Atriz foi premiada pela interpretação de Dinorah em “Cangaço Novo”, em cerimônia que também definiu os vencedores de Manas, O Agente Secreto e Homem Com H nas categorias de cinema
A atriz Alice Carvalho venceu a categoria de Melhor Atriz de Série de Ficção no Prêmio Grande Otelo 2026, pela interpretação de Dinorah em “Cangaço Novo”. A premiação aconteceu na noite de terça-feira, 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e chegou à 25ª edição definindo vencedores em cinema, séries e curtas-metragens.
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A vitória disputou espaço com atrizes de peso na categoria. Adriana Esteves, por “Os Outros”, Bruna Linzmeyer, por “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, Camila Pitanga, por “Beleza Fatal”, Marjorie Estiano, por “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, e Thainá Duarte, também por “Cangaço Novo”, completaram a lista de indicadas.
Alice Carvalho teve presença dupla na premiação deste ano. Além do prêmio em série, ela concorreu na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante de Longa-Metragem, por sua atuação como Fátima em “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. A estatueta dessa categoria ficou com Dira Paes, por “Manas”, mas a indicação simultânea em cinema e televisão colocou a atriz entre os nomes de maior circulação da noite.
Na categoria principal, “Manas”, de Marianna Brennand, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, dividiram o prêmio de Melhor Longa-Metragem Ficção, em um empate inédito nos 25 anos de história do Grande Otelo. “Homem Com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso, terminou a noite como o filme mais premiado, com seis estatuetas.
Confira a lista completa dos vencedores do Prêmio Grande Otelo 2026
Melhor Longa-Metragem Ficção
“Manas”, de Marianna Brennand, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho (concorreram também “Homem Com H”, “O Filho de Mil Homens” e “O Último Azul”)
Melhor Filme pelo Voto Popular
“Homem Com H”
Melhor Longa-Metragem Comédia
“Velhos Bandidos”, de Claudio Torres
Melhor Longa-Metragem Documentário
“Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa
Melhor Longa-Metragem Infantil
“O Diário de Pilar na Amazônia”, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put
Melhor Longa-Metragem Animação
“Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul”, de Alê Camargo e Jordan Nugem
Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano
“O Riso e a Faca” (Portugal) e “Belén” (Argentina)
Direção e roteiro
Melhor Direção: Marianna Brennand, por “Manas” (concorreram Daniel Rezende, Esmir Filho, Gabriel Mascaro e Kleber Mendonça Filho)
Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem: Rafaela Camelo, por “A Natureza das Coisas Invisíveis”
Melhor Roteiro Original: Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini, por “Manas”
Melhor Roteiro Adaptado: Daniel Rezende, por “O Filho de Mil Homens”
Atuação em longa-metragem
Melhor Atriz de Longa-Metragem: Denise Weinberg, como Teresa em “O Último Azul” (concorreram Camila Pitanga por “Malês”, Carolina Dieckmann por “(Des)Controle”, Jamilli Correa por “Manas” e Tânia Maria por “O Agente Secreto”)
Melhor Ator de Longa-Metragem: Jesuíta Barbosa, como Ney Matogrosso em “Homem Com H” (concorreram Antonio Pitanga por “Malês”, Rodrigo Santoro por “O Filho de Mil Homens” e Wagner Moura por “O Agente Secreto”, entre outros)
Melhor Atriz Coadjuvante: Dira Paes, como Aretha em “Manas” (Alice Carvalho concorreu como Fátima, em “O Agente Secreto”)
Melhor Ator Coadjuvante: Rodrigo Santoro, como Cadu em “O Último Azul”
Técnica
Melhor Direção de Fotografia: Evgenia Alexandrova, por “O Agente Secreto”
Melhor Direção de Arte: Thales Junqueira, por “O Agente Secreto”
Melhor Figurino: Gabriella Marra, por “Homem Com H”
Melhor Maquiagem: Martín Macías Trujillo, por “Homem Com H”
Melhor Montagem de Ficção: Isabela Monteiro de Castro, por “Manas”
Melhor Montagem de Documentário: David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa, por “Apocalipse nos Trópicos”
Melhor Efeito Visual: Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk, por “O Agente Secreto”
Melhor Som: Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr, por “Homem Com H”
Melhor Trilha Sonora: Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis, por “Homem Com H”
Séries de TV
Melhor Série de Ficção: “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” (1ª temporada)
Melhor Atriz de Série de Ficção: Alice Carvalho, como Dinorah em “Cangaço Novo”
Melhor Ator de Série de Ficção: Johnny Massaro, como Fernando em “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”
Melhor Série Documental: “Caçador de Marajás” (1ª temporada)
Melhor Série de Animação: “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (3ª temporada)
Curtas-metragens
Melhor Curta-Metragem Ficção: “Amarela”
Melhor Curta-Metragem Documentário: “Sebastiana”
Melhor Curta-Metragem Animação: “A Tragédia do Lobo-Guará”
O prêmio celebra 25 anos de história
O Grande Otelo existe desde os anos 2000, quando ainda era chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A mudança de nome ocorreu em 2023, em homenagem ao ator Grande Otelo, cuja imagem inspirou o desenho do troféu entregue aos vencedores. A Academia Brasileira de Cinema, responsável pela organização do prêmio, ainda não divulgou a data da próxima edição.