<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Carolina Viana, Autor em Mundo Negro</title>
	<atom:link href="https://mundonegro.inf.br/author/carolina-viana/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mundonegro.inf.br/author/carolina-viana/</link>
	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2026 23:54:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/cropped-faviconMN-1-32x32.png</url>
	<title>Carolina Viana, Autor em Mundo Negro</title>
	<link>https://mundonegro.inf.br/author/carolina-viana/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O que as Yabás têm a ensinar às mulheres negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-que-as-yabas-tem-a-ensinar-as-mulheres-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 14:35:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[ancestralidade]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[julho das pretas]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[yabás]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96834</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conhe&#231;a as Yab&#225;s, orix&#225;s femininas do candombl&#233;, e descubra o que cada uma ensina sobre dinheiro, luto, amizade e autoridade na vida da mulher negra. A tradi&#231;&#227;o iorub&#225; re&#250;ne mais de quatrocentas divindades, transmitidas de gera&#231;&#227;o em gera&#231;&#227;o por meio de itans, mas apenas um n&#250;mero reduzido delas atravessou o Atl&#226;ntico com a popula&#231;&#227;o negra [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-que-as-yabas-tem-a-ensinar-as-mulheres-negras/">O que as Yabás têm a ensinar às mulheres negras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Conheça as Yabás, orixás femininas do candomblé, e descubra o que cada uma ensina sobre dinheiro, luto, amizade e autoridade na vida da mulher negra.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tradição iorubá reúne mais de quatrocentas divindades, transmitidas de geração em geração por meio de itans, mas apenas um número reduzido delas atravessou o Atlântico com a população negra escravizada e se firmou nos terreiros brasileiros. Desse recorte, dezesseis orixás formam o conjunto mais cultuado no país, e seis deles são femininos, Oxum, Iemanjá, Iansã, Obá, Nanã e Ewá, chamadas de Yabás. Os outros dez são Exu, Oxalá, Ogum, Oxóssi, Oxumarê, Xangô, Omolu, Logunedé, Ossain e Ibeji. Os itans de cada Yabá, quando lidos além da superfície, mostram ensinamentos sobre administração de bens, resolução de conflitos, relação com a morte e exercício da autoridade, temas que a leitura popular costuma reduzir a vaidade e delicadeza. Duas outras forças femininas, Ajé e Iyami, embora fora dessa lista fechada de dezesseis, seguem amplamente cultuadas em terreiros de todo o país e ajudam a completar esse retrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo iorubá que designa as divindades femininas do candomblé, iabá ou iyabá, se contrapõe a aborô, categoria reservada aos orixás masculinos. Essa divisão não é meramente linguística. Nos terreiros de nação Ketu e Ijexá, a organização familiar costuma seguir uma lógica matrifocal, e são as mães de santo, não os pais de santo, quem historicamente concentram a maior autoridade religiosa em boa parte das casas mais tradicionais do país. O pesquisador e babalorixá José Flávio Pessoa de Barros, fundador do Ilé Asé Omí Iwí Odara e filho da iyalorixá Nitinha de Oxum, dedicou parte de sua obra a documentar essa estrutura, assim como o etnógrafo Pierre Verger, que passou décadas registrando itans nas duas margens do Atlântico. Para essa linhagem de estudiosos, entender uma Yabá exige separar o itan do estereótipo, e cada relato sagrado carrega camadas de sentido que os próprios terreiros preservam por oralidade, geração após geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oxum, a estrategista das águas doces</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Oxum ensina, antes de qualquer coisa, a administrar recursos, informação e alianças, ofício que a leitura popular reduz a espelho, ouro e vaidade. O itan que narra seu aprendizado ao lado de Iansã, quando ela adquire a qualidade guerreira conhecida como Oxum Opará e passa a acompanhar a companheira nos fundamentos ligados aos eguns, mostra que essa gestão de bens nunca dispensou preparo para o enfrentamento direto. Já o itan em que ela orienta Obá a cozinhar um prato especial para Xangô, episódio que termina com Obá cortando a própria orelha, revela outra camada da mesma lição, a de que quem administra recursos também administra informação, e nem sempre com boa fé. Aplicada à vida de mulheres negras hoje, essa dupla natureza de Oxum aponta para uma gestão financeira e profissional que exige tanto articulação quanto vigilância, competências historicamente negadas a essas mulheres e hoje reivindicadas como herança espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Iemanjá, autoridade sobre a multidão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Iemanjá ensina a exercer liderança sobre grupos numerosos, não apenas afeto individual, distinção que a iconografia comercial apaga ao reduzi-la a mãe silenciosa dos mares. Os itans que a descrevem como responsável por uma extensa descendência de orixás mostram uma matriarca que arbitra disputas entre filhos já adultos, distribui autoridade entre eles e segue reconhecida como referência mesmo quando esses filhos formam seus próprios domínios. Essa dimensão de gestão coletiva, mais próxima da administração de uma grande rede familiar do que da maternidade contida e discreta, aproxima Iemanjá do papel que hoje cumprem mulheres negras à frente de arranjos familiares extensos, redes de apoio comunitário e organizações de base, papel que exige arbitragem constante e raramente é lido como exercício de poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Iansã, a que negocia com a morte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Iansã ensina a atravessar perdas sem se fixar no medo, e a condição para esse aprendizado aparece no próprio desenho de seus itans, que a mostram adquirindo, uma a uma, habilidades com diferentes orixás masculinos, a lida com o ferro junto de Ogum, a arte da caça junto de Oxóssi, o domínio do vento junto de Iroko, até reunir autonomia suficiente para se tornar, ao lado de Obaluaiê, a única orixá autorizada a conduzir os eguns, os espíritos dos mortos. Essa trajetória de acúmulo, lida ao lado da recusa de Iansã em permanecer parada durante os rituais, algo que zeladores de santo costumam cobrar quando corrigem terreiros que a tratam como figura decorativa, ensina que atravessar o fim de um ciclo exige movimento contínuo, não resignação. Para mulheres negras que enfrentam luto, demissão, ruptura ou qualquer forma de encerramento, o itan de Iansã oferece um modelo raro, o de quem negocia diretamente com aquilo que a maior parte das culturas prefere evitar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obá, a arquiteta de espaços só de mulheres</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Obá ensina a reconhecer conselhos que não vêm de boa fé e a reconstruir autoridade depois de uma derrota pública, lição que o itan mais difundido sobre ela costuma obscurecer ao reduzi-la ao episódio em que corta a própria orelha, enganada por Oxum, para agradar Xangô. O mesmo itan, lido com atenção, mostra Obá se retirando para as águas do rio que leva seu nome depois da humilhação, não para desaparecer, mas para se transformar em uma força renovada, capaz de dominar corredeiras e enchentes. Outro itan, menos repetido, apresenta Obá como fundadora e senhora da sociedade Elecô, espaço ritual restrito a mulheres dedicado ao culto da ancestralidade feminina, dado que desloca sua história do ciúme individual para a construção coletiva de autoridade. As duas camadas, a da dor transformada e a da liderança institucional, ensinam que reconstruir credibilidade depois de um erro ou de uma armadilha alheia é possível, e passa por criar espaços próprios de sustentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nanã, o tempo que não se apressa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nanã ensina que a autoridade se acumula com o tempo, não com a pressa, princípio presente no próprio lugar que ela ocupa entre as Yabás, a de mais antiga, cuja idade avançada não diminui seu poder e, ao contrário, sustenta a hierarquia inteira do panteão, já que orixás mais jovens a tratam com deferência. O itan que a credita como fornecedora do barro usado por Oxalá para moldar os primeiros corpos humanos posiciona Nanã na origem de tudo o que existe, e o mesmo itan que trata a morte como retorno a esse barro a coloca também no fim de cada ciclo, tratando nascimento e morte como partes de um mesmo movimento, não como opostos. Em uma sociedade que costuma descartar mulheres mais velhas, Nanã oferece o modelo inverso, o da mulher negra idosa como guardiã de memória e não como figura ultrapassada, autoridade que se conquista justamente por não agir por impulso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ewá, a senhora do que não se explica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ewá ensina discernimento e o direito de proteger o que permanece intocado, lição que se perdeu por décadas sob uma leitura equivocada de seu itan de iniciação, que exigiria virgindade física das mulheres feitas para ela. Estudiosos da língua iorubá contestam essa leitura, apontando que o termo associado a Ewá remete à ideia de pureza de julgamento e proteção, não à anatomia, e que a confusão nasceu de uma tradução mal ajustada. O próprio erro, sustentado por tanto tempo dentro dos terreiros, funciona como itan em si, o de como leituras coloniais e patriarcais se infiltram na interpretação de tradições africanas, deslocando sentido simbólico para controle sobre o corpo feminino. Ewá, menos conhecida no Brasil e associada à mata fechada, à neblina e ao segredo, ensina hoje a estabelecer fronteiras pessoais e a decidir por si mesma o que permanece reservado, temas que dialogam diretamente com debates atuais sobre autonomia e consentimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ajé, a riqueza que se guarda em segredo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ajé ensina que prosperidade não exige ostentação, lição construída ao longo do itan em que ela segue Olokun, seu pai e senhor das profundezas do oceano, disfarçada na espuma das ondas, aprendendo a observar sem se expor. Filha caçula de Olokun e irmã mais nova de Iemanjá, Ajé descobre nesse mesmo itan que todo segredo carrega também um risco, quando o brilho que ela guarda para si acaba revelando sua presença. O culto a essa orixá é raro no Brasil hoje, mais preservado em terreiros cubanos, mas vem sendo lentamente reconstruído em algumas casas de candomblé, e sua presença amplia a leitura sobre riqueza dentro da mulheridade negra, associando prosperidade à administração discreta e paciente do que se conquista, não à visibilidade constante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Iyami, o poder que antecede os orixás</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Iyami ensina que vida e morte, fertilidade e destruição, são faces de uma mesma força, não polos opostos a serem escolhidos. Iyami Ajé, também chamada Iyami Oxorongá, não é uma orixá individual, mas a sacralização coletiva do poder ancestral feminino, anterior à própria criação dos orixás segundo a tradição iorubá, e seu itan de origem a liga à sociedade Gelede e ao culto das chamadas senhoras dos pássaros da noite. Dentro do candomblé, Iyami mantém relação direta com Oxum, cuja iyalorixá tradicionalmente assume a responsabilidade por esse culto após 21 anos de obrigação fechada, e também com Nanã e com Iroko, conexões que reforçam sua posição como camada mais funda da autoridade feminina. Pesquisadoras da área alertam contra a leitura que equipara Iyami a uma figura de bem e mal, ao estilo de Exu, e insistem que seu significado original está ligado à fertilidade, à vida e à morte tratadas como uma mesma continuidade, ensinamento que devolve à mulher negra mais velha e à ancestral o lugar de origem, não de margem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O calendário do candomblé reserva a este mês de julho duas datas de peso para essas divindades. Terreiros de diferentes nações celebram Iansã ao lado de Xangô ao longo do mês, e no dia 26 de julho é a vez de Nanã receber suas homenagens como a mais velha do panteão. Mundo Negro segue a programação do Julho das Pretas com novos conteúdos sobre a presença das Yabás na formação da mulheridade negra brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-que-as-yabas-tem-a-ensinar-as-mulheres-negras/">O que as Yabás têm a ensinar às mulheres negras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Emmy 2026: Zendaya, Ayo Edebiri e Colman Domingo estão entre os indicados da premiação</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/emmy-2026-zendaya-ayo-edebiri-e-colman-domingo-estao-entre-os-indicados-da-premiacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:14:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[emmy 2026]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[perosnalidades negras]]></category>
		<category><![CDATA[premiação]]></category>
		<category><![CDATA[television academy]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96828</guid>

					<description><![CDATA[<p>Television Academy divulga indicados ao Emmy 2026. Zendaya, Ayo Edebiri, Tyler James Williams e outros nomes negros se destacam na lista. A Television Academy revelou nesta quarta-feira (8) os indicados ao Emmy 2026, e a lista trouxe presen&#231;a relevante de nomes negros em praticamente todas as categorias de atua&#231;&#227;o e nas disputas de melhor s&#233;rie. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/emmy-2026-zendaya-ayo-edebiri-e-colman-domingo-estao-entre-os-indicados-da-premiacao/">Emmy 2026: Zendaya, Ayo Edebiri e Colman Domingo estão entre os indicados da premiação</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Television Academy divulga indicados ao Emmy 2026. Zendaya, Ayo Edebiri, Tyler James Williams e outros nomes negros se destacam na lista.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Television Academy revelou nesta quarta-feira (8) os indicados ao Emmy 2026, e a lista trouxe presença relevante de nomes negros em praticamente todas as categorias de atuação e nas disputas de melhor série. A cerimônia acontece em 14 de setembro, no Peacock Theater, em Los Angeles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na categoria de Melhor Ator em Série de Drama, Sterling K. Brown concorre por Paradise, produção também indicada a Melhor Série de Drama. Em Melhor Atriz em Série de Drama, Chase Infiniti disputa por The Testaments e Zendaya concorre por Euphoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comédia, Yahya Abdul-Mateen II está entre os indicados a Melhor Ator por Wonder Man, enquanto Ayo Edebiri concorre a Melhor Atriz por O Urso e Quinta Brunson disputa a mesma categoria por Abbott Elementary. As duas séries, Abbott Elementary e O Urso, aparecem também na disputa de Melhor Série de Comédia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas categorias coadjuvantes de comédia, Janelle James e Tyler James Williams concorrem a Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, ambos por Abbott Elementary. Jessica Williams disputa a mesma categoria de atriz por Shrinking, e Colman Domingo concorre a Melhor Ator Coadjuvante por The Four Seasons.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada, Antológica ou Telefilme, Joy Sunday concorre por DTF St. Louis. Já em Melhor Telefilme, Heads of State está entre os indicados, produção estrelada por Idris Elba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas categorias de reality e variedades, RuPaul&#8217;s Drag Race, apresentado por RuPaul, disputa Melhor Reality de Competição ao lado de Dancing With the Stars, atração que também reúne elenco negro em sua formação atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/emmy-2026-zendaya-ayo-edebiri-e-colman-domingo-estao-entre-os-indicados-da-premiacao/">Emmy 2026: Zendaya, Ayo Edebiri e Colman Domingo estão entre os indicados da premiação</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lélia Gonzalez eternizou no &#8216;pretuguês&#8217; a certeza de que o Brasil é feito por nós</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/lelia-gonzalez-eternizou-no-pretugues-a-certeza-de-que-o-brasil-e-feito-por-nos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:40:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo negro]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Lélia Gonzalez]]></category>
		<category><![CDATA[pretugues]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96827</guid>

					<description><![CDATA[<p>L&#233;lia Gonzalez eternizou no pretugu&#234;s a prova de que o Brasil &#233; feito por n&#243;s. Entenda o conceito e o legado da intelectual, 32 anos ap&#243;s sua morte. Quem diz &#8220;Framengo&#8221; no lugar de &#8220;Flamengo&#8221;, quem troca &#8220;d&#225;-me&#8221; por &#8220;me d&#225;&#8221;, quem carrega no vocabul&#225;rio palavras como moleque, quiabo, dend&#234; e bunda, fala pretugu&#234;s, o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/lelia-gonzalez-eternizou-no-pretugues-a-certeza-de-que-o-brasil-e-feito-por-nos/">Lélia Gonzalez eternizou no &#8216;pretuguês&#8217; a certeza de que o Brasil é feito por nós</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Lélia Gonzalez eternizou no pretuguês a prova de que o Brasil é feito por nós. Entenda o conceito e o legado da intelectual, 32 anos após sua morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem diz &#8220;Framengo&#8221; no lugar de &#8220;Flamengo&#8221;, quem troca &#8220;dá-me&#8221; por &#8220;me dá&#8221;, quem carrega no vocabulário palavras como moleque, quiabo, dendê e bunda, fala pretuguês, o nome que a intelectual Lélia Gonzalez deu à marca africana estrutural do português brasileiro. Nesta sexta-feira (10), a data resgata esse conceito ao completar 32 anos da morte da autora, que dedicou parte central de sua obra a provar que o Brasil não fala português, fala a língua que o povo negro moldou dentro dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gonzalez apresenta o conceito de forma mais sistemática no ensaio Racismo e sexismo na cultura brasileira, de 1983, embora já explorasse a ideia em falas e textos anteriores. Para a autora, o português falado no Brasil carrega, na estrutura sonora e gramatical, marcas profundas das línguas africanas trazidas pelas pessoas escravizadas, sobretudo das línguas de origem banta, faladas por populações do Congo, de Angola e de regiões próximas. A pronúncia popular de Framengo, sem o fonema l, ausente em diversas línguas bantas e substituído pelo r, ilustra essa permanência. Gonzalez recusava tratar essa troca como erro de fala e a entendia como o registro vivo de uma gramática africana que sobreviveu à colonização dentro do próprio idioma do colonizador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora observava a mesma dinâmica na sintaxe cotidiana. A construção me dá, comum na fala popular brasileira, inverte a ordem imperativa e hierárquica do português de Portugal, presente em dá-me, e aproxima quem pede de quem recebe em uma relação menos autoritária. Repetições como nhonhô, usadas por pessoas escravizadas para se referir aos filhos dos senhores, seguem um padrão de duplicação silábica típico de línguas africanas, distante da estrutura europeia da palavra senhor. O vocabulário cotidiano conserva ainda centenas de palavras de origem africana incorporadas ao uso corrente, como fubá, caçula, angu, quitute, berimbau, maracatu, cafuné e muvuca, entre outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Formada também em psicanálise, Gonzalez associava essa permanência linguística ao papel histórico da mulher negra na criação das crianças no Brasil, incluindo os filhos das famílias brancas para quem trabalhava como ama de leite ou empregada doméstica. Para a autora, era essa mulher, e não a mãe branca, quem efetivamente inseria a criança na cultura e na língua durante a primeira infância, o que torna a fala popular brasileira uma herança direta da voz negra silenciada pela historiografia oficial. Gonzalez definia o racismo brasileiro como uma forma de negação cultural, própria de uma sociedade que absorve amplamente a contribuição negra em sua formação, mas recusa reconhecer essa presença como constitutiva da identidade nacional. O termo, escrito também como pretoguês em alguns registros da autora, funcionava assim como instrumento político, na medida em que reivindicava a legitimidade da fala popular associada às classes mais pobres e majoritariamente negras e disputava a ideia de correção linguística como parâmetro de inteligência ou de valor social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lélia Gonzalez nasceu em Belo Horizonte em 1º de fevereiro de 1935, filha de um ferroviário negro e de uma trabalhadora doméstica indígena, e era a penúltima de dezoito irmãos. A família se mudou para o Rio de Janeiro em 1942, depois que um dos irmãos, o jogador Jaime de Almeida, recebeu convite para atuar pelo Flamengo. No Rio, Lélia trabalhou como babá ainda criança, concluiu o ensino médio no tradicional Colégio Pedro II e graduou-se em História e Geografia, além de Filosofia, pela então Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Fez mestrado em Comunicação Social e doutorado em Antropologia Política, área em que concentrou pesquisas sobre gênero e etnia. Lecionou na rede pública e, posteriormente, na PUC-Rio, onde chegou a chefiar o Departamento de Sociologia e Política. Foi também uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado, em 1978, e do coletivo Nzinga, dedicado às mulheres negras, em 1983.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gonzalez morreu no Rio de Janeiro em 10 de julho de 1994, aos 59 anos, vítima de complicações cardíacas ligadas a um quadro de diabetes diagnosticado dois anos antes. Mais de três décadas depois, o conceito de pretuguês segue como referência em pesquisas de linguística, antropologia e estudos de gênero, e ganhou reforço recente na cultura popular, incluindo menções do rapper Emicida em produções documentais sobre o tema. Instituições como o Instituto Memorial Lélia Gonzalez, fundado por sua neta Melina de Lima em 2023, e projetos como o Lélia Gonzalez Vive seguem organizando acervos, entrevistas e documentos para ampliar o acesso à obra da autora, cuja produção completa segue sendo compilada e reeditada por pesquisadoras brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/lelia-gonzalez-eternizou-no-pretugues-a-certeza-de-que-o-brasil-e-feito-por-nos/">Lélia Gonzalez eternizou no &#8216;pretuguês&#8217; a certeza de que o Brasil é feito por nós</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Registro de mulher negra cercada por supremacistas brancos viraliza nas redes</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/registro-de-mulher-negra-cercada-por-supremacistas-brancos-viraliza-nas-redes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:05:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[bernita bowlding]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[supremacia branca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96824</guid>

					<description><![CDATA[<p>Foto viral mostra Bernita Bowlding cercada por integrantes do Patriot Front no metr&#244; de Washington, em 4 de julho, data da independ&#234;ncia dos EUA. Uma fotografia registrada pelo fot&#243;grafo Cheney Orr para a ag&#234;ncia Reuters mostra a americana Bernita Bowlding, de 33 anos, sentada sozinha em um vag&#227;o do metr&#244; de Washington D.C. cercada por [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/registro-de-mulher-negra-cercada-por-supremacistas-brancos-viraliza-nas-redes/">Registro de mulher negra cercada por supremacistas brancos viraliza nas redes</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Foto viral mostra Bernita Bowlding cercada por integrantes do Patriot Front no metrô de Washington, em 4 de julho, data da independência dos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma fotografia registrada pelo fotógrafo Cheney Orr para a agência Reuters mostra a americana Bernita Bowlding, de 33 anos, sentada sozinha em um vagão do metrô de Washington D.C. cercada por dezenas de integrantes mascarados do Patriot Front, grupo supremacista branco. O registro foi feito em 4 de julho, data em que os Estados Unidos completaram 250 anos de independência, e acumulou milhões de visualizações nas redes sociais horas depois de ser publicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bernita seguia de trem rumo a Silver Spring, em Maryland, quando o grupo embarcou na composição após uma marcha pelas ruas de Washington. Integrantes do Patriot Front usavam máscaras brancas, bonés cáqui e bandeiras dos Estados Unidos, além de símbolos confederados, enquanto gritavam palavras de ordem como &#8220;recuperar a América&#8221;. O rosto de Bernita, único descoberto entre os passageiros do vagão, ficou no centro da composição fotográfica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paul Bowlding, irmão de Bernita, reconheceu a irmã na imagem ao vê-la publicada no Instagram e passou a se preocupar quando não conseguiu contato com ela nas horas seguintes. Bernita não possui telefone celular no momento, e a família costuma esperar até que ela ligue ou apareça pessoalmente para ter notícias. Em entrevista ao Washington Post, Paul comparou a cena a &#8220;cães de caça cercando ela&#8221; e afirmou temer que a irmã se tornasse alvo de ataques depois que a identidade dela circulou nas redes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A repercussão da foto levou usuários da internet a localizar um registro de prisão anterior de Bernita, posteriormente usado por perfis conservadores para criticá-la publicamente. Registros judiciais mostram que a acusação foi arquivada. Paul afirmou que o episódio no trem ocorreu durante uma crise de saúde mental enfrentada pela irmã, que já lida há anos com problemas psiquiátricos. A família só teve certeza de que Bernita estava bem quando ela apareceu na casa da mãe, na manhã de domingo, quase 24 horas depois do trajeto de trem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro passageiro do mesmo vagão, Roswell Encina, relatou à revista The Advocate o desconforto ao ver o grupo mascarado embarcar no trem quando também seguia para uma comemoração do feriado em Maryland. Segundo ele, a cena provocou apreensão imediata entre os presentes, que não sabiam identificar de imediato quem eram aqueles homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Patriot Front foi fundado em 2017, após a marcha &#8220;Unite the Right&#8221;, em Charlottesville, na Virgínia, que reuniu integrantes da Ku Klux Klan, neonazistas e ativistas da extrema direita. Nos últimos anos, o grupo tem promovido demonstrações públicas organizadas em datas simbólicas do calendário americano, como ocorreu na marcha que antecedeu o embarque no metrô de Washington.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família de Bernita declarou ao Washington Post que espera que ela receba o acompanhamento necessário para lidar com os desafios de saúde mental, independentemente dos desdobramentos gerados pela repercussão da foto. Paul descreveu a irmã como alguém quieto e forte, e disse enxergar nela um exemplo de resiliência diante do momento vivido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/registro-de-mulher-negra-cercada-por-supremacistas-brancos-viraliza-nas-redes/">Registro de mulher negra cercada por supremacistas brancos viraliza nas redes</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fifa investiga caso de racismo de torcedores argentinos contra IShowSpeed</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/fifa-investiga-caso-de-racismo-de-torcedores-argentinos-contra-ishowspeed/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:57:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[FIFA]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[ishowspeed]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96820</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fifa apura ofensas racistas contra IShowSpeed em partidas da Argentina na Copa. Streamer foi alvo de torcedores argentinos em dois jogos diferentes do Mundial. A Fifa confirmou nesta ter&#231;a-feira (7) a abertura de uma investiga&#231;&#227;o sobre um epis&#243;dio de racismo contra o streamer americano IShowSpeed, ocorrido durante a partida entre Argentina e Cabo Verde, disputada [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/fifa-investiga-caso-de-racismo-de-torcedores-argentinos-contra-ishowspeed/">Fifa investiga caso de racismo de torcedores argentinos contra IShowSpeed</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Fifa apura ofensas racistas contra IShowSpeed em partidas da Argentina na Copa. Streamer foi alvo de torcedores argentinos em dois jogos diferentes do Mundial.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fifa confirmou nesta terça-feira (7) a abertura de uma investigação sobre um episódio de racismo contra o streamer americano IShowSpeed, ocorrido durante a partida entre Argentina e Cabo Verde, disputada no dia 3 de julho no Hard Rock Stadium, em Miami, pelos oitavos de final da Copa do Mundo de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Darren Watkins Jr, nome real do influenciador conhecido como IShowSpeed, acompanhava o jogo nas arquibancadas vestido com a camisa da seleção cabo-verdiana enquanto transmitia o confronto ao vivo para milhões de seguidores em suas redes sociais. Durante a transmissão, um torcedor identificado com a camisa da Argentina dirigiu ofensas de caráter racial ao criador de conteúdo, incluindo uma expressão discriminatória. Segundo reportagens, o torcedor teria dito ainda, em espanhol, para o streamer &#8220;ir chorar no zoológico&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vídeos do episódio circularam rapidamente pelas redes sociais e chegaram ao conhecimento da entidade máxima do futebol mundial, que se pronunciou por meio de comunicado oficial. A Fifa afirmou ter sido informada do incidente envolvendo um torcedor e IShowSpeed no estádio de Miami e ter iniciado a apuração imediatamente após tomar conhecimento do caso.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-1024x576.png" alt="" class="wp-image-96822" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-696x391.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545-1068x600.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-08T091526.545.png 1366w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: reprodução/Youtube Ishowpeed</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Fifa condena veementemente o racismo, o ódio e a discriminação em todas as suas formas. Essas ações não têm lugar no futebol, na Copa do Mundo da Fifa ou em qualquer espaço da sociedade&#8221;, declarou a entidade, acrescentando que o torneio deve representar valores de união, diversidade e respeito entre povos e culturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio é o primeiro caso de suposto racismo em arquibancadas investigado oficialmente pela Fifa nesta edição do Mundial. A partida em que a ofensa ocorreu terminou com vitória argentina por 3 a 2 após a prorrogação, resultado que eliminou a seleção cabo-verdiana em sua estreia histórica em fases eliminatórias de uma Copa do Mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso de IShowSpeed se soma a outro episódio de racismo registrado durante o torneio nesta semana. O atacante francês Kylian Mbappé foi alvo de ofensas raciais publicadas pela senadora paraguaia Celeste Amarilla em sua conta oficial em uma rede social, após a eliminação do Paraguai diante da França pelas oitavas de final. Mbappé respondeu publicamente às declarações da senadora, classificando o comportamento dela como incompatível com a representação do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fifa não informou se os responsáveis pelas ofensas contra IShowSpeed já foram identificados nem qual etapa a investigação atravessa. A entidade deve analisar as gravações da transmissão e possíveis registros de câmeras do estádio para concluir a apuração.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/fifa-investiga-caso-de-racismo-de-torcedores-argentinos-contra-ishowspeed/">Fifa investiga caso de racismo de torcedores argentinos contra IShowSpeed</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Chef Rikler Makabu celebra independência da República Democrática do Congo com evento gratuito no MUHCAB</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/chef-rikler-makabu-celebra-independencia-da-republica-democratica-do-congo-com-evento-gratuito-no-muhcab/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:28:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[cultura africana]]></category>
		<category><![CDATA[dia dos países africanos]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[muhcab]]></category>
		<category><![CDATA[República Democrática do Congo]]></category>
		<category><![CDATA[rikler makabu]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96789</guid>

					<description><![CDATA[<p>Idealizado pelo chef congol&#234;s, o &#8220;Dia dos Pa&#237;ses Africanos&#8221; estreia neste s&#225;bado (11) com gastronomia, feira ancestral, dan&#231;a e debates acad&#234;micos. O chef congol&#234;s Rikler Makabu Sekelembe idealiza a estreia do projeto &#8220;Dia dos Pa&#237;ses Africanos&#8221; neste s&#225;bado (11), no Museu da Hist&#243;ria e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na Gamboa. A primeira edi&#231;&#227;o &#233; dedicada [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/chef-rikler-makabu-celebra-independencia-da-republica-democratica-do-congo-com-evento-gratuito-no-muhcab/">Chef Rikler Makabu celebra independência da República Democrática do Congo com evento gratuito no MUHCAB</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Idealizado pelo chef congolês, o &#8220;Dia dos Países Africanos&#8221; estreia neste sábado (11) com gastronomia, feira ancestral, dança e debates acadêmicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chef congolês Rikler Makabu Sekelembe idealiza a estreia do projeto &#8220;Dia dos Países Africanos&#8221; neste sábado (11), no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na Gamboa. A primeira edição é dedicada à República Democrática do Congo (RDC) e marca o 66º aniversário da independência congolesa, com programação gratuita e classificação livre das 10h às 21h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto é uma realização da Chez Kimberly Food, empresa de gastronomia e produção cultural fundada por Makabu, em parceria com o MUHCAB. A empresa nasceu de encontros gastronômicos na comunidade de Barros Filho, na Zona Norte do Rio, e hoje atua como ferramenta de educação e intercâmbio cultural voltada à diáspora africana na cidade. Segundo a equipe de produção, a iniciativa busca aproximar o público brasileiro da diversidade do continente africano, que reúne 54 países, e ampliar o repertório de referências disponíveis sobre a região para além de estereótipos recorrentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abertura oficial dos portões acontece às 10h. Às 11h, Maria Chantal ministra aula de dança rebolado, seguida da aula de ndombolo com Foguinho Ekiso, ao meio-dia. Às 12h30, abrem a Feira Ancestral, no Espaço Quilombinho, com expositores de moda, artesanato e literatura afrocentrada, e a área gastronômica no Espaço Zé Keti, com pratos típicos africanos preparados pelo próprio Rikler Makabu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo de palestras e debates acadêmicos e institucionais ocupa dois blocos da programação, das 13h às 14h30 e das 15h10 às 16h, com especialistas convidados discutindo o intercâmbio cultural entre Brasil e o continente africano. Entre os dois blocos, às 14h30, o cantor Zola sobe ao palco para uma apresentação ao vivo. Às 16h, Mara Alves comanda a aula de kuduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir das 17h, o museu recebe uma apresentação de dança ancestral com Foguinho Ekiso, seguida do início da pista com os DJs Ker12 e Osana, que assumem os sets de ritmos africanos contemporâneos. O encerramento acontece entre 20h e 21h, com um último set dos DJs antes do fechamento do museu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MUHCAB ocupa o prédio do antigo Centro Cultural José Bonifácio, na Pequena África, região que reúne pontos de memória da herança africana no Rio, entre eles o Cais do Valongo, tombado pela Unesco como Patrimônio Mundial. Criado por decreto municipal em 2017, o museu foi aberto ao público em 2021 e tem como proposta central contar a história e a cultura afro-brasileira a partir da perspectiva de suas próprias comunidades protagonistas. É nesse território, marcado pela chegada forçada de pessoas escravizadas ao Brasil, que o &#8220;Dia dos Países Africanos&#8221; propõe agora um contraponto, apresentando ao público carioca a produção cultural contemporânea de países africanos, a começar pela República Democrática do Congo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A independência da RDC, então Congo Belga, foi proclamada em 30 de junho de 1960, encerrando décadas de colonização por parte da Bélgica. O país é hoje um dos maiores da África em extensão territorial e reúne mais de duas centenas de grupos étnicos, com o lingala e o suaíli entre os idiomas mais falados ao lado do francês, língua oficial herdada do período colonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Programação</strong><br>10h: abertura oficial do evento<br>11h: aula de dança rebolado, com Maria Chantal<br>12h: aula de dança ndombolo, com Foguinho Ekiso<br>12h30: abertura da Feira Ancestral, no Espaço Quilombinho, e da área gastronômica, no Espaço Zé Keti<br>13h às 14h30: ciclo de palestras e debates, bloco 1<br>14h30 às 15h10: show ao vivo com o cantor Zola<br>15h10 às 16h: ciclo de palestras e debates, bloco 2<br>16h: aula de kuduro, com Mara Alves<br>17h: apresentação de dança ancestral, com Foguinho Ekiso, seguida do início da pista com os DJs Ker12 e Osana<br>20h às 21h: set de encerramento com os DJs<br>21h: fechamento do museu</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong><br>Evento: Dia dos Países Africanos – Edição República Democrática do Congo<br>Data: 11 de julho de 2026, sábado<br>Horário: das 10h às 21h<br>Local: MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira<br>Endereço: Rua Camerino, 45, Gamboa, Rio de Janeiro<br>Entrada: gratuita, classificação livre<br>Realização: Chez Kimberly Food em parceria com o MUHCAB</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/chef-rikler-makabu-celebra-independencia-da-republica-democratica-do-congo-com-evento-gratuito-no-muhcab/">Chef Rikler Makabu celebra independência da República Democrática do Congo com evento gratuito no MUHCAB</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brancos ocupam três vezes mais cargos de juiz e promotor na Bahia, aponta pesquisa</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/brancos-ocupam-tres-vezes-mais-cargos-de-juiz-e-promotor-na-bahia-aponta-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 10:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[ação afirmativa]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[cotas raciais]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96786</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisa do Observat&#243;rio da Branquitude mostra que brancos, minoria na Bahia, ocupam mais da metade dos cargos de juiz e promotor no estado Pessoas brancas ocupam cargos de juiz e promotor na Bahia em propor&#231;&#227;o quase tr&#234;s vezes maior do que representam na popula&#231;&#227;o baiana, segundo pesquisa in&#233;dita do Observat&#243;rio da Branquitude divulgada nesta ter&#231;a-feira [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/brancos-ocupam-tres-vezes-mais-cargos-de-juiz-e-promotor-na-bahia-aponta-pesquisa/">Brancos ocupam três vezes mais cargos de juiz e promotor na Bahia, aponta pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pesquisa do Observatório da Branquitude mostra que brancos, minoria na Bahia, ocupam mais da metade dos cargos de juiz e promotor no estado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas brancas ocupam cargos de juiz e promotor na Bahia em proporção quase três vezes maior do que representam na população baiana, segundo pesquisa inédita do Observatório da Branquitude divulgada nesta terça-feira (7). O levantamento mostra que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) tem 58% de magistrados brancos e o Ministério Público do estado (MPBA) chega a 66% de promotores e procuradores brancos, mesmo esse grupo racial somando apenas 19,6% da população baiana, que é majoritariamente formada por pessoas pretas e pardas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice de proporcionalidade racial calculado pela pesquisa, que compara a presença de brancos nos cargos com sua participação na população geral, chega a 2,96 no TJBA e 3,4 no MPBA. Para alcançar uma composição proporcional à população do estado, a Bahia precisaria dobrar o número de juízes e desembargadores negros e mais que duplicar o de promotores e procuradores negros nos quadros da magistratura e do Ministério Público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Bahia foi escolhida para o estudo por reunir a maior proporção de população negra entre os estados brasileiros, com 80% de habitantes autodeclarados pretos ou pardos, e por ter sido pioneira na adoção de cotas raciais em concursos públicos para a magistratura e o Ministério Público, com reserva de 30% das vagas desde 2014. A medida antecedeu as resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que estabeleceram reserva de 20% das vagas em 2015 e 2017, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora do estudo, Carolina Canegal, avalia que a paridade racial nas carreiras jurídicas baianas só deve ocorrer em algumas décadas, mesmo com a política de cotas em vigor. &#8220;A série histórica, desde os anos 1980, mostra o corte feito no ingresso nessas carreiras. Se tomarmos como exemplo o TJBA, veremos que, entre a década de 1980 e o ano de 2009, o percentual de autodeclarados pretos é ínfimo, menos de 1%. Com a implementação do sistema de cotas, esse grupo, hoje, representa 15,4%, o que é um salto expressivo, embora a soma de pretos e pardos na geração atual da instituição ainda não espelhe, nem de longe, a população do estado&#8221;, afirma a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também mapeou os custos financeiros enfrentados por candidatos aos concursos de magistratura e Ministério Público, com base em entrevistas com juízes e promotores negros beneficiários e não beneficiários das cotas. Segundo o estudo, a soma de despesas visíveis e invisíveis ao longo da preparação pode ultrapassar R$ 71 mil. Entre os itens levantados estão cursinhos preparatórios presenciais de elite, que chegam a custar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por ano, além de deslocamentos, hospedagens, alimentação e materiais exigidos ao longo das etapas presenciais dos concursos. Canegal explica que os custos de oportunidade também pesam na disputa. &#8220;Os custos visíveis são aqueles representados pela taxa de inscrição, deslocamentos, hospedagens, materiais e subsistência. Já os invisíveis dizem respeito aos custos de oportunidade: dedicar-se exclusivamente aos estudos e frequentar um cursinho preparatório, por exemplo. Só este último pode variar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil por ano&#8221;, diz a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os editais dos concursos preveem isenção da taxa de inscrição para candidatos inscritos no Cadastro Único, integrantes de famílias de baixa renda e doadores de medula óssea, mas a pesquisa aponta que essa medida isolada não garante condições equitativas de competição. Canegal cita o edital do MPBA de 2023 como exemplo: nenhum dos candidatos isentos da taxa de inscrição chegou à etapa final do processo seletivo naquele ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identifica ainda barreiras simbólicas na fase oral dos concursos, quando os candidatos passam a ser avaliados presencialmente pela banca examinadora. Juízes e promotores negros entrevistados relataram inseguranças relacionadas à aparência e ao risco de vieses raciais nessa etapa, incluindo mudanças na apresentação pessoal e preocupações específicas com o uso de cabelos naturais. Canegal relaciona esse cenário a um padrão histórico de acesso às carreiras jurídicas. &#8220;Existe, na verdade, uma história que tornou automática a associação entre as carreiras da elite jurídica e a população branca, algo que impacta tanto a capacidade que as pessoas negras desenvolvem de se imaginarem nesse tipo de posição no futuro, quanto o cotidiano de juízes e promotores negros que já estão nas carreiras&#8221;, observa a pesquisadora. Segundo ela, estudos anteriores mostram que, até 1990, 66% dos magistrados brasileiros tinham familiares em outras carreiras jurídicas, percentual que caiu para 42% em 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa contrapõe os dados sobre quem ocupa cargos de decisão no sistema de Justiça baiano aos dados sobre quem é alvo de punição por esse mesmo sistema. Com base em números do Sistema de Informações da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SISDEPEN) referentes a 2025, o estudo aponta que 87% das pessoas com alguma medida restritiva de liberdade na Bahia são negras, contra 10% de brancas. &#8220;Se a gente pega a outra ponta do sistema de justiça, então, o contraste é brutal&#8221;, diz Canegal, ao comparar a sub-representação de pessoas negras nos cargos de magistrado e promotor com sua superrepresentação entre a população carcerária e sob medidas restritivas de liberdade no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados sobre a composição racial do TJBA e do MPBA têm como referência o Diagnóstico Étnico-Racial do Poder Judiciário, elaborado pelo CNJ em 2023, e levantamento próprio do MPBA de 2024. A metodologia do Observatório da Branquitude segue o padrão do CNJ, que soma as categorias preta e parda como população negra e reúne branca, amarela e indígena na categoria branca, permitindo a comparação dos dados baianos com estatísticas nacionais. A pesquisa completa, incluindo a metodologia detalhada dos cálculos de proporcionalidade racial e do levantamento de custos dos concursos, deve ser divulgada pelo Observatório da Branquitude nos próximos dias.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/brancos-ocupam-tres-vezes-mais-cargos-de-juiz-e-promotor-na-bahia-aponta-pesquisa/">Brancos ocupam três vezes mais cargos de juiz e promotor na Bahia, aponta pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Luxo e abundância marcam edição especial do ‘Jantar Preto’ dedicada a mulheres negras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/luxo-luxo-e-abundancia-marcam-edicao-especial-do-jantar-preto-dedicada-a-mulheres-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:46:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[jantar preto]]></category>
		<category><![CDATA[julho das pretas]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres pretas]]></category>
		<category><![CDATA[só para as pretinhas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96783</guid>

					<description><![CDATA[<p>B&#225;rbara Brito e Bella Campos reuniram mulheres negras da m&#250;sica, da moda e da TV na noite de 6 de julho. Veja como foi a edi&#231;&#227;o S&#243; para as Pretinhas. B&#225;rbara Brito e Bella Campos receberam na noite de segunda-feira, 6 de julho, um grupo de mulheres negras de destaque na cultura, na m&#250;sica e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/luxo-luxo-e-abundancia-marcam-edicao-especial-do-jantar-preto-dedicada-a-mulheres-negras/">Luxo e abundância marcam edição especial do ‘Jantar Preto’ dedicada a mulheres negras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Bárbara Brito e Bella Campos reuniram mulheres negras da música, da moda e da TV na noite de 6 de julho. Veja como foi a edição Só para as Pretinhas.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bárbara Brito e Bella Campos receberam na noite de segunda-feira, 6 de julho, um grupo de mulheres negras de destaque na cultura, na música e na comunicação, na edição especial do Jantar Preto batizada de &#8220;Só para as Pretinhas&#8221;. O encontro aconteceu no Baretto, dentro do Fasano Jardins, em São Paulo, e reuniu, entre outras convidadas, as cantoras Tasha e Tracie, Agnes Nunes, Paula Lima e Ajuliacosta, a apresentadora e médica Thelma Assis, a Thelminha, a modelo Rita Carreira,, a empresária e figura pública Robertita e a executiva de conteúdo da Globo Samantha Almeida, que já presidiu júri no Festival de Cannes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dupla conduziu pessoalmente a recepção das convidadas, acompanhando a chegada de cada uma delas ao longo da noite, num roteiro que incluiu um menu autoral pensado para dialogar com o padrão do próprio Fasano Jardins. A noite reservou um espaço raro de troca entre mulheres negras em posições de destaque em áreas distintas, da música ao jornalismo, colocando lado a lado gerações e trajetórias diferentes dentro de um mesmo salão. Em um dos momentos da noite, Samantha Almeida resumiu o espírito do encontro ao comentar que aquela geração de mulheres pretas será a última a carregar sozinha o peso de ser a primeira num espaço como aquele, já que o que vem depois é a pluralidade, muitas ocupando ao mesmo tempo os mesmos ambientes de luxo como herança, e não mais como exceção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2023 pelos publicitários Kevin David e Levis Novaes, o Jantar Preto nasceu como um encontro intimista entre profissionais negros do mercado criativo e cresceu até se tornar um dos principais circuitos de celebração da cultura negra em espaços de alto padrão, com edições já realizadas no Rio de Janeiro, em Salvador e em Brasília. Bárbara Brito assumiu a presidência do projeto em 2024, ao lado dos cofundadores, mantendo o propósito original de transformar o luxo em território de protagonismo negro. A edição &#8220;Só para as Pretinhas&#8221; nasceu com um recorte específico, dedicada a mulheres pretas que transformam caminhos e redesenham futuros, e chegou como desdobramento direto de uma pauta que as duas anfitriãs já vinham discutindo publicamente, a de que ocupar espaços de luxo sem pedir licença é, em si, um gesto político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes do jantar, Bárbara e Bella concederam entrevista exclusiva à Mundo Negro em que trataram justamente desse tema. Bárbara resumiu o raciocínio numa frase direta, &#8220;não é sobre estar num lugar bonito, é sobre reescrever quem se apossou da permissão de estar ali&#8221;, enquanto Bella falou do efeito dessa presença sobre quem observa de fora, &#8220;é sobre as meninas que olham e passam a entender que esses lugares também podem ser delas&#8221;. A reunião de segunda-feira colocou essas ideias em prática, ao transformar o Baretto num ambiente majoritariamente negro por uma noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento contou com apoio da Kérastase Paris, da Chandon e da vinícola Terrazas de los Andes, marcas que já vinham patrocinando outras edições do Jantar Preto. A programação do Julho das Pretas na Mundo Negro segue ao longo do mês com outras coberturas ligadas ao tema, e a entrevista completa concedida por Bárbara Brito e Bella Campos antes do encontro está disponível no site.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/luxo-luxo-e-abundancia-marcam-edicao-especial-do-jantar-preto-dedicada-a-mulheres-negras/">Luxo e abundância marcam edição especial do ‘Jantar Preto’ dedicada a mulheres negras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tomi Adeyemi rejeita adaptação de Filhos de Sangue e Osso: &#8220;Não vi e não vou ver o filme&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/tomi-adeyemi-rejeita-adaptacao-de-filhos-de-sangue-e-osso-nao-vi-e-nao-vou-ver-o-filme/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 08:57:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[amandla stenberg]]></category>
		<category><![CDATA[children of blood and bone]]></category>
		<category><![CDATA[filhos de sangue e osso]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[literatura fantástica]]></category>
		<category><![CDATA[tomi adeyemi]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96780</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tomi Adeyemi revelou que bloqueou a atriz Amandla Stenberg e n&#227;o assistir&#225; &#224; adapta&#231;&#227;o de Filhos de Sangue e Osso, que estreia em janeiro de 2027. A escritora nigeriano-americana Tomi Adeyemi usou o TikTok neste in&#237;cio de julho para explicar por que deixou de comentar publicamente a adapta&#231;&#227;o cinematogr&#225;fica de Filhos de Sangue e Osso, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/tomi-adeyemi-rejeita-adaptacao-de-filhos-de-sangue-e-osso-nao-vi-e-nao-vou-ver-o-filme/">Tomi Adeyemi rejeita adaptação de Filhos de Sangue e Osso: &#8220;Não vi e não vou ver o filme&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Tomi Adeyemi revelou que bloqueou a atriz Amandla Stenberg e não assistirá à adaptação de Filhos de Sangue e Osso, que estreia em janeiro de 2027.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escritora nigeriano-americana Tomi Adeyemi usou o TikTok neste início de julho para explicar por que deixou de comentar publicamente a adaptação cinematográfica de Filhos de Sangue e Osso, primeiro romance da trilogia O Legado de Orïsha. Em uma sequência de mensagens compartilhadas com os fãs, ela confirmou que bloqueou o contato da atriz Amandla Stenberg, responsável por viver a Princesa Amari no longa-metragem, e afirmou que não assistiu e não pretende assistir ao filme, mesmo tendo assinado o roteiro ao lado da diretora Gina Prince-Bythewood.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As capturas de tela publicadas por Adeyemi mostram uma mensagem enviada à atriz que diz &#8220;não use meu nome em nenhuma entrevista ou vídeo novamente, não me mande mensagem, não me ligue&#8221;. A imagem indica ainda que a autora removeu Stenberg de seus contatos. Em outro trecho divulgado, Adeyemi escreveu que existe um motivo para seu silêncio sobre a adaptação e que, a partir de agora, quem quiser apoiar seu trabalho pode comprar qualquer edição da trilogia em livrarias independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desentendimento ganhou contornos públicos depois que Stenberg relatou, em entrevista anterior, uma conversa com Adeyemi sobre a criação da série. Segundo a atriz, a autora teria dito que o racismo sofrido por Stenberg quando criança, ao viver Rue em Jogos Vorazes, a inspirou a escrever uma história em que meninas negras de todos os tons pudessem se ver representadas. Stenberg contou que as duas choraram durante a conversa e que interpretou o momento como um sinal de que deveria integrar o elenco do filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adeyemi respondeu à repercussão do relato afirmando, em comentários no próprio TikTok, que estava &#8220;depondo sua espada&#8221; após ter sido, segundo ela, atacada nos bastidores da produção. A autora reforçou que passou 14 anos tentando viabilizar a adaptação e que as decisões finais sobre o roteiro e a direção do filme nunca estiveram sob seu controle, apesar do crédito de roteirista e produtora executiva. Em uma das mensagens, ela escreveu que não vê o filme e não vai vê-lo, que tem sido doloroso esconder isso dos fãs e que sente muito caso alguém tenha pensado que ela não se importava, pois sempre vai se importar com o público que a acompanha, mais do que com qualquer aparato promocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filhos de Sangue e Osso foi publicado em 2018 e se tornou um dos maiores lançamentos da literatura fantástica jovem adulta da década, com uma narrativa ambientada em um reino africano fictício inspirado em referências pré-coloniais da Nigéria e na mitologia iorubá. A trilogia é composta ainda por Filhos de Virtude e Vingança e Filhos de Aflição e Anarquia. O projeto de adaptação passou anos em desenvolvimento na Lucasfilm, que deteve os direitos após a fusão entre Disney e Fox, até deixá-los expirar em 2021. Na época, Adeyemi teve negado o pedido de assinar o roteiro. A Paramount Pictures assumiu o projeto na sequência e concedeu à autora os créditos de roteirista e produtora executiva que ela buscava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O elenco da adaptação reúne Thuso Mbedu, Tosin Cole, Amandla Stenberg, Damson Idris, Cynthia Erivo, Lashana Lynch, Regina King, Idris Elba, Chiwetel Ejiofor e Viola Davis, sob direção de Gina Prince-Bythewood, responsável por A Mulher Rei. Stenberg ainda não se pronunciou publicamente sobre as mensagens divulgadas por Adeyemi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação de Adeyemi com a produção nem sempre foi de distanciamento. Em entrevista à revista People em 2024, a autora chegou a comentar o trabalho ao lado de Prince-Bythewood em tom elogioso, dizendo se sentir mentorada apenas por observar a diretora conduzir o set. A mudança de postura, marcada pelo silêncio nas redes e pelo corte de contato com Stenberg, não veio acompanhada de detalhes sobre o que teria motivado o rompimento nos bastidores, e a autora evitou dar declarações além das mensagens já divulgadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estreia de Filhos de Sangue e Osso nos cinemas está marcada para 15 de janeiro de 2027, data que coincide com o feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos. Adeyemi afirmou que não se opõe a que o público assista ao filme e direcionou o apoio dos leitores para a compra dos livros originais em livrarias independentes.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/tomi-adeyemi-rejeita-adaptacao-de-filhos-de-sangue-e-osso-nao-vi-e-nao-vou-ver-o-filme/">Tomi Adeyemi rejeita adaptação de Filhos de Sangue e Osso: &#8220;Não vi e não vou ver o filme&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Taís Araújo fará participação especial em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/tais-araujo-fara-participacao-especial-em-a-nobreza-do-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:20:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[A Nobreza do Amor]]></category>
		<category><![CDATA[globo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Novela]]></category>
		<category><![CDATA[tais araújo]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96749</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Nobreza do Amor pode ganhar Ta&#237;s Ara&#250;jo no elenco, em papel ligado &#224; realeza africana, confira detalhes. Ta&#237;s Ara&#250;jo, confirmou uma participa&#231;&#227;o especial em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221;, novela das seis da Globo protagonizada por Duda Santos. Segundo a coluna Play, do jornal O Globo, a atriz vai interpretar uma integrante da realeza dentro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/tais-araujo-fara-participacao-especial-em-a-nobreza-do-amor/">Taís Araújo fará participação especial em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Nobreza do Amor pode ganhar Taís Araújo no elenco, em papel ligado à realeza africana, confira detalhes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Taís Araújo, confirmou uma participação especial em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221;, novela das seis da Globo protagonizada por Duda Santos. Segundo a coluna Play, do jornal O Globo, a atriz vai interpretar uma integrante da realeza dentro do reino fictício de Batanga, cenário africano que estrutura boa parte da trama escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr. As gravações estão previstas para os próximos dias, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação marca o retorno de Taís às novelas depois do remake de &#8220;Vale Tudo&#8221;, produção que a atriz atravessou em meio a bastidores conturbados, segundo relatos da imprensa. Antes de aceitar o papel atual, ela recusou dois convites para personagens maiores dentro do próprio folhetim. A primeira proposta era para viver a rainha Niara, recusada logo após a experiência em &#8220;Vale Tudo&#8221;, papel que acabou com Erika Januza. Depois, veio o convite para a princesa Binta, que Taís não conseguiu encaixar na agenda, e que ficou com a atriz angolana Lesliana Pereira, 38, conhecida por outros folhetins brasileiros como &#8220;I Love Paraisópolis&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na trama, Taís poderá contracenar diretamente com o marido, o ator Lázaro Ramos, que interpreta o vilão Jendal, responsável por um golpe de estado que o coloca no trono de Batanga. A novela também conta com Jorge Lucas e Ana Miranda no elenco, como pais da princesa Binta, ampliando o núcleo de personagens ligados à realeza do reino fictício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Nobreza do Amor&#8221; se desenvolve em dois cenários paralelos, o próprio reino de Batanga, situado na costa ocidental africana, e a cidade fictícia de Barro Preto, no Rio Grande do Norte. A ambientação dá centralidade a uma narrativa de realeza africana pouco comum na teledramaturgia brasileira, com abertura que já remete a raízes afro-brasileiras dentro do universo da trama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada de Taís chega em um momento de agenda concentrada da atriz fora da televisão. Ela segue em cartaz com o espetáculo solo &#8220;Mudando de Pele&#8221;, que teve temporada de sucesso no Rio de Janeiro antes de estrear em São Paulo, onde ganhou datas extras, e ainda passa por Belo Horizonte. Taís também recusou o papel de protagonista em &#8220;Por Você&#8221;, próxima novela das sete da Globo, prevista para estrear em agosto, escalação que ficou com Sheron Menezzes. O contrato da atriz com a emissora havia sido renovado em fevereiro deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha de recuar para uma participação mais curta, depois de duas recusas seguidas, também marca um momento em que Taís tem calibrado os convites que aceita na televisão. A atriz já havia sinalizado publicamente a intenção de priorizar o teatro antes de assumir novos compromissos extensos na TV, e a presença pontual em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221; preserva parte da agenda que ela vem reservando para os palcos, sem tirá-la de um projeto que já reúne o próprio marido no elenco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira (6), a trama segue avançando outros núcleos da história. O capítulo do dia traz Malungo recebendo informações de Jorge, enquanto Diógenes e Marta confrontam Virgínia diante das acusações feitas por Lúcia, sob a identidade de Alika. Onildo defende que Miguel e Salma têm direito de conhecer a verdade sobre o próprio estado de saúde, contrariando a postura de Fátima, que segue enganando a filha para mantê-la sob controle.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/tais-araujo-fara-participacao-especial-em-a-nobreza-do-amor/">Taís Araújo fará participação especial em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
