Mundo Negro

“A primeira cirurgia plástica que eu fiz foi para começar a ser aceita”, relembrou Ludmilla no podcast Mano a Mano

Foto: Jef Delgado.

Cantora falou sobre carreira, fé, orientação sexual, haters e racismo.

A cantora Ludmilla foi a convidada do podcast Mano a Mano, que foi ao ar nesta quinta-feira (28). Na conversa, a artista demonstrou a visão empreendedora que tem da própria carreira e falou detalhes sobre sua relação com a fé, com a família e com a imprensa.

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Mano Brown questionou Ludmilla sobre a percepção que ela tem sobre ser uma influência para meninas e mulheres negras na atualidade, ao contrário de anos atrás, onde as referências para essas crianças eram mulheres brancas e loiras, como a Xuxa. “Com o tempo eu fui pegando posse disso e prestando mais atenção nos meus passos porque eu sabia que tinha gente se guiando pelos meus passos”, disse Lud.

“Eu lembro que quando eu comecei a fazer cirurgia plástica, a primeira que eu fiz, foi para começar a ser aceita”, relembrou Ludmilla, contando que ao chegar em muitos shows no início de carreira, as pessoas falavam mal de sua aparência. “Eles falavam mal do meu nariz, do meu cabelo, da minha perna, da minha aparência”, disse ela.

Questionada por Mano Brown sobre qual é o seu estilo musical, Ludmilla não teve papas na língua. “Minha base é o funk, mas eu faço música. Num álbum meu tem R&B, tem um sertanejo meio pop, no meu próximo álbum vai ter pisadinha”. “Eu vivo música, eu respiro música, estou o tempo todo ouvindo, estudando, pesquisando música, estou o tempo todo estudando, por isso eu parei de me limitar a cantar só funk. Eu vou cantar tudo o que eu tenho vontade porque eu estudo pra isso”, arrematou.

No papo, ela também falou sobre sua fé. “Se for pra eu falar de qual igreja eu sou, eu sou da minha igreja”, disse a cantora, que explicou que realiza cultos em sua casa, num modelo chamado de célula. Onde ela chama uma pastora, contrata a banda, prepara o repertório e o culto acontece ali mesmo. Sobre este assunto, ela também falou sobre a homofobia presente nas igrejas e como essa foi uma saída para que ela e seus amigos se sentissem bem mantendo uma relação mais direta e independente com a espiritualidade.

Ouça a íntegra:

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