Mundo Negro

Assédio, racismo e inveja nos bastidores do carnaval do Rio. Ex porta-bandeiras contam sua história em biografia

Além do nome, as cariocas Priscila Hirle e Priscila Rosa compartilham muitas semelhanças na vida. As duas são negras, de origem humilde, mães de meninos, esposas e com uma passagem importante na história do Carnaval carioca. Formada em medicina, Hirle, 38, foi eleita Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro em 2004. Rosa, 34, que hoje é jornalista e cake designer, começou a vida artística cedo como passista mirim do Acadêmicos do Salgueiro e depois, pela mesma escola, porta-bandeira (1994 – 2002). Também foi porta-bandeira pela Portela (2003), Acadêmicos da Rocinha (2004), Mocidade Independente de Padre Miguel (2005), União da Ilha do Governador (2006 – 2008).

carna

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As conquistas e adversidades vivenciadas por ambas durante o tempo em que atuaram no Carnaval do Rio as aproximaram e as motivaram a escrever o livro O Segredo é Você (Autografia). A autobiografia descreve momentos de glória, além de episódios de assédio vividos pelas duas tanto no meio carnavalesco como em outros ambientes de trabalho.

O livro aborda diversos temas cotidianos como a autoestima, beleza, saúde, inveja, racismo, machismo e espiritualidade e tem como objetivo inspirar outras mulheres a não desistirem de seus sonhos e alcançarem êxito na vida pessoal e profissional

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