A ícone da música Angélique Kidjo, de 64 anos, tornou-se nesta terça-feira (18) a primeira musicista africana — e a primeira artista negra africana — a receber uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, em Los Angeles, nos Estados Unidos. “Sem a gente, não há música possível neste planeta”, afirmou a cantora, na cerimônia que contou com a presença de nomes de peso da indústria do entretenimento, incluindo Harvey Mason Jr., presidente da Recording Academy, e o ator Djimon Hounsou.
Nascida no Benin, Angélique mudou-se para Paris em 1983, onde deu os primeiros passos de uma carreira global. Ela lançou 19 álbuns desde 1981 e conquistou fãs em todo o mundo graças à sua habilidade única de fundir estilos da África Ocidental com funk, jazz e R&B.
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A cantora acumula cinco prêmios Grammy em sua trajetória: venceu na categoria de Melhor Álbum de Música do Mundo Contemporâneo em 2008 e ganhou o prêmio de Melhor Álbum de Música Global quatro vezes entre 2015 e 2022. Em 2023, também recebeu o Polar Music Prize, considerado o “Nobel da música”.
Sua extensa lista de colaboradores inclui artistas diversos como Burna Boy, Alicia Keys, John Legend, Philip Glass, Sting, Peter Gabriel, Bono e Yo-Yo Ma.
Além dos Grammys e do Polar Music Prize, a cantora ainda foi listada pela Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, pela BBC como uma das 50 figuras mais icônicas da África e pelo The Guardian como uma das 100 pessoas mais cultas do planeta.
Em declaração à AFP quando a estrela foi anunciada, no ano passado, Angelique demonstrou otimismo sobre o futuro: “Poderei ser a primeira cantora africana a ter uma estrela na Calçada da Fama, mas tenho certeza de que não seria a última. Muitos outros virão e isso enche meu coração de alegria”.