Mundo Negro

Anitta deixa de seguir Rodrigo Branco e se manifesta: “Racismo é crime, não tem discussão”

Foto: reprodução

Cantora publicou nota em suas redes sociais nesta quinta-feira (25) esclarecendo que curtir uma publicação não equivale a endossar a conduta do empresário

A cantora Anitta se pronunciou nesta quinta-feira (25) em suas redes sociais para negar que tenha prestado apoio ao empresário Rodrigo Branco, condenado pela Justiça de São Paulo por declarações racistas proferidas em 2020 contra a médica e vencedora do BBB 20, Thelma Assis. Além do pronunciamento, a cantora deixou de seguir o empresário nas redes sociais. Na publicação, Anitta afirmou que a amizade com qualquer pessoa nunca se sobreporá a um ato que considera criminoso. “Racismo é crime. Quem comete é racista e deve lidar com as consequências de seus atos assim como Rodrigo Branco e tantas outras pessoas famosas, influentes e anônimas que cometeram ou cometem esse crime. Tem lei, pena e justiça. Não tem discussão. Não tem opinião de X ou Y. Nunca passei nem passarei pano pra um amigo que comete algum crime”, escreveu Anitta em publicação em suas redes sociais nesta quinta-feira (25).

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A cantora também explicou que sua menor presença nas redes sociais nas últimas semanas não deve ser interpretada como silêncio conivente. “O fato de eu não ser mais tão ativa nas redes sociais quanto eu era antes não significa que eu esteja apoiando alguém diante de uma coisa tão indiscutível. Nunca me esquivei de me posicionar sobre as coisas, nunca tive posicionamento seletivo e não seria dessa vez”, completou, na mesma publicação.

O pronunciamento ocorre após a condenação de Rodrigo Branco pela 6ª Vara Cível de São Paulo, proferida em 15 de junho de 2026, que determinou o pagamento de R$ 40 mil por danos morais a Thelma Assis, valor que somado a juros e correção monetária chegou a R$ 76.061,07, segundo informação publicada pelo Brasil 247. O processo teve origem em março de 2020, quando Branco, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais ao lado da influenciadora Ju de Paula, afirmou que a médica tinha torcida “porque ela é negra, coitada” e que apoiá-la seria “racismo”. Na mesma live, dirigiu comentários racistas à jornalista Maju Coutinho, afirmando que ela “só está lá por causa da cor”.

Reprodução: redes sociais

Na sentença, a juíza Flávia Snaider Ribeiro reconheceu o racismo estrutural nas declarações e afirmou, que “a conduta do réu não se limita a ofender a vítima individualmente considerada e seus familiares, mas tem a propensão de também atingir a coletividade como um todo ao reproduzir símbolos históricos de inferiorização e exclusão.” Branco optou por não recorrer da decisão e publicou um vídeo nas redes sociais em que disse aceitar a responsabilidade pelas declarações. “Assumir a responsabilidade é parte do aprendizado e faço isso de cabeça erguida”, declarou o empresário em vídeo publicado em suas próprias redes sociais.

A publicação do empresário gerou uma série de manifestações de apoio por parte de celebridades, o que abriu uma nova polêmica sobre racismo e responsabilização pública. Nos comentários, Deborah Secco escreveu, em publicação nas redes sociais de Rodrigo Branco: “A gente erra, aprende, se responsabiliza pelos nossos erros e faz diferente.” Xuxa afirmou, na mesma publicação: “Errei muito e estamos aqui para tentar errar menos. É que essa pauta dói muito e nós, brancos, nunca vamos entender essa dor. Não dá mais para errar nesse assunto.” Astrid Fontenelle, que também deixou comentário na postagem, escreveu: “Não é fácil. Meu filho segue sendo um dos dois pretos que estudam na escola. Diariamente, vemos no noticiário casos e mais casos racistas. E somos nós, brancos e brancas, que temos que ir à luta por eles. Bem-vindo.” Segundo a Revista Fórum, tanto Xuxa quanto Astrid Fontenelle retiraram posteriormente suas mensagens de apoio.

Thelma Assis, que passou seis anos conduzindo o processo judicial, informou que destinará o valor recebido a uma instituição dedicada ao combate ao racismo, segundo o Mundo Negro. A médica também se manifestou sobre o período de espera pela decisão: “Esse impacto não pode ser desfeito com um simples pedido de desculpas na frente das câmeras”, afirmou,

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