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	<title>Carolina Viana, Autor em Mundo Negro</title>
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	<title>Carolina Viana, Autor em Mundo Negro</title>
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		<title>Marvel cancela segunda temporada de ‘Wonder Man’ meses após anunciar renovação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 08:50:01 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Yahya Abdul-Mateen II concorre ao Emmy pelo papel de Simon Williams em Wonder Man, série cancelada pela Marvel meses após ter renovação confirmada.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Marvel Television cancelou a série Wonder Man, do selo Spotlight exibida pelo Disney+, e a produção não terá uma segunda temporada. A informação foi divulgada pela Variety nesta quinta-feira (30). A decisão contraria o anúncio feito pela própria Marvel em março, quando a renovação do projeto havia sido confirmada publicamente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo roteiristas ligados ao projeto, a sala de roteiro da segunda temporada nunca chegou a ser aberta. A equipe responsável pela produção foi realocada para outros projetos da Marvel Television antes que o trabalho tivesse início, o que tornou inviável dar continuidade à trama após o fim da primeira leva de episódios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançada em janeiro deste ano, a série acompanha o ator Simon Williams, interpretado por Yahya Abdul-Mateen II, em sua tentativa de emplacar uma carreira em Hollywood enquanto esconde poderes que ainda não sabe controlar. No elenco também está Ben Kingsley, que retoma o papel de Trevor Slattery, personagem apresentado em Homem de Ferro 3 e revisitado em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. Destin Daniel Cretton, diretor de Shang-Chi, assina a produção executiva e dirigiu parte dos episódios, enquanto o roteiro é assinado por Andrew Guest, roteirista de Brooklyn Nine-Nine e Community.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cancelamento chega poucas semanas depois de Abdul-Mateen II receber uma indicação ao Emmy de Melhor Ator em Série de Comédia por seu papel na produção. A academia também reconheceu a série com dez indicações técnicas, incluindo performance de dublê, coordenação de dublês, design de produção, fotografia, desenho de título, maquiagem protética, música e letra originais, edição de som e mixagem de som. O ator já havia vencido o Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada por sua atuação como Doutor Manhattan em Watchmen.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação marca apenas a segunda vez que uma série da Marvel garante uma indicação a Melhor Ator, e a primeira do estúdio em cinco anos. A última vez que a Marvel havia alcançado esse patamar foi com WandaVision, em 2021, quando a série somou 23 indicações e venceu em três categorias. Na disputa por Melhor Ator em Série de Comédia, Abdul-Mateen II concorre com Steve Carell, de Rooster, Matthew Rhys, de Widow&#8217;s Bay, Jason Segel, de Shrinking, e Martin Short, de Only Murders in the Building. O ator também recebeu indicações no Astra TV Awards e no Dorian TV Awards ao longo da temporada de premiações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Wonder Man é a versão televisiva de Magnum, personagem criado em 1964 pela Marvel Comics. Nos quadrinhos, Simon Williams recebeu superforça após um experimento conduzido pelo Barão Zemo e chegou a atuar como vilão antes de conquistar a confiança dos Vingadores, tornando-se posteriormente membro fundador dos Vingadores da Costa Oeste. Sua passagem por Hollywood como ator e dublê, retratada nos quadrinhos, é o ponto de partida escolhido pela série do Disney+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Yahya Abdul-Mateen II usou as redes sociais para comentar o cancelamento e agradecer ao público que acompanhou a série. Em publicação feita nesta quinta-feira, o ator afirmou que &#8220;a série deu certo&#8221; e disse que essa constatação é o que mais o deixa satisfeito com o projeto. Ele relatou ter recebido mensagens de espectadores que associaram a trajetória do personagem a momentos pessoais de superação e mencionou acompanhar as reações de criadores de conteúdo no YouTube que comentaram os episódios. A publicação foi encerrada com uma convocação aos fãs para acompanhar a disputa do Emmy em setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os episódios de Wonder Man, chamada de Magnum no Brasil, seguem disponíveis no catálogo do Disney+. A Marvel Television não detalhou se Simon Williams poderá aparecer em outros projetos do estúdio, e não há, até o momento, informações sobre uma possível continuidade da história em formato de filme ou minissérie.</p>



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		<title>Erika Januza desabafa sobre culpa e separação: &#8220;A responsabilidade do que eu tô sentindo não é minha&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 08:42:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Erika Januza refletiu sobre autoculpa e diferentes tipos de luto no Saia Justa, dias ap&#243;s o fim de um relacionamento marcado pela quebra de confian&#231;a. A atriz e apresentadora Erika Januza usou o programa Saia Justa, exibido pela GNT na noite de quarta-feira (29), para refletir sobre os diferentes tipos de luto que uma pessoa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Erika Januza refletiu sobre autoculpa e diferentes tipos de luto no Saia Justa, dias após o fim de um relacionamento marcado pela quebra de confiança.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A atriz e apresentadora Erika Januza usou o programa Saia Justa, exibido pela GNT na noite de quarta-feira (29), para refletir sobre os diferentes tipos de luto que uma pessoa pode enfrentar ao longo da vida, entre eles o fim de uma relação amorosa marcada pela quebra de confiança. A fala aconteceu dias depois do término do namoro com o cantor Arlindinho e concentrou o discurso na própria experiência emocional, sem se estender sobre os detalhes da separação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o quadro, Erika listou situações que considera formas de luto, como mudar de cidade, mudar de país, terminar um relacionamento, perder uma pessoa sem possibilidade de reencontro e sofrer uma traição. Segundo ela, cada uma dessas experiências atinge escalas diferentes, mas todas mexem com o emocional a partir do mesmo ponto, o momento em que &#8220;algo que estava existindo deixou de existir&#8221;. A apresentadora completou que esse tipo de perda também pode se transformar, já que o fim de uma relação costuma vir acompanhado da possibilidade de reatar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Erika relatou que a semana havia sido marcada pelo caos em sua vida pessoal e atribuiu o momento à própria disposição para acreditar no amor, não a um erro cometido por ela. A apresentadora afirmou que entregou o que tinha para entregar na relação e recebeu o que a outra parte teve a oferecer, reforçando que cada pessoa contribui dentro do que consegue oferecer emocionalmente. Ela disse ainda não se arrepender de ter compartilhado momentos felizes nem de ter amado, argumentando que um sentimento verdadeiro em um momento não deixa de ter existido quando a relação termina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentadora também abordou o padrão de autoculpa que costuma atingir mulheres depois de uma decepção amorosa. Segundo ela, é comum surgir o questionamento sobre o que teria sido feito de errado, uma reação que atribuiu à tendência feminina de assumir a responsabilidade por conflitos que não criaram sozinhas. Erika defendeu que, nesses episódios, é necessário parar e processar o que aconteceu antes de repetir para si mesma que a experiência foi um livramento. Para ela, essa compreensão não chega de imediato, e o período entre a dor inicial e o entendimento de que a separação representa uma proteção costuma ser doloroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela encerrou a fala pedindo que outras mulheres em situação semelhante não abram mão de si mesmas ao perdoar rupturas de limites que consideravam inegociáveis. A apresentadora associou essa postura à trajetória profissional que construiu ao longo dos anos, marcada por esforço e noites de trabalho, e afirmou que não permitiria que aquilo fosse apagado por uma atitude alheia. A fala reforça um ponto central do desabafo, o de que a responsabilidade pela dor não recai sobre quem foi ferida, e sim sobre quem rompeu o combinado da relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Saia Justa está no ar desde 2002 e reúne apresentadoras para discutir temas como relacionamentos, saúde, maternidade, trabalho e comportamento, sempre a partir de repertórios pessoais. Erika Januza integra o time fixo do programa desde 2025, ano em que também passou a apresentar a atração ao lado de outras colegas na grade da GNT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vídeos do momento em que a apresentadora discorre sobre os tipos de luto foram compartilhados por perfis do próprio Saia Justa e reproduzidos por páginas de entretenimento em diferentes plataformas, acumulando comentários de apoio à atriz. A repercussão levou o tema da autoestima após uma traição a ganhar espaço em debates paralelos nas redes, com internautas relacionando a fala de Erika a experiências pessoais semelhantes. </p>
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		<title>Fela Kuti e o Afrobeat, a história do criador e sua maior criação</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/fela-kuti-e-o-afrobeat-a-historia-do-criador-e-sua-maior-criacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 08:53:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conhe&#231;a a trajet&#243;ria de Fela Kuti, o nigeriano que criou o Afrobeat, enfrentou ditaduras militares e recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award em 2026. Fela Anikulapo Kuti nasceu Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti em 15 de outubro de 1938, na cidade de Abeokuta, sudoeste da Nig&#233;ria. Filho do pastor e educador Israel Oludotun Ransome-Kuti e da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Conheça a trajetória de Fela Kuti, o nigeriano que criou o Afrobeat, enfrentou ditaduras militares e recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award em 2026.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fela Anikulapo Kuti nasceu Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti em 15 de outubro de 1938, na cidade de Abeokuta, sudoeste da Nigéria. Filho do pastor e educador Israel Oludotun Ransome-Kuti e da ativista feminista Funmilayo Ransome-Kuti, cresceu em uma família que já ocupava lugar central na luta anticolonial nigeriana. Fela é também o grande criador do Afrobeat, gênero musical que reformulou os rumos da música africana a partir dos anos 1970.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enviado à Inglaterra em 1958 para estudar Medicina, Fela optou pela música e ingressou no Trinity College of Music. Ali formou a banda Koola Lobitos, com a qual explorava uma mistura de highlife e jazz. O highlife, gênero nascido em Gana da fusão entre música regional do oeste africano e jazz ocidental, funcionou como ponto de partida para o que viria a se tornar o Afrobeat, segundo descreve o African Music Library, plataforma de documentação musical africana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De volta à Nigéria em 1963, Fela reformulou o grupo, mas foi uma viagem posterior aos Estados Unidos que redirecionou de forma definitiva sua carreira. Em 1969, durante uma turnê de dez meses pelo país com a Koola Lobitos, conheceu em Los Angeles a ativista Sandra Izsadore, integrante do movimento dos Panteras Negras. Izsadore o apresentou aos escritos de Malcolm X e Angela Davis, experiência que Fela descreveu ao New York Times como o momento em que, pela primeira vez, viu a essência do nacionalismo negro. A partir dessa vivência, sua música passou a incorporar de forma sistemática crítica social e política, consolidando a estrutura sonora e discursiva que ficaria conhecida como Afrobeat.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De volta à Nigéria, Fela renomeou sua banda para Africa 70 e passou a atacar diretamente a corrupção e o autoritarismo dos governos militares do país. Em 1970, fundou a comuna Kalakuta Republic, que declarou independente do Estado nigeriano. O espaço reunia estúdio de gravação, casa noturna e clínica de saúde gratuita administrada por seu irmão, o médico Beko Ransome-Kuti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O confronto com o regime militar atingiu o ponto mais grave em 1977, após o lançamento do álbum &#8220;Zombie&#8221;, que satirizava os métodos das forças armadas nigerianas. Cerca de mil soldados invadiram a Kalakuta Republic, espancaram seus ocupantes e atearam fogo ao complexo, destruindo instrumentos, fitas e gravações originais. Durante o ataque, a mãe de Fela foi jogada de uma janela do segundo andar, ferimentos que resultaram em sua morte meses depois, segundo reconstitui o portal nigeriano OldNaija a partir de documentos da época. Em resposta, Fela carregou o caixão da mãe até a sede do governo militar em Lagos e gravou o álbum &#8220;Coffin for Head of State&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano seguinte, ainda marcando o aniversário do ataque, Fela trocou o sobrenome herdado do colonialismo britânico, Ransome, pelo nome iorubá Anikulapo, traduzido como &#8220;aquele que carrega a morte no bolso&#8221;. Fundou também o partido Movement of the People e concorreu à presidência da Nigéria em 1979, candidatura que foi recusada pelas autoridades eleitorais. Ao longo da carreira, foi preso repetidas vezes, incluindo uma detenção de vinte meses em 1984 sob acusação de contrabando de moeda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fela morreu em 2 de agosto de 1997, aos 58 anos, em Lagos, por complicações relacionadas à Aids. Sua obra levou décadas para receber reconhecimento institucional formal. Em 2025, foi introduzido no Grammy Hall of Fame. Em fevereiro de 2026, tornou-se o primeiro artista africano a receber o Grammy Lifetime Achievement Award, unindo-se a nomes como John Coltrane, Aretha Franklin e Bob Marley na lista de homenageados, conforme noticiou a NPR. Meses depois, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame na categoria de influência musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora Randal F. Grass, em artigo publicado pela revista acadêmica African Arts e indexado no JSTOR, descreve Fela como o músico mais controverso da África, situando sua obra em um cruzamento permanente entre performance artística e enfrentamento político. Já o pesquisador Adeyemi Oikelome, em estudo publicado no Journal of Arts and Humanities, caracteriza suas apresentações como um conceito de &#8220;teatro total&#8221;, em que música, dança e elementos visuais se integravam de forma indissociável, com participação direta do público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura sonora criada por Fela, marcada por faixas que ultrapassam dez minutos, seções de metais extensas e o chamado &#8220;endless groove&#8221;, segue influenciando artistas contemporâneos de gêneros distintos, do afrobeats atual ao hip hop internacional. Sua trajetória também inspirou o musical &#8220;Fela!&#8221;, vencedor de três prêmios Tony na Broadway, e a biografia &#8220;Fela: Esta Vida Puta&#8221;, do jornalista cubano Carlos Moore.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seus filhos, Femi e Seun Kuti, seguem à frente de bandas de Afrobeat, mantendo viva a estrutura musical e o discurso político criado pelo pai. O neto Made Kuti também dá continuidade à obra, reforçando que o legado de Fela segue em movimento décadas após sua morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>O Globo publica reportagem sobre cientista Nina da Hora com foto de outra mulher negra</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-globo-publica-reportagem-sobre-cientista-nina-da-hora-com-foto-de-outra-mulher-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 08:47:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadora revela que O Globo usou foto de outra mulher negra em seu nome desde 2022 e explica por que corrigir o site n&#227;o resolve o problema no acervo. A cientista da computa&#231;&#227;o Nina da Hora denunciou uma falha de apura&#231;&#227;o do jornal O Globo, que publicou, na lista dos 101 brasileiros que constroem o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Pesquisadora revela que O Globo usou foto de outra mulher negra em seu nome desde 2022 e explica por que corrigir o site não resolve o problema no acervo.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cientista da computação Nina da Hora denunciou uma falha de apuração do jornal O Globo, que publicou, na lista dos 101 brasileiros que constroem o futuro, seu nome associado à fotografia da escritora Lu Ain-Zaila, outra mulher negra &#8211; imagem catalogada de forma incorreta no acervo do veículo desde 2022. Fundadora do Instituto da Hora e especialista em ética de inteligência artificial, ela usou o caso para expor uma falha registrada quatro anos antes da publicação de domingo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redação trocou a fotografia no site em poucas horas depois de contatada, mas sem nota de correção. A edição impressa, que já havia circulado, permanece com o erro. O crédito publicado sob a imagem trazia a data de arquivo de 17 de novembro de 2022, o que evidencia que o vínculo incorreto entre nome e fotografia existe há quatro anos dentro do próprio banco de dados do jornal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que aconteceu no domingo não foi o erro&#8221;, disse Nina, em publicação no LinkedIn, ao descrever a descoberta do equívoco durante o fim de semana. O problema real está registrado no acervo do jornal desde 2022 e respondeu de forma incorreta a buscas pelo nome da cientista ao longo de todo esse período, inclusive depois da correção feita no site.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A troca da imagem publicada não resolve a origem do problema, porque o par errado entre nome e rosto permanece no índice de arquivo do jornal, disponível para qualquer novo uso da fotografia. Nina escreveu um relatório técnico sobre esse comportamento antes mesmo do episódio, demonstrando que corrigir a cópia publicada não repara o sistema que a gerou. O relatório completo, em português e inglês, está disponível nos comentários da publicação, junto com a explicação sobre por que a troca no site não neutraliza a circulação da edição impressa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O erro não envolveu inteligência artificial, mas um banco de imagens, um campo de metadado preenchido de forma equivocada e uma redação que não conferiu a informação. Esse tipo de banco não registra quem está de fato na fotografia, mas sim quem alguém escreveu que está, e qualquer sistema automatizado que consome esse dado herda a mesma falha, acrescentando a ela uma camada adicional de difícil reversão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cientista da computação, Nina da Hora pesquisa sistemas de identificação facial e espaços de embeddings, tecnologias em que a distinção entre pessoas de um mesmo grupo racial costuma falhar com mais frequência. O episódio reproduziu, fora de qualquer modelo de inteligência artificial, o mesmo mecanismo que ela estuda em laboratório, o que reforça o argumento de que falhas atribuídas a algoritmos com frequência têm origem em processos humanos anteriores à automação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher que aparece na fotografia publicada em nome de Nina não foi identificada nem procurada pelo jornal. A reportagem de Mundo Negro tentou localizar essa mulher e, até o fechamento desta matéria, não obteve êxito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso se soma a um debate mais amplo sobre racismo algorítmico, termo cunhado por pesquisadores como Tarcízio Silva, autor do livro Racismo Algorítmico: Inteligência Artificial e Redes Digitais, para descrever como tecnologias de dados intensificam práticas discriminatórias em áreas como segurança pública, saúde e mercado de trabalho. Levantamentos independentes já mostraram, por exemplo, que sistemas de reconhecimento facial usados por forças de segurança apresentam taxas de erro mais altas para rostos negros, e que algoritmos de redes sociais tendem a priorizar imagens de pessoas brancas em testes comparativos. O episódio com Nina da Hora acrescenta a esse debate um exemplo de falha registrada antes de qualquer automação, na etapa de catalogação manual de um acervo jornalístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nina da Hora integra a lista de homenageados da PowerList Mundo Negro 2026 na categoria Ciência, Tecnologia e Inovação, reconhecimento concedido a profissionais negros que se destacam na produção de conhecimento e na fiscalização pública de sistemas automatizados no país. Até a publicação desta matéria, O Globo não havia se manifestado publicamente sobre o episódio além da troca da fotografia no site.</p>
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		<title>Os momentos que marcaram os 14 anos de carreira de Erika Januza</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/os-momentos-que-marcaram-os-14-anos-de-carreira-de-erika-januza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 10:23:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Da estreia na TV Globo ao trono de Batanga em &#8216;A Nobreza do Amor&#8217;, relembre os momentos que marcam a carreira de Erika Januza como atriz e apresentadora. Nascida em Contagem, Minas Gerais, Erika Januza chegou &#224; TV Globo em 2012 depois de ser escolhida entre duas mil candidatas para protagonizar a miniss&#233;rie &#8220;Sub&#250;rbia&#8221;, dirigida [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Da estreia na TV Globo ao trono de Batanga em &#8216;A Nobreza do Amor&#8217;, relembre os momentos que marcam a carreira de Erika Januza como atriz e apresentadora.<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascida em Contagem, Minas Gerais, Erika Januza chegou à TV Globo em 2012 depois de ser escolhida entre duas mil candidatas para protagonizar a minissérie &#8220;Subúrbia&#8221;, dirigida por Luiz Fernando Carvalho e Paulo Lins. De lá para cá, construiu uma carreira que atravessa a dramaturgia, o carnaval e a moda, acumulando papéis de destaque em novelas de horário nobre, quatro anos como rainha de bateria de uma das maiores escolas de samba do Rio de Janeiro e, mais recentemente, uma cadeira fixa em um dos programas mais tradicionais da televisão por assinatura brasileira. Ao longo desse percurso, a representatividade negra se consolidou como eixo de boa parte das escolhas profissionais da atriz, da dramaturgia ao debate que hoje conduz na televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da estreia às novelas de horário nobre</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de &#8220;Subúrbia&#8221;, Erika seguiu construindo repertório em produções como &#8220;Em Família&#8221; e &#8220;Sol Nascente&#8221;, até chegar a &#8220;O Outro Lado do Paraíso&#8221;, novela das nove exibida em 2017, na qual viveu a juíza Raquel. O papel consolidou seu espaço nos horários nobres da emissora e ampliou a visibilidade nacional conquistada nos anos anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Corte de cabelo e um gesto de representatividade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao interpretar a tenista Marina em &#8220;Amor de Mãe&#8221; (2019), Erika decidiu cortar o cabelo bem curto e assumir a textura natural dos fios, inspirada na tenista norte-americana Serena Williams. Em entrevista à revista &#8220;Glamour&#8221;, contou que a escolha nasceu de um desejo genuíno de representar mais mulheres e falou sobre o próprio processo de reconexão com a imagem e com a ancestralidade negra. A repercussão nas redes sociais foi imediata, e a atriz reagiu com bom humor às críticas sobre a nova aparência. Em entrevista ao Purepeople, afirmou seguir sendo ela mesma, &#8220;apenas renovada&#8221;, e comemorou o número de fãs que decidiram copiar o corte depois de vê-la na tela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quatro carnavais à frente da bateria da Viradouro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora das novelas, Erika também construiu história na Sapucaí. Por quatro anos seguidos, ocupou o posto de rainha de bateria da Viradouro, escola de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, desfilando em fantasias que reforçaram sua ligação com o carnaval e com a cultura afro-brasileira, sempre descrita por ela mesma como uma paixão genuína pela festa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De rainha a apresentadora de rainhas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vivência no posto rendeu, em 2025, o convite para comandar &#8220;Rainhas Além da Avenida&#8221;, produção do GNT exibida durante o período de carnaval, na qual entrevistou rainhas de bateria de escolas de samba do Rio e de São Paulo, dando espaço às histórias, às delícias e aos desafios de quem está por trás da fantasia. A experiência à frente do documentário pesou diretamente na escolha da atriz para integrar o &#8220;Saia Justa&#8221; a partir de abril daquele mesmo ano, ao lado de Eliana, Bela Gil e Tati Machado, ocupando um posto que já teve nomes como Rita Lee, Fernanda Young, Marisa Orth e Astrid Fontenelle na história do programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um lugar de fala no sofá mais tradicional do GNT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como integrante fixa da atração, Erika tem usado o espaço para trazer ao debate temas ligados à vivência das mulheres negras no Brasil, unindo sua bagagem como atriz, apresentadora e ex-rainha de bateria em um só lugar de fala dentro de um dos programas mais longevos da TV por assinatura brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estilo e moda além das telas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No universo fashion, Erika também é reconhecida como referência de estilo, ousa nas escolhas de look e acompanha de perto as tendências, características que reforçam seu papel de fashionista para além do trabalho como atriz e apresentadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novos papéis em produções de época</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2026, Erika viveu a personagem Candinha em &#8220;Dona Beja&#8221;, novela de época da TV Globo, ampliando um currículo que já passou por dramas contemporâneos, comédias e produções voltadas à valorização da cultura popular brasileira. No mesmo ano, assumiu Niara, rainha de Batanga e mãe da protagonista, em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221;, primeira novela da faixa das 18h a retratar reis, rainhas e guerreiros negros em uma fábula africana, com elenco majoritariamente negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre a estreia em 2012 e a cadeira fixa no &#8220;Saia Justa&#8221;, Erika Januza consolidou um percurso que combina atuação, apresentação e Carnaval, mantendo a representatividade negra como fio condutor de boa parte de suas escolhas profissionais, do corte de cabelo em &#8220;Amor de Mãe&#8221; ao trono de Batanga em &#8220;A Nobreza do Amor&#8221;. A atriz segue com a agenda cheia entre a TV Globo e o GNT, dividindo o tempo entre o set de gravação, o sofá do programa e os preparativos para os próximos desfiles de carnaval, mantendo viva a ligação com a Sapucaí mesmo depois de deixar o posto de rainha de bateria da Viradouro.</p>
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		<title>Internautas levantam teoria sobre Damson Idris não integrar elenco de &#8220;Pantera Negra 3&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 08:41:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura pop]]></category>
		<category><![CDATA[David Jonsson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>David Jonsson foi confirmado como o novo Pantera Negra e internautas levantaram teorias sobre o motivo de Damson Idris ter ficado fora do elenco do filme. Damson Idris passou mais de um ano como o nome mais associado pelo p&#250;blico &#224; sucess&#227;o de Chadwick Boseman em &#8220;Pantera Negra&#8221;, mas n&#227;o integra o elenco de &#8220;Pantera [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>David Jonsson foi confirmado como o novo Pantera Negra e internautas levantaram teorias sobre o motivo de Damson Idris ter ficado fora do elenco do filme.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Damson Idris passou mais de um ano como o nome mais associado pelo público à sucessão de Chadwick Boseman em &#8220;Pantera Negra&#8221;, mas não integra o elenco de &#8220;Pantera Negra 3&#8221; fechado por Ryan Coogler, que colocou David Jonsson no papel de T&#8217;Challa II. A ausência de Idris, somada ao histórico de respostas evasivas do próprio ator sobre o assunto, alimentou nas redes sociais uma teoria que atribui a decisão a um episódio pessoal, o relacionamento de Idris com a influenciadora Lori Harvey, ex-namorada de Michael B. Jordan e amiga de longa data de Coogler.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome de Idris começou a circular como possível herdeiro do papel em janeiro de 2025, quando o consultor de bastidores Jeff Sneider afirmou que a Marvel buscava um ator para dar continuidade a T&#8217;Challa. A partir daí, aparições do britânico ao lado de nomes da franquia, como Danai Gurira e Angela Bassett, fortaleceram a expectativa do público. Em nenhum momento, porém, Idris confirmou qualquer contato oficial com o estúdio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado repetidas vezes por veículos de imprensa, o ator manteve o mesmo padrão de resposta, sempre sorridente e sem negativa direta. No programa &#8220;Today&#8221;, da NBC, o apresentador Craig Melvin perguntou diretamente se Idris havia conversado com a Marvel sobre o papel, ao que o ator respondeu apenas &#8220;sim-não&#8221;. Diante da interpretação de Melvin de que a resposta soava como um sim, Idris insistiu que também poderia significar não, mas confirmou que aceitaria o convite caso a Marvel o procurasse oficialmente. Na TIME100 Next Gala, ao ser questionado por um repórter da revista sobre a mesma especulação, respondeu rindo &#8220;não, não, eu não sei de nada sobre isso&#8221;, frase recebida pelo repórter com a aposta de que o assunto voltaria a ser discutido no futuro. Em janeiro deste ano, no tapete vermelho do Globo de Ouro, agradeceu aos fãs pela expectativa e classificou o assunto como rumor, sem negar nem confirmar qualquer tratativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Circulou também uma versão de que Idris teria recusado o convite. Em resposta a um usuário do X que lamentou a suposta recusa, o próprio ator ironizou a informação, comparando-a a outras oportunidades fictícias, como um papel ao lado de Daniel Day-Lewis e uma cinebiografia de Eddie Murphy. Outra versão colocou Idris em uma lista de três atores que teriam recusado o papel, ao lado de David Oyelowo e John Boyega, sem qualquer confirmação do estúdio ou dos próprios citados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A confirmação de David Jonsson como o novo T&#8217;Challa, feita por Coogler na San Diego Comic-Con, encerrou oficialmente a expectativa em torno de Idris. Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, contou à revista Empire que a escolha nasceu de uma iniciativa pessoal de Coogler, que o procurou cerca de seis meses antes do anúncio para dizer que havia encontrado o ator ideal após ver a atuação de Jonsson em &#8220;A Longa Marcha&#8221;. &#8220;Ele teve um encontro secreto com o Jonsson, sob o manto da escuridão, em um hotel qualquer, e depois me ligou e disse, &#8216;É ele, é ele, eu senti. Senti isso na minha alma. Ele é um bom homem, e ele é o próximo Pantera Negra.&#8217; Aí eu me arrepiei, fiquei emocionado e disse, &#8216;Vamos fazer isso&#8217;. Então guardamos esse segredo por uns cinco, seis meses&#8221;, contou Feige à revista Empire. Em nenhum momento Feige ou Coogler mencionaram publicamente o nome de Idris ao justificar a escolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Horas depois do anúncio, perfis no X passaram a associar a ausência de Idris a um episódio pessoal. Publicações de usuários como MediumSizeMeech e Zero, que somaram engajamento expressivo na rede, sustentam que Coogler teria evitado escalar o ator por proximidade com Michael B. Jordan, protagonista dos dois primeiros filmes da franquia e amigo pessoal do diretor desde &#8220;Fruitvale Station&#8221;, parceria dos dois lançada em 2013. A teoria conecta esse afastamento a um relacionamento amoroso, já que Idris namorou a influenciadora Lori Harvey entre o fim de 2022 e novembro de 2023, cerca de seis meses depois de Harvey encerrar o namoro de quase dois anos com Jordan. Um comentário em uma publicação sobre a especulação resumiu o argumento que se espalhou pela rede, ao afirmar que Coogler &#8220;não ia quebrar o código dos manos pelo Damson Idris&#8221;. Nenhuma das publicações traz fonte ligada à produção do filme, à Marvel ou às pessoas citadas, e nem Coogler, nem Jordan, nem Idris comentaram publicamente essa versão até o fechamento desta reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa em torno do substituto de Boseman existe desde a morte do ator, aos 43 anos, em 2020, em decorrência de um câncer de cólon. &#8220;Wakanda Para Sempre&#8221; resolveu a lacuna transferindo o manto do herói para Shuri, papel de Letitia Wright, sem repor diretamente o intérprete original, e apresentou ainda criança o filho de T&#8217;Challa e Nakia, personagem que agora Jonsson assume adulto. O primeiro filme da franquia arrecadou 1,3 bilhão de dólares em bilheteria mundial e venceu três prêmios da Academia, o que ajuda a explicar por que qualquer movimentação de elenco relacionada ao papel de T&#8217;Challa gera repercussão imediata entre o público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Damson Idris não se manifestou sobre o anúncio de Jonsson nem sobre a teoria que circula a seu respeito até a publicação desta matéria. &#8220;Pantera Negra 3&#8221; tem estreia prevista para 15 de dezembro de 2028, com Letitia Wright e Winston Duke confirmados no elenco ao lado de Jonsson e com a participação já anunciada de Denzel Washington em personagem ainda não revelado.</p>
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		<title>Cinco estilistas negras que ajudam a escrever o presente da moda brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 13:05:56 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph" id="h-"><em>Editorial reúne criações de Naya Violeta, Ângela Brito, Mônica Sampaio, Cíntia Felix e Natália Santos, celebrando a moda autoral feita por mulheres negras.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha inspira reflexões sobre memória, protagonismo e futuro. Na moda, a data também convida a reconhecer mulheres que, por meio da criatividade e do empreendedorismo, ampliam referências, desafiam padrões e ajudam a construir uma indústria mais diversa. Entre tantas estilistas negras que vêm transformando a moda brasileira com seus trabalhos, este editorial apresenta um recorte de cinco criadoras cujas trajetórias e produções revelam diferentes formas de pensar, criar e vestir a moda autoral contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reunindo criações de Naya Violeta (@nayavioleta), Ângela Brito (@angela_d_brito), Mônica Sampaio (@monicasampaiosr), Cíntia Felix (@cintiafaustinofelix) e Natália Santos (@estilistanatalias), a produção evidencia a pluralidade da moda feita por mulheres negras. Embora cada marca siga um caminho próprio, todas compartilham o compromisso com uma criação autoral, marcada pela pesquisa, pelo cuidado com os processos e pela construção de uma identidade estética singular.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nossa intenção foi reunir estilistas que representam diferentes formas de criar e mostrar que a moda feita por mulheres negras é múltipla, sofisticada e contemporânea. Sabemos que há muitas outras profissionais desenvolvendo trabalhos relevantes, mas escolhemos cinco trajetórias que, juntas, revelam parte da riqueza e da diversidade da moda autoral brasileira. O resultado ficou maravilhoso&#8221;, afirma Ana Paula Fernandes (@anapauladks), que assina o styling e a direção criativa do editorial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As produções aproximam diferentes expressões da moda autoral brasileira: da pesquisa têxtil de Naya Violeta à alfaiataria contemporânea de Ângela Brito; da proposta sustentável da AZ Marias, criada por Cíntia Felix, ao trabalho desenvolvido por Mônica Sampaio na Santa Resistência; passando pelas criações sob medida do Ateliê Natália Santos. Os acessórios da Zambia Brand completam as composições e reforçam o diálogo entre design, artesania e moda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este editorial celebra a potência criativa de mulheres negras que ajudam a ampliar o repertório da moda brasileira e inspiram novas gerações de criadoras. Ao reunir cinco trajetórias em uma mesma produção, o Mundo Negro presta uma homenagem à diversidade de talentos que vêm transformando o setor e reafirma a importância de tornar cada vez mais visíveis profissionais que escrevem, todos os dias, o presente, e o futuro, da moda brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Tereza de Benguela, a rainha que governou por 20 anos um quilombo próspero e organizado no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:10:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Celebrado em 25 de julho, o Dia Nacional de Tereza de Benguela homenageia a mulher negra que governou por 20 anos um quilombo pr&#243;spero no Mato Grosso. O Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho e institu&#237;do pela Lei 12.987, de 2014, homenageia uma das lideran&#231;as quilombolas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Celebrado em 25 de julho, o Dia Nacional de Tereza de Benguela homenageia a mulher negra que governou por 20 anos um quilombo próspero no Mato Grosso.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho e instituído pela Lei 12.987, de 2014, homenageia uma das lideranças quilombolas mais importantes da história do Brasil colonial. Tereza governou por cerca de duas décadas o Quilombo do Quariterê, também chamado de Quilombo do Piolho, localizado no Vale do Guaporé, região que hoje corresponde ao estado do Mato Grosso, na fronteira com a Bolívia. Sua trajetória reúne estratégia militar, habilidade política e capacidade de administrar uma comunidade inteira em um contexto de perseguição constante, mas segue menos conhecida do que a de outras figuras da resistência negra brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A origem de Tereza divide os registros históricos até hoje. Documentos portugueses da época a descrevem como uma mulher africana, embarcada no porto de Benguela, atual segunda província mais populosa de Angola, o que explicaria o sobrenome pelo qual ficou conhecida. Outros pesquisadores defendem que ela nasceu em território brasileiro, filha de pessoas já escravizadas na região das minas do Guaporé, e não existe consenso definitivo entre os historiadores sobre qual dessas versões está correta.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="960" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44.png" alt="" class="wp-image-97345" style="width:510px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44-240x300.png 240w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44-120x150.png 120w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44-336x420.png 336w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44-150x188.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44-300x375.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-44-696x870.png 696w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Alpar/Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O que se sabe com mais segurança vem dos chamados Anais de Vila Bela, principal fonte documental produzida pela própria administração colonial sobre o Quariterê. Tereza era casada com José Piolho, homem negro que fundou o quilombo ainda nas primeiras décadas do século XVIII, quando a descoberta de ouro e pedras preciosas na região atraiu um contingente cada vez maior de pessoas escravizadas para o trabalho forçado nas minas. Após a morte do marido, assassinado por soldados a serviço da Coroa portuguesa, Tereza assumiu o comando da comunidade e passou a ser chamada de Rainha Tereza, ou Rainha Negra do Pantanal, título que os próprios documentos coloniais da época já registravam.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma sociedade organizada e autossuficiente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a liderança de Tereza, o Quariterê deixou de ser apenas um refúgio de pessoas fugidas da escravização e se transformou em uma sociedade estruturada, com economia própria e sistema de governo coletivo. A comunidade cultivava algodão, milho, feijão, mandioca e banana, mantendo excedente suficiente para comercializar produtos com povoados vizinhos. Também desenvolveu produção têxtil a partir do algodão colhido e técnicas de metalurgia para fabricar ferramentas e armas, reaproveitando inclusive o ferro que antes servia para marcar e subjugar corpos escravizados, em um gesto que historiadores descrevem como símbolo direto da inversão do instrumento de opressão em ferramenta de autonomia.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="450" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-45.png" alt="" class="wp-image-97346" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-45.png 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-45-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-45-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-45-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-45-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-45-696x392.png 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: reprodução redes sociais</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A organização política do quilombo também chamava atenção dos próprios colonizadores, que registraram o funcionamento da comunidade com uma mistura de espanto e desconfiança. Representantes de diferentes núcleos do Quariterê se reuniam periodicamente em um sistema de decisão coletiva, descrito nos Anais de Vila Bela como semelhante a um parlamento, em um momento histórico em que esse tipo de governo representativo ainda não existia de forma organizada nas colônias portuguesas na América. As estimativas sobre o número de moradores variam entre os registros consultados, indo de pouco mais de cem pessoas a números bem maiores em fontes menos consensuais, mas a maioria dos historiadores concorda que o Quariterê reunia negros e indígenas, sendo por isso descrito como o maior quilombo já registrado no atual estado do Mato Grosso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estratégia, defesa e resistência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão militar do Quariterê foi determinante para sua sobrevivência por tanto tempo, em uma era em que a maioria das comunidades formadas por pessoas fugidas da escravização era destruída em poucos anos pelas forças coloniais. Tereza estruturou um sistema de defesa que aproveitava o próprio armamento capturado dos colonizadores em confrontos anteriores, transformando cada ataque frustrado em reforço para a próxima investida contra o quilombo. A localização do Quariterê, de difícil acesso em meio ao Pantanal e cercada por rios e vegetação densa, também funcionava como proteção natural contra as expedições enviadas para destruí-lo, exigindo dos soldados portugueses um deslocamento longo e arriscado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-1024x768.png" alt="" class="wp-image-97347" style="width:804px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-1024x768.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-300x225.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-150x113.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-768x576.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-560x420.png 560w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-80x60.png 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-696x522.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-1068x801.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46-265x198.png 265w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-46.png 1212w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Gravura Jean Baptiste Debret </figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essa combinação de organização econômica, estrutura política e capacidade de defesa permitiu que o Quariterê resistisse por mais de duas décadas sob o comando de Tereza, período em que a comunidade chegou a negociar e trocar mercadorias diretamente com colonizadores da região, driblando o isolamento que normalmente condenava outros quilombos ao esgotamento de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quilombo foi destruído em 1770 por uma expedição comandada por Luís Pinto de Sousa Coutinho, então governador da capitania de Mato Grosso, que via na força e na autonomia do Quariterê uma ameaça direta ao controle colonial sobre a região das minas. A partir desse ataque, os relatos sobre o destino de Tereza divergem entre os historiadores. Parte da bibliografia afirma que ela foi capturada e morta pelas tropas portuguesas junto com outros quilombolas, enquanto outros registros sugerem que Tereza teria tirado a própria vida diante da destruição do quilombo, recusando-se a ser reescravizada depois de anos governando como mulher livre. Não há consenso documental sobre qual dessas versões corresponde exatamente aos fatos, e essa é uma das lacunas que a historiografia sobre Tereza ainda tenta preencher, resultado direto de como a história oficial do período tratou a experiência de lideranças negras como registro secundário.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="559" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-47.png" alt="" class="wp-image-97348" style="width:796px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-47.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-47-300x164.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-47-150x82.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-47-768x419.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-47-769x420.png 769w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-47-696x380.png 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: gerada por IA</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um nome que ainda precisa ser lembrado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem mais difundida atribuída a Tereza de Benguela, com escarificações no rosto, não corresponde às marcas tradicionais dos povos da região de Benguela, o que indica que a ilustração não representa de fato sua aparência física. Como nenhum retrato de Tereza foi produzido em vida, a representação em circulação hoje foi adotada posteriormente por organizações do movimento negro como símbolo de sua liderança, e não como registro fiel de sua imagem. O detalhe reforça um ponto central para pesquisadores do tema, o de que tratar todas as pessoas escravizadas como um grupo homogêneo apaga as identidades étnicas e culturais específicas de cada povo africano trazido ao Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="487" height="629" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-48.png" alt="" class="wp-image-97349" style="aspect-ratio:0.774277175674216;width:435px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-48.png 487w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-48-232x300.png 232w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-48-116x150.png 116w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-48-325x420.png 325w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-48-150x194.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-48-300x387.png 300w" sizes="(max-width: 487px) 100vw, 487px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a data oficial instituída há mais de uma década, Tereza de Benguela segue menos presente do que outras figuras da resistência negra brasileira nos currículos escolares e nas comemorações de 25 de julho. Seu nome ganhou espaço em manifestações culturais ao longo dos anos, como o enredo &#8220;Tereza de Benguela, Uma Rainha Negra no Pantanal&#8221;, apresentado pela escola de samba Unidos do Viradouro no carnaval de 1994, e em composições musicais posteriores que buscaram resgatar sua memória fora dos livros de história. Ainda assim, sua trajetória como estrategista, administradora e líder política de uma comunidade autossuficiente permanece como um dos registros mais concretos de que mulheres negras construíram, sustentaram e defenderam estruturas de poder próprias no Brasil desde o período colonial, muito antes de qualquer reconhecimento oficial existir para contar essa história.</p>



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		<title>Em tempos de imediatismo, busque sua mais velha: Nanã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:32:00 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Nanã, a orixá mais velha do candomblé, ensina através de seus itans que esperar não é ficar parado, mas confiar no tempo próprio de cada conquista</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sató, ritmo grave e vagaroso reservado a Nanã, obriga o corpo a desacelerar antes mesmo de o transe começar. Os passos são curtos, os punhos cerrados, as mãos estendidas à frente, uma sobre a outra, como quem apoia um bastão e ampara um corpo cansado de uma longa jornada. Não há pressa nesse movimento porque não há pressa em Nanã, e quem já viu essa dança entende, antes de qualquer explicação, que está diante da orixá mais antiga do panteão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nanã chegou ao culto iorubá vinda de mais longe do que a maioria dos orixás que hoje dividem terreiro com ela. De origem jeje, do antigo reino do Daomé, na região que corresponde ao atual Benin, seu culto é anterior à própria formação do panteão nagô-iorubá, e pesquisas de Pierre Verger indicam que, nas terras onde ela era originalmente cultuada, ocupava um posto hierárquico próximo ao de Olorum, a divindade suprema. Quando os povos nagôs entraram em contato com o Daomé, Nanã foi incorporada à mitologia iorubá sem perder o peso que já carregava, e é exatamente essa antiguidade que a tradição preserva quando a chama, com carinho e reverência, de avó.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi Nanã quem entregou a Oxalá o barro primordial retirado do fundo das águas paradas, e foi com esse barro que os primeiros corpos humanos foram moldados. Antes de sermos gente, fomos lama, e é para essa lama que a tradição afirma que retornamos ao fim da vida. Não por acaso, Nanã é chamada de senhora da morte em muitas casas de candomblé, mas o ensinamento que os terreiros guardam não trata a morte como interrupção brusca. Trata-a como continuidade, o fechamento de um ciclo que abre espaço para outro começar, da mesma lama de onde tudo partiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa relação entre origem e retorno explica por que Nanã é tão associada às águas que não correm, os pântanos, os mangues, os lagos profundos, os lugares onde nada se move depressa. Um rio corre porque busca o mar. Um pântano simplesmente é, e permanece sendo, guardando em silêncio o que se decompõe em sua superfície até que a decomposição vire, de novo, matéria de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos itans mais conhecidos sobre Nanã narra o dia em que os orixás se reuniram para decidir qual deles era mais indispensável à humanidade. Ogum, senhor dos metais, reivindicou o posto, e a maioria concordou, já que o ferro havia trazido caça, ferramenta e progresso a todos. Nanã foi a única que discordou, e Ogum a desafiou a provar que conseguiria viver e realizar seus rituais sem nada do que ele fabricava. Ela aceitou. A partir daquele dia, Nanã declarou que jamais usaria o que vinha de Ogum, e seus filhos, caçadores, passaram a abater os animais destinados a seu culto com facas de madeira em vez de metal, prática que os terreiros mantêm até hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que essa disputa ensina não é apenas sobre resistência, mas sim, sobre a diferença entre o que parece indispensável no momento e o que de fato sustenta alguém no tempo. Ogum ofereceu velocidade, o corte rápido, a ferramenta eficiente. Nanã escolheu o caminho mais lento, o pedaço de madeira lascado à mão, e não perdeu poder algum por isso. Ao contrário, seu culto segue firme séculos depois, provando que aquilo que se constrói sem pressa não precisa da urgência de ninguém para se manter de pé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O culto a Nanã atravessou o Atlântico dentro da tradição jeje, distinta da nagô que trouxe a maioria dos orixás mais populares no Brasil, e por isso Nanã costuma ocupar um lugar mais discreto nos terreiros urbanos, cultuada com a mesma seriedade, mas sem o alarde que cerca outros nomes do panteão. Seu emblema é o ibiri, um cetro de palha da costa entrelaçado com talos de dendezeiro e búzios, usado para afastar espíritos e energias que atrapalham a passagem entre um estado e outro. No Brasil, seu culto foi aproximado de Sant&#8217;Ana, avó de Jesus na tradição católica, e as duas são celebradas na mesma data, 26 de julho, uma coincidência de calendário que os terreiros transformaram em ponte entre duas ancestralidades femininas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa sociedade que mede valor pela velocidade de quem chega primeiro, pedir a Nanã é pedir o oposto do que se costuma pedir aos orixás mais aclamados. Não se pede a ela um atalho, porque atalho não é da natureza de quem escolheu o bastão em vez da faca afiada, o passo curto em vez da corrida. Pede-se paciência, e paciência, na tradição que Nanã representa, não significa ficar parado esperando que a vida aconteça. Significa acalmar o coração o suficiente para reconhecer o próprio tempo das coisas, seja uma carreira que se constrói alicerce por alicerce, seja um relacionamento que amadurece porque duas pessoas resistiram à pressa de queimar etapas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O barro que Nanã entregou a Oxalá não virou gente da noite para o dia; ele precisou de tempo para secar, tempo para tomar forma, tempo para receber o sopro que o transformou em vida. É esse mesmo tempo que a tradição pede a quem chega até ela, não a certeza de que tudo vai dar certo rápido, mas a confiança de que o que é de fato seu vai até você, no momento em que estiver pronto para sustentar o peso do que pediu.</p>



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		<title>10 celebridades negras que representam a força da cultura afro-latina e caribenha</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/10-celebridades-negras-que-representam-a-forca-da-cultura-afro-latina-e-caribenha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:03:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher Negra Hoje]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lista re&#250;ne celebridades da m&#250;sica, do cinema, da moda e do esporte com ra&#237;zes em Cuba, Col&#244;mbia, Peru e Panam&#225;, celebrando o Dia 25 de julho. Dez celebridades que carregam ascend&#234;ncia latino-americana ou caribenha re&#250;nem, cada uma &#224; sua maneira, hist&#243;rias de origem que atravessam a m&#250;sica, o cinema, a moda e o esporte em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Lista reúne celebridades da música, do cinema, da moda e do esporte com raízes em Cuba, Colômbia, Peru e Panamá, celebrando o Dia 25 de julho.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dez celebridades que carregam ascendência latino-americana ou caribenha reúnem, cada uma à sua maneira, histórias de origem que atravessam a música, o cinema, a moda e o esporte em escala global. A lista foi organizada pelo Mundo Negro em referência ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, data que nasceu em 1992 durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, e reconhecida posteriormente pela Organização das Nações Unidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o mesmo dia também celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder que comandou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, no século 18. A seleção a seguir olha para fora do país, reunindo nomes que, por herança familiar ou local de nascimento, carregam raízes de países como Cuba, República Dominicana, Colômbia, Peru, Porto Rico, Panamá, Trinidad e Tobago, Barbados e Guiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rihanna</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="495" height="619" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-34.png" alt="" class="wp-image-97300" style="aspect-ratio:0.7997112955611693;width:390px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-34.png 495w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-34-240x300.png 240w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-34-120x150.png 120w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-34-336x420.png 336w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-34-150x188.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-34-300x375.png 300w" sizes="(max-width: 495px) 100vw, 495px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: WireImage /Getty Images</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu em Saint Michael, em Barbados, ilha caribenha de onde também vem seu pai, enquanto a mãe tem ascendência da Guiana, e construiu carreira na música antes de se tornar empresária à frente de marcas de cosméticos e moda íntima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cardi B</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-1024x576.png" alt="" class="wp-image-97301" style="aspect-ratio:1.778703029041324;width:532px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-696x391.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682-1068x600.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/card-2026-07-23T131922.682.png 1366w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Gilbert Flores /Getty Images</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu no Bronx, filha de pai dominicano e mãe trinitária, união que molda sua identidade caribenha dentro da cena musical americana, onde se consolidou como uma das rappers mais ouvidas do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Celia Cruz</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="554" height="554" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-35.png" alt="" class="wp-image-97302" style="width:467px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-35.png 554w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-35-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-35-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-35-420x420.png 420w" sizes="(max-width: 554px) 100vw, 554px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Getty Images</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu em Havana, Cuba, e tornou-se símbolo da diáspora cubana nos Estados Unidos, onde construiu carreira na música como uma das vozes mais reconhecidas da salsa latino-americana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Zoë Saldaña</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-97303" style="width:426px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-1024x1024.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-768x768.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-420x420.png 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-696x696.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36-1068x1068.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-36.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mike Coppola/Getty Images</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">É filha de mãe dominicana e pai porto-riquenho, cresceu entre as duas culturas caribenhas e se consolidou no cinema como uma das atrizes latinas mais bem-sucedidas de Hollywood.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nia Long</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="949" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-949x1024.png" alt="" class="wp-image-97304" style="aspect-ratio:0.9268570498738915;width:422px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-949x1024.png 949w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-278x300.png 278w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-139x150.png 139w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-768x829.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-389x420.png 389w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-150x162.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-300x324.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37-696x751.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-37.png 1000w" sizes="(max-width: 949px) 100vw, 949px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto:NY Magazine</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu no Brooklyn, filha de mãe com ascendência de Trinidad e Tobago, Granada e Barbados, e construiu carreira no cinema e na televisão carregando essa identidade caribenha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tessa Thompson</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="751" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-38.png" alt="" class="wp-image-97305" style="width:325px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-38.png 500w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-38-200x300.png 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-38-100x150.png 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-38-280x420.png 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-38-150x225.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-38-300x451.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: PhilipRomano</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu em Los Angeles, filha de pai com ascendência afro-panamenha e mãe de ascendência mexicana, herança que atravessa sua trajetória no cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Amara La Negra</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="907" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-1024x907.png" alt="" class="wp-image-97306" style="aspect-ratio:1.1287030615277915;width:559px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-1024x907.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-300x266.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-150x133.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-768x680.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-474x420.png 474w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-696x617.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39-1068x946.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-39.png 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Aleesha Carter</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Cresceu entre Miami e a República Dominicana, país de onde vem sua família, referência que atravessa toda sua carreira na música e na televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Susana Baca</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="554" height="554" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-40.png" alt="" class="wp-image-97307" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-40.png 554w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-40-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-40-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-40-420x420.png 420w" sizes="(max-width: 554px) 100vw, 554px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu em Lima e tem raízes na comunidade afro-peruana do país, tradição musical que passou a representar internacionalmente ao longo de sua carreira na música.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><strong>Sheryl Lee Ralph</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="771" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-771x1024.png" alt="" class="wp-image-97311" style="aspect-ratio:0.7529411764705882;width:412px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-771x1024.png 771w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-226x300.png 226w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-113x150.png 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-768x1020.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-1157x1536.png 1157w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-316x420.png 316w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-150x199.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-300x398.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-696x924.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43-1068x1418.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-43.png 1205w" sizes="(max-width: 771px) 100vw, 771px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: reprodução redes sociais</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu em Waterbury, Connecticut, filha de pai afro-americano e mãe jamaicana, e construiu carreira como atriz e cantora, hoje reconhecida pelo papel de professora em &#8220;Abbott Elementary&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Caterine Ibargüen</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="924" height="607" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41.png" alt="" class="wp-image-97308" style="width:614px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41.png 924w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41-300x197.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41-150x99.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41-768x505.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41-639x420.png 639w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41-696x457.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/image-41-741x486.png 741w" sizes="(max-width: 924px) 100vw, 924px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: getty images</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nasceu em Apartadó, no Urabá antioquenho, na Colômbia, região que a formou antes de se tornar referência mundial no esporte, como campeã olímpica de salto triplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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