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	<title>Carolina Viana, Autor em Mundo Negro</title>
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		<title>HHWC completa um ano e reforça que cuidado também é direito das mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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<p>Se você fechar os olhos e pensar em um treino, provavelmente virá à mente aquela imagem fria de academia, espelhos e um silêncio que nem sempre nos convida a entrar. Mas o <strong>Hip Hop Workout Collective (HHWC)</strong> virou essa mesa. Quem chega em um encontro do <strong>HHWC</strong> é imediatamente atingido por uma dose massiva de vitalidade. Não se trata apenas de uma aula de funcional ou de uma playlist bem curada; é sobre a visão de dezenas de mulheres negras, de todas as idades e tons, ocupando o espaço com o que têm de mais belo. É um ambiente onde a estética e a saúde caminham juntas, provando que o autocuidado para nós nunca foi apenas sobre vaidade, mas sobre a manutenção da nossa própria alegria.</p>



<p>Celebrar um ano de trajetória é confirmar que o movimento do corpo, para o povo negro, continua sendo uma linguagem sagrada. Se no Bronx o Hip Hop nasceu para substituir a violência pela arte, em São Paulo o HHWC utiliza essa mesma cultura para retomar um território que muitas vezes nos é negado: o direito de sermos cuidadas. Em um contexto onde mulheres negras são historicamente colocadas no papel daquelas que servem, que limpam e que sustentam o mundo ao redor, ter um lugar onde o foco é o nosso próprio bem estar é revolucionário.</p>



<p>Para Caroline Araujo, a força desse encontro geracional é o que move a engrenagem do coletivo.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95467" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95467" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-331-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ver tantas mulheres cantando juntas, treinando e cuidando de si mesmas, algumas pela primeira vez com essa dedicação. Encontrar gerações diferentes no mesmo evento, desde filhas às avós, é realmente algo que emociona não apenas pela quantidade, mas exatamente por entendermos que podemos e merecemos esse cuidado. Tudo que propomos no HHWC é com muito carinho, desde as frutas, a elaboração de cada sacolinha, e fazer isso com um time de mulheres por trás, todas dedicadas e empenhadas em fazer acontecer. Sou grata a quem acredita e confia no nosso trabalho desde a primeira edição. E não poderia deixar de agradecer às minhas amigas e sócias por tornarem isso tudo mais leve, divertido e também possível”</p>
</blockquote>



<p>Essa leveza mencionada por Caroline é o diferencial que faz as mulheres voltarem. O coletivo entende que o acesso à saúde é uma das nossas maiores vulnerabilidades estruturais e, por isso, transforma o treino em uma experiência de pertencimento. Juliana Oliveira reforça que o exercício físico, quando aliado ao propósito de vida, tem o poder de transformar realidades e fortalecer os laços entre mulheres que compartilham as mesmas vivências.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95466" style="width:842px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-333-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“1 ano de HHWC e parece que foi ontem que iniciamos, passou muito rápido e ver onde chegamos me emociona. O exercício físico mudou a minha vida quando mais nova e hoje faço disso, um propósito de vida e o HHWC se tornou um dos meus propósitos! Trabalhar com mulheres como minhas sócias, faz tudo ser mais leve, duas mulheres extremamente inteligentes e capazes de fazer qualquer ideia funcionar. Sou grata por ser do HHWC”</p>
</blockquote>



<p>O crescimento do projeto é nítido e a emoção de quem esteve lá desde a primeira aula, quando tudo ainda era um rascunho entre amigas, transborda em cada nova edição. Juliane Daianny, ao olhar para trás, enxerga não apenas um ano de aulas, mas um ano de construção de uma rede que agora se prepara para novos voos, incluindo a expansão para o Rio de Janeiro e novos formatos de experiência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95468" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/HHWC_12.04.26@peroladutra-335-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Uma das edições mais emocionantes que já tivemos! Me emocionei no palco ao lembrar da primeira aula que fizemos há 1 ano atrás. E ver o quanto crescemos, traz uma sensação de gratidão e recompensa.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"></h3>
</blockquote>



<p>O Hip Hop Workout nunca faz o básico e a próxima fase promete elevar o nível da experiência. Em São Paulo, no dia <strong>18 de abril</strong>, o coletivo prepara uma aula temática especial em homenagem ao lançamento do filme de Michael Jackson. O evento acontece em um formato inédito: uma versão pocket, com vagas limitadas e clima intimista dentro da academia The Yard, unindo o treino funcional ritmado à intensidade que já é marca registrada do grupo.</p>



<p>Além das novas edições em solo paulista e carioca, o projeto celebra uma novidade institucional: o HHWC agora é parceiro de mídia do <strong>Mundo Negro</strong>. As fundadoras passarão a assinar conteúdos sobre atividade física e saúde, trazendo a expertise de quem entende que o movimento do corpo negro é, acima de tudo, um ato de preservação da nossa história.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>AGENDA HHWC</strong></p>



<p><strong>São Paulo — Especial Michael Jackson</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 18 de abril</li>



<li><strong>Local:</strong> The Yard SP</li>



<li><strong>Horários:</strong> 08h30 e 10h00</li>



<li><strong>Vagas:</strong> Super Limitadas</li>
</ul>



<p><strong>Rio de Janeiro</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Data:</strong> 02 de maio</li>



<li><strong>Ingressos e informações:</strong> linktr.ee/hhwc.br</li>
</ul>



<p></p>
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		<item>
		<title>Executor e mandante do assassinato de Mãe Bernadete são condenados a 40 e 29 anos de prisão</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/executor-e-mandante-do-assassinato-de-mae-bernadete-sao-condenados-a-40-e-29-anos-de-prisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 09:54:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Executor e mandante do assassinato de M&#227;e Bernadete s&#227;o condenados a 40 e 29 anos de pris&#227;o O Tribunal do J&#250;ri da Comarca de Salvador condenou na noite desta ter&#231;a-feira (14) os dois r&#233;us pelo assassinato da ialorix&#225; e l&#237;der quilombola Maria Bernadete Pac&#237;fico Moreira, a M&#227;e Bernadete. Arielson da Concei&#231;&#227;o dos Santos foi sentenciado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Executor e mandante do assassinato de Mãe Bernadete são condenados a 40 e 29 anos de prisão</strong></p>



<p>O Tribunal do Júri da Comarca de Salvador condenou na noite desta terça-feira (14) os dois réus pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete. Arielson da Conceição dos Santos foi sentenciado a 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão. Marílio dos Santos, apontado como mandante, recebeu pena de 29 anos e 9 meses. Ambos cumprirão pena em regime fechado.</p>



<p>Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023 com 25 tiros na sede da associação do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Ela estava com seus três netos quando foi atingida. Tinha 72 anos e era uma das principais lideranças da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).</p>



<p><strong>O crime e a motivação</strong></p>



<p>As investigações apontaram que o crime foi motivado pela oposição firme de Mãe Bernadete às atividades ilícitas na comunidade, especialmente à instalação de pontos de venda de drogas e à ocupação irregular de áreas por integrantes do Bonde do Maluco (BDM). Marílio, conhecido como &#8220;Maquinista&#8221;, mantinha uma barraca usada para o comércio de drogas dentro do quilombo, e Mãe Bernadete exigia a retirada.</p>



<p>Antes de morrer, a liderança quilombola havia denunciado publicamente as ameaças que sofria e chegou a ser incluída em um programa de proteção a defensores de direitos humanos. A proteção não foi suficiente.</p>



<p><strong>O julgamento</strong></p>



<p>A sessão começou na manhã de segunda-feira (13) no Fórum Ruy Barbosa e terminou na noite desta terça. Os sete jurados acolheram a tese da acusação e condenaram a dupla por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito.</p>



<p>Réu confesso, Arielson optou por responder apenas perguntas da defesa durante o interrogatório. Marílio, foragido, foi julgado na presença de advogados que o representaram. Além da condenação pelo homicídio, Arielson também foi sentenciado pelo roubo de cinco aparelhos celulares durante o crime.</p>



<p>O advogado da família, Hédio Silva Jr., que atuou na acusação ao lado do Ministério Público, havia declarado antes do veredicto que as provas eram irrefutáveis: grampos telefônicos, perícias e testemunhos. &#8220;Temos um conjunto de provas irrefutáveis. Nossa expectativa é que os jurados não tenham nenhuma dúvida e condenem à pena máxima&#8221;, afirmou. O resultado confirmou a tese da acusação em todos os crimes imputados aos réus.</p>



<p>Para o filho de Mãe Bernadete, Jurandir Pacífico, o veredito representa um primeiro passo. &#8220;Sensação de justiça sendo feita. Foram dois dias de martírio total&#8221;, disse ele, acrescentando que espera pena máxima para os demais envolvidos.</p>



<p><strong>Ainda há réus a julgar</strong></p>



<p>Outros três denunciados pelo Ministério Público, Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus — ainda serão submetidos a julgamento, sem data definida.</p>



<p>A Anistia Internacional, que acompanhou o caso, reconheceu a condenação como um avanço, mas alertou que a justiça só será completa com a responsabilização de toda a cadeia envolvida no crime e com mudanças estruturais no programa de proteção a defensores de direitos humanos.</p>



<p></p>
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		<title>Morre aos 80 anos Professor Jarbas Vargas Nascimento, referência em análise do discurso no Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/morre-aos-80anos-professor-jarbas-vargas-nascimentoreferencia-em-analise-do-discurso-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 11:51:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil perdeu, neste s&#225;bado (5), o professor Jarbas Vargas Nascimento, aos 80 anos, que estava em tratamento contra o c&#226;ncer. Um dos mais respeitados intelectuais brasileiros no campo da Lingu&#237;stica e da An&#225;lise do Discurso, Jarbas deixa um legado cient&#237;fico e humano que transborda os muros das universidades onde construiu sua trajet&#243;ria. P&#243;s-doutor em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil perdeu, neste sábado (5), o professor Jarbas Vargas Nascimento, aos 80 anos, que estava em tratamento contra o câncer. Um dos mais respeitados intelectuais brasileiros no campo da Linguística e da Análise do Discurso, Jarbas deixa um legado científico e humano que transborda os muros das universidades onde construiu sua trajetória.</p>



<p>Pós-doutor em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), doutor em Letras, Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Jarbas acumulou uma das trajetórias acadêmicas mais sólidas e consistentes de sua geração. Era professor titular do Departamento de Ciências da Linguagem e do Programa de Pós-Graduação em Língua Portuguesa da PUC-SP, além de professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). </p>



<p>Sua produção intelectual é extensa e marcante. Entre suas obras mais recentes, destaca-se <em>Discurso, Cultura e Negritude</em> (Blucher, 2021), livro que reúne dez autores e autoras em reflexões sobre questões discursivas e histórico-culturais ligadas à negritude brasileira, uma síntese do seu compromisso com a produção de conhecimento comprometida com a realidade do povo negro. Jarbas foi líder do Grupo de Pesquisa Memória e Cultura na Língua Portuguesa Escrita no Brasil, cadastrado no CNPq, e membro pesquisador do Grupo de Pesquisa A Escrita no Brasil Colônia e Suas Relações. </p>



<p>O reconhecimento ao seu trabalho se fez presente ainda em vida. No dia 13 de março de 2026, a PUC-SP sediou a mesa-redonda e o lançamento da obra <em>Discurso, Cultura e Memória: uma homenagem a Jarbas Vargas Nascimento</em>, reunindo pesquisadoras e pesquisadores em torno das suas contribuições para os estudos discursivos no Brasil. O evento destacou seus 15 anos de atuação no Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFES, com ênfase na consolidação da linha de Estudos sobre Texto e Discurso. Mais do que uma celebração, o livro se configura como um espaço de memória intelectual e de reconhecimento permanente à sua contribuição para a Linguística brasileira.</p>



<p><br></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="95447" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95447" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-1024x1024.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-300x300.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-150x150.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-768x768.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-420x420.jpg 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-696x696.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n-1068x1068.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_652052245_18081502886364827_4121141377394106940_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto:  @gedim_ufes</figcaption></figure>
</figure>



<p>Além da pesquisa, atuou como Pró-Reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC-SP e ocupou cargos de gestão em outras instituições, como a Universidade Braz Cubas e a Unifec. </p>



<p>Mas talvez o maior legado de Jarbas Vargas Nascimento não esteja nas prateleiras das bibliotecas acadêmicas, esteja nas pessoas. Silvia Nascimento, hard de conteúdo do Mundo Negro e nora do professor, traduz em palavras o que tantos viveram:</p>



<p><em>&#8220;Jarbas era um professor que, além da preocupação acadêmica, tinha uma grande preocupação em fazer os alunos serem incluídos. Ele tem um grupo incontável de pessoas que só voltaram a estudar e investiram na carreira acadêmica, inclusive no mestrado e no doutorado, porque Jarbas era aquela pessoa que falava: eu acredito em você. E contava com ele.&#8221;</em></p>



<p>O professor deixa a esposa, três filhos, oito netos, dois bisnetos e um número imensurável de alunos que encontraram no seu incentivo a coragem de acreditar que a universidade também era para eles.</p>



<p>O velório será realizado neste domingo (6), na Sala Roma, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista, São Paulo, com início às 11h e término às 13h.</p>



<p>Que a memória do professor Jarbas Vargas Nascimento seja honrada com a continuidade do que ele sempre defendeu: o direito de todo e qualquer pessoa ao conhecimento, à língua e ao seu próprio discurso.</p>
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		<title>Manuela Gomes: a chef que aprendeu com a avó que tempero de verdade não vem em sachê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Manuela Gomes cresceu num quintal que era também uma despensa viva. Em São José do Passe, na região metropolitana de Salvador, sua avó cultivava coentro, hortelã miúdo, hortelã grosso e um pé de louro. Usava sementes de coentro na comida para realçar o sabor, junto com tudo o que a terra oferecia. Nada de caldos artificiais, nada de realçadores industriais. &#8220;Eu tenho essa raiz, essa base de sempre usar tudo o mais natural possível, o que é da terra, o que é da natureza, para temperar a comida&#8221;, conta Manuela.</p>



<p>A avó era referência reconhecida na região. Empresas que chegavam temporariamente e fazendeiros da área iam buscá-la em casa para preparar comida. Manuela cresceu nesse ambiente, ao lado da mãe que também cozinhava muito bem, absorvendo uma herança que só perceberia o tamanho anos mais tarde.</p>



<p>Soteropolitana, ela trabalhou por muito tempo no setor administrativo, mas a cozinha sempre esteve presente, primeiro para amigos e familiares. Há 15 anos passou a trabalhar profissionalmente com alimentação, carregando a mesma base que aprendeu no quintal da infância. Durante esse tempo, percorreu o Recôncavo, conviveu com pessoas e aprofundou o que já trazia de casa. Aos 41 anos, inaugurou o Afilição Joaquim, restaurante em Salvador que completa nove meses, onde seu espaço se chama Sabor de Recôncavo por Chef Manu Bombom. &#8220;É a minha interpretação do que eu conheci, do que eu vivi, do que eu aprendi durante todos esses anos, dessa comida que é tão rica&#8221;, diz.</p>



<p><a href="https://vt.tiktok.com/ZSHMXh73u">https://vt.tiktok.com/ZSHMXh73u</a></p>



<p>O cardápio surpreende justamente pela simplicidade honesta. Pratos que na Bahia são rotineiros ganham outro sabor quando feitos sem atalhos industriais. &#8220;Minha comida é a base de condimentos e ervas frescas. O máximo que eu uso é um azeite de oliva. Não uso realçadores de sabores artificiais, molhos, enlatados. Esses ingredientes não fazem parte da minha culinária, não fazem parte da minha identidade.&#8221;</p>



<p>É essa identidade que ela leva para a campanha #IngredientePrincipal. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Manuela Gomes é uma delas.</p>



<p>Para os jovens e para todos que valorizam uma boa comida, ela tem um recado: &#8220;Não se deixem levar pelo mundo moderno, pela praticidade. Ainda é possível, ainda há tempo de resgatar velhos costumes e hábitos alimentares que valorizam e resgatam a verdadeira culinária, a raiz, a culinária ancestral.&#8221;</p>



<p>Do quintal da avó ao Recôncavo, Manuela Gomes prova que o ingrediente principal sempre foi a memória.</p>
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		<title>Coletivo ‘HHWC’ une hip hop e dança para transformar a relação de mulheres negras com o treino</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/coletivo-hhwc-transforma-a-relacao-de-mulheres-negras-com-o-treino-atraves-do-hip-hop/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 14:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Muito antes de se tornar gênero musical, muito antes das batalhas de rap e dos campeonatos de breakdance, o movimento do corpo já era, para o povo negro, um ato político. Na África, a dança era linguagem sagrada, forma de reverenciar ancestrais, celebrar colheitas, comunicar guerras e curar. Quando africanos escravizados foram arrancados de seus territórios e jogados em terras desconhecidas, o corpo continuou sendo o único território que ainda lhes pertencia. </p>



<p>Séculos depois, em 1973, no Bronx, bairro negro e periférico de Nova York destruído por políticas de reurbanização que forçaram comunidades afro-americanas e latinas a viver entre escombros, essa mesma energia ganhou nome novo. O DJ Kool Herc organizou a primeira festa de rua onde nasceria o hip hop. Afrika Bambaataa, ex-líder de gangue que havia sido transformado por uma viagem à África e pelos discursos de Malcolm X e dos Panteras Negras, fundou a Universal Zulu Nation com um objetivo claro: substituir a violência entre jovens negros pela dança, pela música, pelo grafite e pelo rap. </p>



<p>Essa cultura atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil nos anos 1980, encontrando na periferia de São Paulo um terreno fértil. Na estação São Bento, na Galeria 24 de Maio, jovens negros se reuniam para dançar break e ouvir rap em rádios boombox. Os Racionais MC&#8217;s, Thaíde, os grafiteiros Os Gêmeos, todos filhos dessa mesma raiz, todos herdeiros de uma filosofia que colocava o corpo negro no centro da cena, como sujeito e não como objeto. É dentro dessa linhagem que nasce, em São Paulo, o <strong>HipHop Workout Collective, o <em>HHWC</em>.</strong></p>



<p><strong>O coletivo que juntou treino e ancestralidade</strong></p>



<p>Juliana Oliveira, Caroline Araujo e Juliane Daianny são personal trainers, professoras de educação física, atletas e, acima de tudo, mulheres negras que conhecem na própria pele o que significa não se reconhecer em um espaço de autocuidado. As academias convencionais, com seus espelhos, seus padrões e seus silêncios, raramente foram lugares onde corpos como os delas se sentiram bem-vindos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95430" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95430" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<p>A resposta que criaram não foi apenas um treino diferente. Foi um espaço diferente. Com trilhas sonoras guiadas pelo hip hop, dinâmicas que estimulam o coletivo tanto quanto o físico e uma proposta que rompe com os padrões tradicionais do fitness, o HHWC transforma cada encontro em uma experiência cultural.</p>



<p><strong><em>&#8220;O HHWC é potência em movimento.&#8221;</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="264" height="406" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="" class="wp-image-95434" style="aspect-ratio:0.6502828990416073;width:374px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-195x300.png 195w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-98x150.png 98w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-150x231.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em> — Juliane Daianny, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Juliane, formada em Marketing e Educação Física, é proprietária do Studio JD, espaço de treinamento exclusivo para mulheres na Zona Norte de São Paulo. Amante da black music desde sempre, ela traz esse amor para o cotidiano do coletivo. Caroline Araujo, personal há sete anos e atleta de powerlifting com especialização em Ortopedia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, cuida da parte administrativa e da experiência dos encontros. Juliana Oliveira, personal trainer e professora de boxe desde 2019, campeã de levantamento terra, é responsável pelas redes sociais e pelas parcerias comerciais do projeto. Três mulheres, três trajetórias diferentes, uma visão comum: de que o treino pode ser, e deve ser, cultura.</p>



<p><strong>Quando não se mover é também uma questão estrutural</strong></p>



<p>Dados recentes revelam que apenas cerca de 33% das mulheres negras no Brasil praticam atividade física regularmente. Esse número, que poderia ser lido como desinteresse, é na verdade o retrato de uma equação estrutural: sem tempo, sem renda, sem representatividade, sem um lugar onde o próprio corpo se sinta em casa, o movimento se torna um luxo que o sistema não oferece.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95431" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95431" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<p><em><strong>&#8220;Transformamos treino em cultura e movimento em pertencimento. O Hip Hop Workout Collective nasce também da urgência de criar espaços onde mais mulheres se sintam seguras para se movimentar. Quando olhamos para dados que mostram que mulheres negras ainda se movimentam menos, entendemos que não é sobre falta de interesse, mas sobre acesso, identificação e oportunidade. O HHWC surge como esse espaço de conexão, onde o corpo, a cultura e a comunidade caminham juntos.&#8221;</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="264" height="385" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png" alt="" class="wp-image-95435" style="aspect-ratio:0.6857571944636116;width:470px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-206x300.png 206w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-103x150.png 103w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-150x219.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em>— Caroline Araujo, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>E as consequências dessa ausência de movimento vão muito além do peso na balança. Pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Unicamp e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica apontam que o sedentarismo está diretamente relacionado ao desenvolvimento de tumores, e que mulheres negras pagam um preço desproporcional por essa equação.</p>



<p>Um estudo publicado na revista científica Breast Cancer Research and Treatment, analisando casos entre 2010 e 2015, constatou que mulheres negras são diagnosticadas em estágios mais avançados da doença do que mulheres brancas, e enfrentam uma taxa de mortalidade quase quatro vezes maior. O INCA, por sua vez, aponta que mulheres negras têm 57% mais chance de morrer de câncer de mama do que brancas, com especial incidência do subtipo triplo negativo, o mais agressivo da doença. Pesquisadores da Unicamp identificaram ainda uma tendência perturbadora: enquanto a mortalidade por câncer de mama cai entre mulheres brancas, ela continua subindo entre pretas e pardas, sinal de que as melhorias no diagnóstico e tratamento ainda não chegam a quem mais precisa.</p>



<p>E é aqui que o movimento entra como resposta. Estudos da Universidade Charles, na República Tcheca, analisando mais de 130 mil mulheres, concluíram que a atividade física regular pode reduzir em até 40% o risco de desenvolver câncer de mama. A American Cancer Society aponta que manter um nível regular de exercícios diminui entre 10% e 20% a chance de desenvolver um tumor. O sedentarismo, por outro lado, pode chegar a dobrar o risco de desenvolvimento da doença. O INCA confirma: a atividade física regula hormônios como estrogênio e progesterona, reduz inflamações crônicas e fortalece o sistema imunológico — mecanismos diretamente ligados à prevenção.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95432" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95432" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_654015667_17881665408475747_8659267352265860861_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
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<p><strong>Hip hop como filosofia, treino como filosofia</strong></p>



<p>Há uma coerência profunda no HHWC que vai além da playlist. O hip hop, em sua essência, sempre foi sobre transformação social através da arte, sobre pegar o que o sistema jogou fora e fazer disso cultura, identidade, orgulho. É o que Afrika Bambaataa chamava de quinto elemento do hip hop: o conhecimento de si, da realidade histórica e cultural dos grupos oprimidos.</p>



<p>O HHWC opera nessa mesma frequência. Cada sessão de treino é também um ritual de pertencimento — a música que pulsa, os corpos que se movem juntos, a instrutora que se parece com você, o espaço que foi construído pensando em você. Isso não é detalhe. Para uma mulher negra que cresceu achando que academia não era lugar para ela, isso é transformação.</p>



<p><em><strong>&#8220;O HHWC leva o hip hop para o treino como cultura viva, traduzindo esse movimento em comunidade, liberdade e transformação social.&#8221;<br></strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="263" height="387" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png" alt="" class="wp-image-95436" style="aspect-ratio:0.6796010659775499;width:446px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png 263w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-204x300.png 204w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-102x150.png 102w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-150x221.png 150w" sizes="(max-width: 263px) 100vw, 263px" /></figure>



<p><em> — Juliana Oliveira, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Em 2025, o Hip Hop Workout Collective deu um passo que marca uma nova fase da sua história: a expansão para o Rio de Janeiro. O que nasceu como um encontro entre amigas em São Paulo agora conecta territórios, amplia redes e consolida o projeto como um movimento, com tudo o que essa palavra carrega de político, de histórico e de esperança.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; 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</div></figure>



<p>Ao lado das fundadoras, uma equipe de staff, voluntários, audiovisual, o DJ Pink Jay e a produtora Jufa Balshoy, todos pertencentes à mesma comunidade, todos com histórias de vida que se encontram nesse projeto. Como dizem as idealizadoras: <em>isso vai muito além de ser mais um coletivo de treino.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>PRÓXIMAS EDIÇÕES</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>São Paulo</strong> — 12 de abril de 2025</li>



<li><strong>Rio de Janeiro</strong> — 2 de maio de 2025</li>
</ul>



<p><strong>Informações e ingressos:</strong> <a target="_blank" rel="noreferrer noopener" href="https://www.google.com/search?q=https://linktr.ee/hhwc.br">linktr.ee/hhwc.br</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/coletivo-hhwc-transforma-a-relacao-de-mulheres-negras-com-o-treino-atraves-do-hip-hop/">Coletivo ‘HHWC’ une hip hop e dança para transformar a relação de mulheres negras com o treino</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Jônatas Bomfim: da UFBA às periferias, o chef que usa a cozinha como transformação social</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/jonatas-bomfim-da-ufba-as-periferias-o-chef-que-usa-a-cozinha-como-transformacao-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 10:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mesa farta das reuni&#245;es de fam&#237;lia foi o primeiro livro de gastronomia de J&#244;natas Bomfim. De um lado, a av&#243; Carminha, de Salinas da Margarida, com sua comida de dend&#234;, frigideiras e moquecas. Do outro, a av&#243; Joana, do interior baiano de Terra Nova, com farofa d&#8217;&#225;gua e carne de sert&#227;o frita. &#8220;Tudo isso [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/jonatas-bomfim-da-ufba-as-periferias-o-chef-que-usa-a-cozinha-como-transformacao-social/">Jônatas Bomfim: da UFBA às periferias, o chef que usa a cozinha como transformação social</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A mesa farta das reuniões de família foi o primeiro livro de gastronomia de Jônatas Bomfim. De um lado, a avó Carminha, de Salinas da Margarida, com sua comida de dendê, frigideiras e moquecas. Do outro, a avó Joana, do interior baiano de Terra Nova, com farofa d&#8217;água e carne de sertão frita. &#8220;Tudo isso foi moldando a forma de eu fazer gastronomia&#8221;, conta.</p>



<p>Saiu de casa cedo e por um tempo a cozinha foi apenas necessidade. Trabalhava como recepcionista em um hospital quando decidiu investir no que sentia chamar. Foi pelo Senac Bahia que encontrou o caminho, no curso de cozinheiro profissional, aprendendo técnicas e construindo trocas com colegas que aprofundaram sua visão sobre a gastronomia. Estudou tanto que passou no bacharelado em Gastronomia da UFBA, onde sua trajetória ganhou uma dimensão que ele mesmo não esperava.</p>



<p>Dentro do curso, Jônatas criou o que seria um projeto e se tornou um prêmio: o Chefe da Quebrada, hoje projeto de extensão da universidade, que dá visibilidade a cozinheiros e cozinheiras de periferia e oferece acesso gratuito a formações em técnicas de manipulação de alimentos, ficha técnica e empreendedorismo. &#8220;Hoje eu sou pesquisador e extensionista através do próprio projeto que eu mesmo criei&#8221;, diz.</p>



<p>Fora da universidade, comanda a brigada de uma cozinha industrial responsável pela produção de refeições para o Tribunal de Justiça da Bahia, o Fórum Ruy Barbosa e a Maternidade Climério de Oliveira, operando em grande escala com foco em qualidade, segurança alimentar e gestão eficiente. É também presença frequente em eventos como o Bahia Origem Week e o Festival da Economia Popular e Solidária, onde apresenta uma cozinha autoral enraizada em território e identidade.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7621744813632703762" data-video-id="7621744813632703762" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>Antes de qualquer técnica, existe quem planta. Jônatas Bomfim ( @jonatasgastronomia) abre sua série <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> com uma declaração direta: o ingrediente principal da sua trajetória na gastronomia é a agricultura familiar. Chef baiano, pesquisador e criador do projeto Chefe da Quebrada, Jônatas construiu sua cozinha a partir da origem dos alimentos, valorizando quem produz e garantindo que essa base chegue à mesa com identidade e propósito. Nos próximos vídeos, segurança alimentar, técnicas e receitas. Mas tudo começa aqui. Porque sem origem, não existe gastronomia. <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="agriculturafamiliar" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/agriculturafamiliar?refer=embed">#AgriculturaFamiliar</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7621744927185160967?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
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<p>É essa visão de gastronomia como ferramenta coletiva que ele leva para a campanha #IngredientePrincipal. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Jônatas Bomfim é um deles.</p>



<p>Para quem está começando, o recado vai além da técnica: &#8220;Lembre de sempre aprender a origem, a base, de onde vem o alimento. Não pense só em fazer pratos bonitos, mas lembre da responsabilidade que você tem como cozinheiro de levar para outras pessoas, de transformar os alimentos. Vá pela base, aplicando técnicas simples e básicas, até você começar a evoluir.&#8221;</p>



<p>E para quem pensar em desistir: &#8220;A gastronomia mudou a minha vida e ela pode mudar a sua vida também. Mas não romantize tudo. Cozinhar, se for sua dedicação, vai ter uma hora que você vai pensar em parar. E você tem que lembrar: não pare.&#8221;</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/jonatas-bomfim-da-ufba-as-periferias-o-chef-que-usa-a-cozinha-como-transformacao-social/">Jônatas Bomfim: da UFBA às periferias, o chef que usa a cozinha como transformação social</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>O impacto de Pecadores no audiovisual, na cultura e na economia do povo negro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-impacto-de-pecadores-no-audiovisual-na-cultura-e-na-economia-do-povo-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 19:13:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rachel Maia O lan&#231;amento do filme Pecadores n&#227;o provocou apenas rea&#231;&#245;es est&#233;ticas ou narrativas. Especialmente ap&#243;s sua indica&#231;&#227;o ao Oscar 2026, que ampliou sua visibilidade internacional, o longa escancarou as estruturas da ind&#250;stria cinematogr&#225;fica &#8212; e, mais do que isso, revelou como o audiovisual pode impactar diretamente a cultura e a economia do povo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Por Rachel Maia</p>



<p>O lançamento do filme <em>Pecadores</em> não provocou apenas reações estéticas ou narrativas. Especialmente após sua indicação ao Oscar 2026, que ampliou sua visibilidade internacional, o longa escancarou as estruturas da indústria cinematográfica — e, mais do que isso, revelou como o audiovisual pode impactar diretamente a cultura e a economia do povo negro.&nbsp;</p>



<p>Não se trata apenas da história contada na tela, mas daquilo que aconteceu fora dela: Ryan Coogler, o diretor, garantiu o corte final do filme e uma porcentagem dos lucros das exibições nos cinemas desde o início — diferentemente do modelo tradicional de Hollywood, no qual os diretores recebem parte dos ganhos após a comprovação do sucesso financeiro do filme.</p>



<p>Ao mesmo tempo em que o filme se propõe a discutir exploração, poder e desigualdade racial, os bastidores de sua produção ecoam essas questões, transformando a obra em um marco que vai além da tela e tensiona as estruturas do próprio mercado.</p>



<p>Em um setor historicamente marcado por assimetrias, sobretudo quando se trata de profissionais negros, essa iniciativa foi vista como uma ameaça ao modelo vigente. E isso é mais um fator que torna <em>Pecadores</em> tão relevante: o filme não apenas denuncia desigualdades, mas exige, na prática, medidas mais equitativas capazes de reestruturar a indústria. Afinal, se um projeto demonstra que é possível valorizar adequadamente roteiristas, diretores e equipes —&nbsp; o que nos faz vislumbrar um mundo mais justo para todos —, vale a ousadia.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-cover"><img loading="lazy" decoding="async" width="1008" height="567" class="wp-block-cover__image-background wp-image-95412" alt="" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png" data-object-fit="cover" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png 1008w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-696x392.png 696w" sizes="(max-width: 1008px) 100vw, 1008px" /><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size">Foto: divulgação</p>
</div></div>



<p>Para Letícia Castor, jornalista e crítica de cinema, que atua no mundo corporativo como comunicadora especializada em Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&amp;I), o filme vai na contramão do que os estúdios estão dispostos a investir.</p>



<p>“Ryan Coogler, diretor de obras como <em>Pantera Negra</em> e <em>Creed: Nascido para Lutar,</em> conseguiu trazer em um filme de horror, <em>Pecadores</em>, uma analogia sobre como aqueles com mais poder sugam a vida e os direitos dos subjugados no Mississippi da década de 1930, na era Jim Crow”, destaca Letícia, reforçando que a escolha do gênero não é acidental — é estratégica. O horror, aqui, não está apenas nas criaturas da tela. Essa escolha estética amplia a discussão e reforça que o audiovisual movimenta todo um ecossistema, já que é por meio da cultura que construímos contextualizações de inclusão e conexão com a sociedade.</p>



<p><em>Pecadores </em>opera em duas camadas. Na superfície, apresenta uma narrativa que denuncia a exploração de pessoas negras por estruturas de poder. Em um plano mais profundo, porém, o filme se torna um espelho da própria indústria que o produziu. A ficção e a realidade se cruzam de forma quase inevitável: o que é denunciado na trama se manifesta, de maneira concreta, nas reações do mercado.</p>



<p>“Ryan protegeu o trabalho de pessoas historicamente excluídas e se recusou a jogar o jogo de Hollywood, assegurando que todo lucro (cinemas, streamings, merchandising) vá diretamente para o seu bolso, e não para o dos estúdios e distribuidoras. Mais do que isso, ele protegeu a propriedade intelectual de sua criação e o legado de sua obra ao conseguir em seu acordo com a distribuidora que os direitos autorais retornassem a ele após 25 anos. E que obra! <em>Pecadores </em>bateu o recorde de indicações ao Oscar, com 16 nomeações. O filme levou para casa as estatuetas de Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Principal para Michael B. Jordan. Aqui, temos uma vitória agridoce, já que Michael é o sexto homem negro na história do Oscar a vencer na categoria. É motivo de celebração? Com certeza. Mas é também de reflexão sobre os vieses da Academia (e de toda indústria), afinal, estamos falando da 98ª edição da cerimônia”, enfatiza a jornalista.&nbsp;</p>



<p>A resistência a mudanças estruturais não é novidade. Ao longo da história do cinema e do meio corporativo, avanços em DE&amp;I e impacto social frequentemente enfrentam barreiras — muitas vezes veladas, outras explícitas. O que diferencia o momento atual é a crescente visibilidade dessas tensões. O público está mais atento, os profissionais mais organizados e as narrativas mais conscientes de seu papel político.</p>



<p>O filme cumpre uma função que vai além do entretenimento. Ele gera discussão, provoca e, sobretudo, evidencia que oportunidade, ética e reconhecimento — quando aplicados de fato — redistribuem o poder, principalmente o econômico.</p>
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		<title>Morte da médica negra retrata perfilamento racial endêmico da PM e exige aprovação imediata do PL sobre homicídio racial</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/morte-da-medica-negra-retrata-perfilamento-racial-endemico-da-pm-e-exige-aprovacao-imediata-do-pl-sobre-homicidio-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 19:31:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1948 o lend&#225;rio Abdias do Nascimento enviou uma Carta aberta ao Chefe de Pol&#237;cia do Rio de Janeiro, na qual denunciava que: &#8221;Basta um negro ser detido por qualquer coisa insignificante &#8211; assim como n&#227;o ter uma simples carteira de identidade &#8211; para ser logo tratado como se j&#225; fosse um criminoso. Dir-se-ia que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 1948 o lendário Abdias do Nascimento enviou uma Carta aberta ao Chefe de Polícia do Rio de Janeiro, na qual denunciava que: ”<em>Basta um negro ser detido por qualquer coisa insignificante &#8211; assim como não ter uma simples carteira de identidade &#8211; para ser logo tratado como se já fosse um criminoso. Dir-se-ia que a polícia considera o homem de cor um delinquente nato, e está criando o delito de ser negro</em>”.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais de meio século depois o Supremo Tribunal Federal reproduzia, com outras palavras, o pungente postulado de Mestre Abdias, agora revestido de força própria de sentença proferida por nossa mais alta Corte. Disse o STF no julgamento do denominado HC do Perfilamento Racial:</p>



<p>“<em>Os policiais não podem decidir abordar pessoas apenas com base em sua raça, sexo, orientação sexual, cor da pele ou aparência física. Essa conduta discriminatória desrespeita a dignidade humana e viola outros direitos fundamentais previstos na Constituição. A revista só pode ser realizada quando a pessoa estiver em posse de arma de uso proibido ou com objetos que indiquem a prática de crime</em>.”(STF – Pleno, HC 208.240, j. 11.04.2024)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Transcorridos poucos dias deste julgamento paradigmático, a questão do racismo intencional voltou a ser tratada pelo pleno de nossa Suprema Corte, com reconhecimento explícito de discriminação racial praticada diariamente por todo o sistema de persecução penal:</p>



<p><em>“</em>(&#8230;)<strong><em>O branco, para ser considerado traficante, tem de ter 80% a mais que o preto ou pardo</em></strong><em>. (&#8230;) Isso realmente vem gerando uma discricionariedade exagerada, insisto, no início da <strong>autoridade policial, passando pelo Ministério Público e chegando ao Poder Judiciário. Todo sistema de persecução penal vem gerando discriminação, porque as medianas quantitativas são muito diferentes nos critérios de grau de instrução, idade e cor da pele</strong>. Não há razoabilidade para isso. O estudo demonstra que não há razoabilidade para isso</em>. (&#8230;)<strong><em>Por exemplo, um analfabeto negro e jovem leva desvantagem em relação a um branco maior de 30 anos, com curso superior, que pode ter, às vezes, até 136% a mais de droga. Não há razoabilidade nisso</em></strong><em>. </em>(STF – RE 635.659 – Rel. Gilmar Mendes, j. 26.6.24 – extratos do voto vista do Ministro Alexandre de Moraes)</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Analisando o fuzilamento perpetrado no último domingo, a sangue frio, que destroçou a trajetória luminosa da médica negra Dra. Andréa Marins Dias caberia perguntar, à luz destes julgados, qual seria a arma ou objetos de crime que ela levava consigo? Teria esboçado alguma reação? Teria pronunciado algo inconveniente aos ouvidos sensíveis do agente de autoridade policial que insiste em ser tratado como autoridade?</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A resposta, como sabemos, é terminanente negativa! Bastou que ela fosse negra para que o agente se sentisse autorizado – com aval de boa parte da sociedade, diga-se – a alvejá-la, ciente de que logo surgiriam as teses do “engano”, do “fato isolado”, a velhacaria dos “afastamentos temporários” e no fim da linha uma provável sentença de um tribunal militar decretandoque 257 disparos efetuados na direção de um veículo não demonstram intenção de matar – como no caso do músico Evaldo dos Santos Rosa.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como diz a famosa canção de Caetano e Gil, “Haiti”, “todos sabem como se tratam os pretos”!!!</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Há décadas o Brasil é signatário de uma Convenção para Prevenção e Repressão ao Crime de Genocídio e adotou uma lei federal que pune este tipo de crime, ambas dormitando em berço esplêndido num país em que milhões de pessoas tratam a temática racial como “mimimi”.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assombrado com a naturalização do genocídio da juventude negra no Brasil, em 2020 o Senador Paulo Paim apresentou o projeto de lei n. 5404/2020 criando uma circunstância qualificadora (espécie de agravante) do homicídio motivado por clivagem racial – exatamente como no caso da Dra. Andréa Dias e de milhares de indivíduos mortos diariamente pelo fato de serem negros.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais do que uma qualificadora racial do homicídio, ja passa da hora de o Congresso Nacional criar um tipo autônomo de genocídio no Código Penal – a exemplo do feminicídio – com causas de aumento de pena (na hipótese de vítima criança, gestante ou idoso/a por exemplo), aplicando-lhe a Lei dos Crimes Hediondos, agravando a lei de execução penal e assegurando prioridade de tramitação.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Dra. Andréa Dias foi morta pela violência racial, por desprezo ou discriminação à sua condição racial – fosse uma loira pobre muito provavelmente estaria viva – porquanto a resposta punitiva deve ser condizente com a gravidade da conduta.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Não é aceitável que a imolação da Dra. Andréa Dias tenha sido em vão ou seja empurrada, com a passagem do tempo, para a galeria do naturalização e da impunidade – já alertava Abdias nos anos cinquenta do século passado.</p>



<p><strong>Hédio Silva Jr</strong>., Advogado, Mestre e Doutor em Direito pela PUC-SP, escritor e conferencista, é fundador do IDAFRO – Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-brasileiras e do Jusracial @drhediosilva</p>



<div class="wp-block-cover"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="507" class="wp-block-cover__image-background wp-image-95369" alt="" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image.png" data-object-fit="cover" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-300x198.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-150x99.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-636x420.png 636w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-696x459.png 696w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size">Foto: OAB Campinas</p>



<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>Bruna Crioula: a nutricionista que foi além do currículo para articular nutrição, antirracismo e ancestralidade</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/bruna-crioula-a-nutricionista-que-foi-alem-do-curriculo-para-articular-nutricao-antirracismo-e-ancestralidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bruna Crioula escolheu a nutri&#231;&#227;o ainda no ensino m&#233;dio, depois de um trabalho escolar sobre o fen&#244;meno da fome que a impactou profundamente. Como qualquer adolescente em busca de prop&#243;sito, encontrou naquela ci&#234;ncia o que parecia ser o caminho. O que ela n&#227;o esperava era que o curso pouco teria a dizer sobre os temas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Bruna Crioula escolheu a nutrição ainda no ensino médio, depois de um trabalho escolar sobre o fenômeno da fome que a impactou profundamente. Como qualquer adolescente em busca de propósito, encontrou naquela ciência o que parecia ser o caminho. O que ela não esperava era que o curso pouco teria a dizer sobre os temas que a moviam.</p>



<p>&#8220;O curso não era o que eu esperava e ansiava. Pouco se falava sobre estratégias de combate à fome ou políticas públicas de segurança alimentar, sustentabilidade então passava longe. Além disso, a ausência de referências negras e de discussões em torno das demandas de saúde e nutrição da população negra era inexistente. Foi muito desafiador&#8221;, conta.</p>



<p>A resposta foi a criatividade. Bruna foi além do currículo e construiu uma formação interdisciplinar por conta própria, transitando por jornalismo, serviço social, psicologia, economia e ciências sociais. A razão era clara: &#8220;A noção biológica da nutrição restringe nosso entendimento sistêmico sobre o que é a alimentação e todos os sentidos e significados que a comida tem.&#8221;</p>



<p>Hoje, dez anos depois de formada, é nutricionista e mestra em ciências sociais, pesquisadora alimentar, coletora urbana, comunicadora ancestral e matrigestora na Crioula Curadoria Alimentar, ecossistema voltado para a criação de soluções ecológicas e ancestrais nos sistemas alimentares. Especialista em alimentação saudável numa afroperspectiva, populariza a culinária intuitiva e biodiversa por meio das plantas alimentícias não colonizadas, as PANCs ancestrais. É também mulher africana em diáspora no Brasil e mãe do Inácio.</p>



<p><a href="https://vt.tiktok.com/ZSufq52Rx">https://vt.tiktok.com/ZSufq52Rx</a></p>



<p>Esse percurso é o que a conecta diretamente ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem como resgate cultural, sustentabilidade e acesso. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Bruna Crioula é uma delas.</p>



<p>Para a juventude que quer entrar na área, o recado é direto: &#8220;Não se contentem com as ofertas de disciplinas do currículo. Precisamos estudar outras áreas e criar pontes com o nosso campo, especialmente considerando os impactos da colonização nos hábitos e nas culturas alimentares do povo negro. Articular nutrição e antirracismo é fundamental para uma formação lúcida que promova inclusão e gere emancipação e autonomia alimentar.&#8221;</p>



<p>As referências que ela indica são precisas: Lélia Gonzalez, Abdias do Nascimento, Sueli Carneiro, Nego Bispo. E também as nutricionistas negras que vieram antes. &#8220;Busque se aquilombar teoricamente e também com a companhia de outras nutricionistas negras que vieram antes de nós e, felizmente, estão vivas e pulsantes&#8221;, diz, citando Célia Patriarca, Denise Oliveira e Silva, Lilian Bittencourt, Rute Costa e Sandra Chaves.</p>



<p>&#8220;Sim, você vai ter que viver &#8216;duas formações&#8217; paralelas, mas vale a pena. Eu sou apaixonada pela minha profissão e sinto que estou cumprindo minha missão social, política e ancestral na sociedade&#8221;, afirma.</p>



<p>A síntese do que Bruna defende cabe numa frase dela mesma: &#8220;Ancestralidade alimenta e esse despertar para nossas heranças e memórias agroalimentares é a nutrição que me representa.&#8221;</p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #AncestraliadadeAlimenta</p>
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		<title>Gerson Fernandes: da Marinha à gastronomia, o chef que transformou recomeços em princípios</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/gerson-fernandes-da-marinha-a-gastronomia-o-chef-que-transformou-recomecos-em-principios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gerson Fernandes sabia desde pequeno. N&#227;o com aquela certeza declarada de quem escolhe uma profiss&#227;o, mas com aquele sentimento que a gente s&#243; reconhece depois, olhando para tr&#225;s. &#8220;Acho que desde muito pequeno eu j&#225; sabia que seria cozinheiro. Cresci em uma casa onde a comida era mais do que alimento: era uni&#227;o&#8221;, conta. Criado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Gerson Fernandes sabia desde pequeno. Não com aquela certeza declarada de quem escolhe uma profissão, mas com aquele sentimento que a gente só reconhece depois, olhando para trás. &#8220;Acho que desde muito pequeno eu já sabia que seria cozinheiro. Cresci em uma casa onde a comida era mais do que alimento: era união&#8221;, conta.</p>



<p>Criado no Rio de Janeiro pelas mãos da mãe e de três irmãs, depois da perda precoce do pai e do irmão, Gerson aprendeu cedo o que é luta. &#8220;Foi na força da minha mãe que aprendi o que é luta, dignidade e superação.&#8221; Ver as mulheres da casa na cozinha foi despertando nele uma paixão que o acompanharia por toda a vida, mesmo quando a vida tentou levá-lo para outros caminhos.</p>



<p>E tentou. Entrou para a Marinha, depois saiu. Iniciou faculdade de Engenharia Elétrica, não concluiu. Fez curso de garçom pelo Senac e foi ali que o sentimento pela gastronomia começou a ganhar forma. Trabalhando em um restaurante em Ipanema, sempre que podia corria para a cozinha para ajudar. &#8220;Algo dentro de mim dizia: é aqui que você pertence.&#8221;</p>



<p>A virada veio com a criação do Styllus Buffet, quando decidiu de vez seguir aquilo que sempre soube que seria. Fez faculdade de Gastronomia, se especializou e acumulou três pós-graduações na área. Hoje atua com consultorias e palestras, é um dos coordenadores do concurso Chefs Rio de Janeiro da Abrachefs, membro do projeto Chefs na Casa e diretor acadêmico da Escola de Gastronomia Internacional SEGi, espaço do qual tem muito orgulho, especialmente pelos projetos sociais que transformam vidas através da cozinha.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7610210825684405522
</div></figure>



<p>É esse Gerson, cozinheiro do Rio de Janeiro com uma trajetória feita de quedas e recomeços, que integra a campanha #IngredientePrincipal. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Gerson Fernandes é um deles.</p>



<p>Para os jovens que querem seguir o mesmo caminho, ele tem um conselho que resume tudo o que viveu: &#8220;Nunca entrem em uma profissão pensando apenas em dinheiro. O dinheiro é consequência. O que realmente constrói uma carreira sólida são princípios. E os meus sempre foram três: Disciplina. Verdade. Honra. Foram eles que me fizeram crescer profissionalmente e, acima de tudo, como homem.&#8221;</p>



<p>O caminho de Gerson Fernandes não foi fácil. Foi feito exatamente das coisas que ele aprendeu a honrar.</p>



<p>#IngredientePrincipal #TheMainIngredient #GastronomiaAfrobrasileira</p>
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