando muito, fingindo estar bem o tempo todo. No caso de pessoas trans, parece que estão sempre tomando as melhores testosteronas e tendo as melhores barbas. Quando mostro que estou sofrendo com algo e pergunto se já aconteceu com eles, vem uma enxurrada de gente dizendo: &#8216;caraca, está acontecendo comigo também&#8217; ou &#8216;eu resolvi assim&#8217;. Essa humanização dos nossos corpos traz a diferença. Eu me exponho pra eles e eles pra mim. É uma partilha e uma confiança louvável que depositam em mim, porque sou só um cara que liga o celular e fala sobre suas fragilidades e alegrias.</p>



<p>O que eu aprendi e vou levar para a vida toda é a existência de imaginar a masculinidade de forma plural. Aquela masculinidade rígida e performática se quebra com esse contato. Eu olho para vários meninos trans que me seguem e vejo que existem múltiplas maneiras de ser homem, não apenas uma. A transmasculinidade te leva a isso: não existe uma maneira certa, você pode ser homem do jeito que quiser. Eu sou esse homem formado pela internet, que descobriu coisas com os meus seguidores. Essa troca é super justa e válida também.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96301" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_511259774_18511113253028093_2923811935386135239_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p><strong>3 &#8211; Em um dos seus reels você cita coisas nas rotinas que só homens trans conseguem reconhecer e o uso do banheiro é uma delas. Em espaços públicos essa questão gera muitos debates. Como lidar com isso sabendo dos seus direitos, mas também entendendo a sociedade que a gente vive?</strong></p>



<p>Ir ao banheiro é das coisas mais básicas que existem, mas para nós, homens trans, se transforma em algo sufocante. A gente precisa de estratégia toda vez que sai de casa. Isso afeta o nosso corpo; há muitos relatos de homens trans que têm infecção urinária por segurar o xixi por medo e pânico do banheiro de rua. Esse medo adoece física e mentalmente. Recentemente, teve um “zumzumzum” na internet de uma mulher trans dizendo que homens trans não estão lutando para ir ao banheiro porque eles não precisam, porque pra eles é muito fácil, o que mostra a falta de conhecimento da nossa realidade. Não é fácil!</p>



<p>Os hormônios masculinos são caros, muitos não têm acesso ou não querem usar, e nem todo mundo chega na &#8216;passabilidade&#8217; de ter uma barba, como eu tenho, ou um corpo lido como socialmente masculino. Para ir ao banheiro e se sentir minimamente seguro, infelizmente a ‘passabilidade’ acaba sendo necessária, mas ela não é garantia de segurança total 100%, inclusive mental. Você ainda fica refém da estrutura. Quando um lugar tem banheiro masculino, não significa que está apto para eu usar. A gente precisa analisar: tem mictório ou só cabine? Se tem cabine, tem tranca? Ela fecha direito ou tem aquela fresta de 5 cm onde quem está fora consegue ver? Isso pode ser perigoso ou não. A gente nunca sabe quem vai entrar; a pessoa pode não se importar, ou pode te agredir ali dentro. Isso acontece, já aconteceu.&nbsp;</p>



<p>Tudo vira uma logística para sair de casa. Se vou a um lugar que não conheço, preciso me controlar. Pedir pra um amigo ir comigo fazer uma certa segurança. Várias vezes em shoppings eu me controlei para não ingerir líquidos porque não me sinto seguro para usar o banheiro lá. Já fui expulso de banheiro no início da minha transição por não aparentar ser masculino o suficiente, e também já fui expulso do feminino por não aparentar ser feminino o suficiente. Aí você se pergunta: que banheiro eu uso? E não estou falando que seria necessário um terceiro banheiro; para mim, um terceiro banheiro é sinônimo de exclusão, não de inclusão.</p>



<p>O que me impressiona é que entra ano e sai ano — já estamos em 2026 — e ainda estamos discutindo banheiro. É tão absurdo precisarmos que o STF garanta esse direito. É algo tão corriqueiro que nem deveria ser pauta, enquanto deveríamos estar dando atenção à saúde, ao acesso livre ao SUS e a garantir emprego formal ou informal para pessoas trans. O preconceito é tão enraizado que o Judiciário precisa intervir, e mesmo assim não garante total solução. Eu queria estar discutindo a saúde mental dos meus irmãos trans, e não se posso fazer xixi em uma cabine que só tem um vaso. A sociedade surtou com a discussão de banheiros unissex, sendo que todo mundo tem um banheiro unissex em casa. Banheiro tem muitas camadas que adoecem a gente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-576x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96302" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-576x1024.jpg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-169x300.jpg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-84x150.jpg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-768x1365.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-864x1536.jpg 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-236x420.jpg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-150x267.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-300x533.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-696x1237.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n-1068x1899.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_490095041_18496687873028093_3591693544398794035_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p><strong>4 &#8211; Você também cita o SUS quando fala do seu processo transexualizador. Pode explicar para gente como funciona o tratamento por lá pensando em homens que queiram recorrer por não poderem arcar com um tratamento particular?</strong></p>



<p>O processo transexualizador do SUS é uma conquista enorme e inegável, mas eu tenho críticas à eficiência do processo. Fazer a transição por clínicas particulares é extremamente caro. Uma consulta não sai por menos de R$ 400 ou R$ 500, fora o retorno, as receitas e os exames de sangue regulares para monitorar as taxas. A maioria esmagadora transmasculinas não consegue arcar com isso. Por outro lado, a minha crítica sobre a velocidade. É inadmissível que eu tenha ficado dois anos na fila de espera só para conseguir a primeira consulta.</p>



<p>Na prática, aqui no Rio de Janeiro, o caminho começa pela Clínica da Família ou pela Secretaria de Saúde do município. No meu caso, faço parte do Projeto Arco-Íris dentro da Clínica da Família, que dá um suporte básico de clínica geral. Quando decidi entrar no processo transexualizador, eles me inseriram no sistema de regulação (SISREG). Fui encaminhado para o IED (Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia), no centro do Rio, onde tem o AMIG (Ambulatório Multidisciplinar de Identidade de Gênero).</p>



<p>Lá, você passa primeiro pelo serviço social e tem acesso a uma equipe multidisciplinar completa: ginecologista, psiquiatra, psicólogo, assistente social, endocrinologista e fonoaudiólogo. Isso é perfeito e essencial. E eu faço muita questão de destacar, que o acompanhamento é fundamental inclusive para os homens trans que <em>não</em> querem tomar testosterona. Ser trans envolve muitas coisas; você ainda precisa ir ao ginecologista, cuidar da saúde mental e, quem sabe, fazer fonoaudiologia para a voz, mesmo não usando testosterona.&nbsp;</p>



<p>Para os meninos que querem a terapia hormonal, precisamos tirar a ideia da cabeça de que é só ir lá e aplicar a testosterona e acabou. A transição precisa ser saudável. Eu costumo dizer que meu corpo é meu templo, minha casa, meu lar. E a minha casa precisa estar bem cuidada e arrumada para eu conseguir ser uma pessoa trans feliz e saudável. Se quero continuar aplicando testosterona daqui a 5 ou 10 anos, preciso de calma, carinho e responsabilidade hoje. Preciso fazer os exames regularmente, passar por todos esses profissionais, por mais que desconfortáveis sejam alguns. A fila do SUS é revoltante, mas é o caminho que garante que eu consiga me olhar no espelho, que minha casa está arrumada e faz eu me sentir bem.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96303" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-819x1024.jpg 819w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-240x300.jpg 240w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-120x150.jpg 120w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-768x960.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-336x420.jpg 336w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-150x188.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-300x375.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n-696x870.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_487473566_18494150350028093_3674708607172178869_n.jpg 828w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p><strong>5 &#8211;&nbsp; Sobre rede de apoio, tão importantes para quem durante a transexualização lida com mudanças hormonais que impactam não só o corpo, mas também a mente. O que você diria para quem não tem o apoio familiar nesse momento?</strong></p>



<p>A ruptura e a falta de aceitação da família de sangue dói demais e nos destrói mentalmente. Mas a mensagem principal que eu gostaria de deixar é que a falta desse apoio não define o seu futuro e nem quem você é. Se a sua família de origem não te dá acolhimento agora, você tem todo o direito do mundo de construir a sua própria família, que são seus amigos e outras redes de apoio que encontrar pelo caminho. É você quem escolhe.</p>



<p>A transição mexe muito com a cabeça e com o corpo, principalmente com os hormônios. Precisamos de pessoas ao lado que nos aconselhem, mas que também peguem no pé quando necessário. É fundamental ter uma rede de pessoas trans que saibam exatamente o que você está passando. Procure coletivos, grupos na internet, amigos de confiança. Crie o seu porto seguro fora de casa. O mundo é grandão e tem muita gente pronta para te acolher, te respeitar, pra te ver. Não deixe uma, duas ou três pessoas dizerem que você não pode ser visto. Você não está sozinho. Meu acesso à internet cresceu justamente por isso: por encontrar e criar uma rede de homens transmasculinos negros para mostrar que a gente tem um ao outro, passa por paradas semelhantes e a gente cria uma família sim. Por mais que pareça, a gente não está sozinho.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-576x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96304" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-576x1024.jpg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-169x300.jpg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-84x150.jpg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-768x1365.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-864x1536.jpg 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-236x420.jpg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-150x267.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-300x533.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-696x1237.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n-1068x1899.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_503943482_1413193706659390_2041517743464732119_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p><strong>6 &#8211; Agora sobre o mercado de creator, assim como para comunidade negra, a comunidade LGBT+ sofreu com esses recuos de diversidade. Como se manter criativo apesar dessas dificuldades? Acha importante o creator ter outras fontes de renda?</strong></p>



<p>A <em>Creative Economy</em> é um mercado cruel. Teve uma época em que todo mundo queria falar de diversidade, mas agora as empresas deram um passo atrás, isso contando que 60% das marcas recuaram nos patrocínios da Parada de SP. Mas na verdade, raramente pessoas trans negras fazem publicidade de forma consistente. Dá para contar nos dedos. E eu comparo sim pessoas trans negras com pessoas trans brancas, porque criadores trans brancos ainda têm muito mais acesso.</p>



<p>Eu sou a prova disso. Sempre fiz publicidade com marcas grandes: Disney, Vivo, Google e YouTube. Mas eu conto no dedo quantos meninos trans negros no Brasil têm essa oportunidade como a minha. Então, não dá para ter a internet como única fonte de renda. Este ano, por exemplo, eu ainda não fiz nenhuma publicidade relevante. Ninguém me procurou. Faz muito tempo que eu não faço uma campanha. Como eu me manteria? Por causa dessa volatilidade, entendi muito cedo que não dava para apostar todas as fichas no mesmo lugar. Sou um homem trans negro tentando pagar aluguel, cuidar dos meus cachorros e colocar comida na mesa. As contas não esperam o algoritmo melhorar ou as marcas lembrarem que existimos.</p>



<p>Por isso, fui para o trabalho formal, que hoje me sustenta e traz uma certa estabilidade. No cenário geral, a situação de pessoas trans no mercado de trabalho ainda é muito assustadora. Os dados mostram que apenas 25% conseguem emprego formal com carteira assinada no Brasil. É muito pouco. Ter outras fontes de renda não é uma escolha, é sobrevivência. Eu dou palestras, fico nos bastidores da comunicação, construindo a minha autonomia. O mercado de creator hoje em dia, também demora meses para pagar. Diversificar a renda é o que me permite continuar criando conteúdo de verdade, sem pirar a cabeça e sem deixar minha dignidade nas mãos de um mercado que funciona por conveniência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="577" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n-577x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96305" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n-577x1024.jpg 577w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n-169x300.jpg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n-85x150.jpg 85w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n-237x420.jpg 237w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n-150x266.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n-300x533.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_670390961_1282200633267252_4834776015306868630_n.jpg 640w" sizes="(max-width: 577px) 100vw, 577px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p><strong>7 &#8211;&nbsp; Como alguém que entende de cultura pop, recomenda para gente livros, filmes ou séries com representatividade transmasculina?</strong></p>



<p>Eu sou uma pessoa muito &#8216;multi&#8217;, estou sempre lendo de tudo um pouco, então vou recomendar três livros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Monstrans: Experimentando Horrormônios (Lino Arruda):</strong> É uma história em quadrinhos genial. O Lino usa o terror e o conceito de &#8216;monstros&#8217; de um jeito muito subversivo para falar sobre transição e hormonoterapia. Tem uma cena marcante em que ele diz que a testosterona é o veneno e o antídoto. Isso me pegou forte, porque dialoga sobre o corpo ser a nossa casa: o hormônio nos transforma, assusta a sociedade que nos olha como monstros, mas é o que nos cura e nos faz bem.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="722" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-722x1024.png" alt="" class="wp-image-96306" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-722x1024.png 722w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-212x300.png 212w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-106x150.png 106w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-768x1089.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-1084x1536.png 1084w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-1445x2048.png 1445w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-296x420.png 296w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-150x213.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-300x425.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-696x987.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50-1068x1514.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-50.png 1806w" sizes="(max-width: 722px) 100vw, 722px" /></figure>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O Mar Me Levou Até Você (Pedro Rhuas):</strong> Uma indicação bem mais leve e tranquila. É um livro fofinho que foge do caminho da tragédia que estamos acostumados a ver na mídia para pessoas trans. Conta a história de uma pessoa não-binária descobrindo o amor, construindo laços profundos e afeto. Mostra que a nossa vida não precisa ser só desgraça; existem caminhos bons. Te conquista nas primeiras páginas.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="695" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-695x1024.png" alt="" class="wp-image-96307" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-695x1024.png 695w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-204x300.png 204w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-102x150.png 102w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-768x1132.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-1042x1536.png 1042w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-1389x2048.png 1389w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-285x420.png 285w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-150x221.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-300x442.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-696x1026.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51-1068x1574.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-51.png 1500w" sizes="(max-width: 695px) 100vw, 695px" /></figure>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Transmasculinidades Negras: Narrativas Plurais (Org. Leonardo Peçanha):</strong> Uma leitura mais acadêmica e de vivência, organizada por um amigo meu. O livro traz exatamente o que o título diz: a pluralidade de homens trans negros no Brasil através de artigos e relatos que cruzam raça, gênero e classe social. É um livro maravilhoso para entender como essas identidades ocupam o mundo e que faz você ver que não está sozinho.&#8221;</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="662" height="1000" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-52.png" alt="" class="wp-image-96308" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-52.png 662w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-52-199x300.png 199w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-52-99x150.png 99w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-52-278x420.png 278w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-52-150x227.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-52-300x453.png 300w" sizes="(max-width: 662px) 100vw, 662px" /></figure>
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		<title>Viola Davis assume produção executiva de filme brasileiro &#8216;Cinco Tipos de Medo&#8217;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/viola-davis-producao-filme-cinco-tipos-medo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Ashé]]></category>
		<category><![CDATA[bella campos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinco Tipos de Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Otelo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Julius Tennon]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício Motta]]></category>
		<category><![CDATA[viola davis]]></category>
		<category><![CDATA[Xamã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96295</guid>

					<description><![CDATA[<p>A produtora de Viola Davis entrou na produção executiva do thriller brasileiro 'Cinco Tipos de Medo'. Saiba tudo sobre o filme que mira o Oscar!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A produtora <strong>Ashé</strong>, fundada por <strong>Viola Davis, Julius Tennon </strong>e pelo brasileiro <strong>Maurício Mota</strong>, anunciou sua entrada como produtora executiva no thriller brasileiro <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/viola-davis-e-editora-todavia-firmam-parceria-para-impulsionar-literatura-afro-brasileira-no-mercado-internacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8216;Cinco Tipos de Medo&#8217;</a></strong>, estrelada por <strong>Bella Campos e Xamã</strong>. O longa foi o grande vencedor do Festival de Gramado 2025, levando quatro prêmios Kikitos, incluindo o de Melhor Filme pelo Júri Oficial, além de concorrer ao Prêmio Grande Otelo nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem de Ficção.</p>



<p>A chegada da Ashé reforça a estratégia de internacionalização do filme, que é uma produção da Plano B Filmes e da Druzina Content, em coprodução com a Quanta e distribuição da Downtown Filmes. Segundo Maurício Mota, este movimento confirma a visão do Grupo Reclaim de investir no soft power brasileiro e na potência de narrativas que nascem fora do eixo dominante do audiovisual do país, impulsionadas por roteiros, direções e atuações fortes. </p>



<p>Com os olhos voltados para o mercado estrangeiro e para a corrida ao Oscar, a Malin Entertainment assumiu a representação internacional do longa, liderando as estratégias de vendas e posicionamento global em parceria com a Ashé, o que inclui a promoção de sessões exclusivas em Los Angeles. O diretor Bruno Bini e a produtora Luciana Druzina celebram a recepção calorosa do público em festivais de cidades como Paris, Barcelona, Chicago e Havana, destacando que histórias profundamente brasileiras, quando contadas com verdade, identidade e excelência, têm a capacidade universal de tocar espectadores de qualquer lugar do mundo.</p>



<p>Essa conexão humana e intensa se reflete na trama do thriller, onde as vidas de cinco pessoas aparentemente desconectadas colidem em um caminho sem volta na Baixada Cuiabana. Segundo a sinopse oficial, &#8220;Murilo, um jovem músico em luto, se envolve com Marlene, enfermeira presa a um relacionamento abusivo com um traficante. Suas histórias se cruzam com as de Luciana, policial movida por vingança, e Ivan, advogado com intenções ocultas. Cinco vidas aparentemente desconectadas colidem num caminho sem volta.&#8221;</p>
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		<title>‘Somos Sol Vivo’: Aza Njeri lança livro com proposta de nova ética baseada em filosofias africanas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/somos-sol-vivo-aza-njeri-livro-filosofias-africanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 15:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Aza Njeri]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia Africana]]></category>
		<category><![CDATA[HarperCollins]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[literatura negra]]></category>
		<category><![CDATA[Sankofa]]></category>
		<category><![CDATA[Somos Sol Vivo: ensaios radicais sobre experiências da Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça "Somos Sol Vivo", novo livro de Aza Njeri pela HarperCollins. Uma obra radical que une ancestralidade, artes e filosofias africanas para curar o presente.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/somos-sol-vivo-aza-njeri-livro-filosofias-africanas/">‘Somos Sol Vivo’: Aza Njeri lança livro com proposta de nova ética baseada em filosofias africanas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um movimento de retorno às origens para curar o presente, incorporando o princípio ancestral de Sankofa, a intelectual <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/projeto-de-pesquisa-internacional-liderado-pela-dra-aza-njeri-foi-contemplado-por-um-dos-maiores-editais-de-pesquisa-brasil-franca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Aza Njeri</a></strong> lança a obra <strong>&#8216;<em>Somos Sol Vivo: ensaios radicais sobre experiências da Vida</em>&#8216;</strong>. No livro, a pesquisadora desenvolve o conceito de &#8220;Solaridade&#8221;, uma provocação para que a sociedade brasileira abandone as bases coloniais e reconstrua seu imaginário a partir da valorização comunitária.</p>



<p>Com uma narrativa fluida e emocionante, a doutora em Literaturas Africanas tece reflexões que entrelaçam sua própria história pessoal e familiar com análises críticas sobre o sistema sociopolítico global, a educação e as artes. O coração da obra bate no conceito de &#8220;Sol Vivo&#8221;, cunhado pela autora como um princípio essencial de vitalidade e responsabilidade coletiva. Em contraposição ao individualismo adoecedor do Ocidente, a Solaridade orienta os valores de convivência para uma perspectiva comunitária de existência, onde o brilho de cada indivíduo é nutrido pela coletividade.</p>



<p>Em suas redes sociais, a escritora celebrou a chegada da obra, que condensa uma longa trajetória de dedicação acadêmica e espiritual. &#8220;Esse livro é a reunião dos meus últimos sete anos de pesquisa, um trabalho aprofundado que perpassa as filosofias africanas, filosofias afrodiaspóricas, principalmente as de terreiro. Passa por um trabalho pelas artes, pensando música, literatura e cinema, e, principalmente, faz uma crítica ao mundo contemporâneo&#8221;, destaca a autora. &#8220;Essa obra é muito especial porque eu me dediquei durante muito tempo para pensá-la e estou muito feliz em saber que agora ela ganha o mundo para também acender outros sóis.&#8221;</p>



<p>Ao longo dos ensaios, <em>Somos Sol Vivo</em> se revela um verdadeiro <em>tour de force</em>. A autora utiliza a educação e a pesquisa como ferramentas inegociáveis de reparação histórica de populações marginalizadas. O livro apresenta ao leitor uma &#8220;gramática de resistência&#8221;, fortalecendo os debates contemporâneos sobre o letramento racial.</p>



<p>Para estruturar essa jornada, cada capítulo é conectado a um Adinkra—conjunto de símbolos visuais do povo Ashanti (Gana) que sintetiza provérbios, valores e conceitos filosóficos fundamentais. A obra ainda estabelece conexões profundas com as filosofias Bacongo e Ubuntu (&#8220;Eu sou porque nós somos&#8221;), mostrando como o apagamento da presença negra na constituição simbólica do país empobrece nossa compreensão de mundo.</p>



<p>A obra já está disponível para venda no site oficial da editora HarperCollins Brasil. Aza Njeri reforça o convite para que o público se reconecte com essas reflexões urgentes. &#8220;Venha conhecer esse meu novo trabalho, feito para acender o seu sol com muito respeito, e lembrar a todos, todas e todes que a nossa humanidade, ela é inegociável&#8221;, convida a escritora.</p>



<p>Aza Njeri é professora e pesquisadora de literaturas, culturas, artes e filosofias africanas e afro-diaspóricas. Integra o corpo docente da PUC-Rio, além de atuar como roteirista, crítica teatral e literária, e criadora de conteúdo no YouTube.</p>
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		<title>CUFA e iFood ampliam parceria para impulsionar o empreendedorismo e as oportunidades nas favelas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/cufa-e-ifood-ampliam-parceria-para-impulsionar-o-empreendedorismo-e-as-oportunidades-nas-favelas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:28:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Juntos desde 2020, a CUFA (Central &#218;nica das Favelas) e o iFood anunciaram a consolida&#231;&#227;o e a amplia&#231;&#227;o de sua parceria institucional, para fortalecer o ecossistema perif&#233;rico, unindo a tecnologia social e a tecnologia digital de cada organiza&#231;&#227;o. O foco principal da nova fase &#233; a acelera&#231;&#227;o do empreendedorismo e a gera&#231;&#227;o de oportunidades reais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Juntos desde 2020, a <strong>CUFA (<strong>Central Única das Favelas</strong>)</strong> e o <strong>iFood</strong> anunciaram a consolidação e a ampliação de sua parceria institucional, para fortalecer o ecossistema periférico, unindo a tecnologia social e a tecnologia digital de cada organização. O foco principal da nova fase é a aceleração do empreendedorismo e a geração de oportunidades reais para a população periférica em todo o Brasil.</p>



<p>A aliança, que vai muito além das ações em momentos de crise humanitárias, já colocou de pé iniciativas de peso como o iFood Acredita e o iFood ChegaJunto, que apoiam projetos sociais e o desenvolvimento local. Agora, o objetivo é estruturar soluções duradouras baseadas na emancipação econômica e na inclusão digital.</p>



<p>Para os próximos anos, as frentes de atuação incluem programas de formação, aceleração de negócios, apoio à formalização e ampliação do acesso de empreendedores locais a ferramentas tecnológicas e novos mercados. A estimativa é de que <strong>mais de 3 mil pessoas sejam diretamente impactadas somente em 2026</strong> em diversas regiões do país.</p>



<p>&#8220;A favela nunca foi um lugar de escassez de ideias, mas sim de oportunidades de escala. Quando a CUFA se une ao iFood, não estamos falando de ajuda, estamos falando de conexão de potências. O iFood entende essa grandeza e nos acompanha na construção de soluções que geram autonomia real, emancipação econômica e dignidade. É uma parceria de quem acredita na capacidade produtiva da favela e seus territórios&#8221;, afirma Kalyne Lima, Presidente Nacional da CUFA.</p>



<p>A parceria também visa desenhar novos projetos que usem a inovação como chave para o desenvolvimento sustentável das periferias. <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/luana-ozemela-vice-presidente-de-impacto-e-sustentabilidade-do-ifood-e-nomeada-conselheira-do-forum-economico-mundial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luana Ozemela</a></strong>, CSO e Vice-Presidente de impacto e sustentabilidade do iFood, destaca a importância de construir soluções ao lado de quem vive e entende a realidade desses territórios. </p>



<p>&#8220;Acreditamos que a transformação social acontece quando conectamos tecnologia, conhecimento e oportunidades. A parceria com a CUFA é um exemplo concreto disso. Ao unir a inteligência territorial e a capacidade de mobilização da CUFA com a tecnologia e a escala do iFood, conseguimos ampliar o alcance de iniciativas que fortalecem o empreendedorismo, geram renda e impulsionam o desenvolvimento das favelas. Mais do que apoiar projetos, queremos construir soluções duradouras ao lado de quem conhece profundamente esses territórios e sua potência. Essa parceria reforça nossa convicção de que inovação e inclusão precisam caminhar juntas para promover impacto real e sustentável”, diz Luana. </p>



<p>Além dos programas de aceleração, o iFood consolidará seu apoio à cultura e à articulação comunitária ao patrocinar a agenda completa de eventos nacionais da CUFA, celebrando a identidade e a força produtiva das favelas brasileiras.</p>
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		<title>Bianca Oliveira critica fala racista de participante no MasterChef Brasil: &#8220;Desumaniza mulheres negras&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/masterchef-brasil-fala-racista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 22:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Chef Bianca Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[MasterChef]]></category>
		<category><![CDATA[MasterChef Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Reality show]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Bockor]]></category>
		<category><![CDATA[TV Band]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A chef Bianca Oliveira repudia comentário racista no MasterChef Brasil e defende o protagonismo das mulheres negras na gastronomia. Confira a entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O participante da 13ª edição do <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/a-invisibilidade-de-chefs-negros-em-realities-show-de-gastronomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MasterChef Brasil</a></strong> causou indignação após proferir uma fala racista que foi exibida na TV Band na última terça-feira (16). Durante a avaliação dos jurados, o biomédico <strong>Reinaldo Bockor</strong> tentou explicar o conceito de sua receita utilizando uma analogia desrespeitosa: &#8220;Ele [o prato] tem que ter um pouco de manteiga no caldo, trouxe uns legumes, rasguei com a mão, imaginei aquela <em>&#8216;mama criola&#8217;</em> rasgando com a mão assim, cozinhando para um francês que casou e tal&#8221;, declarou o catarinense.</p>



<p>A chef e fundadora da Casa do Dendê Aracaju, <strong>Bianca Oliveira</strong>, criticou a fala do cozinheiro amador. &#8220;A declaração do participante reforça estereótipos raciais que, há muito tempo, são usados para diminuir e desumanizar mulheres negras na gastronomia e fora dela&#8221;, destacou em entrevista ao <strong>Mundo Negro e ao Guia Black Chefs</strong>.</p>



<p>&#8220;Ao afirmar que cortou as folhas &#8216;igual às crioulas que casam com franceses&#8217;, ele não faz apenas uma comparação. A fala reproduz uma visão ligada a heranças coloniais, associando mulheres negras à subordinação e sugerindo, ainda que de forma indireta, que seu reconhecimento ou ascensão social dependeria da relação com homens brancos&#8221;, completa a chef, que também é pesquisadora da cultura alimentar afro-brasileira.</p>



<p>Bianca também critica a naturalidade com que a produção do programa exibiu a fala racista. &#8220;Causa preocupação que uma declaração como essa seja exibida sem uma reflexão mais ampla sobre seu significado. Mulheres negras não precisam ser associadas a ninguém para que sua competência, talento e trajetória sejam reconhecidos. Somos protagonistas de nossas próprias histórias&#8221;, pontua.</p>



<p>A chef destaca, ainda, que as mulheres negras carregam conhecimentos que construíram e sustentam até hoje uma parte importante da culinária no Brasil e no mundo. &#8220;Não podemos aceitar que nossas trajetórias sejam reduzidas a piadas, estereótipos ou comentários preconceituosos apresentados como humor. O que pedimos é algo simples: respeito às mulheres negras. Respeito às nossas ancestrais. Respeito às cozinheiras que ajudaram a construir e continuam construindo a história da alimentação&#8221;, conclui.</p>



<p>Com a repercussão negativa nas redes sociais, o catarinense se pronunciou nesta quarta-feira (17) para se defender. &#8220;Eu estava me referindo à comida de origem Cajun, que é uma comida que nasceu no Sul dos Estados Unidos, que é uma comida de origem crioula. Assim como a gente tem aqui no Brasil a comida nordestina, a comida paraense, a comida sulista, é uma comida de regiões, né? Eu estava contando naquele momento a história da comida como ela começou&#8221;.</p>



<p>O participante concluiu com um pedido de desculpas: &#8220;Se a fala ofendeu alguém, eu quero pedir humildemente perdão porque realmente não foi a minha intenção. Não entrei na cozinha do MasterChef para ofender ninguém, não entrei na cozinha do MasterChef para prejudicar ninguém, eu entrei porque eu gosto de cozinhar&#8221;.</p>



<p>Até o momento, a assessoria do programa e a emissora não se pronunciaram sobre o episódio.</p>



<p></p>
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		<item>
		<title>&#8216;Chico Bento 2&#8217;: Isaac Amendoim anuncia sequência do filme sucesso de bilheteria</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/chico-bento-2-isaac-amendoim-sequencia-filme/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 16:26:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[chico bento]]></category>
		<category><![CDATA[chico bento 2]]></category>
		<category><![CDATA[chico bento e a Goiabeira Maraviosa]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[filme infantil]]></category>
		<category><![CDATA[filme nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Isaac Amendoim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após o sucesso histórico de bilheteria, Isaac Amendoim confirma "Chico Bento 2" para 2026. Saiba tudo sobre a sequência do premiado longa nacional.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após se consagrar como a segunda maior bilheteria nacional de 2025 e conquistar o coração de mais de 1 milhão de espectadores nos cinemas, o ator <strong>Isaac Amendoim</strong> anunciou hoje (18) a sequência do filme <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/tais-araujo-tem-primeiras-imagens-reveladas-no-filme-chico-bento-e-a-goiabeira-maraviosa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8216;Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa&#8217;</a></strong>. As filmagens de <strong>&#8216;Chico Bento 2&#8217;</strong> acontecerão em 2026, reunindo novamente o elenco e a equipe responsáveis pelo primeiro longa.</p>



<p>O filme infantil coleciona reconhecimentos importantes, incluindo o <strong>Grande Otelo de Melhor Filme Infantil 2025 </strong>e o <strong>Prêmio ABRA de Melhor Roteiro Infantil 2026</strong>. Sob a direção de Fernando Fraiha, a produção dominou as salas comerciais por onze semanas e desenhou uma trajetória de forte impacto social ao promover mais de quarenta sessões gratuitas em diversas regiões do país, democratizando o acesso à cultura e formando novos públicos para o cinema nacional.</p>



<p>&#8220;Tô feliz dimais em estar de vorta pra telona do cinema! A gente já tá nos ensaios com nosso diretor Fernando e a diversão só aumenta. Eu tava com muita sardade da Vila Abobrinha e da minha turma. Tenho certeza de que essa história vai ser boa dimais da conta e arrancar mais risadas de todo mundo&#8221;, afirma Isaac, caracterizado como Chico Bento no vídeo.</p>



<p>Desta vez, a trama levará Chico Bento e seus amigos a embarcar em uma aventura emocionante, movida por um desejo muito especial ligado à Vó Dita. Mais detalhes sobre o elenco, bastidores e data de estreia serão revelados em breve.</p>
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		<item>
		<title>Documentário sobre doceiras de Pelotas é lançado no YouTube</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/documentario-mulheres-atras-doces-pelotas-youtube/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:55:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[As Mulheres Por Trás dos Doces]]></category>
		<category><![CDATA[capital nacional do doce]]></category>
		<category><![CDATA[doceiras]]></category>
		<category><![CDATA[doces]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[pelotas]]></category>
		<category><![CDATA[rio grande do sul]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documentário "As Mulheres Por Trás dos Doces" já está no YouTube. Conheça a história das mulheres negras que revolucionaram a tradição doceira de Pelotas.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As vozes e as mãos negras que sustentam a tradição doceira de <strong>Pelotas </strong>(RS) ganham novo destaque no ambiente digital. A produção do projeto <strong>“As Mulheres Por Trás dos Doces”</strong> está disponível gratuitamente para o público no <strong>YouTube</strong>. O lançamento audiovisual coroa a iniciativa das fotógrafas <strong>Andressa Santos</strong> e <strong>Gabriela Cunha</strong>, que busca reparar uma lacuna histórica e dar rosto às verdadeiras guardiãs desse patrimônio imaterial.</p>



<p>Embora o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (<strong>IPHAN</strong>) tenha reconhecido as tradições doceiras de Pelotas em 2018, a narrativa oficial frequentemente apaga o protagonismo negro. Se a origem dos doces é portuguesa, a execução e a sobrevivência das receitas no século XIX passaram, obrigatoriamente, pelas mãos de mulheres negras escravizadas nas cozinhas das charqueadas e casarões.</p>



<p>Um caso emblemático é o do <strong>Quindim</strong>, uma releitura da<strong> &#8220;Brisa do Lis&#8221; </strong>portuguesa que só se tornou o pilar da identidade gaúcha após receber o toque ancestral do coco pelas mãos africanas.</p>



<p>O projeto rompe o silêncio entre o centro e a periferia ao registrar o cotidiano e a memória afetiva de seis mulheres fundamentais para essa engrenagem cultural:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Claudete Lessa, Sônia Mara Farias e Marli Bandeira:</strong> Lideranças do Kilombo Urbano Ocupação Canto de Conexão, onde coordenam a “Cozinha das Mais Velhas” — espaço que une o preparo do alimento ao combate à insegurança alimentar e ao repasse de saberes aos jovens.</li>



<li><strong>Lígia Maria Ribeiro:</strong> Uma das fundadoras da Cooperativa dos Doceiros de Pelotas na década de 1980 e peça-chave na criação da Fenadoce e da consolidação da Rua do Doce.</li>



<li><strong>Cibele e Cíntia Costa:</strong> Representantes da continuidade familiar à frente da marca Doces Vô Jordão, fundada nos anos 1960.</li>
</ul>



<p>O registro vai além da culinária; é um manifesto sobre resistência e memória afetiva, documentando como essas técnicas foram preservadas em cozinhas domésticas e quintais distantes, muitas vezes à margem das certificações oficiais que priorizam o capital em detrimento da tradição oral.</p>



<p>Além do fotolivro — lançado fisicamente no Museu do Doce da UFPel —, o documentário de 30 minutos agora cumpre sua missão de democratização do acesso. Ao disponibilizar a obra na maior plataforma de vídeos do mundo, a produção garante que a história contada a partir da perspectiva de quem preservou a tradição oral e a economia criativa de Pelotas alcance o reconhecimento global que a história oficial tentou ocultar.</p>



<p>O documentário completo pode ser acessado diretamente no <strong>YouTube</strong>, no canal oficial da produtora fuzzz lab.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="4SPqWWGDHmQ"><iframe title="As Mulheres Por Trás dos Doces - Documentário" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/4SPqWWGDHmQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Serena e Venus Williams reatam dupla histórica para disputar Wimbledon</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/serena-venus-williams-dupla-wimbledon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:24:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[atletas negras]]></category>
		<category><![CDATA[Grand Slam]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[irmãs williams]]></category>
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		<category><![CDATA[Serena Williams]]></category>
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		<category><![CDATA[Wimbledon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As irmãs Serena e Venus Williams recebem convite para Wimbledon e reatam dupla histórica. Confira os detalhes desse retorno triunfal da realeza do tênis!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A maior dupla de todos os tempos está de volta! As irmãs <a href="https://mundonegro.inf.br/serena-williams-anuncia-retorno-as-quadras-campea-disputara-torneio-de-duplas-em-junho-apos-quase-quatro-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Serena e Venus Williams</strong> </a>receberam o convite da organização de <strong>Wimbledon </strong>e estão confirmadas para disputar a chave de duplas do terceiro <strong>Grand Slam</strong> da temporada, que começa no dia 29 de junho, em Londres. O retorno marca o reencontro de uma das parcerias mais vitoriosas e emblemáticas da história do esporte mundial.</p>



<p>Enquanto Venus, atualmente com 45 anos, mantém sua rotina ativa competindo em torneios de simples, Serena, de 44 anos, ensaia um retorno triunfal após ter anunciado sua aposentadoria em 2022. Juntas, as irmãs construíram um legado inigualável que não apenas redefiniu os rumos do tênis, mas também quebrou barreiras e abriu portas para a afirmação da excelência negra no esporte de elite.</p>



<p>Ao longo de suas carreiras, Serena e Venus conquistaram juntas uma coleção impressionante de troféus que inclui seis títulos de duplas no próprio gramado de Wimbledon, além de quatro taças no Australian Open, duas em Roland Garros e outras duas no US Open. O domínio da dupla ultrapassou o circuito tradicional e alcançou o topo do mundo nos Jogos Olímpicos, onde garantiram três medalhas de ouro para os Estados Unidos.</p>



<p>A caminhada de Serena para este retorno ganhou força há duas semanas, quando ela pisou em quadra após quase quatro anos longe do circuito competitivo. Ela disputou a chave de duplas no WTA de Queen’s ao lado da jovem Victoria Mboko. A parceria estreou com vitória na primeira rodada, mas foi forçada a abandonar a competição antes das quartas de final porque Mboko sofreu uma lesão em sua partida de simples.</p>



<p>Por conta do longo período de afastamento, Serena ocupa atualmente a 593ª posição no ranking da WTA, uma colocação que impossibilitaria sua entrada direta no torneio. Sabendo do peso histórico e do espetáculo que a presença das irmãs representa para o público, a organização de Wimbledon utilizou o recurso do convite especial para garantir que a realeza do tênis ocupe, mais uma vez, o seu lugar na quadra central.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eliana Alves Cruz vence prêmio da ABL de Melhor Livro de Ficção com &#8216;Meridiana&#8217;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/eliana-alves-cruz-vence-premio-abl-romance-meridiana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eliana Alves Cruz conquista o Prêmio Guimarães Rosa da ABL com Meridiana, romance que narra a ascensão de uma família negra. Confira os detalhes!</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/eliana-alves-cruz-vence-premio-abl-romance-meridiana/">Eliana Alves Cruz vence prêmio da ABL de Melhor Livro de Ficção com &#8216;Meridiana&#8217;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>Academia Brasileira de Letras (ABL) </strong>anunciou o romance<strong> &#8216;Meridiana&#8217;</strong>, de <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/ja-nos-consideramos-vitoriosos-diz-eliana-alves-cruz-apos-indicacao-de-anderson-spider-silva-ao-emmy-internacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eliana Alves Cruz</a></strong>, como o vencedor do <strong>Prêmio Guimarães Rosa de Melhor Livro de Ficção</strong>, na última sexta-feira (12). Escritora consagrada, em 2022, Eliana já havia conquistado o Prêmio Jabuti com a coletânea de contos &#8216;A Vestida&#8217;.</p>



<p>&#8216;Meridiana&#8217; (Companhia das Letras, 2025) acompanha a trajetória de três gerações de uma família negra no processo de ascensão social. A trama centraliza os desdobramentos socioeconômicos e afetivos decorrentes da mudança do grupo de uma comunidade para um condomínio de classe média, expondo tensões estruturais da sociedade brasileira.</p>



<p>“A comissão considerou o livro uma odisseia, ou anti-odisseia, de uma família negra, um romance de grande intensidade emocional, numa trama muito bem urdida, que divide polos ao pôr em trânsito os conflitos advindos de uma mudança da favela para um condomínio de classe média. Trata-se, portanto, de uma história de busca de inserção que expõe um quadro social complexo com suas adversidades cotidianas que levantam novas questões de um repertório já secular, mas que fecha acenando para as boas novas que o futuro terá para contar. Por todos os méritos literários, Meridiana, de Eliana Alves Cruz, é o livro merecedor do Destaque em Ficção da ABL, neste 2026”, diz o comunicado da ABL.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="434" height="650" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-30.png" alt="" class="wp-image-96157" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-30.png 434w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-30-200x300.png 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-30-100x150.png 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-30-280x420.png 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-30-150x225.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-30-300x449.png 300w" sizes="(max-width: 434px) 100vw, 434px" /></figure>
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<p>Eliana Alves comemora a mais recente conquista literária. “Muito bonito e muito surpreendente. É uma honra muito grande. A ABL é uma referência nacional, uma referência na cultura do nosso país. Estão lá e estiveram grandes intelectuais brasileiros e brasileiras. Então, é realmente muito importante ter uma obra como Meridiana nesse lugar de premiação”, afirma. “Embora o livro seja relativamente curto, construir seis vozes em primeira pessoa, seis vozes de uma mesma família, dando a cada uma sua particularidade, sua personalidade e sua identidade, foi realmente uma arquitetura bem difícil”, explica a escritora.</p>



<p>Eliana Alves Cruz consolidou-se como uma das vozes mais influentes da literatura contemporânea voltada à memória e à história afro-brasileira, acumulando prêmios de prestígio como o Oliveira Silveira por seu romance de estreia, &#8216;Água de Barrela&#8217; — que também recebeu Menção Honrosa na Brown University, além de ter sido semifinalista do Prêmio Oceanos com &#8216;O Crime do Cais do Valongo&#8217;. Autora de obras densas que discutem as heranças coloniais e as dinâmicas sociais do país, como &#8216;Solitária e Nada Digo de Ti, Que em Ti Não Veja&#8217;, ela também transita com sucesso pela literatura infantojuvenil em títulos como &#8216;Gênios da Nossa Gente&#8217; e &#8216;Milena e o Enigma do Pássaro Antigo&#8217;, este último escrito em parceria com Mauricio de Sousa. </p>



<p>Paralelamente à literatura, Eliana também possui uma sólida carreira no audiovisual, onde atuou como roteirista-chefe da série &#8216;Capoeiras&#8217; (Disney+), colaborou no projeto &#8216;Narrativas Negras&#8217; (Paramount) e integrou a equipe de roteiro da cinebiografia &#8216;Anderson Spider Silva&#8217;, produção indicada ao International Emmy Awards, além de comandar o programa literário &#8216;Trilha de Letras&#8217; na TV Brasil.</p>
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