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	<title>Breno Cruz, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Breno Cruz, Autor em Mundo Negro</title>
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		<title>Chef Léo Oldman leva talento brasileiro ao &#8220;Oscar da Pizza&#8221; </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 22:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
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		<category><![CDATA[chefs negros]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O chef carioca Léo Oldman, de 44 anos, natural de Irajá, no subúrbio do Rio de Janeiro, precisou tomar uma das decisões mais difíceis de sua vida em 2023: fechar seu restaurante de alta gastronomia na cidade do Porto, em Portugal — o Restaurante Cabeça de Porco. Após 17 anos de carreira na cozinha, sendo 10 deles em Portugal, encerrar as atividades foi a única alternativa para quitar suas dívidas e recomeçar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa decisão, sobraram apenas uma bancada, um forno, uma batedeira e uma geladeira. Foi assim que Léo deu início a uma pequena operação de take away e delivery de pizzas no Porto. Três anos depois, em 2026, brilhou no The Best Pizza Awards — considerado o &#8220;Oscar&#8221; do mundo da pizza — ao ser indicado na categoria &#8220;One to Follow&#8221;, voltada a profissionais apontados como grandes promessas e que, geralmente, passam a disputar as principais categorias nas edições seguintes. Infelizmente, Léo foi a única pessoa preta indicada na premiação de 2026, realidade ainda recorrente em reconhecimentos da gastronomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pizza entrou em sua vida muito mais por necessidade do que por acaso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Aos poucos, aquilo que começou como uma forma de recomeçar se transformou em um projeto ao qual passei a dedicar praticamente todo o meu tempo&#8221;, explica o chef.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Léo sempre acreditou que estudar era o único caminho para evoluir. Dedicou-se aos livros, aos estudos e à prática, testou técnicas e aprendeu com alguns dos maiores nomes da pizza contemporânea, como Anthony Mangieri, Chris Bianco, Imai e Tamaki. Essas referências foram fundamentais, mas, como ele mesmo destaca, &#8220;meu objetivo nunca foi reproduzir o trabalho de ninguém. Eu quero construir uma identidade própria, baseada em técnica, consistência e respeito aos ingredientes.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não me estranha que Léo Oldman tenha sido o único preto indicado ao The Best Pizza Awards 2026. Foi por situações como essa que criei o Prêmio Gastronomia Preta, em 2022. O que me causa ainda mais estranhamento é que, em 2026, ele tenha sido o único homem preto presente no evento realizado em Milão, na Itália. A Europa contemporânea conta com uma expressiva presença da diáspora africana e, por isso, o relato do chef evidencia um cenário que merece reflexão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento nunca vem fácil — ainda mais quando se é uma pessoa preta em um setor historicamente marcado pela baixa presença de profissionais negros em espaços de maior visibilidade. Léo Oldman estudou e pesquisou intensamente para alcançar um nível técnico capaz de ser reconhecido em uma área tão específica. A busca pelo conhecimento o levou diversas vezes à Itália para conhecer produtores, estudar processos e compreender de perto a cultura que envolve a pizza. Cada viagem reforçou a ideia de que fazer uma boa pizza depende muito mais de disciplina e atenção aos detalhes do que de fórmulas secretas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando perguntei ao chef o que fazia com que ele tivesse sido reconhecido em uma área tão específica em um período relativamente curto, ele respondeu:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O fato de eu ter vivido como chef muitos anos, ter uma técnica aprendida na França e ter passado um tempo na alta gastronomia me fez aplicar todo o rigor técnico que eu já tinha na confecção de pizzas. Os especialistas perceberam a fermentação natural, o controle desse processo e também o domínio do forno a lenha a 460 graus. Possivelmente, compreenderam tudo isso, o que chamou a atenção deles, principalmente ao descobrirem que eu não faço pizza há 20 anos, não sou de família italiana e nem tenho um storytelling de tradição italiana para contar. Até a premiação, eu nunca tinha ido à Itália.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, em apenas três anos, o chef Léo Oldman alcançou um nível técnico que muitas famílias e empresários italianos construíram ao longo de décadas. Isso é, sem dúvida, resultado de talento, estudo e dedicação. Espero, em breve, noticiar sua presença entre os vencedores das principais categorias do The Best Pizza Awards 2027. E já deixo registrado: quero a exclusividade dessa notícia, chef Léo Oldman.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A confeiteira de Bangu que entrou na UFRJ aos 51 anos e conquistou pódio nacional com um bolo de literatura de cordel</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-confeiteira-de-bangu-que-entrou-na-ufrj-aos-51-anos-e-conquistou-podio-nacional-com-um-bolo-de-literatura-de-cordel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 09:24:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[confeitaria]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo negro]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia preta]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fl&#225;via Agripino, de Bangu, ingressou na UFRJ aos 51 anos e conquistou o 2&#186; lugar na AbraChefs com um bolo inspirado na literatura de cordel. Conhe&#231;a sua hist&#243;ria. &#201; um bolo de verdade? D&#225; pra comer? Essas s&#227;o as primeiras perguntas que nos v&#234;m &#224; cabe&#231;a quando nos deparamos com o trabalho da confeiteira Fl&#225;via [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Flávia Agripino, de Bangu, ingressou na UFRJ aos 51 anos e conquistou o 2º lugar na AbraChefs com um bolo inspirado na literatura de cordel. Conheça sua história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um bolo de verdade? Dá pra comer? Essas são as primeiras perguntas que nos vêm à cabeça quando nos deparamos com o trabalho da confeiteira Flávia Agripino, de Bangu, Zona Oeste Carioca. Um talento aprimorado na sua trajetória de 15 anos de confeitaria e que agora ganha dois capítulos especiais: o ingresso aos 51 anos para cursar o Bacharelado em Gastronomia da UFRJ e o reconhecimento técnico dos pares em um concurso nacional. Flávia é uma daquelas personagens que nos inspira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando entrei em sala de aula e a vi, rolou uma conexão que eu nem sei explicar &#8211; são coisas que a racionalidade não nos ajuda a desvendar. Madura, segura de si (sem ser arrogante) e com um propósito: fazer um curso superior em uma universidade pública federal. A motivação veio do filho Flávio, que a inscreveu no Enem e no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) &#8211; plataforma em que o pretendente à vaga no ensino superior federal concorrer às vagas nas instituições públicas. Ao lado dos filhos e da sobrinha (que também estudam na UFRJ) formam uma família que acessa a educação superior pública de qualidade. E posso dizer com conhecimento de causa que Flávia é uma aluna que vai continuar se destacando.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!6aCc!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7e164520-3020-4416-ade0-81ae9a8ae52d_900x1600.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!6aCc!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7e164520-3020-4416-ade0-81ae9a8ae52d_900x1600.jpeg" alt=""/></a><figcaption class="wp-element-caption">Foto: arquivo pesssoal</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa linda trajetória de uma empreendedora na confeitaria, suas vendas ajudam a complementar a renda de sua família com os doces e bolos. E, agora, em 2026, veio recentemente o reconhecimento técnico dos pares no concurso nacional da Associação Brasileira de Chefs de Cozinha e Bartenders AbraChefs, ficando em segundo lugar com o bolo “Brasilidades: Literatura de Cordel”. Delicado, cheio de detalhes, lindo e gostoso. Quem viu se encantou e tudo era comestível. De acordo com a confeiteira:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Eu usei pasta americana como cobertura, e várias técnicas para os detalhes, tudo era comestível: como uma bandeira de tecido comestível, a “terra” era uma farofa de amêndoas, as pedras de noz pecã e os livretos de papel arroz. O recheio foi uma cocada com castanha do Brasil e uma ganache de maracujá com infusão de baunilha”.</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!pugu!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff1923425-b2b4-474e-b241-d6ccd2d3e74e_2252x4000.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!pugu!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff1923425-b2b4-474e-b241-d6ccd2d3e74e_2252x4000.jpeg" alt=""/></a><figcaption class="wp-element-caption">Foto: arquivo pessoal</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Credo, que delícia! Deu vontade em mim e em você? Se você está no Rio de Janeiro (RJ) ou na região metropolitana e quer um bolo que entrega beleza, história do cliente por meio de uma escuta ativa dos desejos do aniversariante e verdade gastronômica, a confeiteira Flávia Agripino te espera! Embora a gente coma também com os olhos, o sabor, estrutura e textura também importam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empreendimento: @flaviaagripinodoceria</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Preto Gourmet</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Breno Cruz é o criador do Prêmio Gastronomia Preta, do Pretonomia e do Festival Gastronomia Preta. Pós-doutor, professor de Gestão na Gastronomia, Empreendedor Social e autor de 15 livros nas áreas de Administração e Gastronomia</p>
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			</item>
		<item>
		<title>História, Ancestralidade e Alta Gastronomia: a cozinha do chef Rafael Morente em Paraty (RJ)</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/historia-ancestralidade-e-alta-gastronomia-a-cozinha-do-chef-rafael-morente-em-paraty-rj/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 09:56:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Breno Cruz (Preto Gourmet) Uma parada na carreira de cozinheiro para viver novos ares fora da capital paulista junto com sua companheira Carol o levou &#224; cidade litor&#226;nea de Paraty, no Rio de Janeiro. Ao chegar, compreendeu que a cidade vivia um boom gastron&#244;mico; e, como parte do enredo, Rafael teve que repensar aquela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Breno Cruz (Preto Gourmet)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma parada na carreira de cozinheiro para viver novos ares fora da capital paulista junto com sua companheira Carol o levou à cidade litorânea de Paraty, no Rio de Janeiro. Ao chegar, compreendeu que a cidade vivia um <em>boom</em> gastronômico; e, como parte do enredo, Rafael teve que repensar aquela pausa em sua vida pessoal e profissional com a notícia da chegada do seu primeiro filho (Jonas). Com a bagagem profissional que tinha ao passar por grandes casas em São Paulo (SP), estava super preparado para assumir operações sofisticadas na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um país onde o colorismo é uma realidade, o chef paulista se compreendeu como homem pardo na cozinha profissional, ao ouvir de um chef que sua namorada à época era negra; e, ao se olhar, percebeu seu tom de pele mais escuro que o da namorada. Foi neste momento que Rafael Morente compreendeu que ele também era racialmente marcado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa compreensão dos marcadores sociais também o motiva a contar sua história enquanto profissional de cozinha no Pindorama &#8211; o restaurante que ele criou e que é um dos sócios. Pindorama é também uma aula de história por resgatar o primeiro nome do Brasil antes da invasão portuguesa &#8211; uma vez que esse era o nome dado pelos povos originários. Pindorama significa Terra das Palmeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa aula de história do nosso território, o chef Rafael Morente une (i) cozinha e técnicas Caiçara com (ii) insumos nativos que ele e sua equipe colhem na Mata Atlântica, (iii) cozinha afrodiaspórica e (iv) técnicas de diferentes cozinhas. É, sem sombras de dúvidas, alta gastronomia em um ambiente sofisticado e com cozinha autoral. Mas para chegar até aqui existe uma trajetória.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="684" data-id="95594" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-1024x684.jpeg" alt="" class="wp-image-95594" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-1024x684.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-300x200.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-150x100.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-768x513.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-1536x1025.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-629x420.jpeg 629w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-696x465.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42-1068x713.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-11.43.42.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 16 anos, o adolescente iniciou sua trajetória na cozinha profissional em um restaurante espanhol em São Paulo (SP). Em seguida, passou por um restaurante chinês nos finais de semana ainda no Ensino Médio. Aos 18 anos foi formalmente contratado por um bar de Tapas e atuou como confeiteiro. Depois, passou por um restaurante italiano onde ficou por alguns anos até chegar em Paraty com planos de atuar com panificação &#8211; especificamente com pães de fermentação natural. Naquele momento, Rafael já não queria mais trabalhar em cozinhas de restaurantes. Com a gravidez de sua companheira, o chef teve que voltar às cozinhas profissionais e deixar de lado seus planos de atuar como <em>boulanger</em> (padeiro).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E com essa bagagem de prática culinária em diferentes cozinhas, o chef Rafael Morente decidiu colocar em prática o projeto da sua vida &#8211; o Pindorama, que é um restaurante autoral de comida brasileira, evidenciando os insumos, técnicas, cultura e história do Brasil. Em seu trabalho de elaboração de pratos e experiências, o chef usa PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), FANCs (Fungos Alimentícios Não Convencionais), méis de abelhas nativas com produção local em um meliponário e PENACOS (Peixes Alimentícios Não Convencionais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Minha experiência no Pindorama foi com o menu de quatro etapas &#8211; o menu Ancestral que também é nomeado de Nego Bispo. A entrada foi um mexilhão defumado com vinagrete de palmito; seguida de dois pratos principais &#8211; o Peixe azul-marinho com farofa de urtiga e harumaki de paçoca de banana; e, o Vatapá de arroz, castanhas do caju, quiabo grelhado e camarões flambados na cachaça. A sobremesa foi o arrebatador “Sonho Abolicionista” &#8211; uma criação pensada a partir da junção de um sonho de padaria recheado com pudim abolicionista (uma receita de 1888). Se posso deixar uma reflexão, aqui está: todo ser humano vivo neste planeta deveria ter a oportunidade de experimentar e virar os olhinhos com o Sonho Abolicionista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chef Rafael Morente é, sem sombras de dúvidas, um talento que deve ser conhecido por quem aprecia nossa cultura e nossa culinária. É inovador, potente, audacioso nas suas criações e legitimamente brasileiro. E é com essa audácia que termino meu texto de retorno ao Mundo Negro trazendo histórias de boas comidas e de profissionais da Gastronomia neste Brasil.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Texto: Preto Gourmet</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chef: @rafaelmorente</p>



<p class="wp-block-paragraph">Restaurante: @pindoramaparaty</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Preto Gourmet</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Breno Cruz é o criador do Prêmio Gastronomia Preta, do Pretonomia e do Festival Gastronomia Preta. Pós-doutor, professor de Gestão na Gastronomia, Empreendedor Social e autor de 15 livros nas áreas de Administração e Gastronomia</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Economia Pretagonista no Natal e Ano Novo &#8211; vamos juntos?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/economia-pretagonista-no-natal-e-ano-novo-vamos-juntos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 15:56:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando entendemos a nossa ancestralidade, entendemos tamb&#233;m qu&#227;o fortes e resilientes somos enquanto empres&#225;rios, gestores, profissionais da cultura, da gastronomia e de tantas outras &#225;reas. Minha proposta neste texto &#233; apresentar o conceito de Economia Pretagonista &#8211; uma economia que &#233; pensada e constru&#237;da a partir do protagonismo de pessoas pretas em seus diferentes ramos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando entendemos a nossa ancestralidade, entendemos também quão fortes e resilientes somos enquanto empresários, gestores, profissionais da cultura, da gastronomia e de tantas outras áreas. Minha proposta neste texto é apresentar o conceito de <strong>Economia Pretagonista </strong>&#8211; uma economia que é pensada e construída a partir do protagonismo de pessoas pretas em seus diferentes ramos e setores de atuação. Meu foco será na Gastronomia &#8211; e tenho como recorte o período do Natal e Ano Novo para evidenciarmos empresários e empreendedores pretos que prepararam menus, produtos ou serviços especiais para estas datas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tive contato com o termo Protagonismo no livro com mesmo nome organizado por Jonathan Raymundo e Rodrigo França (Editora Agir). <strong>Pretagonizar</strong> significa colocar em evidência as pessoas pretas e dar protagonismo a elas nas mais diferentes áreas. <strong>Economia Pretagonista</strong>, termo que cunho neste momento, tem como objetivo trazer a ideia de rede de colaboração para evidenciar e dar destaque ao povo preto em diferentes áreas. Em outras palavras, queremos dinamizar sim a economia, mas trazer mais que a realização da troca financeira. Queremos criar a ruptura e evidenciar de diferentes formas, nas diferentes mídias, as pessoas que fazem a roda girar na economia em suas diferentes áreas de atuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na minha percepção, minha proposta se torna diferente do conceito de<em> black money </em>porque nesse conceito há uma preocupação com a diminuição das desigualdades e empoderamento financeiro. Já na <strong>Economia Pretagonista</strong>, o objetivo é o de colaboração em rede e evidenciamento do nosso povo &#8211; saindo do pressuposto que a situação de desigualdade já foi ultrapassada para aquela pessoa que queremos pretagonizar. Em outras palavras, é um conceito complementar ao <em>black money</em>. Escolhi cinco empresas ou empreendedores que atuam na Gastronomia para pretagonizar; e, que neste final de ano, oferecem serviços ou produtos para consumo, são eles:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dim Sum Rio (Rio de Janeiro)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Chef Vladimir Reis acaba de ganhar o Prêmio Gastronomia Preta na categoria&nbsp; Chef. Sua culinária é a asiática e ele preparou um cardápio especial para este final de ano. No Dim Sum Rio (Largo do Machado), você pode encontrar um menu de Natal e Ano Novo muito especial e com traços da sua culinária e de sua brasilidade. O Pato de Pequi acompanha vegetais orgânicos, molhos da casa e crepes e é o meu escolhido para este texto. Serve até 4 pessoas e seu custo é R$ 290,00. E há dúvidas de que é uma delícia!? Eu experimentei e adorei.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/3RSvwVCiW7-06pUfH9UkBDC6KE8YYgKW4ri2JYke4KtiDMd2qoPh5sPGZnoKTxTpQKrB_EOzamrQcTyPb6F43o2UJVqoAliXDyZaBbBZz2wPSECa4At2G7Pofvw7wDVOzwX1GMNW_wI0QMva8S8SXlgK6DoXpXAB7BdMA2b_E6XjaLHzncFqN9jOr6V4dg" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Divulgação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mama África Labonne Bouffe (São Paulo)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No bairro do Tatuapé em São Paulo, especificamente na Rua Cantagalo, número 230, você encontra o aconchegante restaurante Mama África &#8211; que se apresenta no Instagram inclusive como um pedaço da África em São Paulo. O Chef Sam, apresenta neste Natal de 2022 um menu com sete preparações pensadas carinhosamente para a data. Aqui, apresento a vocês o Attieke &#8211; peixe frito, banana da terra, attieke (estilo cuscuz de mandioca), molho especial caseiro de tomate, vinagrete&nbsp; e ovo. É um dos pratos bem tradicionais na África para esta data festiva, segundo o chef Sam.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/eIsF6AiSxCyXJROgGp0syEjNtg5gb4BniqSQBNOPxPGHe3oSzGLeJv_23PJfpJO79B1p_QkGetc19AO3RMmAD2u0mejVmW60VPiijtucVubWXGya9ec6sN3sdC-JeV48Mm03b6-PNtwiQ0IR9d8NS0leUNo08jKObPh4iWyDYXJSC5g7IYLywBsL-JojSw" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: divulgação</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diva Confeitaria (Rio de Janeiro)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diva Oliveira acabou de ser agraciada com o Prêmio Gastronomia Preta na categoria Confeiteira &#8211; e ainda recebeu o prêmio das mãos do nosso querido chef Paulo Rocha. Diva sempre está antenada nas datas festivas. O principal produto deste natal foi inspirado na sua família. O bolo Casa de Natal tem uma massa rica em especiarias que traz um pouco da sua história de ancestralidade; acompanhado de uma geleia de frutas vermelhas que a confeiteira faz com sua mãe (receita de família ensinada pela dona Jandira desde pequena). Você pode encomendar o bolo pelo valor de R$ 180,00.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/LDeXV7pksDi_Vm85yGPwnEuQZZO1s4SiEBRS5oflnCj5HvRQzUQ13GUnQFGdpXKY_6QbpT8HQ99Akc-hKlkjqvfOScV7rFU5mXsl1QOWXPwPencTMmoQYzysiuzl4tgLE5PKYc5gVSMFCrIRaxPjWR-L9UwUo_ACXywFsSr_R6RP8gk2GMeHqSsvzkwrWQ" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: divulgação</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Roma Negra (Salvador)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Largo do Cruzeiro de São Francisco, em Salvador, temos o Roma Negra &#8211; mais um espaço para aquilombar com gastronomia, cultura e arte. Em menos de um ano de atuação,&nbsp; a casa está tão em alta na cena gastronômica soteropolitana que neste Ano Novo realizará a sua primeira ceia para aproximadamente 100 pessoas &#8211; um evento privado e fechado ao público. É sucesso que se fala, né!? O segredo deste evento é tão grande que nem tivemos acesso ao menu assinado pela chef Severina Santana. Se estamos curiosos? Nem um pouco…&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/AIEwT34QXHibvtK3Zlui6eH0VbP2p_afNEt9W0FkdqOALwIYSeCRRb1TI46o5Sqc_BDTHad3hbkNwyTJDNJaJSRw59ZX6TRCQKH03cUudEWqO3T4GgR5hrmeTlUE1WVSaKahtO3IaUCxs1l3eWbsUOZ5kke7KVkg3jrjU0fvPQefLR1skvcpusrV_DTkIw" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bar Dreams by Flávia Di (Rio de Janeiro)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Reveillon e Natal combinam com bons drinks, né!? A empresária e mixologista Flávia Di &#8211; que é outra premiada do Prêmio Gastronomia Preta na categoria Bartender; preparou um drink especial para o Mundo Negro para celebrar o Natal: o Moulin Rouge de Natal &#8211; Gin, calda artesanal de hisbicus, cullis de morango com baunilha, mix de limão tahiti e siciliano, borda de mel com açúcar de hibiscus guarnecido com zest de limão siciliano e alecrim, um toque de tônica e gliter para deixar o drink bem natalino e pomposo. E a gente experimentou e nem é bom: é maravilhoso!</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/Xdc_f7Eg5RSlTt5DNGaFeZ02aljnA77OkMh57-BByOG97JUGCzoV7RjXqMgxljEQzIjsw1PIqg67HWuZL0oCu8-pmtAR0jopMk526I5dXaWa7YmEw0fiyV9nzA8JgiLpS6oMs0WDZOukFYC5H9Hiiyp5ED8Mi8-RGn4Odl_w3iUPvQEGSpsXO8ipJEfHOw" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Prêmio Gastronomia Preta</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulher Preta e Soul Negão (Minas Gerais &#8211; Rio de Janeiro)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você ficou curioso para saber onde encontrar essa linda taça do drink acima? Ela está disponível no site <a href="http://www.soulnegao.com.br">www.soulnegao.com.br</a> &#8211; uma empresa que valoriza o empoderamento das mulheres e homens pretos e que tem uma linha exclusiva de taças e copos. Toda experiência gastronômica envolve a apresentação das bebidas e comidas. Logo, uma linha que empodera e evidencia nosso povo é mais que demais. É ubuntu! Os empresários Carlos César e Aline Pires são mineiros, residem no Rio de Janeiro e trazem todo carinho do povo mineiro e a alegria do carioca para suas criações. Vale a pena dar aquela espiada no site e ver outros produtos também.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/Csc3Y0UgqQP_gWPWJH-QDb1j2gUBCfXCjEXwnFgi-WFuEgiSLULiqmDAqFogEOn14Wfn7wLY9WIQ2EqkGtXFv1iOxqr0vqPtuYpmXLSgTmFzQDAhZBtkkgUt9S7RCPX9PwMsJgcocpRO1ashCtouOtNwGogoPc11A99RMPecuisQiz8UPDBGgf3gL725CQ" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: divulgação</p>



<p class="wp-block-paragraph">O meu papel de apresentar a vocês o conceito de <strong>Economia Pretagonista</strong> foi feito neste texto e as minhas cinco dicas de empresas e empreeendores foram apresentadas. Então, bora pretagonizar esses e outros empreendedores e empresas lideradas pelo povo preto, pardo ou ingígena!? Agora é com a gente ajudando a aumentar essa ruptura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br><br><br><br><br></p>
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		<title>Chef Paulo Rocha volta às suas origens na Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte (MG) </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/chef-paulo-rocha-volta-as-suas-origens-na-festa-de-nossa-senhora-do-rosario-dos-homens-pretos-de-chapada-do-norte-mg-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 13:05:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[origens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 04 de Outubro de 2022 o reconhecido chef confeiteiro Paulo Rocha voltou &#224; Chapada do Norte (Vale do Jequitinhonha &#8211; MG) para visitar sua v&#243; (dona Zizi) e para descansar. Como ele j&#225; havia falado para mim com muito entusiasmo sobre a Festa de Nossa Senhora do Ros&#225;rio dos Homens Pretos de Chapada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No dia 04 de Outubro de 2022 o reconhecido chef confeiteiro Paulo Rocha voltou à Chapada do Norte (Vale do Jequitinhonha – MG) para visitar sua vó (dona Zizi) e para descansar. Como ele já havia falado para mim com muito entusiasmo sobre a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte, pedi que ele registrasse sua passagem pela cidade e fizesse fotos para que pudéssemos contar essa história aqui no <strong>Mundo Negro</strong>. Você está sendo convidado a conhecer um pouquinho mais sobre a história e cultura religiosa e gastronômica de uma festa que exalta o povo preto e nossa ancestralidade. E te dou um spoiler: tem receita do chef Paulo Rocha no final.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/x50boIEhQpRVlejuvEVOEfhUojNXi5l0kBZwz6QGT3kJ21RkZIR6OfmUsVXiu4ybAqvU6QWy3tbjzByuwypv0ewoMp2RzK4TVk0Da8DeIUigXUNp0X3z3OqlKlWHn_6wFMGL-aUjp_WBnsB-uokK2K3RduJ87hZ6-eXNGeLLw0ez-30jcljKPu7LsyQaGQdE_8qI__-sug" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Igreja de Nossa Senhora do Rosário</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Viviane Soares Alves</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Onde fica Chapada do Norte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Chapada do Norte é um município de aproximadamente 16 mil habitantes, no norte do estado de Minas Gerais em uma região conhecida como Vale do Jequitinhonha. Fica entre cidades mais conhecidas como Governador Valadares, Teófilo Otoni e Montes Claros. Abaixo no mapa você poderá se localizar.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/75rmRHuZJ5qpPe8X16LOIFnFu0ZjZGUczk3ghgcwQzQpN3DrDhCra_JxTrF3-qetmMBY_JZrTvbJlY-91kFHdlCBzouHIPtv7Ivi_fJnR1vUSJeyuEgWAvRPFwxlONIhsxTa6kxkCjV9wK5urqSDXGp-gnYEGzvN6CWMR_uspcyPYHNweGHu5ktFuvhKCVHeej6FZ7WKJA" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Google Maps</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade é marcada por resistência quilombola – visto que no passado foi um quilombo e é dessa ancestralidade que surge a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte. Hoje, é um dos municípios com maior população negra na região Sudeste de acordo com o último censo (92% da população) e são 14 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares.&nbsp; Logo, as manifestações folclóricas que reverberam as tradições da cultura africana são mantidas, sendo a festa uma delas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/APrOMJ3TQKbMgpbon6hfG28keXhfSdl-Yw2rnUOcqCG4cUgWveHTY1GLeDgR2AGTdgpaTGoO0yjcGqhg7v_SQPvO2fT_QyJV62VRAV8lrzxFhyEF4igyrO1ZBo1rMC_H87S3-JfZUtLZZxrF0bhDmeCdQuREXUjv1tjtHlJVm_-0sD2ZIOBzj7RIzskrzWaaZSJEMUVx5A" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Congado no sábado de Buscada da Santa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Viviane Soares Alves</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Coroa Real da Festa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um ano de antecedência é escolhida a Coroa Real da a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte do ano seguinte. Existem o Rei e a Rainha e também a Rainha Encostada. O Rei e Rainha são aquelas pessoas que precisam estar dispostas a trabalhar, gerenciar e realizar a festa. Já a Rainha Encostada&nbsp; geralmente é uma devota da VIrgem do Rosário que possui uma promessa alcançada a pagar. Nos cortejos da festa, os encostados vêm atrás do Rei e Rainha.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/DJse20qbFDbmLC00KdFRzV4c3cc1dqIliJMy60g8Wg1EsYamBP6eyHsGw0YQNDZ7nVTZB2P_lK12A2zLmsjqJKybptMrtGY1JRabWbJto8IcmJlD9XkLS2YL97duBsSEMrGqwEI9PFV6h-DRN0VKi6nfOYNLDVFta4PHUysWiudBCbxfYlECNo4gLChg7PVUnrsveqarAQ" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Rei e Rainha de 2023. Marília é tia do chef Paulo Rocha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Paulo Rocha</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Festa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem se junta a Paulo Rocha para me ajudar a contar essa história é seu primo Maurício Aparecido Costa &#8211; que é Procurador Geral da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte e também secretário municipal de Cultura e Turismo do município.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme aponta Maurício, “a primeira Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte é datada de 1822 – de acordo com o estatuto da Irmandade do Rosário. Mas antes desta data existem relatos de reuniões de irmãos do Rosário.” E em 2013 recebeu o título de Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do estado de Minas Gerais (título concedido pelo IEPHA em Maio de 2013). Conforme destaca Maurício, é a única celebração religiosa do estado de Minas Gerais que recebeu este título. Na percepção dele, o que contribuiu para que esse título fosse conquistado foi a preservação da essência, a história e os valores da festa.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/cXE56eV3OTuJBFOlWvJBgIrDQM1JC9PNH1ARivHrrbyrM-OuqO3CplRnGqPVm-7u6wW8WZ5zu0QfhzcT5huiOTIBOkGv7pJeZE6NNnfdvPBT8uStR3pGmniDrObY7NGFRwDxIVLjjh9Q6m0f8JHfDENTSNsRZD8jKsWIVrfgRE4OO9Vu-wY4kpTtpBCRIwjP9ZEB5c0jYA" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Tamborzeiros mirins da festa (nova geração).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Viviane Soares Alves</p>



<p class="wp-block-paragraph">A festa é composta por irmãos do Rosário e&nbsp; devotos da Virgem do Rosário. A celebração foi iniciada este ano no primeiro dia de Outubro com o Meio Dia das Novenas com a Banda Filarmónica Santa Cruz à frente da Capela do Rosário e com a presença do Rei e Rainha da festa – e com fogos de artifícios para celebrar ainda mais o início da festa. À noite, tem-se a primeira noite da novena e os oito dias seguintes também são realizados na Capela do Rosário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quinta feira seguinte, na parte da manhã, há a celebração que tem a maior participação popular na Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte: a Lavação da Igreja &#8211; um ritual preparatório para as últimas celebrações religiosas da festa. A congada vai até as casas do Rei e a Rainha e as pessoas de comunidades quilombolas descem neste cortejo para o rio Capivari. Com baldes na cabeça, as pessoas trazem a água para lavarem a Capela do Rosário. A lavagem agora é simbólica para evitar cupim e não estragar alguma estrutura do local. As pessoas passam o dia na igreja limpando os castiçais e os materiais sacros a fim de deixar o local ainda mais lindo para os Tamborzeiros do Rosário, devotos, visitantes e a população em geral para fazer um batuque. Deste festejo, eles descem para a casa da Rainha para servirem o angu – uma comida tipicamente africana.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/UmJl3ZZpjBOP6HGXIWYUh9LxNFzJ71Z1XUkRcL7vNB_eiW0doyVf-RJLFBgYlG5jZZVYpBzM-oqAdnf3b_s2JwXs2eZvsRUbMKHN6doDtDhIlno3XL5QYV97_CNHY9cu2mILiJGd2NW4yfsyKnNHEukPSvZl8R2O4-DzxMVJQS9Lf_Lpk2TKCQxWynq7I-VE6MTr3ihoPw" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: O transporte das águas do rio Capivari</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Viviane Soares Alves</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é aqui que entra o Preto Gourmet com a Gastronomia. Tem o molho de angu, molho de quiabo, molho de feijão e molho de fava. Este angu é servido gratuitamente para todas as pessoas que ali estiverem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Buscada da Santa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma encenação teatral que acontece na porta da Capela do Rosário. Como afirma Maurício, “(&#8230;) como aprendemos com os nossos antepassados que os negros não tinham as mesmas possibilidades de participar das celebrações religiosas nos séculos passados mesmo antes de Chapada do Norte ser um município. O povo preto se reunia para rezar em lugares isolados. E em um desses lugares isolados (Córrego do Rosário), apareceu uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. Os brancos devotos desceram, pegaram essa imagem e trouxeram para o local que hoje é a capela.&nbsp; Mas, misteriosamente, a imagem sumiu (e isso aconteceu mais duas vezes). E foi então que os negros decidiram buscar a imagem, do jeito que eles sabiam: cantando, adorando e louvando. E, assim, permanece até hoje na capela”. Em outras palavras, foram&nbsp; pelas mãos do povo preto que a imagem ficou definitivamente no local.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/evyIf0Iqg4uDrKLsJZOu4AD09JPutK_4TKa39UuXNdEp7YZa_-IVpdys38Kcf7XluTuCO9o02BJZZCnwTGd7m2TmDaVTatm_hB8HbyQ4-92Rn-X9Q66U27QEayJanR8Wd61NT87XUTivIZB7QrLm0seQbNf-KDeKQem1oOoHaofIBJAnrbgyxRygb34yRdo4rWQbboUvSA" alt=""/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/xPzetwn460mnN_gih3o_ZYHdzwxuFMZxJg_dZBtyaC8xj3_2oHLDpiE4CMW3LLEvH6Y4rQW3nSkA6y16OOIT9-ikVx-5IDWEJRMl6mNz-5JGLHXuf_MAVETyv4voZynkHGyWChxMGOKtiUox565qOUo307KZZ8aP2bfCkSSZPnkAbtO3R8qJRjNBwTzTEW_dg_t501KqrQ" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: A Buscada da Santa na Gruta do Rosário</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito das Fotos: Paulo Rocha</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Gastronomia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A culinária mineira é rica e farta e não seria diferente na a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte. Além dos angus e seus molhos, tem os doces que são entregues para quem está celebrando a festa (doce de leite, de casca de laranja, de batata, de mamão, de fava) e quitutes (biscoito de polvilho e rosquinhas doces).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/riRXvht0xf5XtRhGrFFG84xjSzPPs-9jD3xj7FHXbMirOLDxrKcqhiLVDxcFQ06lkgna12_Lm0akW602-gkwsRebp-Ec84oMiIxIjA-yjezSw3iRXWc8UtyvQryPDHPhfO2ysBAR2Kt4Ddju4Dw2P3zEZ3YAQdhfCDBzgGjuF-DGg_w5gPG9uJPJHwLcxR6lwWK-y9cAfA" alt=""/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/D2fAv92syHZ-w-nvDcwjIaISUZEMdMbitdPKt5zH7d56quAvIpaRVQepwUSoCtTMRUhEY9nmUZBOMsTQoxLrd0pFO-RpsJsAcszVBMrGzD9ll_L7kGpfn4MyB7u4Uo7h-4y_oNJTmTP1MX2kMftkyUi9TRY-f1hsySwZXfRQvHEhIZ8jVBdzoNly4z-KH7Ne-nABKLdAZA" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Quitutes preparados pelos religiosos e habitantes da cidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Viviane Soares Alves</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por falar em doce, é claro que eu pedi ao chef Paulo Rocha para trazer uma receita de doce de leite mineiro para que a gente possa reproduzir e tentar ter aquele gostinho da a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte ao terminar essa matéria. Com vocês, a receita tradicional de doce de leite mineiro do chef Paulo Rocha.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/M5YI94NrMfaCNUzAaY8wuWZhrIVVn5jtkZJRHrrbgF1ZcWVY03cVMRF4uof3yJ3mEOs-s9bFA8mY7_dO2uCWVPwm_TarSfyzMTK74689meWNRhZfhYpXU9g-HXsrm1hAgPEZmoR-UimKd9Ya8TJAvouwZvalgpnsVwoXxvt7IgJ1_FzV7B3IKl94cbDexLe4D07T46Macw" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Stella Kiss</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ingredientes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">2 L de Leite Integral</p>



<p class="wp-block-paragraph">200g Açúcar Refinado</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Modo de Preparo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Colocar na panela em fogo médio e mexer até obter a consistência do doce que você desejar: se quer mais duro, deixar mais tempo; se quer mais cremoso, tira do fogo assim que chegar nessa textura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segredo de um bom doce de leite mineiro é ser feito em um tacho de cobre – mas também pode ser feito em panela de ferro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Benê Ricardo: a chef das chefs</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/bene-ricardo-a-chef-das-chefs/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2022 20:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Benê Ricardo]]></category>
		<category><![CDATA[chef]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=54983</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como colunista do Mundo Negro quero dar o primeiro spoiler do livro Gastronomia Preta, que ser&#225; lan&#231;ado em novembro, e apresento a voc&#234;s a trajet&#243;ria desta mulher que de tornou inspira&#231;&#227;o para muitas outras mulheres negras que trabalham com gastronomia no Brasil e que buscam entender e valorizar a hist&#243;ria do povo preto. Ben&#234; Ricardo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Como colunista do <strong>Mundo Negro</strong> quero dar o primeiro spoiler do livro <a href="https://mundonegro.inf.br/premio-gastronomia-preta-reconhece-talento-de-chefs-negros/">Gastronomia Preta</a>, que será lançado em novembro, e apresento a vocês a trajetória desta mulher que de tornou inspiração para muitas outras mulheres negras que trabalham com gastronomia no Brasil e que buscam entender e valorizar a história do povo preto.<br><br>Benê Ricardo é sinônimo de resistência, resiliência, sucesso e inspiração para muitos(as) chefs pretos(as) no Brasil. Com a ajuda de Fernando Ueda, amigo pessoal de Benê e quem guarda parte de seu acervo, a história dessa grande chef (que muitas vezes foi invisibilizada) é contada com muito orgulho neste texto que estará no livro. E por representar tantas pessoas e a história de uma gastronomia genuinamente brasileira é que temos essa grande chef na capa do primeiro volume da coleção.<br><br>Em 1981, aos 38 anos, Benê Ricardo foi a primeira mulher brasileira a receber um diploma de chef de cozinha no país. E nesse contexto de um momento da ditadura e do sexismo, Benê Ricardo fez história na gastronomia &#8211; foi e sempre será parte da história de muitas mulheres cozinheiras e chefs no Brasil. <br><br>Mineira de Ouro Fino, ficou órfã aos 12 anos e virou empregada doméstica nessa idade. Trabalhando na casa de uma família de descendentes de europeus, recebeu o convite para acompanhá-los e partiu rumo à Europa, voltando de lá (anos depois) especialista em culinária alemã. Ganhou um concurso de receitas da Revista Cláudia e seu prêmio foi trabalhar na cozinha experimental do periódico. E continuou a voar e a inspirar muitas futuras cozinheiras e chefs pretas. <br><br>Defensora da biodiversidade e dos insumos tipicamente brasileiros, Benê Ricardo sempre esteve na vanguarda. Como aponta Fernando Ueda, &#8220;(&#8230;) a chef morreu atualizada e também na vanguarda. Levou a taioba (verdura tipicamente presente na culinária popular mineira) para São Paulo, usava diferentes castanhas no preparo de biscoitos e era assertiva com seus pares nas cozinhas&#8221;. Se com os amigos a chef Benê era um doce, na cozinha sempre tinha alguém com medo de errar perto dela em função dela sempre querer a perfeição. E, quando a chamavam para fazer avaliações de restaurantes, sempre dizia a verdade &#8211; e isso não agradava outros chefs de cozinha e donos de restaurantes quando o preparo não estava dentro do padrão de qualidade da chef. <br><br>Como especialista em cozinha alemã, o racismo se fazia presente de maneira explícita de diferentes formas. Em um jantar feito para alemães, um deles chegou e comentou na sua língua para outro compatriota: “Onde já se viu negro fazer comida alemã!”. Benê, fluente em alemão, respondeu: “Eu faço. E faço muito bem!” Não deveria existir à época a gíria, mas a gente atualiza: Benê sambou na cara do gringo alemão com essa resposta!<br><br>Uma vez por mês, em Santana (bairro da zona norte paulistana), a chef preparava um almoço para amigos que trabalhavam perto de sua casa &#8211; a definição de VIP também foi atualizada neste momento. Em 2018, nos deixou órfãos &#8211; mas o seu legado permanecerá. E até hoje esses amigos VIPs se encontram e o grupo de <em>WhatsApp</em> se chama “Chef Benê”. Seus amigos conversam todos os dias neste grupo e Benê se faz viva para eles e para todos profissionais de gastronomia pretos(as) do Brasil.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="319" height="438" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-16-às-18.00.54.png" alt="" class="wp-image-55117" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-16-às-18.00.54.png 319w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-16-às-18.00.54-218x300.png 218w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-16-às-18.00.54-109x150.png 109w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-16-às-18.00.54-150x206.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-16-às-18.00.54-300x412.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-16-às-18.00.54-306x420.png 306w" sizes="(max-width: 319px) 100vw, 319px" /><figcaption>Capa do livro Gastronomia Preta</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Olhar para nossa ancestralidade é muito importante; e, reconhecer os que vieram antes da gente, também. Por isso, a capa do livro é uma homenagem à chef Benê Ricardo: a primeira mulher a se formar em um curso profissional em Gastronomia no Brasil. Não seria possível pensar no primeiro volume da coleção Gastronomia Preta sem evidenciar logo na capa a importância dessa profissional. Espero que agora, com essa homenagem, muitos e muitas de nós possamos reconhecer a importância da mulher preta na gastronomia brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Axé!</p>
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		<title>Conheça o Coletivo de Mulheres Pretas do Chocolate</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/conheca-o-coletivo-de-mulheres-pretas-do-chocolate/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Sep 2022 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres pretas]]></category>
		<category><![CDATA[Slow Food]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Coletivo Mulheres Pretas do Chocolate surgiu em 2021 como uma estrat&#233;gia de unir mulheres pretas que trabalham com chocolates na Bahia, Rio de Janeiro e Par&#225;. Suas criadoras Pat Nicolau (da Nicolau Chocolates) e Mailan Santos (do Chocolate da Mata) se perceberam como &#250;nicas mulheres negras num grupo de aproximadamente 200 mulheres que trabalharam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Coletivo Mulheres Pretas do Chocolate</strong> surgiu em 2021 como uma estratégia de unir mulheres pretas que trabalham com chocolates na Bahia, Rio de Janeiro e Pará. Suas criadoras <strong>Pat Nicolau</strong> (da Nicolau Chocolates) e <strong>Mailan Santos</strong> (do Chocolate da Mata) se perceberam como únicas mulheres negras num grupo de aproximadamente 200 mulheres que trabalharam com chocolates no Brasil e deram o pontapé inicial nessa proposta focada no Slow Food. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-1024x681.jpg" alt="" class="wp-image-54069" width="514" height="342" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-1024x681.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-768x511.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-1536x1022.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-696x463.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-1068x710.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-1920x1277.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o-632x420.jpg 632w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/21272897_1927381127528717_2244438827606891091_o.jpg 2048w" sizes="(max-width: 514px) 100vw, 514px" /><figcaption>Foto: Reprodução</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O Slow Food é uma perspectiva na gastronomia que valoriza a sustentabilidade e a cadeia produtiva. Em resumo, não basta apenas ser uma comida gostosa e bonita &#8211; os ingredientes utilizados devem ser produzidos respeitando todos os envolvidos na cadeia produtiva (as pessoas e o meio ambiente). Se você quiser compreender um pouco mais sobre essa perspectiva, te convido a ler o meu livro ‘Gastronomia, Cerveja Artesanal e Slow Food: ideias de negócios sustentáveis’, publicado em 2020 pela Editora CRV.<br><br>Nessa pegada do Slow Food, 23 associadas do Coletivo Mulheres Pretas do Chocolate produzem artesanalmente seus produtos e os disponibilizam para a venda. São chocolates agroecológicos, que respeitam as pessoas e o meio ambiente. A técnica de fermentação de amêndoas do cacau foi gentilmente liberada para uso do coletivo por Albertus Eskes &#8211;  um dos maiores geneticistas de cacau do mundo. Essa técnica do pesquisador tem como principal característica a retirada o amargor do cacau, trazendo sabores frutados com notas aromáticas diferenciadas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/118157440_941056593044306_1736534351332788010_n.jpg" alt="" class="wp-image-54071" width="466" height="466" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/118157440_941056593044306_1736534351332788010_n.jpg 469w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/118157440_941056593044306_1736534351332788010_n-300x300.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/118157440_941056593044306_1736534351332788010_n-150x150.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/118157440_941056593044306_1736534351332788010_n-420x420.jpg 420w" sizes="(max-width: 466px) 100vw, 466px" /><figcaption>Foto: Reprodução</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">E com esse olhar sustentável e agroecológico na produção de chocolates era de se esperar que todas a associadas estivessem vendendo muitos chocolates e sem capacidade operacional para aceitar novos pedidos. Mas não é isso que acontece especificamente com <strong>Pat Nicolau</strong> no Rio de Janeiro. O buraco é bem mais embaixo e a criadora do coletivo, desabafa sobre as dificuldades de ser uma mulher preta empreendendo na Gastronomia: <br><br>“Eu faço chocolate há anos e tenho muitas dificuldades em ser reconhecida pelo que faço. Precisei ser notícia no Instagram de um jornalista de gastronomia para que colegas quisessem entender o que eu proponho. Eu sempre expliquei com carinho, mas eles nunca quiseram compreender. Precisou de um jornalista reconhecido escrever sobre a experiência que criei &#8211; 12 Desejos do Cacau &#8211; para que as pessoas dissessem que agora compreendiam minha proposta.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-08-22-at-18.59.33-1.jpeg" alt="" class="wp-image-54070" width="478" height="474" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-08-22-at-18.59.33-1.jpeg 596w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-08-22-at-18.59.33-1-300x297.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-08-22-at-18.59.33-1-150x149.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-08-22-at-18.59.33-1-424x420.jpeg 424w" sizes="(max-width: 478px) 100vw, 478px" /><figcaption>Foto: <a href="https://www.instagram.com/patriciaernicolau/">Pat Nicolau/Instagram</a></figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">No interior do Rio de Janeiro (Macaé), Pat tentou empreender oferecendo a amigos de universidade, empresários e pessoas influentes na gastronomia seus chocolates produzidos à luz da perspectiva do Slow Food. Investiu mais de R$ 2.000,00 em degustações e pré-teste de eventos. Leitor(a), sabem quantos contratos ela fechou? Nenhum. E ela sabe o porquê disso: uma mulher preta vendendo chocolate de altíssima qualidade não deveria estar nesse mercado. Sim, a gastronomia é eurocêntrica e ela sentiu na pele esse contexto no interior do estado e na capital. Segundo a empreendedora, tem gente preta influente que diz que é linda a ideia, mas não ajuda a abrir uma porta sequer.<br><br>E uma das situações concretizou o entendimento da criadora do Coletivo Mulheres Pretas do Chocolate sobre a incoerência de ação de alguns consumidores sobre o que eles falam e como eles agem tem relação com uma experiência vivida num shopping: a mesma amiga que disse procurar chocolates agroecológicos há anos e elogiou Pat pela iniciativa, foi a mesma que saiu de uma loja de chocolates finos com mercadorias. <br><br>O discurso é lindo, né gente!? Mas na prática essas mulheres precisam não apenas serem vistas, mas consideradas como produtoras e vendedoras de chocolates de altíssima qualidade. A minha parte eu já fiz &#8211; que foi contar essa história. Agora conto com vocês de fazer esses sonhos de 23 mulheres pretas acontecerem!<br><br>Axé.</p>
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		<title>Conheça nossos chefs pretos e pretas que se destacam na gastronomia</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/conheca-nossos-chefs-pretos-e-pretas-que-se-destacam-na-gastronomia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Sep 2022 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo apresento a voc&#234; leitor(a) dez chefs pretos e pretas que se destacam na Gastronomia no Brasil. Obviamente, existem mais profissionais que poderiam ser listados aqui (e voc&#234; pode bem nos indicar outras hist&#243;rias para conhecermos). Este texto surge de uma intera&#231;&#227;o em sala de aula com alunos da gastronomia &#8211; conforme pode ser [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo apresento a você leitor(a) dez <em>chefs </em>pretos e pretas que se destacam na Gastronomia no Brasil. Obviamente, existem mais profissionais que poderiam ser listados aqui (e você pode bem nos indicar outras histórias para conhecermos). Este texto surge de uma interação em sala de aula com alunos da gastronomia &#8211; conforme pode ser visto nos próximos parágrafos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo começo de semestre uso da mesma estratégia com meus alunos e alunas do bacharelado em Gastronomia recém chegados à universidade pública: peço que eles(as) se apresentem dizendo de onde são, suas idades e o porquê de escolherem aquele curso. É curioso que muitos alunos escolhem a área em função de suas histórias de afeto com seus pais ou avós.&nbsp; Assim, eu consigo perceber e continuar acreditando que a Gastronomia é sobre afeto e sobre pessoas &#8211; e não somente sobre ganhar dinheiro e ter exposição na mídia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disciplina que leciono para os calouros da Gastronomia é ‘Iniciação à Extensão Universitária na Gastronomia’. Este conteúdo me dá liberdade para discutir de maneira tangencial questões da sociedade. A universidade empreteceu nos últimos anos e isso me alegra. E, nessa sala de aula empretecida, com histórias diversas e plurais, o Preto Gourmet quis saber quantos chefs pretos e pretas aquela turma conhecia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando joguei a pergunta no ar, os alunos começaram a pensar…. Geralmente, a resposta é quase que instantânea quando faço uma pergunta e jogo para eles o pedido de resposta. Fiquei olhando aqueles rostinhos e pensei: “Ih… deu ruim! Estão pensando demais para citar um nome”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de uns 15 segundos (isso é uma eternidade em uma sala de aula em uma universidade), alguém disse: “Acho que eu conheço sim, professor…Aquela da TV&#8230; mas eu não sei o nome dela. É a que está na Globo, naquele reality show.” Eu joguei alguns nomes e a aluna respondeu: “Essa daí, professor: Kátia Barbosa!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O exercício foi bom porque eles mesmos entenderam que os chefs pretos e pretas na Gastronomia estão invisibilizados. E nesse exercício, continuei: “Agora, vamos citar chefs brancos que vocês conhecem.” Obviamente, as respostas surgiram imediatamente e muitos nomes nacionais e internacionais foram mencionados. Por isso, como forma de visibilizar o nosso povo, trago aqui 10 chefs pretos (as) que têm uma história relevante na Gastronomia e que merecem ser (re)conhecidos. Vem comigo conhecer esse povo lindo que faz um trabalho digno de estar nos mais diferentes veículos de comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Aline Chermoula</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="322" height="398" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Chermoula.jpg" alt="" class="wp-image-53680" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Chermoula.jpg 322w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Chermoula-243x300.jpg 243w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Chermoula-121x150.jpg 121w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Chermoula-150x185.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Chermoula-300x371.jpg 300w" sizes="(max-width: 322px) 100vw, 322px" /><figcaption><strong>Instagram: </strong><a href="https://www.instagram.com/alinechermoula/">@alinechermoula</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A baiana de Feira de Santana entende a importância da ancestralidade na gastronomia e foca suas criações na valorização da culinária africana. É escritora, palestrante, professora, pesquisadora da cozinha afrodiaspórica pelas Américas e colaboradora do Mundo Negro. Sua formação em História permite que a chef una esse conhecimento acadêmico da cultura africana aos pratos que cria. E o sobrenome que a acompanha é o nome de um molho muito usado no norte da África. Chermoula é um pesto africano que leva salsa, coentro, canela, azeite de oliva, pimenta do reino, hortelã (e outros elementos ou temperos a gosto). A chef tem a marca Chermoula Cultura Culinária e oferece um menu autoral em eventos especiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aline Guedes </strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="401" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Aline-Guedes.jpg" alt="" class="wp-image-53681" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Aline-Guedes.jpg 602w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Aline-Guedes-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Aline-Guedes-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /><figcaption><strong>Instagram: </strong><a href="https://www.instagram.com/chefalineguedes/">@chefalineguedes</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">E temos outra Aline e que também colaboradora do Mundo Negro. A chef Aline Guedes, de São Paulo, começou a cozinhar aos 7 anos de idade&nbsp; para que no tempo de folga da sua mãe (dona Ditinha) a matriarca pudesse descansar. Era uma forma inteligente de Aline ter mais tempo livre com sua mãe &#8211; que era empregada doméstica e tinha uma jornada de trabalho pesadíssima. Há 20 anos formada, a gastronomia mudou a vida de uma menina preta periférica &#8211; que foi parar até na TV Globo participando de reality show. Sofreu racismo e machismo em cozinhas profissionais, mas foi forte e continua vencendo. É pesquisadora, Mestre em Hospitalidade, professora, mãe e tem como ingrediente favorito pescados que são utilizados na valorização de uma cozinha brasileira que resgate a ancestralidade&nbsp; &#8211; sem deixar de mesclar também elementos e técnicas da cozinha européia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Benê Ricardo (<em>inmemorian</em>)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="235" height="321" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Bene-Ricardo.jpg" alt="" class="wp-image-53684" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Bene-Ricardo.jpg 235w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Bene-Ricardo-220x300.jpg 220w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Bene-Ricardo-110x150.jpg 110w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Bene-Ricardo-150x205.jpg 150w" sizes="(max-width: 235px) 100vw, 235px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1981, aos 38 anos, Benê Ricardo foi a primeira mulher brasileira a receber um diploma de chef de cozinha no país. E nesse contexto de um momento da ditadura e do sexismo, Benê Ricardo fez história na Gastronomia &#8211; foi e sempre será parte da história de muitas mulheres cozinheiras e chefs neste país. Mineira de Ouro Fino, ficou órfã aos 12 anos e virou empregada doméstica nessa idade. Trabalhando na casa de uma família de descendentes de europeus, recebeu o convite para acompanhá-los e partiu rumo à Europa, voltando de lá (anos depois) especialista em culinária alemã. Ganhou um concurso de receitas da Revista Claudia e seu prêmio foi trabalhar na cozinha experimental do periódico. E continuou a voar e a inspirar muitas futuras&nbsp; cozinheiras&nbsp; e chefs pretas em todo o país. Em 2018, nos deixou órfãos &#8211; mas o seu legado permanecerá. Sempre que entrevisto uma chef de cozinha preta, o nome de Benê Ricardo é citado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reprodução: Google Imagens</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte de pesquisa: mulheresnagastronomia.com.br</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carmem Virginia </strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="477" height="479" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Carmem-Virginia.jpg" alt="" class="wp-image-53685" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Carmem-Virginia.jpg 477w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Carmem-Virginia-300x301.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Carmem-Virginia-150x151.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Carmem-Virginia-418x420.jpg 418w" sizes="(max-width: 477px) 100vw, 477px" /><figcaption><strong>Instagram:</strong><a href="https://www.instagram.com/carmemvirginia/"><strong> </strong>@carmemvirginia</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Chef dos Orixás, Dona Carmem, Carmem Virgínia… essa pluralidade para apresentá-la mostra quão grande é a chef recifense que é neta de merendeira. Aos 14 anos foi escolhida cozinheira dos Orixás e aprendeu muito com sua vó (mas só olhando &#8211; já que não tinha permissão para ajudá-la). Hoje, com mais de 200 mil seguidores, a chef produz conteúdo para as mídias sociais e já participou de diversos programas culinários na TV brasileira. A chef queria ser jornalista, mas que bom que um orixá a escolheu para ser cozinheira! Os orixás não erram: ela está na mídia e também cozinhando! Seu foco é a valorização da comida brasileira, com uma importante reflexão sobre uma gastronomia que possa ser pensada também para os pobres (suas receitas consideram a restrição orçamentária do seu público). Ah, Dona Carmem, você é Axé puro! Quando nossas vidas se cruzarem, será um abraço daqueles!&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cidinha Santiago</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="379" height="466" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Cidinha-Santiago.jpg" alt="" class="wp-image-53686" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Cidinha-Santiago.jpg 379w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Cidinha-Santiago-244x300.jpg 244w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Cidinha-Santiago-122x150.jpg 122w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Cidinha-Santiago-150x184.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Cidinha-Santiago-300x369.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Cidinha-Santiago-342x420.jpg 342w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /><figcaption><strong>Instagram: </strong><a href="https://www.instagram.com/cidinha_santiago/">@cidinha_santiago</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A mineira de Juiz de Fora é referência para muitas mulheres pretas que estão na Gastronomia nos dias de hoje. Em 1985, lançou o livro ‘Receitas de Comidas Típicas’. É educadora, mãe, apresentadora de programas de culinária, consultora gastronômica, professora em cursos de culinária e workshops. Leitor(a), nem preciso escrever mais sobre Cidinha, né? Ela está na vanguarda quando o assunto é mulheres pretas na Gastronomia e por isso é respeitada por toda sua trajetória na Gastronomia. Eu fiquei todo bobo quando vi que a Cidinha Santiago me segue no Instagram &#8211; rolou aquela sensação de que dei certo na vida!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Iza Sousa </strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="394" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Manjar-Cozinha-Ancestral.jpg" alt="" class="wp-image-53687" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Manjar-Cozinha-Ancestral.jpg 602w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Manjar-Cozinha-Ancestral-300x196.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Manjar-Cozinha-Ancestral-150x98.jpg 150w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /><figcaption><strong>Instagram:</strong><a href="https://www.instagram.com/manjar_cozinha_ancestral/"><strong> </strong>@manjar_cozinha_ancestral</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Baiana do Sul do estado, mãe solo de três filhos e a necessidade de botar comida na boca de suas crianças é que a levou para a Gastronomia &#8211; trabalhou anos em mansões de “gente importante” na região de Trancoso e fez diversos cursos no Senac e depois em São Paulo &#8211; seu talento estava sendo descoberto à medida que gente da alta sociedade brasileira experimentava suas criações durante as férias ou eventos. Não perdeu nenhuma oportunidade de capacitação. E, há apenas 4 anos, é que Iza se reconheceu como mulher negra ao ir a Salvador. Desta virada de chave, a chef valoriza a culinária indígena e da diáspora sendo  especializada em Frutos do Mar. Suas criações reforçam a necessidade de pensarmos a gastronomia de maneira mais cultural e ancestral por meio da valorização da biodiversidade brasileira e a influência africana. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>João Diamante</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="404" height="506" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Joao-Diamante.jpg" alt="" class="wp-image-53688" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Joao-Diamante.jpg 404w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Joao-Diamante-240x300.jpg 240w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Joao-Diamante-120x150.jpg 120w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Joao-Diamante-150x188.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Joao-Diamante-300x376.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Joao-Diamante-335x420.jpg 335w" sizes="(max-width: 404px) 100vw, 404px" /><figcaption><strong>Instagram: </strong>@joaodiamante<a href="https://www.instagram.com/joaodiamante/">https://www.instagram.com/joaodiamante/</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Tem o dendê baiano e a experiência carioca da zona norte. João nasceu em Salvador e veio para a cidade maravilhosa ainda pequeno. Estudou Gastronomia, se destacou e ganhou uma bolsa para ir estudar na França. O chef tem como especialidade a simplicidade da gastronomia por meio dos insumos simples &#8211; no RioGastronomia a estrela de sua aula foi a abobrinha, por exemplo. Mas João, com suas técnicas, não esquece suas raízes. Hoje é apresentador de programas culinários, modelo e atua como empreendedor social por meio da ONG Diamantes na Cozinha &#8211; um projeto que capacita jovens pretos em situação de vulnerabilidade econômica e social para atuarem na Gastronomia. E, recentemente, aceitou o convite para ser o Embaixador do Prêmio Gastronomia Preta &#8211; do qual o Mundo Negro é parceiro oficial de mídia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Kátia Barbosa</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="336" height="333" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Katia-Barbosa.jpg" alt="" class="wp-image-53690" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Katia-Barbosa.jpg 336w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Katia-Barbosa-300x297.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Katia-Barbosa-150x149.jpg 150w" sizes="(max-width: 336px) 100vw, 336px" /><figcaption>Instagram <a href="https://www.instagram.com/barbosakatia/">@barbosakatia</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foi criada na favela e passou por muitos perrengues na vida. É dela um Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Rio: o famoso bolinho de feijoada. Kátia ganhou mais visibilidade no programa Mestre do Sabor (TV Globo), mas já era uma personalidade conhecida da cena gastronômica carioca com seus bolinhos e comida de boteco. A chef tem como especialidade a comida popular brasileira. O dia pode estar difícil, mas se alguém pede uma foto com a chef, logo aquele sorrisão característico aparece no rosto e tudo parece melhorar. Kátia Barbosa fundou o Aconchego Carioca (na Tijuca, Rio de Janeiro) &#8211; que inclusive está no Guia Michelin; é uma das sócias do Kalango Bar (com sua filha e também chef de cozinha Bianca Barbosa); e tem a marca Katita &#8211; lojas em que podemos comprar seus produtos (bolinhos e feijoada).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paulo Rocha </strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="331" height="593" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Paulo-Rocha.jpg" alt="" class="wp-image-53691" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Paulo-Rocha.jpg 331w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Paulo-Rocha-167x300.jpg 167w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Paulo-Rocha-84x150.jpg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Paulo-Rocha-150x269.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Paulo-Rocha-300x537.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Paulo-Rocha-234x420.jpg 234w" sizes="(max-width: 331px) 100vw, 331px" /><figcaption><strong>Instagram: </strong><a href="https://www.instagram.com/chefpaulorocha/">@chefpaulorocha</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mineiro&nbsp; de Chapada do Norte (cidade que no passado foi um quilombo), o Paulo Rocha é um chef confeiteiro ímpar e ganhou destaque em 2022 ao participar do reality show Iron Chef Brasil (Netflix) e ser o primeiro competidor a desbancar um Iron Chef. O chef confeiteiro hoje é responsável pelas seis casas do Restaurante President &#8211; do midiático chef Érick Jacquin. Sempre amou a patisserie&nbsp; francesa (a confeitaria clássica) e por isso se especializou em entregar seus doces com o conhecimento da técnica e um sabor ímpar. Paulo é alegria por onde passa e seu sorrisão enche o ambiente de alegria. E será ele o apresentador oficial do Prêmio Gastronomia Preta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vladimir Reis Lopes </strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="310" height="417" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Wladimir-Reis.jpg" alt="" class="wp-image-53692" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Wladimir-Reis.jpg 310w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Wladimir-Reis-223x300.jpg 223w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Wladimir-Reis-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Wladimir-Reis-150x202.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/09/Wladimir-Reis-300x404.jpg 300w" sizes="(max-width: 310px) 100vw, 310px" /><figcaption><strong>Instagram: </strong><a href="https://www.instagram.com/dimsumrio/">@dimsumrio</a></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Da Baixada Fluminense para o Largo do Machado (Rio de Janeiro), com escalas no Centro do Rio para estudar Gastronomia e em Singapura (onde aprendeu a arte de criar dumplings (bolinhos asiáticos). O chef Vlad criou o Dim Sum Rio em plena pandemia e enquanto vários restaurantes demitiam, o Dim Sum Rio contratava. Vlad tem feito algo ímpar no Rio de Janeiro: oferecer dumplings na cena gastronômica carioca. E não há quem não se encante com o sabor e a beleza dos pratos servidos. Por isso já está indo para a abertura de uma segunda casa. É sucesso que se fala, né!?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das reflexões mais bonitas que ouvi de preto para preto foi essa aqui que reproduzo: “Eu não quero vincular meu sucesso à minha ida para Singapura. Tem muitas crianças e jovens pretos que podem querer entrar para a gastronomia e podem pensar que é a internacionalização que trás o conhecimento. Então, muitas vezes, eu prefiro omitir essa parte da minha trajetória para não interromper os sonhos de crianças e jovens pretos como eu.” Vlad, você é incrível!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você conhece algum chef preto(a) com uma história incrível e que se destaca no que faz? Não se acanhe, faça a ponte para que possamos contar essas histórias aqui. No próximo artigo listarei outros 10 chefs. Vem comigo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Axé!</p>
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		<title>A regra é clara: Preto não é influencer!</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-regra-e-clara-preto-nao-e-influencer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Breno Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Sep 2022 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Breno Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prazer! Eu sou o Preto Gourmet &#8211; um dos novos colaboradores do Mundo Negro. E como postulante a t&#237;tulo de DFI (Digital Food Influencer) na cena gastron&#244;mica, o meu recorte &#233; racial. Quero problematizar as pessoas pretas na Gastronomia &#8211; uma &#225;rea marcada pelo eurocentrismo e pelo racismo estrutural. Neste texto de estreia, quero abordar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Prazer! Eu sou o Preto Gourmet &#8211; um dos novos colaboradores do Mundo Negro. E como postulante a título de DFI (Digital Food Influencer) na cena gastronômica, o meu recorte é racial. Quero problematizar as pessoas pretas na Gastronomia &#8211; uma área marcada pelo eurocentrismo e pelo racismo estrutural. Neste texto de estreia, quero abordar o nosso lugar nas mídias sociais e o nosso apagamento na cena gastronômica como consumidores ou influenciadores digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criação do Preto Gourmet se deu pela experiência em um restaurante que é indicado pelo Guia Michelin no Rio de Janeiro. Fui representar uma amiga pelo seu blog no lançamento do novo menu do restaurante. Quando sentei à mesa com formadores de opinião e imprensa, me dei conta que eu era o único preto daquela mesa &#8211; e aquilo foi um soco no estômago.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cadê os meus? Não tem preto(a) formador(a) de opinião no Rio de Janeiro? Não tem jornalista preto(a) especializado(a) em Gastronomia? &#8211; essas foram minhas reflexões iniciais comigo mesmo com sorrisos no rosto para ser educado no meio de gente que eu desconhecia. Entre sorrisos forçados e bem artísticos (fui bom nisso e a TV me perdeu), viralizavam questionamentos na minha mente. Embora eu já tivesse percebido que na universidade federal em que sou professor no bacharelado em Gastronomia sou o único professor efetivo preto, não tinha percebido quão visíveis eram os resquícios do racismo na mídia profissional gastronômica, nas assessorias de imprensa e agências de marketing.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mesma amiga jornalista branca sempre confiou em mim e dizia: “a ideia do Preto Gourmet é ótima! Siga e não desanime!” Eu segui com a ajuda dela substituindo-a em visitas a restaurantes de cena carioca. Como ela é muito reconhecida entre empresários deste ramo e a imprensa especializada, toda vez que eu falava que estava representando o blog dela, os olhares mudavam e até sentia um tratamento diferenciado (positivamente).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecendo influenciadores digitais em eventos realizados para restaurantes, bares e gastrobares, a questão racial mais uma vez apareceu: eu era o único preto do evento. Mais uma vez caiu a ficha: preto não é influenciador gastronômico. Quando vejo vídeos em parceria de influenciadores gastronômicos com restaurantes, minha percepção se concretiza: são sempre pessoas brancas. Sabe o porquê? Porque a cena gastronômica tem como cerne a distinção social por meio do status.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como pesquisador e líder do grupo de pesquisa ‘Consumo, Gastronomia e Redes Sociais Virtuais’ &#8211; CNPq, o meu tema de interesse atualmente é a avaliação online de restaurantes nas plataformas digitais. No capítulo ‘O Termo Gourmet: sua construção histórica na Gastronomia e o uso nas avaliações online de restaurantes’ no livro ‘Gastronomia: Ensino, Pesquisa e Extensão’ discuto como esta palavra é usada como forma de distinção social entre apreciadores da gastronomia. Neste contexto da gastronomia como marcador da distinção social, nós pretos(as) não temos lugar como consumidores e influenciadores &#8211; pelo menos é assim que as agências de marketing, assessorias de imprensa e donos(as) de restaurantes nos vêem. São os brancos que são convidados para este papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Remetendo à famosa frase do país do futebol, “a regra é clara”: preto não é influenciador na cena gastronômica &#8211; digo isso com conhecimento de causa. Transitando por espaços da alta gastronomia carioca e tendo contato com empresários e grandes chefs da mídia, sabe quantas vezes fui convidado como influenciador para ter uma experiência num restaurante/bar/gastrobar por agência de marketing ou assessoria de imprensa? Apenas 3 vezes &#8211; sendo duas delas depois que o Prêmio Gastronomia Preta (spoiler do Mundo Negro) explodiu em todo o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leitor(a), é sobre isso: nossa invisibilidade na cena gastronômica como consumidores e formadores de opinião. O lugar do nosso povo é onde ele quiser, mas a cena gastronômica ainda nos invisibiliza de diferentes formas &#8211; e é esse apagamento na Gastronomia que discutirei com vocês nos próximos textos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Axé!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para indicar os profissionais negros da gastronomia que você quer ver sendo reconhecidos no Prêmio Gastronomia Preta, você pode preencher o formulário <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSebQfbWy8Dmi5sXOsP1mv1eBLqxiJbUVFzvxNsWHzoO36d7AA/viewform">clicando aqui</a>. Saiba mais sobre o prêmio acessando as redes sociais do <a href="https://www.instagram.com/pretogourmet/">@pretogourmet</a>. </p>
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